Textos na Categoria 'Educação'

Mente E Sentimentos: O Que É Mais Importante?

024Pergunta: Você disse que até os 13 anos, uma pessoa percebe o mundo apenas em sentimentos. A mente liga depois dos 13 anos, quando consegue analisar tudo o que sentia antes?

Resposta: Aproximadamente, hoje em dia, pode não ser aos 13, mas aos 25 porque a geração atual está em atraso no desenvolvimento. Isso é notado por todos: psicólogos, sociólogos, estatísticas e pesquisas.

Nossa geração é mais infantil. Os jovens querem ficar em casa, não querem constituir família e assumir responsabilidades; eles preferem sentar em um café, enterrados em seus telefones.

Comentário: De acordo com o nosso desenvolvimento, cada pessoa é, em princípio, uma criança. Ela não percebe o mundo com sua mente.

Minha Resposta: Percebemos tudo através dos sentimentos, embora não possamos admitir para nós mesmos, não entendemos porque nossa matéria é o desejo de desfrutar, de ser preenchido.

Portanto, antes de tudo, somos sensores sensoriais, e só depois tomamos consciência do que sentimos. Nossa consciência é secundária, e a matéria, que são os sentimentos, é primária.

Nossos sentimentos nos controlam tanto e dominam nossa consciência que simplesmente não percebemos esse fato, não o reconhecemos. Não podemos sair disso, observar de fora e investigar. Eu nem estou tentando explicar isso para as pessoas.

Somente aqueles que começam a adquirir um segundo sentimento, a qualidade de doação em vez da qualidade de recepção, podem calcular, perceber, avaliar e pesar até que ponto estão na qualidade de recepção e, de acordo com isso, como podem controlar e avaliar a si mesmos, e assim por diante.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Mente e Sentimentos – O Que é mais Importante?”, 07/10/13

A Escola Foi Criada Pelo Diabo?

547.03E eles criaram a escola do jeito que o diabo havia ordenado. Uma criança ama a natureza, mas eles a trancaram dentro de quatro paredes. Uma criança não pode ficar quieta sem se mexer, mas eles a forçaram a ficar quieta. Ela adora trabalhar com as mãos, mas eles começaram a lhe ensinar teorias e ideias.

Ela gosta de falar, mas mandaram que ficasse calada. Ela se esforça para entender, mas lhe foi dito para memorizar. Ela gostaria de pesquisar e buscar conhecimento por conta própria, mas foi dado a ela de forma pronta.

Então as crianças aprenderam o que nunca teriam aprendido em outras circunstâncias. Elas aprenderam a mentir e fingir (Adolphe Ferrière, um dos fundadores do Movimento de Educação Progressista).

Minha Resposta: É tão preciso hoje.

Pergunta: Por que eles pegaram esse pássaro livre, uma criança, e o colocaram em uma gaiola?

Resposta: É porque para vocês, adultos, isso é mais simples e claro. Pressionar uma criança à força e fazê-la ficar em nossos quatro cantos, e isso é tudo.

Pergunta: Então o que estamos tirando dela?

Resposta: Tiramos o livre desenvolvimento de sua alma, coração, mente e até mesmo desenvolvimento físico.

Pergunta: Você acha que isso é a coisa mais importante para uma pessoa?

Resposta: Acho que uma criança deve crescer livre. Ou seja, ela deve sentar e ouvir os adultos, mas tem que ser interessante para ela.

E ela deveria passar mais tempo ao ar livre com seus amigos. Simultaneamente com amigos e um professor. Sair para o campo, mexer em alguns carros e máquinas grandes, e outras coisas assim. Crie uma criança de acordo com seus próprios caminhos.

Pergunta: Você acha que isso é mais importante do que, digamos, sentar com ela e estudar física ou álgebra?

Resposta: Não adianta. Apenas alguns passam por isso e apenas porque querem ser melhores que os outros.

Pergunta: Então, você está menos interessado em conhecimento?

Resposta: Certo. Não precisamos.

Pergunta: Então, o conhecimento, muito menos. E o que você acabou de propor, o que é isso? Isso liberta uma pessoa? O que isso dá a ela?

Resposta: O que estou propondo desenvolve a criança através do curso natural de suas atividades. Nesse caso, ela inventará todo tipo de coisa. Não alguns aviões ou helicópteros, mas naves espaciais! Com base em princípios completamente diferentes, aqueles que presumimos serem usados por alienígenas. E assim por diante.

Então, essa liberação vai dar liberdade às ideias, e ainda não sabemos o que uma criança tem dentro. Há mundos inteiros nela.

Pergunta: Você fala de liberdade; quais são os princípios dessa liberdade para uma criança?

Resposta: Os princípios desta liberdade são o livre contato com a natureza, discussões, conclusões e debates com adultos e pares. Tudo isso é muito necessário para o seu bom desenvolvimento. Caso contrário, você está simplesmente colocando-os dentro de um quadrado ou cubo, e eles não podem sair dele pelo resto de suas vidas, você restringe seu pensamento.

Pergunta: E você interrompe todo esse progresso com isso?

Resposta: Sim.

Pergunta: O que isso exige dos professores?

Resposta: Exige que os professores se tornem diferentes – não como os professores que temos hoje. Temos que refazer tudo isso ao longo de muitos anos. Mas então, obteremos resultados completamente diferentes.

Pergunta: Ao perceber isso, chegaremos um dia ao fato de que precisamos mudar tudo? A Secretaria de Educação…

Resposta: Através de uma grande revolução.

Comentário: Você entende que isso inclui tudo – todo o sistema burocrático.

Minha Resposta: Tudo!

Comentário: Os burocratas irão rejeitá-lo.

Minha Resposta: Não estou falando se eles querem ou não, se devemos lutar por isso ou não. Eu não estou ligando para nada.

Pergunta: Então, como isso vai acontecer?

Resposta: Não sei. Eu simplesmente falo sobre o que é verdade.

Pergunta: Nosso pensamento pode ser tomado e mudado de cima?

Resposta: Tudo é possível de cima. E por “de cima”, não me refiro ao governo.

Pergunta: Então, a força superior pode simplesmente transformar nosso pensamento?

Resposta: Sim.

Pergunta: Em que circunstâncias ela fará isso?

Resposta: Não posso afirmar isso com total confiança, mas me parece que é quando ficarmos completamente desiludidos com o que temos.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 29/09/22

Objetivo Da Correção

962.3Pergunta: Digamos que uma pessoa cometeu algum tipo de ofensa. Como podemos ajudá-la? Devemos moralizar? Afinal, existem muitos métodos.

Resposta: Podemos ajudá-la atraindo-a para nós e nos conectando com os outros. Devemos atraí-la para nós para estar na equipe e interagir com todos. Precisamos tentar adaptá-la a isso, e isso é tudo.

O que não está claro aqui? Todas as pessoas que lerem meu blog ou me ouvirem entenderão imediatamente essa verdade elementar.

Eu deveria pisoteá-la na lama? Com isso não a estou corrigindo. Eu tenho que visar a correção! E o que pode ser, senão o retorno do filho pródigo de volta à mãe natureza integral e perfeita?

De KabTV, “Eu Recebu uma Chamada. O Castigo Perfeito”, 10/10/13

Pais, Por Que Vocês Me Geraram?

565.01Comentário: Uma menina processou seus pais porque ela nasceu sem seu consentimento. Como se ela pudesse de alguma forma concordar. E no começo ela até ganhou o tribunal.

Abaixo, cito esta jovem a partir de seu post no Instagram:

“Há alguns meses, processei meus pais por me terem sem minha permissão. E eu ganhei. Então o tribunal ordenou que eles me pagassem US$ 5.000 por mês para cobrir minhas despesas básicas. Bem, eles foram e tiveram que apelar. Então agora eles não precisam me dar nenhum dinheiro. E agora eu tenho que arrumar um emprego. E estou percebendo, como não tenho nenhuma experiência de trabalho ou educação superior, nenhum lugar está me pagando US $ 5.000 por mês. Então, como diabos eu deveria pagar minhas contas? … Não tenha filhos se não quiser sustentá-los”.

Minha Resposta: Ela está parcialmente certa. Só depende de quanto e até que idade ajudar. Porque se você gera alguém, você assume a responsabilidade.

Comentário: Mas ela é uma garota crescida. Alguém que pode estudar e trabalhar um pouco. Mas esta é a relação com o mundo em que uma pessoa simplesmente não quer estar.

Minha Resposta: Eu a entendo. Se ela realmente não quer se relacionar com o mundo e lamenta que existir, suas reivindicações contra seus pais, em geral, podem ser compreendidas.

Pergunta: Quais são essas alegações contra os pais?! Eles a apoiaram como puderam. E em algum momento eles pararam de apoiá-la. Ela tem que apoiá-los em algum momento. Que tipo de reivindicações são essas?!

Resposta: Mas depende da sociedade, da educação.

Comentário: Muitas pessoas têm essa pergunta: “Por que nasci?” Algumas fazem afirmações aos pais: “Por que vocês me geraram?” e outras fazem a pergunta: “Por que nasci?” Você está sempre defendendo que essa questão surja em uma pessoa.

Minha Resposta: Claro. Para que uma pessoa descubra explicitamente para que nasceu.

Pergunta: E para quem se deve enviar essa pergunta?

Resposta: Para si mesmo. Quem mais? O que os pais sabiam sobre isso? Também nada. E eu não sei nada. Eles não têm perguntas, mas eu tenho. Então vá e descubra.

Pergunta: Se eu me fizer essa pergunta, posso encontrar a resposta em mim mesmo?

Resposta: Sim. Você pode encontrar essa resposta apenas em si mesmo.

Pergunta: E como será?

Resposta: Tudo o que você vai encontrar. Procure o sentido da vida.

Pergunta: Quando uma pessoa se faz essa pergunta e, por exemplo, uma resposta lhe vem, em que ponto ela tem certeza de que esta resposta está correta? Uma pessoa tem essa confiança?

Resposta: Deixe-a procurar. E ela selecionará todas as perguntas e respostas possíveis que terá ao mesmo tempo e chegará a algo interessante.

Comentário: Se uma pessoa, por exemplo, não está procurando uma resposta para essa pergunta, mas simplesmente vive nessa vida e pronto. Ela não tem esses altos e baixos.

Minha Resposta: Se não, muito bem, deixe-a viver tranquilamente. Uma pessoa que procura uma resposta em si mesma, por outro lado, tem realmente um desejo, uma necessidade urgente, de descobrir sobre si mesma, sobre sua história, seu destino: de onde sou, onde estou, o que sou, e assim por diante.

Pergunta: Você aceita isso?

Resposta: Claro. Ela pode se tornar um humano, isto é, pode entender: para que está aqui e que tipo de segredo está nela.

Pergunta: Uma pessoa feliz para você é aquela que sente altos e baixos, descidas e subidas, em busca do sentido da vida. Grandes subidas e grandes descidas?

Resposta: Sim. Mas ela é um ser humano.

Pergunta: E esta é uma pessoa feliz?

Resposta: Não sei se ela é feliz.

Pergunta: E quando ela será feliz?

Resposta: Quando chegar ao seu âmago: para que ela existe.

Pergunta: A felicidade pode ser permanente se ela chegar a esse núcleo?

Resposta: Sim, então ela estará em constante felicidade. Porque ela se fundirá precisamente com a pergunta e a resposta que se fez.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 18/08/22

Ao Contrário Da Natureza Egoísta

224Pergunta: Por que existe tal coisa na natureza que se uma pessoa comete algum tipo de ofensa, ela deve ser punida?

Resposta: Não é punição, mas correção. Só as pessoas se punem assim; a natureza pune de acordo com seu programa; portanto, isso é chamado de correção. Desta forma, ela o incita a fazer o que você ainda não fez.

Comentário: Estou perguntando sobre a natureza de uma pessoa, sobre seu desejo de punir os outros. Se ela fez algo, deve ser punida, presa e linchada.

Minha Resposta: É assim que a natureza egoísta de uma pessoa se manifesta: para prejudicar os outros. Afinal, de acordo com isso, me sinto bem porque vivo constantemente me comparando com os outros.

Pergunta: Como deve ser?

Resposta: No final, deve haver um sistema completamente diferente, com apenas assistência mútua em complementação mútua até o nível do Criador, conexão e garantia mútua, porque somos todos partes de uma alma.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Punição Ideal”, 05/10/13

Por Que Não Nos Lembramos Da Nossa Primeira Infância?

628.2Pergunta: Sabemos que o nascimento é um evento muito emocional e poderoso para uma criança. Depois de um tempo, ela já pode ver, ouvir, cheirar e sentir. Mas ninguém se lembra desse evento.

Não só não temos lembranças do nascimento em si, mas também dos dois primeiros anos de nossa vida, quando aprendemos a andar, conhecer mamãe, papai, família, o ambiente e proferir nossas primeiras palavras.

Lembramos mais ou menos de todos os nossos surtos emocionais na vida, nós os sentimos, mas não nos lembramos disso. É como se esse período estivesse isolado de nós. Por quê?

Resposta: Uma pessoa começa a se sentir na idade em que realmente se torna humana. Isso na idade de 12 a 13 anos, talvez até um pouco mais tarde.

Pergunta: De que sentimentos você está falando? Por exemplo, lembro-me de mim aos quatro anos de idade.

Resposta: Sim, isso é verdade, mas não é um sentido do seu “eu”. É uma sensação que eu existo, e você se lembra de algumas fotos, algumas cenas daquela época.

Pergunta: Você está dizendo que o “eu” cresce em uma pessoa e em algum momento ele diz: “De agora em diante, você vai se lembrar de tudo”? E o “eu” que estava lá quando eu era pequeno ainda não era o “eu”?

Resposta: Isso.

Pergunta: Quando meu “eu” é revelado, o que isso significa? O que ele exige? Por que essas cores brilhantes de repente começam a aparecer?

Resposta: É quando há conexão com outras pessoas e principalmente atração hormonal (dos 13 aos 14 anos). Então a pessoa começa a se formar completamente. Todos os seus níveis, por assim dizer, já estão incluídos na consciência do mundo e de si mesma.

Pergunta: Por que esse “eu” se manifesta em uma pessoa e começa a levar adiante?

Resposta: Para que ela se corrija e se eleve. Para que ela entenda para que existe. A partir deste momento, você já pode começar a trabalhar com uma pessoa.

Pergunta: Para uma pessoa comum, o “eu” é algo completamente diferente?

Resposta: É porque não estamos sendo ensinados!

Eu também não fui ensinado. Mas lembro-me de me perguntar: “O que vem a seguir?” E não há nada. Isso é tudo. Em seguida, você irá para a escola, para a faculdade e assim por diante.

Como eu não tinha resposta para essa pergunta, não queria estudar e não queria nada. Muitas vezes eu estava em um estado de apatia.

Pergunta: Foi porque não havia resposta? A resposta surgiu desse “eu” que exigia crescimento?

Resposta: Claro. Para que eu vivo e por quê? Foi uma sensação terrível de que é inútil e você está sendo forçado.

Pergunta: De fato, nossa vida é a formação desse “eu”? Em que esse “eu” se transforma? Em que se transforma?

Resposta: Transforma-se em indiferença, em apatia. Ele existe porque você existe. Tem gente que não percebe. É bom para elas, elas ficam felizes em viver, adquirir, construir, parir, e assim por diante. É assim que a vida continua para elas.

Pergunta: Existe uma conexão entre este “eu” e aquela força superior de que você está sempre falando?

Resposta: Sim. Na pergunta: “Para quê?” Essa pergunta é transmitida de cima para todos, mas em pequenas doses. Aquele em quem essa pergunta surge seriamente, aparentemente pode desenvolvê-la e receber respostas.

Pergunta: Podemos pensar e fantasiar sobre isso que esses “fios” existem acima e vêm de cima para o “eu” de uma pessoa?

Resposta: Sim.

Pergunta: Como uma pessoa pode determinar quando e qual “eu” jogará, quando e qual “eu” saltará?

Resposta: Para fazer isso, você precisa revelar sua alma, ou seja, toda a sua conexão com o grau superior. Então você saberá por que está sendo puxado dessa maneira e não de outra.

Pergunta: Exatamente neste momento?

Resposta: Em tudo.

Pergunta: Está programado qual “eu” saltará e qual ficará um pouco embotado?

Resposta: Absolutamente tudo.

Pergunta: Isso significa cada “eu” de todos os oito bilhões?

Resposta: Claro! O início da criação, o fim da criação e seus estados intermediários – praticamente todos eles são conhecidos de antemão. Apenas uma coisa é desconhecida: como uma pessoa em sua manifestação de livre-arbítrio implementa sua participação pessoal em tudo isso.

Aqui, a implementação não é prescrita com antecedência, mas é dada a uma pessoa

Pergunta: Isso significa que, de fato, algo ainda depende da pessoa?

Resposta: Sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 18/08/22

Upload Dos Programas Espirituais

294.2No programa colocado em uma pessoa pelo Criador, há uma grande parte chamada “erros do passado”, ou seja, a área de sucessos e fracassos sensoriais, sociais, pessoais e familiares. Você pode imaginar o que é carregado em uma pessoa?! É um mundo que uma criança não tem, uma enorme parte do universo em que existe um adulto.

É impossível dar a uma pessoa uma injeção tal que ela imediatamente, como em um filme de ficção científica, “Oh-oh-oh!” e pronto, ela já está no mundo superior. Isso não existe.

Ela precisa passar por tudo isso, armazená-lo em si mesma, fazer uma atualização e recarregar tudo. Ela deve viver todos esses estados, sentir os opostos, tentar fazer isso sozinha sem o Criador ou com o Criador, com um determinado ambiente ou sem eles, tropeçar, levantar e assim por diante. A cada passo, a cada um recebido. E desses bilhões de passos, uma oportunidade é criada em uma pessoa – apenas uma oportunidade! – para começar a sentir outro estado, outro universo.

Ela entra nesse sentimento gradualmente; revela-se um sentimento que antes não existia! Ela existe aqui e em outra dimensão. E agora esta dimensão está sendo revelada! Para que ela comece a se abrir, preciso criar em mim enormes reservas internas, oportunidades, sensações, acúmulos de todos os tipos de pensamentos e sentimentos.

Assim começo a entrar na percepção de novas conexões, de um novo mundo. Eu vejo de uma forma completamente diferente. Vejo seu lado oposto, de onde é controlado e como tudo funciona. Meu mundo fica pequeno, estou entrando no sistema de gestão, e isso está se tornando importante. E todo esse mundo e todas essas nossas interações animadas, pequenas e instintivas simplesmente perdem sua importância.

Meu corpo animalesco permanece em conexão com os outros, temporariamente, por enquanto, para contatar os outros através dele e ajudá-los também a entrar neste novo universo, nesta dimensão. E assim que todos nos afastamos desse campo, no qual pastamos como pequenos animais, e entramos com nossas sensações em um novo estado, em uma nova dimensão, o mundo material simplesmente desaparece.

Ele não existe mesmo agora, como tudo o mais, porque existe apenas em nossa consciência, que se eleva completamente ao próximo nível. E junto com a área das novas relações humanas, também surgem nossas sensações animadas, vegetativas e inanimadas, ou seja, todo o nosso mundo.

Mas é impossível fazer isso de uma vez, como algum tipo de injeção e uma pessoa já está na próxima dimensão. O programa precisa entrar em nós gradualmente e ser adaptado por nós. Devemos aceitá-lo, senti-lo, unir-nos a ele e sentir como somos como um todo.

Isso requer implantação consecutiva e voluntária neste programa porque é contra nossa natureza egoísta. É nisso que consiste o nosso trabalho.

De KabTV, “Eu Recebi uam Chamada. Veja O Que Não Existe”, 30/08/13

A Vantagem Da Educação Integral

269Há um grande número de profissões desnecessárias no mundo. Uma pessoa deve ser libertada delas; caso contrário, ela poluirá completamente a terra. Ela deveria estar passando por uma educação integral.

Estima-se que 75% dos trabalhadores estão envolvidos em trabalhos completamente desnecessários. Seria muito melhor se mais de 90% da população mundial parasse de fazer qualquer coisa e simplesmente se sentasse e consumisse. Tanto as pessoas quanto o meio ambiente estariam em melhor situação.

Portanto, o método de educação integral é urgentemente necessário para colocar a economia em ordem, para torná-la normal, econômica e libertar as pessoas para o que é realmente necessário.

Nossa conformidade com a natureza, que pode ser alcançada pela educação integral, colocará toda a natureza e nós em ordem, significado em harmonia, e todos os problemas que vemos no mundo hoje e chamamos de crise se tornarão realmente o nascimento de uma nova humanidade. Em princípio, o verdadeiro significado da palavra “crise” é nascimento, e não algo negativo que entendemos por este termo.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Invista uma Parte de Si Mesmo”, 24/08/13

“Como Ensino Meus Filhos A Aceitar O Fracasso?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Como Ensino Meus Filhos A Aceitar O Fracasso?

Suponha que encontremos o fracasso. O grupo de Michael jogou contra o grupo de Oren e perdemos. Então sentamos e conversamos sobre isso, entendendo que estávamos fracos e perdemos, sem chorar por isso. Podemos sentir alguma dor ou chorar internamente, mas tentamos entender por que perdemos. É bem complicado e leva tempo.

No início, pode haver gritos, berros e culpas, mas depois chegamos a um estado em que perdemos, e agora? Jogamos fora ou continuamos? Nessa conjuntura, precisamos aprender e absorver exemplos daqueles que tiveram sucesso e lidaram com o fracasso, e existem vários filmes e livros sobre esse tema. Aqueles que alcançam o sucesso passaram por grandes crises, ficaram desapontados, enfrentaram exploração e outros enfeites.

Decidimos então que agora queremos aprender com nosso fracasso e buscamos como podemos superar tal estado. Nesse ponto, aprendemos o que estava errado, o que devemos corrigir, como nos corrigir e como estudar nosso oponente. E se discutirmos tal fenômeno em termos de nossos traços internos, cada um de nós aprenderá sobre nossa natureza egoísta que está por trás de todo fracasso e perda e, ao fazer isso, nos preparamos para nossa próxima batalha.

Baseado no vídeo “Como Ensinar um Grupo de Crianças a Lidar com o Fracasso” com o Cabalista Dr. Michael Laitman. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

Como Controlar A Dor

294.4Comentário: Sabemos que a empatia é a capacidade de sentir o mundo do outro como nosso. Somos literalmente capazes de sentir a dor de outra pessoa. Os psicólogos afirmam que, se sentirmos dor empática por muito tempo, muitas vezes ficamos emocionalmente exaustos.

Isso acontece com os bombeiros, com quem trabalham nos serviços de emergência, etc. Dizem que pela empatia passamos a sentir a dor do outro. No entanto, também sentimos a dor de outra pessoa por meio da compaixão, mas, nesse caso, podemos lidar com isso. Isso porque a compaixão vem com o amor. Essa é toda a diferença entre os dois.

Minha Resposta: Correto.

Comentário: A definição oficial de empatia é a capacidade de se identificar com as emoções do outro, mas a compaixão é definida como simpatia pelo sofrimento do outro.

Minha Resposta: É como entrar no mundo de outra pessoa e sentir sua experiência.

Pergunta: Como podemos facilitar isso dentro de nós mesmos? Pelo que entendi, se esse sentimento fosse fomentado, viveríamos como se estivéssemos em um mundo diferente.

Resposta: Sim, nós o alimentaríamos. Eu acho que é possível. Nós simplesmente não estamos envolvidos neste processo. Geralmente, as pessoas com idades entre 13 e 14 anos podem ressoar plenamente com o sofrimento de outra pessoa. Então elas precisariam ser mais educadas sobre isso.

Comentário: Isso, é claro, mudaria drasticamente o mundo.

Minha Resposta: Claro, sem dúvida.

Pergunta: Então, é possível nutrir a compaixão em uma pessoa?

Resposta: A compreensão da compaixão pelos outros pode ser ensinada para que a pessoa entenda como lidar com isso. Tanto que, por meio dessa compaixão pelo outro, ela pode compartilhar o sofrimento do outro, tomando-o parcialmente para si e, assim, neutralizar o sofrimento dele.

O fato de você neutralizá-lo envolvendo-se com ele, simpatizando e sendo compassivo, você gradualmente quebra seu sofrimento em várias partes menores e, ao fazer isso, traz alívio. Da mesma forma, você pode trazer o mundo inteiro ao equilíbrio e a um estado de ser interior que você pode chamar de bem-aventurança.

Pergunta: Então, a compaixão compartilhada entre todas as pessoas na Terra levará a um estado de bem-aventurança no mundo?

Resposta: Sim. Isso é exatamente o que temos que alcançar em nossa conexão. Caso contrário, temos alguns problemas muito sérios pela frente. Isso ocorre porque o ego continua a crescer e a luz superior é revelada ainda mais em relação ao ego. Ou seja, vamos sentir uma pressão maior em relação ao nosso ego, de tal forma que, se não encontrarmos uma maneira de unir e compartilhar tudo isso entre nós, não conseguiremos tolerar.

Pergunta: A compaixão é essencialmente a base do que você menciona o tempo todo: unidade, conexão, pensamentos positivos e boas conexões?

Resposta: Sim. Praticamente falando, não é nem mesmo compaixão. É a divisão de todo o enorme sofrimento, os opostos de um enorme desejo e uma enorme luz que deve preencher esse desejo, e a ausência de uma intenção “não para você” que permite preencher o desejo de luz.

Pergunta: Então ele só pode ser preenchido se minha intenção for para o bem dos outros?

Resposta: Sim. É por isso que precisamos desse equilíbrio aqui. Tudo isso só pode ser realizado se aprendermos a ser compassivos, a dividir a diferença entre realização absoluta e vazio absoluto entre todas as pessoas.

Obviamente, ninguém será pior neste caso. Mas se quisermos dividir dessa forma, a própria diferença desaparecerá. Esse é o ponto principal dessa notável qualidade de unificação.

Pergunta: E neste ponto, é correto dizer que o estado de bem-aventurança virá?

Resposta: Sim. Então esse sentimento de contradição, de impossibilidade e de grito interior transforma-se em saciar, em algo além do corpóreo, em prazer. Nesse ponto, não há diferença entre grande dor e grande prazer. Lá eles se conectam.

Pergunta: E o que a dor se torna neste caso?

Resposta: Prazer, porque você os equilibrou.

Pergunta: Isso é muito elevado.

Resposta: É assim que funciona em um nível superior.

Pergunta: A dor nos é dada para transformá-la em prazer?

Resposta: Sim, claro.

Pergunta: E a maior dor, como resultado, acaba sendo o maior prazer?

Resposta: Sim. Se você souber equilibrar esses opostos, terá prazer.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 06/06/22