Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

Contos: A Sacudida Intencional Dos Babilônios

Dr. Michael LaitmanA civilização babilônica desenvolveu-se num local muito confortável na parte central da Mesopotâmia, no solo fértil entre os rios Tigre e Eufrates. Os habitantes da Mesopotâmia pescavam, plantavam cebola, alho, trigo, cevada e trigo. Eles viviam uma vida modesta, mas confortável, curtindo a abundância da natureza naquela região.

Jardinagem e agricultura sobre a terra eram altamente desenvolvidas na Babilônia devido ao desenvolvimento dos primeiros sistemas de irrigação.

Embora o país fosse governado por um rei, as pessoas eram relativamente livres, suprindo todas as suas necessidades, e gerindo sua própria sociedade e país. Elas não tinham inimigos e viviam uma vida amigável e feliz como uma família. Isso foi tudo graças ao grupo de Cabalistas de Noé, que trouxe o atributo de doação, a proximidade mútua, e bondade para a região.

Mas, a fim de continuar o seu desenvolvimento, havia a necessidade de uma sacudida. Se quisermos explicar o mecanismo de um determinado sistema, de modo que outra pessoa seja capaz de usá-lo, geralmente construímos um modelo e o usamos para ilustrar diferentes disfunções que podem ocorrer dentro do sistema. A mesma coisa aconteceu na antiga Babilônia.

A fim de elevar um grupo de Cabalistas, e toda sociedade junto com eles, ao próximo nível, foi necessário inserir falhas em suas relações mútuas e demonstrá-las. Isto é o que aconteceu.

A força diretora geral da natureza criou diferentes obstáculos que as pessoas encontraram na forma de disputas, conflitos e lutas apenas para elevá-las ao próximo nível.

Este estado, que os antigos babilônios subitamente encontraram, intrigou Abraão, que era um de seus líderes espirituais.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Contos: Politeísmo Ou Uma Única Providência

laitman_276_02Abraão, que era um sacerdote na antiga Babilônia e um dos seguidores e discípulos dos ensinamentos de Noé, foi o primeiro a perceber que tudo o que acontece com a nação é intencional.

É difícil aceitar que os resultados negativos, que podem destruir uma sociedade ideal, podem originar-se da boa força superior.

Se as pessoas que vivem juntas em paz e em relações amigáveis de repente sentem que não se entendem e que se ressentem, que estão crescendo separadas e inclusive sentem ódio pelas outras, nós podemos perguntar se a força que gerencia o mundo é realmente boa e benevolente.

Estas perguntas geralmente dizem respeito aos Cabalistas, mas não às pessoas comuns.

A separação que foi subitamente sentida na antiga Babilônia levou os sacerdotes e os sábios a pensar sobre a existência de dois deuses: um bom e um mau, que estão num conflito que se reflete em nossa vida neste mundo. “Provavelmente a força do mal prevaleça sobre a força positiva. E talvez não exista nada, exceto uma série de divindades de todos os tipos”.

No final, as pessoas começaram a acreditar no politeísmo, negando assim a providência de uma força no mundo. Abraão considerava isso paganismo. Ele discordava totalmente disso, porque descobriu que há apenas uma força e uma providência neste mundo e não muitas forças como os Babilônicos acreditavam, quando eles viam o bem e o mal em todas as suas manifestações em nosso mundo, contradizendo-se e destruindo tudo.

Abraão alegou que tudo resultava de uma única força, mas à humanidade é mostrado o desequilíbrio de todo o sistema, como num experimento, para que ela comece a investigar e compreendê-lo. Nós deveríamos entender, sentir e aproximar a força de nós ou nos aproximarmos dela. Nós temos que nos conectar com seus atributos bons e maus que são revelados em nós, e é por isso que o mundo parece um lugar tão terrível.

Há apenas um gerenciador da criação que opera por duas forças opostas: boa e má. Nós temos que controlar estas duas forças e conectá-las para que tenhamos uma força positiva que supera a força negativa, e a força negativa deve aumentar a força positiva.

Assim, a revelação contínua da força do mal numa pessoa obriga a força positiva a crescer ao nível chamado de Criador. Isto é realmente o que Abraão descobriu e começou a explicar e disseminar sua atitude para com a natureza, a missão do homem e o propósito de vida.

No entanto, muito poucos concordaram com ele; na verdade, vários milhares de pessoas na antiga Babilônia concordaram. Ele distinguiu-os de todos os outros que tinham suas próprias intenções e inclinações e começou a ensiná-los. Assim, cada um dos grupos seguiu seu próprio caminho.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Histórias Curtas: De Noé À Antiga Babilônia

Laitman_703_03Dez gerações se passam de Noé até Abraão (dez sempre se refere ao nível total de reconhecimento, desenvolvimento e crescimento completo). Durante este tempo, os alunos de Noé dominaram e assimilaram o seu método, o que significa que eles podiam controlar o atributo de doação, o atributo de Hesed, que simboliza a água.

A água é a fonte da vida de tudo neste planeta. Um embrião no ventre de sua mãe é cercado por água. A água é a principal força em nosso mundo. Toda a Terra é realmente coberta pela água. Os continentes simplesmente se destacam um pouco acima da água. A quantidade de água no interior do planeta Terra e na parte externa é indescritível! Quando estudamos outros planetas, antes de tudo, tentamos descobrir se existe água e oxigênio lá. Mas também o oxigênio é parte da composição da água.

A adaptação do atributo da água (o atributo da misericórdia) permitiu que as pessoas se conectassem mais corretamente e vivessem em paz na antiga Babilônia. Entre os babilônios havia a unidade de uma nação, uma única família, pessoas que se entendiam.

Quatro mil anos atrás, quando dez gerações depois de Noé aprenderam e cumpriram o atributo de Hesed, uma comunidade da antiga Babilônia foi criada, um protótipo da nossa civilização atual.

Na verdade, é graças ao fato do povo da Babilônia ter atingido boas e corretas relações mútuas num estado de paz que o próximo salto foi necessário a fim de continuar o seu desenvolvimento. Por causa de Adão e as vinte gerações depois dele (dez gerações de Adão até Noé, e dez gerações de Noé até Babilônia) descobriram o que a humanidade precisava para atingir a semelhança completa e equivalência de forma com o Criador. A próxima fase da subida ocorreu na Babilônia.

De KabTV “Histórias Curtas” 15/10/14

Como Ovelhas Diante De Lobos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Depois que o Primeiro e o Segundo Templos foram destruídos, será que o povo judeu sentia e lembrava a sua fundação criada por Abraão? Será que os filhos de Israel se lembravam em torno do que eles foram criados e consolidados? Será que esta fundação vivia entre eles?

Resposta: Sim e não.

Após a destruição do Segundo Templo, o povo caiu de ver a imagem interna da realidade, as forças governantes, tudo o que acontece no mundo, e, novamente se encontrou em ódio mútuo, rejeição mútua e distância mútua entre si, com uma indiferença que nos caracteriza até hoje.

Exilados da terra de Israel, nós passamos por muitas terras e nos voltamos para o oeste, para a Europa, para o leste, para as nações árabes, e começamos a afundar em apatia. Desde então, o que nos manteve juntos não é o poder do amor, nem pertencer a uma ideia, nem reciprocidade, conexão e ajuda mútua, nem qualquer cálculo, mas apenas o desejo de sobreviver. Nós ficamos presos um ao outro como ovelhas num rebanho diante de lobos, mas não nos mantivemos juntos.

Basicamente a nossa situação tem sido assim durante todo o exílio até o dia de hoje, que é todo os dois mil anos.

Pergunta: Que papel a religião cumpriu nisso?

Resposta: A religião ajudou as pessoas neste estado de absoluto desprendimento das fontes espirituais, da compreensão, de tudo. Ela simplesmente reforçou e os apoiou neste estado baixo e abjeto para que as pessoas pudessem estar envolvidas na realização de algum tipo de atividades mundanas, também chamado de Mitzvot, e, assim, manter-se desta maneira. A religião é o que resta e o que foi dado ao povo depois da destruição do Templo, em vez da sabedoria da Cabalá.

A sabedoria da Cabalá abre os céus, revela o Criador, e revela o poder da unidade ao povo. Ao realizá-la entre eles, eles descobrem o Criador, que é encontrado entre eles e que torna possível para eles viverem dentro de uma sensação de uma realidade completamente diferente.

E quando tudo isso se perdeu, nós adquirimos nossa forma atual. Isto diz respeito a todos, com exceção de alguns Cabalistas em cada geração que escreveram livros e desenvolveram esse método, e que continuaram a trabalhar para alcançar o Criador e a unidade entre nós.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14, Parte 7

A Verdade Sobre As Três Religiões, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o fanatismo religioso islâmico se tornou tão forte nos últimos anos? O Islã iniciou a sua viagem para o Oeste e está gradualmente conquistando a Europa e os Estados Unidos. Hoje na Europa há 54 milhões de muçulmanos; 7 milhões de muçulmanos vivem só na França.

A tendência à islamização está ganhando força, mas o pior de tudo é que isso é amplificado nos movimentos extremistas radicais. Na Europa de hoje, há “guetos muçulmanos” em que os moradores e policiais têm medo de entrar. Eles conduzem sua vida fechados nesses locais, juntamente com as mesquitas e um sistema legal de acordo com as leis do Islã.

Este fenômeno tem crescido para dimensões ameaçadoras e tem gradualmente transcendido o controle governamental. A guerra cultural começou na Europa central, que tinha sido um exemplo de liberdade, democracia, igualdade de direitos e pluralismo.

De repente, um corpo estranho está começando a se desenvolver dentro dela que se opõe a todos os seus princípios básicos – o Islã radicais – levando-nos de volta a um passado distante em relação à igualdade entre mulheres e conquistas modernas adicionais.

O parlamentar holandês, Geert Wilders, fundador do partido “Liberdade”, fez um discurso de advertência do grande perigo que ameaça a Europa. Na sua opinião, nós estamos nos últimos estágios do processo de islamização da Europa, que ameaça não só a sua existência, mas também os Estados Unidos e toda a civilização ocidental, pois está levando ao extremismo, violência e intifada.

Por que a popularidade do Islã radical cresceu tanto, em particular entre os jovens?

Resposta: A ideia é que chegamos ao último estágio do processo de desenvolvimento humano que vem acontecendo há milhares de anos. A civilização humana emergiu na antiga Babilônia e se desenvolveu em duas direções: parte das pessoas seguiu Abraão e a outra parte foi espalhada por todo o mundo. Depois disso, a doutrina de Abraão se tornou a base das três religiões do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Estas religiões se desenvolveram nesta ordem, uma após a outra. O judaísmo se desenvolveu diretamente de Abraão. O cristianismo foi fundado cerca de 2000 anos atrás, quando as primeiras comunidades cristãs apareceram. E o Islã só apareceu no século VII.

A florescência relativa e o declínio de todas as religiões acontecem de acordo com estas fases. O judaísmo floresceu em sua forma verdadeira até a destruição do Beit HaMikdash (templo). Após a destruição, o povo judeu negligenciou o princípio do “Ame o próximo como a ti mesmo”, que era a base da doutrina de Abraão, e por isso foi para o exílio. Este foi um exílio espiritual do estado altruísta, uma queda do amor fraterno ao ódio.

O cristianismo floresceu até a Idade Média, e depois começou a declinar, mudar e romper com a formação do movimento protestante.

O Islã esteve numa longa dormência e não se expressou em sua potência máxima. Só recentemente, quando o judaísmo e o cristianismo se tornaram tão enfraquecidos que pararam de determinar a forma de sociedade, então ele começou a ficar mais forte. De fato, está escrito na Torá que no final dos dias, no último estágio do desenvolvimento humano, o Islã acumularia grande poder, como foi escrito sobre Ismael (Gênesis 16:12) “… e sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele…”, o que significa que esta religião subiria acima de tudo.

O judaísmo floresceu durante os primeiros 2000 anos após a saída de Abraão da Babilônia antiga, ou seja, aproximadamente até o início da era comum. Este foi um período em que o judaísmo existia em sua forma espiritual e verdadeira na sua potência máxima. No entanto, depois que o povo judeu caiu de seu nível espiritual e começou a afundar em desejos físicos. Por isso, eles foram para o exílio. Cada geração se afundou mais do que seu antecessor.

Após a explosão do judaísmo, a explosão cristã começou. O cristianismo desenvolveu-se numa tempestade, até que espremeu a si mesmo. Hoje nós estamos no período de declínio do cristianismo, que perdeu o seu antigo poder. Na Europa, para ser um cristão, nada é exigido, exceto um colar com uma cruz no pescoço.

Em alguns lugares, fanáticos cristãos ainda permanecem, mas essas não são as pessoas que eram cristãs desde o início, estes aceitaram o cristianismo num período mais recente, como na América do Sul, por exemplo. Para eles, o cristianismo ainda é uma religião relativamente nova. Ele já existia há 2000 anos e chegou à América através dos missionários só depois que ela foi descoberta por Colombo há 500 anos. Assim, ainda há cristãos devotos na América.

O Islão em nossos dias está realmente começando a ser despertado. Até agora, ele estava em seu período de incubação. Depois de 2000 anos de florescimento do judaísmo e depois dos 2000 anos de florescimento do cristianismo, chegou a vez do Islã.

De KabTV “Uma Nova Vida” 31/08/14

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 6

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o povo alcançou o nível do Templo, como pode a memória de uma conexão tão elevada desaparecer de repente?

Resposta: O amor passa e o ódio vem. A força da Luz que sustenta esse estado altruísta, esta conexão, desaparece.

Ela foi atingida com a ajuda da Luz, e no momento em que esta deixa de iluminar, a descida e a queda são imediatas e não nos lembramos de nada, como se isso nunca tivesse existido.

Esta é a descida e a queda depois da destruição do Primeiro Templo. Primeiro começa o exílio babilônico e depois Nabucodonosor vem e leva as dez tribos, de modo que apenas duas tribos são deixadas.

Pergunta: Por que ele as leva? Por que essas dez tribos desapareceram?

Resposta: Isso, em princípio, será descoberto no futuro, mas, de qualquer forma, é essencial que elas se dissolvam totalmente na humanidade. Elas carregam sem saber o princípio do “ama teu amigo como a ti mesmo”, e elas vão voltar. Nestas centelhas foram semeadas as sementes do amor que foram plantadas na humanidade e vão se espalhar por toda a terra, bem como nos babilônios.

Pergunta: Portanto, novamente há um encontro entre Abraão e Nimrod com a Babilônia.

Resposta: Sim, mas não é o mesmo Abraão. Ele caiu ao nível da Babilônia e, portanto, eles podem se conectar a ele. É aí que reside o potencial espiritual nele que gradualmente leva ao desenvolvimento das pessoas e ao desenvolvimento das nações no nível corpóreo normal.

Não é apenas um processo técnico, mas também científico, artístico, pedagógico e literário. Em suma, isso afeta todos os processos da sociedade. As dez tribos colocam em movimento este processo, uma vez que após a queda do nível espiritual, elas ainda têm o desejo de avançar e se desenvolver. Assim, elas desenvolvem toda a humanidade.

Mas elas a desenvolvem de uma forma muito interessante. Nós podemos encontrá-las entre os grandes inquisidores, os grandes líderes religiosos, e entre os grandes cientistas que aparentemente não têm conexão alguma com os judeus. Nós apenas precisamos cavar um pouco mais fundo.

Os babilônios ainda existem de acordo com o princípio simples de “deixem-me viver em paz”. Permitam-me ligar meu aparelho de TV no meu apartamento e me deem algo de comer e pronto, eu não preciso de mais nada.

Esta é a Babilônia. No entanto, os estímulos de invocação que não vão deixar a pessoa chafurdar-se é o resultado das dez tribos que se espalham por todo o mundo.

Não pode ser de outra maneira. De onde surgirá o progresso se não de uma vontade que é visa ascender? A inclinação à ciência, à literatura, à arte e à autoexpressão também decorre do desejo de alcançar o Criador, mas através de um desejo egoísta não focado no amor e na doação além do ego, mas que se expressa pelo amor próprio.

Após a destruição do Primeiro Templo, as dez tribos começaram a fazer o seu trabalho no nível geral aceito e as duas tribos que restaram, que simbolizam a nação de Israel, continuaram a avançar em sua ascensão acima do ego.

De KabTV ” Babilônia Ontem e Hoje”, 03/09/14, Parte 5

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 64

Do livro: O Segredo Essencial Dos Judeus, M. Brushtein

A Crise Está De Acordo Com Um Padrão Consistente

O fato de que a crise é uma coisa regular tem sido conhecido há muito tempo. Os estudos de Nikolai D. Kondratiev são amplamente conhecidos.

Ondas de Kondratiev são longos ciclos de atividade econômica, cuja existência foi prevista pelo economista russo Nikolai D. Kondratieff (1892-1931), que foi morto durante os expurgos de Stalin.

A duração do ciclo é definido como tendo cerca de 40 anos. A última queda na produção foi responsável pela depressão na década de 1930. (Dicionário Acadêmico)

É interessante que, de acordo com as observações de Kondratieff, ciclos consistem de quatro fases. Por sua vez, os ciclos de Kondratieff, eles mesmos, são parte de outros quatro.

Ciclos econômicos:

Ciclo Kitchin 2-3 anos;

Ciclo de Juglar 6-13 anos;

Ciclo de Kuznets 15-20 anos;

Ciclo Kondratieff 50-60 anos.

A propósito, vamos recordar o que falamos sobre as quatro fases de desenvolvimento no Capítulo 2.

Precisamos dizer o seguinte em relação aos ciclos. A questão não é em que ordem e como as crises econômicas passam. O problema é que mesmo o estudo mais profundo da crise não nos aproximou de uma compreensão de suas causas. Por que precisamos saber quando a próxima crise virá? Seria melhor que isso absolutamente não acontecesse.

“Uma pessoa inteligente resolve um problema. Uma pessoa sábia o evita”. (Albert Einstein)

O fato é que as causas das crises estão na relação incorreta entre as pessoas, disse Abraham uma vez. Hoje, estamos finalmente começando a entendê-la.

Nós não nos desenvolvemos harmoniosamente e nosso desenvolvimento espiritual está tão para trás que somos vítimas de uma avalanche do crescimento tecnológico. Não podemos sair deste fluxo, mesmo que queiramos.

Como resultado, quando a humanidade tinha uma necessidade por uma nova energia para o desenvolvimento tecnológico, quando descobriu esta energia, então, moralmente ela não estava pronta para usá-lo para sua vantagem.

Então, em termos de desenvolvimento histórico, começamos a desconfiar tanto uns dos outros, não acreditando que podemos ajudar uns aos outros (embora tudo tenha sido feito para sobrevivermos juntos) que cada um de nós, pessoalmente, na verdade, não participa da vida pública (Andrei A. Tarkovski, cineasta russo, escritor, editor de cinema, teórico de cinema, teatro e diretor de ópera).

Não sabemos como resolver este problema. Abraão resolveu este problema.

“Ele (Abraão) conseguiu criar uma grande nação da descendência. Unificada, apesar de todas as mudanças de lugares e vicissitudes”. (Johann Wolfgang von Goethe, escritor alemão e estadista).

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Material Relacionado:
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 63
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 62
O Segredo Essencial dos Judeus, Parte 61

A Sociedade Do Futuro

Dr. MIchael LaitmanO processo revolucionário em que estamos participando começou com o Big Bang e continuou através de uma conexão cada vez mais forte: de partículas fundamentais a átomos, de átomos a moléculas, de moléculas a estruturas cada vez mais complexas, até o surgimento do corpo humano, incluindo o sistema cognitivo, o sistema nervoso, e sistemas adicionais. Alguns deles não são conhecidos e alguns não são entendidos por nós.

Em geral, esse processo evoluiu em duas direções: extensão e conexão.

Tudo aspira à conexão, e somente os seres humanos, suas sociedades e sua natureza, recebem uma forma oposta. Numa sociedade, nós nos tornamos cada vez mais conectados. No entanto, por outro lado, nós nos opomos uns aos outros, porque o ego nos separa. Como resultado disto, não podemos construir uma sociedade coesa baseada na ajuda mútua, de acordo com o princípio de cada organismo vivo, inclusive o nosso. Em vez disso, construímos algo muito estranho, e nossa sociedade torna-se como um câncer que, finalmente, se devora e morre.

Basicamente, nós não sabemos o que fazer. Estudos científicos das forças e mecanismos que nos movem descobriram que não temos possibilidade de evitar uma terceira guerra mundial e o caos. Os cientistas sabem disso e escrevem que não há solução real para esse caminho de desenvolvimento, e o que resta é apenas submeter-se à misericórdia do processo que nos leva em direção a um futuro desconhecido.

Nós estamos destruindo o planeta, esgotando os recursos naturais, e fazendo com a natureza e a ecologia o que quer que nos agrade. Tudo isso não é porque isso veio até nós, mas porque não sabemos como construir sistemas que consistem de opostos que se conectam numa única estrutura. Essa união de opostos é precisamente a lei essencial de sistemas complexos.

Aqui, nós chegamos à sabedoria da Cabalá. Este problema surgiu inclusive há 3500 anos na antiga Babilônia. Por um lado, os seus habitantes eram muito próximos uns dos outros e dependiam uns dos outros. Por outro lado, não podiam se suportar. Eles se odiavam e sentiam repulsão mútua. E não havia nada que pudessem fazer sobre isso, a própria estrutura da sociedade era tal que estava devorando a si mesma.

Foi então que um homem sábio chamado Abraão descobriu que a transição para um novo nível de desenvolvimento estava escondida aqui. Basicamente, não havia nada de especial nesse estado. Assim como a transição do nível inanimado para o vegetal, ou do vegetal para o animal, também é a transição do nível animal para o nível falante. Esta transição exige que nós atinjamos o poder de conexão entre opostos, de modo que eles possam estar conectados e formar um sistema completamente harmonioso. Apesar das polaridades, apesar do ódio e da rejeição entre nós, nós podemos utilizar uma força única, uma rede única, a fim de alcançar o equilíbrio entre ambas e construir uma vida.

Nós realmente não entendemos o significado deste passo. Nós não entendemos o que é a fonte da vida e como dois opostos podem se conectar. No entanto, é precisamente as polaridades absolutas entre positivo e negativo que formam o átomo, um sistema estável no qual eles são opostos e ainda se conectam simultaneamente.

Para continuar, de acordo com esse princípio, combinações cada vez mais complexas são construídas, possuindo a capacidade de evoluir. Positivo e negativo são combinados entre si, a fim de atrair o que é útil para o desenvolvimento e o equilíbrio entre eles, e para repelir o que é prejudicial para esse equilíbrio. Assim, por meio de absorção e de repulsão, a vida é criada. Há um desenvolvimento cada vez mais complexo, até que haja a necessidade da construção de um novo sistema que os Cabalistas chamam de sistema espiritual. Em outras palavras, ele é mais elevado do que os sistemas que nos são familiares.

Abraão descobriu que existe uma lei universal na natureza que abrange todos os sistemas, que os mantém e desenvolve. É possível chama-la de poder da Luz, o poder do Criador, o poder superior. No entanto, ele tem um objetivo: manter todas as partes da realidade em harmonia e conexão mútua.

É possível atrair e usar essa força mesmo agora, quando queremos subir para o novo nível e nos tornar um sistema. Com isso, nós despertamos a força universal, e construímos o equilíbrio tão esperado entre nós.

Na Cabalá, a lei que Abraão descobriu é a chamada de lei da equivalência de forma. Se eu sou pessoalmente atraído à força única de equivalência de forma, nessa medida eu desperto sua influência sobre mim e ela constrói a conexão entre eu e outras pessoas a quem sou atraído. Ela constrói entre nós um sistema harmonioso e equilibrado entre todas as partes.

Abraão descobriu a camada mais profunda dessa lei geral integral da natureza, que já era conhecida e a qual ele chamou todos os babilônios a se juntar a ele.

Maimonides, filósofo do século XII, disse que Abraão escreveu uma série de livros e fez um grande trabalho de disseminação para que as pessoas oudessem entender o que ele descobriu e que ele estava falando especificamente sobre uma lei da natureza que não se deve opor. É assim que nós evoluímos, sem possibilidade de escapar de seu fluxo, da tendência natural ao equilíbrio, conexão e harmonia.

No nível inanimado, vegetal e animal, nós chegamos ao equilíbrio espontaneamente, sem liberdade de escolha. No entanto, no nível falante, isso já não tunha êxito, porque nós precisamos participar conscientemente na construção do equilíbrio e de um sistema humano universal. Cabe a nós entender, reconhecer, querer se esforçar e optar por tentar organizar corretamente a fim de avançar.

Então, graças a esses esforços, nós despertamos a força universal singular da natureza, que é o Criador, a Luz. Não importa como você a chama. Em resposta aos nossos esforços, ela vai nos influenciar e realizar a ação correta de conexão em nós. Isto é o que Abraão ensinou às pessoas.

A história posterior é conhecida. Algumas pessoas ouviram e compreenderam o método por um tempo, mas depois, e apesar de tudo, se retiraram do processo. É impossível construir um sistema harmonioso e equilibrado, se todo o resto da humanidade está quebrado. É por isso que nós chegamos à situação atual, onde a crise babilônica da separação retornou.

Por que especificamente hoje? Isso ocorre porque a humanidade, da mesma forma que naquela época, está descobrindo que está conectada num sistema universal. Nós estamos fechados dentro de um sistema, uma sociedade, uma família, sobre a face da Terra, e estamos todos ligados uns aos outros.

Hoje, nós não precisamos lutar. Basta romper as conexões com alguma nação e esta não vai suportar o isolamento. Armas modernas são as mesmas clavas bárbaras primitivas numa forma sofisticada. Ninguém precisa delas num sistema global que é como uma aldeia global. Hoje, as conexões comerciais, industriais, financeiras e logísticas determinam tudo. Se você cortar estas artérias para uma nação, é como desconectar algum órgão do corpo. É claro que ela não vai sobreviver sozinho.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia, na Mesopotâmia, o berço da humanidade, quando ela se tornou uma sociedade. A mesma coisa está acontecendo hoje.

Os Cabalistas, alunos de Abraão em todas as gerações, falaram sobre isso e inclusive fizeram um cálculo numa linha do tempo de acordo com a lei do desenvolvimento humano para compreender que a humanidade iria retornar à mesma situação. A lei de unificação começou a ser esclarecida no final do século XIX, e de acordo com todos, chegou a esclarecimento no final do século XX. Mais precisamente, os Cabalistas escreveram sobre isso como sendo desde o ano de 1995.

Esta é a situação atual. Quando eu comecei a estudar a sabedoria da Cabalá em 1975-76, eu não acreditava que isso iria realmente acontecer. No entanto, houve na realidade uma transição muito forte, e de repente havia uma conversa sobre um sistema unificado, uma humanidade unificada, uma aldeia global e uma dependência absoluta mútua, etc.

Junto com isso, o mal da natureza humana foi revelado mostrando o quanto nós somos opostos uns aos outros e não estamos prontos para nos conectar de forma correta. Afinal, apesar das oposições entre nós no nível inanimado, vegetal e animal, a força universal nos conecta de tal forma que as polaridades são transformadas num dipolo que nos conecta e nos mantém em equilíbrio e harmonia.

No entanto, no nível falante, nas relações humanas entre nós, cabe a nós despertar em nós a influência da força universal e participar do equilíbrio entre positivo e negativo, entre os dois extremos. Isso exige de nós um trabalho específico.

Em primeiro lugar, cabe a nós compreender e reconhecer a situação em que nos encontramos e continuar a investir esforços compartilhados, a fim de construir o ambiente certo. Na Cabalá, esses esforços são chamados de elevar MAN, ou seja, fazer um pedido de conexão. Com isso, nós despertamos a influência da força universal sobre nós que nos conecta num sistema e em harmonia com toda a sociedade humana.

Isto é certo para o atual momento histórico. Hoje, a sabedoria da Cabalá, a ciência que Abraão descobriu, foi aberta diante de todo mundo. Isso porque todos nós devemos utilizar o sistema que foi criado e começar a usar corretamente as condições que foram criadas para a construção da sociedade do futuro. Caso contrário, a humanidade corre o risco de ser destruída.

Assim, os Cabalistas, as pessoas que estão envolvidas com este problema e sua solução, nos advertem sobre a verdade da nossa situação e do nosso futuro. Eles nos dizem que, de qualquer forma, nós estamos chegando a um equilíbrio coletivo. No entanto, se não despertarmos a força única da natureza que traz a nossa unificação e a conexão correta entre nós, então ela será revelado como o poder único que nos conecta e reúne, mas sem a nossa inclinação e desejo. Nesse caso, nós teremos que obedecer a essa lei contra a nossa vontade, e isso vai nos levar às situações muito desagradáveis ​​através de desastres, epidemias e guerras.

Esta é uma força boa, pois conecta a totalidade do sistema em um. No entanto, se nos opomos a ela, nós despertamos em nós mesmos a influência de forças opostas que atuam sobre nós como desastres.

Os Cabalistas tentam levar esse conhecimento a toda a humanidade e ensiná-la como chegar ao entendimento correto de conexão, despertando em nós uma atração em direção a ela, e de acordo com nosso desejo, estimular a descoberta da força única sem despertar desastres. Como necessidade, nós chegaremos mais perto do correto estado singular integral e avançaremos da forma mais agradável e desejável. Tal esforço é o que é exigido de nós.

Os problemas mais difíceis hoje estão sendo descobertos na sociedade humana, apesar de tudo de bom que existe no mundo. O avanço científico e tecnológico atingiu o seu pico, mas eles não se atrevem a mostrar um pouco dessa tecnologia moderna para a humanidade. Caso contrário, as pessoas não precisarão trabalhar e não haverá qualquer necessidade de se esforçar.

Basicamente, nós já saímos para um novo nível de desenvolvimento, mas ainda não estamos prontos para realizá-lo por causa da nossa incapacidade. Nós temos as ferramentas em nossas mãos, mas não estamos prontos para integrá-las corretamente no novo nível, porque a nossa abordagem não é integral, ou seja, a nossa estrutura interna não é integral. Pelo contrário, somos egoístas, e nossa tendência é estarmos distantes um do outro e não nos conectarmos em harmonia.

Como resultado, nós olhamos com temor para o estado futuro da humanidade unida, e não sabemos o que fazer com sete bilhões de seres humanos que não vão trabalhar. Não temos qualquer conceito de outra forma de existência e sobre uma conexão diferente entre nós enquanto subimos para outro nível de percepção, para diferente vida e maneira de viver.

Há uma infinidade de surpresas escondidas por trás da nova situação, mas ainda não estamos prontos para digeri-las, porque a nossa percepção não é integral.

A principal coisa no sistema integral é renunciar à visão individualista do eu contra o mundo. Em vez disso, eu devo adquirir uma percepção integral e ver uma imagem completa onde todos nós estamos conectados e completando um ao outro. Só então eu descubro o estado futuro em que a humanidade deve existir, e, assim, entendo e sinto essa vida que é esperada num momento propício.

Cabe a nós alcançarmos essa percepção, e é isso que a sabedoria da Cabalá nos ensina.

Da Convenção no México 01/08/14, Lição 1

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 5

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como ocorreu o exílio das duas tribos? Elas estavam “ligeiramente em contato” com a “Babilônia”, sem “dissolver-se” completamente nela?

Resposta: Sim. Este estado das coisas continuou por dois mil anos. Se elas vivessem totalmente separadas, isoladas do resto da humanidade, ninguém jamais iria “pegá-las”. No entanto, isso é impossível por razões espirituais. Elas tiveram que se conectar com outras nações, levando a humanidade à futura subida, à próxima “iluminação”.

É por isso que o governo superior “prolonga” as coisas de forma que elas involuntariamente fossem forçadas a viver em outras nações e, de certa forma, transferissem a sabedoria a elas. Os judeus sempre eram médicos, funcionários, etc. Eles iniciaram o sistema bancário e várias tecnologias. Tudo começou com eles.

Pergunta: E enquanto eles estavam num estado de unidade, eles não estavam no exílio?

Resposta: Isso mesmo. Eles entravam em um ou outro país pobres e maltrapilhos, amontoados. Eles eram aceitos dessa “forma”. Por ora, tudo corria bem e eles levavam uma vida tranquila e pacífica.

No entanto, tão logo eles se estabeleciam e, mais importante, ficavam cada vez mais ricos, a distância entre eles crescia. O nível de igualdade e fraternidade entre eles rapidamente diminuía. Havia judeus ricos e pobres. O “bisturi” que os separava aprofundava ainda mais a lacuna criada entre eles. Os problemas então surgiam e eles imediatamente se tornavam odiados até serem expulsos dos países em que viviam.

Nós podemos traçar um paralelo com o exílio egípcio. Em primeiro lugar, os judeus receberam a terra de Goshen, um pedaço de terra fértil e começaram a desenvolver o país. Este período é descrito como “sete anos de saciedade”

Então, por que os “sete anos de fome” vieram? Por que o novo governante do Egito os intimidou? Por que os egípcios odiavam os judeus e os forçaram a sair do país?

Isso aconteceu porque os judeus ficaram “gordos”. Foi resultado de sua “conformidade” com o egoísmo durante os “sete anos de saciedade”, no momento em que a influência judaica era muito alta no Egito. Eles “se venderam” ao egoísmo. Assim que chegaram ao nível máximo de egoísmo, “sete anos de fome”, o período de supressão e subjugação começou. Este período terminou com a “expulsão” dos judeus do Egito.

Em essência, os mesmos processos ocorreram em outros países. O último exemplo, o mais marcante, é a Alemanha. Lá, os judeus realmente se esforçaram em ser como os alemães. Eles eram advogados, médicos, políticos. Um deles tentou seriamente se tornar chanceler. Nós todos sabemos o resultado.

Pergunta: Como as duas tribos sobreviventes expulsas viviam na Babilônia? Em essência, o antissemitismo que acompanha os judeus até hoje não nasceu naquela época?

Resposta: De modo geral, o antissemitismo teve origem na antiga Babilônia, a partir do momento em que grupo de Abarão pretendeu sair, ficar longe de lá. Assim, a mesma situação repetiu-se no Egito e, mais uma vez, durante o exílio babilônico. Trata-se do mesmo estado de equilíbrio ou ausência de equilíbrio entre a Luz e o desejo.

No entanto, a primeira manifestação aberta de antissemitismo aconteceu na Babilônia na época de Nabucodonosor, após a perda do Templo. A verdade é que os judeus não foram expulsos de lá; em vez disso, os termos do exílio expiraram. Depois que Hamã fez uma tentativa frustrada de exterminar todos os judeus do país, o novo rei Ciro, filho de Ester, patrono dos judeus, chegou ao poder. A propósito, durante o exílio babilônico a rainha da Babilônia era uma mulher judia. Então, seu filho Ciro ajudou os judeus a retornarem a Israel e deu-lhes tudo o que precisavam para ressuscitar o Templo.

Era o tempo dos profetas que compartilharam o exílio com seu povo e saíram do exílio com eles. Naquela época, as pessoas estavam num nível espiritual, não no poder da escuridão total, como aconteceu mais tarde.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 5

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma parcela significativa das fontes originais surgiu durante o “vago” período da destruição do Templo. Assim, os livros que apareceram naquela época tinham que ser muito elevados, porque eles foram escritos entre a queda e a próxima subida. É isso mesmo?

Resposta: É claro! Foi o momento em que o grande Talmude foi escrito e também um número enorme de outros livros foram criados nesse limite, incluindo o Livro do Zohar.

Aqueles que escreveram esses livros sabiam que as pessoas iriam cair na escuridão absoluta e ressuscitar depois de muitas gerações. Eles sabiam que, após séculos, esses livros viriam à tona novamente, a fim de permitir que as pessoas implementassem o conhecimento no próximo nível superior, juntamente com toda a humanidade, todos da Babilônia.

Antes, era proibido colocar esse conhecimento por escrito. Tudo tinha que viver numa pessoa, e as pessoas trabalhavam internamente. Por que alguém iria documentar algo se esta sabedoria já estava escrita nos anais de suas almas? Absolutamente todos os bits de conhecimento foram inscritos na memória do “computador espiritual”. No entanto, quando as pessoas começaram a perder a conexão com o computador, elas obtiveram permissão para escrever o conhecimento no papel. Elas começaram a escrever livros, rezão pela qual nós temos o Talmude Babilônico, Mishná, Gemarah, e O Livro do Zohar.

Ainda hoje, depois de centenas de milhares de anos, há dezenas de volumes restantes, embora muitas partes do Livro do Zohar não tenham sobrevivido! Você consegue imaginar o quanto eles escreveram?

É por isso que o “Talmude” se tornou uma palavra comum que denota algo enorme e abrangente. Nós estamos falando de um número incrível de textos canônicos que ninguém nunca teve a permissão de corrigir. Mesmo que algumas linhas pareçam erradas para nós, elas ainda devem ser deixadas intactas. É bem possível que mais tarde nós descubramos que estas linhas estão corretas. Nós devemos saber o que está escrito lá.

É por isso que o Antigo Testamento, ou seja, a Torá, se manteve intacto desde então. Todas as outras edições são idênticas aos achados arqueológicos, não importa o quanto eles são velhos.

Pergunta: Portanto, os textos originais carregam alguma haste central?

Resposta: Sim. Mesmo agora, nós continuamos estudando as leis que explicam como devemos nos relacionar com esses textos. Nós não podemos mudar uma coisa neles! Não importa o que nós pensamos sobre os textos, nós somos estritamente proibidos de mudá-los.

No entanto, é aceitável fazer adaptações com referências ao texto original. Neste momento, nós processamos ​​ um pouco O Livro do Zohar e o tornamos mais acessível ao público em geral. Caso contrário, é extremamente difícil e praticamente impossível de entender o que está escrito nos livros, uma vez que eles foram feitos para um tipo diferente de inteligência ou percepção.

Pergunta: Se assim for, os textos são escritos à beira da luz e da escuridão, no limiar da luz e do exílio. Será que eles carregam o feto da nossa próxima subida?

Resposta: A Mishná, o Talmude, o Schulchan Aruch e muitos outros textos foram escritos e estudados durante as várias fases do exílio. Começando com o século XVI, a partir da época do ARI, o principal livro que adquiriu a maior popularidade entre os estudiosos é, sem dúvida, O Livro do Zohar.

As duas tribos do grupo de Abraão levaram os livros com elas durante todo o exílio e continuaram observando o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

O resto das tribos desapareceu. Elas não levaram os livros com elas porque eram descendentes do Primeiro Templo, durante o qual a escrita era completamente proibida.

Pergunta: Será que isso significa que durante exílio o povo estava unido em torno desses escritos? Eles foram escritos para alcançar a unidade?

Resposta: Sim. Sua tarefa era guardar a sabedoria ao longo da história. No final da descida, o Livro do Zohar teve que ser revelado. Ele foi concebido para ajudar as pessoas a sair do exílio.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/06/14, Parte 6