Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

Uma Conta Especial Com O Povo De Israel

Dr. Michael LaitmanO povo de Israel é um grupo de pessoas que rompeu a conexão com a Babilônia porque recebeu e experimentou um desejo único dirigido para alcançar o Criador. Como resultado disso, elas receberam este método de realização de Abraão baseado na “misericórdia de Abraão”, no princípio, “e amarás o teu amigo como a ti mesmo”.

Está escrito sobre isso, “não há outro além Dele”. O Criador é a única força que age na realidade. De forma a descobrir isto, é necessário conectar e alcançar equivalência de forma com essa força. Esta é descoberta em nós especificamente por meio do “ama ao próximo como a si mesmo”. Nós adquirimos gradualmente o amor, e assim o poder superior também é descoberto gradualmente.

O meio que nos possibilita descobrir a força superior através da conexão é chamado de Cabalá. Por definição, a sabedoria da Cabalá é o método para revelar o Criador às criaturas neste mundo. Ele é descoberto na medida em que a pessoa alcança equivalência com Suas características: doação e amor. O que O caracteriza também deve caracterizar a criatura.

Portanto, as pessoas que sentem um impulso interior para isso, que despertaram Reshimot (genes espirituais) como estes dentro delas, ouviram a mensagem de Abraão na Babilônia. Maimônides escreve sobre isso em seu livro, Mishná ToráAs Leis da Idolatria: Quando tinha 40 anos de idade, Abraão reconheceu seu Criador e começou a se levantar e proclamar em voz alta para todos os povos para que eles soubessem que há um só Deus para o mundo inteiro, e é apropriado servi-Lo. E ele foi, proclamou e reuniu pessoas de cidade em cidade e de reino em reino naquela Babilônia, até que milhares estivessem reunidos com ele, e eles eram o povo da Casa de Abraão. Este grande princípio foi plantado em seus corações, livros foram escritos sobre isso, e isso continuou e cresceu nos filhos de Jacó e naqueles que os acompanhavam, e uma nação foi criada no mundo que conhece o Criador.

Isto está falando sobre um povo único que tem mantido a sua singularidade até hoje. Na verdade, os seus antepassados ​​receberam o despertar espiritual mesmo durante a época da Babilônia, e com a ajuda de Abraão moldaram o conceito de “povo de Israel”. Na verdade, este era um grupo de pessoas que estava conectado a fim de alcançar o Criador através de relações únicas e especiais entre si.

Claro que, de toda a humanidade, de toda a Babilônia moderna, há uma conta especial em particular com o povo de Israel. Portanto, este grupo se encontra em tais circunstâncias ruins, desagradáveis e estressantes. Inconscientemente, todos exigem isso para que possam manter a sua obrigação. Junto com isso, os judeus não entendem o que se quer deles, e as nações do mundo não entendem o que querem deste grupo.

Isto é expresso no antissemitismo, um fenômeno bem conhecido em toda a nossa história. Na medida em que podemos aproximar a nós mesmos e o mundo da correção e aderir ao objetivo da criação. Assim, as ondas de ódio, ou seja, as forças que querem nos despertar para o nosso papel, diminuirão.

Do contrário, ou seja, na medida em que não podemos reconhecer isso, não estamos prontos, somos teimosos e não queremos realizar o nosso papel, então essas forças são reforçadas e nos influenciam de uma forma particular. Assim, alguém que olha para o mundo da maneira certa pode entender que esta atitude para com o povo judeu e, em geral para com toda a condição do mundo, incluindo o ambiente, a economia, a saúde e assim por diante, e o estado do Kli (vaso) geral que deve chegar à adesão com o Criador, depende única e exclusivamente desse grupo que deve mostrar ao mundo como alcançar a adesão com o Criador.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Temas Escolhidos: Missão do Povo de Israel

Nosso Mundo: Uma Estação No Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu estou ajudando na correção de uma pessoa se eu lhe explicar a ideia de Abraão?

Resposta: Três mil e quinhentos anos atrás toda a humanidade vivia na Babilônia. Algumas pessoas compreenderam que era impossível continuar a viver como viviam. A crise que se desenvolveu as obrigou a procurar uma resposta de por que e para que fim estavam vivendo.

Suas vidas inteiras foram destruídas e elas se tornaram extremamente confusas. A Babilônia daqueles tempos era um grande império com cerca de três milhões de habitantes. Alguns deles, perto de cinco mil pessoas, entenderam que certo processo existe na natureza, uma fórmula específica para o desenvolvimento da matéria.

Dentro da matéria, há uma força evolutiva que a dirige e passa por todos os níveis de desenvolvimento e, por fim, a leva ao nível da próxima existência.

Todo o nosso mundo é uma estação. Nós chegamos aqui, realizamos nosso trabalho e vamos embora. Alguns dos Babilônios descobriram isso e entenderam que é possível fazer uma transição daqui para o outro nível da existência humana, juntamente com os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, que se combinam no nível de Adam (Humano).

Nós estamos falando de desejos. Nós só vemos desejos e agimos somente dentro deles. Toda a matéria na criação é um desejo de receber, incluindo o inanimado, vegetal, animal e até mesmo a essência de Adam. Eles compreenderam que deviam mudar o método de trabalhar com a matéria, trazendo-a em consonância com o poder superior que a gerencia, ou seja, com a natureza, dentro da qual nos encontramos.

Nós podemos ser controlados diretamente pela natureza, e podemos evitar isso e querer ser como a fonte da natureza. Esta é toda a diferença.

Eu posso ser ativado egoisticamente por alguma fonte, que é o Criador. Se eu existo nesta forma, eu sinto os níveis da existência inanimada, vegetal e animal, e me falta o nível de Adam.

O nível de Adam é quando eu apago tudo o que recebo do Criador e me torno como Ele. Este é um nível absolutamente diferente de existência. Este não é o nível inanimado, vegetal e animal, mas o quarto nível, o nível de Adam.

O princípio importante é que eu posso receber constantemente do Criador, sendo ativado por Ele, e esta é a primeira forma de existência. Mas pode haver também uma segunda forma de existência onde não quero só existir de acordo com os comandos do Criador que ativam meu ego. Neste caso, eu não O chamo de “Criador”, mas sim de “Faraó”, Achoraim (parte posterior) do Criador. Eu quero ser semelhante ao Criador e ser como Ele. Para fazer isso, eu anulo Seu controle, não concordo com Sua ativação. Esta é uma verdadeira revolução na cabeça das pessoas. Alguns dos babilônios chegaram a esta descoberta e aceitaram esta abordagem. Eles viram que a vida estava empurrando-lhes nesse sentido. O Criador gradualmente os obrigou, enviando-lhes uma crise, problemas e sentimentos ruins.

Hoje, nós estamos novamente como que na Babilônia; a vida é muito ruim. E o problema é que nós somos como os babilônios antigos que não conheciam o Criador. Mesmo assim, apenas um pequeno grupo aprendeu que, aparentemente, essa ação da natureza foi deliberada e sua origem estava no poder superior. Hoje nós temos que aprender a compreender isso e depois ensinar ao mundo inteiro.

Da Lição Diária de Cabalá 10/04/14, Conversa sobre Disseminação: Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Não Um Feriado no Calendário, Mas Um Salto Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado dos vasos que nós pegamos dos egípcios?

Resposta: Sem eles, não somos capazes de revelar a Luz (o Criador), porque tudo que somos capazes de fazer é modificar a intenção. O Egito é a intenção para o seu próprio benefício.

A terra de Israel (Eretz Israel) é um desejo (ratzon) diretamente ao Criador (Yashar-El). O mesmo desejo que existe no Egito se transforma em Israel depois de mudar a intenção.

Nós temos apenas um desejo. Quando começamos a revelá-lo, parece a antiga Babilônia, porque tudo parece tão confuso. É um enorme egoísmo que mistura todos os estados juntos. A primeira vez que saímos do nosso ego devido ao método de Abraão, nós nos esforçamos para superar o nosso desejo de receber e separar nossos estados anteriores, tanto quanto pudermos.

Este fenômeno é chamado de “Abraão”. Abraão nos leva para fora de Babilônia, e nos separa de nosso habitual egoísmo corporal.

No começo, quando a pessoa chega a um grupo, ela aprende a trabalhar para além do seu egoísmo e a se conectar com amigos. Ao fazer tentativas para alcançar a unidade, de repente ela sofre uma tremenda queda.

Esta é a entrada para o Egito: a intenção mais egoísta e cruel. Ela quer receber todos os mundos. É uma intenção mais egoísta e focada. A pessoa inclusive quer usar a sabedoria da Cabalá para o seu próprio bem estar pessoal. Isso é chamado de poder do Faraó.

Se continuamos a trabalhar, o grupo e a Luz Circundante nos influenciam. Nós não sentimos a Luz, mas observamos as conseqüências do seu impacto sobre nós. Sentimos que somos obrigados a sair do nosso egoísmo, para nos livrar dele. Nós aplicamos esforços, experimentamos dificuldades e inúmeros problemas que nos ajudam a nos separarmos do nosso ego.

Às vezes nós caímos muito profundamente em nosso egoísmo. Às vezes nos separamos do nosso ego e subimos sobre ele. Nós passamos por altos e baixos. O nosso egoísmo (o Faraó) continua a receber golpes até que nos livramos dele.

O primeiro desprendimento da intenção egoísta é chamado de êxodo do Egito. Isto é o que nós esperamos passar juntos quando nos unimos. Eu prevejo que o próximo Pessach não será apenas um feriado no calendário para nós e que iremos experimentar um salto espiritual.

O que vai mudar em nós se o salto acontecer? Em primeiro lugar, a Babilônia vai se transformar numa sensação de que estamos no Egito, na escravidão, ainda dentro do desejo de receber. Tudo depende da nossa percepção. Na Babilônia, todo mundo agia dentro do seu egoísmo e era considerado normal, porque esta é a natureza humana.

Mas nós não concordamos com este estado e queremos subir acima do ego. Quando tentamos subir, passamos da Babilônia para a terra de Canaã, a futuro da terra de Israel. Lá, nós de repente sentimos que simplesmente não podemos fazer isso da maneira que tentamos e que temos que ficar dentro do desejo de receber, caso contrário, não vamos avançar. Isso significa que nós entramos no Egito.

Quando reconhecemos a necessidade de mudar as intenções de egoístas para altruístas (doação), começamos a trabalhar para sair do Egito e continuamos o nosso trabalho até conseguirmos nos desprender da nossa intenção egoísta. O desprendimento desta última é o êxodo do Egito.

Então, não temos certeza do que deve ser feito a seguir: nós nos separamos do egoísmo, mas e agora? Neste ponto, nós começamos a adquirir a intenção de doar que adicionamos acima do mesmo desejo que tínhamos quando estávamos no Egito. É por isso que cada mandamento que observamos, cada ação de doar, é apenas uma lembrança do nosso êxodo do Egito.

Eu uso o desejo que anteriormente era chamado de Babilônia, depois foi Egito, e depois se transformou no deserto do Sinai, e por fim se tornou a terra de Israel. O desejo permanece o mesmo, mas a intenção melhora a cada vez.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/04/14, Perguntas e Respostas com Dr. Laitman

Paixão Do Criador: Fazer O Bem Às Criaturas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como os nossos esforços para alcançar a conexão das pessoas, a unidade, e a partir disso criar um exército de formadores e educadores, acompanha todo o processo de correção?

Resposta: Nós estamos neste mundo e primeiro temos que estar conectados ao Criador. Por isso nós nos conectamos e formamos um grupo entre nós. Mas agora é impossível ascender à espiritualidade se não fizermos isso para a libertação de todas as almas que estão no ego.

Nós chegamos a um estado chamado de redenção final. Nós já alcançamos esta revolução no passado com a saída da Babilônia 1.500 anos a.C. até o ano de 2014.

Pergunta: Onde neste mundo de hoje está Abraão, que deixou a Babilônia com seus alunos?

Resposta: Abraão somos nós, todo o nosso grupo que quer avançar à doação e à revelação do Criador por si só e que puxa todo o mundo atrás dele. A missão deste grupo é chamada de Abraão.

Você acha que o Abraão que a Torá nos fala é um nome de uma pessoa ou de uma ideia, uma missão, uma escola ou um movimento? Você imagina Abraão como um homem velho com uma bengala, um revolucionário que queria mudar o mundo?

Abraão é o nome de uma inclinação, um movimento, uma ideia, uma filosofia, uma perspectiva, e por isso ele é chamado de pai da nação. Devido a esse conhecimento, à abordagem, à filosofia, as pessoas podem organizar a vida de forma diferente, e não de acordo com os desejos dos nossos corpos corporais, mas de acordo com seu espírito que anseia por sair para um espaço mais amplo. Nós estamos nele, mas temos que descobri-lo e viver nele.

Pergunta: Por que devemos nos voltar ao povo e ensinar-lhes esta ideologia?

Resposta: É impossível completar a correção de outra forma. Nós precisamos passar pelo estado em que estamos todos agora em nosso mundo, do anti-amor e anti-doação ao amor e doação. Nós adquirimos vasos, deficiências, desejos, com os quais podemos descobrir mais tarde uma realidade diferente.

Pergunta: Quem exigiu esta correção? Foi a compulsão de Abraão?

Resposta: Foi a paixão do Criador, que Ele quer a nossa correção! Seu desejo é fazer o bem às Suas criaturas.

Da Lição Diária de Cabalá 11/04/14, Palestra sobre Disseminação: Perguntas & Respostas com o Dr. Laitman

Sem Mais Performances Teatrais

Dr. Michael LaitmanPergunta: A época de Mordechai (Mardoqueu) e Ester foi o Zivug mais elevado, que corresponde ao fim da correção. O que precisa ser feito para atingir esse mesmo estado de novo?

Resposta: Nós temos que viver por meio de todas as ações materiais que têm raízes espirituais.

Houve todos estes acontecimentos: antiga Babilônia, escravidão egípcia, vagar no deserto, entrada na terra de Israel, construção do Primeiro Templo e sua posterior destruição, exílio babilônico, construção do Segundo Templo, sua devastação e exílio; todos esses eventos ocorreram por uma razão. Agora, nós estamos nos aproximando do fim.

Os eventos de Purim aconteceram durante o exílio babilônico. Desde a destruição do Primeiro Templo, nós perdemos a Luz de Mochin de Haya que estava incluída em nossa Reshimo. Esta Luz estava adormecida e era impossível despertá-la. Ela desperta apenas como resultado da ação chamada Purim, apenas sob sua influência.

Devido ao fato de que os judeus venceram a guerra de Purim guerra, eles foram capazes de revelar a Raiz Superior. Agora, nós temos que repetir essa ação em escala mundial. Se não fosse a necessidade de corrigir o mundo inteiro, nós construiríamos o Templo na terra de Israel como resultado do nosso desejo chamado Isra-el (Yashar-Kel: direto ao Criador). Nós estamos falando apenas sobre a espiritualidade, não sobre a materialidade. No momento da correção final, os níveis inanimado, vegetal, animal e falante serão incluídos num único nível espiritual.

Além do povo de Israel, existem nações do mundo, e elas não são capazes de se conectar diretamente com a espiritualidade. É por isso que o povo de Israel foi exilado e teve que se espalhar entre elas. Durante o último exílio nós nos misturamos com as nações mais distantes do mundo. Como para nações fechadas, nós nos misturaramos com elas durante exílios anteriores. A principal conexão aconteceu entre persas e o nosso povo durante o exílio babilônico.

Rainha Ester é um personagem histórico real. Seu filho, Koresh, ajudou a construir o Segundo Templo. Ele deu dinheiro para os judeus e os trouxe de volta para a terra de Israel. Ele também ajudou a reconstruir o país inteiro e investiu muito em sua ressurreição.

Todos estes eventos devem ser revelada ao mundo como ramos que se originam de raízes espirituais. Hoje, nós chegamos à época da libertação completa. É por isso que nunca haverá uma nova rainha Ester, Assuero, Hamã: todos estes foram personagens materiais que participaram de um espetáculo teatral. Neste momento, apenas as forças espirituais que estão prestes a serem discernidas estão agindo.

Estas forças espirituais estão desprendidas da materialidade. É por isso que é incorreto afirmar que os iranianos modernos são os mesmos antigos babilônios que eram nossos inimigos em algum ponto. Nem um pouco! Nós devemos ter uma visão mais ampla. Em qualquer lugar do mundo está a terra de Israel, a Babilônia, o Egito, etc. Nós não devemos olhar para o mapa, mas para a natureza humana. Hoje, nós estamos no estado do último exílio, que trata apenas da espiritualidade, porque neste momento o mundo se tornou global, como uma família.

Tudo se refere apenas ao desejo. Nós devemos dividir esse desejo geral nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante. Temos que filtrar esses níveis para que cada vez consideremos as coisas de acordo com nossa etapa atual, sem conectar isso à corporalidade. Não há materialidade. Tudo é determinado pelo desejo.

É por isso que Purim, Mordechai, Ester e Assuero referem-se apenas aos caminhos espirituais. As forças espirituais são a única coisa que devemos considerar neste mundo corporal.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/03/14, Escritos do Rabash

Igualdade Complicada

Dr. Michael LaitmanComo o todo e uma parte individual se relacionam entre si? Como poderia um pequeno grupo reunido por Abraão na antiga Babilônia influenciar o desenvolvimento de toda a humanidade? Por que tudo gira em torno desse grupo? Por que este grupo continua a sua “rotação”?

O problema deste mundo é que nós “contamos” a humanidade como se ela fosse gado. Nós avaliamos os seres humanos por milhões e bilhões; este tipo de cálculo parece ser suficiente para nós. Nós simplesmente não somos capazes de fazer cálculos qualitativos.

Isso resulta num constante conflito entre qualidade e quantidade no mundo. Nós proclamamos que somos iguais. No entanto, como isso pode ser verdade, se as posses de uma pessoa são comparáveis ​​com os ativos de um bilhão de outras pessoas ou se a sua saúde é útil para o bem-estar de milhares de outras pessoas? Será que somos realmente iguais porque cada um de nós tem um corpo? Este é um critério que deve ser utilizado quando se avalia os seres humanos?

Nós somos incapazes de “avaliar” os outros porque nos faltam verdadeiros instrumentos de medição. O que estamos comparando: sentimentos, intelecto? Como podemos igualar uma pessoa a outra?

Não há qualquer igualdade! Todo mundo nasce com um conjunto específico de qualidades; assim, cada um de nós é único. Embora desejássemos ser iguais, ainda não somos. Baal HaSulam explica esta questão em seu artigo “Paz no Mundo”: “… Nós precisamos trabalhar muito para alcançar a verdadeira igualdade entre nós”.

Isso também se aplica ao caminho espiritual. Nossos objetivos espirituais também são bastante diferentes. Cada um de nós tem qualidades pessoais, um “destino” individual, uma forma de avanço e um propósito único em todo o sistema, que serve como um corpo comum, onde cada célula é importante, mas todas as células e órgãos ainda são extremamente diferentes.

Isso explica por que o papel do grupo de Abraão é tão importante: este grupo de pessoas atingiu um novo propósito que era totalmente contrário ao propósito das outras nações. A Babilônia foi impulsionada por um desejo egoísta que se expandiu e aumentou cada vez mais, enquanto que o grupo de Abraão, pelo contrário, centrou-se no desejo de doar. O egoísmo pode continuar a crescer sob a condição e conforme o avanço do desejo altruísta, pela fé acima da razão.

O progresso dos estudantes de Abraão difere radicalmente do progresso de outras nações: estas desenvolveram inteligência, ao passo que o primeiro grupo concentrou-se na fé. Isso explica por que no momento em que o grupo de Abraão seguiu fielmente sua predestinação, eles não estavam desenvolvendo ciências ou cultura, como música ou dança. Eles não prestavam quase nenhuma atenção a essas coisas; seus principais esforços foram feitos no sentido da espiritualidade. Era o seu único foco.

Mais tarde, outras nações aproveitaram os “frutos” de seu trabalho e sobre esta base desenvolveram ciências, cultura e artes. Por exemplo, os antigos gregos pegaram emprestado os primeiros “brotos” de sua filosofia com a sabedoria da Cabala. Mais tarde, eles admitiram este fato.

Como vemos, as especificidades das relações entre o todo e a parte, entre pequenas nações e toda a humanidade, permaneceram intacta ao longo de toda a história e serão preservadas no futuro. Como Abraão fez, nós juntamos amigos de todo o mundo e rogamos a eles que escolham o caminho comum para Criador. Ainda assim, nós continuamos a ser uma pequena minoria. Deve ser assim, porque deve haver um equilíbrio entre os poderes quantitativos de toda a humanidade e nossa energia qualitativa.

Ambas as partes devem estar harmonizadas. Por exemplo, se uma criança pequena recebe um enorme poder, ela pode ferir gravemente os outros, mas se ela adquirir profunda compreensão do que está fazendo, sem receber poderes extras, ela não será capaz de implementar a sua compreensão da vida. É por isso que tudo deve ser equilibrado para que o nosso corpo, o intelecto e os sentimentos sejam corretamente divididos enquanto crescem.

Isso significa que nós podemos inclusive nos tornar menores conforme o desenvolvimento do resto do mundo. Diz-se: “Todos Me conhecerão, do menor deles ao maior deles”. Eles vão conhecê-Lo através de nós, mas eles não vão se juntar a nós em milhões. Isso vai acontecer apenas no último estágio da correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Jogue Todo O Poder Para A Matéria Principal

Dr. Michael LaitmanA primeira vez que houve uma alienação verdadeiramente egoísta entre as pessoas – o desejo de separar-se – foi na antiga Babilônia. O egoísmo cresceu, e esta foi a razão pela qual as pessoas começaram a se distanciar entre si. Como se costuma dizer, elas já não se entendiam. Foi então que a sabedoria da Cabalá surgiu.

Ela foi revelada a um dos sacerdotes na Babilônia antiga, Abraão, que descobriu a nossa dependência do egoísmo e entendeu que este egoísmo começou a se desenvolver de propósito. Foi quando ele apareceu abruptamente, fazendo com que todas as nações da antiga Mesopotâmia se dispersassem por todo o mundo.

Então, a sabedoria da Cabalá foi revelada, que basicamente dizia que as pessoas devem se unir, apesar do egoísmo. Isso é muito difícil e além das capacidades humanas, mas nós precisamos entender que esse é o desafio da natureza, e nós precisamos agir desta forma. “Se nós nos unirmos e mantivermos a mesma unidade que tínhamos antes da eclosão do egoísmo”, Abraão pregou, “então, o tempo todo, vamos subir acima do egoísmo. À medida que ele crescer, nós vamos manter a unidade e subir mais alto”.

Portanto, diz-se nas fontes principais que no passado todas as pessoas eram como uma família. Todos falavam a mesma língua, todos se entendiam, e todos estavam perto um do outro. Eles viviam uma vida simples e comiam a mesma comida. Mesmo que alguém fosse mais rico e outro mais pobre, isso não se refletia muito em seu modo de vida. Todos comiam peixe seco (era em abundância na Mesopotâmia), pão, cebola, alho, e alguns produtos lácteos. Isso é tudo em geral. Isso era tudo o que tinham, mas todo mundo tinha. Ou seja, as pessoas tinham pouca preocupação sobre como se alimentar. A terra era fértil, tudo era bom, e todos viviam da mesma forma até o surto de egoísmo.

É por isso que a sabedoria da Cabalá, revelada por Abraão, baseia-se no fato de que as pessoas praticamente têm que viver da mesma forma, satisfazer as suas necessidades naturais na forma que o corpo exige, isto é, normalmente, de forma racional, e tudo mais, todas as outras forças, deve ser aplicado em subir acima do seu egoísmo.

Abraão falou sobre o egoísmo, que começou a aumentar e crescer rapidamente. Ele atraiu alguém ao negócio e outro em outra coisa. Todos queriam ser mais do que os outros, melhor do que os outros, mais forte, mais importante, e assim por diante. “Devemos, ao contrário, permanecer no mesmo nível”, disse Abraão, “ou, muito possivelmente, subir, mas, ao mesmo tempo, a fim de melhorar a nossa vida, mas também para ser uma comunidade, como uma família”. Numa família, as pessoas cuidam de todos igualmente, para que todos tenham o que precisam em relação às suas necessidades, e, para o restante, as forças devem ser aplicadas apenas para elevar-se acima do egoísmo. Esta atitude para com o nosso desenvolvimento é a base da Cabalá.

No entanto, a maioria não deu ouvidos a Abraão e eles seguiram o caminho egoísta do desenvolvimento, com exceção do grupo de pessoas que ele havia reunido. Ele era governado pelas leis de doação. As pessoas proviam as necessidades básicas umas às outras e, ao mesmo tempo, todo mundo ascendia de acordo com suas habilidades, e todas as outras forças eram investidas em estar conectados. Se as pessoas agem dessa forma, a força superior da natureza (podemos chamá-la de Criador) começa a ser revelada nas relações entre eles, e eles sentem o próximo nível de existência, e não a natureza inanimada, vegetal e animal que sentimos hoje, constantemente se preocupando com o bem-estar do corpo, seus prazeres, satisfação, conforto, mas o próximo nível.

Este nível é chamado de “ser humano” ou “Adão”, da palavra “similar” (Domeh), similar ao Criador, à força superior, à força de doação e amor, que na verdade está dentro natureza que gere, governa, e desenvolve-o. Isto é o que foi descoberto e o que estava escondido há milhares de anos e está começando a ser revelado novamente hoje.

Os últimos Cabalistas do nosso tempo são Baal HaSulam, Rabash, você e eu. Além disso, nós não estamos apenas mostrando como eles fizeram. Nós estamos começando a perceber isso, e, é claro, a realização é feita não a partir do nível da antiga Babilônia, onde as pessoas eram como uma família no mesmo nível. Então, talvez tudo era simples, mas obviamente a história posterior seria diferente.

A humanidade precisa desenvolver o seu egoísmo e desenvolvê-lo bem até a percepção de que ele realmente está nos arruinando. Em vez de todos os bens que ele tinha nos prometido, nós nos encontramos perdidos, imperfeitos, não tendo conseguido nada. Nós tentamos viver melhor e, no final, passamos todos esses anos nisso, todas essas oportunidades que temos neste estado, em nossas vidas.

Portanto, hoje nós começamos um nível completamente diferente, o nível final, egoísta e completo do desenvolvimento do mundo. Na verdade, o egoísmo vai crescer muito mais, mas no próximo nível, as pessoas já começarão a se ocupar com a unidade e avançar para a próxima fase de desenvolvimento.

Da Palestra antes da Convenção em Krasnoyarsk 12/06/13

Amar Ao Próximo Não Em Palavras, Mas Em Ações

Dr. Michael LaitmanPergunta: O mandamento de amar o próximo como a si mesmo é conhecido em todo o mundo. Então, como a sua interpretação original difere da convencional?

Resposta: Trata-se da diferença entre Abraão e Babilônia. Na Babilônia, aceitava-se manter o egoísmo não corrigido e, ao mesmo tempo, exclamava-se sobre o amor. Por outro lado, o método de Abraão, isto é, a propriedade de misericórdia (Hassadim), é a autocorreção no caminho para a doação, onde o outro se torna mais importante do que você mesmo.

Isso só pode ser alcançado através de um trabalho em grupo baseado e construído por Abraão. Na época, tendo reunido pessoas, ele começou a ensinar-lhes a autonegação, a autoanulação e a unidade, a ponto de amar o outro como a si mesmo. A pessoa deve realizar este trabalho justamente no grupo onde construímos o nosso ambiente na prática.

Portanto, eu não vejo pessoas envolvidas nisso em nenhum outro lugar. Nas gerações mais recentes, ninguém, exceto Baal HaSulam e Rabash em particular, escreveu sobre a necessidade fundamental de união e garantia mútua.

Será que as religiões e crenças, círculos e organizações, que pregam amor ao próximo, facilitam a correção do egoísmo ou apenas implantam estes ou aqueles atributos coletivos? Por exemplo, a Alemanha nazista também uniu pessoas.

Portanto, a questão é o tipo de união que estamos falando.

Nós temos uma metodologia que permite que a pessoa se uma com os outros, se entregue ao ambiente, a fim de revelar a doação mútua e o amor para o bem de toda a humanidade – e não apenas parte dela que se protege por métodos fascistas ou protecionistas – e, finalmente, para alcançar uma forma de doação e amor absoluta e abstrata, em outras palavras, para satisfazer o Criador.

Você pode encontrar uma enorme quantidade de material online sobre o amor ao próximo. Todo mundo fala sobre isso, sem mencionar Israel e Abraão, como se fosse sua invenção pessoal ou propriedade de sua religião. Quando o egoísmo cobre os olhos, as pessoas não entendem a profundidade da questão, não conhecem a história, e afirmam que conhecem a verdade suprema. Não há nada que você possa fazer sobre isso.

Do nosso lado, nós nos baseamos no método de Abraão. Ele descobriu o “ama ao próximo como a si mesmo” e, tendo saído da Babilônia, adotou essa metodologia. Então, Moisés desenvolveu-o por meio da unidade no Monte Sinai e assim por diante. Em geral, nós estamos falando da tarefa do povo de Israel, da sua base. Ele foi inicialmente formado sobre essa base. Se não houvesse a base, não teria havido nenhuma nação.

Todas as outras nações surgiram naturalmente, mas Israel “não é um povo” neste sentido. Ele não está entre as outras nações porque sua base é a doação, o “ama ao próximo como a si mesmo”, separado da realidade do nosso mundo. Israel é o povo conectado entre si pelo desejo de encontrar entre si a doação e o amor, e para subir neste amor acima do seu desejo egoísta. Não há nenhuma nação de Israel sem essa base. Em outras palavras, Israel não pode ser chamado de “um povo”, enquanto estiver no exílio do mundo espiritual.

Os judeus no Egito não eram uma nação até que saíram da escravidão e aceitaram os meios que lhes permitiam viver como um homem com um coração, em garantia mútua. Só então eles se tornaram um povo. Hoje, eles não são mais um povo, mas um conjunto de exilados.

Não é por acaso que, ao longo da história os judeus se preocupavam tanto com a educação. Nós também queremos estabelecer o método de educação integral em nosso meio e, assim, passá-lo a toda a nação e ao mundo inteiro. Há apenas uma razão: ele não existe sem a nação.

Os próprios conceitos de “povo”, “país” e “sociedade” entre os judeus, seguiram a educação. Antes que Abraão educasse – ensinasse aqueles que escaparam com ele da Babilônia – eles não eram um povo. Afinal de contas, é necessário ter uma “cola” que irá conectar as pessoas em um; caso contrário, elas são estranhas entre si. É a educação no princípio do “ama ao próximo como a si mesmo” que os reúne num grupo unificado ou uma nação unificada. Claro, é um povo único, diferente de todos os outros. Eles estão unidos de acordo com as condições do nosso mundo, e a fim de unir, Israel deve aceitar os termos do mundo espiritual.

Esta é a origem de sua completa oposição ao resto do mundo em termos de educação e da essência do amor ao próximo. Se os outros estão dispostos a distribuir este princípio às suas nações, Israel não pode ser limitado a si mesmo, porque isso não é o amor como deveria ser. Nós devemos, inicialmente, estar cientes do objetivo da criação e levá-lo ao mundo. Caso contrário, em vez de amor, haverá o “ego das pessoas”, o “ego nacional”, ou, como é chamado hoje o “orgulho nacional”, o que é um absurdo. Israel não pode ter nada disso. Ele deve limitar o seu ego e conectar os valores espirituais superiores a ele em vez de se gabar de suas diferenças nos assuntos deste mundo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/13, Escritos do Baal HaSulam