Textos na Categoria 'Educação Integral'

O Amor Conquista Tudo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a dinâmica de grupo e a interação das pessoas, apesar de uma atmosfera singular, várias formas de tensão emocional também surgem: o ódio e muitos  outros conflitos…

Resposta: Eu acho que tudo isso será revelado cada vez mais, visto que para alcançarmos a concordância e o equilíbrio com a natureza e entre nós, vamos precisar de um egoísmo continuamente maior, na medida em que vamos penetrar em camadas mais profundas da nossa interconexão com a natureza. Ao nos elevarmos acima dele, unindo-nos acima de uma resistência tão grande, nós poderemos alcançar uma pressão maior, uma maior emissão de energia e uma maior revelação das partes internas da natureza.

Em nossa interação mútua, o egoísmo desempenha o papel de um resistor, uma resistência elétrica que fica entre nós. E quanto maior essa resistência, mais energia é produzida ali.

Portanto, a revelação do egoísmo deve tornar-se cada vez maior, e a oposição deve se tornar maior e mais viva. Conforme ascendemos sobre o egoismo, nós penetramos  profundidades maiores da natureza. Este é o nosso instrumento, com a ajuda do qual vamos sentir a natureza subjacente devido ao surgimento de um ódio continuamente maior, uma incongruência, mal-entendidos entre nós, que nos separam em todos os níveis e em cada ocasião.

Se nos unirmos apesar de tudo, a nossa união acima da resistencia se transformará no próprio intrumento que nos colocará em harmonia com a natureza. Isto é, a nossa harmonia vai ser construída em nossa conexão integral com a natureza, enquanto que a profundidade da nossa união com ela, a nossa penetração dentro dela, vai depender da força da resistência que superarmos entre nós.

Da “Palestra sobre Educação Integral” 12/12/11

O Benefício Inestimável das Excursões

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que outras secções estão incluídas no curso de educação integral?

Resposta: A parte mais importante nos nossos estudos é perceber, em teoria e prática, a integração de todas as pessoas entre elas próprias, independentemente da idade ou género: homens, mulheres, e crianças. Estudos, treinos psicológicos, levar esta mensagem às massas e a grupos menores, e a criação de novos meios de comunicação social que eduquem uma pessoa em fez de a deformarem, tudo isto deve ser o nosso curso prático principal e primário.

Os outros cursos que discutimos também incluem estudos práticos com crianças e adultos, conduzidos por um psicólogo. Mas os cursos mencionados acima são os principais.

Também incluídas como componente principal na educação das crianças estão as excursões a fábricas, planetários, e outros locais. Introduzimos as crianças à agricultura e ao reino animal para lhes mostrar como a natureza existe na sua forma pura, por que os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza se desenvolvem da forma como o fazem em relação a uns e outros. As ferramentas que usamos para este fim incluem filmes educacionais, excursões às florestas, ao lago, ao mar, e por aí fora ,com explicações e conclusões muito precisas e correctas sobre a integração e a interconexão na natureza.

Depois continuamos com o estudo da sociedade humana: como ela evoluiu da parte animal da natureza, saiu das grutas, desceu das árvores, e o que alcançou no seu desenvolvimento, isto é, o que construímos para nós próprios para substituir as tocas que eram as nossas casas, as empresas que fundámos para não ter nunca mais de caçar mamutes, e como estabelecemos a nossa assistência e suporte interligado, mútuo. Nós estudamos a estrutura de todo o tipo de instituições médicas, financeiras, industriais, e de pesquisa, como a oferta e a procura funcionam, e como a humanidade está conectada através de todos estes sistemas. E, com certeza, estudamos o universo.

Nos nossos esforços para examinar a vida e o mundo, conduzimos excursões muito sérias, e não apenas para crianças. Nós vemos como as excursões expandem a perspectiva das crianças e as transformam em adultos pensadores. Depois de cada excursão pedimos às crianças que façam um relatório: onde elas foram, o que elas viram, e porquê as coisas funcionam desta ou daquela forma. Isso é seguido por uma discussão. Todas estas coisas juntas asseguram um olhar muito completo do material. Uma excursão por si mesma não pode acontecer mais do que uma vez por semana porque leva tempo para discuti-la, escrever composições sobre os assuntos, e por aí fora.

O mesmo se aplica aos adultos, que são também da opinião que pastéis nascem nas árvores, ou seja, que não estão familiarizados com processos de produção e não fazem idéia do que a humanidade faz por eles. Excursões para adultos também levam à integralidade e interdependência, razão pela qual o entendimento de que você existe graças ao mundo inteiro que trabalha para o seu benefício é crucial do ponto de vista da educação, suporte moral, e o sentimento de cooperação. Se nós apresentamos esta informação à pessoa desta forma, a sua perspectiva de tudo no mundo muda drasticamente.

A parte mais importante que vem destas excursões é que então nós analisamos se precisamos desta empresa em particular ou não, se é uma necessidade ou um prazer sem o qual podemos viver sem ser à nossa custa, mas simplesmente porque não iríamos ter saudades dela se fosse abandonada. Assim nós ensinamos gradualmente à pessoa a prestar mais atenção ao mundo interior, e não ao exterior.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

Os Elementos De Uma Realidade Integral

Dr. Michael LaitmanPergunta: A psicologia comportamental fala do chamado “triângulo de compreensão mútua”.  Dois de seus cantos representam a comunicação e a empatia, e o terceiro é a realidade compartilhada. Na educação integral a comunicação é conduzida num círculo. Do ponto de vista da psicologia comportamental, supõe-se que no processo de crescimento da compreensão mútua, a empatia também aumente. Agora, surge uma pergunta: essa própria integralidade é uma realidade compartilhada?

Resposta: Nós temos que existir dentro dela. Não dentro de nós mesmos, mas fora do eu, dentro desta realidade compartilhada que nós criamos, porque isso é exatamente o que significa a realidade objetiva. Tudo o que existe dentro de mim é subjetivo, isto é, pura mentira. Eu minto para mim mesmo sobre a construção do meu próprio eu. Esse mundo é totalmente irreal, inventado por mim.

Às vezes, eu estou conversando com alguém e admiro como nós percebemos o mundo de forma diferente. Eu estou falando de uma coisa, e ele vê uma imagem completamente diferente e fala sobre outra coisa. Ele é totalmente sincero, assim como eu, porque cada um de nós vem de suas próprias sensações.

Assim, é necessário subir mais alto, no desejo comum, na mente comum, no coração e no cérebro comum, e observar o mundo de dentro da imagem coletiva do homem que representa a totalidade de todos nós. Então, nós veremos o mundo de forma totalmente diferente: não individualizado, não distorcido pelas nossas qualidades interiores intrínsecas.

Se o máximo possível de pessoas se reunirem no sistema comum do “homem” (a imagem conjunta do homem), então, naturalmente, vamos ver uma imagem completamente diferente do mundo, do universo e de nós mesmos. E esta vai ser muito diferente da que vemos hoje. Afinal, a imagem do mundo depende da percepção subjetiva, e os psicólogos sabem muito bem disso.

Nós só precisamos mostrar que se você pegar os seus desejos e qualidades internas e compará-los aos outros, isto é, à imagem coletiva emergente do homem como um todo, então, de dentro dela, você vai começar a observar um mundo verdadeiramente diferente.

Você se eleva acima de si mesmo e se distancia do seu corpo, de suas qualidades pessoais, de modo que o corpo não importa mais para você. Como vemos a partir da experiência, é muito provável que isto começará a ser percebido como algo estranho, como um animal que existe perto de você. Quando você entra nessa imagem coletiva do homem, você vê seu corpo existindo num nível animal. E a imagem generalizada do homem pertence ao nível humano.

Da “Palestra sobre Educação Integral” 12/12/11

Substituindo A Conexão Física

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe o mundo psicológico interno da pessoa, mas existe também um nível mais externo, social, que inclui a família e as interações com os entes queridos. Se a pessoa existe dentro deste sistema integral, será que ela percebe todos como se fossem seus entes queridos?

Resposta: A sensação de “proximidade animal”, chamada de proximidade por parentesco de sangue, desaparece completamente. Todas as pessoas tornam-se igualmente próximas. Com isso, nós apagamos totalmente todas as fronteiras.

Eu não estou falando dos pais e seus filhos – esses laços são muito estreitos, mas mesmo eles já se manifestam de forma diferente. Nós literalmente observamos isso em nossa experiência.

Nós vemos que no mundo de hoje as conexões naturais básicas estão em colapso, pois elas não são mais tão estreitas como eram antes. Os pais dão seus filhos para outras famílias criarem, adandonando-os. Os filhos deixam seus pais muito cedo, pois não sentem uma conexão especial com eles. A conexão entre as gerações está desaparecendo.

É como se a própria natureza nos impulsionasse em direção a esse estado desde dentro, para que pudéssemos perceber todos da mesma maneira. Naturalmente, a nossa educação eleva a pessoa acima da conexão animal.

Por “conexão animal” eu quero dizer a conexão física. Afinal de contas, de nascença, nós pertencemos ao nível animal. E o nível humano é o nível coletivo, geral, onde nos unimos num só desejo e ascendemos juntos acima de nossas qualidades inatas.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

Cursos De Gestão Familiar

Dr. Michael LaitmanCada curso no sistema de educação integral carrega uma enorme carga de sentido na mudança de cada um de nós como uma personalidade e como um indivíduo integrante da sociedade. A partir daqui surgem mais cursos práticos sobre a gestão familiar. Isso envolve a conduta numa família, entre cônjuges, com os filhos e com os pais, a educação, e a gestão da casa. Uma grande quantidade de questões de natureza ética e moral surgem aqui.

Eu acho que todos esses cursos devem ser conduzidos por um psicólogo, com muitos exemplos de nossa vida: o que era e o que deveria ser, como construir uma ponte para fazer a transição dos nossos estados do passado (doméstica, conjugal, pertencente à manutenção da casa e a educação dos filhos) para os novos estados.

A educação das crianças e a influência dos pais sobre seus filhos são consideradas separadamente. Nós não desagregamos a família, não exercemos nenhuma pressão sobre os pais, e não os afastamos de seus filhos, como foi feito durante os tempos soviéticos, quando as crianças eram enviadas para o internado ou os kibutzim israelenses, quando eram simplesmente tiradas de seus pais e foram criadas separadamente. De um modo geral, eles perseguiram metas boas, mas tudo veio para exercer força sobre o indivíduo. Não deve ser desta forma.

Sob nenhuma circunstância nós destruímos a família. Nós simplesmente ensinamos às pessoas a inclusão correta entre si. Elas devem se fundir internamente, se conectar de tal forma que a família se torna um pilar da sociedade integral e incorpora uma unidade, um único sistema de pequeno porte que se une com outros sistemas.

Comentário: Como isso pode ser feito? Como eles podem ser unidos?

Resposta: Se tanto os pais como as crianças completarem, essencialmente, os mesmos cursos, exceto que cada um segundo sua idade e mentalidade, então não há problema deles começarem a mudar involuntariamente e discutir essas mudanças em seu círculo familiar. Vergonha e censura não têm lugar aqui, porque toda a sociedade é obrigada a mudar.

Agora todos nós temos que jogar este jogo especificamente, a fim de posicionar-nos sob a influência da natureza. Caso contrário, a natureza vai nos forçar a fazer isso com o seu desenvolvimento posterior mostrando nossa contradição com ela, e vamos experimentar tremendo sofrimento.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

“Livre Arbítrio” Involuntário

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde reside o livre arbítrio?

Resposta: Em nosso mundo, a pessoa não tem livre arbítrio. Ela nasce num estado já concluído e desenvolve as qualidades inatas com as quais nasceu e que não escolheu por si mesma sob a influência do ambiente. Nem os seus parâmetros internos nem os externos que a influenciam não são escolhidos por ela, e é por isso que não há liberdade nisso.

A liberdade só existe na escolha de um ambiente específico, de modo que ele me molde para estar no caminho que eu quero estar. Eu escolho o meu ambiente de acordo com o tipo de pessoa que quero ser.

Há um problema aqui também: baseado no que eu acho que exatamente este ambiente me serve e não outro? Basicamente, existem ainda muitos mais esclarecimentos internos aqui, até que a pessoa se desenvolva plenamente e entenda o que ela precisa. Em princípio, ela entende isso em seu coração, ela sente isso: onde exatamente está o seu livre arbítrio. E isso não é fácil. Mas nós temos que levar praticamente todo mundo a este estado.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

Os Desejos Que Eu Não Escolho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quão detalhado e amplo deve ser o curso básico sobre “Evolução como Desenvolvimento do Egoísmo”?

Resposta: Ele deve ser o mais detalhado e extenso possível, porque todos os outros cursos vão derivar e fazer parte do curso principal.

Depois disso virá um curso sobre o livre arbítrio: será que ele existe, o que ele realmente é. Este curso é muito amplo e contém muitos tópicos. Nós não apenas estudamos se o livre arbítrio existe ou não, e como e onde ele pode ser realizado, mas também exatamente em quais elementos da natureza ele existe, será que o ser humano o possui, em qual nível de desenvolvimento, como fazer a diferença entre o livre arbítrio e o determinismo, e assim por diante.

Afinal, nós não sabemos de onde surgem os nossos desejos. Parece-me que eles são meus, mas, na realidade, eles vêm de fora. De onde? Por quê? Os desejos surgem comigo sob a influência da sociedade circundante: eu assisto TV e, de repente, começo a desejar o que está sendo mostrado a mim, e isso é percebido inconscientemente por mim como o meu próprio desejo. No dia seguinte, eu já quero adquirir o que eu vi na TV ontem, e acredito que estou realizando o meu próprio desejo. Todos nós entendemos que é assim que nós somos comprados e como as coisas são vendidas para nós.

Tudo isso deve ser explicado porque está ligado à tomada de decisão, à consciência de onde reside o meu livre arbítrio, e se eu posso ser livre de todas as possíveis idéias e valores impostos sobre mim, que na verdade não são nem valores, nem idéias, mas simplesmente negócios.

Cada tópico que nós desenvolvemos e ensinamos fornece à pessoa uma vasta área de atividade, e é por isso que a informação deve ser transmitida usando um monte de exemplos e discussões. Às vezes, quando você acabou de oferecer o material a uma pessoa do púlpito e de frente, ela não o absorve. No entanto, através de algumas explicações, jogos e situações, ela começa a entender o que estava sendo dito.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

O Começo Da Iluminação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sei por experiência que a pessoa está preparada para estudar se você explicar a ela porque isso necessário. Então, por que ela precisa de um curso sobre a evolução do egoísmo?

Resposta: A partir deste curso ela vai aprender não só o começo, mas também o fim de toda esta cadeia. Ela vai se sentir existindo dentro dela. Ela vai ver para onde tudo isso está se dirigindo. Com base nisso, ela poderia tomar decisões corretas em relação a todos os seus estados pessoais.

Comentário: Digamos que eu aprenda como os planetas se formaram. Como isso tem relação com a minha vida?

Resposta: Essa é uma parte da visão global do mundo, que eleva um pouco a pessoa acima de sua parte animal. Quando ela olha para trás alguns bilhões de anos, e quando ela olha para a frente para dezenas ou talvez centenas de anos à frente, ela começa a ver este eixo de tempo praticamente infinito dentro do qual ela existe neste momento – um elemento pequeno, fraco e dependente. Daqui, surge a pergunta nela: “Quem sou eu?”.

Quando ela perceber sua condição lamentável sobre este eixo, será possível começar a elevá-la acima, num novo estado onde ela vai sentir: “Tudo isto está abaixo de mim, eu posso estar no controle de tudo, estou realmente num nível superior e posso sair dos limites do tempo, espaço e história”. Este é o início dessa iluminação que irá surgir dentro dela.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

Harmonia Que Nós Mesmos Criamos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual a mensagem que devemos transmitir às pessoas num curso de economia racional?

Resposta: Nós temos que transmitir estatísticas muito interessantes: a quantidade de recursos que a humanidade deve gastar, a maneira eficiente de usar os recursos naturais e humanos, a energia e assim por diante. Em outras palavras, nós ensinamos às pessoas um curso de harmonia com a natureza, quando não tomamos nada desnecessário dela, como os animais.

Afinal, em nossas vidas regulares nós não somos diferentes dos animais. Então, por que devemos tomar da natureza mais do que precisamos? Um animal cava um buraco para si, armazena alimentos, procria instintivamente, cria sua prole, mata as outras criaturas e as come, mas nunca além de suas necessidades. E nós devemos agir da mesma maneira.

Tudo deve funcionar apenas em harmonia com a natureza. A única diferença é que no nosso caso essa harmonia deve ser algo que alcançamos de forma consciente, em oposição à harmonia nos níveis inanimado, vegetal e animal, que é mantida instintivamente. Nós devemos criar a harmonia por nós mesmos.

Da “Palestra sobre Educação Integral” 12/12/11

Receita Para A Paz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os movimentos extremistas de direita na Europa estão ficando mais fortes. Em geral, quando uma pessoa não vê uma solução para um problema, ela tende a aceitar a aparente simplicidade das reivindicações radicais. Como podemos apresentar nossa mensagem em contraste a isso?

Resposta: Em primeiro lugar, há muitos fatos científicos. Mas os cientistas não podem fornecer uma plataforma séria no momento. Por isso, nós temos que organizá-la de uma maneira que irá mostrar a “semente” racional nas nossas recomendações.

Além disso, nós não devemos esquecer que as tendências radicais unem as pessoas por um lado, mas por outro lado, levam a conflitos e guerras. Aqui nós temos que explicar que essas tendências estão em contraste com a natureza. Nas condições atuais de conexão mútua total, qualquer conflito terá sérias implicações.

É por isso que a Europa não pode quebrar agora. Em primeiro lugar, não é a favor da Alemanha. Os alemães estão dispostos a pagar bilhões de euros apenas para impedir que isso aconteça. Afinal, eles vêem para onde isso levará: à perda de seu mercado. Se você se isola, no dia seguinte a sua economia começará a sufocar. Então, todo mundo vai perder como resultado da desintegração da União Europeia.

Dia a dia torna-se mais claro que o protecionismo não é a solução para os problemas atuais. Ele é usado de forma muito limitada, mas, no geral, todo mundo já entende o fato de que estamos todos mutuamente conectados e que esta conexão não pode ser quebrada. Ela só pode ser destruída pela guerra, ou seja, pelas ações extremas, mas não há formas intermediárias.

Eu espero que sejamos capazes de preparar o nosso método e envolvê-lo de uma forma que permitirá que as pessoas entendam a idéia básica. Nós oferecemos, “Vamos verificar juntos a sua eficácia”, “Vamos continuar a desenvolvê-lo juntos”; como resultado, nós precisamos criar uma plataforma que leve a conexão mútua entre as pessoas a um novo nível qualitativo, que é a base para todas as mudanças que ocorrem no mundo, na humanidade.

O ambiente é o fator que trará a mudança nas pessoas de uma forma que as ajudará a se adaptar à conexão que já existe entre nós, a concordar com ela, a compreendê-la e, não tendo escolha, a participar dela. Eu não preciso ser um anjo. Eu simplesmente entendo que não há outro caminho, e que eu tenho que estar em boas relações com todos, e tentar ajustar-me à mesma onda internamente: nos pensamentos e desejos. Por quê? Porque eu dependo deles.

Apenas a influência externa é necessária para conseguir isso, e todos vão entender a essência do que está acontecendo. As pessoas têm de receber diferentes exemplos e explicações, e assim as diretrizes básicas da mensagem serão compreendidas. Isto por si só é suficiente para trazer mudanças positivas no mundo.

O nosso problema é o egoísmo. Ninguém duvida do fato de que ele é a força negativa no nível pessoal, a nível político, e em todos os outros níveis. Ele só deve ser “adoçado” um pouco, isso é tudo. Se sentirmos a dependência mútua entre nós, vamos sentir que não temos que mentir um para o outro, e nós vamos ser capazes de concordar, também no nível do governo, não destruir o nosso planeta.

Tudo depende da educação, que deve ser baseada numa verdade simples: nós dependemos uns dos outros, e não há nada que possamos fazer sobre isso. Não há outra maneira. O mundo se tornou nossa casa coletiva e nesta casa coletiva não há nada mais sensato do que concordar. Que outras formas pode haver? É tempo de pararmos de chamar isso de “utopia”. Hoje, isso já é uma necessidade crucial.

Nós já falamos sobre isso na ONU e na UNESCO. No futuro, iremos apresentar esta plataforma para o público e seus representantes. Primeiro, nós vamos obter a opinião de especialistas e depois vamos implementá-la. Em primeiro lugar, nós devemos abrir, desenvolver e adaptar o método para a humanidade.

Da 4ª parte Lição Diária da Cabalá 1/1/12, “A Liberdade”