Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

Ser Como Todo Mundo Não É A Nossa Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: O atual retorno do povo judeu à terra de Israel é uma fase natural?

Resposta: Claro.

Pergunta: Por que eles deveriam voltar a esta terra em particular?

Resposta: Nós não entendemos ainda. No entanto, as pessoas que estão num nível espiritual entendem as diferenças e a singularidade da raiz espiritual em cada um dos seres criados, incluindo animais e, além disso, das diferentes regiões da terra.

Assim, apesar do fato de que a terra aqui não seja fértil e não exista nada “santo” nela, ainda é dominada por certas forças espirituais, assim como um ramo que cresce de uma raiz espiritual.

Pergunta: O que devemos fazer sobre a forte resistência árabe?

Resposta: É perfeitamente natural. Afinal, se nós voltamos a esta terra, nós temos que voltar às nossas raízes espirituais. Em outras palavras, nós temos que cumprir a condição do “ama teu amigo como a ti mesmo”. É com base nesta condição que nós viemos aqui há muito tempo. Moisés nos trouxe até as fronteiras desta terra e faleceu em sua fronteira. Em seguida, seu discípulo, Josué, nos conduziu.

Nós chegamos a esta terra e quando nos estabelecemos aqui, tivemos que dar o exemplo para toda a humanidade, e mostrar como deve ser uma nação que vive corretamente em sua terra. Depois, nós começamos a construir o Templo e cumprir esta missão.

No entanto, nossas ações de hoje são totalmente opostas ao que temos que fazer e, consequentemente, é claro, nós somos constantemente confrontados com problemas de nossos vizinhos próximos e distantes.

Pergunta: Por que o ambiente árabe recebeu este papel?

Resposta: Isso foi escrito há muitas gerações, quando Abraão foi pai de Ismael e mandou-o embora com Hagar. A partir desse momento, há uma espécie de “competição” entre os dois irmãos Isaac e Ismael. Não há nada que possamos fazer sobre isso; o conflito será ainda maior, mas deve ser cumprido no nível espiritual.

Isto significa que, como nação, nós temos que subir ao nível do amor ao próximo, estar em boas relações com o outro, e ser um exemplo para toda a humanidade. Nesse caso, vamos ver imediatamente como tudo ao nosso redor se acalma. Primeiros nossos primos, os árabes, e depois o mundo inteiro vai acalmar a ira, e o ódio no mundo cessará.

Assim, as nações do mundo vão entender que há algo que elas realmente precisam aqui e que podem receber de nós o método para o renascimento da alma, que é o conhecimento que pode torná-las seres eternos. Elas vão começar a perceber que podemos levá-las a uma vida melhor, não só neste mundo, mas para sair para uma dimensão totalmente diferente, além das estruturas deste mundo. Tudo depende apenas de nós e eu acho que nós vamos chegar a isso.

Pergunta: Será que isso significa que há um significado em todas as reclamações que ouvimos contra nós?

Resposta: Elas só servem para nos unir e conectar. Se nossos vizinhos não pressionassem, nós nos destruiríamos e nunca nos uniríamos, mesmo no nível que estamos hoje. A pressão externa sobre nós, a rigidez e o ódio, tudo depende apenas da repulsão mútua que sentimos em relação um ao outro. De um modo geral, nós realmente determinamos o nível de ódio que as nações do mundo sentem em relação a nós.

Pergunta: Portanto, inconscientemente, as nações do mundo querem nos obrigar a ser os professores da humanidade?

Resposta: Sim. É assim que toda a humanidade se relaciona conosco. Todo o seu ódio é apenas para que acabemos por compreender que temos que fazer alguma coisa e que querer ser como eles, como todo mundo, é um “truque” bobo. Esta filosofia, esta abordagem, nos leva completamente no sentido errado.

A origem de Spinoza, a rebelião contra a singularidade independente não é a nossa raiz. Claro, foi proibido permanecer no nível anterior, naqueles tempos, uma vez que tinha chegado o momento para o desenvolvimento espiritual, e espiritual não no sentido que a humanidade imaginou, mas de acordo com as nossas raízes.

Comentário: Por outro lado, você falou sobre o fato de que os judeus também lideraram o desenvolvimento conceitual de toda a humanidade na Babilônia.

Resposta: Eles deveriam ter liderado isso muito tempo atrás, durante o êxodo da antiga Babilônia. Se tudo tivesse corrido bem, a espiritualidade deveria ter se espalhado amplamente após o Primeiro Templo e, gradualmente, todas as nações do mundo teriam aceitado o método da revelação do Criador. Eles teriam se unido e tudo teria terminado ali. Mas isso era impossível porque os babilônios ainda não tinham a raiz que a humanidade precisava. Eles tinham que recebê-la e só foi possível recebê-la quando o povo judeu foi quebrado e dividido entre si.

De KabTV “Babilônia, Ontem e Hoje” 24/09/14

Contos: As Escolas De Cabalá

Dr. Michael LaitmanDesde o momento em que uma pequena parte dos babilônios se juntou a Abraão e começou a trabalhar junto em unidade mútua, o ponto de partida do povo judeu começou.

Embora ainda não fosse um povo formado, o grupo de discípulos de Abraão, que eram cabalistas, recebeu dele o método de unidade com o propósito de revelar o Criador e começou a avançar.

Do ponto de vista Cabalístico, avançar não diz respeito à história de sua mudança da Babilônia para a terra de Canaã, a descida para o Egito e retorno à terra de Israel, mas ao crescimento de seu egoísmo e sua ascensão constante acima dele. De fato, a ideologia com a qual eles concordaram na antiga Babilônia continuou a agir neles.

No processo do crescimento do egoísmo, o povo gradualmente começou a mudar e se tornou mais sofisticado, tanto egoisticamente como altruisticamente. Sua unidade passou por várias metamorfoses e assumiu diferentes formas.

Portanto, a escola de Abraão se transforma na escola de Isaac, depois na escola de Jacó, depois José, e, finalmente, na escola de Moisés. Todos eles representam uma variedade de movimentos das pessoas a uma revelação cada vez maior de ego e a subida acima dele.

A escola de Isaac representa o desejo do povo de romper com seu egoísmo e subir firmemente acima dele. Este é o sacrifício de Isaac, quando a pessoa está pronta para abater seu egoísmo. De fato, num primeiro momento, ela acha que esta é a única forma de manter o seu avanço.

Depois é formada a escola de Jacó, que acredita que não se deve matar o egoísmo, mas equilibrá-lo com a propriedade da misericórdia, representada por Jacó. Afinal, quando a misericórdia começa a usar corretamente a propriedade de Isaac (a brutalidade do julgamento), então ela se transforma na propriedade de Israel, que significa direto ao Criador.

Este é um avanço sério, onde tanto as forças egoístas e altruístas estão se unindo, com o egoísmo remanescente na parte inferior e o altruísmo subindo sobre ele. Assim, subindo e descendo de forma síncrona, eles se movem juntos. Esta é a forma como as pessoas crescem, compondo as duas partes da natureza dentro de si, e na simbiose correta entre si, elas revelam o Criador.

O movimento espiritual de Israel gradualmente leva as pessoas ao Egito. O desenvolvimento no Egito significa que o egoísmo das pessoas aumentou ainda mais, até o nível do Faraó, e elas foram obrigadas a subir sobre ele.

O Faraó representa o egoísmo, sobre o qual a pessoa não pode simplesmente subir e usar. É necessário ser puxado rapidamente para fora dele, corrigi-lo em pequenas porções, transformando-o em altruísmo.

O povo de Israel, estando no cativeiro egípcio, ou seja, num estado extremamente egoísta, descobriu que não poderia seguir a ideologia de Abraão. Um novo líder, cujo nome era Moisés, surgiu entre eles. Ele foi capaz de organizá-los para que eles entendessem que o progresso deve se basear no desprendimento do egoísmo. Isso significava que eles tiveram que escapar do cativeiro egípcio, o cativeiro do egoísmo, e, lentamente, começar a corrigir suas partes.

Enquanto estavam no Egito, sob a pressão de um ego enorme, o povo estava no mesmo confronto como na antiga Babilônia. Moisés compreendeu que era necessário fazer mais um esforço, sair do Egito e ir para a terra de Canaã, como quando o grupo de Abraão veio da Babilônia.

A terra de Canaã simboliza o estado espiritual que dá às pessoas a oportunidade de se unir internamente, subir acima do egoísmo e afastar-se dele, ou seja, deixar o Egito, ir para o deserto do Sinai e dirigir-se à terra de Israel.

Esta é a essência da escola de Moisés, o seguidor direto de Abraão. Na história do desenvolvimento espiritual, não há nenhuma personalidade mais brilhante do que Moisés. Afinal, o grupo de Abraão veio da Babilônia depois de subir sobre o egoísmo manifestado e isso era o suficiente, mas agora seus seguidores, ao escapar do Egito, não só deve subir acima de um enorme ego, mas também corrigi-lo gradualmente.

De KabTV “Contos” 22/10/14

Contos: A Evolução Do Grupo De Abraão — José

Dr. Michael LaitmanA essência do método Cabalístico é trabalhar corretamente com o ego crescente usando a linha direita altruísta e, ao mesmo tempo, subir os níveis dos mundos espirituais. Assim, a próxima fase da evolução espiritual é a revelação do ego gigante dentro de nós.

A pergunta é de onde virá o grande ego que pode elevar-nos até o nível do Criador?

Se ele aparecesse nos primeiros estágios da formação espiritual, nós não poderíamos trabalhar com ele e, inconscientemente, escaparíamos do nosso nível. Portanto, o mergulho no ego e seu crescimento interno são graduais. Tal aproximação gradual ao ego, que por fim é revelado em todo seu enorme vazio escuro e na força que engole tudo, é descrita na história de José e seus irmãos.

A princípio, o ego pequeno e não prejudicial dos irmãos que invejavam José cresceu para enormes disputas chamadas de Egito. Egito (Mitzraim) vem da palavra em hebraico “Mits Rah – suco ruim” que significa a concentração do mal.

Por um lado, isso não parecia tão ruim, mas, por outro lado, eles encontraram um problema: se não se aproximassem do mal, o acumulassem dentro de si e parecessem acalmar as disputas que tinham, eles não seriam capazes de continuar. Portanto, diz na Torá que havia fome na terra de Israel.

Então, o que eles fariam se sem o ego não havia como avançar na espiritualidade? Foi assim que eles começaram a sentir a necessidade de um ego crescente e sua correta satisfação. Assim, eles mergulharam no Egito, o que foi em seu benefício, visto que ele os alimentou e despertou.

Além disso, seu pai Jacó entrou no mesmo estado conforme compreendeu que esta é a linha média, sem a qual é impossível avançar e que eles precisavam de um grande ego para depois trabalhá-lo. A construção do ego é chamada de sete anos de saciedade.

Durante esses anos o ego parece muito atraente, porque ele não mostra que é contra o caminho espiritual. A vida no cativeiro do ego parecia doce, boa e sensata, e eles se tornaram seus escravos.

Durante este tempo Israel se desenvolve, cresce e se multiplica, o que significa que o método do uso correto do ego e sua orientação certa durante os primeiros sete anos é muito proveitoso. É porque o ego, como parte da natureza feminina, é primeiro submisso, sugerindo: “use-me e avance”.

Mas tendo absorvido o ego ao máximo durante os primeiros sete anos, sua absorção chegou ao fim. Sete anos é um nível completo HGT NHYM, os sete anos são substituídos pelos sete anos ruins (de fome).

Eles começam a reconhecer o mal no ego. Todo o lucro que aparentemente tiveram antes está, na verdade, totalmente vazio. O reconhecimento do mal ocorre também durante sete anos, visto que estes são os mesmos níveis de HGT NHYM. Em cada um deles, eles têm que reconhecer que isso constantemente leva a resultados negativos.

No final dos sete anos ruins, eles alcançam o último atributo, o mais egoísta, Malchut. Aqui eles já devem se submeter a golpes sérios, as dez pragas do Egito, a fim de desistir do uso anterior do ego.

De KabTV “Contos” 15/10/14

O Futuro Virá Rapidamente

Dr. Michael LaitmanComentário: No final da série de programas sobre o legado da Babilônia, por favor, tente nos mostrar uma imagem do futuro próximo ou não tão próximo.

Resposta: O programa da criação é muito simples. Sua função é apressar a nós, o povo judeu, a começar a nos envolver em nosso papel, o que significa educar toda a humanidade. Além disso, não há necessidade de educá-los de uma maneira especial; eles vão aprender com o nosso exemplo.

Isto significa que nós só precisamos mostrar ao povo de Israel qual é a forma correta de sua realização: como a sociedade e as relações entre suas partes devem ser formadas; como ela vai trabalhar com a indústria, a ciência e a cultura; como serão as interações entre as pessoas; como será a família; quais serão as regras de comportamento e as regras de apresentação dos membros da sociedade, etc. Assim que começarmos a fazer isso, o mundo vai começar a aprender conosco.

Eu espero que isso aconteça muito rapidamente. A julgar pela pressão global em aceleração do mundo árabe, eu espero mudanças muito rápidas no mundo inteiro e em Israel.

E nós temos que tentar fazer isso com todo o nosso poder para que o mundo avance para a correção de uma boa maneira, de modo que todos entendam a nossa ideia. Além disso, antes de tudo, o povo de Israel deve entender isso, para que não seja empurrado para todos os tipos de problemas.

Não é nem mesmo o problema em si, mas sim que a recusa de realizar o seu papel prolonga o caminho e nos desvia para uma estrada completamente diferente da que vagamos e ainda volta ao mesmo ponto. Em outras palavras, todo esse vagar é inútil!

Portanto, nós temos que levar a ideia da unificação ao povo, mostrar-lhes que ela é prática. Eu acho que nós podemos fazer isso rapidamente.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

Contos: Jacó E O Desenvolvimento Do Grupo De Abraão

Dr. Michael LaitmanA restrição correta do ego que leva ao ponto médio entre o atributo de Abraão/Hesed (misericórdia) e o atributo de Isaac/Gevura (poder) é necessária para avançar espiritualmente e ter o que eles têm em comum.

O que eles têm em comum é a próxima fase no desenvolvimento do grupo de Abraão, que se chama Jacó, uma vez que a conexão entre a linha direita (Abraão) e a linha esquerda (Isaac) retrata gradualmente a linha do meio (Jacó).

Na verdade, é neste ponto que nós podemos falar sobre o início da verdadeira realização real do método da Cabalá, porque agora ela inclui as duas linhas, a direita e a esquerda, o atributo de Hesed (doação) e o atributo de Din (recepção), que criam uma terceira força que os conecta corretamente. A terceira força é chamada de Jacó.

A formação da linha do meio (o atributo de Jacó) no grupo Cabalístico que saiu da Babilônia é a base para o desenvolvimento da sabedoria da Cabalá. Cada movimento no desenvolvimento espiritual é gradualmente realizado e só é possível subir para o próximo nível quando adicionamos a linha esquerda à linha direita.

Se eu estou em certo nível, eu tenho que adicionar a linha esquerda e diferentes tipos de desejos e problemas egoístas e superá-los, a fim de subir para o próximo nível. Esta é a única maneira de eu entender o próximo nível. Em outras palavras, as áreas planas sobre os degraus da escada são os atributos da bondade e a ascensão de um nível ao outro são os atributos de dominação, respeito e poder, acima dos quais eu subo.

É assim como a escada da ascensão espiritual chamada escada de Jacó é construída. Jacó inclui tanto as forças do bem e do mal e as conecta corretamente ao realizar internamente o método da subida gradual da escada. Jacó é realmente o início do desenvolvimento espiritual que é proposital e correto.

Isso explica a existência da linha esquerda em nosso mundo. Ela decorre do Criador que nos dá a linha esquerda para que possamos subir mais alto acima de nós mesmos até que atinjamos Seu nível.

A combinação certa entre as linhas direita e esquerda, o atributo de Abraão e Isaac, está incluída no atributo de Jacó, que também é chamado de Israel. Se tomarmos essas duas forças da natureza e as conectarmos corretamente, subindo a escada de Jacó, nós nos tornamos Israel (Yashar- El), que significa direto ao Criador. Quando nós usamos essas duas forças, nós podemos focar com precisão a meta e constantemente visar, colocar e gerenciar a nós mesmos exatamente na linha média.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Contos: O Áspero Caminho De Abraão

Dr. Michael LaitmanNão foi fácil para Abraão disseminar suas ideias, pois a maioria dos babilônios era contra o seu método.

Ele acreditava que tudo decorre de uma única força, embora posteriormente ela se divida em muitas forças opostas que não têm livre arbítrio.

Os babilônios, no entanto, afirmavam que existem várias forças que governam o mundo e que elas estavam todas conectadas por um sistema de diferentes relacionamentos mútuos. As mitologias sobre diferentes deuses que lutam entre si, devoraram-se, têm filhos, e assim por diante, surgiu dessa base.

Abraão refutou todas essas crenças, mas, ao mesmo tempo, entendeu que não seria capaz de levar tudo da Babilônia. Esta era a situação dramática em que ele se encontrava. De acordo com seu método, é possível atingir o objetivo da criação somente quando todas as pessoas do mundo reconhecem e percebem que só há uma maneira de chegar a uma forma que criamos entre nós: ao nos conectarmos num todo. O ponto principal é a unidade interna entre nós, apesar da heterogeneidade de nossos corpos materiais.

Nós temos que cuidar do corpo, dar-lhe o que ele precisa para manter a sua existência, de modo que elevando-se acima dele, a pessoa se ocupe da conexão e unidade entre nós e avance em direção à meta. Isso é chamado de evolução do ser humano dentro de nós. Além disso, esse ser humano é a nossa imagem geral.

Ao nos unirmos internamente entre nós, recebemos uma imagem geral chamada Adão (homem – com a mesma raiz de “Domeh” – aquele que se assemelha ao Criador), que era o mesmo nome dado à primeira pessoa a investigar o mundo espiritual.

Abraão passou por um caminho áspero antes de descobrir o método de conexão e unidade espiritual. Seu primeiro professor foi seu pai, Tera, que lhe ensinou de acordo com o método de Noé. Tera acreditava que o paganismo é justificado e Abraão tentou aceitar seus pontos de vista, até que se rebelou contra o seu mestre. Este é o ponto de ruptura dramática, o desacordo com o professor, quando o aluno supera seus professores ao ascender a um nível acima.

Por outro lado, Tera tentou forçar seus ensinamentos a Abraão e lhe mostrou todas as qualidades ruins e o mal no politeísmo, após o que Abraão poderia encontrar o caminho certo. Ele percebeu que apenas uma força de bondade e amor gere o mundo, e isso inclui a força do mal, apenas para que ela seja usada para ascender acima do mal.

Ao descobrir isso, Abraão tornou-se um inovador, um revolucionário, que mudou o curso da história e mostrou à humanidade o caminho certo.

De KabTV “Contos” 15/10/14

A Nova Barbárie

Dr. Michael LaitmanQuem pensaria que as atrocidades e o antissemitismo que estamos testemunhando hoje pudessem ocorrer no século XXI e levar a humanidade a um estado tão miserável em que parece estar afundando novamente num abismo escuro? É como se o nosso ego estivesse caindo e nossa mente estivesse totalmente perdida, anulando toda a experiência da humanidade e de toda a sua existência por gerações.

A selvageria está levantando sua cabeça novamente. Parecia que houve uma época em que aprendemos alguma coisa depois de tantos séculos e erros! Mas não, a barbárie é novamente revelada e, além disso, está num nível totalmente diferente e desconsidera qualquer outra coisa. Isso está ocorrendo em conjunto com um desenvolvimento sem precedentes de armas que podem destruir toda a humanidade. Será que vamos ser capazes de alcançar a ordem, utilizando-as agora?

Por que é assim? O iluminismo passou e todo mundo viu o caminho para a felicidade futura. Mas hoje nós descemos muito mais baixo no nível de nossos valores e expectativas.

Em cem a cento e cinquenta anos de estudo, a ciência, arte e cultura em geral foram valorizadas e respeitadas. As pessoas com seus sessenta anos ainda se lembram das obras-primas da poesia e da literatura, e das noites de discussões e debates. Se uma pessoa não estava interessada nisso, ela era considerada ignorante. Ela tinha vergonha de admitir que não lia ou participava destas atividades.

Objetivo do jovem era absorver todas as pérolas da humanidade e suas realizações culturais. A ciência pode não ter atraído todos, mas havia uma aceitação geral da demanda por cultura, que apelava a todos.

Além disso, se supunha que a absorção da cultura seria de tal forma que faria de você algo e o educaria para que as pessoas vissem que você era inteligente. Enquanto na década de 1930 isso era vergonhoso, era respeitado na década de 1960.

Ao mesmo tempo, era vergonhoso mostrar que você era forte fisicamente. Pelo contrário, se uma pessoa fosse magra e fraca, mas parecia intelectual, ela era um modelo para os outros. Meninas a admiravam e não outros tipos.

Quando eu era estudante, autores como Vazenski e Yavtushenko ainda eram jovens e novos. A literatura estava em ascensão, e poetas como Akodjeba e Wisotzky nasciam diante de nossos olhos.

Eu também fazia parte de um pequeno grupo em Leningrado e participava de clubes literários, artísticos e musicais. Olhando com esperança para o futuro brilhante da humanidade, não poderíamos imaginar que essa barbárie voltaria e que as pessoas iriam se matar sem sequer contar as vítimas.

Em suma, há pouco tempo tudo era exatamente o oposto, mas as décadas seguintes trouxeram desequilíbrios terríveis. Meio século se passou e tudo mudou totalmente, de uma forma que ninguém jamais poderia ter imaginado.

Vemos que as leis da natureza são fixas. Elas são reveladas a nós alternadamente, exibindo as mesmas imagens para que possamos aprender com todas essas transformações e ver o que é importante: que devemos entender essas leis e usá-las corretamente. Não podemos simplesmente fluir com a corrente, mas devemos aplicar essas leis e não esperar por um futuro melhor e mais brilhante. Nós devemos construí-lo com todos começando consigo mesmos.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

Contos: O Pai Espiritual Da Humanidade

Laitman_115_04O nome de Abraão (AB-am) significa “pai da nação”. Abraão é realmente o pai espiritual de toda a humanidade, pois não foi apenas o fundador de muitas nações, mas o criador de um método espiritual da correção do mundo. A ideia principal do seu método era a indicação de que o Criador é a força singular e unida da natureza, que gerencia toda a criação, que “não há outro além Dele”.

Os atributos do Criador foram determinados por ele como o “bom que faz o bem”. De acordo com seus ensinamentos, o papel da humanidade era obter a adesão com o Criador de acordo com a regra “ama teu amigo como a ti mesmo”.

Ele passou este método para seus alunos da Babilônia que se juntaram a ele e chamaram sua comunidade de “a casa de Abraão” (Beit Abraão), que se refere aos seus alunos e à sua família. Mais tarde, Abraão levou seu grupo de alunos para fora da Babilônia, o que significa que se desprendeu de todos os outros estudos e alcançou o Criador e estabeleceu um método independente que ele expressou no Livro da Criação (Sefer Yetzirah), o qual, em grande parte, complementou a obra de Adão, O Anjo Raziel (Sefer Raziel HaMalach).

Abraão colocou os fundamentos do método para a obtenção correta do Criador, para a obtenção de Seu nível e adesão a Ele. Todos os outros Cabalistas só desenvolveram a sua teoria adicionando o seu trabalho prático. Como o ego continuou crescendo em todas as gerações, isso permitiu o desenvolvimento do método de Abraão nos próximos níveis de acordo com as condições num determinado período de tempo.

Portanto, não podemos dizer que temos algo novo hoje. Tudo o que é revelado é revelado pelos Cabalistas, começando com Adão até os nossos tempos, mas o caminho certo começa com Abraão, embora exista o nascimento espiritual único em todos os níveis ao longo deste caminho chamado de “filhos de Abraão”.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Uma Nação Que Salva Irmãos Em Apuros

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando os israelenses vão para o exterior para vários destinos turísticos na natureza, eles geralmente tendem a ficar juntos como um grupo amigável. Não é por acaso que, durante o desastre no Nepal a garantia exibida pelos turistas e médicos israelenses que vieram em auxílio dos feridos surpreendeu os moradores da região. Quais são as raízes desse fenômeno?

Resposta: As explicações psicológicas convencionais são de que o nosso povo sofreu muito durante o tempo em que esteve no exílio, onde foi necessária a garantia mútua para sobreviver. Como resultado, a assistência e o cuidado mútuo tornaram-se parte de nossa essência.

Porém, na realidade, é uma questão totalmente diferente. A raiz da nossa garantia mútua é muito mais profunda, mesmo naquela época, quando só nos tornamos uma nação quando saímos da antiga Babilônia. Abraão nos levou à terra de Canaã e realmente uniu os babilônios que o seguiram num único grupo chamado Israel (Yashar-El); Yashar significa em uma direção reta e El significa natureza, Divindade, já que são os mesmos valores numéricos (Gematria) de letras.

Na verdade, nós descobrimos a sua unidade através do princípio do “ama teu amigo como a ti mesmo”, que inclui toda a natureza e descobre a força superior que o governa em perfeita harmonia lá.

De fato, antes nós estávamos conectados e soldados internamente como um homem em um coração, e isso está impresso e mantido em nós apesar do colapso, da quebra, e do ódio mútuo em que caímos mais tarde, o qual destruiu o Templo, o nosso vaso espiritual mútuo, a garantia mútua que sentíamos um pelo outro.

Apesar dos 2000 anos de exílio, esses cacos ainda estão em nós, ecos de uma unidade anterior. Portanto, vamos esperar que sejamos capazes de inflamar e reunir estas centelhas de novo, de modo que seu poder seja suficiente para nos levar de volta ao amor fraterno da nação de Israel, onde todos nós somos amigos e responsáveis ​​uns pelos outros.

É realmente assim como nós, e depois o mundo inteiro, vamos nos tornar compatíveis com a natureza. Depois, graças à equivalência de forma, a natureza vai se tornar amigável a nós. A ideia é conseguir um equilíbrio e unidade com ela. Para isso, nós precisamos da centelha do passado, através da qual precisamos nos unir e nos tornar uma luz para as nações, ou seja, mostrar ao mundo todo como alcançar a unidade abrangente. Então, o homem não vai dominar a natureza, mas sim viver em harmonia com ela, mantendo a harmonia geral da natureza.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/10/14

Contos: A Fonte Das Práticas Espirituais

Dr. Michael LaitmanA antiga Babilônia foi o berço de diferentes correntes e métodos espirituais. Antes da idade de Abraão, os babilônios viviam em paz, amor e amizade, como os seguidores de Noé lhes ensinaram. No entanto, após o crescimento do ego, eles começaram a se afastar uns dos outros e se dividiram em vários grupos.

Cada grupo começou a adorar outro deus (atributo ou força), como resultado de sua inclinação interior. Não era uma simples adoração de pedras e árvores, mas das forças da natureza. Assim, muitos deuses que incluíam magia negra e branca, astrologia e outros métodos, apareceram e existem até hoje.

Abraão experimentou uma verdadeira tragédia quando percebeu que precisava se desprender de todos e criar uma escola radicalmente nova. A diferença entre a sua escola e outras escolas era enorme, pois sua metodologia baseava-se no uso de poderes negativos para atingir uma elevação positiva. Os ensinamentos de todas as outras escolas foram construídos sobre um método para aplacar as forças negativas da natureza e viver em concordância e harmonia com elas.

Abraão acreditava que não há nada de negativo no mundo. Se algo parece negativo, é apenas porque o utilizamos incorretamente. No momento em que começamos a usar corretamente as forças negativas, ascendendo acima delas, com a ajuda das forças positivas, nós imediatamente começamos a subir. Assim, as forças negativas são realmente essenciais, uma vez que todas derivam do Criador, que é bom e benevolente. É apenas o uso dessas forças que está errado. O sistema espiritual obriga uma pessoa a trabalhar sobre si mesma, a fim de posicionar corretamente os seus atributos positivos e negativos.

Ao disseminar e explicar o seu método, Abraão encontrou períodos muito sérios de conflito com seus compatriotas. Como resultado, ele teve que deixar a antiga Babilônia e separar-se totalmente de tudo no coração e na mente que ele conhecia sobre o nível anterior, ou seja, renunciar totalmente ao politeísmo e todos os tipos de práticas espirituais. Ele sabia que há apenas o homem, a sociedade onde o homem quer se parecer com o Criador, e o próprio Criador.

De KabTV “Contos” 10/10/14