Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

No Mesmo Local Depois De Alguns Milhares De Anos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que só os judeus estão prontos para ajudar o mundo nas condições da crise global. Como exatamente?

Resposta: É de acordo com o método que foi descoberto por Abraão. Especificamente, ele entendeu por que o ego está em constante crescimento e que o desenvolvimento humano é evocado desta forma. Durante este processo, mais e mais desastres são experimentados.

Pois juntamente com todos os sucessos e realizações, o ego nos empurra cada vez mais para um abismo, torna a vida difícil e a preenche com tensão inevitável. Mais do que isso, em nossos dias, o ego está crescendo exponencialmente, e não de forma linear.

Portanto, ao descobrir tudo isso, Abraão também descobriu mais um poder único na natureza, que é o poder de doação e amor. Nós podemos deduzir isso da natureza, e através desta força positiva, dominar a nossa negatividade egoísta.

Como isso é feito? Por meio da conexão e união mútua. Através da nossa convergência, nós descobrimos esse poder de unificação entre nós que pode cobrir todo o nosso ego. Então, nós sentimos como se estivéssemos sob um guarda-chuva seguro. A natureza não nos incomoda mais e não nos sentimos ameaçados por qualquer dano. Nós não perdemos nada, não temos necessidade de concorrência e não precisamos nos devorar. Em toda parte há abundância absoluta, paz e tranquilidade em todo o mundo.

Isto é o que Abraão descobriu e ensinou aos seus alunos com quem se desvinculou da Babilônia e foi para a terra de Israel.

Nós somos os proprietários desta sabedoria. E as nações do mundo sentem isso, especialmente neste momento de crise global. Ela está em expansão e não vemos um fim a isso. Haverá mais pausas, mas a tendência está nos movendo em direção a um abismo. Sob tais condições, as nações do mundo compreender que nós temos uma solução. Isso é porque elas são como os babilônios antigos de quem uma vez nós nos ramificamos de uma forma diferente.

Naquela época, Abraão disse a todos, “Muito mais tarde, vocês ainda terão que enfrentar os fatos e entender que este método de neutralizar o mal, o ego, com o bem, o poder do amor altruísta, é obrigatório. Vocês não querem perceber isso agora? Então, vão percebê-lo em mais alguns milhares de anos”. Não há escolha, e este período tem sido como um momento na nossa realidade.

E agora milhares de anos se passaram. Hoje nós já estamos perto do final do processo. Em última análise, toda a humanidade deve estar ciente disso, que a mesma sabedoria da Cabalá que foi dada aos judeus e que eles mesmos se esqueceram, é imperativa para isso. É necessário neutralizar o ego que está matando a humanidade e devorando a si mesmo, como um câncer que devora o corpo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/11/14

Socialistas Genéticos

Laitman_167Comentário: Recentemente, em um dos programas de rádio, o apresentador fez a pergunta: “Por que os judeus norte-americanos votam esmagadoramente num democrata, em vez de um republicano? Eu acho que é porque o povo judeu é geneticamente socialista, com os genes para ajudar o próximo prevalecem neles.

Resposta: Claro. Mas, infelizmente, é tudo no passado. Recentemente, nós temos nos distanciado significativamente e deixamos de nos envolver em assistência mútua. Tudo se transformou num negócio.

O mundo está se movendo em direção a uma grande crise que a Cabalá olha como um prelúdio para a Terceira Guerra Mundial, e quer manter o mundo longe da guerra.

Tudo depende de nós. O povo judeu deve mostrar um exemplo de unidade a todos. Eles deveriam criar um Estado dentro de Israel com tal comunicação interna entre as pessoas que servisse como um exemplo para todos.

Nós somos um grupo de descendentes de Abraão, cuja unidade ele queria demonstrar para a antiga Babilônia. Hoje, nós temos que dar um exemplo dessa combinação da antiga Babilônia que se instalou por toda a terra, e nos tornarmos “uma luz para as nações do mundo”, como está escrito na Torá.

De KabTV “Uma Opinião Especial” 17/08/14

O Mundo Inteiro É A Antiga Babilônia

laitman_944Pergunta: Recentemente, você deu uma série de palestras nos Estados Unidos. Quem era o seu público?

Resposta: Meu público é a antiga Babilônia de onde Abraão queria tomar todas as pessoas e levá-las ao próximo nível de existência.

Nós não dividimos ninguém por sua cor de pele, nem por qualquer outra razão; nós nos relacionamos com toda a humanidade exatamente da mesma maneira. Afinal, quem são os judeus? São aqueles que em seu desejo tentam encontrar o sentido da vida seguido por Abraão. Há milhões de pessoas assim hoje.

Pergunta: Você acredita que o povo judeu é o escolhido?

Resposta: Por povo judeu, eu quero dizer aqueles que são descendentes dos babilônios que seguiram Abraão e criaram o povo com base na regra do “ama o próximo como a ti mesmo”, ou seja, conectados uns aos outros, e aqueles que aspiram hoje a atingir a existência superior como fizeram antes os discípulos de Abraão. E isso não depende da cor da pele.

De KabTV “Opinião Especial” 17/0/14

Voltar À Origem

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Devarim (Deuteronômio), 32: Os filhos de Ismael possuirão a Terra Santa, onde ela estará vazia por muitos anos. Eles vão obstruir os filhos de Israel, voltando à sua terra.

Pergunta: O primeiro sinal da chegada do Messias é o retorno dos judeus ao seu país. Isso acontece neste momento?

Resposta: Eu acho que atualmente nós estamos vivendo um processo inverso. O processo de segregação do povo de Israel da terra de Israel está em curso. O número de pessoas que abandonam esta terra é maior do que aqueles que voltam. Além disso, as pessoas que vêm para este país fazem isso involuntariamente, ao passo que aqueles que deixam, fazem isso fora de seu livre arbítrio. Eu olho para este processo muito sobriamente.

Talmude Babilônico: Tratado Sinédrio, Folha 98-a: R. Abba também disse: Não pode haver maior (sinal de) redenção manifestada do que a descrita pelo Profeta Yehezkel (Ezequiel) Livro (36: 8): Ó montes de Israel, vós produzireis os vossos ramos, e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel, pois eles já estão prestes a vir.

Esse trecho é sobre o fato de que as pessoas estão sendo atraídas pela noção de Eretz Israel (Terra de Israel). “Eretz” vem da palavra “Ratzon” (desejo); “Israel” vem de “Yashar-Kel” (direto ao Criador).

Isso significa que a aspiração ao Criador, a força que define cada momento de nossa vida e constantemente nos anima e dirige, prevalece em todos os nossos desejos. Assim, torna-se muito claro que o Criador é a força geral e governante da natureza. Em cada momento de nossa vida, ela nos molda, molda o nosso entorno e o mundo em que vivemos.

Esta força estabelece relações que nos ajudam a entender o nosso propósito: De onde viemos? Qual é a essência de nossa existência? Por que razão nós estamos aqui? Nós começamos a perceber que a cadeia de circunstâncias, condições, prazos e tudo o que já acontece conosco e/ou ocorre no mundo em que vivemos, tem o pensamento superior por trás dele.

Isso é o que significa o retorno à Eretz Israel (Terra de Israel), ou seja, ao desejo que é orientado ao Criador, à revelação da força superior. Neste caso, a força governante surge em nós como o Messias (Mashiach) da palavra “Moshech” (tirar, sair). Este é o poder que nos tira dos níveis inanimado, vegetal e animal para um estado chamado de Homem (Adão), a sensação do Messias.

Pergunta: O que significa “e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel”?

Resposta: O fruto significa o desejo (Ratzon) que se eleva da Terra (Eretz). Esses desejos conduzem a nação ao fruto autêntico, eterno e perfeito, ou seja, atingir o Criador.

De KabTV “O Messias virá?” 14/11/14

Como Uma Monstruosidade

laitman_749_02Nós vivemos em um momento especial e emocionante, cheio de acontecimentos imprevisíveis. Os últimos 60 a 70 anos após a Segunda Guerra Mundial, nós pensávamos que tínhamos criado um ambiente bom e viável.

Nos Estados Unidos, Europa, Israel, e muitos outros países, o povo judeu começou a se sentir mais confiante, não como exilados à mercê dos anfitriões, que podiam fazer o que queriam com eles. Em vez disso, eles começaram a se comportar como iguais.

É bastante surpreendente o quão rápido as coisas mudam. Depois que nós demos ao mundo vários cientistas de renome, florescente culturas e economia, enormes contribuições em todas as esferas da vida humana, de repente, apareceu uma nova e surpreendente onda de antissemitismo.

A sua intensidade é tão ruim que em algumas cidades dos EUA os judeus têm medo de usar kippahs (yarmulkes) nas ruas. Nossas crianças são espancadas nas universidades e acusadas de todos os tipos de pecados.

Antigos, primitivos e densos preconceitos que repetem a velha calúnia sobre os judeus – de que eles supostamente “bebem sangue para a Páscoa”, chefiam um governo mundial secreto que quer dominar o mundo, e, em geral, são culpados de todos os desastres que a humanidade está passando – têm sido revividos novamente agora.

Nós vemos que este sentimento é inerente ao ser humano, por natureza, e não depende de níveis culturais ou desenvolvimento. As nações do mundo vivem ao nosso lado; nós existimos entre elas, e ainda assim, de repente, uma animosidade selvagem, medieval e deprimente desperta nelas.

De onde vêm esses problemas? Por que nós acabamos ficando no centro de todos os impasses? Por que provocamos ódio nelas? Milhões de pessoas em todo o mundo participam de manifestações contra os judeus. Estudantes e professores universitários assinam petições contra o Estado de Israel.

Mesmo os judeus que não estão dispostos a se associar com Israel ainda caem numa categoria de pessoas odiadas e perseguidas só por causa de sua etnia judaica.

A única coisa é que o antissemitismo é uma parte da natureza. Todos os grandes pensadores assinalaram este fenómeno. Einstein escreveu que o antissemitismo é uma sombra de nossa nação da qual não podemos nos esconder.

Na verdade, a animosidade aos judeus emerge inclusive nos países onde os judeus nunca se estabeleceram. Realmente, nunca tivemos qualquer ligação com essas nações, mas, de alguma forma, nós ainda somos objetos de seu ódio. Independentemente do fato de que nós ajudamos muitas nações do mundo e expressamos nosso desejo de manter boas relações com elas, elas ainda nos consideram como párias: as mais estranhos e incompreensíveis criaturas que não pertencem a este mundo.

De onde vem essa sensação? O que é isso: uma maldição ou uma bênção? Qual é a raiz do problema?

A fim de entender esse fenômeno, vamos voltar à história, ao momento em que o nosso povo nasceu. Cerca de 4000 anos atrás, na antiga civilização da Babilônia, os seus habitantes viviam em paz e amizade. De repente, surgiu um descontentamento crescente entre eles, uma escalada de acusações mútuas, e um aumento na sensação de distanciamento entre o seu povo.

Bons amigos que falavam a mesma língua e que se entendiam muito bem se transformaram numa entidade hostil baseada no ciúme, ódio e rivalidade. As mudanças impressionantes que eles passaram desencadearam uma questão neles: “O que está acontecendo conosco?”.

Naquela época, um antigo sacerdote babilônico, Abraão, um dos muitos que exploraram este fenômeno, encontrou uma solução para ele. Ao estudar a natureza como um filósofo, astrônomo e grande cientista de seu tempo, ele chegou à conclusão de que este estado decorre da própria natureza da sociedade humana que propositadamente se desenvolve dessa forma, de modo que submerge em seu próprio egoísmo e, por fim, tem que subir acima do ego.

De acordo com Abraão, um período de paz que os babilônios apreciaram uma vez foi dado a eles como um exemplo. Mais tarde, surgiu a era da manifestação do ego, uma qualidade negativa que colocava em risco o seu bom estado.

Não foi por acaso. Pelo contrário, isso aconteceu porque as pessoas tinham que crescer conscientemente, subindo, assim, acima do egoísmo que as estraçalhou, separou-as umas das outras, e ameaçou destruir completamente toda a civilização. Abraão explicou que os moradores de Babilônia tinham que recuperar a cooperação positiva entre eles, apesar do egoísmo que os enfurecia naquele momento.

Visto que ele era um grande cientista, um líder espiritual da nação, ele criou sua teoria clara para apreciação pública. Ele também começou a disseminar essa ideia em todos os lugares que podia. Assim, dentro de um curto período de tempo, a antiga sociedade babilônica aprendeu sobre seu ponto de vista.

Uma parte das pessoas que entendeu a sua abordagem e aceitou a sua solução para o problema respondeu ao seu apelo e o apoiou. No entanto, a grande maioria das pessoas não estava disposta a aceitar suas ideias. De acordo com seu estágio de desenvolvimento interno, elas estavam confiantes de que deviam calmamente continuar a sua existência, o que parecia muito bom para elas.

“Por que é ruim?”, perguntavam. “Sim, nós competimos entre nós… E daí? Por isso, queremos desenvolver as ciências e promover a cultura. A competição nos dá estímulo adicional para um rápido desenvolvimento”. Era verdade, já que o egoísmo aumentou nos seres humanos para empurrá-los à próxima fase de desenvolvimento.

Este estado das coisas abriu dois caminhos que os babilônios podiam escolher. O primeiro caminho era o do desenvolvimento da moralidade na sociedade onde a interconexão benevolente entre todos os seus membros prevalecia sobre os avanços científicos e tecnológicos. Este método foi baseado não em destruir o egoísmo, mas em subir acima dele e construir uma conexão ainda mais forte entre todos.

O segundo caminho era o do avanço egoísta interno. Ele se baseava na concorrência e supressão de outros. No entanto, ele estimulava o progresso tecnológico.

Isso explica por que apenas uma pequena parte dos babilônios se juntou ao grupo de Abraão. Ele os levou para a terra de Israel. A partir deste momento, seus seguidores foram chamados de “Israel”, que significa “diretamente ao Criador”, ou seja, à força superior da natureza que governa e nos motiva a se unir. É assim que a nação judaica nasceu.

A humanidade dividiu-se em duas partes ideologicamente opostas: os judeus que perseguiram o objetivo da unidade, de acordo com a regra do “ama o teu próximo como a ti mesmo”, e as nações do mundo, que eram contrárias a essa regra devido ao seu antagonismo intenso e inclinação ao desenvolvimento técnico e material.

Ambas as partes se contradizem totalmente em sua filosofia em relação à vida. Esta é a principal diferença entre o povo judeu e o resto da humanidade. Esta é a origem de uma animosidade constante e de séculos aos judeus.

De KabTV “Contos” 24/10/14

Exílio Espiritual E Físico

Da antiga Babilônia até a destruição do Templo, o grupo de Abraham passou por muitos vários estados, subidas e descidas. É devido ao egoísmo a que eles foram forçados a unir-se uns com os outros na medida em que eles revelaram as leis anti-egoístas internas da natureza que eles escreveram no livro chamado a Torá. A Torá é o guia pelo qual devemos viver hoje.

Através do cultivo de boas relações uns com os outros, consideração, confiança mútua, e apoio, eles revelaram uma força especial de conexão dentro desta unidade, que é a força da natureza. Esta força mantém dentro de si todo o universo e causa seu movimento em direção à harmonia.

Esta foi a maior descoberta dos descendentes do grupo de Abraão. Tendo compreendido a força fundamental da natureza que causa o desenvolvimento da humanidade, eles viram o processo pelo qual ela se desenvolve. [Leia mais →]

Alcançar O Céu

Dr. Michael LaitmanNa época que o povo de Israel deixou a Babilônia, havia duas tendências. Desde então, essas duas tendências, esses dois mundos, têm existido um dentro do outro. Os judeus foram misturados com humanidade, e ao mesmo tempo, não se dissolveram nela. Eles se espalharam, mas não conseguiram desaparecer; pois em sua fonte, eles são uma sociedade completamente diferente, que está conectada e ligada entre si de outra forma.

Essas duas tendências não podem se misturar. O povo judeu e os outros povos têm tais fontes naturais e espirituais diferentes que uma separação muito clara e tangível existiu e ainda existe entre eles. Isso é impossível de descrever e compreender.

Houve um tempo em que a Babilônia, o berço da humanidade, era como uma família. Depois, ocorreu uma grande erupção do ego e o Rei Nimrod chegou ao poder. A Babilônia, de maneira fundamental, se tornou a capital de todo o avanço daqueles tempos: do misticismo, do oculto, etc.

A Babilônia estava realmente no centro da humanidade. E neste centro, um pequeno ponto foi criado. Era o sacerdote babilônico chamado Abraão, seu pai Tera e seu avô Naor. Eles eram grandes mestres da sabedoria, homens cultos, astrólogos e cientistas. Eles formavam uma família muito educada para aqueles tempos.

De repente, na Babilônia, problemas e diferenças de opinião emergiram. A erupção do ego separou as pessoas e causou brigas, conflitos, lutas entre irmãos, e outros problemas que não existiam no passado. Uma necessidade foi descoberta por tribunais, advogados, guardas, policiais, etc. De fato, os princípios capitalistas de repente começaram a se materializar.

A família de Abraão participou ativamente disso, porque estava essencialmente envolvida no trabalho ideológico com a população.

Assim, os babilônios atingiram uma situação em que decidiram construir a Torre de Babel, o que significa que alegoricamente ela chegou aos céus. Sua arrogância cresceu em dimensões tais que o seu poder, eu diria, a sua audácia e ousadia, explodiu tanto que eles queriam alcançar as estrelas.

Abraão começou a investigar o assunto, porque este assunto tocou-lhe diretamente. Eu acho que ele começou sua investigação por razões totalmente egoístas. Afinal, se as pessoas queriam alcançar as estrelas, isso ameaçava sua profissão, riqueza, poder e autoridade.

Pergunta: Então, no início Abraão decidiu ir num caminho científico simples?

Resposta: Ele tinha que resolver este problema. As pessoas primeiro se voltavam a ele para aconselhamento sobre problemas simples diários: será que elas deveriam irrigar os campos ou não, deveriam ir à pesca ou esperar, quem deveria se casar? Elas perguntavam coisas assim. Mas as pessoas se tornaram tão egoístas, tão imersas no narcisismo, e tão seguras de si, que era como se parassem de sentir uma necessidade por ele.

Abraão sentiu que elas o evitavam, e esta situação ameaçava seu futuro.

Compreensivelmente, eu estou exagerando um pouco, mas, em princípio, deve-se notar que no início ele era um egoísta comum. Ele fazia estátuas de ídolos e as vendia lucrativamente para a comunidade, que as adoravam. No final, todos lucravam com isso, já que a comunidade recebia um sentimento de segurança e Abraão recebia seu lucro.

De repente, as pessoas deixaram de estar satisfeitas com estátuas. Elas sentiram que estavam acima delas. Isso estava ameaçando o próprio Abraão, o seu futuro, a sua profissão e seu status. Então ele começou a investigar o que aconteceu.

É necessário dizer que, em seu coração, ele era um verdadeiro investigador. Em outras palavras, a verdade era mais importante para ele do que seu ganho pessoal.

Quando ele explorou a natureza do fenômeno que havia encontrado no ambiente da Babilônia, Abraão viu uma tendência muito interessante no desenvolvimento do ego. Durante este processo, as pessoas começaram a negligenciar seus ídolos, pois seu ego se tornou como um deus para elas. E nesse sentido, a satisfação, o desejo e a glorificação do ego substituiu todos os outros cultos.

Na era moderna, nós vemos os mesmos processos em todo o mundo. Por que as pessoas se afastam da religião? Porque o ego cresceu nelas. “O que eu tenho que ver com a divindade que está sentada quem sabe onde, se tenho a minha própria divindade: meu ego, meu eu, que é mais importante para mim do que qualquer outra coisa?”

Até agora, judeus e cristãos têm se afastado de sua religião em massa, e no mundo muçulmano, a luta contra o fundamentalismo está acontecendo, uma vez que também estão passando por um processo que os afasta da religião. Quanto aos indianos, eles também têm a mesma luta, mas em silêncio e de forma encoberta. Sua forma é um pouco diferente, mas também está levando ao mesmo objetivo.

Não há nada a fazer sobre isso, uma vez que esta é a forma universal de desenvolvimento. No entanto, uma vez que cada nação tem uma finalidade diferente, isso se expressa de diferentes maneiras.

De qualquer forma, o ego se tornou uma nova religião. Isso é apenas como era no antigo Egito, quando o Faraó disse: “Quem é o Criador para que eu ouça a sua voz? Eu mesmo sou supremo”.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia. Quando Abraão investigou este fenômeno, ele descobriu sua essência: o ego cresceu para tais dimensões que se tornou a imagem ativa central, o poder supremo. Mais elevado na hierarquia da adoração pessoal: para mim não há nada maior do que o meu ego.

E assim Abraão pensou: Como, em geral, é possível enfrentar esse ego?” Suponha que ele realmente é a coroa da criação, o poder supremo da natureza. Na verdade, pelo que eu vejo, a impressão é criada de que o ego humano domina tudo. Ele destrói e constrói; tudo de bom e tudo de ruim é feito apenas por ele, com a sua ajuda, e por sua causa. Mas se o seguirmos cegamente, vamos destruir tudo e aniquilar uns aos outros e toda a civilização”.

Isto é o que Abraão viu. E ele foi ajudado pelo rei Nimrod que ofereceu a sua própria solução: separar-se e distanciar-se um do outro, para acalmar as coisas, e espalhar-se por todo o espaço compartilhado.

Nimrod foi muito inteligente. Ele entendeu que não podia fazer nada contra o que estava acontecendo por si mesmo. Assim, ele trabalhou em prol do processo de separação.

Mas Abraão olhou para a frente: “Ok, vamos nos dispersar. E o que vai acontecer em seguida? Afinal de contas, esta é apenas metade do trabalho. Nós realmente devemos acalmar os babilônios que anteriormente viviam como uma família e se tornaram odiosos entre si. Mas isso só atrasa a descoberta da solução e, a partir deste aspecto não nos aproxima.

“A verdadeira direção egoísta exige que, pelo contrário, nós cooperemos e nos consolidemos. É verdade que o ego separa e nos incita um contra o outro, onde há um conflito de interesses. Mas, por outro lado, nos conecta para que possamos desfrutar um ao outro”.

Portanto, o desenvolvimento egoísta é ambos, e dentro dele existem aspectos opostos. Então, todo mundo sentia isso, mas não sabia como usá-lo.

“Eu sei que eu não posso viver sem o meu vizinho. Sim, eu preciso ficar longe um pouco, estar distante dele onde nós perturbamos um ao outro. Eu suponho que há um rio que corre entre nós agora, ou uma escada se encontra entre nós. Mas, por outro lado, o vizinho produz alguma coisa e eu produzo algo, para que possamos ajudar uns aos outros e, apesar de tudo isso, nós precisamos estar conectados para o bem da nossa satisfação egoísta”.

Aqui o problema de como podemos cooperar corretamente uns com os outros é imediatamente revelado. O exemplo mais claro é os europeus com o seu mercado comum. Quando eles estavam separados, existiam de forma razoável. Certamente, eles estavam lutando o tempo todo, mas existiam. Eles queriam se conectar e não sabiam como fazer isso. Em outras palavras, era ruim de um lado e ruim por outro, e eles não sabiam como trabalhar com o ego.

Mas, na realidade, é impossível trabalhar com ele. Esse problema ficou claro desde o início. Tanto Abraão como Nimrod estavam diante do problema de como transformar o ego numa força vital. Como eu uso o meu ódio para com os outros, a minha dependência dos outros, o meu desejo de dominar os outros numa forma positiva? Nesse sentido, a mesma atitude existe dos outros em relação a mim, que é o desejo de dominar, odiar, conquistar, e assim por diante. Como alguém traz tudo isso para um denominador comum?

Afinal de contas, se não resolvermos o problema, estaremos constantemente imersos em disputas, aniquilação, guerras, etc. Isto é o que temos visto até hoje. As pessoas já estão cansadas ​​de tudo isso.

Olhe para o mundo moderno. Desde o início, sempre houve tumultos em todos os lugares. Logo não haverá qualquer lugar que seja calmo. América Latina, China e Japão se levantarão de novo; em todos os lugares há os primeiros sinais de guerras futuras.

Como podemos embalar nosso ego corretamente? Se esta é uma força natural, como podemos usá-la corretamente?

O uso correto do ego foi uma descoberta de Abraão. Não unilateral, de acordo com o princípio da separação, nem de acordo com o princípio militar de que vai derrotar quem, o que leva à autodestruição, mas um cálculo claro: nós precisamos do ego de modo que do ódio que o tipifica, nós iremos criar as características de amor e conexão mútua.

Em conclusão, Abraão resolveu o problema de como transformar o ego. Sem entrar em detalhes filosóficos, históricos, técnicos e psicológicos, que são inerentes às características da natureza e suas leis, em geral, este é o legado de Abraão.

Como resultado de muitos anos de investigação, Abraão conseguiu entender esse fenômeno natural, e depois de penetrar cada vez mais profundamente no ego, lá ele encontrou o poder superior da natureza.

Ele entendeu por que era necessário que a humanidade passasse especificamente por esse desenvolvimento, de modo que a pessoa vai realmente subir para o nível do Criador. Depois, segue-se que a aspiração da civilização para construir a Torre de Babel até o céu estava certa, mas é necessário construí-la especificamente de acordo com uma tecnologia supraegoísta. O ego humano, o material de construção da Torre de Babel, crescerá continuamente, mas cada um deve estar acima dele. O pequeno homem está acima da pilha, acima da montanha que está em constante crescimento.

Abraão pesquisou todos os componentes que apareceram, contra a sua vontade, naquela pequena humanidade de Babilônia. Ele os utilizou de acordo com a sua designação, e descobriu que na verdade existe apenas uma solução. E ele percebeu esta solução.

Ele percebeu-a reunindo um grupo de seus partidários, seus alunos, que realmente se levantaram aos céus, o que significa que construíram uma torre de Babel espiritual acima do seu ego. Como resultado, eles chegaram ao ponto mais alto da natureza, a característica de doação e amor. Eles cresceram a este nível.

Em outras palavras, Malchut, a base egoísta da humanidade, atingiu o nível de total doação e amor, o nível de Bina.

Para chegar a isso, o grupo de Abraão teve que deixar a Babilônia e trabalhar por muitos anos. Abraão viveu por volta do ano 1700 a.C., e construiu a Torre de Babel correta, ou seja, o Primeiro Templo atribuído ao ano 900 a.C.

Em geral, o conceito da Torre de Babel passou por toda a história humana e a humanidade aspira a isso inconscientemente. Abraão, no final, a construiu, e claramente numa forma totalmente diferente do que os próprios babilônios imaginavam.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

Contos: Da Peregrinação no Deserto Ao Último Exílio

Dr. Michael LaitmanDepois de permanecer no Monte Sinai, o povo de Israel iniciou o processo de autocorreção interna chamado de 40 anos de peregrinação no deserto.

Quarenta anos representam um período de tempo (embora não tenha nada a ver com o tempo real, mas indique certo número de níveis) coberto ao se subir do egoísmo completo e corrigir suas partes até o ponto da conquista do altruísmo completo.

No entanto, isso não significa que eles estavam conectados ao Criador. Eles apenas chegaram ao estado de pé diante Dele, mas ainda não se fundindo com Ele. Mesmo que a propriedade de doação mútua já estivesse moldada neles, eles não subiram ao grau de amor recíproco.

Neste ponto, eles tiveram que implantar outra tendência chamada amor mútuo, ou seja, a transição da condição “não façam aos outros o que não desejam para si mesmos” para a condição “amem ao próximo como a si mesmos”.

O primeiro critério foi alcançado no deserto e significava que todos eles nunca teriam um desejo ou pensamento de prejudicar os outros, não importa o quão benéfico lhes parecesse.

No entanto, não é o grau que lhes permitiu atingir o nível de “ama ao próximo como a ti mesmo”, que é um pré-requisito para a restauração do enorme e universal egoísmo interno, reorientando-o para o altruísmo e a conexão com os outros.

Este nível pode ser alcançado no processo de conquista da terra de Israel, onde sete nações (sete qualidades egoístas gigantescas) tiveram que ser superadas. Este processo é chamado de guerra da libertação. Em outras palavras, conquistar as nações, fazendo-as sair da terra ou matando-as, significa modificar o egoísmo que está associado com a última etapa de correção na terra de Israel.

Ao se corrigirem internamente, os israelenses atingiram o estado chamado de Templo, ou seja, alcançaram a revelação do Criador entre eles, que os manteve unidos por cerca de 800 anos antes do Templo ter sido destruído.

Este período de tempo foi cheio de inúmeras reviravoltas, subidas rápidas e quedas cruciais, guerras com Roma e Grécia, e vários conflitos locais. A única razão para estes eventos ocorrerem era para melhorar as conexões entre o povo de Israel.

O povo atingiu o estado de correção e alcançou o Criador. Eles sabiam o propósito de suas vidas e perceberam que existiam no mundo eterno, perfeito e infinito. Suas ações físicas e realização espiritual eram inseparáveis. No entanto, eles começaram gradualmente a escorregar deste nível, até que perderam completamente esse nível.

A pergunta é por que esta situação foi criada se eles atingiram o estado de correção completa?! Ela foi dada a eles, a fim de corrigir os babilônios em todo o mundo. Estes ainda se mantinham no grau egoísta da antiga Babilônia, num nível baixo e egoísta. Os babilônios não tinham passado pelo estágio do Egito ou pelo estágio do bezerro de ouro.

Isso explica por que o povo de Israel, que estava muito acima do seu egoísmo, caiu de seu grau e atingiu o nível das outras nações, mas ainda preservou um enorme potencial egoísta.

Aqui está o ponto em que o antagonismo entre o povo de Israel e os babilônios (o resto da humanidade) apareceu. As nações do mundo não associam o povo de Israel com esta civilização material. Este povo não sentir como se pertencesse a este mundo. Há algo estranho, não como outros povos.

Isso pode ser sentido pelos inúmeros pequenos detalhes. Não importa o quanto alguns israelenses queiram ser semelhantes a outras nações que habitam nosso planeta, eles simplesmente não podem ser semelhantes a elas, já que não vêm deste mundo. Em vez disso, eles caíram da espiritualidade até este reino.

De KabTV “Contos” 22/10/14

Contos: A Evolução Do Grupo De Abraão – Isaac

Dr. Michael LaitmanDepois que Abraão fundou sua escola, ele começou a desenvolver o método Cabalístico com os alunos que se juntaram a ele. Assim, ele criou três sistemas: um sistema de estudo, um sistema de disseminação, e um sistema de cumprir a sabedoria da Cabalá.

O sistema de disseminação leva em conta o nível de desenvolvimento de uma pessoa. Tudo depende de como as pessoas podem perceber a ideia espiritual, até que ponto ela está perto delas e pode responder às suas expectativas, e em que medida elas podem ver que este sistema é benéfico para si.

Mais tarde, quando elas ascenderem e se desenvolverem, elas estarão prontas para entender as outras opções que a sabedoria lhes oferece. Portanto, uma pessoa deve sempre ser abordada em seu nível, numa linguagem que ela entenda, de modo que possa ser atraída ao saber que você pode realmente ajudá-la a perceber o que quer.

É nisso que Abraão se envolveu quando explicou que o objetivo final da nossa evolução é amor e doação, e aqueles que desejam alcançá-la internamente, pelo menos até certo ponto, devem vir com ele.

Foi assim que começou o próximo estágio de desenvolvimento da escola de Abraão. Neste ponto, ele foi chamado de grupo de Abraão, já que todos os membros do grupo começaram a trabalhar na conexão entre si, aceitando o fato de que a unidade está acima da separação.

Quando o salto do ego ocorreu na antiga Babilônia e as pessoas quiseram construir uma torre para alcançar o céu, isto é, a força superior, foi pressionando a força negativa.

Abraão, porém, afirmou que a força negativa decorre da mesma força positiva e deve ser operada de forma diferente, absorvendo-a como o que chamamos de linha esquerda (a força negativa). Ele acreditava que o ego que surge nas pessoas deve ser estudado e trabalhado corretamente. Esta é a razão pela qual o período que se seguiu ao desenvolvimento do grupo de Abraão é chamado de Isaac.

O uso correto do ego é chamado de sacrifício de Isaac, o que significa que nós ligamos nosso ego e ameaçamos matá-lo, totalmente prontos para sacrificá-lo, apesar de entender que não vamos alcançar o Criador sem ele. Por outro lado, a semelhança e equivalência com o Criador só pode ser alcançada se limitarmos o ego corretamente. Para nós, é como cortar nossa própria carne.

Nós aprendemos a controlar o nosso ego, a atá-lo, controlá-lo e colocá-lo sob o atributo do amor e doação sem destruí-lo e sem ameaçá-lo, e nós nos preparamos para romper com nós mesmos (uma vez que o ego é todo o eu). Este processo faz parte de nossa evolução, e quando o realizamos, temos a oportunidade de um trabalho correto, produtivo e focado com nosso ego. Esta é a essência da história do sacrifício de Isaac.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Quando A Sanidade Leva Ao Caos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em que caso o método de Abraão, que ainda é retratado como irracional, será aceito?

Resposta: Hoje a humanidade está pronta para aceitar qualquer coisa ilógica, porque está começando a entender que a nossa racionalidade atual é realmente bestial e não funciona no nível da sociedade.

Curiosamente, agora há uma decepção total na lógica, na capacidade da sanidade do consumidor moderno de superar os problemas que continuam acontecendo. O egoísmo em si terminou; Marx estava certo sobre isso, e não há nada para falar sobre sua perspicácia.

Tudo o que resta é agir no nível da lógica elementar, explicar abstratamente para as pessoas ao lado: “É bom para todos nós estarmos conectados juntos por bons laços? Ótimo. É bom ganhar apenas o necessário e mais nós simplesmente não precisamos? Ótimo. É bom ter um único padrão de vida ideal para todos? Sim. E que tal nenhuma fome e doença, nem um enorme abismo entre ricos e pobres? Ótimo. O mundo inteiro se preocupa com a ecologia? Ótimo”.

Mas como nós podemos fazer isso se todos somos tão maus?

Aqui nós temos que mostrar às pessoas que existe um poder que pode perceber isso. De qualquer forma, mais cedo ou mais tarde, nós devemos chegar a este estado e quanto mais cedo for, menos sofrimento haverá. Se conseguirmos transmitir corretamente nossa mensagem, a humanidade já estará pronta para aceitar esta lógica.

Pergunta: Será que todos os judeus precisam retornar fisicamente à terra de Israel?

Resposta: Eu não penso assim. Eu creio que não importa onde a pessoa vive. É dito que a terra de Israel vai se expandir às fronteiras do mundo inteiro. Figurativamente falando, ela se estenderia ao longo de todo o globo.

Pontos de espiritualidade ocorrem em todo o mundo. Não importa onde a pessoa se encontra. Além disso, essas pessoas devem se tornar professoras para o mundo inteiro. Afinal, a humanidade anseia por algum método para a existência correta. Nós vemos que agora ela não existe em nenhum lugar; todo mundo vive só pelo hoje, temendo considerar o amanhã ou simplesmente não pensar nele. Ninguém tem uma estratégia realista de longo prazo e não há sequer uma tática normal para a conexão recíproca por causa de algum objetivo comum. Em vez disso, nós testemunhamos o movimento totalmente caótico de cada pessoa. Por isso, a nossa lógica será clara para a humanidade.

Junto com isso, há um pequeno truque aqui: a humanidade só será capaz de aceitar essa lógica e realizá-la depois que o povo de Israel se tornar o primeiro a aplicá-la à vida. É assim que o sistema geral está organizado; é especificamente essas pessoas, odiadas, teimosas, egoístas, etc., que devem, em primeiro lugar, perceber o método em si mesmas e proporcionar um exemplo. Assim que fizerem pelo menos um pouco, todo mundo vai começar a estudar com elas.

Isso ocorre porque a propensão de aprender com os judeus é latente em todas as nações do mundo. A base de seu ódio não é respeitada, mas há uma consciência básica que neste povo há algo superior, que é especificamente o que eles querem tanto aniquilar. Isso não deixa as nações descansar, já que está em seu caminho. Esta é uma reação natural, mas, no lado oposto, existe uma disposição interna em adoptar o que é novo e aprender. Assim, o nosso único problema está em criar a sociedade correta.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14