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As Previsões De Marx Tornam-se Realidade, Parte 3

Laitman_028_02Pergunta: Você acha que as pessoas poderosas deste mundo são capazes de ouvir seus avisos?

Resposta: A beleza do período atual é que as pessoas poderosas estão perdendo sua capacidade de controle. Elas construíram um sistema para si, acreditando que ele funcionaria por séculos.

É um sistema que permite controlar o mundo com dinheiro e outros incentivos artificiais. No entanto, uma vez que tudo nele é avaliado pelo dinheiro, ele termina muito rapidamente. Durante cerca de trinta a quarenta anos, nós entendemos que o neoliberalismo está falido e não pode continuar.

Ele foi transformado em um jogo de impressão de dinheiro sem nada para cobri-lo. Essa bolha estouraria muito tempo atrás se o mundo inteiro não estivesse envolvido nesse jogo. Os países desenvolvidos estavam ajudando os que lutam, de modo que o sistema durou um pouco mais, mas não funciona mais de acordo com as leis de nossa natureza egoísta.

O mundo só pode se desenvolver de acordo com uma natureza egoísta ou altruísta. Existem apenas essas duas forças no mundo. Hoje, vemos que o desenvolvimento através da natureza egoísta terminou. Karl Marx escreveu sobre o fim do capitalismo, já prevendo essa perspectiva mesmo naquela época.

A elite conseguiu esticar-se nesta agonia por muitos anos, ajudada pela Primeira Guerra Mundial e pela Segunda Guerra Mundial, o que abrandou bastante o processo da morte do capitalismo. Nos últimos cinquenta anos, ele conseguiu sobreviver devido ao jogo falso com dólares, indústria e comércio internacional.

A América e a Europa destruiram sua indústria e chegaram ao desemprego terrível por causa disso. O desemprego real nos EUA é de cerca de 30%, e é ainda maior em alguns países Europeus.

É impossível avançar nesse sentido. Não é por acaso que Trump ganhou as eleições nos EUA. As pessoas que mais ou menos veem os assuntos atuais compreendem que esse caminho chegou a um beco sem saída. Esse blefe, construído sobre o engano na economia, comércio e sistema bancário, toda essa bolha, deve explodir.

O grande número de desempregados é um problema sério para todos os países, e nós precisamos encontrar uma solução. Além de fornecer-llhes comida, roupas e abrigo, precisamos dar-lhes realização. Caso contrário, eles se transformarão em animais selvagens.

Há uma dialética do desenvolvimento natural da sociedade humana que não pode ser interrompida. Nem mesmo o governante mais poderoso pode congelar a sociedade ao nível de um sistema feudal durante séculos.

Chega uma hora em que as pessoas se levantam e derrubam todos os reis e vassalos. A elite de hoje não vê a gravidade do problema, como Maria Antonieta, que aconselhou as pessoas famintas a comer bolo se não houvese pão. No final, isso pode terminar em uma grande explosão.

Naturalmente, a elite hoje é mais inteligente e esperta que os monarcas anteriores. Eles influenciam a sociedade através dos meios de comunicação de massa que os controlam e alimentam com drogas.

No entanto, isso ainda não vai ajudar. Isso só retarda o despertar do povo para essa situação crítica. O processo geral não pode ser revertido

Nosso egoísmo terminou seu desenvolvimento. O capitalismo é um sistema construído inteiramente com base no uso do egoísmo em todas as suas formas. Portanto, a elite ganha controle sobre a mídia, o governo e os tribunais, e usa tudo isso apenas para seus próprios interesses, a fim de explorar a todos. Mas há um limite para isso, e nós o alcançamos.

Como resultado, a elite rompe com o povo, deixando-o quase sem nada, e o povo se transforma em uma força poderosa desde baixo que não tem nada a perder “além de suas correntes”, como Marx escreveu. Esse é o povo que ele chamou de “proletariado”.

Embora eu não ache que o povo Americano vá às ruas para organizar uma revolução sangrenta, muito provavelmente eles vão agir, pressionando o governo e através de eleições. Há, naturalmente, a possibilidade de pequenos motins, mas não virá a guerra civil como aconteceu uma vez na França e na Rússia

De KabTV “Uma Conversa Sobre a Situação Atual no Mundo” 02/12/16

The Jerusalem Post: “Por Que A Renda Básica Universal Não Pode Funcionar Por Si Só”


A maior fonte de notícias para judeus de fala inglesa, o The Jerusalem Post, publicou recentemente o meu artigo ” Por Que A Renda Básica Universal Não Pode Funcionar Por Si Só“.

Por si só, dar “dinheiro de graça” é uma ideia terrível. Mas a renda básica universal pode funcionar se fizer parte de um plano maior.

Em minha última coluna, “Como Trump Pode Salvar A Democracia Americana”, eu escrevi sobre a importância de encontrar soluções criativas e inovadoras para o problema do desemprego nos Estados Unidos, especificamente a região central rural, que tem sido mais afetada pelo declínio econômico e a desindustrialização. Eu salientei que isso é fundamental para dirigir o curso da sociedade americana para uma mudança positiva e acalmar as correntes do nativismo que têm surgido. Eu sugeri que, se Trump tiver sucesso no cumprimento das necessidades não atendidas de seu núcleo eleitoral, ele não deve confiar em trazer de volta a indústria ou tentar criar novos postos de trabalho onde os robôs e máquinas têm substituído as mãos que trabalham. Em vez disso, eu recomendei um foco em educação e desenvolvimento pessoal que treinaria aqueles que abandonaram o mercado de trabalho atual, abrindo caminho para a criação de uma nova realidade.

No mesmo dia em que a coluna foi publicada, o Projeto de Segurança Econômica (ESP em inglês) – a coalizão de mais de 100 tecnólogos, investidores e ativistas – anunciou que está destinando US$ 10 milhões nos próximos dois anos para explorar como uma “renda básica universal” (RBU) poderia garantir oportunidades econômicas para todos nos EUA. Em face da mudança da natureza do trabalho causada pela automação, globalização e financialização, eles acreditam que agora estamos precisando urgentemente tomar medidas ousadas para garantir oportunidades econômicas a todos. Com as revoltas populistas que estão varrendo o mundo ocidental, muitas outras pessoas em todo o espectro político estão agora considerando a RBU como um passo, ou seja, basicamente, dar a todos um pagamento mínimo garantido como um meio para, teoricamente, reduzir a pobreza e melhorar a saúde e a educação.

É muito claro para mim porque pessoas que entendem do futuro da tecnologia, e como ela irá influenciar a força de trabalho e a economia, estão profundamente preocupadas, procurando medidas inovadoras e “prontas para o uso” para garantir que todos estejam sendo cuidados. Elas estão totalmente certas de que estamos à beira da devastação, com um desemprego crescente em todo o mundo e uma convulsão social levando diretamente a uma nova escalada de tensões e, finalmente, à guerra. No entanto, o conceito de dar dinheiro de graça não é o caminho para alcançar o equilíbrio. Pelo contrário, é um erro que custará muito à sociedade americana se for implementado por si só.

Dinheiro de Graça é Debilitante

Os seres humanos e as sociedades humanas precisam se desenvolver continuamente, a fim de prosperar. Nós somos naturalmente inclinados a estar em um estado de esforço constante por objetivos e conquistas cada vez maiores. Uma pessoa que não está comprometida com um objetivo na vida, que não tem nada pelo que viver ou morrer, torna-se entorpecida. Não há nada pior do que dar algo a alguém antes dele realmente querer isso, uma vez que bloqueia a sua própria vontade de agir em busca de seus resultados desejados.

Nós somos criaturas que buscam prazer. Todos nós queremos apreciar as coisas em diferentes níveis: comida, sexo, família, dinheiro, reconhecimento e conhecimento, mas cada um de nós anseia por essas diferentes realizações em diferentes graus. A maioria das pessoas tem o desejo básico por comida, e também o sexo, embora em um grau ligeiramente menor. Ainda menos pessoas estão interessadas ​​em ter uma família. Quanto mais alto você subir nessa pirâmide de desejos, vai encontrar menos pessoas procurando satisfazê-los. Então, se você tirar a sede de dinheiro, haverá multidões de pessoas lá fora que não terão muito com que se motivar a se desenvolver. Sem saber o que fazer com seu tempo irá torná-las miseráveis ​​e as enlouquecerá. Isso pode realmente aumentar a ingestão de drogas e desordens violentas.

RBU É Uma Boa Ideia Apenas Se Induzirmos O Desenvolvimento

Como muitos estão começando a sentir, a RBU será necessária na medida em que as máquinas assumirem o controle de mais e mais empregos. Apenas alguns dias atrás, “a Amazon revelou seu mais recente plano de automatizar os trabalhadores americanos”, com sua mercearia futurista controlada por máquinas. De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Negócios e Pesquisa Econômica da Ball State University, o uso de robôs e outras eficiências de fabricação foram responsáveis ​​por 88 por cento dos sete milhões de empregos nas fábricas que os EUA perderam desde o pico de emprego em 1979. Com todas essas evidências se acumulando, é difícil ignorar as consequências futuras. Elon Musk, o icônico futurista do Vale do Silício, prevê: “Há uma boa chance de que vamos acabar com uma RBU ou algo assim, devido à automação”.

Mas as pessoas também devem ser capazes de lutar por aquilo que estão apaixonadas. Elas simplesmente não deveriam ter que trabalhar para pagar por abrigo, alimentação, vestuário, e assim por diante; essas coisas vão ser previstas. Mas isso não significa que as pessoas vão ficar ociosas. Musk prevê que a RBU vai dar às pessoas tempo para fazer outras coisas, coisas mais complexas e mais interessantes. Outros acreditam que, sem a incerteza sobre ser capaz de pagar o aluguel e outras necessidades básicas, as pessoas serão desmotivadas a avançar, nem passarão seu tempo livre de forma produtiva. Pesquisas têm corroborado essas últimas noções.

Então, de que modo os benefícios de dar dinheiro de graça podem ser mantidos, ao mesmo tempo em que se tem certeza que as pessoas vão usar o dinheiro para realmente se aperfeiçoar, ao invés de comprar álcool e drogas, por exemplo? Nós precisamos criar uma motivação alternativa que irá manter as pessoas ocupadas e em desenvolvimento. Como escrevi na minha coluna anterior, substituir a motivação monetária externa por atividade e formação educacional que preencha o tempo, pode realmente transformar essa mudança assustadora de outra forma, em uma bênção.

Um New Deal

Para lidar de forma eficaz com o desemprego, precisamos ajudar as pessoas a gastar o seu tempo de forma construtiva com a criação de programas que irão enriquecer e desenvolvê-las como seres humanos, nos quais a renda básica será contingente. Esses programas devem ocupar os dias das pessoas com cursos de sua escolha, ajudando-as a expandir sua educação. Elas devem ter ferramentas para melhorar a si mesmas: competências pessoais, relacionamento e habilidades conjugais, psicologia e parentalidade – tudo que uma pessoa necessita para viver bem a sua vida. Hoje, não educamos as pessoas. Nós só lhes damos conhecimento. Não há ninguém que saia do ensino médio sabendo como educar seus filhos, ou como tratar uma mulher ou um homem. As pessoas não sabem o suficiente sobre o mundo, sobre a vida. Basicamente, você apenas aprendeu a ler e escrever, sendo forçado a aprender coisas que dificilmente vai se lembrar, e depois, jogado para fora no mundo. Isso deve ser corrigida.

Outro aspecto importante de ter pessoas participando de cursos públicos é que somos criaturas sociais, e sem sermos misturados com os outros como somos em nossos trabalhos, vamos perder a nossa capacidade de se relacionar com o outro. Além disso, a sociedade americana, como muitas outras, tornou-se cada vez mais fragmentada e dilacerada por divisões políticas e raciais. Assim, a criação de lugares para as pessoas não apenas se encontrar, mas também realmente se conectar, através da cooperação e de workshops e seminários que reforcem a coesão, é imperativo. Isto pode levar a cura gradual do tecido social. Como resultado final deste enriquecimento, as pessoas devem ser encorajadas a estender a mão para a sociedade e retribuir, expressando-se criativamente ao fazer isso. Assim como nós temos agora mediadores, advogados e policiais cujos empregos são para prevenir e tratar o conflito, as pessoas devem ser pagas para difundir suas capacidades de conexão adquiridas, criando uma maior transformação social.

Juntamente com os muitos efeitos positivos de tal processo socioeducativo, a melhora das relações também tem grandes benefícios econômicos que poderiam aliviar o custo da RBU. Com uma casa e ambientes sociais menos estressantes, as taxas de criminalidade, violência e abuso de drogas vão diminuir, permitindo que estados e municípios gastem muito menos no policiamento e serviços sociais. O alívio da solidão e da depressão pode melhorar significativamente a saúde e poupar bilhões de dólares do sistema de saúde. Um aumento geral no cuidado e consideração mútuos pode poupar um monte de desperdício de recursos que gastamos todos os dias em esforços para legislar, executar e organizar nossas sociedades.

A Agenda da Felicidade

Por último, mas não menos importante, quando as pessoas passarem os dias se conectando a outras, expandindo suas habilidades e conhecimentos e servindo a sociedade, elas se tornarão muito mais felizes. Esse deve ser o propósito de fazer quaisquer mudanças em nossa sociedade. Reduzir a pobreza é parte do negócio, mas o significado e a felicidade não são menos importantes. Um novo estudo descobriu que a maioria da miséria humana pode ser atribuída aos relacionamentos fracassados ​​e à saúde, em vez de problemas de dinheiro e pobreza, e que a eliminação da depressão e da ansiedade reduziria a miséria em 20% em comparação com apenas 5% se os formuladores de políticas se concentrassem na eliminação da pobreza. Chegou a hora da corrida por uma riqueza cada vez mais inatingível ser substituída por uma corrida muito mais viável e saudável pela felicidade.

É disso que as nossas sociedades necessitam. Afinal, se olharmos para a forma como a sociedade ocidental se converteu, podemos ver que trabalhar tantas horas não nos tornou mais felizes; tem sido muito desgastante para as famílias e crianças que quase não veem seus pais. Nós nos tornamos viciados em telefones celulares e a falsa vida na mídia social, enquanto solidão, depressão e ansiedade estão aumentando rapidamente. Em suma, nós criamos nossa vida de modo que poucos realmente a apreciam. Vamos ter que mudar isso, porque as nossas sociedades estão se desintegrando. Em vez de trabalhar dez horas por dia só para ver nossos filhos por alguns momentos antes de dormir, vamos finalmente ser capazes de realmente cuidar deles e organizar o nosso ambiente de modo que isso irá atender nossos objetivos pessoais e familiares. Deixe que as impressoras e robôs cuidem das necessidades, enquanto os seres humanos se ocupam melhorando seus relacionamentos e suas vidas.

Leia o artigo completo (em inglês).

As Previsões De Marx Se Tornam Realidade, Parte 2

laitman_220A humanidade está se aproximando de uma crise que ela deve resolver e, no pior dos casos, pela guerra. A elite ainda espera sobreviver a essa guerra, mas as pessoas comuns não têm esperança.

Ao mesmo tempo, ninguém está pensando em distribuição justa. Todos os pensamentos são apenas em como adaptar a sociedade humana no país, na indústria internacional e na economia a uma nova era de desemprego em massa.

É necessário, de alguma forma, conter essa multidão de pessoas desempregadas. Caso contrário, motins começarão como em um filme de ficção científica de Hollywood, onde o futuro é tão obscuro que é impossível viver, porque as pessoas se tornam piores do que animais.

Obviamente, cada país está pensando, ou pelo menos deve pensar nisso. Agora é um momento perfeito para começar a fazer novos cálculos. A antiga elite – juntamente com suas unidades de controle, diretores e governos – é incapaz de compreender o que está acontecendo. Nós estamos vendo uma furiosa resistência causada pelas mudanças propostas na América e na Europa.

A sabedoria da Cabalá explica o que está acontecendo com o mundo e por que, e que tipo de futuro nos espera de acordo com a natureza humana. O egoísmo se esgotou e está completamente esgotado. Nós terminamos o período do capitalismo, o último sistema baseado no uso do egoísmo. Em outras palavras, durante o capitalismo, o egoísmo atingiu sua aplicação máxima.

Ao mesmo tempo, o egoísmo está demonstrando o seu vazio completo e a incapacidade de prover qualquer realização que não seja fraudulenta. Alguém pode ter bilhões de dólares no banco que simplesmente vai explodir hoje ou amanhã.

Pergunta: Então, o que há de errado com uma guerra mundial? Ela só vai trazer benefícios.

Resposta: Eu não penso assim, porque a guerra não é o caminho para a correção. Claro, ninguém quer a guerra e concordará com ela só por desespero. Não vai ser uma guerra convencional pela qual os militares receberão medalhas e estrelas em suas braçadeiras. Essa guerra vai retroceder a humanidade alguns milhares de anos.

Assim, o egoísmo permanecerá no mesmo nível. Portanto, se hoje há oito bilhões de pessoas na Terra e apenas um décimo sobreviver, cada um terá dez vezes mais egoísmo a fim de continuar a correção do mundo. Eu não acho que seria possível avançar rumo ao propósito obrigatório da criação em um bom caminho com tal egoísmo. Isso significa que devemos sofrer dez vezes mais, a fim de fazer uma escolha.

Suponha que uma pessoa torne a sua vida uma vida de estupidez. Portanto, ela recebe uma doença tão grave que a faz imediatamente retroceder e se acalma. Os sofrimentos a corrigem. É possível conseguir uma correção assim, mas essa é uma maneira muito difícil.

Portanto, eu acho que a pessoa que afirma que a guerra é boa simplesmente não entende o que está falando. Aparentemente, ela nunca esteve em uma guerra, nem mesmo o tipo mais comum de guerra, muito menos uma nuclear. Ela nunca se viu sob fogo cruzado, quando uma vida humana não vale nada.

De KabTV “Conversa Sobre a Situação Atual no Mundo” 12/2/16

As Previsões De Marx Tornam-se Realidade, Parte 1

Laitman_200_02O mundo não entende o que está acontecendo com ele hoje, qual é o fluxo, e em que direção está se movendo. E as pessoas no poder também não entendem o que fazem. Portanto, a sabedoria da Cabalá se aproxima das pessoas para explicar a finalidade e o programa de nossas vidas.

De fato, Karl Marx escreveu sobre isso há 150 anos. Baal HaSulam, em seu artigo “A Crítica do Marxismo”, concorda com Marx em quase tudo. Afinal, até mesmo Marx analisa os processos apenas na parte da sociedade humana, e Baal Sulam, um Cabalista, vê o que está acontecendo em um nível superior, mas o nível de Marx está incluído no nível superior, e na teoria o marxismo quase não tem erros.

Pergunta: Como podemos rebater o principal argumento contra a teoria de Marx, que consiste no fato de que a sua aplicação prática fracassou?

Resposta: Isso é porque a sua implementação foi errada. Não podemos tirar conclusões com base na experiência da Rússia ou de outros países socialistas. A teoria de Marx não foi implementada em nenhum lugar; eles simplesmente usaram seu nome como uma cobertura. Estavam muito longe do marxismo.

Baal HaSulam escreve:

“Eu tenho que admitir que a ideia socialista, que consiste na distribuição equitativa e justa, me parece a mais adequada. Afinal, o nosso planeta é rico o suficiente para alimentar todos nós.

“Então, por que precisamos dessa trágica guerra pela sobrevivência que complica a nossa vida de geração em geração? Vamos distribuir entre nós o trabalho e seus frutos em igual medida e terminar todos os problemas!”

Existem várias condições que devem ser atendidas aqui, e daí talvez seja possível mudar para um novo princípio de distribuição. Nós vemos que o mundo está se transformando lentamente nessa direção. A elite está subindo mais alto, se afastando completamente das pessoas. A classe média está rompendo com a elite, caindo cada vez mais, e ficando cada vez mais pobre devido ao desemprego crescente.

As causas são o desenvolvimento de novas tecnologias de robótica e a transferência de fábricas para países com mão de obra barata. Além disso, o desejo de desfrutar está se desenvolvendo em uma pessoa e exige outras realizações acima do nível material simples: comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento.

Portanto, a humanidade está sendo atraída para a depressão e está à procura de um sentido na vida. A sociedade humana está começando a desmoronar, e isso está se espalhando em todos os níveis, desde a família até o país inteiro.

O processo é contínuo, e não sabemos se temos tempo para esperar mais 150 anos, como na época de Marx, ou 100 anos, como na época de Baal HaSulam. Especialmente considerando que há problemas em muitos países anteriormente desenvolvidos da América e Europa, não há tempo para esperar! A chamada classe trabalhadora é deixada sem emprego e sem esperança para o futuro, vivendo apenas com uma ninharia que a elite a alimenta na tentativa de acalmá-la. Na verdade, hoje em dia, isso não custa nada, e é possível prover bilhões de pessoas com roupas e alimentos com quase nenhum esforço.

No entanto, ninguém sabe o que fazer com essa população, que antes representava a classe média e agora caiu até o fundo. São milhões e até bilhões de pessoas. Segundo as previsões, 80% de todos os trabalhadores perderão seus empregos nos próximos anos.

Ao mesmo tempo, todos os restaurantes e pequenas empresas vão fechar porque não haverá ninguém para usá-los. As pessoas vão se preocupar apenas com as necessidades e, portanto, as empresas vão desacelerar e falir uma após a outra.

Essa tendência já é evidente hoje de acordo com as estatísticas. Por isso, é necessário explicar à humanidade em que situação nos encontramos. Afinal de contas, isso não está acontecendo em um único país como antes, mas o mesmo processo está acontecendo em todo o mundo.

Famílias e vidas inteiras estão caindo aos pedaços, e os problemas em escala nacional estão crescendo em todos os países, incluindo os problemas com os refugiados muçulmanos. Um emaranhado de problemas está sufocando tanto que a situação está se tornando inesperada e ameaçadora.

De KabTV “Conversa Sobre a Situação Atual no Mundo” 02/12/16

“A Civilização No Escuro”

Laitman_417Nas Notícias (svoboda.org): “Tudo é ruim. O mundo está caminhando para o inferno. … Sociólogos, cientistas e futurólogos políticos … irão explicar-lhe que o fim dos tempos está próximo, se já não estiver aqui. Em todos os lugares, terroristas estrangeiros migrantes hostis organizam repetidamente ataques insidiosos, guerras sangrentas e sem sentido emergem aqui e ali, a vida se tornou mais cara, políticos corruptos só pensam no seu próprio bolso, os jovens perderam seu impulso jovem, não querem estudar e trabalhar; perdem tempo com fofocas estúpidas nas redes sociais, e pegam alguns Pokémon. Em suma, o futuro da nossa civilização está coberto com escuridão. …

“O mundo ocidental e seus arredores imediatos não parecem felizes e confiantes. …

“Parece que a história dá uma grande reviravolta que muitos europeus, americanos, russos já sentiram, mas principalmente em algum nível inconsciente, não totalmente significativo. …

“É também o fato de que os antigos instrumentos de controle político, econômico, militar, que o “grande” Ocidente utilizou para os seus próprios limites para a realização de seus interesses – para o bem ou para o mal, é outra questão, – pararam de trabalhar. Não há novos instrumentos, ou eles não são usados. …

“O historiador britânico Niall Ferguson escreveu recentemente o seguinte: ‘Hoje, a maior ameaça à civilização ocidental não são as outras civilizações, mas a nossa própria pusilanimidade (covardia) – e a ignorância histórica que a alimenta’”.

Meu Comentário: Nós não aprendemos com os nossos erros. Chegamos a um beco sem saída sem precedentes, por isso não podemos aprender nada com a história. Essa é a razão da sabedoria da Cabalá estar sendo revelada hoje. Ela nos ensina a nova forma que vai levar a humanidade a um novo estado.

Ynet: “Existe Um Futuro Para O Capitalismo?”


Da minha coluna no Ynet: “Existe Um Futuro Para O Capitalismo?”

Na Europa e nos Estados Unidos, os movimentos de extrema direita estão se fortalecendo, na Ásia o fundamentalismo islâmico está crescendo, o nazismo está permeando a Rússia. Além disso, milhões de pessoas estão desempregadas, essa tendência continua a fortalecer, e o mundo está se dirigindo à guerra. Até onde o mundo vai se deteriorar? Rav Laitman responde no espírito da sabedoria da Cabalá.

Como uma última convulsão antes da morte do capitalismo atual, este é próspero e florescente, mas, debaixo da superfície, está morrendo. A escrita já está na parede: o poder de compra e a capacidade de vendas estão desaparecendo, a mobilidade social é congelada, a tecnologia é liderada pela robótica, a nanotecnologia e as impressoras tridimensionais assumem o mercado de trabalho, e o sinal mais distinto de todos é o aumento do desemprego. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) da ONU estima que o desemprego mundial vai crescer em pelo menos mais 11 milhões de pessoas nos próximos três anos: sem considerar os dados sobre o desemprego oculto e o desemprego dos jovens em todo o mundo, que está quebrando novos recordes e distorcendo o método de medição.

É claro que a falta de postos de trabalho acompanhada de baixos salários vai aumentar a desigualdade, o que pode forçar muitos jovens a adiar o estabelecimento de uma unidade familiar, a compra de uma casa e a criação dos filhos e vai encorajar a migração para países desenvolvidos. A recessão econômica vai necessariamente causar a propagação da epidemia da depressão e o aumento no uso de drogas, e pode fazer com que centenas de milhares saiam às ruas exigindo justiça social: uma tendência global que está crescendo diante de nós.

Em um mundo que continua a mudar e que se encontra em incerteza econômica, uma pergunta pode ser feita: É possível evitar o êxodo em massa e enormes protestos violentos? Quem vai proporcionar trabalho para os milhões de desempregados? Para onde a economia mundial está se deteriorando?

O Canto do Cisne do Capitalismo

A suposição fundamental da economia é de que as pessoas aspiram ao máximo benefício com o mínimo de investimento (a suposição de expectativas racionais) com motivos egoístas. No entanto, as pessoas que ganham a vida umas das outras não podem viver separadamente dos outros indivíduos na sociedade. Ao longo da história, o desenvolvimento humano reflete o desenvolvimento de conexões e a interdependência entre as pessoas. Isto é, a economia é apenas uma cópia do sistema de conexões e relações entre nós.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, essas relações entre as pessoas são uma expressão mais profunda da natureza egoísta da humanidade: o desejo de receber o máximo de prazer e satisfação, mesmo que seja em detrimento dos outros. A natureza egoísta começou a crescer mesmo nos dias do antigo reino da Babilônia cerca de 3.500 anos atrás. Assim, as bases para os métodos de comércio e o uso do dinheiro e da tributação foram estabelecidos pela primeira vez, a agricultura moderna começou a tomar forma, e junto com isso os métodos de governança e controle e os processos clássicos de ordem e de gestão foram fundados pela primeira vez. A civilização, que tinha sido conduzida como uma única família, foi derrubada em um instante. O ego, que levou os babilônios a se desenvolver, transformou-os em seres mais autocentrados e os separou. As mudanças sociais geraram a disparidade de classe entre a população e o fenômeno da exploração dos outros começou.

Isso criou sucessivos períodos de escravidão e feudalismo baseados na agricultura, que dividiu a sociedade em duas classes na Idade Média, os nobres proeminentes e os servos. A natureza egoísta intensificou a busca por formas distorcidas de lucrar mais, e as pessoas começaram a desenvolver novas medidas que trouxeram mudanças de longo alcance, conhecidas como a Revolução Industrial.

Na véspera da revolução, no final do século XVIII na Inglaterra, o motor a vapor foi inventado. Para a indústria, esse foi um trampolim para o mundo moderno. A mecanização e a industrialização continuaram a se desenvolver em um ritmo vertiginoso, fazendo com que as massas deixassem suas aldeias pastorais e se mudassem para as grandes cidades da Inglaterra, França e, mais tarde, Estados Unidos: cidades que se desenvolveram em torno da indústria moderna.

O Erro de Marx

A Revolução Industrial mudou gradualmente a natureza da sociedade. Ela levou ao desenvolvimento de duas novas classes urbanas: a burguesia (os financistas, que eram líderes de empresas, bancos e comércio) e a classe trabalhadora (o proletariado, simples  camponeses que vinham para a cidade sem qualquer tipo de educação, trabalhavam duro para o rico e sofriam condições de trabalho exploradoras e alienantes.

Karl Marx, o pai da doutrina do socialismo, que foi exposto a esse fenômeno em primeira mão, descreveu-o dessa forma: “A história de toda a sociedade até aqui é a história das lutas de classes”.

Homem livreescravopatrícioplebeubarãoservomestre de corporação e companheiro, numa palavraopressoresoprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra, uma guerra que terminou sempreou por uma transformação revolucionária, da sociedade inteiraou pela destruição das duas classes em luta” (Manifesto Comunista).

O processo de desenvolvimento do egoísmo não parou, e no meio do século XIX atingiu o auge de sua prosperidade e estava usando um novo nome socioeconômico de capitalismo. Os capitalistas exigiam a sua própria propriedade privada e o livre mercado comercial. Eles colocaram o ser humano no centro e formaram uma posição liberal para justificar seu status mais elevado. A sua alegação de que quando o seu rendimento aumentasse e seus impostos fossem reduzidos, a riqueza seria redistribuída e proporcionaria benefícios para os estratos menos favorecidos, tornou-se uma ficção. Marx acreditava que quando a geração de massas de trabalho entendesse que a sua situação era muito ruim, iria se unir, fazer uma revolução violenta contra o regime burguês, e trazer uma nova sociedade igualitária. Mas ele estava enganado sobre essa virada ….

Cem anos atrás, Baal HaSulam escreveu que, “No entanto, neste último ponto, onde ele nos promete que, após a ruína do atual governo burguês, um governo proletariado será imediatamente instalado, aqui está a falha do seu método: a nova realidade diante de nós nega. Ele pensou que a governança do proletariado seria o passo subsequente ao governo burguês, e, portanto, determinou que, negando o governo burguês, um governo do proletariado seria estabelecido instantaneamente. No entanto, a realidade comprova que o passo seguinte à ruína do atual governo é a dos nazistas ou fascistas. Evidentemente, ainda estamos nos estágios intermediários do desenvolvimento humano. A humanidade ainda não atingiu o nível mais alto da escada da evolução. Quem pode assumir quantos rios de sangue ainda estão para ser derramados antes da humanidade atingir o nível desejado?” (Baal HaSulam, o jornal, A Nação).

A força negativa da natureza egoísta está operando como de costume, e se não a controlarmos, ela vai nos levar a se unir em movimentos fascistas e neonazistas, uma tendência que está ocorrendo hoje na Europa e Estados Unidos. Embora a economia nos ajude a viver, não é a própria vida. Nós temos que ver como podemos construir uma nova sociedade de acordo com o processo de desenvolvimento por meio do qual a humanidade está se movendo, e na medida em que a sociedade muda, a economia muda.

Enquanto os economistas e formuladores de políticas pensam em como reverter o ciclo e retornar o capitalismo para sua idade de ouro, podemos aprender com a sabedoria da Cabalá que isso é algo impossível. O capitalismo fez suas próprias leis, e as leis da natureza estão nos avançando rumo a um novo modelo socioeconômico, e é bom que seja assim.

Uma Nova Indústria Humana

Existe um interesse crescente no modelo de renda universal, pelo qual um país paga a cada cidadão uma ajuda de custo sem qualquer conexão com o seu status de emprego; o desprendimento do pagamento do trabalho, não é acidental. Ele reflete tentativas balbuciantes de se preparar para uma era na qual não haverá nenhum trabalho, mas a provisão será em abundância graças à robótica avançada. Mas o fracasso de um referendo nacional para garantir uma renda na Suíça no início do ano e a oposição ao novo modelo em todo o mundo refletem a falta de maturidade ou até mesmo a negação do fato de que todo o mercado de trabalho está diante de mudanças dramáticas que são susceptíveis de minar toda a ordem sócio-político-econômica, e cabe a nós nos prepararmos com antecedência para evitar choques e muito sofrimento humano.

Como vamos fazer isso? Assim como hoje, todos nós somos produto de um sistema de educação formal e informal, que por meio de palestras e memorização dos princípios nos prepara para a vida em um sistema capitalista, de tal forma que pareça natural para nós. Então, nós apenas temos que ajustar os relacionamentos entre nós que são a base para todo o sistema econômico, para a nova realidade e os desafios do século XXI. Esse ajustamento pode ser realizado apenas por meio da educação em massa. O sistema de escola pública foi estabelecido com o surgimento da Revolução Industrial, no século XIX, a fim de treinar os trabalhadores para trabalhar em linhas de montagem de fábrica. Por isso, cabe precisamente a nós gerar uma revolução educacional sem precedentes no século XXI, para a formação de uma nova sociedade.

Imagine que todas as manhãs vamos sair para o local de trabalho onde trabalhávamos no passado ou para um centro comunitário perto de nossas casas, e durante todo o dia vamos nos sentar em torno de uma mesa redonda de aprendizado sobre o mundo global e a natureza humana e discutir como fortalecer as relações positivas entre nós. O poder positivo da conexão que é criado e estabelecido entre nós vai equilibrar a força negativa do egoísmo e irá fornecer a todas as pessoas uma vida, emocional e psicologicamente, na forma de felicidade, alegria, serenidade e paz. “A unidade social … pode ser a fonte de toda a alegria e sucesso” é o que o Baal HaSulam escreveu no artigo, “A Liberdade”.

Com a ajuda da promoção de uma ideologia clamando pela unidade, vamos colocar um fim no problema do aumento do desemprego: muitos locais de trabalho serão criados, como já foi especificado à exaustão, cujo propósito será o de gerar o poder da conexão positiva. Os cidadãos não vão se preocupar com alimentação, vestuário, saúde, educação, habitação, automóveis, entretenimento ou quaisquer serviços sociais adicionais. A nação vai se tornar uma grande família; os problemas de nacionalismo e privacidade serão gradualmente resolvidos, e o poder da conexão vai curar a sociedade humana moribunda até a sua recuperação completa. A nova economia social vai finalmente nos libertar da preocupação constante em ganhar a vida, da prática do materialismo excessivo, e irá liberar o nosso tempo para o desenvolvimento pessoal, social e espiritual.

Ynet: “Existe Um Futuro Para O Capitalismo?” 06/12/16

Era Dos Robôs Ou Era Da Humanidade?

laitman_628_4Nas Notícias (World Economic Forum): “Nós estamos vendo uma era de mudanças sem precedentes na nossa forma de trabalhar. Rápidos avanços nas áreas de tecnologia, tais como inteligência artificial e aprendizagem de máquinas, e na forma como criamos coisas, tais como robótica, nanotecnologia, impressão 3D e biotecnologia, vão mudar radicalmente as características da força de trabalho global. …

“De acordo com o relatório do Fórum Futuro dos Empregos, alguns empregos serão eliminados, outros estarão em alta demanda, mas, apesar de tudo, em torno de 5 milhões de empregos serão perdidos.

“Já existem postos de trabalho agora que nunca se ouviu ouvido falar cinco anos atrás: o papel do cientista de dados, que está em grande demanda, é um exemplo.

“Outros trabalhos vão começar a exigir habilidades não associadas a eles antes. Aqueles que trabalham em vendas ou manufatura, por exemplo, terão uma melhor compreensão da tecnologia, graças ao advento da internet das coisas”.

Meu Comentário: As estatísticas estão suavizando muito a situação. Na verdade, não haverá necessidade de força de trabalho; no momento atual, a robótica está sendo artificialmente controlada. Por exemplo, seria possível substituir táxis por veículos automáticos. É possível fazer isso.

Um robô poderia substituir todas as pessoas e se envolver em tudo, exceto no trabalho espiritual, porque um robô não tem liberdade de escolha.

A liberdade de escolha é a possibilidade de se conectar ao próximo nível de consciência. Apenas um ser humano pode ter liberdade de escolha, apenas em um ambiente particular onde uma pessoa é educada e preparada para a passagem para um novo nível chamado Adão (Homem).

Tudo o resto está no nível animal. Por isso, ele pode ser programado e tornar a vida fácil mecanicamente. É tudo mecânica.

Pergunta: Os robôs vão nos empurrar para o próximo nível?

Resposta: Com certeza, mas, por enquanto, não queremos isso, de modo que não os utilizamos.

Há áreas em nossas vidas em que nos beneficiaríamos se uma pessoa fosse substituída por um robô, mas há sempre um efeito negativo nisso também. Por exemplo, se substituirmos os motoristas de táxi por robôs, o que acontecerá com os milhões de pessoas que estão envolvidas nesta profissão?

Precisamos descobrir: o que uma pessoa deve fazer.

Nós podemos tornar nossas vidas físicas mais fáceis, inventando “brinquedos” mecânicos, mas, ao mesmo tempo, nossas vidas se tornarão mais vazias, porque não haveria produção intelectual.

Na Disney World, em Orlando, há uma enorme esfera como atração. Você se senta em um carro e passeia através da esfera e vê a sua apresentação do futuro da humanidade: todos voando em helicópteros, correndo em algum lugar, em casa, tudo funciona mecanicamente com o apertar de um botão. E para serve isso? Afinal, a pessoa de certa forma permanece a mesma.

Por isso, teríamos completado nossa existência se não fosse pelo programa de desenvolvimento humano ativado desde cima.

Portanto, temos que chegar a um estado que será muito ruim para nós, e devemos entender que o significado do nosso desenvolvimento é se unir e subir ao próximo nível de existência através da unidade.

O próximo nível é a espiritualidade, fora do corpo, fora de todas as limitações em nosso mundo. Vamos esperar que as pessoas entendam isso.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 19/10/16

Os Pobres Vão Rir Dos Ricos

laitman_926_01Nas Notícias (Common Dreams): Em um continente que abriga algumas das pessoas mais ricas do mundo, a maioria das empresas rentáveis ​​e os mais valiosos ativos – incluindo 342 bilionários – mais de 120 milhões de pessoas estão em risco de pobreza, exemplificando os “inaceitáveis​​” níveis de desigualdade da Europa em 2015.

“Isso é de acordo com a Oxfam, cujo novo relatório, A Europa para Poucos, Não para  Muitos, adverte que a influência excessiva de indivíduos ricos, empresas e grupos de interesse sobre a formulação de políticas está exacerbando a pobreza e a desigualdade em todo o continente. …

“Enquanto isso, entre 2009 e 2013, o número de europeus que vivem sem dinheiro suficiente para aquecer suas casas ou lidar com despesas imprevistas, um estado conhecido como ‘severa privação material’, aumentou entre 7,5 milhões e 50 milhões de pessoas. Estes estão entre os 123 milhões de pessoas – quase um quarto da população da União Europeia – em risco de viverem na pobreza. …

“A pobreza na UE não é uma questão de escassez durante a crise, mas um problema de como a riqueza é distribuída”, disse Isabel Ortiz, diretora de proteção social da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em sua introdução ao relatório Oxfam”.

(VestiFinance): “Diante de crescentes desigualdades e desemprego acima de 10%, a Europa planeja introduzir uma base de renda única, que garanta a todas as pessoas, independentemente do trabalho, a capacidade de atender às necessidades básicas”, diz Christopher Dembik. …

“Em 2016, a França também irá abordar a questão de fornecer renda básica para toda a população e limitar o salário máximo para lidar com a desigualdade e alcançar um crescimento mais equilibrado.

“Em uma sociedade mais igualitária com outros valores, a demanda por bens de luxo cai drasticamente. Os consumidores agora escolhem produtos produzidos em massa e alta tecnologia. A queda da demanda na Europa e a desaceleração econômica nos países em desenvolvimento, particularmente na China, levou a um colapso no segmento de luxo”.

Meu Comentário: Gradualmente, a provisão uniforme das necessidades básicas para toda a população está emergindo, como Baal HaSulam escreveu no início do século passado.

Ele foi criticado por dizer isso e acusado de ser comunista. Mas hoje, toda a Europa está começando a introduzir um sistema de abastecimento da população com necessidades. Poderia ser que, mesmo sem uma grande guerra, mas através da continuação da crise, as pessoas se tornem mais sábias e a vida nos force a redesenhar a sociedade e a nós mesmos.

“A Nova Ordem Mundial”

 Nas Notícias (inosmi): “Qual é o novo sistema mundial? Quais são as suas principais características? Quais são as forças motrizes que determinam o funcionamento real do nosso planeta? …

“Na verdade, não estamos frente a crise, mas a uma série de crises que estão tão intimamente interligadas que já é impossível estabelecer onde estão as suas causas e consequências. O fato é que os efeitos são algumas outras razões que estão incorporadas ao sistema. Em outras palavras, estamos diante de uma crise sistêmica do mundo ocidental, afetando tecnologia, economia, comércio, política, democracia, identidade, conflitos militares, clima, meio ambiente, cultura, valores, família, educação, juventude, etc.

“De um ponto de vista antropológico, essas crises dão origem ao medo e a raiva. As pessoas vivem em um estado de ansiedade e incerteza. Em face dos riscos incertos, como a perda de um emprego, desastres provocados pelo homem, a biotecnologia, os desastres naturais, a incerteza total… Tudo isso é um desafio para a democracia. …

“Decepção e expectativas equivocadas – deve ser entendido que desde a crise financeira de 2008 … tudo mudou dramaticamente. Os cidadãos têm uma profunda decepção. A própria democracia, como um modelo, perdeu a confiança. Sistemas políticos têm experimentado choques tectônicos. Na Europa, por exemplo, os grandes partidos tradicionais estão em crise. … A paisagem política passou por mudanças fundamentais.

“Se você consegue prever o futuro, estamos claramente passando por uma crise global no sistema de liderança. Em muitos países, o Estado que protege os cidadãos deixou de existir. …O povo exige que o poder político assuma novamente um papel de liderança na sociedade. Fala-se da necessidade de uma nova compreensão da política, e a colocação de limites no poder político dos mercados econômicos e financeiros….

“A Internet não é apenas tecnologia, mas também uma das principais entidades operacionais de crises. …

“Essa aliança sem precedentes – serviços de segurança do Estado + recursos da Internet – criou um império muito real de vigilância, que visa grampear toda a Internet e seus usuários ….

“O ciberespaço tornou-se uma espécie de quinto elemento. O filósofo grego Empédocles argumentou que o nosso mundo é uma combinação de quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Mas com o advento da Internet e seu espaço virtual misterioso, … um novo universo, a certo ponto quantum, está complementando a realidade do mundo moderno como um verdadeiro quinto elemento”.

Meu Comentário: Essa situação está nos levando à necessidade de se conectar e integrar no novo sistema, o que significa tornar-se semelhante a ele: unidos. A natureza está nos ensinando que a sociedade humana deve se integrar com a natureza para se tornar um único sistema.

O Programa De Trump À Luz Do Governo Superior Parte 2

laitman_269Não há motivo para desperdiçar energia tentando consertar a economia dos EUA, porque é impossível trazer de volta as fábricas que foram transferidas para a China há trinta anos. Não há necessidade delas para a América ou para o mundo. Atualmente, a China já transferiu essas fábricas para a Índia.

Os americanos devem começar a produzir um novo tipo de mercadoria, os únicos produtos especiais necessários em todo o mundo, ou seja, produzir pessoas. Essa produção deve-se ao fato de que as pessoas desempregadas vão conseguir empregos: elas vão começar a aprender a se unir.

Depois de alguns meses em tais estudos, cada uma receberá novas impressões fortes sobre o que é um “ser humano” correto e uma sociedade humana correta. Precisamos continuar dessa forma. Afinal, uma pessoa não tem mais nada a fazer nessa vida além de gerar a força superior, a força mais poderosa no mundo que é capaz de realizar milagres em toda a natureza. Tudo isso depende apenas da conexão entre as pessoas.

Portanto, não devemos pensar que essa produção não produz mercadorias. Vamos gerar um produto e seremos capazes de medir a força produzida por nós, o poder da conexão que recebemos e o sucesso alcançado através dele que vai aumentar dia após dia.

Nós podemos avaliar isso de acordo com o nível de desejo, conexão, restrição e o Masach (tela). Essas características são muito mais precisas do que a nossa economia atual com os seus métodos de avaliação do trabalho: os esforços investidos e os resultados recebidos.

Não há dúvida de que, desta forma, vamos alcançar o desenvolvimento ilimitado. Nós só precisamos explicar isso às pessoas, e, antes de tudo, aos líderes, como Trump.

Não há alternativa, porque se estima que cerca de setenta a oitenta por cento da população ativa vai estar fora do trabalho nos próximos anos, não importa quão duro possamos resistir à entrada da robótica e dos sistemas automatizados. O conceito de uma pessoa que trabalha para garantir sua existência material já está desatualizado. Marx escreveu sobre isso quase duzentos anos atrás.

A tecnologia atingiu um nível de desenvolvimento onde dez pessoas são capazes de produzir colheitas para dez milhões, e outras irão produzir a força especial que estabiliza toda a sociedade e a leva a uma forma ideal, onde as dez pessoas que são capazes agora de servir dez milhões serão capaz de servir dez bilhões.

Nós recebemos uma bênção de cima por tudo o que fazemos. Além disso, estamos começando a compreender até que ponto precisamos disso. Nós temos consciência de que devemos nos limitar ao consumo racional para não envenenar o ambiente. Estamos aprendendo a unir a sociedade humana e, com isso, poupar energia e dinheiro, e eliminar sofrimento, guerras e terrorismo.

Nós não precisamos ir aos terroristas e realizar palestras para eles. Ao atrair a Luz comum, a força comum, nós acalmamos todos os distúrbios. Não é necessário lidar particularmente com o Paquistão ou o ISIS. Se cuidarmos da correção comum, todos esses pontos nevrálgicos, de repente, se acalmarão. Os terroristas, de repente, sentirão que devem tratar as pessoas com mais bondade.

De KabTV “Uma Conversa Sobre o Programa de Trump À Luz do Governo Superior” 25/11/16