Textos na Categoria 'Espiritualidade'

No Caminho Para A Imortalidade

Dr. Michael LaitmanÉ incrível como as nossas Convenções ganham força de uma para outra. Há uma necessidade de organizá-las quase todos os meses! E cada uma deles é maior e mais poderosa. Com relação à qualidade, a diferença entre a anterior e a próximo é surpreendente: um grau completamente novo, uma nova sensação!

Não há contagem regressiva, nós estamos sempre avançando. Nós estamos falando sobre a imortalidade, entrar na próxima dimensão, e estamos nos dirigindo para isso.

Naturalmente, a nossa taxa de avanço depende do mundo inteiro, mas a julgar pela velocidade com que o mundo se move, ele está revelando a sua insignificância final e falha; eu tenho certeza que como vanguarda, nós vamos merecer entrar no mundo superior para revelá-lo ao mundo inteiro.

Espiritualidade Não Vem Por Causa Do Favoritismo

PDr. Michael Laitmanergunta: Qual é a utilidade de fazer um esforço tentando apressar a correção de uma pessoa se o caminho é predeterminado: todas as correções que ela tem que passar e todos os seus erros e transgressões?

Resposta: Se você não fizer um esforço, você nunca vai passar por estes erros e correções. Suponha que você esteja na 3ª série e tem que ir para a 4ª série, mas você não quer estudar. Então, você não está autorizado a passar para a 4ª série! O que acontece então? Você será punido e todo mundo vai lhe tratar mal: seus pais, os professores e a administração escolar. Você vai permanecer na 3ª série por mais um ano até completar todas as suas atribuições e estar pronto para ir para a próxima série.

Você já ganhou alguma coisa com sua preguiça? Então por que você pergunta sobre o benefício do seu esforço? Você não pode ir para a próxima fase a menos que complete a fase anterior, porque o vaso não está preparado para isto. Como você pode senti-la, como pode o próximo nível ser realizado em você?

É impossível ir para o próximo nível espiritual por causa de “favoritismo”. Isso é possível em nosso mundo, mas não na espiritualidade. É porque você não tem vasos para sentir, e você precisa desenvolvê-los por si mesmo, pelas subidas e descidas, estando confuso e encontrando problemas, tomando decisões erradas, tentando avançar através de diferentes absurdos, como uma criança que aprende alguma coisa.

Caso contrário, você não avançará. Estas são as leis da natureza, por isso não haverá tolerância aqui e nem perdão. Ser tolerante é para alguém que comete um erro porque não sabe. Isto é aceitável apenas entre as pessoas, mas nós estamos sob um claro processo determinista, em que cada passo é predeterminado.

É impossível ir para a próxima fase sem antes concluir a anterior, até que você esteja impressionado por ela e adquira conhecimento e sentimento; até que ela seja gravada em sua memória e você esteja pronto para avançar com esta experiência, até que você junte um vaso onde sinta agora todos os fenômenos. Só então você pode seguir em frente.

No nosso mundo as coisas não acontecem dessa maneira; aqui as pessoas encontram diferentes desvios, já que não entendem completamente seus estados. Quando a Luz vier e iluminar o nosso estado, vamos entender as razões por que isto acontece desta forma e por que razão, o benefício nisso, e como nos relacionar com isso corretamente. Até então nós agimos cegamente de acordo com nossos instintos animais.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Responsabilidade Por Toda A Humanidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: A qual estado interno, emocional, eu devo aspirar em cada situação, como um homem do futuro da civilização?

Resposta: Cada um de nós deve sentir a responsabilidade de certificar-se que esta civilização se realiza espiritualmente, de modo que a humanidade irá cumprir sua missão, tornando-se um lugar da revelação do Criador!

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 6

Construir Uma Casa Com Os Tijolos Do Nosso Esforço

Dr. Michael LaitmanO desejo de receber em que estamos agora é mau. Ele é muito bom se quisermos aproveitar a vida, e nos ajuda tanto quanto pode. Mas ele se torna mal e cruel se o desejo de doar é evocado em nós, e ele não nos deixa aderir ao Criador, ao nível superior. O desejo de receber coloca uma Machsom (barreira) entre o superior e nós, que não permite passar.

O ponto, a centelha de doação, anseia fortemente se aderir ao Criador. Quanto mais o desejo de receber a domina, mais ela anseia pelo Criador. Quanto mais o domínio do ego é revelado, mais fortemente esse ponto tem que lutar com ele. Assim, a sua intenção pelo Criador cresce e, ao mesmo tempo, a tristeza e a dor também crescem a partir da incapacidade de se aderir ao Criador. Seu sentimento de exílio torna-se maior e mais amargo.

A tensão, a pressão e anseio crescem, e os vasos são formados. Os vasos para alcançar este nível superior não são formados pelo desejo de receber que se transformou no desejo de doar, mas derivam dele. É o resultado dos esforços e dos sofrimentos, da luta entre a centelha de doação de uma pessoa e seu desejo de receber.

A centelha luta para se aderir ao Criador, mas não consegue fazê-lo, uma vez que o desejo de receber a agarra pelos pés e não a deixa se libertar. Então o seu esforço, (pelo qual o desejo de receber é responsável, uma vez que manteve o “ponto no coração” em suas mãos), torna-se o vaso onde a unidade do nível seguinte é revelada.

Isto significa que o desejo de receber em si não se torna esse vaso, ele permanece sempre restrito, mas nós agimos acima dele, através da construção de nosso vaso acima dele, com os blocos do nosso esforço.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

O Caminho Da Luz

Dr. Michael LaitmanVamos desenhar um esquema espiritual da ordem mundial. No centro do círculo está a organização global do Bnei Baruch (BB). O primeiro círculo em torno do Bnei Baruch são os judeus que estão em Israel (país), o próximo círculo são todos os judeus ao redor do mundo. O círculo externo são as nações do mundo, o resto do mundo. Baal HaSulam escreveu sobre isso neste artigo, “Introdução ao Livro do Zohar“, onde esclareceu a questão da interioridade e exterioridade.

A correção, sem dúvida, depende apenas do grupo interno. Ele começa a influenciar e transferir essa correção para o exterior, e só desta forma consistente é que a correção se espalha por todos os círculos, de dentro para fora do círculo interno. Assim, quanto mais rápido conseguirmos atingir os israelenses, mais rápido, mais fácil e mais corretamente podemos trabalhar com o resto do mundo.

É claro que, enquanto isso, ela está nos estágios intermediários. Através dos judeus em Israel e fora de Israel, seremos capazes de alcançar os círculos mais externos. E este é um grande problema, um obstáculo mais sério no caminho, especialmente os judeus que estão fora de Israel. Em Israel, pelo menos, é de alguma forma possível sacudir e agitá-los, mas o próximo círculo é muito problemático.

De qualquer forma, é assim que a escada espiritual é construída. Os judeus que vivem em outros países do mundo, de qualquer maneira compreendem a parte interna em comparação com a humanidade em geral.

Até que corrijamos esta parte interna, os judeus de Israel (ISR) e de fora de Israel, especialmente os judeus dos EUA, o processo não irá incluir as nações do mundo (Mundo). Não há outro caminho. Só assim é que a Luz superior se espalhará, trazendo a correção geral.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Um Voo Na Integralidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que uma pessoa vai sentir constantemente a sua inclusão integral em todos?

Resposta: Com certeza! A pessoa vai constantemente existir num ambiente social que vai apoiá-la, uma vez que ela depende totalmente do ambiente.

A pessoa que vemos agora é irracional, limitada e quase insignificante. Portanto, quando uma pessoa começa a revelar as propriedades, sentimentos, realizações, e amplitude no sistema integral, estes serão bilhões de vezes maiores do que os que ela revela dentro de seu egoísmo pequeno, inferior e fechado. É por isso que ela não quer de forma alguma romper com a integralidade para se fechar em si mesma e “dar uma pausa”.

Afinal, a existência no sistema integral será como repouso, um voo ou relaxamento para ela, em vez do fardo estressante de cuidar de si. No nível espiritual, ela vai sentir a sua perfeição, eternidade, a liberdade do corpo.

De KabTV, “Mundo Integral”, 26/11/12

Santa Inveja

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo fazer se não invejo os amigos?

Resposta: Se você não inveja os amigos, significa que você sente que é melhor e maior do que eles, ou que você não presta nenhuma atenção neles, como se eles não existissem e você não se comparasse com eles. Você tem o seu próprio Criador, o seu próprio caminho, e você vem para o grupo como um ouvinte livre que vem para ouvir uma palestra.

Acontece que você realiza uma abordagem errada, já que não entende que o mundo espiritual só pode ser revelado através da conexão com os amigos. O mundo espiritual é a doação absoluta, e é revelado somente em doação. O Criador é a força de doação, e Ele só pode ser revelado de acordo com a equivalência de forma com a força de doação que a pessoa desenvolve internamente com o ambiente. Mas se você não trabalhar com o ambiente, não há como você avançar.

Quanto mais você trabalha com o ambiente, mais você sente que seus amigos são maiores do que você. Simplesmente não pode ser de outra maneira, uma vez que você começa a ver o grupo como um todo. Você sente que, através dos amigos, você recebe a Luz, e você vê que eles já estão corrigidos, que transcenderam a Machsom (barreira), e que você fica sozinho aqui embaixo.

Mas se você não sente que os amigos avançaram muito mais do que você, então esta não é a abordagem correta para correção. Se você não inveja todos ao seu redor, vendo que eles entendem e sentem mais do que você, é um sinal de que você não está no caminho certo.

Essa inveja se destina a estimular e empurrar a pessoa como resultado de sua atitude certa em relação ao grupo. Deus não permita que ela queira vê-los como inferior a ela. Quando ela vê que eles são superiores a ela, ela quer se aderir a eles, para estar em contato com eles. Seu ego a empurra para se conectar com eles, como uma criança que é impressionada pelos adultos pedindo-lhes: “Levem-me com vocês! Ajudem-me a ser como vocês!”.

Com isso, ela se volta ao Criador, já que descobre que o Criador existe dentro dos amigos, mais do que nela. É uma revelação muito concreta e qualitativa, como se diz: “Eu aprendi com todos os meus alunos”. Você vê que se você se incorporar no grupo e se anular, lá você vai encontrar o seu estado espiritual. Se você não sente isso, é um mau sinal no trabalho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Uma Imagem Traçada No Ar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”: … A verdade é que a força em si também é considerada uma matéria genuína, assim como qualquer matéria corpórea no mundo concreto…

Nós dizemos que a espiritualidade é uma “força”. Será que isso significa que este mundo é a matéria? Não, não significa. A força por si só é matéria. Não há nada além de força. A física contemporânea chegou à seguinte conclusão: para além dos átomos, partículas e fótons, nós não detectamos a matéria. Mesmo quando nós usamos os métodos tradicionais de exploração do universo e vamos fundo em sua base, descobrimos que a matéria de base “desaparece” e, na verdade, age como uma força. Nós estamos acostumados a traçar uma imagem material do mundo, mas na verdade ela só existe em nossa percepção. Na verdade, a matéria é apenas uma força, nada mais do que isso.

Esta força é dividida em duas categorias (dois desejos): doação e recepção. No geral, a multiplicidade de forças isoladas descreve um tipo de realidade que os Cabalistas chamam de imaginário, ilusório. É realista, mas efémero, como um desenho tridimensional no ar feito com um feixe de laser. E nós vivemos nele; na verdade, “viemos” deste “feixe”. Todos nós somos “pintados” no espaço, e, de fato, a nossa essência é também uma força, dois desejos e uma tela que os equilibra.

Estas forças estão recebendo e doando desejos que devem se incorporar e integrar um com o outro. Mas tão logo uma delas domina a outra, o desejo resultante também tem “acesso ao poder”, e cooperação, participação, compreensão, sensações comuns compartilhadas por todo o caminho até o amor, quando todo mundo está pronto a se associar, a permanecer em cooperação e compreensão mútua, compartilhar sensações comuns, incluindo o amor e pronto para desistir de tudo o que têm para o bem do outro e, ao mesmo tempo, tem que aceitar tudo dos outros.

A força de recepção tem que alcançar o mesmo poder de ser como o poder de doação, senti-lo, e desenvolver-se de acordo para obter qualidades semelhantes ao Criador. Para isso, ela deve passar por estados especiais que lhe permitam sentir que está viva e com poderes para tomar decisões, planejar e implementar planos na realidade. Neste ponto, é impossível tolerar sem uma imagem imaginária. É deste lugar que vem a ilusão chamada “nosso mundo”, onde o desejo de receber prevalece.

Baal HaSulam dá o exemplo de um cocheiro que morava com sua esposa e filhos, ganhava dinheiro suficiente para manter sua casa corretamente, e era muito feliz até que seus problemas começaram: seu cavalo morreu, a casa foi incendiada, e sua esposa e crianças morreram numa epidemia. Como resultado, o cocheiro compareceu perante a Suprema Corte, onde foi decidido que ele receberia por sua adversidade já que tinha sofrido tanto.

O que ele recebeu? Ele recebeu um cavalo, um carro, uma esposa, filhos e uma casa, o mesmo sentimento, que para ele era a felicidade. Neste “filme”, ​​a sua vida é maravilhosa novamente: ele trabalha, traz dinheiro para sua família, e se alegra com isso. Tudo está ótimo! Seu desejo é pequeno, mas para ele é um verdadeiro paraíso, onde tudo está bem e nada mais é preciso. Uma ilusão perfeita.

Às vezes, nós temos sonhos. Em que eles diferem da realidade? E se num par de minutos o despertador toca e você acorda e percebe que o que você viu era um sonho? Na verdade, é assim que ocorre. Então, qual é a diferença entre um sonho e a realidade? Como podemos distinguir um do outro?

É importante compreender que a nossa realidade é “desenhada” por uma força e é dada a nós para fazer o nosso desejo de receber se sentir independente, poderoso, competente, e separado daquele que realmente age. Esta é a única maneira de alcançar a equivalência de forma com o Criador. Caso contrário, que tipo de equivalência haveria se eu estivesse completamente sob Seu controle?

Na verdade, a nossa separação do Criador é ilusória, e é por isso que esse mundo é chamado de imaginário. Por outro lado, os reinos espirituais não são imaginários, porque é onde estamos cientes da ilusão, concordamos com ela, e subimos acima da razão. Lá, nós trabalhamos acima do nosso entendimento, sabendo que não há outro além Dele, concordando com isso cada vez mais profundamente. Nós já estamos trabalhando com uma força verdadeira, apesar do fato de que nós mesmos também somos uma força, e só há uma força.

Pergunta: Se toda a nossa vida é apenas um grande sonho, que conclusões práticas nós podemos tirar disso?

Resposta: Diz-se nos Salmos: “Nós éramos como sonhadores”. Na prática, eu tenho que levar essa vida a sério. Eu posso subir acima dela, não negligenciá-la. Nada deve ser desconsiderado. A “imagem” atual é desenhada para mim pela força superior, e até eu completar o período de preparação, eu não consigo me livrar dela. Eu tenho que continuar sentindo esse mundo até o fim da correção; cada vez voltando para novas correções. Mesmo que eu suba para o 124o nível e tudo o que resta seja o último nível, o 125o etapa, eu ainda vou voltar.

Não há outra escolha. Esta “infraestrutura básica” é extremamente importante, uma vez que apenas inclinando-nos sobre ela, percebemos nossa escolha. Graças a isso, a cada passo, parece que agimos de forma independente e que somos iguais com o Criador, e talvez sejamos ainda mais poderosos do que Ele. Não há a menor chance de se fundir com Ele sem esse sentido de independência. Caso contrário, não existe “eu”, aquele que é capaz de fundir-se com Ele.

Esta é a nossa forma de agir neste mundo. Que ela seja imaginária, nós estamos conscientes disso, e a aceitamos. Nós estamos começando a jogar conscientemente com a nossa “independência”, e, neste ponto, o fato de que estamos sendo governados por Ele não é mais segredo para nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

A Fronteira Para Além Da Qual O Mal Se Torna Bem

Dr. Michael LaitmanDo artigo do Baal HaSulam “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 78: “Mesmo que o mundo inteiro diga que você é justo, seja mau aos seus próprios olhos”, especificamente aos seus próprios olhos. Em outras palavras, visto que você não alcançou a “abertura dos olhos” na Torá, considere-se como mau. Não se engane com sua reputação no mundo inteiro como justo.

As pessoas não estão à vontade para fazer coisas boas ou más. No que diz respeito à espiritualidade, as qualidades naturais de uma pessoa, com as quais ela nasceu, não contam: como ela é simpática e educada, ou grosseira. Até que a pessoa mereça a revelação e o testemunho do Criador, isso irá garantir suas boas intenções. Até então, ela permanecerá má.

Mas quando a pessoa atinge uma revelação e a Luz continua elevando-a, a partir de então, ela vai ser justa. Portanto, nós não fazemos cálculos um sobre o outro, quem é mau e quem é bom. Quanto ao caminho espiritual, tudo é determinado pelo cruzamento dessa estimada fronteira: a “Machsom“.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Sentindo O Criador Dentro De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós atraímos o Criador com ações que visam à revelação da espiritualidade? Em outras palavras, nós elevamos as ações ou abaixamos o Criador?

Resposta: Não há termos como “para cima” ou “para baixo” na espiritualidade, no sentido simples das palavras. Nós podemos dividi-las de acordo com a qualidade: “para cima” significa uma qualidade superior e “para baixo” significa uma qualidade inferior.

Eu quero estar conectado ao Criador em todas as minhas ações, quero sentir como Ele me maneja por dentro, quero sentir que todos os meus pensamentos, sentimentos e decisões derivam Dele. Ele está dentro de mim, como uma mão vestindo a luva do boneco, o titereiro.

Não importa o que eu faça, é Ele, mas tudo depende do quanto eu descubro que “não há outro além Dele”. Por isso, peço e anseio por isso, a fim de descobri-Lo em mim.

Mas eu só posso fazer isso quando estou com o grupo, porque é impossível descobrir sozinho os atributos de doação. Eu sou um egoísta, individualista, o que significa que tenho que estar com um grupo e me aderir a ele.

Eu estou incluído num grupo, conecto-me aos amigos, e tento estar com eles num só desejo, numa inclinação. Através deles, eu peço por todos nós, porque não posso pedir para mim, uma vez que será o egoísmo de novo. Eu peço por toda a humanidade: que o Criador seja revelado em nós e que nós todos O sintamos e sintamos como Ele age em nós. É assim que eu quero ver que alegria e contentamento estamos dando a Ele.

Isso é cumprido pela lei “o resultado final está no pensamento inicial”, já que na espiritualidade não há tempo nem ações sequenciais. Há um estado estático, e é só com relação a nós que ele é revelado desta forma, para que possamos percebê-lo gradualmente.

Nós temos que entender toda a fórmula da criação do início até o final, pois caso contrário não vai funcionar. Nós temos que estar moderadamente envolvidos nisso, uma vez que mesmo a menor participação nossa é feita das mesmas 10 Sefirot de acordo com a lei “o geral e o particular são iguais”. Portanto, nós temos que sentir profundamente a nós mesmos, o grupo, a humanidade e o Criador, juntos num quadro geral e completa-lo.

Pergunta: O que é a alegria do Criador?

Resposta: A alegria do Criador é o estado em que estamos todos conectados, aderidos dentro dele, desfrutando a própria plenitude que na verdade é o próprio Criador.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição, 5