Textos na Categoria 'Espiritualidade'

O Início Da Correção Em Três Linhas

Pergunta: O que simboliza a correção nas três linhas?

Resposta: Correção nas três linhas é a capacidade de diferenciar a influência da luz, o desejo de doar (linha direita), a partir da influência do desejo de receber (linha esquerda), e a capacidade de estar no meio, entre estas, a fim de associá-las e ligá-las uma á outra na linha do meio.

Se uma pessoa trabalha acima da razão a fim de conectar os seus vasos de recepção com a força de doação que existe nela, isso significa que ela é a linha do meio, em seu ponto médio e está fazendo correções nas três linhas.

Neste caso, ela não usa a sua real Malchut, mas apenas Malchut que sobe para Yesod. Isso significa que ela examina os vasos, que estarão na correta conexão e participação de Malchut e Bina. Correção nas três linhas só é possível após a segunda restrição (Tzimtzum Bet), quando é claro para nós que Malchut não é capaz de receber qualquer luz em si mesma, mas apenas sob a condição de que ela sobe para o nível de Bina. (Subir na espiritualidade simboliza correção.)

No momento em que Malchut se eleva a Bina, conectam-se parcialmente. Malchut esclarece quais de suas qualidades pode usar a fim de estar em contato com a Luz, com Keter.

De forma a ser semelhante a Keter e para poder doar como Keter, deve conectar-se com Bina e tornar-se semelhante a ela, o mesma com Bina. No momento em que Bina se expande de cima para baixo, ela queria ser semelhante a Keter com toda a profundidade de sua grossura (Aviut). Uma correta união entre Malchut e Bina traz Malchut para o cálculo da linha do meio.

Não pode ser uma oração (MAN), sem a correção nas três linhas. No entanto, o superior recebe a nossa oração pela primeira vez quando nós pedimos o primeiro contato e estamos prontos para nos transformarmos num feto espiritual que se anula e se restringe a si próprio completamente. Ao mesmo tempo, não temos correção nas três linhas. Mas depois iniciamos o período de “três dias da absorção de sêmen”, em que as três linhas: direita, esquerda e do meio são criadas. Daqui em diante se inicia o desenvolvimento destas três linhas.

A partir da 3ª parte da Lição Diária da Cabala 29/01/13,O Estudo das Dez Sefirot

O Ponto Do “Não Eu”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu tenho que me anular totalmente, permanecendo como um ponto, enquanto tudo o resto vem do Criador, onde está o volume em que sinto a minha existência, minha realidade espiritual?

Resposta: Isso é chamado de “mundo espiritual”. Pense apenas em como penetrá-lo. Sua existência começa depois que você deixa de existir. Quando você deixar de existir em sua forma atual, você vai surgir lá.

Agora parece claro, mas a partir desta forma negativa você já começa a se mover em direção à Luz, tem a sensação de que este lugar pode realmente existir e é real, mas que está além da Machsom (barreira), além da fronteira, onde o “eu” (אוי – Ani, em hebraico: aleph-nun-yod ) se torna “não eu” (אין – Ein, em hebraico: aleph-yod-nun).

Este ponto de “não eu” está no novo espaço que é sentido por esta forma negativa como um campo muito sólido, forte, que preenche e é essencial. Mas com relação ao estado anterior, com relação ao meu “eu” egoísta, ele é chamado de “não eu”, e isso me enche de alegria.

Em nosso mundo a alegria é sentida como um preenchimento no desejo de receber, mas na espiritualidade a alegria é sentida como “Nele o nosso coração se alegra”. Eu estou muito feliz que você tenha tais pensamentos e que eles fazem você sofrer, já que você se sente desorientado. Mais tarde você vai sentir a alegria quando atingir a meta. Agora você tem que estar feliz por estar no caminho até ela e que tenha pelo menos subido acima do seu ego um pouco. Quanto mais forte a Luz brilha e mais o grupo fortalece você, mais você pode se alegrar que transcendeu a si mesmo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/02/13, “O Estudo das Dez Sefirot”

O Ponto Onde Há Um Lugar Para Todos

Eu não esperava que nós fôssemos experimentar o que experimentamos na convenção passada. É uma fase muito importante: nós sentimos o que significa quando se diz “nos elevar acima de nós mesmos, dar espaço para o amigo, para o outro em seu lugar, estar integrados uns nos outros, para nos conectarmos”. Nós experimentamos todos os tipos de sentimentos como esses: quando todos nós entramos num ponto e ninguém toma todo o espaço, e graças à auto-anulação, há espaço para todos. O mesmo foi dito sobre o templo sagrado: todo mundo se mantém muito perto numa massa apinhada, mas quando todos tinham que curvar-se, então havia espaço suficiente para todos.

Vivenciamos muitos estados. Primeiro, nós os provamos, e esta prova é muito importante. Desde então, na verdade, isso acompanha a entrada para a fase de transição. Até agora não sabíamos como interpretar, como sentir o nosso estado. Dizemos palavras sem saber o que está por trás delas.

E agora uma sensação foi criada: nós sentimos que estamos de pé ao lado de uma barreira psicológica, perto de uma barreira pela qual nós não podemos passar com nossa própria força, e aqui sem dúvida é necessário a ajuda do Alto. Ela é simplesmente essencial, mas devemos solicitá-la uma vez que a Luz não chega se o Kli não está pronto para ela. [Leia mais →]

Quando A Compensação Está Atrasada

Dr. Michael LaitmanNós já sabemos que “Israel” é chamado de vasos de doação, Galgalta ve Eynaim (GE), e as “nações do mundo” são os navios de recepção, AHP. Assim, os vasos de Israel devem se corrigir em primeiro lugar e dar a Luz às nações do mundo. Esta tarefa foi atribuída a Israel de Cima, ou seja, a todos no mundo que recebem o despertar por meio do ponto no coração (•): uma centelha de desejo, que de repente irrompe nele. Além disso, a categoria de “Israel” inclui os descendentes de imigrantes da antiga Babilônia que tinham o ponto no coração no passado.

Assim, “Israel” é um conceito difícil, complexo. E principalmente essas pessoas têm a obrigação de se corrigir para se tornar a “Luz para as nações”, em outras palavras, para transferir o método, auxiliar e apoiar todas as outras pessoas cujo ponto no coração ainda está escondido.

Após a quebra das almas e a inclusão mútua, este ponto existe em todos nós, mas na categoria das “nações do mundo” ainda está latente e seus integrantes não se dirigem “direto ao Criador” (Yashar-El) e não sentem esse anseio (↑). É por isso que há um elo de transição: Galgalta Eynaim, Israel, os vasos de doação. A sua natureza é a mesma que a da luz (OR), mas seus integrantes podem passá-la às nações do mundo de uma forma adequada, de modo que as pessoas entendam como e com que meios podem sair da crise atual.

Há um ponto muito importante. O Criador, a Luz Circundante (Ohr Makif – O”M), também brilha em todas as pessoas. A partir disso todos experimentam o negativo (-), as dificuldades e problemas. No entanto, eles não se sentem capazes de lidar com esse negativo, com este desejo (Hissaron) não realizado. Eles não recebem ajuda e apoio de Cima. O positivo não vem (+?); não há método. É por isso que as nações do mundo sentem ódio de Israel, a quem culpam por todos os seus infortúnios.

Nós estamos falando das leis e forças da natureza. Nada pode ser feito, pois elas operam desta forma. Até que Israel seja capaz de equilibrar os desejos das nações que foram despertadas pela Luz Circundante com a Luz interna do Criador, até que o “negativo” das nações seja neutralizado pelo “positivo” por parte de Israel, elas odiarão constantemente odeiam Israel e o culparão; é sua falta de apoio, que elas não sabem que precisam, a causa principal de todos os seus problemas. Desastres naturais, fome e doenças, tudo será culpa dos judeus, como já aconteceu muitas vezes. Tudo isso decorre de um desequilíbrio entre essas forças, que temos que equilibrar de modo que não sejamos movidos pelo negativo, mas pelo positivo, que proporciona o remédio para a doença com antecedência.

Em essência, tudo gira em torno deste esquema. Portanto, se algo de errado acontece no mundo, aqueles que pertencem à categoria de Israel são os culpados porque não trazem ao mundo a Luz da compensação, e, como resultado, permitem que a força irrompa.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/01/13, Emergência

Sutilezas De Receber A Fim De Doar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como pode o desejo de receber trabalhar “a fim de doar”?

Resposta: Ele pode trabalhar se tiver a intenção “a fim de doar”. Nesse caso, ele recebe um desejo de alguém e isso lhe permite doar.

Keter criou o desejo de receber, Hochma. No final desta fase, o desejo sentiu uma centelha de doação, tornou-a sua parte principal, e agora só quer doar.

Assim, Bina foi criada, e suas primeiras três Sefirot (GAR de Bina) são semelhantes a Keter. Assim como em Keter o ponto vermelho (no desenho) determina a essência de Keter, da mesma forma a doação determina a essência de Bina. Como resultado, a criatura se torna semelhante ao Criador e segue Seus exemplos: Keter criou Hochma, e Bina, também, tomou sua metade inferior, as sete Sefirot inferiores (ZAT de Bina) de Hochma.

A questão é saber se ela está recebendo ou doando quando a parte inferior de Bina recebe a Luz de Hochma.

Em geral, trata-se da ação do ponto em si, que sente a doação através desta ação.

A parte superior de Bina é o desejo de doar que visa o Criador: ela quer doar como Ele (↑), e, para fazê-lo, ela recebe (↓). Sua doação está, na verdade, no preenchimento das sete Sefirot inferiores.

Da mesma forma, uma mãe alimenta seu bebê e está feliz por ele, o que significa que é possível preencher os vasos de recepção e com isso doar.

Pergunta: Portanto, como os vasos de recepção em nosso caso se transformam em vasos de doação?

Resposta: Depois que eles são “restringidos”, eles são preenchidos com a Luz de Hassadim: isso já doar “a fim de doar”, Lishma (em Seu Nome). Então, nós podemos usá-los até mesmo para receber “a fim de doar”. Assim, eles se tornam vasos de doação, uma vez que receber “a fim de doar” é doação pura. Esta é a única maneira que a criatura pode doar.

Por outro lado, doar “a fim de doar” não significa que seja a verdadeira doação. É apenas a preparação para a verdadeira doação, e este é o processo de correção dos vasos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/13, Escritos do Rabash

No Limiar Do Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanNós terminamos a Convenção, “voltamos aos nossos sentidos” um pouco. Alguém experimenta uma subida, outro experimenta uma descida; é difícil dizer, cada um no seu próprio estado.

Agora, cada um de nós deve se dar conta, “O que vai acontecer com a minha alma?”, e tentar começar a subir com todo o peso que ganhou como resultado da Convenção. Onde estão todos os discernimentos com respeito à relação da pessoa com o grupo, à anulação pessoal, à avaliação da importância da meta, que já está perto, e será que nós começamos a sentir na prática as primeiras qualidades espirituais de percepção?

Como podemos rapidamente nos preparar para a próxima Convenção? Nós temos duas Convenções próximas: a Convenção Europeia em Düsseldorf, na Alemanha, e a da festa da Páscoa em Israel, e temos que trabalhar duro, intensamente, para que esta unidade traga uma verdadeira subida espiritual.

Nós temos que nos mover de modo que através do nosso esforço possamos entrar na verdadeira realização espiritual, não apenas senti-la levemente de fora. Portanto, nós temos que aprender, tirar lições do passado, e nos preparar para o futuro. Como nós podemos passar agora por muitos discernimentos interiores de propriedades espirituais, esta será a nossa preparação para a próxima Convenção.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/01/13, O Zohar

Eu Doo Significa Que Eu Existo

Dr. Michael LaitmanEu sou dividido em duas partes: GE e AHP. A parte mais importante em mim é GE, e nela eu estou num estado fixo.

Por outro lado, eu opero meu AHP apenas pelas necessidades do outro: é como se eu “engolisse” o seu desejo e começasse a servi-lo. A Luz vem de Cima, e eu passo esta Luz para o outro através do meu AHP, que é a única maneira de eu usar o AHP.

No entanto, se o outro não necessita de nada, o meu AHP não existe. Ele é revelado no meu GE, e eu volto ao estado de pequenez, para o estado fixo.

É porque eu realmente não preciso de nada, com exceção do meu GE, e eu preciso dele só para estar pronto para doar aos outros. Em todos os contatos eu imediatamente verifico o que o outro quer, e quando eu encontrar desejos não realizados nele, eu aloco e desenvolvo em mim apenas a parte que irá fornecer o que ele deseja de Cima. Só nessa medida eu opero meu AHP.

Este é o chamado mundo espiritual: eu não existo. Eu só existo na medida em que doo aos outros. Enquanto não há outros, eu não sou nada, um zero. É porque o meu GE não é eu mesmo, ele é apenas o estado de prontidão, busca: quem precisa da minha doação?

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/13, Escritos do Rabash

Deslizar Sobre As Ondas Do Desejo

Dr. Michael LaitmanOlhando para a criação como um todo, em cada objeto e parte dela, nós podemos reconhecer uma medida do desejo: desejo de preservar a si mesmo, suas propriedades, seu estado. Isso vale para qualquer parte da natureza inanimada, animal, vegetal e humana. Cada uma se caracteriza por determinado grau de desejo, já que o desejo foi a única coisa criada. De nossa parte, nós só adicionamos a ele quando temos a chance de trabalhar acima dele.

Nos níveis inanimado, vegetal e animal, nós vivemos dentro do desejo e não entendemos como isso pode ser mudado em altura, tamanho e aplicação. Por outro lado, o nível humano numa pessoa adquire a capacidade de compreender isso, começar a querer mudar, e aplicar o desejo de uma forma diferente, e esta capacidade de modificar a aplicação e realização do desejo não nos deixa descansar.

Nós vemos como as pessoas vivem hoje: a sociedade dita o tamanho e a natureza do seu desejo. Como soldados, elas lutam para executar as ordens que recebem. Afinal de contas, elas recebem uma impressão que é para seu próprio bem. No entanto, aqueles que recebem uma necessidade adicional para agir acima da sua natureza, acima do seu desejo, que é, de fato, toda a matéria da natureza, são privados de descanso. Eles querem aprender, desejam saber como a matéria, a natureza, pode ser empregada, como se redirecionar e “implantar”, de modo a conseguir algo acima da natureza. Esta é uma abordagem totalmente diferente: não estar dentro da natureza, mas espcialmente acima dela.

Isto é o que a ciência da Cabalá ensina: a usar o desejo sem viver nele, mas acima dele, a fim de continuar buscando a realidade superior. “Superior” significa acima do desejo, acima da matéria da criação. Nós temos que aprender como governar o desejo, para permanecer acima dele sem descer até o fundo, mas, sim, ir com as ondas e usando o sopro do vento, o “espírito” soprando sobre o mar. Nós precisamos viver com algo que está acima dessas “profundezas”, soprar o ar, inflar as velas com o vento e usar a água apenas para deslizar sobre a sua superfície.

Isso é o que nós gradualmente aprendemos neste estudo. Nós aprendemos a usar a nossa natureza, a matéria do desejo, para controlá-lo de fora de nós mesmos, para restringir e transformá-lo na direção desejada, para verificar e modificá-lo, não como a nossa natureza dita, mas como nós escolhemos. Esta capacidade nós podemos obter com a ajuda da ciência da Cabalá, estudando os sistemas que temos que conhecer e, como um todo, o sistema dos mundos, os 125 degraus de mudanças, de calibração do desejo. Nós descobrimos como usá-lo a cada passo do caminho, a fim de conseguir algo acima dele.

Além disso, acima dele, nós alcançamos o grau da força superior que criou este desejo onde toda a humanidade vive. Nós usamos a matéria do desejo apenas para “subir” acima dele e formar para nós um espírito, equivalente à força superior. Este é o equivalente espiritual chamado de “Humano” (Adão).

Assim, nós temos que usar a própria matéria e a força que a criou; nós construímos a nós mesmos a partir de ambas. Esta é a forma como uma pessoa se torna independente da matéria (desejo) e da força (Criador) que criou este desejo, e fica em pé sozinha. Agora, ela é composta de matéria e espírito, mas na forma que encontrou por si mesma e escolheu livremente.

Isto é o que a nossa meta significa, e nós não descansaremos até alcançá-la. É assim que somos feitos. Alguns irão escolher este caminho por necessidade, como simples operários. No entanto, eles terão que entender sua tarefa, embora não em graus elevados, não no nível da raiz causal da criação. Eles vão nos seguir, enquanto que nós não descansaremos até alcançar a equivalência que devemos criar por conta própria, a imagem do Homem, livre tanto da criação como do Criador. Do Criador, nós só aprendemos a construir a nós mesmos à Sua semelhança, mas o Criador não nos obriga a isso. Pelo contrário, é a evolução independente que nos permite perceber que Sua forma é a mais correta, a melhor, mais desejável e profunda.

No entanto, nós não aceitamos a importância dessa forma automaticamente, mas sim, trabalhamos por meio da “fé acima da razão”, nos desconectamos das condições de nossa matéria e da força superior, e nesta desconexão de tudo, atingimos o valor da propriedade de doação, que é o maior que existe.

Essas coisas vão se desdobrar em nós mais tarde, mas por agora elas já devem estar nos dando um pouco de importância e compreensão do trabalho que nos obriga a subir constantemente acima do mundano. Nós buscamos prazer, além de conhecimento, hábitos e todos os tipos de valores que foram plantados em nós. Nós nos esforçamos para subir tão alto quanto possível e desfrutar de mudanças, mesmo que isso não seja muito agradável para a nossa matéria.

Nós simplesmente precisamos nos ​​acostumar a isso. A espiritualidade, ou a nova forma, por meio de pequenas ações, frequentemente nos puxa cada vez mais alto, mais e mais. E a espiritualidade deve ser algo que nós desejamos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, Shamati # 213

Saindo Do Nevoeiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu acho que nós provamos na Convenção de Aravá que tudo é possível. O que vem por aí?

Resposta: O problema é o seguinte: neste mundo, quando eu vejo uma meta e ela é importante aos meus olhos, eu tenho bastante energia e vigor para atingi-la, mas se a meta não é óbvia, ou não é importante, eu não tenho nenhuma força para o trabalho: “Realmente, por que eu deveria trabalhar duro?”.

No final, o nosso problema é reconhecer a importância da meta. Esta importância é propositalmente diminuída para que criemos uma nova importância cada vez, de modo que haverá uma nova criação para nós, um novo mundo espiritual, tudo novo.

E, com os amigos, nós mesmos precisamos construir isso. Eles precisam me dizer como o caminho espiritual é importante, mesmo que eles próprios não sintam isso. Mas nós estamos comprometidos uns com os outros, e isso é chamado de Arvut (garantia mútua). Isso significa que precisamos constantemente dizer uns aos outros como isso é importante, como uma mãe ou avó conta a mesma história para a criança na hora de ir dormir.

Diga-me, o que houve de especial na nossa Convenção? Quais foram suas impressões mais profundas? Havia ali algo tangível? Não. Você recebeu algo em sua mão? Não. Você sentiu, ouviu, viu ou provou a espiritualidade? Não. Realmente não havia nada lá, simplesmente “você foi preenchido com ar quente” como um balão, e a partir de seu enchimento, você começou a voar para cima. Essa foi toda a sua Convenção.

Portanto, o que está impedindo você de fazer isso agora? Por que você não pode subir ainda mais alto? Especificamente agora quando você sente um peso e falta de interesse, quando aparecem todos os tipos de cálculos para você e você começa a pensar de forma mais “realista” — especificamente agora, comece a agir.

Pergunta: Na Convenção, nós como que batíamos a cabeça contra a parede tentando alcançar algo impossível, até descobrirmos que é possível, embora num nível mínimo. E isso significa que tudo é possível.

Resposta: Excelente. Agora continue. Mas não pense que uma sensação espiritual foi revelada a você num grau pequeno para lhe dar uma base sólida para novas medidas. O oposto é verdadeiro, seu coração vai ser sobrecarregado, dificuldades serão adicionadas, você será forçado a esquecê-la, como se ela absolutamente não existisse. Eles vão tirar de você todo o “pagamento antecipado”, caso contrário ele vai se transformar em uma base egoísta para o avanço: “vale a pena avançar, uma vez que é agradável e maravilhoso. Eu quero esse tipo de vida”. Isso não é espiritual, mas Klipot (cascas). Anteriormente, isso não estava lá, e agora aparece. Obviamente, também é uma realização, mas não a que você esperava.

Em suma, continue. É especialmente agora que começamos a trabalhar com discernimentos espirituais: um pouco de virtude, um pouco de auto-anulação, importância… nós passamos o período mais difícil e agora cada vez haverá algo real, concreto. Você vai sentir essas coisas, “em sua mão,” você vai “prová-las”, você vai senti-las como um peso interno, como resistência. Dentro de algum tempo, você mesmo começará a medi-las.Nós passamos a fase mais difícil, onde não sabíamos onde estávamos, o que estava acontecendo, como um bebê que recém nasceu e ainda não ouve, vê ou responde… e agora começa a nova etapa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, Shamati 213

Os Esforços Do Bebê Aceleram Seu Nascimento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a Convenção, nós fizemos esforços para nascer. Porém, como podemos sincronizá-los com as dores de parto que vêm de Cima?

Resposta: É por isso que nós recebemos exercícios de Cima: existe o tempo de descida, e o tempo de subida; existe o tempo quando estamos juntos, quando estudamos. E os estados mais importantes são aqueles em que nos unimos: durante as aulas, outras atividades conjuntas, e nas Convenções. Agora, nós adicionar nossos esforços às dores do parto natural, a fim de acelerar este processo.

De fato, nossas ações de hoje aceleram nosso nascimento tanto quantitativa quanto qualitativamente. Como resultado, nós começamos a compreender e sentir melhor, onde, realmente, está o ponto mais crucial, onde temos que pressionar, o que será um recém-nascido de acordo com nossas expectativas.

Um recém-nascido é o nosso próximo nível, como crianças correndo atrás de seus pais, ou seja, o nosso próximo estado. Nós passamos todos esses estados devido à concentração dos nossos esforços, em acréscimo ao que recebemos de Cima.

Nós não sentimos em nosso trabalho o que pertence à preparação do lado do Criador e o que Ele faz. Nós pressionamos, tentando nos anular diante de todos, a fim de criar um só coração, um só desejo, e com o qual não vamos interferir. Mas tudo o resto é feito pelo Criador. Ele desperta desejos em nós e nós agimos, mas isso não é adicionado à nossa própria conta. Só o nosso esforço que aplicamos para anular a nós mesmos, nosso sacrifício pessoal, é contado.

Tais ações são dadas a nós com grande dificuldade e por alguns momentos. Mas mais nada é necessário; nós podemos salvar estes momentos e muito rapidamente atingir a força de doação, e sentir essa força vestida em nós. Isso é chamado de revelação do Criador à criatura.

Da Convenção em Arava 18/01/13, Lição, 5