Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Mas O Vaso Foi Quebrado

Dr. Michael LaitmanA quebra dos vasos não é apenas uma quebra, mas a revelação dos lugares onde anteriormente existiam falhas que estavam ocultas. Agora, no entanto, quando a falha foi revelada, é possível esclarecê-la, examiná-la em sua total profundidade, e corrigi-la, completando o que está faltando nela.

Portanto, um estado muito mais forte e sublime é criado depois que juntamos todas as peças novamente. Só parecia completo antes, mas dentro havia muitas rachaduras. É a iluminação que é adicionada na fase final da terceira criação que estava faltando no vaso do mundo de Ein Sof (Infinito) na primeira fase.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/13, Shamati # 38

Deixe Que O Mais Distante Se Torne O Mais Próximo

Dr. Michael LaitmanO temor (medo) espiritual é o temor de usar algo para o meu próprio benefício, mesmo que seja a revelação do Criador em qualquer forma, ou seja, apreciar o fato de que estou corrigindo o mundo, que estou dando alegria ao Criador, que doo como Ele e que alcanço adesão com Ele.

O Criador me mostra que tudo depende de mim e Ele faz isso com todos. Todo mundo ouve Dele que é o mais especial de todos. Esta é a verdade. Ele não está mentindo para mim e não tenta me comprar! Mas eu tenho que superar toda esta grande Luz, e para fazer isso preciso construir um escudo para me proteger deste temor com antecedência.

Portanto, o nosso trabalho está em ocultação e nós temos que realizar várias ações às quais não sentimos atração ao trabalhar na conexão entre nós. Nós temos que nos esforçar no grupo com antecedência, embora eu não tenha nenhum desejo nem anseie por isso, e não veja valor nisso. Não se trata apenas do grupo local que está perto de você e que pertence diretamente a você. Vale a pena investir neste grupo de acordo com várias análises egoístas conscientes e inconscientes. Mas eu também tenho que tentar me conectar ao vaso global.

Nós devemos entender que quanto mais distante a pessoa parece estar de mim geográfica ou emocionalmente, mais importante ela é, e mais crítica é a sua influência no meu progresso, mais do que as pessoas que estão perto de mim. É como a diferença entre os níveis espirituais, se eu encurtar a distância entre nós emocional e fisicamente, isso vai se transformar num amplificador para o meu nível de correção.

Assim, todos aqueles que estão distantes de nós são muito importantes para nós: os grupos distantes que estão longe e os alunos individuais que falam diferentes línguas, que diferem em sua mentalidade e que vivem em condições difíceis, de modo que têm que se esconder dos outros. Cada um de nós precisa ter certeza de que as distâncias físicas não vão nos manter longe uns dos outros, de modo que aqueles que estão mais distantes se tornarão os mais próximos.

Desta forma, certamente construiremos o vaso chamado “temor”, vamos entender o que significa o temor espiritual, e estaremos prontos para o avanço espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/13, Shamati # 38

O Difícil Teste Do Prazer

Dr. Michael LaitmanAo longo da história, o desenvolvimento humano ocorreu com uma pessoa tendo medo de desfrutar para seu próprio benefício. Ela tinha medo, não só de desfrutar a Luz, mas também de perturbar a restrição; a quebra ocorreu apenas uma vez, e ela pode se manter nela porque tem medo de conseguir ou não suportar os prazeres que serão revelados a ela ao doar ao Criador.

Afinal, o sentimento de equivalência com o Criador traz grande prazer. E é um prazer ainda maior sentir como o Criador gosta de você, como vocês estão unidos num só. É semelhante ao prazer que um bebê experimenta ao se aproximar de sua mãe, o quanto ela gosta dele, e ele gosta dela, e do prazer mútuo.

A pessoa sente muito medo porque imensos prazeres são revelados a ela: NRNHY de NRNHY em vez de Nefesh de Nefesh. É uma Luz imensa que é revelada a partir da sensação de que ela dá algo ao Mestre, porque NRNHY nasce da doação ao Criador, que é revelado à pessoa. E é aí que todo o trabalho se concentra.

O trabalho espiritual não se refere à refeição que é organizada na mesa do rei, mas ao sentimento do Mestre, a equivalência da pessoa a Ele; é com essa apreciação. Ao tentar ser como o Mestre, eu me torno como Ele em alguma coisa. Eu aprecio não só o fato de lhe dar prazer, Seu amor por mim e meu amor por Ele, mas começo a apreciar esta própria posição, o meu status.

Isso revela uma enorme Luz e o prazer que antes não existia na criatura em suas decisões, sentimentos e reações. É por isso que eu primeiro devo me equipar com os vasos, o que é chamado de “reverência”. Caso contrário, eu não vou ser capaz de abordar corretamente nenhuma ação, e tudo o que é revelado irá desaparecer imediatamente, sem qualquer uso. Seria como se eu derramasse vinho em sacos, e imediatamente vazasse, ou derramasse farinha em barris apenas para apodrecer lá. Nada pode ser feito. Tudo precisa corresponder completamente com o outro, todo o conteúdo deve ser armazenado em sua embalagem específica.

É por isso que uma pessoa tem medo de que começar a apreciar a grandeza do Criador, o Seu amor e a reciprocidade que ela sente em dois HaVaYaH unidos: HaVaYaH da Luz direta e HaVaYaH da Luz refletida vestidos um no outro. A Luz que se revela neles nunca existiu na realidade. Se a pessoa se prepara para este julgamento, ela será capaz de revelar corretamente o status do Criador e resistir a ele em doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/13, Shamati # 38

Uma Criança Que Cresce Para A Alegria De Seu Pai

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, Artigo 53, “A Questão da Limitação”: Esta é a chamada parte principal do grau, que é o discernimento de Katnut. Esse discernimento deve ser permanente, e Gadlut é apenas um complemento. Além disso, a pessoa deve almejar a parte principal, não os acréscimos.

A principal coisa é o estado de Katnut (pequenez), Hafetz Hesed, “doar a fim de doar”, estar pronto para se contentar com menos. Ao mesmo tempo, eu não preciso sentir que me restrinjo ou que me falta algo, mas sim o contrário, eu sinto que estou totalmente satisfeito.

O estado de Katnut deve se tornar muito querido e honroso para mim. Então, a pergunta é por que deveria haver um estado de Katnut em primeiro lugar e não um ponto? Eu não quero ter nenhum volume. Eu quero ter o mínimo de espaço possível. Para existir e fazer o bem a todos em prol do Criador, eu estou pronto para encolher até um ponto e não ter nada meu.

A verdade é que esta é a abordagem correta. É a partir de tal estado que começamos a perceber e atingir a realidade espiritual, mas no momento em que começamos a pensar nisso e em como podemos dar alegria ao Criador, nós entendemos que para isso precisamos receber todos os discernimentos e desejos Dele e mudá-los de “a fim de receber” para “a fim de doar”. Assim, nós nos tornarmos um embrião espiritual que começa a crescer em volume, a fim de ansiar e se aderir ao Criador, e assim dar-Lhe alegria.

Sem isso, nós não crescemos como um embrião no ventre de sua mãe. A cada segundo, a cada movimento adicional, cada grama que o embrião coloca é apenas a fim de dar alegria ao Criador. Ele tem que sentir que está deixando o Criador feliz.

Durante o momento do nascimento, durante as dores do parto, e na fase em que o embrião inverte a cabeça para baixo antes do nascimento, ele analisa cada passo que faz para ver se está em ordem para dar alegria a quem lhe dá nascimento. Depois que ele nasce, durante o tempo de Yenika (sucção), ele continua a se desenvolver como um bebê que está nos braços de sua mãe, da mesma forma que uma pessoa está nos braços do Criador.

Ele já começa a trabalhar com os seus desejos e se limita parcialmente, mas cada ação que faz em prol da limitação ou em prol do crescimento é só para dar alegria ao Criador; é assim como uma pessoa cresce. Portanto, o ponto a partir do qual a pessoa começa a crescer quando não quer ter mais um ponto, continua sendo seu centro. Ela fica nele, não querendo mais do que a existência básica, e tudo o mais que é forçada a acrescentar a este ponto é apenas para dar alegria ao Criador. Esta é a única coisa que o motiva em todas as suas ações: em cada limitação e alegria.

Ele é realmente feliz com isso, não para o seu próprio bem, mas para dar alegria ao Criador. Com isso ele alcança a adesão ao Criador como dois amigos queridos que sentem um ao outro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/03/13Shamati # 53

No Que A Se Alma Veste?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: …apesar de vermos os corpos mudarem de geração em geração, este é apenas o caso com os corpos. Mas as almas, que são a essência do próprio corpo, não desaparecem, para ser substituídas, mas passam de corpo em corpo, de geração em geração.

“O corpo” representa o desejo de receber. Se a intenção de doar está presente nele, então, de acordo com a lei de equivalência de propriedades, a Luz se veste nele. A menor partícula elementar da Luz (o nível inicial da alma) é chamada de “Nefesh“. Em geral, a Luz que se veste num desejo corrigido pertence a um nível diferente da alma e é chamada de “Neshama“. Nós nunca revelaremos completamente as mais Luzes mais elevadas como Haya e Yechida até chegarmos ao fim da correção.

Na verdade, tudo o que existe é o vaso e a Luz. Ocorre que a Luz não pode surgir no vaso; portanto, ela “ilumina” um pouco o vaso para que ele possa permanecer vivo. Ocorre também que o vaso torna-se semelhante à Luz ao adquirir a intenção correta. O desejo de receber e a Luz são, por definição, antagônicos, já que a Luz está constantemente doando. No entanto, se acima do desejo de receber existe a intenção de doar (“fé acima da razão”, ou seja, a “Luz refletida”), então o desejo de receber se torna um pouco semelhante à Luz e, portanto, pode ser preenchido com a Luz, porque há uma conexão entre eles. A Luz que desce até o desejo de receber é chamada de “Nefesh“, “Ruach“, ou “Neshama“.

A sabedoria da Cabalá fala sobre o “corpo” corrigido do desejo de receber. Por outro lado, não há alma no nosso atual desejo, nem mesmo no nível de “Nefesh“. Nós não estamos falando de corpos físicos aqui, já que os corpos são uma parte deste mundo “ilusório”.

Os livros escritos por Cabalistas não são manuais médicos, nem são escritos como livros de anatomia. Eles falam sobre a espiritualidade e a alma. A “alma” é uma partícula do Criador, ou seja, do desejo de satisfazer e agradar. É a Luz que se veste num desejo de receber corrigido. Não tem nada a ver com os nossos desejos atuais que “alimentam” este mundo e pertencem ao nível “animal”. Não mesmo! Trata-se do nosso desejo em relação ao Criador que pertence ao nível “falante”.

Onde nós podemos encontrar esses desejos? Eles só podem ser encontrados no grupo de amigos, nunca em nossas sensações físicas. Isso explica por que devemos “pular” a fisiologia e tudo o que diz respeito ao corpo. A Cabalá não fala sobre essas coisas. Ela explora os desejos que surgem em nós quando buscamos o Criador: sejam aqueles que são desejos “bons”, de doação, ou “maus” quando “roubam” Dele.

Essas relações são muito bem descritas no exemplo do convidado e do Anfitrião. Quando eu me sento à mesa que está cheia de iguarias, não se trata do que está na minha frente, mas sim de quem é o Anfitrião. O restante refere-se ao nível “animal” e deve ser deixado nos bastidores. A questão é que eu estou sentado em frente ao Anfitrião! Como me relaciono com Ele? Como Ele se relaciona comigo? O que está acontecendo entre nós? Esta é a sabedoria da Cabalá, e tudo se refere à espiritualidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/13, “A Paz”

Da Restrição Total À Revelação Total

Dr. Michael LaitmanNosso crescimento e desenvolvimento espiritual começa com a restrição do desejo de receber, que inicialmente nos domina. No momento que tentamos nos restringir, nós entramos no estado de Ibur (gestação) espiritual, sobre o qual se diz: “Um embrião no ventre de sua mãe vê o mundo de um extremo ao outro. Há uma vela acesa acima da sua cabeça e lhe é ensinada toda a Torá”.

Isso significa que ele não está limitado de forma alguma, pois se restringiu totalmente — o pequeno desejo egoísta que ele tem nesse momento em que ele sente o mundo corporal. É porque ele não sentiu o mundo espiritual de forma alguma, mas só este mundo, a realidade fictícia, como uma pessoa que está inconsciente, alucinando. Mas quando ele restringe seu desejo de receber, ele se torna ilimitado, não precisa mais receber, uma vez que a Luz de Ein Sof (Infinito) se ilumina para ele como a Luz Circundante, que é como estar no ventre da mãe. Assim, ele atravessa os estágios de Ibur.

Depois que ele nasce, ele já começa a trabalhar com o primeiro Aviut (espessura) do desejo, em vez do Aviut no nível da raiz, e depois é limitado novamente. A Luz de Ein Sof que não fica mais fraca de forma alguma, não o alcança, pois ele não tenta totalmente se anular e aderir ao superior. Ele próprio constrói Masachim (telas) e aumenta seus desejos a fim de realmente alcançar a Luz de Ein Sof pelo seu próprio trabalho e vesti-la em seus vasos.

Agora existem diferentes limitações em seu trabalho, e a Luz ilumina apenas na medida em que ele pode recebê-la a fim de doar em seus vasos corrigidos. Portanto, diz-se que: “o Criador odeia os corpos”, ou seja, o desejo de receber. O desejo de doar, no entanto, não é mais chamado de corpo, mas alma, uma parte Divina do Alto.

Assim, há um estado em que a pessoa se restringe de modo que a Luz de Ein Sof possa alcançá-la infinitamente. Mas a plenitude está em permitir que a Luz de Ein Sof seja revelada sem quaisquer restrições por parte da pessoa. A própria pessoa tem que descobrir com a ajuda de um Masach e trabalhar no nível de Ein Sof por si mesma, de modo a atingir a plena adesão com a Luz que não está limitada por qualquer restrição.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/03/13, Shamati #15

Estou Ouvindo Você, Câmbio!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós temos que ansiar por mudanças que o Criador nos envia ao longo do caminho espiritual. Mas estas mudanças envolvem sentimentos desagradáveis. Como podemos querer isso?

Resposta: Quando os ouvidos de uma pessoa ficam entupidos, ela tem que ouvir mais atentamente: “Alguém disse alguma coisa? Será que entendi bem?”. Este é o esforço interno para ouvir aquele que se dirige a você.

Nós temos que sentir o mesmo com relação ao Criador. Algo acontece a cada minuto: alguém está olhando para mim, alguém está falando comigo, algo acontece no mundo; dentro de mim, eu tenho tido diferentes pensamentos, diferentes desejos, diferentes problemas surgem… Tudo isso é a linguagem do Criador. Ele é o único que me envia essas mensagens.

Vamos pegar um determinado objeto, por exemplo, que está sendo afetado por todos os lados por partículas no ar, por átomos. Eu também estou constantemente sob a influência do Criador. Eu só tenho que aumentar minha sensibilidade, e, em seguida, através da minha “pele” vou realmente começar a descobri-Lo; vou decifrar Sua “conversa” e entender como e o que Ele faz.

É tudo sobre a minha sensibilidade interna. Mesmo se fico cansado de sempre prestar atenção a tudo o que acontece, eu tenho que pedir tal sensibilidade. Ela vem graças aos exercícios mútuos que eu faço com os amigos, e com sua ajuda eu descubro que num determinado momento me dão diferentes oportunidades para ter um diálogo com o Criador. Se eu não as perder, há espaço para pensamentos, tudo se transforma em sentimentos e os sentimentos não vão e voltam entre nós, mas sim se tornam sentimentos comuns…

Nós temos que aplicar aqui a psicologia simples e direta, e um pouco de “contabilidade” tanto quanto seja possível: no final, é o Criador dirigindo-se a mim através de diferentes “vestimentas”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/13, “Introdução Ao Livro do Zohar

Ou Ele Ou Eu!

Dr. Michael LaitmanComo podemos aprender o que é doação? Para fazer isso a natureza plantou um desejo de desfrutar em nós através do qual podemos aprender sobre doação por sua oposição, por seu atributo oposto.

Nosso desejo de desfrutar recebe certas impressões que evocam diferentes respostas nele e imprimem diferentes buracos, rachaduras, poços e ondulações no nosso desejo. Graças a isso, o desejo começa a sentir em certa medida que estas impressões são diferentes em tamanho e caráter, e que há certa conexão entre elas que não compreendemos.

De repente, nós descobrimos que nosso desejo de desfrutar é versátil, com várias camadas, e muito complexo, e assim ele recebe diferentes impressões complexas. Desta forma, nós aprendemos sobre nossa natureza. Quanto mais nós sabemos sobre ela, mais alcançamos o atributo oposto, a natureza oposta. Afinal, todo o nosso estudo baseia-se no confronto entre dois atributos opostos: recepção e doação.

Diz-se: “E eles não terão outros Deuses diante de Mim”, o que significa que estudando justamente sobre estes “outros deuses”, nós estudamos sobre o Criador e podemos formar a Sua imagem em nós. Caso contrário, Ele não tem nenhuma imagem e nenhuma forma que nos permita imaginar alguma imagem do que Ele é, quem Ele é e como descobri-Lo.

Como podemos descobrir o que é impossível descobrir? Apenas por impressões negativas que são percebidas negativamente no desejo de desfrutar nós podemos gradualmente construir uma atitude contrária, de modo que começamos a imaginar o que é o atributo de doação. Nós não podemos alcançar isso de outra forma: nem usando nossa imaginação, nem pelos nossos sentimentos ou qualquer ação de nossa parte que podem ser diretamente adaptados a Ele.

Tudo acontece apenas devido a alguma força especial, a Luz que atua em diferentes estados e evoca respostas diferentes em nós. Nosso trabalho é atribuir tudo à força superior, à medida que determinamos que “não há outro além Dele”. Isso, no entanto, encontra grande resistência por parte de nosso desejo de desfrutar, que até então pensava que não há nada além de si mesmo e agora tem que se contentar com isso. Um anula o outro, o que significa que um argumento surge: quem vai governar?

Ambas essas afirmações anulam uma à outra: é Ele ou eu! Este conflito é a base de todos os nossos estados. Nós não devemos ter medo de ficar entre esses dois lados opostos e lidar com os dois domínios insolúveis, para suportar, aceitar, se render, mas alcançar e justificar, entender e assemelhar-se à força de doação. Se a pessoa não foge deste esclarecimento, mas consegue trabalhar sob as condições desta separação, as opiniões conflitantes e sentimentos, se ela não conta com sua mente animal e não foge do campo de batalha, ela recebe uma nova mente e sentimentos desde Cima. Nesse caso, ela adquire uma forma semelhante ao Criador.

Até então, é impossível entender o que é doação. Quando a pessoa finalmente a alcança, isso se chama ajuda do Criador, um achado. A pessoa que aceita todas as formas de trabalho que lhe são dadas e abaixa sua cabeça, sem seguir sua própria mente, que parece entender e determinar tudo, então ela consegue. O principal é, como se diz, não acreditar em si mesmo até o dia da morte, ou seja, a morte do seu ego. Depois disso você já adquiriu fé.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/13, Shamati #15

Como Massa Nas Mãos De Um Padeiro

Dr. Michael LaitmanNós constantemente passamos por estados opostos, já que, basicamente, há um desejo de receber com toda a sua atitude, compreensão e sentimento egoísta. O desejo do Criador, no entanto, é o desejo de doar, e este é oposto ao nosso desejo.

Nós não sabemos o que este atributo oposto significa para nós; nós não o conhecemos. Nós só sentimos como ele age em nós, mesmo que não saibamos o que é e quem é. Nós ainda temos que esclarecer isso. É por isso que este mundo foi criado, onde em vez do Criador estamos rodeados por diferentes formas e criaturas que aparentemente nos influenciam em vez Dele.

Nós temos que mostrar compreensão para com elas; que não são elas que agem em nós, mas sim a força superior que está por trás de tudo isso, voltando-se para nós através de pessoas diferentes ou através de diferentes eventos na vida. Eu tenho que aceitar essas ações e essas influências como essenciais, a fim de me moldar, como massa de pão e criar a forma correta que está pronta para ser cozida.

Se eu aceitar essas coisas e tentar encontrar forças para lidar com a obra do Criador em mim, eu começo a conhecê-Lo por meio deste trabalho, e as Suas mãos que me abraçam como massa de pão.

Assim, eu passo por duas fases: primeiro eu concordo e estou pronto que Ele deve realizar todo o trabalho necessário em mim. Eu sinto a forte pressão de Suas mãos em mim, como num pedaço de massa, até que Ele me molda corretamente, na forma de doação, o nível de Bina, “doar a fim de doar”.

Eu estou pronto para qualquer coisa, desde que o Criador me molde a partir disso. É muito difícil para mim, pois, à medida que Ele trabalha em mim, Ele aplica uma forte pressão. Então eu quero continuar, mesmo com o estado de “receber a fim de doar”, para ascender e crescer como fermento. Isso significa que o desejo de receber em si já participa deste movimento e anseia pela forma que o Criador lhe molda. Assim nós alcançamos uma equivalência de forma com o Criador. “Doar a fim de doar” é chamado de “Matzah“, e “receber a fim de doar” é chamado de “Hametz” (comida fermentada), o verdadeiro pão que em sua forma corrigida se junta à forma do Criador, que é impressa na criatura.

Mas, primeiro, todo o nosso trabalho é aceitar todas as formas que vêm até nós que imprimem o atributo de doação em nós, e aceitá-las como desejáveis. A fim de fazer isso, devemos usar a ajuda do ambiente tanto quanto pudermos, e todos os meios que foram dados a nós para nos preparar para receber a doação do Criador, Seu trabalho sobre a pessoa.

Pode parecer à pessoa que ela faz isso, mas se ela não usa o apoio externo destinado especialmente para isso, então é apenas uma ilusão de que ela está avançando para aceitar as formas superiores. Na verdade, ela ainda não está pronta para se tornar um embrião espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/13, Shamati # 15

Shabat Eterno

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o “shabat eterno”, sobre o qual se diz que tudo será no sétimo dia?

Resposta: O “shabat eterno” representa a adesão completa entre o Criador e a criatura. Este é um sentimento de correção completa.

“Descanso eterno” significa que você não tem nada para lutar, mas tem muito trabalho no constante anseio positivo pelo Criador. Este anseio não é resultado da carência, mas devido à revelação de uma maior perfeição.

Nós não temos nenhuma ideia de como isso é possível. Como eu posso seguir em frente sem usar a perna esquerda? É como se uma perna do meio surgisse, e você só andasse para frente na revelação do Criador.

Isto é, você avança em direção a Ele não porque se corrige e se dirige a Ele, mas porque Ele se revela cada vez mais, e você entra Nele cada vez mais. Este é o sistema.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/13