Textos na Categoria 'Espiritualidade'

Bondade É Uma Constante Que Não Pode Ser Mudada

Dr. Michael LaitmanÉ óbvio que nós temos muitas queixas ao Criador sobre o nosso estado, as condições que gostaríamos, e sobre o anfitrião que é responsável por tudo o que nos acontece. Mas isso não vai ajudar. Ou nós concordamos com as condições que nos foram dadas, ou avançamos pelo caminho do sofrimento.

Afinal de contas, a fim de definir tais condições, temos que conhecer todo o processo, todo o sistema; temos que entender que tudo é para o melhor e que é impossível cumprir as condições se não conhecermos os sistemas e não estivermos em constante ocultação, à medida que avançamos de baixo para cima. A única coisa que nos resta é acreditar que todo o nosso trabalho tem que ser feito acima da crítica e reclamações. Quando olhamos para tudo a partir do nosso ego, não podemos chegar a nenhuma outra conclusão, uma vez que o avanço é, na verdade, em relação ao desejo de doar e não em relação ao desejo de receber. Portanto, em nosso estado, nunca seremos capazes de entender como podemos avançar.

Diz-se, “Abra um portão para mim que seja tão grande quanto o buraco de uma agulha”, ou seja, esforcem-se apenas um pouco, “e eu vou abrir os portões superiores diante de você”. Mas nós temos que descobrir “o buraco da agulha” por nós mesmos, e isso é uma tarefa muito difícil, pois eu tenho que abaixar a cabeça, anular o meu orgulho e entender que não vamos ser capazes de perceber e apreciar nada dentro do nosso ego, mas sim que é pelo sentimento de nossa pequenez, o abaixamento das nossas cabeças, que começamos a entender o que está acontecendo.

Afinal, é pela ocultação do nosso ego que começamos a conhecer o Criador que está oculto e começamos a nos assemelhar a Ele de alguma forma. Uma mãe que cuida de seu bebê também está em ocultação dele, já que o bebê não sabe o quanto ela se importa; ele também não tem que saber. O que importa é que o resultado de todos os seus esforços será cumprido por ele, as condições para o seu crescimento.

Mas se nós ansiamos pelo Criador, nós temos que descobrir Suas ações no que diz respeito a nós e repeti-las por nós mesmos. A fim de fazer isso, temos que nos humilhar, como uma mãe que se esquece de si mesma em prol do seu bebê, ou como o Criador em relação aos seres criados. Nós só sentimos o resultado do cuidado do Criador para conosco, mas todas as Suas ações no que diz respeito a nós, não são reveladas, uma vez que somos bebês que não conseguem entender nada.

Portanto, como podemos ser evocados de modo a querer conhecer a obra do Criador? É impossível sabê-lo até nos tornarmos pais também. Só então apreciaremos o que nossos pais fizeram por nós. Para crescer no mundo espiritual e se tornar pais espirituais, o Criador não preenche todos os nossos desejos infantis, Ele não nos serve mingau doce como uma mãe amorosa, não muda nossas fraldas e não nos diverte com diferentes brinquedos para que possamos ser felizes. Ele não estraga o nosso desejo de receber, mas sim evoca diferentes perguntas em nós, sofrimentos e discernimentos desagradáveis ​​com os quais temos que trabalhar para descobrir a razão para isso, já que assim, seremos capazes de descobrir a Sua obra.

Se eu não me sinto bem, tenho que descobrir o porquê. Claro, primeiro eu sinto insatisfação; é minha resposta natural. Eu me ressinto do fato de que me sinto mal! O próximo pensamento já está voltado ao Criador e ao por que Ele age desta maneira. Ele está errado; Ele deve mudar! Mas se o problema não vai embora e eu não posso sair dele, os golpes me forçam a ser mais paciente. Eu não ressinto mais isso; eu pergunto: “Qual é o ponto deste tipo de vida?”. Isto me leva a estudar as ações do Criador.

Disseram-me que sou responsável por tudo que acontece. Eu fiz alguma coisa? Tudo é feito pelo Criador! Acontece que tudo é oposto aquilo que me parece, “Não há outro além Dele”, “o bom e o benevolente”, e todo o bem que Ele me dá se transforma em diferentes forças contrastantes dentro de mim. Eu não vejo que tudo isso decorre do bom e benevolente. Embora às vezes algo de bom aconteça, é principalmente ruim.

Eu tenho que determinar que é um fato que tudo que recebo vem do Criador, que é bom e benevolente e que não há outro além Dele. Se eu fizer isso no estado que recebo agora, vou alcançar meu primeiro nível espiritual. Mais tarde, o mesmo tipo de trabalho é esperado de mim, mas mais qualitativo e sublime. Isto significa que o nosso trabalho é primeiro ver que somos a fonte do problema e não o Doador, e depois nos corrigir para que o problema desapareça. O Doador, Sua ação, e eu deveriam se conectar num todo chamado de “adesão”. Esta será a prova de que eu alcancei uma equivalência de dentro Dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Eu Não Sinto Que Estou Distante De Vocês

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 27: Claro que eu quero me unir com seus corpos e almas. Embora eu não possa trabalhar, exceto na espiritualidade e na minha alma, eu conheço sua alma e posso me unir a ela, mas vocês não podem trabalhar em seus corações, mas apenas com o corpo, pois não conhecem a minha espiritualidade, de modo que possam se unir a ela, e se vocês também entendem isso, também vão entender que não sinto que estou distante de vocês, mas vocês precisam estar perto do corpo e do local do curso, mas é para o seu próprio eu e para o seu trabalho, e não para o meu trabalho.

Mas eu oro ao Criador que Ele os conduza pelo caminho da verdade e que vocês sejam salvos dos obstáculos ao longo do caminho, e que o Criador seja por vocês em tudo que vocês fazem.

E de sua parte vocês têm que ter o cuidado de seguir o caminho que tenho preparado para vocês, na questão do coração e da mente, anseios e orações, e então o Criador certamente vai nos ajudar e, em breve, nos uniremos em nosso coração e alma.

É claro que as distâncias não importam para um Cabalista, que compreende o estado interior de seus alunos e não importa em que mundo ele se encontra: num corpo ou sem corpo, distante nesse mundo ou perto. Se há uma conexão entre o professor e os alunos, então nada pode afetá-la. Acontece que o problema reside apenas nos alunos, para os quais é difícil administrar sem a sensação física mútua ou do professor. Portanto, não há outra solução, exceto acelerar o progresso, tanto quanto puderem.

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Nós Precisamos De Um Novo Começo

Dr. Michael LaitmanQuando eu tento imaginar como o meu nível espiritual realmente tem que ser e se posso subir até ele por meus sentimentos, meu conhecimento e meus esforços, eu percebo que não posso. Se eu chego às conclusões certas, descubro que sem a ajuda do Criador não conseguirei. Depois de tudo, eu tenho que corrigir minha intenção para doar ao Criador e só consigo alcançar isso através do amor dos outros, pela conexão com os amigos.

Aqui eu vejo até que ponto trabalho na direção oposta, esquecendo tudo sobre o amor dos outros, incapaz de pensar constantemente na garantia mútua, na conexão e no amor dos amigos.

Parece que o amor dos amigos e a correção dos meus desejos são duas coisas diferentes. Eu tenho que amar os amigos e depois vou estar pronto para fazer-lhes um favor e ficar um pouco mais perto deles. Mas a correção dos meus desejos e a revelação do Criador são coisas íntimas e pessoais que pertencem apenas a mim. Eu não consigo me conectar a essas condições, e este é o nosso principal problema.

Portanto, nós temos que trabalhar constantemente na conexão de “Israel, a Torá e o Criador”. A Torá é revelada somente pela Luz que Reforma, que conecta todos estes componentes. Afinal, a importante regra da Torá é “Ama o teu amigo como a ti mesmo”. A Torá significa todos os vasos e Luzes onde o amor é revelado: a partir de uma forte conexão que se transforma em amor.

Nós temos que imaginar um vaso comum chamada “Torá”, que é todo o desejo de receber que foi criado e está quebrado em pedaços que estão muito longe uns dos outros, cheios de ódio mútuo. Eu quero tudo isso seja coberto com amor; eu realmente quero isso! Então eu preciso do Criador e me concentro Nele através deste desejo coletivo.

Nesse caso, eu realmente preciso do Criador. Eu O atraio não apenas para que Ele me traga prazer, mas como resultado de uma dor insuportável causada por minha incapacidade de me conectar com o amor geral nas relações entre nós.

Este amor tem que ser expresso em relação ao grupo de alguma forma, em relação aos amigos, mesmo se não seja aberto, mas mais internamente. Isso já depende da pessoa, do tempo, da altura em que ela está. Os Cabalistas de Kotzk costumavam expressar uma atitude oposta externamente; nós seguimos as instruções do Rabash para mostrar amor e preocupação pelos amigos abertamente.

Nós temos que constantemente nos preocupar apenas com o vaso geral, a conexão geral que atrai a Luz que Corrige e a Luz que enche o vaso. O Criador é revelado somente nesse vaso, como aquele que o constrói, sustenta, cura e preenche.

Tudo isso acontece nesse estado, o problema é que nós não o imaginamos corretamente, mas acreditamos que o Criador pode ser revelado dentro de nós, que entrará em nossos corações individuais. Esta é a forma como cada egoísta pensa, uma vez que costuma atrair toda a bondade e todas as conquistas para si mesmo.

Este é todo o problema. Só através da garantia mútua podemos apoiar um ao outro, a fim de manter o foco no centro do grupo, a nação de Israel, e todo o mundo como um sistema onde tudo acontece. Não há nada além disso.

Caso contrário, simplesmente não estamos vivendo na realidade. Todas as perspectivas, exceto esta são chamadas de “uma realidade imaginária”. Não é sequer tão imaginária quanto o nosso mundo, mas, na verdade, fictícia e totalmente egoísta.

Portanto, nós temos que descobrir a cobra que está no nosso caminho, que constantemente nos leva de volta para o nosso coração impuro. Nesse caso, é impossível administrar sem a decisão do grupo, que este tem que ser a nossa única preocupação, e só com a ajuda dos amigos eu posso manter corretamente o foco no grupo, a fim de ver a minha correção nele.

Esta é a razão porque não conseguimos pensar no benefício do Criador, na verdadeira doação, mas tudo depende um do outro, e nossos pensamentos são destinados no sentido de receber e não doar. A revelação do Criador parece um doce.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalé 13/02/13, Escritos do Baal HaSulam

O Ponto Que Não Vai Trai-lo

Dr. Michael LaitmanInfelizmente, a pessoa geralmente define o esforço de forma incorreta e desperdiça muita energia fazendo coisas que não vão ajudá-la a avançar em direção à revelação espiritual e trazer contentamento ao Criador. Inicialmente, ela assume diferentes tarefas difíceis, mas, desta forma, luta apenas com moinhos de vento, contra inimigos imaginários e forças irreais que ficam em seu caminho.

Não é fácil revelar as forças que se interpõem no caminho de uma pessoa. Elas estão muito próximas da pessoa, e ela não consegue discerni-las, uma vez que pensa que elas são ela mesma. Elas se agarram tão fortemente a ela que lhe forçam a pensar como se fossem parte inseparável dela. Ela não consegue mantê-las longe, a fim de ver que são seus inimigos, como se diz, “Os inimigos do homem estão vivendo em sua própria casa”.

O principal é localizar os inimigos que estão em seu caminho para o Criador. Quando a pessoa começa a localizá-los e se aproxima dos verdadeiros discernimentos, percebe que tudo o que tem são seus inimigos. Ela não tem nada seu, nenhum aliado que possa confiar e contar com o apoio ao longo deste caminho ao confiar em sua ajuda de forma pura e correta. Isso porque todas as forças próximas são reveladas como opostas a ela.

Alguns de seus desejos, pensamentos e atributos riem dela agora; outros obstáculos intencionalmente colocam obstáculos ao longo do seu caminho, tornando o seu caminho futuro mais difícil, mas ao mesmo tempo se disfarçam tão engenhosamente que ela acredita que eles estão lhe fazendo um favor. Outros a enfraquecem, retendo-a, colocando pregos em suas rodas, inserindo assim uma força que age contra ela e faz com que ela pare. Assim, eles agem contra a pessoa sob diferentes máscaras, perturbando-a de diferentes maneiras, direta e indiretamente, engenhosamente e usando truques terríveis.

Por fim, a pessoa descobre que não pode contar com nenhum dos seus atributos, desejos e pensamentos. Portanto, com a ajuda de quem ela pode contar, com quem pode avançar? Acontece que não há ninguém! Somente se ela se voltar ao grupo desde o ponto no coração, ela vai ser capaz de avançar com os pensamentos e forças corretos, com os quais pode confiar no caminho.

Ela se volta ao grupo a partir do seu ponto no coração, pois é o único ponto puro nela, e tenta usá-lo apenas em relação aos amigos, percebendo que não há nada mais que possa investir neles, exceto esta centelha. Ela é cuidadosa para não recorrer a eles com todos os outros pensamentos e desejos, como uma pessoa que está doente e tem medo de infectar as pessoas que estão perto dela com seu vírus.

Então, ela recebe do ambiente tudo o que os outros têm, para avançar na direção certa. Por sua análise pessoal, ela já esclareceu que sua percepção real deve incluir apenas os atributos certos que foram recebidos do ambiente. Por isso, o ambiente se torna uma “sociedade funerária” que a ajuda a enterrar todos os seus pensamentos e desejos egoístas naturais, e recebe do ambiente, na verdade do Criador, novos atributos.

Ao acender a centelha em seu coração com a ajuda deles, ela começa a construir o seu vaso espiritual. Isso significa que ela absorve os poderes e desejos da sociedade, de todos os outros e, assim, alcança a sua primeira correção.

A menos que a pessoa mude totalmente todos os seus atributos para os atributos da sociedade, ela não será capaz de construir o vaso de sua alma. Nós devemos entender isso, pois sabemos que o desejo de receber não é refinado e não muda, mas a pessoa restringe seu desejo de receber inicial e sua forma natural.

Quando ela recebe um desejo do ambiente, ela adquire suas primeiras dez Sefirot, seus atributos de doação. Na medida em que se anula, ela recebe de Cima atributos que vêm no lugar dos que ela parou de usar. Assim, em vez de um vaso restringido, ela recebe um vaso novo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/02/13, Escritos do Baal HaSulam

O Aparente Beco Sem Saída É Uma Porta Para Cima

Várias condições básicas precisam existir para a correção ter lugar. Primeiro, desespero quanto aos meus próprios poderes. Este esclarecimento deve resultar da minha própria experiência. Eu tenho de ter a certeza de que nada vai ajudar-me e não aceitar isto apenas como fé, desistindo das minhas próprias tentativas.

Uma pessoa tem de ter chegado à sensação de estar num beco sem saída. Mas, por outro lado, uma nova realidade se revela no mesmo vaso que é chamada a força superior que fornece a força para atrair uma pessoa a sair deste estado de desespero. Além disso, é importante saber porque quer tanto uma pessoa este resgate de maneira que a correção não vai ser para um preenchimento egoísta, mas vai levá-la a um estado de: “do amor dos seres criados para o amor do Criador. ”

Todas as mudanças que uma pessoa ganha deste modo aumentam na mesma deficiência. O momento em que ele está pronto para a ação da Luz, o que significa que ele aceita todos os componentes certos, a Luz imediatamente começa a doar sobre dele.

A doação da Luz é feita de cinco Luzes de NRNHY ou dez Sefirot. Estas Luzes estão em sintonia entre elas, de acordo com o primeiro nível a que uma pessoa tem de chegar. Existe a relação certa entre todos estes raios de Luz, uma certa gama que uma pessoa tem de adaptar ao seu vaso, e todas as suas deficiências: a fase de raiz, a fase um, dois, três e quatro, de tal forma que cada uma será oposto à sua própria Luz. Elas têm de incluir todos os componentes necessários: o sentimento de deficiência, gratidão, conhecimento e fé acima da razão.

Como resultado do nosso trabalho, todas estas coisas têm que estar prontas na incorporação certa entre elas, de modo que a deficiência será adequada para a Luz: cinco níveis de deficiência opostos aos cinco raios da Luz. Isto significa que a luz tem de ser exactamente oposta ao vaso e assim será capaz de doar sobre ele.

Nesse caso, apenas restrição e um Masach (tela) ficarão a faltar, que a Luz providenciará ao vaso. Então existe uma ligação completa entre estes, num todo, pelas correções da restrição e do Masach, e o sentimento da primeira entrada da Luz no vaso. Assim, o estado de um embrião espiritual é criado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala de 12/02/13, Escritos do Baal HaSulam

A Rápida Revelação De Uma Mentira Leva À Verdade

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 16: Assim, podemos ver que, para sermos recompensados com Lishma (por Seu Nome), primeiro precisamos preparar o maior Lo Lishma (não em Seu Nome), e daí podemos alcançar Lishma. Da mesma forma, Lo Lishma é chamado de “mentira” e Lishma é chamado de “verdade”.

Quando a mentira é pequena e as Mitzvot e as boas ações são poucas, ele tem uma pequena Lo Lishma, e então não pode ver a verdade. Assim, nesse estado, ele diz que está andando no caminho bom e verdadeiro, ou seja, trabalhando em Lishma.

Mas quando se engaja na Torá todo o dia e toda a noite em Lo Lishma, ele pode ver a verdade, uma vez que pelo acúmulo de mentiras, a mentira aumenta e ele vê que está realmente andando num caminho falso.

E então ele começa a corrigir suas ações. Em outras palavras, ele sente que tudo o que faz é apenas Lo Lishma. A partir deste ponto, ele passa para o caminho da verdade, para Lishma.

Se a pessoa faz um pequeno esforço, então por suas ações menores ela atrai um pouco a Luz Circundante e por isso suas ações não se acumulam num curto espaço de tempo em um só lugar, de tal forma que a Luz que é atraída por elas pode iluminar a verdade e mostrar à pessoa o estado que ela realmente se encontra.

Quando a Luz acende numa intensidade baixa, a pessoa não vê a diferença entre ela e a Luz. Ela adiciona um pouco de cor à sua vida, algum gosto, alguma compreensão e sentimento, mas a Luz não é poderosa o suficiente para que ela possa ver como seus atributos são opostos à Luz.

Como as “quatro fases da Luz Direta”, é impossível ver nossa oposição à Luz até a quarta fase. A gente só vê isso na última fase, onde a criatura se restringe, uma ação que é oposta à sua natureza, e os resultados do estado falso que ela revelou.

Uma grande quantidade de trabalho do grupo é necessária para pressionar a pessoa e motivá-la, para não deixá-la se acalmar, evocando inveja, cobiça e honra nela, e, assim, forçando-a a fazer o que tem que fazer. Ela precisa executar tão frequentemente e tão intensamente quanto possíveis certas ações chamadas de “boas obras” que trazem alegria ao Criador.

Aqui ela precisa trabalhar com a mentira e a verdade, esclarecendo o que realmente são boas ações, o que significa dar alegria ao Criador, e exatamente o que o Criador é. Quando ela esclarece todas essas questões, a pessoa gradualmente avança para o ponto crítico, através do qual passa de Lo Lishma (não para o Seu nome) para Lishma (para Seu nome). Este ponto é chamado de Machsom (barreira), a barreira do mundo superior. Assim, com a ajuda da Luz, a pessoa sai do estado de morte e chega à vida.

Tudo isto é conseguido graças ao grupo pressionando todos os seus membros. A menos que a pessoa sinta a pressão do grupo, ela não será capaz de fazer nada já que a Luz só chega até nós através do grupo.

Da Preparação a Lição Diária de Cabalá 10/02/13

Duas Condições Que Determinam Tudo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que as instruções dadas a nós pelos Cabalistas são tão vagas? Por que nesse meio tempo não podemos compreender o que devemos fazer? Quais são as formas de se conectar com o grupo e inclinar a cabeça diante dos nossos amigos? Tudo é incerto. Provavelmente, deve ser assim, mas o que essa névoa esconde?

Resposta: Em primeiro lugar, não há qualquer intenção de tornar sua vida miserável. Você deve lembrar que a criação não tem outra maneira de se tornar semelhante ao Criador. Não mesmo!

Imagine que você é um chef profissional com bifes e recebeu um pedido de um bife especial. Para isso, você precisa de carne de uma raça especial de gado criada até certa idade que pastava num pasto numa altitude específica, bem como especiarias que são feitas de plantas em particular cultivadas numa área específica, etc. Você apresenta uma lista de requisitos, porque sabe que, caso contrário, não pode fazer o prato.

É semelhante aqui: a criatura não pode alcançar a semelhança com o Criador em outros termos. Eu diria que nem depende Dele. Uma vez que Ele decidiu que a criação tinha que se tornar semelhante a Ele, essas duas condições (criação e sua semelhança com o Criador) automaticamente ditam todo o resto.

Primeiro, o Criador conectou a criação a Ele mesmo, o que é descrito como “a criação do mundo”, onde a criação desapareceu. Depois, ele acrescentou um ponto único à criação, “algo a partir do nada”. Então, a criatura começou a crescer dentro da Luz, e deste ponto em diante tudo se desenvolveu sem a interferência ou participação do Criador.

Aqui, como um sistema binário, existem duas posições: de zero e mais de um zero. Em outras palavras, o Criador e algo que se destaca do Criador. A criatura que é diferente, externa, e oposta a Ele é chamada de “criação”, que foi feita como “algo a partir do nada”.

Tudo o resto está se desenvolvendo por si só. É por isso que se diz: “O fim da ação está incorporado no pensamento original”. Além dessas condições originais, o Criador não precisa de nada. Ele criou o desejo de receber; o resto decorre da oposição entre a Luz e o vaso, a força doadora e o desejo de receber, o Criador e a criação, ou seja, um ponto que, em essência, é um pouco diferente da Luz. Estas condições são suficientes.

Você pergunta: “Por que o Criador torna nossa vida tão miserável? Ele não pode mudar nada?”. A própria questão é incorreta, uma vez que ainda não estamos no nível que nos permite ver o quadro inteiro e, assim, justificar o Criador. No entanto, mesmo o nosso minúsculo conhecimento demonstra que uma via alternativa é impossível. Existe amor e doação; qualquer coisa que seja oposto a estas noções só pode chegar à semelhança com Ele de uma maneira. Isto se aplica a todos os tempos e circunstâncias, desde o início da criação até o fim da correção. Nesse ponto, você verá que tudo é perfeito e nada acontece “acidentalmente”. Até agora, nós ainda somos muito pequenos e imaturos, estamos espremidos no nosso nicho e sequer começamos a seguir o caminho que acabará por permitir que percebamos estas coisas.

Parece-nos que o mundo é enorme e um pouco assustador para nós. Todo o universo, todas as nossas propriedades e problemas, tudo o que lhe preenche agora é apenas uma pequena partícula do mundo real. Mesmo que nós meçamos este reino em quilômetros e quilogramas, do ponto de vista da verdadeira realidade, ele simplesmente não existe. Ainda assim, mesmo deste mundo, que é uma parte divergente de “algo a partir do nada”, nós podemos começar a nossa jornada. É muito desejável acelerar a nossa velocidade, a fim de cobrir este caminho por conta própria.

Portanto, existem duas forças, dois detalhes de percepção: o Criador e a criação que é um pouco diferente Dele. Estes dois detalhes determinam tudo o que existe. É por isso que hoje em dia você não pode receber nada, exceto o que você já está recebendo. Pensamento positivo não funciona aqui.

No instante em que a criação foi feita, tão logo “algo a partir de algo” criou “algo a partir do nada”, tudo ficou subordinado à lei rígida, incluindo todos os “casos” de nossa liberdade de escolha. Tudo está incluído na lei, embora cortinas de ocultação escondam esse direito de nós. Na verdade, a névoa é ilusória. Não há mistério aqui. A névoa que envolve nossa consciência é puramente psicológica e se destina a nos “calibrar” corretamente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/01/13, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar

Enquanto A Broca Não Atinge O Nervo

Podemos encontrar muitas desculpas para nós mesmos, mas se enfrentarmos as leis danatureza, então temos de as obedecer. A sabedoria da Cabala fala sobre leis absolutas. Os cabalistas nos explicam como o sistema da realidade é estruturada. E nós pensamos que elas não são leis rígidas, mas são algo que muda de acordo com o nosso desejo – Das relações entre as pessoas, a conexão entre o homem e a natureza, destino, sorte, e vários eventos de ontem ou amanhã.

Todas essas ilusões vêm da falta de conhecimento do sistema, da falta de entendimento do que é definido em um sistema exato e não temos poder para muda-lo. Não há nada a fazer. É assim e só assim! Nós até mesmo tratamos a ciência como se pudessemos de alguma forma contornar isso. Isso vem da falta de sensação estar conectado com o sistema por milhares de cordas, milhares de milhões de fibras nervosas.

Imagine que você está vindo de uma quantidade infinita de fios que conectam você com toda a realidade, e todos são especialmente sensíveis, como nervos expostos. Todo mundo sabe o que é uma dor insuportável, é quando você, de repente, toca um nervo exposto de um dente dolorido. Todos nós já sentimos isso uma vez. E de você são milhões e bilhões de nervos expostos que o conectam com os outros. Todos nós estamos envolvidos nestas fibras finas brancas, como se imersos em gel. [Leia mais →]

Estou Grávida Com O Mundo Inteiro E O Mundo Está Grávido De Mim

Rabash, “O que é um cálice de bênção deve estar cheio no trabalho”: Mas antes da Yenika (sucção), há a fase de Ibur (gestação), o que significa que a parte superior o corrige a ele. Isso pode ser quando uma pessoa é como um embrião no ventre de sua mãe, como o embrião se anula a si mesmo ante da mãe e não tem mente própria, mas como dizem os sábios, “Um embrião é parte de sua mãe e come o que sua mãe come “, e não tem entidade própria para fazer qualquer pergunta, mas ele não se levanta como um nome. Isso é chamado de que ele é mudo e não tem boca para fazer perguntas.

Este é o momento em que uma pessoa pode ir acima da razão, com os olhos fechados, e acreditar na fé dos sábios e ir até o fim. Isso é chamado de Ibur, que ele não tem boca, Ibur significa (TES, parte 8)) “o nível de Malchut que é a pequenez mais restrito chamado Ibur, que decorre de Evra e Dinin, como se diz”, e o Senhor tornou-se impregnado de você. ”

E a questão de Evra e Dinin deve ser explicada, já que o corpo resiste ao trabalho que uma pessoa deve ir acima da razão, com os olhos fechados, é assim que uma pessoa deve superar constantemente, o que é chamado de “a ira, raiva e problemas”, uma vez que é trabalho duro para avançar constantemente pela superação e auto anular-nos nós proprios diante do superior, de modo que a parte superior vai fazer o que quer com uma pessoa. Isto é chamado Ibur, que é a pequenez mais restrita.

Esta é uma situação difícil, já que a pessoa não está habituada a tal atitude. Para se anular a si mesma completamente é ainda mais difícil do que simplesmente reduzir-se, e estar na pequenez. Nós já temos os preparativos para a pequenez por natureza, mas o estado de um Ubar (embrião), o que significa que a transição (mesma raiz em hebraico) de um mundo para o outro no que diz respeito ao uso de nossos desejos, os discernimentos interiores, é um processo muito difícil.

Aqui somos obrigados a anular -nos totalmente na fé acima da razão, a fim de elevar-nos acima de todos os discernimentos e os desejos que são evocados em nós. Não é um estado passivo, como pode parecer. Uma pessoa tem de participar e de fazer seus maiores esforços a fim de superar os obstáculos que encontra. Caso contrário, será impossível anular o nível anterior.

Ele é chamado de embrião uma vez que não pode trabalhar com os discernimentos e a intenção de e em ordem de doar, ainda. E então ele anula-se perante a doação do superior e permite o superior fazer tudo o que faz consigo aceitando tudo como bom, abençoado, e em total consentimento, compreensão e delícia. Nesse caso ele é chamado de embrião espiritual.

Disto devemos entender como nos devemos preparar e ao grupo de forma a entrar no estado de um embrião espiritual e no mundo espiritual. Temos já falado um bom pedaço acerca disto e agora devemos tentar realizar isto.

É um estado no qual a pessoa sente pressão, o Dinim que encontra. Ele não compreende porque é que isto acontece no mundo à sua volta, e qual é a atitude do mundo em relação a este processo, mas eventualmente ele vê como todo o mundo começa a entrar no estado de Ibur na preparação do novo nascimento.

É porque o mundo inteiro está em uma pessoa e assim a pessoa vê como o mundo inteiro, todos estes discernimentos, entram no estado de Ibur. Na medida em que ele anula a sua atitude anterior a tudo o que acontece, ele descobre que o mundo inteiro em torno dele se torna a realidade do embrião espiritual. Quando ele anula-se, ele vê que o Criador opera em tudo ao seu redor.

Da preparação para a Lição Diária de Cabala 07/02/13

Integrando-Se No Trabalho Até Ao Ponto De Auto-Anulação

Ultimamente falamos muito sobre auto-anulação. E isto não é nenhum acidente; espero que realmente estejamos a apromixar-mo-nos disso. Mesmo que o ego nos esteja a impelir, temos que ser dirigidos à adesão.

No tempo de adesão com o superior, vejo-me como parte de alguma máquina e eu necessito de me conectar com isso a cada célula, cada orgão, todas as partes do meu “corpo” assim como integrar exactamente no trabalho desta máquina.

Eu não tenho uma “cabeça”, isto é, auto conhecimento; necessito anular todos os meus pensamentos, todos os cálculos, todos os desejos. Meu único desejo, minha intenção singular e meu desejo singular estão dirigidos no como integrar nesta máquina. Deixemos que tudo passe por mim, mas eu não participo nisso no início. Faço tudo como se eu não existisse. Irão activar-me a 100%, não apenas eles irão dizer-me o que fazer, mas eles também irão activar-me; isto é chamado auto-anulação.

Após isso vem desacordo, criticismo, maus impulsos, clarificação, desapontamentos, queixas… e juntos com tudo isso, necessito anular-me a todo o tempo para participar no trabalho desta máquina. Encontro-me nisso “esticado e aberto a isso como eu não existisse, e apesar do desejo e a mente comecem a trabalhar dentro de mim. É assim que o feto cresce dentro do ventre: A Luz de Ein Sof passa através de mim, mas retiro-a apenas em Behinat Nefesh.

O feto anula-se no nível de Nefesh, no nível inanimado, em Aviut Shoresh, o nível de raíz do desejo. Precisamente por causa disso, todas as luzes de NRNHY de Nefesh podem passar através de mim. Todo o seu trabalho em Mocha e Liba, mente e coração, em Galgalta ve Eynaim (GE) e AHP, em toda a sua participação com o Partzuf Ima, com Bina é por se anular ele proprio. Não importa quantos pensamentos e desejos passarão por ele, não importando quanto esteja confuso, não importa que obstáculos fiquem no seu caminho, ele continuará a anular-se e por isso ele é capaz de ser parte do “corpo” de Ima (mãe), estando dentro dela.

O feto não se activa de qualquer maneira mesmo se todas as partes estão a crescer. Elas crescem e trabalham em anulação. A mãe faz tudo através do cordão umbilical, e o feto anula-se completamente; cada parte do feto trabalha apenas para, em anulação. De outra forma, ele não está pronto para nascer; ele pode não ser um recém-nascido completo. Ele ainda não tem a forma de “homem”. Portanto, ele deve terminar o seu trabalho de anulação em relação ao superior.

Ele move-se, o seu coração, os seus pulmões, e todo o resto de suas partes estão a funcionar correctamente, mas apenas em anulação. Ele não entende isto, nós pensamos que isto é simplesmente um pequeno homem e que tudo funciona de uma forma regular, mas toda a forma do trabalho é em anulação em relação ao superior. De outra forma o seu nascimento está em risco.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/02/13, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar”