Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Perder O Seu Eu Material

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nos tornamos um Partzuf inferior que se anula diante do superior e pede para ser criado no mundo espiritual durante o Congresso?

Resposta: Nosso Partzuf superior é o grupo e somente lá o Criador se revela. Nós transformamos o grupo em Malchut, a Shechina, enquanto o superior para ela é Zeir Anpin, o Criador. Nós precisamos induzir o estado de que dentro da nossa conexão se revela a força superior.

Isso é bastante factível e muito provável de acontecer. A iluminação deste estado certamente será concedida a nós, e nós já a estamos recebendo, todos de acordo com seus graus. Mas quando nós realmente nos conectamos, em vez de uma iluminação pessoal, nós revelamos a Luz.

Ela também será revelada a cada pessoa no grau que ela alcançou a união e se esforçou.  Mas será uma parte bem definida da Luz e não alguma iluminação externa. Eu estou confiante de que não só no Congresso dos homens, mas também no das mulheres podemos sentir tal iluminação. A anulação do nosso grupo diante do superior significa que todos renunciam completamente com força máximo para o bem da união e da inclusão em todos os outros, e nós vamos perder o nosso eu material lá e existir unicamente sob a influência espiritual.

Nós estudamos no artigo “600.000 Almas” que há uma única alma. Todos alcançam somente ela, e se conectam na mesma alma. Na verdade, não há nenhuma divisão e somente a força da quebra nos causa dor agora, porque achamos que cada um de nós tem sua própria alma pessoal. Nós só podemos imaginar isso porque ainda não atingimos a completa realização e permanecemos na confusão, névoa e perda de consciência. Portanto, no Congresso, nós queremos nos conectar com esta alma única.

Da 3ª Parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/13, Talmud Eser Sefirot

Após A Convenção: Sob O “Fardo” Do Criador

Dr. Michael LaitmanAgora, depois da Convenção “Chama no deserto”, nós vamos passar por muitos estados. Nós alcançamos certo nível de conexão, união, desapego da matéria, a importância de nos anular diante dos amigos, diferentes discernimentos espirituais internos que estão perto de um nível espiritual real.

Nós não temos nenhum controle sobre o processo que estamos passando, e avançamos de acordo com a ordem das Luzes e vasos. Nós estamos entre eles como entre um fardo, e diferentes forças agem constantemente em nós, avançando-nos em direção à meta, conforme o nosso entendimento, concordância, vontade e apoio de sua ação.

No final, todo o trabalho do “fardo” é apenas de acordo com a nossa concordância, que pode estar sob a influência e pressão dos sofrimentos, ou com a ajuda da Luz que Reforma. Nós não fazemos nada por nós mesmos; o trabalho é chamado de “obra de Deus”, mas nós temos que concordar com as ações e querer que isso ocorra, embora seja contra a nossa natureza básica.

Como o trabalho é contra a nossa natureza e o sentimos como muito difícil, contra a nossa vontade, ele nos permite ser livres, ter livre arbítrio e transcender nossa natureza.

Agora, depois da nossa Convenção, nós passamos por estados muito especiais, e devemos usá-los o mais rápido possível para superá-los alguns passos à frente. Portanto, estes dias são muito importantes para quem participou da Convenção de forma física, mental e virtual. Agora nós temos que processar corretamente tudo que recebemos na Convenção, tanto quanto pudermos, e continuar rapidamente o nosso avanço.

O processamento dos estados está em esclarecer a importância que atribuímos a eles. É importante que de alguma forma descubramos a conexão com o Criador, com o espaço espiritual, com o auto-desprendimento, com o novo espaço onde possamos realmente viver e após o qual há uma abertura, e se eu nasço lá, eu nasço numa nova realidade, em alguma matriz, numa nova dimensão; ou será que afundo na corrente da vida ordinária e volto à minha vida animal normal?

É muito importante se elevar acima de nossa matéria, acima do desejo de receber que realmente nos puxa “pelos pés” de volta ao abismo do ego, no momento que queremos subir um pouco. No entanto, temos que tentar subir.

Este esforço só pode ter êxito se agirmos juntos, como na Convenção, onde só alcançamos um novo nível graças à conexão pela qual temos recebido forças de Cima e sentido que há algo acima da natureza.

É assim que devemos continuar agora, de modo que todas as formas do desejo e dos pensamentos egoístas que cruzam nossa mente serão imediatamente incorporadas à nova subida. Então, nós vamos constantemente, a cada minuto, subir mais e mais e não vamos esperar até que todos estes despertares que o Criador está nos enviando na forma de “endurecimento do coração” como complemento ao desejo egoísta, como pensamentos estranhos, desfoque e fadiga, sejam adicionados a uma “grande conta”. Dessa forma, teríamos que passar por eles através do caminho do sofrimento e diferentes golpes.

Pelo contrário, a cada momento nós temos que avançar mais e mais e, assim, “um centavo é adicionado a outro e eles formam uma grande conta”. Nós não devemos esperar até que estes “centavos” se acumulem por si só, pois isso é muito mais difícil e desrespeitoso aos olhos do Criador. Aos olhos do Criador é respeitoso quando você não O deixa.

Portanto, ao ler O Zohar, nós temos que nos conectar e pensar em como receber ajuda de Cima, para não se separar do grande apreço que sentimos pela auto-anulação, conexão, amor, auto-desprendimento e adesão ao Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, O Zohar

Um Passo Após O Outro

Dr. Michael LaitmanA quebra foi necessária porque sem ela ficaríamos apenas pendurados no mesmo estado, no meio entre o egoísmo e a santidade, nem aqui nem lá. Enquanto a pessoa está amarrada a um único estado, ela é incapaz de mudar algo. Para andar, é necessário manter o movimento dos pés, de modo que um esteja longe do outro; tem que haver uma diferença entre os dois estados. Nesse caso, nós passamos do estado que percebemos como indesejável e mau para um estado melhor.

Em outras palavras, eu continuo passando de um estado ruim para um estado bom. É semelhante ao caminhar: o pé que estava na frente fica para trás agora, enquanto eu coloco o outro pé na frente para dar um passo adiante. Então eu dou mais um passo, e mais outro, alternando os pés, cada vez deixando para trás o que costumava estar à frente.

Eu não coloco o outro pé ao lado do primeiro, acrescentando ao mesmo estado; eu continuo colocando-o mais à frente. A mesma regra se aplica no mundo espiritual. O negativo que eu tinha, eu transformo em positivo e, portanto, a descida sempre promove a subida.

Eu sempre tenho três estados: o intermediário, o anterior, e o futuro.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/01/13, O Estudo das Dez Sefirot

Uma Taxa Para Cada Momento

Dr. Michael LaitmanNo artigo, “A Paz”, Baal HaSulam escreve sobre a citação: “Tudo está em depósito, e uma fortaleza se espalha por toda a vida. A loja está aberta e o lojista vende a crédito, o livro está aberto e a mão escreve”, (ou seja, o Criador grava tudo que acontece). “E todos os que desejam tomar emprestado podem vir e tomar emprestado”, (o acesso é livre e a pessoa pode tomar qualquer coisa que queira) “e os cobradores retornam regularmente, dia-a-dia, e recolhem da pessoa consciente e inconscientemente. E eles têm em quem confiar”, (ou seja, que tudo está documentado) “e o julgamento (a decisão sobre o que a pessoa é acusada) é verdadeiro, e tudo está pronto para o banquete”.

Esta é a forma que os Cabalistas expressam a essência da nossa relação com o Criador.

Por um lado, “tudo está em depósito”, ou seja, que não recebemos nada de graça. É a lei da natureza em que vivemos, onde todas as suas partes estão claramente ligadas nas relações de causa e efeito.

Nós julgamos a natureza de acordo com nós mesmos, e por isso achamos que pode haver certas imprecisões, confusões e coisas complicadas. Mas toda vez que nós realmente exploramos a natureza, descobrimos que as leis são incrivelmente precisas e nos maravilhamos com a sabedoria e a interligação da natureza.

Atualmente, os cientistas reconhecem que existem outros universos e dimensões além da nossa.

Quando eu era criança, na escola, fomos informados de que o nosso universo é infinito e eterno. Depois, soube-se que ele se originou há 14 bilhões de anos, e se estamos falando do tempo, há um começo e um fim do universo. Esta descoberta foi feita pelo cientista americano Hubble, que dá o nome ao telescópio.

Mais tarde, os cientistas descobriram que o nosso universo não está apenas se expandindo (ele surgiu de um ponto), mas também desaparece, como evidenciado pelos buracos negros, etc.

Isso aponta para o fato de que tudo é predeterminado e definido de acordo com as leis de conservação; tudo está distribuído de forma absoluta e clara.

Por isso, diz-se, “o julgamento é verdadeiro, e tudo está pronto para o banquete”, ou seja, para o estado final corrigido.

No entanto, “uma fortaleza se espalha por toda a vida”. O Criador preparou uma armadilha elaborada para a humanidade, onde a força superior garante que todos irão, no final, voltar ao estado corrigido, mas em algum momento da viagem nós recebemos a liberdade de escolha. Atualmente, nós estamos completamente em falta da compreensão deste fato. Nenhuma ciência apreende isto porque a ciência existe num plano, uma linha; não há dualidade.

Quando confrontada com a dualidade a ciência fica presa. A ciência revela certas propriedades da natureza, em oposição à nossa, mas nunca compreende a dualidade. Hoje, apenas a física quântica se aproxima deste fenômeno. É por isso que ela é considerada como a física “fora deste mundo” e nada mais.

Nós devemos mudar a nós mesmos, nossa mente, nossos sentimentos, e daí seremos capazes de sentir por trás disso uma barreira potencial, o limite entre as fases: não importa como você chama isto. Para nós, esta é a transição da Machsom (barreira).

A lei da natureza diz que “o livro está aberto e a mão escreve… e os cobradores retornam regularmente, dia-a-dia, e recolhem da pessoa consciente ou inconscientemente” (de acordo com a decisão do tribunal superior), ou seja, que todo o sistema está num estado de forma precisa e selada.

No entanto, nós temos dois caminhos a seguir: ir à loja e levar o que quisermos sabendo que tudo é registrado e que teremos que pagar a taxa, ou sem saber ou sequer pensar nisso. Se a pessoa não tem consciência dessas coisas, isso significa que ela ainda está numa fase diferente de desenvolvimento; neste caso, ela não está sendo “cobrada” demais, apenas de acordo com seu nível de desenvolvimento.

As pessoas que estudam Cabalá já entendem que estão num estado onde tudo o que pedimos emprestado deverá ser pago e elas automaticamente assinam seus nomes no livro do lojista. Então, no momento em que recebemos qualquer coisa, temos que começar a pensar seriamente em como encontrar o proprietário, como devolver a dívida, e como pagá-la.

Cada momento de nossas vidas está gravado em Seu livro, cada respiração, batimentos cardíacos, e ação, porque tudo o que temos, nós recebemos Dele. “Não considere nenhum momento insignificante”, cada momento da vida tem que ser pago.

Mas nós não temos absolutamente como manter isso em mente, nem podemos contar com os lembretes para nos fazer sentir que estamos realmente marcados em Seu livro e que cada um de nós vai ter que pagar, uma vez que estamos em débito e que a nossa dívida constantemente cresce e se acumula. E a cada momento seguinte, nossas obrigações tornam-se mais exigentes e rigorosas.

Nós chegamos a uma fase interessante, onde temos que aprender esta lei e conhecer sua origem. Nós somos levados até lá gradualmente, como crianças pequenas. Esta lei do desenvolvimento nos trata com cuidado e nos dá a chance de nos acostumarmos com isto.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 5

Uma Era De Ações Conscientes

Passamos por uma fase interessante da evolução humana em geral.

Após a humanidade evoluir durante centenas de milhares de anos, chegou ao fim de seu desenvolvimento. No nosso tempo, nós sentimos isso como uma crise geral que não é apenas a transição de um indivíduo em aspectos tecnológicos, políticos, sociais e econômicos da nossa vida, mas algo que é totalmente novo!

Portanto, não temos ideia do que este mundo novo é, este novo regime, este novo estado. É impossível vê-los no nosso ego, porque eles têm de ser revelados em um atributo totalmente diferente, no atributo de doação. Pela primeira vez na história, vai passar por uma mudança, como uma fase de transição, e nós temos que passar por ele.

Ao evoluir durante épocas, a humanidade atingiu seu amadurecimento egoísta, e se a fruta não é consumida na hora começa a apodrecer. Chegamos a esta fase, que de acordo com a sabedoria da Cabala é chamada de “reconhecimento do mal.”

Estados negativos nos forçam a nos corrigir, ou pelo sofrimento ou conscientemente.

Até hoje a humanidade evoluiu automaticamente, instintivamente, como o ego nos empurrou de dentro e as pessoas não eram livres para fazer qualquer coisa por si mesmos. Pessoas agiram inconscientemente pela força dos desejos e suas formações que foram revelados sob a pressão de forças externas, mas isso acabou agora.

A correcção deve ser consciente. Isso significa que, primeiro, há o reconhecimento das ações e as ações contra um, caso contrário, será automática, as ações egoístas ficam novamente sem qualquer participação da nossa parte. É porque o resto de nossa evolução é construído apenas acima do ego e em contraste com ele. Aqui temos de desenvolver um segundo componente que está acima do egoísta, um altruísta, e avançar juntos.

Viemos ao longo de uma determinada maneira em nosso desenvolvimento egoísta e agora essa fase acabou. A partir do século XXI, as evoluções egoístas e altruístas devem ser paralelas.

O componente superior (veja o desenho) são os nossos esforços e a componente inferior é o caminho pelo qual o Criador nos empurra para a frente com a convocação de ações intransigentes em nós, desconsiderando nossas respostas. Assim, nós avançamos.

Mais tarde, a natureza, o Criador, vai empurrar-nos para a frente, mas já será por considerar nossos esforços.

Da Convenção de Novosibirsk 09/12/12 , Lição 5

O Desejo, Queima!

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati , 241 “Invocai-o Enquanto Ele Está Perto”: Assim, quando o Criador deseja tirá-lo da floresta densa, Ele lhe mostra uma Luz remota, e a pessoa reúne os restos resquícios de sua força para caminhar na via que a Luz lhe mostra, de forma a atingi-lo.

Mas se a pessoa não atribui a Luz ao Criador, e não diz que o Criador a está chamando, então a Luz é perdida, e ela permanece na floresta.

Cada momento de nossas vidas acontece sob a influência da Luz, a propriedade de doação, o Criador. E se a pessoa tenta revelar esta influência de Cima, para conectar o seu caminho com o Criador, embora ainda não veja, não sinta essa conexão, então ela atribui todos os momentos de sua vida à Causa Primeira, à força superior.

O Criador lhe dá oportunidade de aplicar os esforços, em escuridão e Luz, em várias condições. Devido a isso, a pessoa cria e calibra o seu sentido de perceber o Criador, e a cada passo, a cada evento e estado, em cada situação, ela vê a força do Criador mais claramente como a causa do que acontece, até que ela O revela numa base constante.

Inicialmente, a pessoa tinha apenas uma pequena sensação desde dentro, de alguma fonte oculta. Essa fonte se manifesta em todos os tipos de circunstâncias e, gradualmente, a pessoa se torna consciente de que isso é o Criador demonstrando as formas de relações para com ela. A pessoa aprende a conectar tudo a uma Causa, além da qual não há nada. Subindo acima dos acontecimentos de sua vida, ela compreende: eles são todos concebidos para ela revelar o Criador o tempo todo. É por isso que ela precisa passar por estados diametralmente opostos.

Agora a pessoa vê que tudo é para o melhor, e constrói uma base dentro de si: “Não há outro além Dele, o Bom que faz o bem”. Aconteça o que acontecer, a pessoa compreende que o Criador a desperta, forma, em cada segundo de sua vida. Tudo está direcionado para a conexão com o Criador, que classifica e corrige todas as propriedades de uma pessoa, de modo que em cada uma delas, a pessoa sinta só Ele, como o Bom que faz o bem.

Assim nós avançamos, chamando-O enquanto Ele está perto. Ao se esforçar, a pessoa reconhece que os momentos atuais vieram do Criador; ela precisa entender que os esforços também foram convocados de Cima. O Criador quer que a pessoa O revele. Mesmo um pequeno contato também significa proximidade, e agora é necessário reforçar a conexão que surgiu.

Mas é impossível fortalecer as relações na própria pessoa. Afinal, cada um de nós tem apenas um pontinho minúsculo, que representa o início da alma, um desejo altruísta. Esta é apenas uma centelha da Luz Refletida: a intenção de doar que tínhamos antes da quebra. Portanto, se estou perto dessa centelha, se ela brilha e tenta subir acima de todos os desejos, para que juntos com eles possa estabelecer a conexão com o Criador, então eu devo me unir com outras centelhas, como se fosse antes da quebra, quando todas estavam fundidas na chama geral, na grande Luz.

Nós precisamos desta Luz Refletida com tal poder que, juntos, vamos prevalecer acima do desejo comum do primeiro grau espiritual. Unindo nossas centelhas no fogo geral da Luz Refletida, nós nos esforçamos para estar em doação, na unidade acima do egoísmo e, assim, criamos o primeiro vaso espiritual para doação, e nele, de acordo com a lei de equivalência de forma, revelamos o Criador.

Nós temos esta oportunidade, especialmente depois de tanto esforço investido. Nós temos que agradecer aos amigos que vieram de longe, pelos seus esforços, porque eles vêm à custa de muito trabalho e dinheiro. Tudo isso é adicionado à tela, à Luz Refletida, à superação, que temos que realizar pelo bem da unidade.

Agora nós criamos condições especiais para constantemente nos esforçar em estabelecer contato, não deixando que saiamos da intenção geral, a ideia comum. Devemos viver nela – este é o exercício que permite a entrada para o mundo espiritual. Nós estamos juntos e cada um sente internamente que inclui os outros em si mesmo e que, com eles, é como uma força, uma sensação, na adesão.

Assim, vamos chegar ao nível espiritual, e seremos capazes de voltar à vida normal, e isso não irá nos distrair, mas apenas acrescentar novas camadas de desejos, “material” para queimar, para a Luz Refletida crescer.

Afinal, como a pessoa não pode revelar o Criador com a sua centelha, em nossa unidade podemos revelar a força relativamente pequena de doação. Em comparação com o estado atual, esta será uma grande Luz, a revelação do Criador, algo enorme. Vamos ver e sentir como todas as partes da realidade são interligadas, como a força superior afeta a todos na rede unificada: acima do tempo, em todas as épocas, em todas as almas individuais. Daí, saindo com essa força, vamos começar a entrar em contato com os acontecimentos atuais do mundo, a caminho de casa, em casa, no trabalho…

Assim, nós precisamos reforçar a força de doação, apesar de todos os “distúrbios”, que na realidade são acréscimos do “material” que nos permite manter o fogo. Conforme o desejo de receber for crescendo, ele irá adicionar “lenha” nesta chama, multiplicando a Luz revelada na unidade entre nós, que se torna mais forte na conexão com o mundo.

Portanto, aqui nós devemos ver o início do grande caminho. Afinal, o nosso objetivo final não é só nos unir e revelar o Criador. Há três estágios; o inferior deve ver o superior e estar ciente do superior acima dele. Mais tarde, vamos conectar a força dos distúrbios de todo o mundo a nós e queimá-los no nosso “forno”. Esta força vai se tornar “combustível” para nós e nos ajudará a revelar o Criador entre nós cada vez mais.

Portanto, vocês não devem ser desculpar pelo que acontece após a Convenção, “Eu tenho que começar tudo desde o começo? Onde posso voltar?”. Não, depois dos nossos esforços, quando voltarmos para o mundo, vai ser diferente. Nós teremos forças para conectar o mundo a nós mesmos, fazê-lo nos seguir, e ele vai nos fornecer o “combustível” que acende o desejo de doar que reina entre nós.

E tudo começa com um pequeno ponto, quando a pessoa tenta revelar o Criador, que está atrás de seu desejo pelos amigos e exorta-a a se unir com eles.

Da Convenção de Arava 17/01/13, Lição 1

Mudanças Climáticas Criaram O Ser Humano

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Royal Meteorological Society): “A rápida mudança climática na África Oriental cerca de 2 milhões de anos atrás pode ter influenciado a evolução humana, de acordo com pesquisadores da Universidade Rutgers e Penn State, incluindo a professora de Geociências da Universidade Penn State, Katherine Freeman, e Clayton Magill, estudante de pós-graduação no mesmo departamento.

“‘A paisagem que os primeiros seres humanos habitavam mudou várias vezes, entre uma floresta fechada e uma pastagem aberta, cerca de cinco a seis vezes num período de 200 mil anos”, disse Clayton Magill. Essas “mudanças aconteceram muito de repente, com  cada transição ocorrendo ao longo de centenas a apenas alguns milhares de anos’…

“De acordo com os pesquisadores, muitos antropólogos acreditam que a experiência de mudança e os desafios podem levar a avanços na evolução.

“Magill afirmou que ‘Os primeiros humanos passaram de ter árvores disponíveis para ter apenas gramas disponíveis em apenas 10 a 100 gerações, e suas dietas teriam que mudar em resposta… Mudanças na disponibilidade de alimentos, tipo de comida ou a maneira que você consegue alimentos podem desencadear mecanismos evolutivos para lidar com essas mudanças. O resultado pode ser o tamanho aumentado do cérebro e da cognição, alterações na locomoção e até mesmo mudanças sociais – como você interage com outras pessoas num grupo. Nossos dados são consistentes com essas hipóteses. Nós mostramos que o ambiente mudou drasticamente ao longo de um curto período de tempo, e essa variabilidade coincide com um período importante na nossa evolução humana, quando o gênero Homo foi estabelecido pela primeira vez e quando houve a primeira evidência do uso de ferramentas’”.

Meu comentário: Ao invés de seguir o caminho do seu desenvolvimento interno, colocando as vestimentas da Luz Refletida (OH), agindo de forma altruísta, o ser humano preferiu o desenvolvimento externo, criando em torno de si o ambiente (casas, roupas, pátios e paredes) que o isolou da Natureza, o Criador.

Hoje, nós vemos que esta tática não nos levou à liberdade, ao conforto ou à segurança; a Natureza se torna cada vez mais agressiva, e nenhum abrigo pode nos ajudar. Pelo contrário, em vez de nos isolar da natureza, devemos mudar a nós mesmos para nos tornar semelhante a ela, mudando nossos desejos de egoístas para doação, conexão.

Assim, nós alcançamos a harmonia com a lei fundamental da Natureza, o Criador, e vamos perceber todas as suas ações sobre nós como boas. Isto é, se até agora os atos da Natureza, o Criador, nos fez separados Dele, hoje temos que começar a alcançar a conformidade com Ele.

A Base Da Oração

Dr. Michael LaitmanNa infância, os pais dão à criança tudo o que for possível, mas conforme ela cresce, eles começam a exigir cada vez mais dela, até que ela se torna adulta e tem que dar.

Agora nós estamos entrando na próxima fase de crescimento e, portanto, devemos estar em constante oração. Nós nunca seremos capazes de nos unir se não tentarmos nos conectar com o Criador, porque esforços diretos, sem passar pelo Criador, não levam a nada.

Qualquer conexão com alguém, com os estudos, com o trabalho no grupo, com a organização dos eventos, mesmo que seja apenas lavar os pratos ou limpar o grupo, tudo é uma atividade vazia se não passar pelo Criador. Tudo que se relaciona com a nossa vida comum deve passar apenas pelo Criador, apenas atraindo-O, ou seja, a propriedade de doação. É necessário tentar subir acima de si mesmo e agir somente desta maneira. Isso é chamado de oração.

Diz-se que se a pessoa se comporta dessa maneira, isso significa que ela ora o dia inteiro. Isso é bom! Tudo o que eu faço, passa apenas pelo superior. Se eu me apego a isso, minhas ações são realizadas apenas como cálculos: eu pago pelo que faço, pela oportunidade que me foi dada. Então, “o livro é aberto e a mão escreve”, mas na direção oposta: eu pago junto ao que me foi dado, e faço um pagamento. A pessoa deve se sentir assim.

Baal HaSulam, “A Paz”: o rabino Akiva descreve dois tipos de pessoas: as primeiras são do tipo “loja aberta”, que consideram este mundo como uma loja aberta sem um lojista. Mas a lei de desenvolvimento age em todas as criaturas, e de acordo com isso tira da pessoa, de modo que no final, ela terá que pagar por tudo.

De que forma? Sob a forma de sofrimento, se ela não quiser avançar conscientemente. Suponha que você tivesse que realizar uma ação, mas não a fez da maneira que deveria ter feito, por meio do grupo, porque você não pode se dirigir ao Criador se não for a partir do grupo, a partir do vaso geral (Kli).

A pessoa que se dirige ao Criador é considerada egoísta; isso não produz nada. Isso é religião, não Cabalá.

Assim que você consegue se dirigir ao Criador através do grupo, na força geral de doação, a fim de atraí-la, e a única coisa que você pede é para se aproximar Dele ou para trazê-Lo para mais perto de você, então esta força está em suas ações em relação ao mesmo grupo, e por isso, em relação à humanidade – se a pessoa se concentra nisso, ela trabalha totalmente em si mesma no Kli (vaso) geral e começa a sentir o novo mundo de forma concreta. Esta força se aproxima dela; sua rede começa a se abrir diante dela, e a pessoa vê como esta funciona.

O segundo tipo de pessoas é chamado de “aqueles que querem emprestar”. Elas levam o lojista em consideração, e quando tomam alguma coisa da loja, apenas tomam como empréstimo. Elas prometem pagar ao lojista o preço desejado, ou seja, alcançar a meta através dele. E ele diz sobre elas, “Todos os que quiserem podem vir e pedir emprestado”.

A diferença entre as pessoas do primeiro e do segundo tipo é que elas estão se movendo para frente de forma diferente: consciente ou inconscientemente. As primeiras avançam por meio da punição, e as outras com compreensão e revelação.

Aquelas que se movem conscientemente revelam todo o sistema, que as eleva ao nível do Criador, ao nível da força única. Elas começam a sentir como saem do corpo, isto é, uma separação gradual de seu egoísmo, porque tudo o que sentimos, incluindo o nosso corpo, é o sentimento do ego.

Isso se dissolve gradualmente, se dissipa. Nós entramos num nível subatômico de sensação da matéria, quando ela praticamente não existe. Em vez disso, vemos e sentimos as forças, isto é, não a imagem, mas a sua essência, a soma das forças que controlam esta imagem. Nós já lidamos com uma essência mais íntima do homem e com todo o sistema espiritual.

Quando este sistema se torna mais claro, nós começamos a trabalhar com ele, não com rostos, não com os corpos, não com a matéria inanimada, vegetal e animal. Ao trabalhar com o sistema espiritual, nós começamos a ver nos livros Cabalísticos a estrutura de conexão entre nós, entre todos os elementos e forças, porque as fontes primárias descrevem apenas isso.

Qualquer força é dividida em cinco partes: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin, e Malchut. É composta de cinco partes porque todas essas forças se manifestam em nosso egoísmo.

O sistema do mundo superior é revelado entre nós até a sua completa realização. Nós ascendemos através dele, o dominamos e começamos a controlá-lo. Isso nos dá uma noção do mundo superior e externo. Ao mesmo tempo, a sensação de corpo e da conexão com ele é perdida.

O fato de que o corpo vive, fica doente ou morre é necessário porque através dele temos que perceber e nos sentir neste mundo. Quando terminamos a nossa parte na correção geral, não precisamos estar conectados a este mundo através do corpo, porque completamos nossa parte da correção. O corpo é o nosso representante em relação àqueles que ainda sentem o mundo superior na forma deste mundo.

Nós temos que chegar a este estado para revelar completamente que o julgamento é o julgamento da verdade; tudo está corrigido e pronto para a refeição, e daí o mundo inteiro entra no Kli (vaso) corrigido, e a realização completa do Criador preenche todo o nosso desejo comum: a alma geral.

A oração é baseada nesta ideia. É a aspiração constante de uma pessoa de trabalhar no momento em que ela está atualmente.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 5

Que Pedido O Criador Espera De Nós?

Dr. Michael LaitmanRabash. “Shlavei HaSulam“, artigo 13, “Maoz Tzur Yeshuati” (A Fortaleza da Minha Redenção): Mas o principal é que a pessoa deve primeiro ter o desejo de sacrificar o seu desejo de receber. E já que o desejo de receber é a essência da criatura, esta o adora e é muito difícil para ela entender que ele deve ser anulado, pois, caso contrário, é impossível atingir qualquer coisa espiritual. Na corporeidade, nós vemos que a pessoa tem um desejo e uma deficiência, no que para ela diz respeito ser proveniente da interioridade do seu corpo. Há um desejo que a pessoa adquire de sua exterioridade, o que significa de sua parte. Isto significa que, se não houvesse pessoas de fora que gerassem esse desejo nela, a pessoa nunca iria sentir que não tem nada. Somente as pessoas de fora geram essa deficiência nela.

Pergunta: Na verdade, a fim de sentir o desejo dos amigos eu tenho que pedir ajuda ao Criador. Por que não posso adotar o desejo deles sozinho?

Resposta: Cada ação é feita pela Luz. Nós vivemos num mundo com leis precisas e a energia nelas evoca diferentes fenômenos. Esta energia está na matéria. Por que os elétrons, prótons, nêutrons e outras partículas se movem? De onde eles tiram o poder para fazer isso? Afinal, tudo na natureza aspira a estar num estado de repouso absoluto, equilíbrio, igualdade, harmonia e reciprocidade. Então por que a estrutura da matéria está em movimento perpétuo?

É porque existe energia que empurra a matéria à meta, desde o menor detalhe, sobre o qual não sabemos nada, até os mundos completos. Ao mesmo tempo, algumas das ações são absolutas e aplicadas permanentemente, como o movimento de um trem na via, como os processos fisiológicos ou astronômicos que não necessitam nossa aprovação.

Mas há também um nível diferente em que as ações devem ser conscientes. Aqui a criatura deve compreender, reconhecer e conhecer o Criador que sustenta a força, a energia que move o mundo todo. Acima da natureza inanimada, vegetal e animal no nível humano, existe uma partícula de desejo, um ponto no coração, na qual a criatura deve pedir para usar a energia da Luz. Sem esse pedido a Luz não vai aparecer e não vai agir.

Há momentos em que a energia da Luz age sem o nosso reconhecimento, quando ninguém está ciente da existência do Criador. Bilhões de anos de história se passaram nestas fases “inexplicáveis”. Mas depois surge um momento em que a criatura tem que se desenvolver até atingir o estado em que pode conhecer o Criador.

Aqui há um problema, à medida que a criatura sente que está presa em algo no caminho e a vida não flui. Agora ela tem que ativar a força da Luz sozinha, para entender a cada vez, para conhecê-la, e para chegar perto dela. A partir de agora o trabalho é feito em conjunto, como “parceiros”. O Criador está pronto para fazer tudo – como pais cuidando de um bebê – se Lhe for pedido corretamente e for vantajoso para eles. Eles têm tudo o que você precisa; você só precisa fazer o pedido correto, e a mamãe e o papai respondem imediatamente, qualquer que seja o motivo.

Nós sabemos de antemão o que o Criador tem que fazer, nós queremos isso; nós aceitamos isso, e pedimos que Ele realize esta ação. Então, Ele responde sem demora, uma vez que está pronto a nos ajudar com antecedência, como um pai pronto para ajudar o seu filho amado. Isto significa que o nosso trabalho é chegar a uma oração: “Faça tal e tal”.

Portanto, qual é o pedido certo? Qual é o pedido que podemos esperar de uma criança? Nós queremos que ela peça para crescer um pouco, para ficar um pouco mais sábia, para ficar mais forte, para ter um pouco mais de sucesso, para se aproximar do estado de uma “pessoa completa”. Isso é também o que o Criador espera de nós: somente este pedido. Nós temos que entender o que significa crescer, ser gentil, inteligente e saudável, e pedir isso. Este pedido é muito mais egoísta do que o nosso ego neste mundo, mas como nós trabalhamos apesar do nosso ego animal, é chamado de doação.

O que é doação? Para quem e o que você doa? Você simplesmente pede para ser como Ele…

Portanto, por que nós temos que fazer isso contra o ego que constantemente “nos impede”? Porque, caso contrário, não chegaríamos aos esclarecimentos: “O que significa ser como Ele; ser grande em doação”? Se tudo corresse bem, nós permaneceríamos no nível da natureza inanimada. Nós estamos constantemente “parados” e temos que resistir a isso, procurar soluções, descobrir e comparar diferentes atributos; isso nos torna mais sábios e nos ajuda a desenvolver.

Isto significa que a inclinação ao mal foi criada especialmente para nos desenvolver. Afinal, eu posso ser um pequeno besouro, um rato, um gato, um cachorro, um escravo, um servo, um nobre, um ministro, e até mesmo o rei no palácio do Rei. Agora também eu estou no palácio do Rei, mas como faço para vê-lo? Como eu vejo a mim mesmo? Um pequeno besouro que vive sob as escadas.

Assim, somente graças à resistência do desejo de receber nós podemos adquirir mais níveis de compreensão. Portanto, o ego é chamado de “ajuda contrária”. Sem a sua resistência não seríamos capazes de adquirir nada. Isto significa que precisamos reconhecer a ajuda e o que está do outro lado, e depois vamos alcançar o que desejamos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/13, Escritos do Rabash

A Fórmula Para Entrar No Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanO grupo Cabalístico se baseia nas leis que pertencem ao próximo nível. É por isso que nos reunimos para recriar essas condições. Nós jogamos como se estivéssemos na próxima realidade e construímos as relações e conexões que, no final, vão se transformar nos mundos que estudamos na Cabalá.

O mundo de Assia é o primeiro que nós precisamos entrar e começar a sentir entre nós. Estar neste mundo significa que nos tornamos completamente adequados internamente (em nossos desejos, pensamentos, coração e mente) ao seu nível. Os artigos do Rabash explicam como alcançar a unidade e começar a sentir a espiritualidade entre nós.

Obviamente, nós não “subimos” a lugar algum. Nós subimos à nossa altura espiritual pessoal conforme o nível de conexão que existe entre nós. Mais tarde, as nossas sensações vão mudar, e o nosso “encaixe” vai se tornar mais forte e profundo. Nós não nos tratamos mais egoisticamente. Nós vamos diminuir nossos egos. Nós vamos anular o nosso egoísmo e expulsá-lo das ligações entre nós, de acordo com o princípio: “O que você odeia, não faça a seu amigo”. Como resultado, nós vamos começar a sentir o mundo superior.

Depois, nós iremos nos unir ainda mais e melhorar a nossa interconexão mútua. Nós vamos criar um sistema recíproco de acordo com o qual vamos ser capazes de sentir um novo tipo de satisfação em forma das Luzes de Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, e Yechida. Tudo depende do quanto o nosso egoísmo cresce e, apesar disso, nos conectamos mutuamente; de que modo tentamos neutralizar o egoísmo e até o utilizamos para juntar as duas forças opostas e criar um vínculo.

Imagine milhares de pessoas dos nossos grupos em todo o mundo que vão sentir a interconexão mútua: quem está aonde e como estão interligados. Este sistema sério e multipolar é a sociedade integral. O nosso egoísmo continua crescendo e nos tornamos mais unidos e nos “penetramos” ainda mais.

E o nosso egoísmo cresce não só em quantidade, mas também em qualidade: ele surge diante de em todos os tipos de formas novas e completamente desconhecidas. De repente, nós começamos a perceber nuances repulsivas nos outros que não vimos antes; isso significa que o nosso egoísmo está subindo e provocando essas sensações em nós! De repente, nós reconhecemos que o egoísmo dos nossos amigos aumentou mil vezes, e não sabemos como abordar suas personalidades grosseiras e espinhosas. Nós ainda nos vemos como suaves e maravilhosos. Nós não sabemos como tratar nossos amigos, nem sabemos o que fazer com nós mesmos.

Se olharmos para esta imagem de Cima (do lado do Criador), torna-se óbvio que Ele é o único que provoca estas situações, a fim de promover o nosso avanço. Por parte do Criador, elas são inevitáveis, enquanto que, de nossa parte, devemos continuar a nos corrigir, a fim de subir ainda mais.

Os artigos do Rabash dão conselhos precisos sobre a forma de se conectar com amigos. Todos eles derivam do princípio, “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, porque é a lei do nível superior onde nós estamos totalmente unidos através de nossos desejos e pensamentos.

Nossas ações se complementam e criam um desejo geral que foi inicialmente criado pelo Criador. Neste ponto, cada desejo surge para nós 620 vezes maior. Assim, nós sentimos a todos como se eles fossem nós. Além disso, cada um de nós se sente 620 vezes maior, como se fôssemos “multiplicados” pelos outros. É impossível descrever esta fórmula, uma vez que ela define o estado qualitativo chamado de Mundo do Infinito. Nós ainda precisamos alcançar isso.

Da Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 4