Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Olhando Do Ponto De Vista Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O egoísmo é o motor do progresso. Como faço para chegar à sua essência?

Resposta: Comece relacionando-se corretamente com ele: o egoísmo está ajudando você; ele é uma “ajuda contrária”. Ele se desdobra para que você o transforme em seu oposto, e assim ele vai se tornar uma mão amiga. Se olharmos corretamente para as coisas, a vida vai parar de ser como uma resistência dura e uma “parede indestrutível”. Pelo contrário, você sempre continua jogando com seu egoísmo, constantemente “fazendo malabarismos” com ele. Você é amigável com o outro, e já sabe que é a coisa certa a fazer.

De repente, por trás do egoísmo surge o Criador. Acontece que Ele está puxando as cordas, e agora Ele se torna seu parceiro. Tente ver tudo não só de baixo para cima, mas também de cima para baixo, bem como, não do ponto de vista da criação, mas do ângulo do Criador, ou seja, como Ele tem que Se restringir, o que Ele deve enviar a você e como.

Suponha que você tenha recebido algo Dele. Agora você considera como trabalhar com isso debaixo; além disso, você pode dar uma olhada a partir do Seu ponto de vista e visualizar como Ele lhe manda certas condições e como elas descem até formar a exata situação em que você se encontra.

E o que eu devo fazer agora? Você deve recorrer a Ele de baixo para cima, dar-Lhe crédito para tudo, e começar a estudar pacientemente enquanto discerne a forma de organizar as coisas, de modo a reforçar internamente a consciência de dois princípios:

1. Não há outro além Dele.

2. O bom que faz o bem.

Esta é a chave. Afinal, não importa o que o Criador está me dando, cada caso se resume a isso, e isso é o que eu devo almejar o tempo todo. Como resultado, cada vez, a minha resposta deve ser a seguinte: carregar estes dois princípios (1, 2) de estado para estado, aumentando-os cada vez mais. Este é o único propósito de tudo o que acontece.

Certamente, para implantar isso, eu preciso de uma garantia, suporte, a Luz que Reforma (Luz Circundante, Ohr MakifO”M), e, em geral, do método Cabalístico. Mas de um jeito ou de outro, tudo ocorre só para me dar a chance de chegar mais perto da revelação do Criador, de que não há outro além Dele, que é O bom que faz o bem.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/12, “A Paz”

Sentindo O Criador Dentro De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós atraímos o Criador com ações que visam à revelação da espiritualidade? Em outras palavras, nós elevamos as ações ou abaixamos o Criador?

Resposta: Não há termos como “para cima” ou “para baixo” na espiritualidade, no sentido simples das palavras. Nós podemos dividi-las de acordo com a qualidade: “para cima” significa uma qualidade superior e “para baixo” significa uma qualidade inferior.

Eu quero estar conectado ao Criador em todas as minhas ações, quero sentir como Ele me maneja por dentro, quero sentir que todos os meus pensamentos, sentimentos e decisões derivam Dele. Ele está dentro de mim, como uma mão vestindo a luva do boneco, o titereiro.

Não importa o que eu faça, é Ele, mas tudo depende do quanto eu descubro que “não há outro além Dele”. Por isso, peço e anseio por isso, a fim de descobri-Lo em mim.

Mas eu só posso fazer isso quando estou com o grupo, porque é impossível descobrir sozinho os atributos de doação. Eu sou um egoísta, individualista, o que significa que tenho que estar com um grupo e me aderir a ele.

Eu estou incluído num grupo, conecto-me aos amigos, e tento estar com eles num só desejo, numa inclinação. Através deles, eu peço por todos nós, porque não posso pedir para mim, uma vez que será o egoísmo de novo. Eu peço por toda a humanidade: que o Criador seja revelado em nós e que nós todos O sintamos e sintamos como Ele age em nós. É assim que eu quero ver que alegria e contentamento estamos dando a Ele.

Isso é cumprido pela lei “o resultado final está no pensamento inicial”, já que na espiritualidade não há tempo nem ações sequenciais. Há um estado estático, e é só com relação a nós que ele é revelado desta forma, para que possamos percebê-lo gradualmente.

Nós temos que entender toda a fórmula da criação do início até o final, pois caso contrário não vai funcionar. Nós temos que estar moderadamente envolvidos nisso, uma vez que mesmo a menor participação nossa é feita das mesmas 10 Sefirot de acordo com a lei “o geral e o particular são iguais”. Portanto, nós temos que sentir profundamente a nós mesmos, o grupo, a humanidade e o Criador, juntos num quadro geral e completa-lo.

Pergunta: O que é a alegria do Criador?

Resposta: A alegria do Criador é o estado em que estamos todos conectados, aderidos dentro dele, desfrutando a própria plenitude que na verdade é o próprio Criador.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição, 5

No Calor Da Batalha Com Moinhos De Vento

Dr. Michael LaitmanEm vez de se agarrar ao princípio “não há outro além Dele”, o meu pensamento depende de diferentes fatores que eu vejo diante de mim. Ao invés de olhar para frente para ver além das pessoas, além do mecanismo, além de todos os fenômenos naturais, e para ver apenas o Criador e eu, eu, como um míope, olho para os objetos que estão perto de mim e os vejo como os fatores de que depende a minha liberdade. Assim como Dom Quixote, eu luto com moinhos de vento, “cenários” sem vida.

Como resultado, o Criador tem que intensificar o mal e os sofrimentos, de modo que eu  tenha que dar uma olhada melhor no que depende a minha vida. Ele faz isso para que eu não seja capaz de parar esta busca.

Nós vemos isso no exemplo do estado de Israel: Ahmadinejad, Hamas, ameaças, mísseis, Mubarak em vez de Sadat, Mursi em vez de Mubarak… o Criador constantemente endurece o coração do Faraó. Por que isso? Porque o povo judeu não quer ver a verdadeira razão do que está acontecendo. Enquanto isso, todas as razões insignificantes significaram só uma coisa: levar Israel ao Criador, de modo que temos que ser gratos a elas por isso. Elas são apenas o meio.

Assim, as pessoas são obrigadas a ser um pouco mais inteligentes, a fim de ver com quem estão lidando e quem está gerindo o mundo. Os problemas só nos lembram do objetivo, e é fácil nos livrar deles se nos dirigirmos ao Criador. Mas nós não nos dirigimos a Ele para receber “recompensas”, mas para corrigir a nós mesmos, a fim de nos aderir a Ele e dar-Lhe satisfação. Então, os atuais “lembretes” serão anulados, e o “anjo da morte” vai se transformar num “anjo santo”.

Pergunta: Portanto, com quem estamos trabalhando, com o grupo ou com o mundo externo?

Resposta: Toda a realidade, incluindo o mundo externo, incluindo eu e o grupo, está no Criador. O mundo externo me dá um impulso negativo (1), constantemente evocando-me a me dirigir ao Criador (2). Mas eu sei que não posso me dirigir a Ele diretamente. Primeiro eu tenho que me dirigir ao grupo, e depois, junto com ele ao Criador. Só então é que eu tenho um vaso, um desejo por isso, enquanto que nada vai me ajudar se eu trabalhar individualmente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/12/12, Escritos do Rabash

Se Estamos Numa “Matrix”, Como Podemos Contactar Seu Criador?

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do news.com.au): “Os cientistas da Universidade de Washington estão conduzindo experimentos para descobrir se o universo existe dentro de uma simulação de computador no estilo Matrix criada por supercomputadores do futuro.

“O experimento pode provar que somos apenas peões em algum tipo de jogo de computador maior.

“Portanto, quem criou estes supercomputadores que podem, hipoteticamente, fortalecer a nossa existência?

“O professor Martin Savage, um dos físicos que trabalham no projeto, diz que isso é incerto.

“‘Imagine a situação onde temos um computador grande o suficiente para simular o nosso universo, e começamos como uma simulação em nossos computadores. Se essa simulação é executada por muito tempo, e tem as mesmas leis que o nosso universo, algo como o nosso universo vai surgir dentro dessas simulações, e a situação vai se repetir dentro de cada simulação’, disse ele. …

“Professor Martin Savage, one of the physicists working on the project says it’s unclear.

“Em resumo, os físicos estarão olhando para a distribuição dos raios cósmicos de mais alta energia, a fim de tentar detectar padrões que possam sugerir que o universo é a criação de alguma tecnologia de computador futurista.

“Acontece que se formos coadjuvantes em algum tipo de programa de computador, o físico sugere que pode haver uma maneira de mexer com o programa, e brincar com as mentes de nossos criadores – tudo em nome da ciência, você entende”.

Meu Comentário: A Cabalá revela o programa da criação do nosso mundo; nós temos que dominá-lo e mudar a nós mesmos de acordo com ele, para revelar o criador do programa: para compreender a sua intenção, os motivos e objetivos. Então, após a correção, ou seja, do domínio completo das propriedades do criador do programa, se desenvolver fora da “matriz” – no mundo do infinito, isto é, em possibilidades ilimitadas.

O Grupo Como Uma Entidade Espiritual

Pergunta: O que é um grupo como uma unidade espiritual, entidade espiritual? Como posso interagir adequadamente com o grupo para que possamos obter o máximo benefício mútuo para o crescimento espiritual?

Resposta: Um grupo, como uma entidade espiritual, é o desejo comum que busca semelhança com o Criador, a propriedade de doação. Se as pessoas que estão no grupo agem contra ao seu egoísmo, em seguida, acima dele, sobre suas contradições gerais, elas constroem a propriedade de amor e doação que direcionam ao Criador.

Isso é chamado de um grupo. Trabalho constante deve ser realizado dentro dele. Se uma pessoa se une ao grupo, torna-se incluído nele, dissolve-se nele, ela perde o seu “eu”, e ela quer desaparecer no grupo, para dar-se inteiramente ao que acontece nele, o que significa que ela é um membro do grupo.

Nosso “eu”, originalmente criado em nós, existe apenas como um ponto preto, acima do qual eu tenho que aceitar todos os desejos externos como meus. Isso é chamado de “Amar o próximo.”

Amar significa perceber todos os seus desejos e propriedades como meus. Eu restrinjo meus próprios desejos, não os sinto. Eu só existo para sentir tudo o que existe nos outros como meu.

Na realidade, todos os nossos desejos comuns são meu campo, meu Kli, recipiente. Eu vou sentir o mundo superior nisso; Eu quero doar ao Criador através dele, e nele vou revela-lo. E o meu ponto continuará a ser um ponto preto. Desta forma, eu deveria me perceber em relação ao grupo.

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Da Convenção de Novosibirsk de 8/12/12,Lição 4

 

Quatro Níveis Do Amor

Dr. Michael LaitmanEm seu artigo, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”, Baal HaSulam escreve que o amor consiste em quatro partes, ou seja, que quando uma pessoa começa a sentir que está recebendo “algo”, ela pode dividir esse “algo” em quatro níveis.

Os Cabalistas chamam de “presente” a agradável sensação que nos vem sob a influência da Luz superior. Quando recebemos um presente, começamos a tentar descobrir quem nos deu; exploramos o que é esta qualidade, qual é a razão pela qual Ele nos trata assim, com que intenção e assim por diante. Em outras palavras, nós não conseguimos nada além do presente, mas podemos aprender sobre o Doador examinando seu presente e o impacto que ele produz sobre nós.

Se fossemos presenteados com uma pequena caixa, não seríamos capazes de descobrir muito apenas olhando para ela, mas certamente acharíamos que a pessoa que nos deu nos trata bem.

Por outro lado, se o presente nos penetra e produz uma determinada ação em nós, então podemos descobrir o que o Doador espera de nós e por que Ele modifica nossos estados internos da maneira que Ele faz.

Nós conhecemos nossos estados anteriores e sentimos o nosso estado atual alterado, e a diferença entre eles, em determinadas propriedades e aspectos. Então, podemos perceber o que Ele quer de nós. A partir das diferenças entre o passado e o presente, podemos dizer quem Ele é. De acordo com a ocorrência das mudanças, nós sentimos Suas qualidades positivas. Ele sempre nos muda para melhor, para o positivo, para mais. Ele nos faz crescer, e nós começamos a perceber quais são Suas qualidades e que Ele quer nos elevar a Ele.

Assim, nós somos capazes de distinguir entre os quatro níveis de realização e os quatro mundos.

De Fundamentos da Cabalá 02/12/12

Timoneiro No Caminho Da Luz

Pergunta: De que forma é que Hanukkah, que está relacionado com a data da vitória dos Macabeus sobre os Gregos, é relevante hoje? Qual é o seu significado simbólico?

Resposta: Este feriado simboliza o fato de que, eventualmente, a unidade ganha. Esta é a razão porque os Macabeus venceram, e temos que agir da mesma forma.

O significado do feriado é muito simples: Se o povo de Israel se une e atrai a Luz, eles ganham. Não é pela força. Todas as forças do mal não podem ser derrotadas, mas apenas pela união, embora muitos estejam próximos desta abordagem. Em essência, esta é a nossa mensagem na garantia mútua, mas deixa de fora um fator chave. Afinal, os nossos inimigos estão também unidos e ainda mais do que nós.

De facto, Israel só pode ganhar se a sua uniao atrai a Luz. Em seguida, através de Israel é passada para os inimigos e os modifica de inimigos para colaboradores. Esta é a verdadeira vitória.

Assim, a guerra tem lugar em uma dimensão totalmente diferente. Não operamos fatores externos, mas sim as forças internas da natureza e por isso ganhamos a batalha. Aqui não podemos esquecer que estamos lidando com uma força que mantém toda a matéria e de repente começa a operar em um caminho oposto.

A força de receber, o domínio, e a crueldade governam o nosso mundo. Em nosso mundo, a forte domina sobre os outros e usa-os a seu favor sem compreensão e sentimentos, de acordo com seus próprios conceitos.

Mas há um grupo pequeno, pequeno e fraco de acordo com os padrões habituais. Ninguém tem este grupo em conta, embora possa ser como uma lente de aumento que passa a Luz através dele – a grande força de doação. Esta força irá iluminar não o grupo em si, mas seus inimigos, e então eles vão se acalmar e ser corrigidos; por exemplo, de repente sentem que eles têm de lidar com outra coisa em um lugar totalmente diferente.

As nações do mundo pensam que Israel faz o mundo girar, e Israel realmente pode fazer isso para o bem do mundo, é claro. Se Israel não fizer isso, então é mau para o mundo. Assim, verifica-se que o povo de Israel sempre traz o mundo para bom ou mau. Por isso eles têm livre-arbítrio: como “timineiros”, eles dirigem a Luz de Ein Sof (Infinito) de uma forma ou de outra, determinando a sua influência sobre o mundo e a forma que irá tomar.

A questão é se podemos vestir essa Luz com a intenção certa, a fim de doar, ou se não temos a intenção certa? Depende de nós, da organização Bnei Baruch (BB). As gotas de Luz, e estamos com ela – mas estamos com a intenção certa?

Se o fizermos, a Luz que Reforma atinge a todos e o mundo será corrigido. Então, é claro, os inimigos também desaparecem, ou em outras palavras, os desejos e as forças hostis desaparecem. Isso acontece se estamos unidos, desde que demos á Luz a vestimenta certa de união.

Se estamos separados não damos a Luz que passa por nós , a “vestimenta” certa e transforma-se em escuridão para o mundo, para a sua forma oposta . É mau tanto para o mundo como para nós, a humanidade se volta para nós, tem a sensação de que nós somos a fonte de todos os seus problemas.

Esta resposta vai continuar até que finalmente entendamos que não há outro caminho e que temos que nos corrigir a nós mesmos para fazermos de nós próprios e do mundo inteiro parte do Criador e trazer-Lhe contentamento.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 12/12/12, Escritos do Rabash

Aprendendo Nós Mesmos A Puxar As Cordas

Dr. Michael LaitmanNós precisamos entender que a partícula eterna da alma existe em seu potencial em cada um de nós se nos unirmos uns com os outros. É uma para todos nós e é inicialmente criada como tal. Se, no entanto, não sentimos que existimos num todo coletivo, isto significa que nenhum de nós tem essa alma e tudo o que temos é apenas a nossa natureza animal.

A alma é também chamada de “Adam“, da palavra hebraica “adame“: semelhante ao Criador.

O desejo de receber é totalmente oposto ao desejo de doar; ele deseja receber, não dá, mas ao mesmo tempo, se ele se realiza contra sua própria natureza, ele se torna semelhante ao Criador. Sua semelhança se encontra no âmago de sua ação, não de acordo com sua natureza, mas de acordo com como ele se transformou. Este é o seu estado invertido, corrigido, e é chamado de alma ou o Adão.

É também chamado de “Shechina“. Esta é uma palavra especial, da palavra hebraica “Shochen“, que significa um lugar de habitação, abrigo, residência. É o lugar onde a Luz desce e o preenche.

Assim, existem vários nomes para a alma, dependendo de qual dos seus aspectos estão sendo discutidos. Mas geralmente, não importa o que está sendo discutido, é o único assunto: essa alma coletiva, a única que existe, além da força superior. E nós somos sua parte corrompida e não entendemos onde estamos. Nós somos essa alma, mas num estado quebrado, e é por isso que não podemos dizer que a temos em nós. Respectivamente, todo o nosso trabalho é voltado para um objetivo: apenas corrigir e nos encontrar neste estado corrigido.

Há muitas pessoas no mundo cujas partes na alma coletiva foram corrigidas. Estas partes são chamadas de “almas particulares”, e estão nos ajudando.

Há circulação de almas: a cada instante a pessoa passa por certos estados, mesmo que ela ainda não tenha entrado no mundo espiritual, ou seja, que não tenha encontrado sua parte na alma comum e não tenha se tornado Adão em geral, não tenha se ligado com todo este sistema; ou seja, ela ainda não é sua parte ativa.

Este é um enorme sistema egoísta contendo todo o egoísmo do universo e trabalhando em doação, em sincronia com a força superior, trabalhando com o Criador. Eles se conectam, recebem um do outro e conferem um ao outro, e entre eles ocorre um contato completo chamado de adesão. De uma forma ou outra, nós estamos nesta alma comum em tudo e sempre, embora estejamos nos movendo em direção a nossa meta voluntária ou involuntariamente; essa é a diferença.

As pessoas que vivem em nosso mundo sem qualquer compreensão dele se andam por aí inconscientes e ainda de acordo com o programa da criação. Não há nada que possa quebrar os limites da lei da criação coletiva. Este programa está oculto do homem, mas ele não entende para onde está indo e o que está fazendo em cada momento em particular. De repente, algo o empurra, e ele age de forma instintiva ou aparentemente consciente. Nenhum de nós pode ver quais cordas estão nos puxando.

Por que a pessoa de repente deseja agir desta forma, pensa desta forma, ou cai nesses problemas: nós não compreendemos. Só tendo subido ao longo de nosso estado de existência e observando-nos de lado, como uma mãe observa seu filho, nós seremos capazes de trabalhar em nós mesmos, em nosso egoísmo. Então, sentiremos quando estamos sendo puxados pelas cordas, e talvez possamos puxá-las por nós mesmos.

Este é o nosso desenvolvimento; eu chego a um estado onde antes era puxado, e que agora vou puxar a mim mesmo. Desse modo, eu obrigo a Luz a me afetar em vez dela vir jogar comigo. Este é o ponto da virada crucial no trabalho de tranformação de uma pessoa, quando ele começa a controlar seu próprio desenvolvimento.

Basicamente, é para isso que nos esforçamos: para ajudar a força que governa e para governar com ela por conta própria. Quando a Luz circundante está em minhas mãos, eu posso envolvê-la e fazê-la me afetar como necessário. Nesse caso, eu governo minha alma; eu sou igual a ela. Este é o objetivo do nosso desenvolvimento no grupo. Porque o grupo representa a alma para mim numa forma “material”. Se eu me conectar aos amigos, conecto-me com o desejo coletivo, que, na verdade, é a alma.

Da Convenção em Novosibirsk 07/12/12, Lição 2

Para O Criador Através Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando participamos das lições matinais e workshops devemos apelar ao Criador através do grupo?

Resposta: Somente através do grupo! Não pode haver qualquer apelo pessoal ao Criador. Todos os artigos do Shamati foram escritos para a pessoa que está envolvida no trabalho espiritual dentro de um grupo. A propósito, não há nada mencionado nestes artigos de que a pessoa tenha que se dirigir ao Criador através do grupo, porque é uma coisa natural e óbvia.

Se eu disser que olho para o Criador, isso significa que há um grupo na minha frente. Caso contrário, eu não O vejo.

Da Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 3

O Princípio Que Responde A Todas As Perguntas

Dr. Michael LaitmanNós precisamos constantemente nos concentrar no fato de que “não há outro além Dele” – somente neste tópico, visto que só existe isso. Todos os outros tópicos são necessários para apoiá-lo a identificar diferentes estados.

Além disso, eu me aprofundo neste tema porque o Criador produz todos os meus sentimentos em mim. Agora, Ele está falando comigo através do meu professor, que é a Sua conduta, e nada mais. Tudo ao meu redor é uma manifestação do Criador em mim; eu mesmo sou derivado Dele e tenho que responder ao que acontece de acordo com isso.

Quanto mais a pessoa entende e conhece a singularidade disso, sem se desconectar dos amigos, do mundo, ou de qualquer coisa, mais ela vai tentar senti-lo em realidade.

Esta é a única força da natureza que nos é manifestada dessa forma. Todos os dias, nós revelamos cada vez mais a sua integralidade, interconexão. A natureza é integral, e não devemos interferir nela. Pelo contrário, temos que nos adaptar a ela. É por isso que a Cabalá diz que temos que agir no mundo externo: para fornecer a todos o consumo normal, razoável, geral, para nos preocupar com isso. Tudo o resto é apenas buscar a unidade, e através da unidade ao Uno.

Assim, as alterações que você gostaria de ver, você só pode ver através deste tópico da unicidade do Criador. Ele determina tudo: porque nós devemos estar unidos, porque devemos reagir a algo desta maneira e não de outra forma, etc. Você sempre chegará à resposta correta através disso.

Da Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 3