Textos na Categoria 'Formação Integral'

Cortando Decisivamente Todos Os Laços

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, “Jetro”, 19:16-19: E aconteceu que, ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de Shofar mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial.

E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte.

E todo o Monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o Monte tremia grandemente.

E o sonido do Shofar ia crescendo cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta.

Tudo o que é descrito na Torá acontece dentro de nós. O trecho acima descreve a primeira aparição da propriedade de doação que a pessoa sente dentro de suas propriedades. Elas ainda são egoístas e contrárias à doação, mas, ao mesmo tempo, já aspiram à equivalência, à união com essa propriedade, e começam a sentir que é algo valioso e superior. Dentro desta propriedade, nós continuamos reavaliando nossos valores. No entanto, este processo é acompanhado pelo medo de perder e devastar o nosso egoísmo interno: “Com o que eu devo ficar? Onde está minha família? Onde estão os meus entes queridos? Como eu posso abandoná-los?”.

Afinal de contas, nós estamos apegados a este mundo pelos fios de várias conexões. Algo está mais perto de mim, algo está mais distante; este eu amo, o outro eu odeio… Tudo é compartimentado. Toda a nossa existência se refere a esses tópicos. É assim como as nossas vidas são estabelecidas.

Apenas algumas pessoas são capazes de cortar decisivamente estas ligações e ver o que acontece em seguida. Para nós, isso é pior do que a morte, uma vez que perdemos completamente o autocontrole. Nosso egoísmo não consegue tolerar isso. Esta sensação pode ser comparada ao processo do nascimento, quando a criança sai do ventre de sua mãe e passa a existir no mundo que a separa completamente de sua mãe. Você consegue imaginar alguém que nos dá vida sendo cortado? É como ser privado de oxigênio.

E agora? Não há mais antecipações egoístas, sem sonhos do futuro… Não há nada a que você esteja acostumado!

Pergunta: Portanto, isso significa que o treinamento que passamos não nos prepara para esta fase?

Resposta: O período de preparação serve para fazer você entender que ainda não está pronto. Os animais que vivem ao nosso lado não compreendem estas questões. Esta condição só pode ser sentida pela propriedade chamada “homem” em nós, que não tem nada a ver com a propriedade do “animal” em nós. O período de preparação é essencial para nos elevar ao nível em que começamos a sentir essas nuances. Caso contrário, por que essa revelação acontece, em relação a quem?

A consciência de nossa oposição e despreparo já é uma realização. Nós começamos a perceber que a propriedade de doação é contrária a nós, que não estamos lá ainda, ou que simplesmente não a entendemos (negação da negação). Assim, nós avançamos.

De KabTV “Mistérios do Livro Eterno”, 18/02/13

O Espírito Estabelece A Saúde

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que quando uma pessoa “sai de si mesma”, do seu ego, ela paira acima dos seus estados, de suas doenças. Ela se sente diferente. Como alguém pode explicar a uma pessoa o significado de “sair de si mesmo”?

Resposta: É sabido que em qualquer estado que a pessoa se encontre, tudo depende do seu estado emocional, de sua maneira de pensar. Toda a informação, seja boa ou ruim, pode causar uma piora ou melhora do seu estado. Isto significa que a pessoa é uma criatura espiritual no sentido de que sente a si mesma de acordo com o espírito dentro dela.

Portanto, nosso trabalho principal é receber o correto alimento externo do ambiente que nos rodeia e entender que devemos procurar essa alimentação dentro de nós e fora de nós. Então, nós estaremos sempre no auge da saúde.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Misticismo Ou Falta De Sentidos?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O fundador da homeopatia, Hahnemann, escreveu o livro O Organon da Arte de Curar, e sua história é muito semelhante ao que aconteceu com O Livro do Zohar. Após a morte de Hahnemann, a última e mais atualizada versão foi mantida no sótão de sua casa por um longo tempo. Somente anos mais tarde, um de seus bisnetos encontrou e publicou-a. Hahnemann adicionou a esta versão os fundamentos da alma ou da espiritualidade. Ele é o pai da homeopatia, e ninguém tinha falado sobre isso antes dele. Como você pode definir este conceito, que parece ter um significado místico?

Resposta: A homeopatia atua em nós através de forças que não sentimos. Apesar de serem transmitidas por veículos materiais, é impossível distingui-las e medi-las. Se você pegar um medicamento homeopático, você não vai encontrar nada, exceto o veículo, como o açúcar, por exemplo. Assim, podemos entender por que as pessoas consideram essas influências como místicas.

Mas não há nada de místico nisso. A questão é que não temos as ferramentas com as quais podemos determinar qual é a energia do veículo. Se eu pegar um medicamento químico comum, eu posso determinar do que ele é feito em qualquer laboratório. Numa medicamento homeopático, qualquer veículo pode ser o material, por exemplo, um pedaço de madeira. Embora não haja nada “químico” nisso, se eu sugá-lo ou até mesmo tocá-lo, eu vou receber a sua energia interior, e ele vai me influenciar.

Este é o lugar onde reside o processo aparentemente “místico”. Eu recebo energia através do contato com o seu veículo. Este efeito pode ser transmitido pelo toque, pelos nervos, e a melhor maneira é através da terminação nervosa debaixo da língua.

Nós somos um sistema enorme, um computador gigante. Cada um dos órgãos opera sobre uma determinada frequência, e os medicamentos homeopáticos influenciam todos estes órgãos.

Em geral, no entanto, quando falamos de todo o corpo, cujos órgãos individuais cooperam uns com os outros, e cada célula sabe tudo o que acontece em todas as outras células, então temos que imaginar tudo isso como um sistema que é mutuamente conectado, operando em frequências e ondas, interagindo completamente dentro de si.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Nós Podemos Medir O Efeito Dos Pensamentos?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Podem dez ou mais pessoas, que pensam positivamente sobre alguém que está doente, ter um efeito sobre ela?

Resposta: Sim, mas onde você vai encontrar dez dessas pessoas cuja influência seria forte o suficiente para realmente se manifestar e ser medida?

Eu conheci um professor americano que recebeu financiamento do governo para a realização de estudos semelhantes em diferentes lugares ao redor do mundo. Ele realizou cerca de sessenta estudos sobre a influência de massas que compartilham ideias semelhantes em diferentes partes do globo. No entanto, honestamente, eu não estava interessado em seus resultados. Eu não acredito que seja possível chegar a quaisquer conclusões reais aqui. Ele pode ter tido alguns dados estatísticos, mas nada mais que isso. Como podemos medir o impacto de tal fenômeno, como se manifesta, como o mal ou o bom olhado?

É impossível descobrir qualquer conexão, já que uma pessoa comum não pode descobrir tal influência e não pode trabalhar com ela: acumular, medir e comparar. Isso só é possível se a pessoa estiver no nível de um grupo cujos membros trabalham em conjunto no desenvolvimento gradual de um “órgão” sensorial comum que possa sentir novos atributos e novas características comuns. A conexão que é criada entre eles pode influenciar qualquer um deles. Em seguida, este grupo se torna um detector.

Pergunta: O que você acha da família? Uma família com seus laços naturais é considerada como um grupo, ou isso não é suficiente?

Resposta: Se um membro da família está doente, os outros membros também podem se sentir mal, é claro. Isto é de conhecimento comum, e os médicos sabem e entendem isso. Além disso, eles também dizem que o câncer se espalha num nível energético.

Se olharmos à nossa volta, podemos ver que os animais, por exemplo, sofrem dos mesmos males que seus proprietários. Se o proprietário estiver deprimido, o gato ou o cão também irá sofrer com a mesma doença, embora os animais normalmente não sofram de depressão. Isto significa que ela é transmitida num nível energético.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Enriquecimento Mútuo

Mutual EnrichmentPergunta: As pessoas que participam dos workshops integrais têm um nível diferente de experiência. Qual é a melhor maneira de formar os círculos? Nós devemos reunir as pessoas mais experientes num círculo e as principiantes em outro?

Resposta: Os participantes experientes podem estar juntos num círculo com os principiantes, mas apenas com o propósito de enriquecer uns aos outros. Em outras palavras, você quer treinar os participantes experientes para que eles possam realizar workshops no futuro, e ao mesmo tempo, você quer mostrar aos principiantes abordagens surpreendentes, perguntas, respostas e discussões que, por enquanto, são impossíveis entre eles.

Portanto, a melhor maneira é misturar o grupo: sete ou oito de dez participantes devem ser principiantes, e o resto do grupo deve ser de pessoas mais experientes que não suprimam os principiantes, mas apenas os oriente e apoie.

Da Palestra sobre Educação Integral, 02/04/13

Em Nome De Uma Ideia Coletiva

Dr. Michael LaitmanComo regra geral, a interação integral entre as pessoas acontece num grupo de dez, com a condição de que eles tentem resolver juntos, internamente, os seus problemas. Seu objetivo é alcançar o equilíbrio, e não importa o quão diferente eles sejam e quão diferente considerem a tarefa que enfrentam, eles devem se apoiar e chegar a uma resolução comum, sem qualquer conflito.

Por fim, sua decisão pode ser completamente estranha a cada um deles, mas eles ainda vão considerá-la correta. Todo mundo vai aceitá-la, uma vez que no período de tomada de decisão, muitos membros do grupo mudam drasticamente os seus pontos de vista original.

Há dois fatores definidores aqui: primeiro a pessoa muda seu ponto de vista, sob a influência de outras pessoas, tentando controlar completamente a si mesma. Ela simplesmente flui com o fluxo e fica sob a influência das crenças dos outros. De repente, ela descobre que pensa da mesma forma que os outros, embora anteriormente tivesse uma opinião contrária.

Isso também pode ser feito de uma maneira oposta: ela vê que os outros pensam de forma diferente, mas não consegue desistir de uma opinião pessoal. Ainda assim, segue a maioria. Assim, ela “amarra” seu ponto de vista à abordagem geral e vai junto com eles. Ela não desiste de sua opinião, mas reconhece que é melhor agir em conjunto com os outros do que imprudentemente insistir em seu ponto de vista pessoal, uma vez que somente juntos eles podem chegar a uma nova decisão. Assim, ela desiste da sua abordagem pessoal em prol da ideia geral.

Ao mesmo tempo, ela ainda continua a experimentar o conflito interno, mas este se torna muito mais equilibrado. A pessoa percebe que continua pensando do seu jeito, mas para manter as conexões com os outros, ela se prepara para subir ao nível deles e pensar como eles.

Em outras palavras, existem dois níveis em nós: “eu” e “nós”. Neste caso, se o “eu” aceita a atitude dos outros sem conflitos internos e ainda preserva “Sua” própria opinião, ela permanece internamente calma. Ele não causa desequilíbrio interno no “eu”. Pelo contrário, o “eu” sente que conseguiu superar a si mesmo e essa ideia deixa o “eu” muito confortável.

De KabTV “A Medicina do Futuro”, 07/ 04/13

Homeopatia: O Estudo Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sei que você lidou com homeopatia. Eu conheço alguns de seus pacientes que foram realmente curados. Por que você escolheu a homeopatia entre todos os outros métodos?

Resposta: A homeopatia não obstrui o meu caminho de fazer o que realmente importa. Além disso, é um método com o qual você pode ajudar as pessoas, mesmo depois de uma única sessão.

Pergunta: É interessante que quando nós falamos sobre o efeito placebo, a maioria das pessoas atribui a homeopatia a esta categoria. Elas dizem que se trata de pílulas que realmente não contêm quaisquer substâncias ativas.

Resposta: Na verdade, não existem substâncias químicas nelas, uma vez que está acima da constante de Avogadro. Na medicina homeopática existe o poder da matéria da qual ela é composta. Isso significa que é um poder real que está por trás da matéria e que, no entanto, não podemos definir.

Aqui existem muitos campos que não podemos definir. Quando uma pessoa olha para as minhas costas, por exemplo, eu sinto seu olhar. Mas qual é o poder que está focado em mim? De onde é que ele deriva, dos seus olhos? Há muitos desses fenômenos no mundo.

Se usarmos a homeopatia corretamente, ela é muito influente. De fato, em nossos dias, quando o corpo está poluído por produtos químicos, é uma situação muito diferente do que era no início da homeopatia. No passado, as pessoas costumavam receber 3 a 5 potências e bastava para se ter um efeito sobre uma pessoa. Hoje, todavia, potências que são mil vezes maiores não têm qualquer efeito sobre a pessoa.

A homeopatia é uma ciência muito complexa. Eu acho que é mais complexa do que todas as outras ciências médicas, uma vez que também é individual. É claro que não é alopática (um fenômeno que é atribuído ao efeito avassalador de um organismo sobre o outro pela extração de substâncias químicas). Isso depende do habitat da pessoa, do ambiente em que ela vive, da sua raça e da sua nacionalidade. Na verdade, tudo isso deve ser estudado no que diz respeito à sua alma.

Pergunta: Para escolher um medicamento homeopático específico para uma pessoa, o profissional deve confiar não apenas num determinado sintoma, como dor de ouvido, por exemplo, mas na psicologia geral do paciente?

Resposta: Sim, o seu componente espiritual interior é levado em conta, pois mostra o que a pessoa contraiu e como pode ser neutralizado. A Homeopatia primitiva do tipo alopática cura o paciente com base em sintomas externos, mas a verdadeira cura é realizada apenas com base no mundo interior da pessoa.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Refeições Coletivas: Uma Cura Para As Doenças

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há meio século, na Pensilvânia, havia uma pequena aldeia onde as pessoas realmente não ficavam doente. Os médicos achavam isso muito intrigante e estudaram esse fenômeno por 20 anos. Durante esse tempo, tudo mudou: as pessoas começaram a ficar doentes, os hospitais estavam cheios e havia mais médicos.

Os pesquisadores chegaram a uma conclusão muito interessante. Descobriu-se que a pequena vila foi fundada por colonos italianos que viviam sob o mesmo teto e ajudavam um ao outro por quatro ou cinco gerações, respeitando os laços familiares. No momento em que começaram a viver separadamente, eles começaram a ficar doentes.

Mas agora é a época de uma geração que não sabe o que significa viver numa grande família. Assim, a própria noção de família tem sido tão distorcida que agora não conseguimos sequer imaginar o que significa jantar junto com toda a família.

Resposta: A propósito, a refeição obrigatória em família é uma das nossas recomendações. Pode até não ser uma refeição familiar, mas comunitária.

No passado, as religiões realizavam um extenso trabalho social. A pessoa costumava ir à casa de oração, ouvia um sermão, encontrava outras pessoas, e conversava com elas.

Tudo isso era necessário, mesmo nos momentos em que o nosso ego estava num nível muito primitivo em comparação aos dias de hoje, quando não havia a rejeição mútua que sentimos hoje. Hoje, a rejeição mútua já é uma doença que deve ser curada. Naquela época, a doença não tinha que ser curada, mas só precisava de tratamento preventivo. Agora, no entanto, nós temos que curá-la. Nós temos que restabelecer as ações voltadas à conexão. Elas não podem mais estar relacionadas à religião ou a outros eventos; devem ser workshops sérios de educação integral.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Estudo: Depressão Se Espalha Como Infecção

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Notre Dame News): “De acordo com um novo estudo da Universidade de Notre Dame, um estilo particular de pensamento, que torna as pessoas mais vulneráveis ​​à depressão, pode realmente ser ‘contagioso’ para os outros e aumentar seus sintomas de depressão seis meses mais tarde. …

“‘Nossas descobertas sugerem que pode ser possível usar o ambiente social de um indivíduo como parte do processo de intervenção, seja como um complemento às intervenções cognitivas existentes ou, eventualmente, como uma intervenção autônoma”, de acordo com o professor de psicologia da Notre Dame, Gerald Haeffel.

“‘Nosso estudo demonstra que a vulnerabilidade cognitiva tem o potencial de aumentar e diminuir ao longo do tempo, dependendo do contexto social, o que significa que a vulnerabilidade cognitiva deve ser pensada como maleável ao invés de imutável’”.

Meu comentário: Além disso, isso é transmitida como todos os nossos outros impactos ao meio ambiente, e depois volta, do meio ambiente para nós, na forma de ondas “virais”, de influências, que não sentimos. Uma vez que nós estamos todos conectados à rede de conexão universal entre nós, bem como a todo o mundo inanimado, vegetal e animal, nós pegamos esse “vírus” e, inversamente, ele pega o nosso estado emocional.

Isso é visto mais claramente na relação entre animais de estimação e seus donos: os animais têm o risco de contrair as mesmas doenças, especialmente a depressão. O estudo confirma mais uma vez que uma pessoa só consegue sentir felicidade numa sociedade “saudável”, ou seja, que isso depende apenas do nosso relacionamento e desejo mútuo de felicidade.

A Verdadeira Medicina Judaica

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante todo o processo do desenvolvimento humano surgiram vários tipos de medicina, como, por exemplo, a milenar medicina chinesa: acupuntura, reflexologia, fitoterapia, e assim por diante. A Ayurveda tem 3500 anos: aromaterapia, yoga e o sistema de Chacra. O povo judeu já existia há mais de 5000 anos. Qual é a sua contribuição para o desenvolvimento da saúde?

Resposta: É a sabedoria da Cabalá. Ela mantém o equilíbrio da pessoa com a natureza. E não há medicamentos, massagens, agulhas, velas, ou fragrâncias. Não estou menosprezando nada, mas simplesmente dizendo que elas têm um impacto mecânico secundário, embora haja também um significado psicológico nisso.

Sabe-se que na medicina Talmúdica, todos os tipos de substâncias biológicas são utilizados. Mas a verdadeira medicina judaica em si é apenas uma preparação interna dirigida ao equilíbrio do ser humano dentro de nós, e não o animal, mas especificamente o ser humano dentro de nós, ao equilíbrio do meu ego com a natureza, a sua correção. A Cabalá diz que toda vez que eu descubro o ego dentro de mim, eu tenho que estar num movimento interno para equilibrá-lo, ou seja, corrigi-lo.

Ele vai para cima e para baixo como uma bóia na água, e eu me preocupo o tempo todo em como corrigi-lo. Dessa forma, eu chego a uma saúde ideal e absoluta.

Mas isso envolve todo um sistema de trabalho educativo, que os antigos judeus realizaram através de uma extensa educação e formação. Nunca houve ninguém entre eles que não soubesse ler e escrever ou não estivesse familiarizado com o sistema do seu organismo, o sistema do mundo a sua volta, sua interação com a sociedade e o mundo circundante. Todas as leis descritas no Talmude e em outros livros antigos foram aceitas depois em todo o mundo através dos gregos e romanos. Todas elas são manifestações externas do que era praticado entre os judeus.

Mas eu volto a salientar que toda a medicina é construída no equilíbrio do meu “eu” egoísta com a natureza altruísta, ou seja, na correção do meu “eu” interior.

Portanto, “amarás o teu próximo como a ti mesmo” é a lei essencial da saúde física, espiritual, externa e interna.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13