Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Uma Divisão No Caminho Para A Doação

Dr. Michael LaitmanO Criador criou um desejo de receber que está no mundo de Ein Sof (Infinito). Ele é a única criação, “algo a partir do nada”, e está adrido ao Criador. É assim que ele se encontra da perspectiva do Criador.

Então, através de ações especiais, o Criador separou e distanciou essa criação Dele pela força, e uma divisão (partição) foi criada entre eles, que separou esses dois atributos de recepção e doação. Agora, há uma diferença de 125 degraus (níveis) entre eles, e a criatura é como um órgão que foi cortado do corpo e perdeu a sua sensação.

Nós não sentimos a conexão com o Criador, uma vez que estamos separados Dele como um órgão que foi cortado do corpo. Se uma pessoa não recebesse um despertar do Alto, ela nunca iria pensar nisso, mas viveria como todos os outros animais.

O ser humano é o despertar para o superior que é evocado em nós: um desejo de se tornar como o Criador, conectado a Ele. Sem esse despertar, nós permaneceríamos nos níveis inanimado, vegetal e animal do desenvolvimento. O nível “falante” é determinado por nossa atração ao Criador. Assim, este nível pode ser chamado de humano, porque Adam (homem, ser humano) significa semelhante (Domeh) ao Criador.

Este despertar é chamado de um ponto no coração, e ele nos permite ser chamados de Israel, uma pessoa que anseia Yashar El (direto ao Criador). Essa pessoa tem a tarefa de voltar ao Criador através de seus próprios esforços e vários exercícios chamados de Torá e Mitzvot (mandamentos). A Torá é a Luz que Reforma, que opera no desejo e o transforma em “para doar”.

Tais ações são chamadas de Mitzvot e são criadas por uma força especial chamada de Luz que Reforma. Esta Luz é feita de 620 luzes que operam em 613 desejos, corrigindo-os e anulando a divisão entre a criatura e o Criador.

A força de separação torna-se a força de adesão. Ela amplia a adesão inicial em 620 vezes, de acordo com a nossa divisão no mundo de Ein Sof.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/09/12, “Discurso para a Conclusão do Zohar”

A Inveja Não É Uma Falha

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os Cabalistas relacionam a inveja às qualidades que ajudam a pessoa a sair deste mundo e entrar no mundo espiritual. Na verdade, por que eu deveria invejar os outros? Afinal, todo mundo é especial e todo mundo está seguindo seu próprio caminho. Por que a singularidade do outro me faz invejar e me capacita no meu caminho?

Resposta: Eu evoco em mim a inveja, a cobiça (luxúria) e o desejo por respeito de propósito. Não se trata apenas de uma pessoa comum que inveja o sucesso dos outros, ou que seja depois respeitada. Neste mundo nós invejamos todo tipo de bobagem e realmente queremos coisas frívolas. Eu, ao contrário, levo apenas o que é necessário para a vida e ignoro todo o resto. Quando eu tenho todas as necessidades básicas, eu construo a mim mesmo para o trabalho espiritual e neste contexto eu uso ferramentas como a inveja.

Caso contrário, não vou ter nada com o que avançar. A inveja, a cobiça e o respeito são as três abordagens egoístas, e no que eu posso trabalhar sem eles dentro de mim? São estas três qualidades que me levam para fora deste mundo; é como sair dos mundos de BYA para o mundo de Atzilut.

Portanto, se eu quero trabalhar espiritualmente, eu olho para o trabalho dos outros e me anulo diante deles. Então, eu os vejo como os maiores em nossa geração: eles avançaram muito, eles atingiram o fim da correção, e eu os invejo. Se eu não invejo, sou impotente e não posso me mover. Eu recebo todos os poderes para avançar do meu ego. O avanço certo com a intenção correta, o que significa a forma que está vestida n matéria é trazida a mim pela Luz, enquanto a matéria em si em que eu subo é o meu próprio ego.

Pergunta: Mas como eu posso proteger a intenção correta da inveja?

Resposta: É de acordo com a inveja, a cobiça, o desejo de respeito, que a intenção é construída. Você transforma a inveja em inveja pelo Criador, o desejo por respeito em respeito pelo Criador, a luxúria por um desejo de se aderir a Ele. Caso contrário, o que você corrigir? O que você constrói, um castelo etéreo nas nuvens?

Pergunta: Mas, ainda assim, quando eu invejo, seu fogo me consome.

Resposta: Não, você só se permite evocar a inveja, a cobiça, o desejo por respeito após a restrição, quando não é mais para você, mas, para entender, para determinar o “espaço de trabalho”. Tudo está sob controle; caso contrário, você não deve nem começar.

Em suma, experimente. Não tenha medo de cair na inveja. Comece a trabalhar nela. Você tem sorte se inveja os amigos, é bom. Afinal, não temos outra força para avançar. Se eu morasse sozinho, sem um ambiente, eu seria como um animal. Por outro lado, se a sociedade me estimula, constantemente me mostrando que os amigos têm o que me falta, isso me ajuda a avançar na vida. Eu só preciso de um ambiente especial que me dê bons exemplos, que eu invejo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá de 12/09/12, “Paz no Mundo”

Como Manter A Sua Singularidade

Dr. Michael LaitmanA atual educação egoísta elimina a singularidade de uma pessoa. Filmes, jornais, a mídia, e a Internet têm isso como objetivo.

Você assume que a Internet lhe ajuda a manter contato com os outros, mas a verdade é que ela lhe ajuda a ser como todos os outros. Ela fecha todo o nosso mundo integral egoísta em si mesmo da pior maneira possível, e como resultado, nós estamos todos conectados uns aos outros e somos todos idênticos.

Nós temos que admitir que a Internet ajuda o nosso desenvolvimento e nos aproxima do fim da correção, uma vez que ela revela o mal, mas de uma forma má. Nós vemos exemplos padrões através da rede e que consumem um significado padrão. A “máquina virtual” duplica-nos como peças numa linha de montagem.

Na espiritualidade é o oposto; você não se assemelha a outros de forma alguma. Você é totalmente especial e ninguém pode intervir. Afinal todos nós temos diferentes direções; nós trabalhamos em frequências diferentes, e não correspondemos, nem tocamos nas qualidades dos outros. Todo mundo tem dez Sefirot, mas elas são divididas em outras 10 e depois mais e mais. No final, todos fazem uma confusão enorme de conexões entrelaçadas, cada um segundo a sua medida e a sua qualidade. Você pode se assemelhar a outro, mas você não é igual a ele de forma alguma.

Pergunta: Mas será que o ambiente também influencia a pessoa na espiritualidade?

Resposta: Lá o ambiente só inspira você a usar a sua singularidade e nada mais do que isso. No nosso mundo, a propaganda constantemente impõe algo a você, enquanto na espiritualidade os amigos apenas estimulam você pela inveja, luxúria e o desejo de respeito, e você age por si mesmo, internamente. É como se eles lhe dessem uma bateria, mas o motor, o meios de percepção, é seu.

Pergunta: Em nosso mundo eu também uso os desejos que são despertados em mim por mim mesmo, não é assim?

Resposta: Não. Aqui você é atraído para duplicar um exemplo que é mostrado a todos; você é apresentado a um determinado padrão e se você gosta ou não, você o realiza pelo modo como se veste, em seu comportamento, e, principalmente, em suas percepções interiores. O exemplo influencia você quer você goste ou não.

Assim, nós desenvolvemos a educação integral, de acordo com a qual o exemplo é um sistema “redondo”, onde estamos conectados um ao outro. Assim, nós temos que expulsar todos os outros exemplos. Caso contrário, simplesmente não vamos sobreviver.

Pergunta: Mas, de acordo com a educação integral, eu também quero ser como alguém.

Resposta: Todos precisam ser como alguém que é mais bem sucedido. Por exemplo, quando você realiza musculação em nosso mundo, Schwarzenegger é o exemplo que você segue e o incentivo é o ambiente que o respeita.

Você coloca seus desejos sob a pressão externa e os satisfaz. Em outras palavras, o ego o empurra para frente e você esculpe a si mesmo de acordo com o modelo geralmente aceito: conforme o exemplo de Schwarzenegger. Disseram-lhe que você deve ser como ele e você trabalha em si mesmo para equalizar sua forma a dele.

Por outro lado, no trabalho interno, você satisfaz seus atributos quando os concentra novamente a partir do egocentrismo de fora. Isso permite que você os utilize de forma diferente, e esteja em contato com aqueles que o rodeiam. Você ganha uma oportunidade que você não tinha antes e constrói algo novo.

Embora o grupo seja homogêneo, você se conecta a todos os membros por seus atributos e essas conexões são diferentes para todos. Afinal, todo mundo tem sua própria estrutura interna.

Dizem-lhe que você tem que chegar a uma equivalência de forma com Aquele que doa. Mas onde está Ele? Você é chamado a se conectar com os amigos como um homem de um coração, mas onde está o exemplo? Qual é o padrão?

Você ouve do ambiente de forma muito clara: “Se você não fizer isso, você é inútil”. Então, o que devo fazer? Afinal, não há exemplos que possam ser seguidos. Você leu cada artigo mil vezes e ainda não entende nada.

É tudo de modo que você olhe para si mesmo. O ambiente só desafia você e isso é tudo. Os amigos não fixam cartazes como os de Schwarzenegger na parede. Não há exemplo real e você não sabe o que fazer. É um problema real.

Portanto, você está constantemente à procura: “Talvez assim? Talvez dessa maneira? Como se parece o Criador? O que é o atributo de doação? Como posso transcender a mente? Eu não sei de nada! Então, pelo menos me deixe ver e ouvir algo!”. Mas não. É impossível perceber a espiritualidade em nossos órgãos sensoriais.

É exatamente esse o significado de “auto realização”: Ninguém está pressionando você, nem mesmo o professor. Durante a aula, ele pode falar abertamente, mas nunca pessoalmente a você, nunca. É proibido invadir o mundo interno de uma pessoa.

Pergunta: Será que isso significa que eu tenho que me desesperar por não encontrar exemplos?

Resposta: Busque, não desista. O exemplo está no grupo, e você vai encontrá-lo se se dedicar a esta busca. “Eu tenho que encontrá-lo. A imagem do Criador está oculta lá, entre os amigos, na conexão entre eles”. Você não a vê, mas se você se concentrar, ela aparecerá como numa imagem tridimensional”.

Este é o seu trabalho interno e ninguém tem acesso a ele. Só você constrói a atitude em relação ao que chamamos de “grupo”. Você entra e age lá até encontrar uma imagem, uma forma, o atributo de doação, os seus limites, a sua marca, a impressão que deixa.

Pergunta: Mas este exemplo está oculto de mim?

Resposta: E como você vai vê-lo sem uma equivalência de forma? O Criador está diante de você. O atributo de doação, a Luz superior, preenche tudo. Se você quiser um exemplo, alcance o nível mínimo de compatibilidade com ela, esforce-se (isso é chamado de oração), e Ele vai te ajudar.

Então você vai vê-Lo, mas através de sua visão interior, muito mais clara e “suculenta”, do que você sente temporariamente em todos os seus sentidos, que penetra longe e profunda e é mil vezes mais clara do que a nossa visão comum, pela qual só vemos a externalidade, sem aprender nem um pouco sobre a interioridade…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 9/9/12, “Paz no Mundo”

Sobre O Criador, Em Palavras Mais Simples

Dr. Michael LaitmanA forma como todas as criaturas se relacionam comigo é chamada de Criador? Onde posso revelá-Lo? Na minha atitude para com elas!

Quando vou revelá-Lo? Quando me relacionar com elas com amor e doação.

O que devo saber sobre elas? Que são minhas partes inseparáveis que são úteis para mim e que eu preciso. Não há ninguém no mundo que possa fazer mal a mim e seja meu inimigo.

Isso significa que eu revelo que todas as criaturas se relacionam comigo ou com doação em prol da doação, que é chamado de “O que é odioso a você, não faça ao seu próximo”, ou com recepção em prol da doação, ou seja, com amor ao outro como a si mesmo. Em essência, esta é a manifestação da atitude do Criador em relação a mim, como se Ele generalizasse todas essas atitudes como seu mais alto grau.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 8/8/12, O Estudo das Dez Sefirot

Incorporado Num Desejo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo”: Isto porque o que se encontra no coletivo é apenas o que se encontra no indivíduo. E o benefício do coletivo é o benefício de todo indivíduo: quem prejudica o coletivo toma a sua parte no prejuízo, e quem beneficia o coletivo toma a sua parte no benefício, já que os indivíduos são parte do todo, e o todo não é merecedor, de forma alguma, mais do que a soma de seus indivíduos.

Nós temos que aceitar isso como leis operacionais, e depende do desenvolvimento da pessoa se elas são reveladas ou não.

Nós todos somos partes do mecanismo geral. Cada indivíduo é como uma engrenagem que gira de acordo com as outras e não é perguntado se ela quer ou não. A máquina já está montada e ativa e se você sentir que é livre e independente é só porque você está separado da realidade. Você simplesmente não sabe como está sendo “girado”.

Mas em certo ponto você percebe que a partir de agora você tem que girar de forma consciente, e se não o fizer, você experimenta coisas desagradáveis.

Vamos ilustrar isto num desenho. Existe um mecanismo onde todas as engrenagens estão girando de forma ideal. Existe um pequeno motor ligado a elas (M), que gira todas elas.

Em seguida, cada engrenagem é feita para compreender que num determinado ponto em seu trabalho ela tem que parar de girar instintivamente e começar a girar de acordo com sua própria vontade, unindo-se com as outras, sentindo-se responsável por elas, como resultado do amor por elas.

A pessoa sente que todos dependem dela, e em sua “zona vermelha” duas forças começam a agir: a força do mal e a força do bem. Ela sabe que tem que usar a força do bem, mas não pode fazer nada consigo e só quer usar a força do mal. Exatamente nesta lacuna (Δ), ela descobre seu livre arbítrio.

Assim, a máquina está funcionando e você está girando. No final, como se diz, ninguém será repelido pelo Criador, e todos vão voltar a sua raiz. De uma forma ou de outra, todos nós somos seus trabalhadores. Mas se você tem um “ponto no coração”, você quer revelar a verdade, e para fazer isso, você quer realizar ações especiais. Então, de repente você descobre a realidade e ela é revelada a você de duas maneiras.

Então você tem a oportunidade de ser incorporado nela, de descobrir e entender o seu “motor”, o Criador e o pensamento da criação, e todo seu sistema. Quando você se torna parte do processo e se iguala a essa “máquina”, você começa a ver o que ela é e para que serve, etc.

Você se encontra entre dois opostos. Por um lado, o ego está puxando você para fora: “Pra que você precisa disso? Viva e aprecie o que você tem, e o que for, será”. Por outro lado, você é atraído a mais.

Aqui você tem que mudar a força motivadora. Em vez de ficar impressionado com a atração de novas revelações, você começa a avançar no sentido real – incorporando-se no mecanismo geral e agindo nele.

Isso só é possível se você se incorporar a fim de ajudar os outros, não porque você quer entender e sentir alguma inovação, fazer parte de algo grande, mas para concentrar seus poderes em ajudar o mecanismo geral, em ajudar os outros. Você tem que mudar a razão de sua participação. Agora você está sendo estimulado por sofrimentos e tem que mudá-los para as aflições do amor.

Quanto à “máquina”, ela vai funcionar como de costume. Nosso mundo simplesmente “gira”, mas você está impedido de abrir os olhos e ver o que é chamado de Mundo superior: a esfera onde são realizadas todas as contas e s decisões…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/09/12, “Paz no Mundo”

Doação Não Tem Limites

Dr. Michael LaitmanO corpo espiritual mantém apenas a Luz que desce até ele da cabeça do Partzuf. Todos os tipos de decisões e condições com relação às ações da criação em relação ao Criador são feitas na cabeça do Partzuf. Mais tarde, tudo o que foi predefinido na cabeça será implantado através do corpo.

Não há nada no corpo que não exista na cabeça; é essencial implantar de forma prática no corpo o que está na cabeça, ou seja, receber em prol da doação com a intenção de agradar o Criador.

Como resultado, todos os elementos de uma ação espiritual estão sendo revelados (o TANTA completo); no entanto, a criação percebe que o trabalho que recém realizou foi “fragmentado” (parcial) pela natureza e que ela não alcançou o mesmo nível de benevolência para com o Criador, que aquele que o Criador transmite a ela.

Assim, a criação não pode continuar agindo como antes, nem pode ficar satisfeita com suas ações, já que não há tal coisa como relações incompletas na espiritualidade; relações espirituais são perfeitas. Se a pessoa enfrenta limites e entende que é incapaz de superá-las, ela tem que parar. Mesmo quando ela para, ela ainda deve ainda sentir ao menos o amor fragmentado por seu Mestre, mesmo que ele não seja suficiente em comparação com a benevolência ilimitada do Criador e Seu desejo de agradar a criação.

Os Partzufim onde a pessoa recebe a Luz do Criador apenas provam que se a criação não tem sequer um grama antes de atingir a correção final ainda é igual a não fazer nada, já que ela ainda limita sua doação e, portanto, torna-a incompleta! Esta é a coisa mais importante para entender!

Não importa que a pessoa já tenha completado 99% do trabalho. Ela ainda tem fronteiras restringidas do amor, enquanto que o Criador sempre se relaciona a nós com amor infinito; a diferença aqui é qualitativa e crucial. Assim, até chegarmos ao fim da correção, não devemos perder sequer um passo que nós demos. Nosso dever é sempre procurar o que acrescentar a mais.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/09/12, O Estudo das Dez Sefirot

Avançando Através Dos Pontos De Adesão

Dr. Michael LaitmanTodos os problemas e dificuldades pelos quais passamos, sobre os quais fala O Livro do Zohar, são interrupções no caminho para a adesão. Afinal, se estivéssemos na adesão, não precisaríamos explicar nada, ou escrever sobre ela. A única coisa que nos falta é chegar à adesão — este é o pedido correto.

Se o meu pedido estiver correto a cada vez, eu estarei constantemente na adesão de acordo com o meu pedido. Eu só preciso pedir, mas o pedido tem que ser pelo desejo correto e totalmente desejo — relativo ao estado em que estou.

Se eu pudesse pedir corretamente agora, eu chegaria à adesão, no meu nível relativo, é claro. Assim, os desejos, as condições, os atributos internos e os externos mudariam em mim cada vez, e se eu pedisse corretamente eu iria avançar direto de baixo para cima através desses pontos — de um ponto de adesão para outro.

Assim, todo o nosso trabalho é pedir corretamente, quando esclarecemos nosso pedido com mais precisão. Há muitas condições para a preparação para este trabalho: todo este mundo, os amigos, o estudo, etc., tudo isso é para esclarecer o nosso pedido.

Este mundo e as maldades são os componentes do meu desejo que preciso esclarecer. A única coisa que se exige de mim é uma oração (MAN). Portanto, se diz que cada correção é realizada por uma oração e boas ações, pelas qual esclarecemos nosso desejo.

O Livro nos fala sobre os desejos que temos que pedir em nossas orações. Os Cabalistas não escrevem sobre qualquer outra coisa além disso, uma vez que você vai descobrir tudo sozinho.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/09/12, O Livro do Zohar

A Fórmula Para Levar Contentamento Ao Criador

Dr. Michael LaitmanToda a humanidade é um corpo espiritual, e a correção não é para a parte que pode ser estimulada, mas sim para a parte que não pode.

Só é possível levar contentamento ao Criador se realizarmos a fórmula inteira. Eu me corrigi para me conectar a Israel — para corrigi-lo e depois para corrigir todas as nações do mundo.

Isso significa que a minha oração deve incluir os seguintes componentes: eu me corrigindo para construir um desejo comum com os outros, a parte corrigida do desejo chamada de “Israel” ou “Shechina” e Malchut.

Tudo isso é para me conectar com as nações do mundo — a fim de levar contentamento ao Criador.

Nós devemos planejar o final do processo e é por isso que eu começo. Se não fosse pelo resultado final – contentamento ao Criador – eu não iria começar todo esse processo, uma vez que seria uma ação egoísta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/09/2012, Shamati # 46

Dois Desejos Comprometidos Com O Pensamento Da Criação

Dr. Michael LaitmanO desejo é dividido em duas partes por causa das “quatro fases da Luz Direta”. O primeiro grupo de desejos pertence ao nível da raiz, o primeiro e metade do segundo nível de espessura (Aviut). O segundo grupo pertence à segunda metade do segundo nível – Bina, o terceiro nível, ZA e o quarto nível, Malchut.

O primeiro nível é ainda parte da expansão da Luz que age sobre o desejo. A segunda parte pertence ao desejo de desfrutar que executa diferentes ações e quer se parecer com a Luz, o que significa que pertence à reação do desejo à Luz. Sua primeira parte, a metade inferior de Bina é o plano da operação, como uma “cabeça”.

Mas quando o desejo se desenvolve, cada nível inclui todos os níveis que o precedeu. Na fase um há a fase da raiz, na fase dois há a primeira fase e a fase da raiz, na fase três, há a fase da raiz, a primeira e a segunda fase, na fase quatro, há a fase da raiz, e as fases um, dois e três. Isso significa que cada nível inclui todas as fases anteriores e acrescenta o que principalmente o caracteriza.

A fase quatro, Malchut, é na verdade a criatura onde todas as outras fases estão incluídas, os vasos que absorveram os atributos da Luz e, portanto, estão perto da correção. Os níveis mais puros do desejo existente na criatura é o nível da raiz e os níveis um e dois são chamados de “Israel”, enquanto os níveis três e quatro são as outras nações do mundo que não podem se corrigir por si mesmas, porque a Luz funciona nos primeiros níveis, enquanto o desejo determina tudo nos últimos níveis.

Portanto, os desejos de “Israel” podem ser corrigidos sob a influência da Luz. Eles só precisam atrair a Luz a eles quando eles trabalham contra seu ego. Eles ainda têm um pequeno desejo de desfrutar e é como se ele não os perturbasse por se aproximar do Criador. O terceiro e quarto níveis não podem atrair a Luz por si mesmos já que seu desejo é tão forte que eles não podem sequer pensar nessas correções.

Mas, de acordo com o pensamento da criação, são esses desejos que devem ser corrigidos, uma vez que a quarta fase é a verdadeira criatura e a meta do Criador. Israel é o elo entre o Criador e Malchut que pode absorver os atributos da Luz e com a sua ajuda, quando ele é incorporado e conectado com o resto do desejo, corrigir sua parte espessa.

Portanto, há uma mistura dos desejos. Como resultado, Israel inclui as nações do mundo e as nações do mundo incluem Israel. Esta incorporação vem de Cima. Porém, mais tarde, deve haver um esclarecimento com a ajuda do trabalho de Israel. Esta parte do desejo que penetrou profundamente em outras camadas pode atrair a Luz que Reforma e com sua ajuda, esclarecer-se.

É claro que Israel tem que sentir a pressão do AHP, das nações do mundo que precisam da Luz, para que o desejo de atrair a Luz seja formado. Israel em si não precisa de nada; inicialmente, ele é apenas vasos de GE, Bina. Mas quando ele experimenta a pressão das nações do mundo, ele sente que precisa de correções.

Em seguida, Israel atrai a Luz que Reforma e se corrige quando se conecta ao corpo coletivo, GE. O desejo coletivo que eles constroem é chamado de “Terra de Israel”, e a conexão entre eles é chamada de “Knesset Israel” (a Assembleia de Israel) ou Shechina, o conjunto de todas as almas de Israel, uma vez que aquela parte já está dirigida para a Luz (Israel significa “Yashar El” – “direto ao Criador”).

Se Israel lida com a correção, a Luz Circundante começa a agir até mesmo na segunda parte do desejo, as nações do mundo, quando lhes traz paz. Se Israel não se preocupa com sua correção, as nações do mundo sentem pressão e começam a pressioná-lo mais fortemente. As nações do mundo forçam Israel a se unir, de uma forma boa ou de uma forma ruim.

O processo de correção é mútuo: GE o inicia e, depois, as nações do mundo juntam-se a ele. O modo como ocorrerá o processo depende de Israel, se eles acelerarem o tempo, o que significa se aspiram ou não pela correção.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 9/9/12, Shamati #46

Coração Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o “coração do grupo”?

Resposta: “O coração do grupo” são desejos comuns que são capazes de existir numa conexão mútua e devotados um ao outro. Juntos, eles podem usar o egoísmo que cada pessoa elevou e levar esses desejos ao sacrifício. Isto é, agora eles trabalharam no Templo, em sua casa comum, seu desejo comum. É dentro desta adesão mútua que ele descobrem a adesão ao Criador.

A união entre os amigos é um vaso e, como resultado de todos esses desejos conectados, a adesão ao Criador é revelada. Diz-se: “Através de suas ações O conheceremos”. A Luz é revelada dentro do vaso.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/09/12, O Estudo das Dez Sefirot