Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Traçar Uma Linha Entre Receber E Doação

O momento em que uma pessoa vem reclamar com o Criador, há uma ocultação de imediato e ela não está mais centrada no Criador, mas sim em um outro objetivo. É porque o Criador é a única força, não há outro além Dele e Ele é bom e benevolente. Se você apontar diretamente para Ele, então você não pode ter quaisquer queixas. O momento que você desviar um pouco da direção certa, você imediatamente se sente insatisfeito e cheio de reclamações.

Vire-se na direção certa e faça o seu melhor até você se desviar de novo e começar a reclamar. Assim, pela sua insatisfação e pela sua superação que ocorre, você avança para o Criador, como um barco que avança por aderência. Isto porque você não pode avançar diretamente para o Criador; você não tem o atributo de doação, os atributos do bom e benevolente. Você tem que construir essa imagem acima do seu atributo de receber, a partir de sua contrariedade. Você constrói uma réplica desses atributos, e não os atributos reais.

É de conhecimento comum que a única maneira de criar uma escultura é removendo o excesso e ou o supérfluo. Você pode pegar numa pedra grande e tirar-lhe todas as partes desnecessárias para obter a forma desejada. Você pode pegar gesso e fazer uma estátua de fora, mas em qualquer caso, o principal é a fronteira, a forma externa que criamos em cima do desejo de receber, esclarecendo-nos, cada vez, onde traçar a linha entre o desejo de receber e do desejo de doar.

Assim, o nosso trabalho é sempre feito da inclinação para assemelharmo-nos e, por essa razão, uma pessoa é chamada de “Adam – homem”, que significa “Domeh” (semelhante ao, em hebraico) ao Criador. Nosso trabalho é o de justificar o Criador. Eu não posso me concentrar nisso, tornar-me bom e benevolente e não há outro Além dele, por mim mesmo. Mas por o justificar a Ele, eu me torno igual a Ele e atribuo a mim a Sua forma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala de 17/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Zona De Alta Tensão No Centro Do Grupo

Dr. Michael LaitmanNós só podemos encontrar o Criador no vaso que formamos por nós mesmos. Portanto, diz-se que a criatura forma (cria) o Criador. O que significa isso, porque soa como heresia? Porém, o fato de que vamos construir o vaso onde queremos descobrir o atributo de doação por nós mesmos significa que estamos formando o Criador.

Nós só sentimos isso na forma que é vestida na matéria, chamada Bo-reh (venha e veja), que é o Criador (Boreh) e não no que é externo a ela. Esta vestimenta existe, obviamente, numa raiz anterior, sobre a qual não falamos e não atingimos; a nossa compreensão só é possível até a fronteira chamada Bo-reh.

Assim, no workshop que tivemos na noite passada sobre o tema: “Não há ninguém além Dele”, eu tentei explicar que este conceito só é alcançado no centro do grupo. Não há outro lugar que ele possa ser alcançado, e nós não podemos provar isso a nós mesmos de outra forma. Somente se todos nós, com o nosso ego negativo, ansiarmos pela revelação da conexão positiva entre nós, conseguiremos criar uma tensão tão alta entre as duas forças opostas que residem em cada um de nós (uma “negativa” e uma “positiva”), que só pode ser alcançada no grupo. Então, ela se torna compatível com a altura do nível espiritual, e pode se elevar até ele.

O Criador não tinha outra opção, exceto quebrar primeiro o vaso, e habilitá-lo a desenvolver a sensibilidade pelo atributo de doação. É impossível fazer isso sem sentir isso e o desejo de receber no interior do vaso.

O Criador é apenas a força de doação. A criatura é, inicialmente, apenas a força de recepção. Assim, para se assemelhar ao Criador, ela deve incluir estas duas forças nela: a força de doação e a força de recepção, uma em cima da outra. Nós só podemos estabelecer este estado no grupo. Isso é o que eu queria que vocês sentissem no workshop, de modo que entendam que é impossível realiza-lo sem um grupo.

Entretanto, o equilíbrio de poder é tal que ficamos com um grande “negativo”, não entramos ainda nas fronteiras do grupo. Cada um está em certo lugar no seu caminho em direção a isso, protegendo-se e não querendo entrar.

Nós temos nos guardar nossos “negativos”, e eles têm que ser grandes. Eles vão continuar crescendo, já que o “negativo” é criado pelos Reshimot (genes espirituais). No momento em que vocês conseguem se conectar de alguma forma, novos Reshimot surgirão imediatamente. Mas enquanto vocês não se estimularem a trabalhar e não realizarem o Reshimo anterior, o novo Reshimo não surgirá.

Os Reshimot são revelados numa cadeia, um após o outro, de acordo com o plano. Mas o problema é que nós não desenvolvemos nossos “positivos”; enquanto isso, nós continuamos no nível do conhecimento potencial, mas não em sua real realização. A fim de que isso seja sentido como parte de nossa realidade, temos que criar um grupo, um espaço compartilhado entre nós, em que podemos formar o Criador (“venha e veja”).

O Criador é formado em nós quando o desejo de receber é deixado dentro, e por fora ele assume a forma de doação, que significa “receber a fim de doar”. Recepção abaixo e doação acima e, juntas, elas são chamadas de Criador.

A fim de fazer isso, nós temos que dobrar nossa cabeça e anular o nosso orgulho; vamos ter que rastejar para o grupo “de quatro”, à medida que reconhecemos o fato de que somos um “animal” cuja cabeça ainda é menos valorizada do que a sua corpo, uma vez que constantemente se preocupa apenas em como servir o corpo. Quando você dobrar a cabeça abaixo do corpo, ele vai dizer que você alcançou o entendimento de que é inútil e então você vai ser capaz de ser Adão, um ser humano.

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Grande Responsabilidade E Orgulho Pela Nossa Missão

Dr. Michael LaitmanShamati # 69, “Primeiro Será a Correção do Mundo”: Assim, quando os indivíduos de Israel forem corrigidos, o mundo inteiro será naturalmente corrigido. Disso resulta que as nações do mundo serão corrigidas na medida em que nos corrigirmos. Este é o significado do que nossos sábios disseram, “Recompensado – sentencia a ele e todo o mundo a uma escala (balança) de mérito”. E eles não disseram, “sentencia todo Israel”, mas “o mundo inteiro a uma escala de mérito”. Em outras palavras, o interno irá corrigir o externo.

Portanto, nós precisamos estar mais preocupados para que os nossos atos não permaneçam apenas como atos privados que pertencem à pessoa que os faz em relação aos amigos, o grupo, e até mesmo a toda a nação de Israel, mas sim que sejam direcionados ao mundo inteiro.

Cada um que tem a possibilidade de se corrigir, e por isso é chamado de “Israel” (Yashar-Kel, direto para o Criador), deve saber que recebeu esta capacidade de causar a correção de todo o mundo.

De acordo com esta meta, que ele está recebendo de Cima, a mesma é exigida dele. Este é o seu destino e não há livre escolha. A escolha reside apenas na forma como o homem vai perceber essa missão que foi dada a ele. Portanto, nós precisamos criar uma atmosfera que vai ajudar cada um de nós a perceber o seu destino 100%, a fim de executar o que o Criador exige de nós e coloca em nós, escolhendo-nos para ser a parte que corrige o mundo e não a parte que é corrigida.

Esta é uma responsabilidade muito grande. Cada um tem que ver a si mesmo num papel e não apenas fazer o que vem em sua mente e se recusar a receber o trabalho que não gosta. Este é um trabalho que não é interrompido nem por um momento, é diário. E neste trabalho vamos tropeçar em distúrbios que vão nos jogar numa abordagem particular egoísta. Por isso, deve ser opinião geral da sociedade que vai segurar o homem para que ele veja toda a sua vida e todas as horas como executando uma missão importante, como a mãe que é responsável por seus bebês e todo o tempo deve pensar neles.

E com essa grande responsabilidade também deve estar a importância e o orgulho em relação à tarefa que nos obriga a perceber isso e servir ao mundo inteiro. Nós recebemos esta missão e temos que realizá-la.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 11/02/13

Apegar-se Às Suas Qualidades

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Discurso Para a Conclusão do Zohar“: Nós devemos entender o que significa a Dvekut (adesão) com o Criador. Afinal, o pensamento não tem nenhuma percepção Dele de forma alguma. Na verdade, nossos sábios têm discutido esta questão antes de mim, perguntando sobre o versículo, “e apegar-se a Ele: Como pode alguém apegar-se a Ele? Afinal, Ele é fogo que consome”.

E eles responderam: “Apegar-se às Suas qualidades: como Ele é misericordioso, você é misericordioso; como ele é compassivo, você é compassivo”.

Se nós alterarmos vários atributos em nós, transformando-os de “a fim de receber” para “a fim de doar”, como isso nos permitirá compreender quem é o Criador? Além disso, como isso nos ajuda a nos assemelhar a Ele? Como podemos adquirir esta semelhança? Como nos aderimos a Ele? Afinal, é impossível tocá-Lo. Assim, como fazer “truques” internos que nos permitam nos assemelhar a alguém que nem mesmo vemos e com quem não conseguimos nos identificar? Como podemos compreender o princípio: “por Suas ações Lhe conhecemos?”. Como as mudanças internas me levam a Ele? Como é possível amar os outros se não é minha natureza?

Eis porque eu não sou obrigado a amar diretamente, mas posso corrigir meus 611 desejos. Assim, a 612ª correção será a aquisição completa do atributo de Hassadim, e a 613ª correção será “receber para doar”. Assim, é impossível obrigar alguém a amar, mas é a partir das correções que a precedem que podemos atingi-lo.

Assim é como a semelhança com o Criador é atingida. Vamos cumprir e organizar todas as ações necessárias internamente, mas isso não significa que todas as ações em si sejam importantes, mas sim os esclarecimentos que fazemos em relação a cada detalhe. Todos os esclarecimentos somam e acumulam e se transformam em vasos espirituais.

Assim, nada está faltando em nosso trabalho. Nós não podemos chegar ao final da correção em um salto. Na verdade, já estamos no final da correção, mas não temos os vasos para senti-la. Então, nós devemos coletar todos os vasos ao longo do caminho para finalmente chegar a esta revelação.

Pergunta: O que significa para nós hoje “apegar-se ao Criador”?

Resposta: Eu construo Sua imagem dentro de mim através de diferentes discernimentos que faço internamente. Não se trata de sinais externos, mas de uma essência interna. O Criador é um espírito de doação que nasce e me preenche. É uma atitude na qual eu posso produzir o “doar a fim de doar” ou o “receber a fim de doar”. É uma reflexão que eu pondero de dentro de mim, para fora.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/02/13, “Discurso Para a Conclusão do Zohar

Uma Sombra Que Está Aderida À Luz

Dr. Michael LaitmanBaixeza não é quando não tenho o poder de fazer alguma coisa, mas quando penso que realmente faço alguma coisa. Baixeza não é alguém que não pode ser um herói, mas alguém que pensa que é um herói. Se o ego desperta numa pessoa, tudo o que ela diz indica sua baixeza.

Afinal, tudo é gerido pela Luz superior. Mas a pessoa pensa que tem o seu próprio poder, sentimentos e mente em seu ego, e esta é a sua baixeza. A baixeza está no fato de que ela não compreende que não sente e não percebe que o seu desejo de receber é apenas uma réplica da Luz. É apenas uma sombra da Luz e que não tem nada exceto essa sombra.

Se a pessoa sente e entende isso, se ela luta contra a baixeza que é evocada nela repetidas vezes a fim de revelar a diferença entre ela e o Criador, então ela entra em outra baixeza, que na verdade não é um sinal de baixeza, mas de adesão. Ela não quer estar aderida ao seu desejo e servi-lo devotamente, não na sombra, que é a réplica oposta da Luz que imagina que existe independentemente, pois está separada da fonte. Em vez disso, ela quer servir devotamente à própria Luz. Assim, ela chega à adesão com a fonte.

Então, ela é preenchida com orgulho, poder, com tudo o que a Luz tem por ter anulado o seu desejo de receber perante o Criador. Ela agradece ao Criador por ter criado este desejo de receber, através do qual a pessoa pode sentir como pode se aderir ao Criador. Assim o esclarecimento da baixeza pessoal constantemente ajuda a pessoa a se aproximar da verdade, da fonte. Então, onde ela sente a Sua baixeza, é o lugar onde descobre a humidade do Criador e Sua grandeza.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/02/13

Bondade É Uma Constante Que Não Pode Ser Mudada

Dr. Michael LaitmanÉ óbvio que nós temos muitas queixas ao Criador sobre o nosso estado, as condições que gostaríamos, e sobre o anfitrião que é responsável por tudo o que nos acontece. Mas isso não vai ajudar. Ou nós concordamos com as condições que nos foram dadas, ou avançamos pelo caminho do sofrimento.

Afinal de contas, a fim de definir tais condições, temos que conhecer todo o processo, todo o sistema; temos que entender que tudo é para o melhor e que é impossível cumprir as condições se não conhecermos os sistemas e não estivermos em constante ocultação, à medida que avançamos de baixo para cima. A única coisa que nos resta é acreditar que todo o nosso trabalho tem que ser feito acima da crítica e reclamações. Quando olhamos para tudo a partir do nosso ego, não podemos chegar a nenhuma outra conclusão, uma vez que o avanço é, na verdade, em relação ao desejo de doar e não em relação ao desejo de receber. Portanto, em nosso estado, nunca seremos capazes de entender como podemos avançar.

Diz-se, “Abra um portão para mim que seja tão grande quanto o buraco de uma agulha”, ou seja, esforcem-se apenas um pouco, “e eu vou abrir os portões superiores diante de você”. Mas nós temos que descobrir “o buraco da agulha” por nós mesmos, e isso é uma tarefa muito difícil, pois eu tenho que abaixar a cabeça, anular o meu orgulho e entender que não vamos ser capazes de perceber e apreciar nada dentro do nosso ego, mas sim que é pelo sentimento de nossa pequenez, o abaixamento das nossas cabeças, que começamos a entender o que está acontecendo.

Afinal, é pela ocultação do nosso ego que começamos a conhecer o Criador que está oculto e começamos a nos assemelhar a Ele de alguma forma. Uma mãe que cuida de seu bebê também está em ocultação dele, já que o bebê não sabe o quanto ela se importa; ele também não tem que saber. O que importa é que o resultado de todos os seus esforços será cumprido por ele, as condições para o seu crescimento.

Mas se nós ansiamos pelo Criador, nós temos que descobrir Suas ações no que diz respeito a nós e repeti-las por nós mesmos. A fim de fazer isso, temos que nos humilhar, como uma mãe que se esquece de si mesma em prol do seu bebê, ou como o Criador em relação aos seres criados. Nós só sentimos o resultado do cuidado do Criador para conosco, mas todas as Suas ações no que diz respeito a nós, não são reveladas, uma vez que somos bebês que não conseguem entender nada.

Portanto, como podemos ser evocados de modo a querer conhecer a obra do Criador? É impossível sabê-lo até nos tornarmos pais também. Só então apreciaremos o que nossos pais fizeram por nós. Para crescer no mundo espiritual e se tornar pais espirituais, o Criador não preenche todos os nossos desejos infantis, Ele não nos serve mingau doce como uma mãe amorosa, não muda nossas fraldas e não nos diverte com diferentes brinquedos para que possamos ser felizes. Ele não estraga o nosso desejo de receber, mas sim evoca diferentes perguntas em nós, sofrimentos e discernimentos desagradáveis ​​com os quais temos que trabalhar para descobrir a razão para isso, já que assim, seremos capazes de descobrir a Sua obra.

Se eu não me sinto bem, tenho que descobrir o porquê. Claro, primeiro eu sinto insatisfação; é minha resposta natural. Eu me ressinto do fato de que me sinto mal! O próximo pensamento já está voltado ao Criador e ao por que Ele age desta maneira. Ele está errado; Ele deve mudar! Mas se o problema não vai embora e eu não posso sair dele, os golpes me forçam a ser mais paciente. Eu não ressinto mais isso; eu pergunto: “Qual é o ponto deste tipo de vida?”. Isto me leva a estudar as ações do Criador.

Disseram-me que sou responsável por tudo que acontece. Eu fiz alguma coisa? Tudo é feito pelo Criador! Acontece que tudo é oposto aquilo que me parece, “Não há outro além Dele”, “o bom e o benevolente”, e todo o bem que Ele me dá se transforma em diferentes forças contrastantes dentro de mim. Eu não vejo que tudo isso decorre do bom e benevolente. Embora às vezes algo de bom aconteça, é principalmente ruim.

Eu tenho que determinar que é um fato que tudo que recebo vem do Criador, que é bom e benevolente e que não há outro além Dele. Se eu fizer isso no estado que recebo agora, vou alcançar meu primeiro nível espiritual. Mais tarde, o mesmo tipo de trabalho é esperado de mim, mas mais qualitativo e sublime. Isto significa que o nosso trabalho é primeiro ver que somos a fonte do problema e não o Doador, e depois nos corrigir para que o problema desapareça. O Doador, Sua ação, e eu deveriam se conectar num todo chamado de “adesão”. Esta será a prova de que eu alcancei uma equivalência de dentro Dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Nós Precisamos De Um Novo Começo

Dr. Michael LaitmanQuando eu tento imaginar como o meu nível espiritual realmente tem que ser e se posso subir até ele por meus sentimentos, meu conhecimento e meus esforços, eu percebo que não posso. Se eu chego às conclusões certas, descubro que sem a ajuda do Criador não conseguirei. Depois de tudo, eu tenho que corrigir minha intenção para doar ao Criador e só consigo alcançar isso através do amor dos outros, pela conexão com os amigos.

Aqui eu vejo até que ponto trabalho na direção oposta, esquecendo tudo sobre o amor dos outros, incapaz de pensar constantemente na garantia mútua, na conexão e no amor dos amigos.

Parece que o amor dos amigos e a correção dos meus desejos são duas coisas diferentes. Eu tenho que amar os amigos e depois vou estar pronto para fazer-lhes um favor e ficar um pouco mais perto deles. Mas a correção dos meus desejos e a revelação do Criador são coisas íntimas e pessoais que pertencem apenas a mim. Eu não consigo me conectar a essas condições, e este é o nosso principal problema.

Portanto, nós temos que trabalhar constantemente na conexão de “Israel, a Torá e o Criador”. A Torá é revelada somente pela Luz que Reforma, que conecta todos estes componentes. Afinal, a importante regra da Torá é “Ama o teu amigo como a ti mesmo”. A Torá significa todos os vasos e Luzes onde o amor é revelado: a partir de uma forte conexão que se transforma em amor.

Nós temos que imaginar um vaso comum chamada “Torá”, que é todo o desejo de receber que foi criado e está quebrado em pedaços que estão muito longe uns dos outros, cheios de ódio mútuo. Eu quero tudo isso seja coberto com amor; eu realmente quero isso! Então eu preciso do Criador e me concentro Nele através deste desejo coletivo.

Nesse caso, eu realmente preciso do Criador. Eu O atraio não apenas para que Ele me traga prazer, mas como resultado de uma dor insuportável causada por minha incapacidade de me conectar com o amor geral nas relações entre nós.

Este amor tem que ser expresso em relação ao grupo de alguma forma, em relação aos amigos, mesmo se não seja aberto, mas mais internamente. Isso já depende da pessoa, do tempo, da altura em que ela está. Os Cabalistas de Kotzk costumavam expressar uma atitude oposta externamente; nós seguimos as instruções do Rabash para mostrar amor e preocupação pelos amigos abertamente.

Nós temos que constantemente nos preocupar apenas com o vaso geral, a conexão geral que atrai a Luz que Corrige e a Luz que enche o vaso. O Criador é revelado somente nesse vaso, como aquele que o constrói, sustenta, cura e preenche.

Tudo isso acontece nesse estado, o problema é que nós não o imaginamos corretamente, mas acreditamos que o Criador pode ser revelado dentro de nós, que entrará em nossos corações individuais. Esta é a forma como cada egoísta pensa, uma vez que costuma atrair toda a bondade e todas as conquistas para si mesmo.

Este é todo o problema. Só através da garantia mútua podemos apoiar um ao outro, a fim de manter o foco no centro do grupo, a nação de Israel, e todo o mundo como um sistema onde tudo acontece. Não há nada além disso.

Caso contrário, simplesmente não estamos vivendo na realidade. Todas as perspectivas, exceto esta são chamadas de “uma realidade imaginária”. Não é sequer tão imaginária quanto o nosso mundo, mas, na verdade, fictícia e totalmente egoísta.

Portanto, nós temos que descobrir a cobra que está no nosso caminho, que constantemente nos leva de volta para o nosso coração impuro. Nesse caso, é impossível administrar sem a decisão do grupo, que este tem que ser a nossa única preocupação, e só com a ajuda dos amigos eu posso manter corretamente o foco no grupo, a fim de ver a minha correção nele.

Esta é a razão porque não conseguimos pensar no benefício do Criador, na verdadeira doação, mas tudo depende um do outro, e nossos pensamentos são destinados no sentido de receber e não doar. A revelação do Criador parece um doce.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalé 13/02/13, Escritos do Baal HaSulam

O Criador Está Escondido Entre Nós

Pergunta: Se o mais importante é o desesperar dos meus próprios poderes ao longo do caminho espiritual, então porque é que nós temos que cooperar com todo o tipo de problemas corporais também?

Resposta: O Criador não vos faz a vida difícil e não coloca quaisquer obstáculos no vosso caminho. São vocês que estão a ficar confusos. Se pudessem ouvir o conselho que temos que corrigir as relações entre nós – e, nisso, descobrir o mundo espiritual desde o primeiríssimo momento que começaram a estudar – então as interrupções que estão constantemente a aumentar não pareceriam interrupções. Antes, cada vez, elas pareceriam como a revelação de uma nova espessura do nível superior.

Ninguém vos impediu de aceitar este conselho e de o preencher. Não se teria interrompido, mas sim, tinha-vos ajudado a erguer e apertado a conexão e descobrir a sua essência interior chamada de Luz.

Contudo, estão procurando pela revelação do Criador, não de forma a doar e a não doando a outros, não entre os amigos, mas num local totalmente diferente. Então, quem é responsável pelo facto de não terem sucesso? Podem ter construído barreiras diferentes que vos separam do mundo espiritual ao invés de se aproximarem dele desde que chegaram até hoje. Apesar de eventualmente poderem atingir a decisão correcta ao longo deste caminho, também, é por sentirem desespero e finalmente descobrirem que nós chegámos a um beco sem saída e temos que voltar atrás para seguir por um trilho diferente.

Assim como está escrito (Eclesiastes 7:29): “Isto é a única coisa que encontrei, que D’eus fez os seres humanos de forma correcta, mas eles conceberam muitos esquemas.” De facto, é um ponto muito simples, mas nós simplesmente ainda não encontrámos o local exacto da quebra. Queremos preparar o nosso próprio coração para o preenchimento. Esta é a inclinação de todos.

Contudo, não queremos aceitar o facto que o local de preenchimento está ao nosso redor! Existe um corte, um abismo, um vácuo vazio negro entre nós, mas isto não me preocupa de todo. Preocupo-me acerca do facto que não tenho o preenchimento dentro de mim! Isto significa que estou a pensar num local totalmente diferente ao invés do local onde a força superior deve ser revelada.

Eu também interpreto a ideia de uma força superior como eu acho melhor, que é como um sentimento intenso, uma realização maravilhosa, compreensão, uma sensação agradável, mas a verdadeira força superior é totalmente o oposto do que eu imagino. Sendo equivalente ao doar aos outros, preenchendo o outro enquanto me elevo acima de mim próprio, sem pensar em mim, anulando-me e restringindo-me. Eu dou tudo de mim e me privo de tudo o que me preenche apenas para preencher os outros. É somente acima de mim mesmo que eu procuro uma forma de preencher os outros.

Este é a realização espiritual que sinto na medida em que eu estou pronto a me disponibilizar acima dos meus próprios desejos e paixões, mas nós nem sequer pensamos nessa direção. Às vezes, tocamos ligeiramente neste sentimento em alguma convenção poderosa no deserto, mas, depois, cada um de nós volta para nossos próprios interesses pessoais, e, então, tudo chega ao fim.

O grupo não me apoia. Não me mantem focado neste ponto preciso . E meu ego sempre me puxa para baixo, para o abismo. Então, o que eu posso fazer?

Tudo isso é porque não nos apoiamos e seguramos uns aos outros. A força que nos pode salvar está entre nós, na conexão entre nós, no vaso coletivo, e não em cada um de nós. A força de nossa conexão é a Luz, e é aí que devemos exigi-la: nas fendas entre nós, nas barreiras, nas paredes. A Luz, o Criador se esconde lá dentro.

Podemos descobrir isto somente se começarmos a conectar-nos com os outros de uma maneira que as lacunas vão desaparecer, e, então, bem naquele lugar, você vai descobrir o Criador, ali onde Ele está escondido agora.

A questão toda é que você ouve, mas você não cumpre o conselho de forma correta. Isto é porque você não quer aceitar o que Rabash diz: “Estamos reunidos aqui para estabelecer uma sociedade para todos que desejam seguir o caminho e o método de Baal HaSulam …”

Temos que tomar uma decisão e depois cumpri-la constantemente, mas se todo mundo se preocupa consigo mesmo e não com os outros, isto não vai levar a nada. Se eu pensar sobre como cumprir isso por mim mesmo, não vai funcionar. O pensamento deve ir apenas para os outros, pois é um sistema fechado e analógico.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala de 13/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Perigosas Transações Fictícias

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 47: Portanto, afastem-se de todas as transações (relações) fictícias, e prestem atenção para pensar e vir com as invenções corretas para conectar seus corações como um só coração … e comecem a se conectar amorosamente na medida certa, e vão encontrar um gosto nisso.

Pergunta: O que são “transações fictícias”?

Resposta: Transações fictícias são todos os tipos de esforços que não são destinados a atingir a meta espiritual. Isto inclui qualquer esforço que esteja acima do esforço para fornecer ao corpo as necessidades básicas e dedicar o resto para atingir a meta.

Qualquer esforço que esteja um pouco fora dessa faixa é fictício, o que significa que só parece que você vai ganhar com isso, mas na verdade, ele imediatamente empurra você para o caminho do “em seu tempo” (Beito), o caminho do sofrimento.

Parece que há uma meta espiritual diante de mim (!), e se eu trabalhar por ela, vou ganhar algo. Eu me esforço e ganho com isso. Se for uma meta real, ou seja, que está no caminho para o Criador, então eu trabalho corretamente.

Mas essa meta não pode ser dirigida ao Criador (!), e eu não sei a direção certa, e parece que essa meta é real. Se eu invisto minhas forças nela, em troca, eu recebo sofrimentos que me empurram por trás, em vez de um ganho. Estes são chamados de “transações fictícias”.

Parece que eu lucro com eles e que anseio pela verdadeira meta. Mesmo o lucro material: lucro físico, dinheiro, respeito, conhecimento, todos estes, no final, levam-me, depois de muitos esforços ao longo do caminho, para um vazio, para sofrimentos.

Esta meta fictícia, as transações fictícias, podem ser muito complexas e complicadas. Pode levar de 30 a 40 anos para que eu finalmente perceba que a meta era fictícia. Não é apenas um negócio e pode muito bem ser muitas transações. Tudo que você faz além das necessidades básicas do corpo pertence a estas transações fictícias.

Lidar com as necessidades básicas é uma obrigação, já que você não tem escolha. Toda a sua atenção, 100% dela, deve ser focada numa direção: no Criador. Então, na medida em que você tem que se esforçar por sua família, já é uma necessidade, porque todo o seu pensamento estará focado no Criador.

Não está claro que essa meta é fictícia. É uma grande questão para você. Mesmo que você esteja racionalmente ciente disso, você não concorda com isso emocionalmente. Então você se encontra numa luta interna, sem saber o que fazer. Você faz diferentes concessões, perdoa diferentes fraquezas pequenas, pensando: “Bem, não importa, eu estava um pouco distraído”. Transações fictícias aparecem de várias maneiras diferentes.

Portanto, como podemos esclarecer quais relações são fictícias? Tudo o que não se relaciona com o grupo, o professor, o estudo, a disseminação, a inclinação à unidade com o Criador, são todas transações fictícias! Se você concentrar todos os seus esforços na meta, as preocupações da família também estarão incluídas nisso. Então, você descobre que o Criador dispôs todas essas coisas para você da forma mais perfeita. Mas só se a sua família não se opõe ao seu caminho e permite que você estude.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/02/13, Escritos do Baal HaSulam

O Caloroso Abraço Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que um despertar do Alto ocorre a cada minuto, e qual é a nossa resposta correta a ele?

Resposta: Não é só o despertar do Alto, mas sim toda a nossa existência que é possível graças à Luz superior, que constantemente nos sustenta, como um ímã segurando um pedaço de ferro no ar, e realiza todos os tipos de ações em nós.

Não há dúvida sobre isso, a matéria da criação não seria capaz de existir, não mudaria, e não sentiria a si mesma sem a Luz superior. A Luz faz tudo.

A resposta correta da nossa parte é tentar aumentar a nossa sensibilidade e a nossa compreensão refinada em relação ao que a força superior faz conosco, para entender como devemos responder para ser exatamente como ela, e aderir a seus atributos, às alterações que ela faz e sua influência sobre nós.

Isto significa que em cada protuberância ou entalhe que o Criador faz em mim, eu imediatamente me uno à sua ação e me visto nela, como o desejo de Nukva no desejo do homem. Acontece que nós constantemente colaboramos na ação geral, como parceiros. Desta forma, eu deveria tentar agir em toda a minha vida, e assim eu atinjo o estado de plenitude chamado adesão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/02/13, Escritos do Baal HaSulam