Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

O Caminho Para A Paz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós em Israel queremos tanto a paz e ela não vem. O que é a paz em geral? E como nós vamos trazer a paz para Israel?

Resposta: Em primeiro lugar, paz (Shalom) é a totalidade (Shlemut). E plenitude para Israel sempre foi a conclusão interior (Hashlama).

O patriarca Abraão tirou seus apoiadores da Babilônia e pediu que eles fossem um “povo”, o que significa um grupo de pessoas que vive de acordo com as leis da qualidade da misericórdia em amor mútuo e unidade. Cerca de 5.000 pessoas o seguiram, de acordo com Maimônides. Um pequeno grupo de babilônios foram atraídos para a doação cerca de 3.500 anos atrás.

Abraão lhes ensinou como eles precisavam se conectar entre si. Depois disso, Isaac e Jacó continuaram nesta missão, e, finalmente, os nossos antepassados ​​se tornaram verdadeiramente uma nação. Isso aconteceu porque eles realmente tomaram sobre si os requisitos: “Não faça a seu amigo o que é odioso para você”, “Amarás o teu amigo como a ti mesmo” e “Todos de Israel são fiadores uns aos outros”.

“E amarás o teu amigo como a ti mesmo” é chamado de “grande regra na Torá”. Esta é a base da nação, a sua constituição e a lei fundamental, segundo a qual ela existe. O grupo de Abraão separou-se de todo o mundo especificamente para se unir e viver de acordo com esta regra geral.

Quantos seguiram este pequeno número de pessoas e por que não tentaram? As dez tribos desapareceram e aqueles que permaneceram foram espalhados por todo o mundo. Eles passaram por inúmeros problemas e foram perseguidos sucessivamente, até que voltaram para a terra de Israel.

Então, o que havia de errado com essa volta?

Durante o período do exílio, o ódio das nações do mundo de alguma forma nos conectava externamente. Por causa disso, nós estávamos conectados, nos apoiávamos e nos ajudávamos.

Mas, na terra de Israel, não sentimos o domínio das nações do mundo sobre nós, e agora é como se não tivéssemos essa animosidade e o nosso próprio ódio interior tomou o seu lugar.

Em princípio, depois que formos liberados da pressão constante, teremos que viver aqui como um verdadeiro povo de Israel na terra de Israel e de acordo com a lei do amor e da unidade. Mas nada está acontecendo e ninguém ainda está pensando nisso, nenhum setor está pedindo isso. Antes, o ódio infundado levou à destruição do templo e nos espalhou por todo o mundo. Agora, existem os mesmos problemas e o mesmo ódio que nos acompanham em nosso retorno à terra.

Devido à distância na conexão entre nós, não somos um povo. Nós nos tornamos um povo só se estamos unidos pelo poder do amor mútuo. Esta é a condição, e enquanto não há amor entre nós, a nação de Israel não existe.

Outras nações surgiram em diferentes lugares do mundo de acordo com as condições locais, com base em tribos locais, moradores, etc. A criação de cada nação baseia-se numa história e geografia comuns, ou seja, bases terrestres.

Nós não nascemos assim. Nós fomos criados numa base ideológica e fomos separados do mundo inteiro de acordo com a ideia que é o oposto para os outros, para o mundo todo. Esta é a diferença fundamental, a nossa característica de origem.

Como resultado disso, nós fomos desenvolvidos e vivemos de forma diferente. Toda a nossa história é diferente do modelo usual. Todos aqueles que nos rodeiam sempre se relacionaram conosco como um corpo estranho, como uma adição estranha que “não era deste mundo”, Houve até teorias que nós viemos de outro planeta.

Como foi que aconteceu que hoje nós “enlouquecemos”, de tal forma que sonhamos com a paz sem nos unirmos como o povo de Israel em seu próprio solo?

Na verdade, a separação e a divisão habitam no meio de nós, e sempre em circunstâncias como estas, nós estamos rodeados por “lobos” que querem saquear as “ovelhas” que lutam entre si. É assim que sempre foi. Então, por que temos esperança? Se olharmos para o estado atual entre as pessoas na nação de Israel e para o que aconteceu há dois mil anos, vemos a mesma imagem.

A história é conhecida, as causas são definidas, e tudo é disposto diante de nós. Mas nós estamos à espera de algo dos palestinos, manobrando entre os interesses políticos das nações próximas ou distantes, e para quê? Tudo isso não é certamente do nosso interesse.

No momento em que nos unirmos, chegaremos à plenitude nas relações entre nós e vamos educar as pessoas sobre a base desses princípios fundamentais. Como resultado disto, nós alcançaremos a paz.

Na verdade, nós somos o povo da ideia, e devemos implementá-la. Quando caímos do nível do templo, ou seja, do amor e da unidade entre nós, tudo foi destruído e nós fomos lançados ao exílio. Isso significa que só o amor fará com que seja possível subirmos novamente para o nível do templo, o nível de paz e bem-estar.

Na verdade, estes são os fundamentos da nossa história, que são bem conhecidos para nós. Portanto, os pedidos pela paz e as tentativas de chegar a um acordo com os palestinos são inúteis. Quando agimos assim, nós estamos tomando a abordagem usual das nações do mundo, através de meios externos para resolver problemas de natureza interna. Isso nunca funcionou e nunca vai funcionar. Afinal, as nações do mundo estão sempre tentando nos aniquilar.

Mas nós podemos nos tornar muitas vezes mais fortes do que elas e conquistar todos os nossos inimigos só se nos unirmos e estivermos verdadeiramente unidos. Não devemos ser como nozes embaladas num saco por nossos vizinhos que nos pressionam de todas as direções e nos lembram sobre a unidade, mesmo que esta seja artificial. Caso contrário, eles vão simplesmente nos separar.

Portanto, não há nada mais importante do que educar as pessoas. Nós devemos explicar às pessoas que o seu bom futuro depende delas. O único requisito para a paz para o povo de Israel é a unidade dentro de si.

Se nos concentrarmos nas relações entre nós e aprendermos a cultivar e melhorá-las, todos à nossa volta vão relaxar. Os motins vão parar porque todo mundo vai estar à espera do momento em que, finalmente, cheguemos a paz entre nós. Inconscientemente, é isso que as nações do mundo estão esperando.

Além disso, elas estão esperando que nós lhes mostremos como fazer isso e como é possível chegar a plenitude do ser. O que elas querem de nós é um exemplo de unidade nacional resultante doe amor mútuo, um exemplo de uma estrutura econômica e nacional com base nesse princípio. Elas querem que nós construamos o país com base no amor e doação, e não com base na concorrência, conflitos e ódio.

Depois de mostrar tudo isso para o mundo, vamos nos tornar uma “luz para as nações”. Então eles vão querer receber isso e copiar isso de nós.

Isto é o que o mundo está esperando durante a crise global e integral que afeta a todos. Simplesmente não há outra escolha para o mundo, uma vez que ele está esperando por um meio e um exemplo que mostre o que deve ser feito. Nós especificamente podemos fornecer ao mundo este exemplo.

Pergunta: O que a nação de Israel deve fazer quando o mundo está constantemente castigando-a? “Seus vizinhos também querem viver”, dizem eles. “Deem-lhes a oportunidade de proclamar um Estado próprio e, em seguida, assinem um tratado de paz com eles”.

Resposta: Nas entrelinhas é diferente: “Vocês têm navios nos portos. Pegue-os e afastem-se de nossa terra. Vamos leva-los para algum lugar no meio do oceano, se vocês não afundarem no caminho, é claro. Vamos deixá-los fora em alguma ilha agradável e vocês vão morar lá em paz”.

Na verdade, algo semelhante já aconteceu. Isso é especificamente o que eles querem e isso é o que eles pretendem. Nós ainda veremos como as coisas progridem rapidamente nessa direção, se não iniciarmos o processo de conexão do nosso lado. O povo de Israel deve iniciar a correção do mundo e dar a todos o exemplo de como a sociedade humana de amanhã deve parecer.

Pergunta: E se eles nos isolarem na arena internacional? Na era moderna, o boicote é uma arma séria.

Resposta: Isso não vai ajudá-los se agirmos de acordo com uma nova natureza, a qualidade de doação. Neste caso nenhum boicote egoísta terá sucesso. Isso só nos permitirá estarmos silenciosamente preocupados com coisas essenciais e não sentirmos falta de nada.

Não se preocupe com a economia, especialmente porque até hoje ninguém sabe de acordo com quais leis ela opera. Eu não tenho medo de ninguém. Eu estou apenas com medo do povo de Israel que retorna à terra de Israel: Quando ela vai finalmente querer ser uma nação no sentido pleno da palavra?

Pergunta: Então, todo mundo está contra nós. Não há nenhuma razão para olhar para os outros; venham, vamos cuidar dos nossos problemas internos.

Resposta: Claro, isso não significa que devemos desafiadoramente fugir de todos, negar o que eles dizem e cortar todas as conexões. Em primeiro lugar, cabe a nós nos preocuparmos com o nosso povo. É necessário cuidar da política, mas, acima de tudo, 99% dos nossos esforços devem ser focados em educar as pessoas. Realmente, a verdade não é poder, nem dinheiro, e nem um exército que domina o mundo.

Pergunta: Nós sempre pensávamos que para viver em paz, tínhamos que viver em paz com nossos vizinhos. E nós dizemos que a paz começa conosco, a com o que está latente em nós.

Resposta: Isso é compreendido. Na verdade, não precisamos procurar maneiras de fazer a paz com os nossos vizinhos. Basta fazermos a paz entre nós. Toda a humanidade vai olhar para nós com espanto: “Uau! Nós também queremos isso!” As pessoas vão sentir de repente um anseio por isso.

Na verdade, as nações do mundo vão querer saber de nós; mas, por enquanto, não há nada a aprender. Pelo contrário, estamos tentando tomar um exemplo delas em vez de servir como um exemplo para elas. Esta é a razão elas nos odiarem.

Nossa missão é mostrar o que é a Luz, o que é uma vida de verdadeira serenidade, doação mútua e amor, que se diz ser a base necessária para a nossa existência.

Se o mundo é a perfeição, então a Luz é o poder de doação e amor que nos traz essa perfeição.

Pergunta: Como podemos nutrir o amor entre um povo que é dividido em milhares de facções?

Resposta: Comece a ensiná-los até que eles entendam que a separação e a fragmentação prejudicam a todos em qualquer eixo. As pessoas vão se conectar entre si acima de todas as diferenças. É assim que os pais amam seus filhos. Não faz diferença como eles são diferentes um do outro. Todos são diferentes e todos são iguais, como um homem com um coração.

De KabTV “Uma Nova Vida” 10/04/14

A Constituição Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, jornal “A Nação”: Nesse sentido, somos como uma pilha de nozes, unidas em um único corpo desde fora pelo saco que as envolve e une. Sua medida de unidade não as torna um corpo unido, e cada movimento aplicado ao saco produz tumulto e separação nelas. Assim, elas sempre chegam a novas uniões e agregações parciais. A falha é que elas não têm a unidade interna, e toda a sua força de unidade vem através de um incidente externo. Para nós, isso é muito doloroso para o coração.

Alguém que supõe que nós podemos unir as pessoas e construir uma nação de acordo com o padrão habitual está muito enganado. Sem entender a nossa natureza, ele acha que nós podemos agir como outros povos que voltam para casa depois de uma expulsão forçada, como nos dias de Stalin. As pessoas que foram expulsas voltaram e reorganizaram suas vidas. Mas nós não conseguimos fazer isso porque perdemos nossas raízes originais. Nós estivemos unidos uma vez e éramos irmãos, não irmãos de infortúnio como hoje, mas irmãos na doação mútua. Abraão inicialmente reuniu pessoas de todos os cantos da Babilônia, que estavam prontas para ir em direção à conexão com ele, ao contrário do resto da humanidade.

Esta unidade que Abraão deu foi reforçada no Monte Sinai, quando o povo que fugiu do Egito tornou-se como um homem com um só coração e recebeu a Torá. Mas depois, a conexão foi interrompida e o amor se tornou ódio infundado; como resultado, nós fomos para o exílio. Esse ódio também passou em parte para as nações do mundo.

A partir de hoje, não estamos prontos para renascer como um povo e uma nação sem chegar a uma correção de cada um separadamente e uma correção coletiva entre nós. Se não chegarmos a isso, então apenas uma “coleção” artificial de pessoas que não corresponde às leis superiores da natureza ou às leis da natureza inferior opera aqui.

Nós não estamos prontos para construir algo de acordo com as leis deste mundo, porque originalmente não pertencemos a este mundo, e não podemos ser construídos de acordo com as leis superiores porque ainda não estamos conectados ao nível superior. Como resultado, não estamos aqui nem lá, nem desta forma nem daquela.

O que é surpreendente é que éramos sempre estrangeiros e peregrinos neste mundo. E os 66 anos de existência da nação de Israel não são prova de nada. Eu não estou afirmando isso por razões antissionistas, mas do ponto de vista espiritual: nós, sem dúvida, perdemos o poder natural de unidade, que é inerente a todo o resto dos povos num nível físico.

Para nós era uma força espiritual que nos unia. Portanto, agora nós não somos um povo, e nossa consolidação atual não é uma nação até que entendamos e concordemos que só temos uma constituição simples, que é: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”, Arvut (garantia mútua), “como um homem com um só coração”. Nós não temos outra constituição. E se mantivermos esta condição, podemos restaurar o povo e a nação.

Nós precisamos construir nossas vidas de acordo com esta constituição, pois ela não é arbitrária. Pelo contrário, ela foi recebida de Cima, e esta é a diferença entre ela e as belas palavras que podem ser encontrados nas leis fundamentais de cada nação. É evidente que isso não será imediato, mas nós temos que perceber esta lei de forma gradual, e levar uma vida espiritual na terra. E também depende de nós ser uma “luz para as nações” em seu sentido pleno.

Sim, é um trabalho árduo, mas sem ele não vamos conseguir nada. Caso contrário, nós podemos ser companheiros de sofrimento na melhor das hipóteses, como nozes num saco, e nada melhor acontecerá conosco.

Esta é a situação atual, e ela pode continuar por mais alguns anos até que uma das duas coisas aconteça: ou vamos proceder à sua correção ou não seremos capazes tolerar a situação por mais tempo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Aqueles Que Seguiram Abraão

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que maneira Israel é diferente das outras nações? Por que eles têm um papel especial?

Resposta: Os desejos de GE (doação) são chamados de Israel, e AHP (recepção) é chamado as nações do mundo. A matéria da criação é o desejo de receber, mas ele é tão pequeno que só pode ansiar por doação chamado Israel. Portanto, está escrito: “Vocês são a menor de todas as nações”.

Havia um homem que viveu na antiga Babilônia chamado Abraão, que queria alcançar uma vida boa, ser livre do ego, em que todos os povos da Babilônia estavam imersos. O povo decidiu construir a Torre de Babel, mas suas línguas foram misturadas e eles deixaram de se entender, de modo que perderam o contato um com o outro.

Abraão entendeu que o objetivo é realmente estar conectado e que pela conexão nós podemos estabelecer um sistema em que vamos descobrir a força superior que age e nos controla. Quantas pessoas seguiram Abraão? Havia 5000 homens de 3 milhões. Afinal, a pessoa precisava ter um tipo especial de pureza.

As pessoas puras que se juntaram a Abraão, de acordo com a sua intenção, seu desejo de se assemelhar com a força superior que é a doação absoluta, são chamadas de Yashar-El (direto ao Criador). Todos os outros que ansiavam no sentido oposto, na direção do ego, são chamados de nações do mundo.

Obviamente, o objetivo da criação é levar todos ao nível de Yashar-El, a um nível diferente de existência. Mas, por enquanto, é apenas aquela pequena parte da população que se compromete com tal subida. Abraão tirou essas pessoas da Babilônia e as guiou a Israel. Elas diferiam dos outros graças aos seus vasos, que estavam na fase da raiz, e nas fases um e dois. Estes são vasos de GE que estavam prontos para entender esta ideia e eram atraídos à conexão.

Nós existimos num campo que não age num determinado indivíduo, mas somente através da nossa conexão. No momento em que há uma conexão entre várias pessoas, elas invocam a influência do Criador sobre si, a influência do campo, de acordo com a conexão entre elas acima do ego. Então, elas sentem que a força superior e a Luz se revelam nelas.

Nós estamos todos no campo da Luz constante que está num estado de repouso absoluto. Se não nos conectamos, não percebemos isso e não sentimos nada. Mas, se começamos a nos conectar com os outros, mesmo numa conexão entre dois, e mais ainda entre dez pessoas, nós começamos a perceber esse campo como “um receptor de rádio”.

Esta percepção dentro de nós é sentida como a revelação da Luz e do Criador, da força superior, como se nós percebêssemos uma onda de rádio. Isto é o que Abraão explicou ao povo da Babilônia. Houve aqueles que o entenderam e seguiram, uma vez que ficou claro para eles que esta era a única maneira de superar a crise que estava se desenvolvendo na Babilônia.

Todos os outros não entenderam Abraão e permaneceram na Babilônia para fluir na corrente com o seu ego. Desde então, o mundo inteiro está dividido em duas partes: Israel e as nações do mundo. Pode parecer estranho que Israel seja tão importante, embora seja apenas uma nação de alguns milhões de pessoas, mas que determina a essência do processo. Nós vemos que esta divisão tem sido mantida ao longo da história humana até os dias atuais.

Não se trata de uma localização geográfica na superfície da Terra, mas sim de uma ideia espiritual. Há pessoas que seguem a ideia de Abraão, como Israel, e outros que seguem sua própria natureza, como o povo da Babilônia.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Pioneiros Na Correção Do Mundo

Em nosso tempo, exceto os cabalistas, ninguém se lembra do princípio uma vez proclamou a regra essencial da Torá: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”. Entre o povo de Israel, este princípio desapareceu nos dias da destruição do segundo Beit HaMikdash (Templo), que é, de fato, a destruição deste princípio.

Indo para o exílio significa um afastamento da regra geral, “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”, para a indiferença e até ódio infundado. Mas em nossos dias, quando chegamos ao período de correção, todos aqueles que pertencem aos descendentes de Israel devem retornar a ela novamente, juntamente com todos os outros que sentem dentro de si uma inclinação para a correção do mundo. Este é um sinal de que o espiritual Reshimot (genes), já têm sido esclarecido neles.

Na antiga Babilônia eles apareceram em apenas uma pequena parte dos babilônios, cinco mil pessoas, de três milhões. Mas, hoje, estes Reshimot estão despertados e esclarecidos mais e mais. [Leia mais →]

No Auge Das Sensações Agudas

Dr. Michael LaitmanO Grande Comentário é um livro escrito cerca de 3.600 anos atrás. Mais tarde ele foi alterado novamente, mas o início de sua criação coincidiu com Abraão deixando a Babilônia e a destruição subsequente do Reino da Babilônia. O Grande Comentário é um livro de crônicas que acompanhou a história do povo ao longo dos muitos anos antes de irem para o exílio Egípcio.

Lá consta que quando os animais para sacrifício estavam prontos, era a vez de Aarão começar o serviço sagrado. Mas ele ficou e não se mexeu. “Aarão, saia!”, gritou Moisés. “Por que estás a protelar? Na verdade, você foi escolhido para ser o sumo sacerdote. Encontre a coragem para começar o serviço sagrado!” Mas Aarão continuou a ficar hesitante, porque toda vez que ele olhava para o altar, o altar assumia o contorno de um touro.

Pergunta: Como uma pessoa sente dentro de si mesma quando o altar assume o contorno de um touro?

Resposta: Para mim estas palavras não evocam quaisquer associações com touros. Primeiro de tudo, é tudo sobre uma pessoa. Mas porque é difícil para nós descrever as ações que são consideradas como acontecendo dentro de uma pessoa, vamos descrevê-las como pessoas que identificam e sentem tudo como uma pessoa, como os seus sentimentos são mútuos e suas sensações agudas.

Como uma pessoa, eles começam a se elevar, dividindo-se no povo (Israel), Levitas servindo as pessoas e os Cohen, o mais alto nível de serviço em uma pessoa. Pois em uma pessoa, ou seja, na imagem geral de Adão (humano), no Partzuf geral existem três níveis, NHY (Netzah. Hod, Yessod), HGT (Hesed, Gevurah, Tifferet), HBD (Hochma, Bina, Daat).

Em princípio, eles estão sempre reunidos e montam a imagem da pessoa inteira, de Adam. Então, eles começam a sentir que se elevam ao nível de Aarão, entram em contato com o Criador. Sua missão é chegar à adesão entre si, pois somente em conexão eles se elevam sequencialmente ao nível das “pessoas,” ao nível dos Levitas, e depois ao nível dos Cohanim e do nível dos Cohanim ao nível de Aarão, e depois eles atingem o nível de Moisés.

Assim é como eles resolvem o problema de conexão por si mesmos, e em sua unidade comum, que é chamada de Mishkan, o morador (Shochen) é descoberto. O morador é o Criador que é sentido na pessoa como tendo descido a este lugar e o preenchido, como um nevoeiro que preenche um vale.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 15/01/13

A História Do Povo Judeu

Dr. Michael LaitmanOs Quatro Exílios do Povo Judeu

O povo judeu passou por quatro exílios, que formaram o desenvolvimento gradual do desejo de receber, de toda a matéria da criação: Yod-Hey-Vav-Hey. Todos os fenômenos naturais se desenvolveram de acordo com esta fórmula.

O primeiro exílio não foi sentido como um exílio, o que significa que as pessoas não sentiam que eram escravas durante o período da escravidão. Visto que o desejo de receber era muito pequeno e se a pessoa o satisfizesse de alguma forma, ela se sentiria bem. Então, todo mundo concordava com isso.

Quanto mais o desejo de receber continuou a se desenvolver, ele precisou cada vez mais de independência, mais envolvimento independente na vida, no desenvolvimento e na comunicação, até que a natureza, de acordo com a sua fórmula, transformou o mundo inteiro numa conexão totalmente integral. E nós seres humanos ainda não estamos numa conexão integral, estamos atrasados ​​no que diz respeito às condições da natureza que quer nos desenvolver a um estado de conexão geral.

Uma criança que nasce não se comunica com o seu ambiente e não tem nenhum grupo social, ou tendências humanas, mas quanto mais ela amadurece, ela começa a sentir que precisa de uma família e de uma sociedade e não pode viver sem elas. Então, nós também precisamos atingir um estado de conexão entre nós. Assim, o início do nosso progresso é a compreensão gradual de que estamos dentro de nossa natureza original egoísta, no exílio do nosso estado mais elevado, de um nível mais elevado.

Na natureza existem quatro estágios de desenvolvimento: inanimado, vegetal, animal e falante. Nós estamos agora passando gradualmente do estado animal para o estado falante. Este é o próximo nível que ainda não alcançamos. Nesse meio tempo, o desenvolvimento humano ainda está no nível animal, porque está preocupado apenas com a existência, nutrição, educação dos filhos, e assim por diante. E tudo isso é feito de uma forma muito pouco atraente, porque a pessoa não é um animal que se desenvolve instintivamente de acordo com as leis equilibradas da natureza.

Os quatro estágios de subida nos degraus da escada são obrigatórios, e a transição do estado anterior para o próximo estado é implementado de acordo com as dez Sefirot, que nós não sentimos, ou de acordo com as quatro letras do nome do Criador, Yod-Hey-Vav-Hey, que incluem toda a natureza. Assim, a passagem entre os níveis e entre cada nível deve passar por quatro níveis de desenvolvimento (não importa quão pequenos eles sejam).

Na natureza existem quatro estados de avanço. O primeiro estado é a partida do estado do nível animal para o nível do homem, em que já existe o avanço em direção à solidariedade, conexão, característica de doação e amor, mas, por enquanto, num estado embrionário.

Isso aconteceu nos dias da Babilônia, quando Abraão tirou 5000 pessoas de lá e organizou um grupo que poderia ser chamado de o primeiro grupo comunista ou Cabalístico. Esta foi uma fraternidade espiritual em que todos participaram de acordo com o princípio da igualdade e preocupação não só para si, mas para o outro. Abrãao unidos todos aqueles que estavam interessados ​​em viver de acordo com este princípio e tirou da Babilônia todo mundo que estava pronto para ir em direção a esse ideal.

Três estágios de desenvolvimento da sociedade Cabalística são simbolicamente chamados de antepassados: Abraão, Isaac e Jacó, ou a linha direita, linha esquerda e linha média. O progresso contínuo dependia do desenvolvimento adicional que só foi possível com a condição da descoberta de um ego maior, sua correção e subida acima dele.

Então, Abraão se perguntou como seria possível chegar à característica de doação absoluta e amor. Ele investigou e descobriu que isso requer constante desenvolvimento do ego, sobre o qual a sua pequena nação se elevou.

Portanto, a próxima fase do desenvolvimento exigiu o crescimento do ego no grupo de Abraão, a descoberta do segundo nível do ego (o primeiro foi descoberto na Babilônia) e a elevação acima dele.

Mas isso não é apenas subir acima dele; pelo contrário, é passar por um processo de desenvolvimento do ego, onde todos recebem entendimento, todos mergulham nele e começam a trabalhar com ele. Então, vários impulsos egoístas começam a despertar e surgir nas pessoas que as empurram, influenciam e dominam. Mas as pessoas tentando subir acima de seu ego agem de acordo com o método de Abraão baseado no interesse mútuo, sempre que possível, e não para si mesmas.

A Torá fala sobre os estados através dos quais o povo de Israel passou no Egito. No começo eles lutaram entre si e em conjunto contra o seu ego, e depois disso contra o Faraó, que simbolizava o seu novo ego que sempre foi descoberto nas relações entre eles. O povo judeu esteve no Egito por 210 anos (um período simbólico). Assim como há quatro fases da Luz Direta, que são a fonte do nome de quatro letras do Criador, a fórmula que inclui quatro componentes que se desenvolvem gradualmente, do mesmo modo os egípcios, ou o ego que foi revelado nas pessoas, incluía quatro níveis. Assim, o tempo do exílio egípcio é chamado de 400 anos. No entanto, ele continuou por apenas 210 anos, e os restantes 190 anos foram divididos entre o resto dos exílios.

Os nomes na Torá: “Egito”, “Monte Sinai”, “O Deserto do Sinai”, e “a Terra de Israel” simbolizam os estados internos das pessoas. Isso não está falando de geografia, mas de mudanças internas que acontecem dentro de uma pessoa. Quando o ego cresceu, ficou cada vez mais difícil para as pessoas se manterem no nível de amor, fraternidade, “e amarás o teu amigo como a ti mesmo”; elas caíam e eram elevadas, caíam e se elevavam na conexão entre si, até que entenderam que tinham que estar desprendidas do ego, que cresceu enormemente. Na Torá isso é descrito como as dez pragas do Egito.

Isto significa que o ego se expandiu tanto que era impossível se manter nele e trabalhar com ele. Era necessário começar a descobri-lo em nós de forma gradual, para sair dele, e assim subir. Mas era impossível superar essa montanha de uma só vez, mas gradualmente, descobrindo o ego apenas na medida em que era possível usá-lo, superá-la e, assim, transcendê-lo.

Apesar das características negativas serem constantemente descobertas numa pessoa, ela não tem medo delas, porque entende que, graças a elas, ela vai subir se usa-las corretamente, pois esta é a sua ascensão espiritual.

É exatamente assim que o grupo de Abraão se desprendeu do seu ego, chamado Egito, e começou a trabalhar em si mesmo. Quando eles subiram acima do ego, eles começaram a organizar atitudes de ajuda mútua entre si, pelo menos tentaram não prejudicar o outro, pois antes eles estavam prontos para se aniquilar tão grande era o ódio que foi descoberto entre eles. O símbolo desse ódio é o Monte Sinai. É possível chamar os estados através dos quais o povo de Israel passou de deserto do Sinai, porque o trabalho em prol da doação não traz qualquer satisfação para o ego, pois eles não sentem qualquer gosto nele. É assim que eles trabalharam em si mesmos por quarenta anos até que subiram ao nível de Bina. Quarenta anos no deserto eles procuraram incessantemente pela característica de Bina (doação) dentro do ego, que foi aumentando continuamente.

Depois que o povo passou por todos os níveis, e, como resultado disso, todos os vasos que eles levaram com eles do Egito (os vasos de ouro e prata e as joias), ou seja, todas as características egoístas neles, morreram (a geração daqueles que deixaram o Egito morreu), eles tiveram a oportunidade de alcançar o próximo nível chamado de “Terra de Israel”, um desejo que é dirigido apenas à doação e amor. Terra (Eretz) é desejo (Ratzon), e Israel (Yashar-El) significa “direto ao Criador”. O Criador é o poder de doação e amor que é o poder essencial na natureza, e todo o resto são suas partes. O programa, segundo o qual este poder atua, pretende dar à pessoa independência, onde ela quer estar apenas num estado de doação e amor.

O grupo de pessoas que entrou na terra de Israel lutou por ela porque esta era habitada por “outros povos”, ou seja, vários distúrbios que foram descobertos em seu caráter acima do qual elas tinham que subir. Isso é chamado de “conquista da terra”, a conquista da terra de Israel. Então, gradualmente, elas chegaram a um estado em que a partir de todos os desejos que foram descobertos entre si, elas criaram um vaso comum de doação mútua e amor em que descobriram o poder superior, o Criador, e subiram ao Seu nível. Este é o estado perfeito. Mas, no momento em que atingiram esse estado, um ego coletivo ainda maior começou a ser descoberto nelas no próximo nível. Isto porque depois de deixar Babilônia elas levaram todo o enorme ego com elas que realmente não pertencia a elas (à característica de doação e amor), mas a toda a humanidade.

Como Rambam escreve, quando as 5000 pessoas que saíram da Babilônia chegaram à terra de Israel elas já eram três milhões, no momento em que havia milhões de pessoas em todo o mundo. Isto se refere a uma situação que ocorreu 2.700 anos atrás.

Mas esta pequena nação construiu o chamado Templo, ou seja, que construí uma condição na qual o Criador, o poder de doação e amor, foi revelada entre eles, e eles existiram nesta forma e se encontravam na espiritualidade.

Depois disso, um novo nível mais interno foi criado, que não pertencia a eles, o coração de pedra, que, naquele momento, eles não podiam corrigir. Este nível pertencia ao mundo todo. O povo de Israel não conseguiu agarrar a posição do nível de doação e amor; ele começou a desmoronar e caiu do seu alto nível de conexão mútua, do nível de equivalência de forma com o Criador a uma condição de separação que é chamada de segundo exílio, o exílio da Pérsia e Midiã. Isto não é mencionado na Torá, mas nos Profetas, no Livro de Ester e em fontes adicionais.

O povo de Israel esteve nesse exílio por 70 anos. 7 ou 4, e 400 ou 70, são unidades simbólicas de subida ou descida que são expressas em diferenças de tempo. Tudo funciona de acordo com a fórmula original, pois a criação do desejo (o ego) foi de acordo com as quatro fases da Luz Direta, sob a influência da Luz Superior (a característica de doação e amor). A partir daqui esta fórmula se espalha por tudo.

A descida para um nível tão baixo era perigosa para o povo de Israel, em que eles eram susceptíveis de esquecer completamente o nível que havia sido encontrado anteriormente e o que aconteceu com ele. Havia perigo de que eles se transformassem como o resto dos povos, mas ao mesmo tempo um despertar espontâneo aconteceu. No mapa mundial apareceu o líder do mal Hamã, que como o Faraó, despertou neles a consciência de sua situação. Eles fizeram uma grande obra entre si, foram forçados a subir acima do nível de Hamã, matá-lo (seu ego), e desta forma se elevaram ao próximo nível chamado de nível do segundo Templo.

Este nível era menor ao nível do primeiro Templo, porque a doação e o amor aqui não eram como no nível do primeiro Templo. Se o primeiro templo existia no nível de “e amarás o teu amigo como a ti mesmo”, o segundo Templo desceu ao nível de, “Não faça a seu amigo o que é odioso para você”. Especificamente, é a conexão entre as pessoas que é chamado de Templo e não as paredes de pedra que foram erguidos em Jerusalém.

O povo de Israel continuou a trabalhar em si mesmos, eles tentaram fazer o possível para permanecer, pelo menos nesse nível, mas o ego cresceu porque o ego da humanidade não tinha sido corrigido.

Enquanto isso, a humanidade desenvolveu-se egoisticamente e isso influenciou o povo judeu, para que eles não conseguissem manter o nível de ajuda mútua; eles passaram por lutas internas entre si que foram materializadas em nosso mundo como guerras contra os romanos e os gregos.

É assim que a queda das pessoas aconteceu sob a influência dos desejos egoístas interiores, os “gregos” e os “romanos”. Os desejos dos “gregos” recebeu expressão ideológica, e os desejos dos “romanos” foram realizados em ação. Isto se refere apenas aos estados internos do grupo de Abraão.

No final, a nação caiu do nível do segundo Templo, “Não faça a seu amigo o que é odioso para você”, em desprendimento absoluto, do nível de cooperação com o nível de pessoas normais. Isto significa que as pessoas não caíram no cativeiro dos egípcios ou os babilônios, mas no cativeiro do público em geral que estava completamente desprendido de todos os níveis espirituais.

Os tempos difíceis do terceiro exílio do povo judeu tinha chegado, o qual foi caracterizado pelo desprendimento absoluto do estado espiritual. Mas o desprendimento do estado espiritual foi gradual, continuando por muitos anos e terminando no século XVI (16º século), nos dias do Ari ou um pouco antes dele. Um método para a partida do exílio espiritual chamado Cabalá começou a se desenvolver. Ele também existia antes disso, pois os alunos de Abraão o esclareceram, concluíram e documentaram. Eram grandes ideólogos. Mas, apesar dos muitos livros que eram chamados de livros sagrados dos judeus, faltava um método preciso para o mundo que ensinasse uma pessoa como se afastar do estado do ego, pois naquele tempo, o ego ainda não tinha sido descoberto; ele começou a ser descoberto a partir da época do Ari.

O Ari foi um grande Cabalista que lançou as bases para o método de correção. Depois dele, surgiram Cabalistas como o Baal Shem Tov, o Maguid de Mezritch, e muitos outros líderes espirituais que descreveram o mesmo método em vários estilos e trabalharam com pessoas em vários níveis teóricos e práticos.

Mas o desenvolvimento deste método, que começou nos séculos XV e XVI, e continuou até os nossos tempos, parou em nossos dias. O último dos grandes mestres espirituais foi meu professor, o Rabash. Ele e seu pai, Baal HaSulam, fundaram e desenvolveram o atual método de correção. E nós os seguimos com a ajuda do método que eles desenvolveram; nós esperamos deixar o último exílio espiritual em que toda a humanidade se encontra.

Este é um exílio única, pois os descendentes do grupo de Abraão foram dispersos por toda a humanidade; eles perderam toda a experiência que haviam adquirido moral, espiritual e ideologicamente.

Parte desse grupo mudou todo o método, ou seja, tomaram para si a prática mecânica, sem pensar que tinham que se integrar com o seu interior através do seu desejo sincero. Este é o problema essencial na saída do último exílio.

Nós estamos agora num estado de esclarecimento de todas as condições, a fim de subirmos para o último nível de desenvolvimento, porque depois de sairmos da Babilônia, Egito e Pérsia, chegou a hora de sairmos do estado da atual crise global em que humanidade foi lançada.

Hoje, pragas globais modernas estão começando a ser descobertas na humanidade. Elas ainda não foram totalmente reveladas, mas nós já começamos a reconhecê-las gradualmente e sentimos sua abordagem. A ameaça de um tsunami se aproxima, catástrofes naturais, guerras e perturbações da ordem. As pessoas estão começando a entender que por meio de ações estúpidas, bárbaras e egoístas, elas abriram uma terrível Caixa de Pandora.

Portanto, nós temos que ativar este método. Estou feliz por fazer parte desta atividade e poder explicar, dizer e revelar às pessoas a situação em que nos encontramos, que tipo de mundo estamos vivendo, o que podemos esperar, que possibilidades estão disponíveis para nós, e o que devemos fazer.

Eu estou muito feliz que nos encontramos numa situação em que podemos realmente descobrir o método sobre nós mesmos, como num laboratório, e depois disso levá-lo ao mundo inteiro e mostrar ativamente como podemos trabalhar com ele. Cabe a nós sermos um exemplo para toda a humanidade e devolvê-lo ao estado do poder superior, ou seja, a característica de doação e amor, na melhor e mais rápida forma possível.

O Desejo Do Criador É Dirigido Às Nações Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos sempre falando sobre o amor do Criador e do grupo. Onde é que o público em geral entra?

Resposta: Toda a humanidade se une ao grupo. Dentro do vaso quebrado, há a parte chamada Israel, e a parte chamada nações do mundo. Tudo existe dentro do mesmo vaso, na Babilônia.

A parte pura do desejo saiu da Babilônia, e fora desta parte, durante o exílio do Egito e do Primeiro e do Segundo Templos, a nação de Israel foi estabelecida numa forma quebrada. A segunda parte que saiu da Babilônia não foi abalada, mas era totalmente egoísta.

Israel subiu ao nível espiritual do qual ele caiu e foi destruído, enquanto as nações do mundo não são quebradas no processo, mas já passaram pela quebra em suas raízes. Nós não temos escolha, exceto coletar e conectar todos os vasos quebrados, que é toda a humanidade, como está escrito: “Porque todos Me conhecerão, do menor deles até o maior deles”.

O Criador conecta toda a humanidade como um todo, e Israel é a conexão entre as partes. Israel, na verdade, não existe. Você acha que você é o principal elemento ao qual todos se conectam, o Criador acima e o público em geral abaixo? Você é simplesmente um tubo pelo qual passa a Luz que conecta ambos.

O Criador, na verdade, quer ser vestido com as nações do mundo, nos seres criados que são externos a Israel. Esta é a Sua meta. Eles têm um desejo real de receber, enquanto Israel é a conexão entre Bina e Malchut, e só pode ser um conector.

Israel sente a grandeza da meta em seus atributos, mas esta ação é para servir o Criador e a humanidade. Esta ação é muito importante, pois sem ela, o Criador e os seres criados não serão capazes de se conectar uns com os outros, pois é Israel que os conecta, e só isso. O desejo do Criador é direcionado às nações do mundo. Ele olha para elas, uma vez que elas têm o verdadeiro desejo de receber bruto.

O Criador é revelado nos grandes desejos encontrados em toda a humanidade. Israel é apenas o conector entre eles, o qual é um papel muito respeitável, uma vez que é o mediador entre o Criador e as nações do mundo. Portanto, nós devemos saber que se Israel pensa que as nações do mundo o odeia, então o Criador “odeia” ele na mesma medida, uma vez que ele não cumpre a sua obrigação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Escolhido Para Servir O Criador E As Criaturas

Dr. Michael LaitmanTodo o grande Kli da alma foi quebrado em fragmentos, e entre os fragmentos estão Kelim (vasos) puros que se aproximam das características da Luz superior. É muito fácil para eles serem despertados, por isso quando Abraão os chamou, eles foram imediatamente despertados, levantaram-se e o seguiram, deixando a Babilônia.

Isso é Israel, que só parece ser a parte mais egoísta do mundo, porque já passou pelo caminho do desenvolvimento espiritual. Mas, basicamente, este é um Kli (vaso) muito refinado e que pertence aos Kelim de Galgalta ve Eynaim (GE).

Cada parte restante do Kli coletivo pertence às nações do mundo e, especificamente, por meio de sua correção, nós alcançamos Ohr Hochma (Luz da Sabedoria). Elas são o objetivo da criação, enquanto que Israel age apenas como uma ajuda para esta realização, no papel de um adaptador, um conduto.

Pergunta: Conclui-se que o Criador escolheu estes Kelim refinados como sacrifícios?

Resposta: Por um lado, nós somos sacrifícios, mas, por outro lado, Israel é uma nação única, que serve a todas as outras. Tudo depende de como você aceita essa missão honrada: Você acha e recebe o seu serviço ao Criador e ao mundo como um mérito respeitável ou como um castigo?

Você veio a este mundo para servir a todas as nações do mundo e através disso servir ao Criador. Estes são os Kelim refinados que são despertados primeiro e têm a prontidão para se conectar. Eles têm uma preparação inicial para a correção porque têm o “mérito dos antepassados”, o que significa que já passaram por estados espirituais que estavam latentes neles de uma forma oculta e eles podem ser despertados novamente.

Tudo isso é feito para ser uma Luz para as nações, a fim de que nelas o pensamento da criação seja realizado. O objetivo é alcançar todos os ​​Kelim mais pesados. Eles são chamados de “o povo escolhido”, porque têm um papel único.

Israel está a serviço do Criador e das criaturas, e nós estamos no meio como um canal, um tubo. É essencial aceitar esta missão quando for necessário, caso contrário, você será sempre obrigado pelo Alto. Não há nenhuma razão para discutir com o programa da criação; quanto mais rapidamente Israel entender o que deve ser feito, será para o nosso benefício e em benefício dos outros e haverá menos sofrimento.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Longo Caminho Para A Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o Criador escolheu uma nação para uma missão especial, e essa escolha tem relação com a religião?

Resposta: A verdadeira religião é amar seu amigo como a si mesmo. Esta é a regra que Abraão divulgou na antiga Babilônia, e ele reuniu o povo ao seu redor de acordo com esta regra num grupo chamado Israel, o que significa Yashar El (direto ao Criador).

Apenas alguns indivíduos da Babilônia seguiram Abraão; aqueles que tinham os maiores vasos de doação. Todos os outros tinham vasos de recepção. Isso foi intencional para que eles pudessem ter uma chance de ajudar um ao outro.

Primeiro os vasos de doação são corrigidos para que possam ascender a um nível espiritual. Quando Abraão os coletou, eles não tinham nada. Portanto, primeiro eles tinham que passar pelo endurecimento do coração chamado Egito, isto é, eles não sobem, mas descem.

Após o êxodo de Babilônia, eles descem ao Egito, depois saem do Egito e ascendem para o recebimento da Torá. Depois eles atravessam o deserto, constroem o primeiro templo, e caem. Eles sobem novamente à altura do segundo Templo e passam por outra descida ao nível corporal. Isto é para estarem mutuamente incorporados às nações do mundo e se prepararem para o fim da correção do mundo.

Todo o processo, começando com o êxodo da Babilônia e tudo o que se segue, é para alcançar uma maior conexão. Isto é o que Abraão ensinou. No momento em que eles começaram a se conectar, eles sentiram que estavam numa descida cada vez maior.

A Luz que brilhou sobre eles possibilitou que eles descessem cada vez mais profundamente em seu ego e vissem que estavam longe da doação, da Luz. Portanto, eles sentiram a diferença, o delta entre o estado do exílio no Egito e o nível que estavam quando deixaram a Babilônia, e eles teriam permanecido nesse nível se não fosse pela Luz. Esta é a diferença entre a Luz e o nosso ego.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Não Devemos Deixar Que A Cabalá Caia Novamente Em Ocultação

Dr. Michael LaitmanAo longo de toda a sua história, a humanidade tem avançado devido ao seu egoísmo. Ele começou há 14 bilhões de anos, no momento do Big Bang, depois que a matéria inanimada começou a se desenvolver. Mais tarde, as plantas e os animais surgiram na face da Terra. No entanto, agora no século XXI, nós estamos nos aproximando do nível falante.

É por isso que nos encontramos numa crise maior, integral, que envolve todas as esferas da nossa vida. Nós não conseguimos viver em paz com nossos cônjuges, filhos, chefes de trabalho, amigos ou vizinhos, ninguém! Mesmo com nós mesmos!

Por isso, nos sentimos totalmente miseráveis. Todos os sistemas inteligentes e super-complexos que foram construídos não vão nos ajudar, porque a sociedade humana não está em equilíbrio com o resto da natureza.

Há uma lacuna entre os seres humanos e a natureza, porque esta última é integral, enquanto nós permanecemos individualistas. Em outras palavras, há um “mais” (positivo) em nome da natureza, e a nossa parte, ao contrário, é um “menos” (negativo). Esta diferença é tão grande que não conseguimos desfrutar nossas vidas. Não importa o quanto tentemos, não vamos ser capazes de escapar de problemas dramáticos que, no final, irão se revelar.

É por isso que no curso da história a sabedoria da Cabalá foi ocultada do público, à espera do momento em que a humanidade desenvolvesse o seu egoísmo até um determinado nível. Começando com a antiga Babilônia até o nosso tempo (por aproximadamente 3.500 anos), a Cabalá era uma ciência oculta.

A humanidade evoluiu sem ter a menor idéia da sabedoria da Cabalá. Como a humanidade não conseguiu implantar o conhecimento Cabalístico na antiga Babilônia, nós tivemos que continuar avançando nosso egoísmo até esta época. Atualmente, a sabedoria é revelada. Neste momento, nós estamos no segundo ponto da revelação da Cabalá. Nós somos os primeiros que a estudam, recebendo assim uma chance de nos corrigir.

Se não tivermos sucesso, o nosso progresso egoísta prosseguirá por mais algum tempo. Então, a sabedoria da Cabalá voltará a ser ocultada por um determinado período de tempo durante o qual terríveis catástrofes ocorrerão, como uma terceira guerra mundial, muitos desastres, etc. Aflições continuarão, desdobrando-se até que terríveis tragédias desencadeem uma nova revelação da Cabalá. O desespero completo acabará por forçar a humanidade a implantar este conhecimento.

Este é o nosso estado atual. É por isso que nós construímos um sistema que nos permite estudar, implantar e disseminar a metodologia. Hoje, toda a humanidade representa uma nova Babilônia. Isso significa que nós temos que trabalhar em nossa correção, porque é a única maneira de mudar a nós mesmos.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um” Dia Um 09/05/14, Lição 1