Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

Longo Caminho Para O Templo, Parte 8

Dr. Michael LaitmanO Mundo Inteiro Como Uma Nova Babilônia

Os judeus transferiram seus conhecimentos para as nações do mundo. Em troca, obtiveram desejos, necessidades e pensamentos das outras nações: formas especiais de egoísmo que os judeus não possuíam originalmente. Como resultado, o povo judeu desceu ainda mais.

As nações do mundo representam os babilônios que não aderiram a Abraão em sua elevação espiritual. Como os judeus foram espalhados entre as nações do mundo por milhares de anos, eles adquiriram o egoísmo desenvolvido naturalmente de outros povos que originalmente não tinham.

Hoje, todos possuem um enorme egoísmo. O conhecimento que o povo de Israel transferiu às nações do mundo ajudou-as a se desenvolver, de modo que agora elas dependem do povo judeu, forçando Israel a cumprir sua missão.

As nações do mundo constantemente anunciam que a razão para todos os problemas do mundo são os judeus, embora estes últimos correspondam a menos de um por cento da população mundial. No entanto, os judeus estão espalhados pelo mundo e ocupam posições-chave na indústria, ciência, bancos, com muitos judeus entre os ganhadores do Prêmio Nobel.

Os judeus têm um impacto de longo alcance, mas, na opinião dos antissemitas, sua influência é prejudicial. O que pode ser feito? Neste ponto, o Livro do Zohar, que foi escrito no início do último exílio há 2000 anos, nos ajuda a entender ao explicar que os judeus devem se unir.

Agora chegou a hora de alcançar a unidade, porque o mundo inteiro atingiu o estado da antiga Babilônia quando todos estavam conectados e interconectados. Os judeus levaram a humanidade à interdependência através da implementação da metodologia da unidade na indústria, cultura, educação, bancos, etc.

Portanto, a ideia da conexão mútua desceu a este mundo através dos judeus que a receberam da força superior, a força da conexão, que foi transferida a eles de Abraão. Se não fosse por essa continuidade, isso nunca teria acontecido. A força existia na Babilônia antiga em seu estado mais natural e original. No entanto, na medida em que a sociedade continuou a avançar, a força continuou desaparecendo, deixando a humanidade fragmentada e isolada.

As pessoas estavam contentes por estarem separadas, não importa se estavam na floresta ou deserto. Na medida em que se esforçavam para se afastar de seus vizinhos, um estado de unidade só era possível devido aos judeus que conseguiram desenvolver a indústria, cultura e educação.

Isso explica por que hoje os judeus são os que devem apresentar uma nova metodologia de unidade ao mundo. Na antiga Babilônia, Abraão não conseguiu atrair a maioria dos babilônios a sua metodologia, enquanto que hoje, é nossa obrigação atingir esse estado. Hoje, os judeus estão realmente em dívida para com o mundo, e, assim, devem sair e ter sucesso em seus esforços de transferir a metodologia da conexão com o mundo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/07/15

Longo Caminho Para O Templo, Parte 7

Dr. Michael LaitmanDa Barbárie para Um Mundo Civilizado (Iluminado)

Durante seus milhares de anos de exílio, o povo de Israel sofreu com a destruição do Primeiro e do Segundo Templos, atingiu o estado de quebra completa, e perdeu inclusive a mínima memória sobre o sistema comum que os unia.

Começando com Adão, o primeiro homem, o povo judeu percebeu como o sistema funcionava. Na época de Abraão, eles persistentemente estudavam a estrutura da unidade, e no tempo de Moisés, ainda conseguiam implementá-la entre eles.

Este estado das coisas durou até a destruição do Segundo Templo, até a época do rabino Akiva, quando tudo desmoronou. A queda teve grande impacto sobre o avanço de toda a humanidade.

Por um lado, os judeus se espalharam ao redor do mundo. Este processo permitiu-lhes contribuir com a sua forma de desenvolvimento para outros países, afetando o desenvolvimento da religião, pensamento, crença, filosofia, ciência e medicina.

O conhecimento foi transferido através dos antigos gregos e romanos, por meio de filósofos ao longo da história. Os judeus fundaram um sistema de comércio e indústria na Europa e construíram a base para o comércio e fabricação moderna.

O sistema que eles criaram era integral, e apesar dos judeus estarem espalhados pelo mundo, eles falavam uma língua e se entendiam bem. Portanto, eles foram capazes de construir conexões com outros. Estes eventos ocorreram cerca de 1500 anos atrás, e só foram possíveis devido ao estado especial que o povo judeu tinha alcançado.

Um judeu podia viajar da Itália para a Holanda e falar com os judeus locais sem qualquer problema, ir a uma sinagoga e fazer acordos comerciais. E vice-versa, os judeus da Holanda viajavam para a Itália ou outros países e faziam a mesma coisa. No mundo fragmentado, onde os países estavam isolados, os judeus serviam como elo.

Os judeus estavam unidos por uma cultura, educação, linguagem e Kashrut (leis dietéticas religiosas) comuns. Quando um judeu ia para outro país, ele poia comer apenas em casas judaicas locais, não em qualquer outro lugar. Esta tradição também promovia fortemente conexões entre os judeus, já que os viajantes iam a sinagogas locais. Este tipo de conduta estimulou o crescimento da indústria e do comércio no mundo.

É assim que os judeus contribuíram para o avanço global no mundo, na medida em que eram exilados para entregar tecnologias, ciência, indústria, comércio e religiões para outras nações.

Originalmente, todas as religiões serviram ao propósito de avançar a humanidade, e graças às religiões, o paganismo deixou de existir. As pessoas pararam de adorar árvores e pedras e pararam de associar objetos materiais com poderes sobrenaturais. Tornaram-se mais espirituais.

Assim, uma boa base foi criada para o desenvolvimento das artes, pintura, música, etc. As artes estimularam o avanço espiritual interno das pessoas e atingiram as pessoas comuns por meio de suas religiões. As nações do mundo não têm um indício de que seu sucesso nas artes e nas ciências foi possível graças aos judeus, que receberam esse conhecimento só porque em algum momento alcançaram a força espiritual superior escondida na natureza.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/07/15

Longo Caminho Para O Templo, Parte 6

Laitman_167Dias Difíceis Sob o Cerco do Egoísmo

O sistema superior de governança atua de acordo com leis rígidas e concretas que têm numerosos parâmetros e definem nosso calendário.

O calendário cristão é baseado em ciclos solares; como o calendário muçulmano, ele está ligado à rotação lunar. O Judaísmo considera tanto o ciclo solar quanto o lunar. É por isso que o calendário judaico é permanente. Em outras palavras, ao longo da história, começando com o primeiro homem, Adão, que viveu há milhares de anos, e até hoje, qualquer evento que já ocorreu na face da Terra pode ser previsto e calculado: Pessach (Páscoa), Shavuot, Sucot, etc., é possível dizer em que ano, mês, semana ou feriados terão lugar no futuro.

Todos os amanheceres e entardeceres podem ser claramente calculados, bem como em que proporção de dias e noites serão divididos em horas de luz (dia) e noite (escuro).

O calendário judaico é muito preciso. Ele é construído sobre fórmulas astronômicas e abrange a totalidade da natureza. Isso é possível graças à sabedoria da Cabalá.

Existem datas especiais do calendário, ou seja, os tempos favoráveis e desfavoráveis que são descritos por qualquer valorização do egoísmo ou prevalência da energia do amor. Estas duas forças, direita e esquerda, são geralmente equilibradas e constituem a linha do meio.

Devido a este estado de coisas, existe um período desfavorável que começa no dia 17 do mês de Tamuz e dura até o dia 9 de Av. Este período foi considerado negativo por milhares de anos em todas as gerações. Pois durante deste período é comum lamentar, uma vez que a força superior de doação e amor se esconde neste mundo.

Vários desastres acontecem ao povo de Israel, porque eles estão conectados com o poder superior. Pelo contrário, as nações do mundo que estão entrelaçadas com a força má do egoísmo são especialmente bem-sucedidas neste período.

Pergunta: Parece fatal e inevitável. É isso mesmo?

Resposta: Sim, é inevitável porque as raízes espirituais e materiais estão conectadas. O sistema espiritual que governa este mundo move o sol, a lua e a Terra. Ele gira o universo inteiro.

Assim, a força da governança superior influencia não apenas objetos astronômicos do Universo que estão ainda num nível inanimado de desenvolvimento, mas também impacta os níveis vegetal e animal.

Nós vemos que cada planta passa por ciclos anuais de florescer e murchar. Animais também estão sujeitos a ciclos anuais; eles se multiplicam durante determinados períodos do ano, uma vez que estão relacionados com o sistema de governança. Somente os seres humanos não estão sujeitos à influência dos ciclos, uma vez que não são limitados pelos níveis inanimado, vegetal, ou animal da natureza.

Os seres humanos dependem da natureza inanimada, vegetal e animal porque é onde obtêm a sua nutrição. No entanto, eles não estão em conformidade com as leis da natureza como estão as plantas e animais. No entanto, os seres humanos também passam por bons e maus períodos, porque são regidos pela natureza no nível falante.

Se subimos acima de nossa natureza, períodos ruins se transformam nos mais benevolentes e se tornam imensamente melhores do que os nossos momentos mais felizes. Tudo depende unicamente de nós, seres humanos. Para que isso aconteça, nós recebemos a sabedoria da Cabalá.

Isso significa que o período entre o dia 17 de Tamuz e 9 de Av é muito duro para o povo de Israel, pois o mal é ativado fortemente nesse período. A única razão para o surgimento do mal é para transformá-lo em bem. Até agora, não estamos prontos para isso, nem temos energia para tal transformação.

Nossa unidade ainda não atingiu um grau em que atraímos uma potência benevolente da governança superior que atue neste mundo e nos ajude a unir ainda mais e derramar para este mundo a força de união, mudando-o, assim, para melhor.

Pergunta: Será que isso significa que as relações humanas definem o destino de todo o universo?

Resposta: O Criador é a natureza. A força superior da natureza chamada “o Criador” nos influencia de cima, isto é, de fora para dentro de nós. Nós temos a capacidade de reorganizar esta situação, torná-la oposta, impactando-a assim ao agir de dentro para fora, de baixo para cima. Ao fazer isso, mudamos a realidade. Este é o nosso trabalho.

Continua…

Longo Caminho Para O Templo, Parte 5

laitman_747_01Exilados por Milhares de Anos

Após a destruição do Primeiro Templo, o exílio babilônico começou. Os acontecimentos de Purim descritos no Megillat Esther ocorreram neste período de tempo.

As dificuldades do exílio forçaram o povo judeu a voltar à terra de Israel e reforçar a sua unidade.

Eles conseguiram construir uma conexão boa e forte entre eles, embora a sua unidade não estivesse exatamente no mesmo nível que anteriormente. Eles voltaram da Babilônia com um novo grau de egoísmo, mais elevado, e fortes desejos egoístas que pegaram de outras nações.

Era como se eles voltassem para a Babilônia que uma vez abandonaram, submersos no egoísmo borbulhante, e, depois, retornassem novamente para Israel. No entanto, desta vez eles foram incapazes de construir relacionamentos tão fieis, fortes e maravilhosos como inicialmente. Então, eles decidiram construir algo menos complicado, isto é, criar o tipo de conexão chamado “Segundo Templo”.

Eles estavam entrelaçados uns com os outros, mas ainda divididos em vários grupos e clãs conflitantes. Como resultado, uma nova rodada de colapsos começou. É muito importante perceber que a unidade só pode ser alcançada por um momento; após esse momento, por séculos as pessoas despencaram da altura da unidade.

Isto é o que aconteceu com o Segundo Templo. O Primeiro Templo durou vários séculos e, depois, entrou em colapso. O Segundo Templo repetiu esse padrão.

O grande Cabalista, Rabi Akiva, viveu na época do Segundo Templo. Ele fez todos os esforços para fortalecer a unidade entre o povo de Israel.

Infelizmente, um ódio inexplicável, em vez do amor fraternal, apareceu de repente entre os seus discípulos que eram 24.000 pessoas. Uma conexão distorcida entre eles não lhes permitia sentir o magnífico “círculo” que abrange todo o universo.

A separação entre os alunos do Rabi Akiva acelerou o colapso do Segundo Templo, ou seja, apressou a aniquilação de sua conexão interna. Isso explica por que mais uma vez eles foram exilados. O exílio durou dois mil anos, até agora.

Continua.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/07/15

A Causa Do Antissemitismo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O povo judeu faz um monte de coisas boas e boas ações. Mas eu vejo que os não-judeus veem isso negativamente e, em vez de nos ver como bons, nos veem como maus. Por Quê?

Resposta: Que bem nós, as pessoas mais inteligentes e mais educados, fizemos pelo mundo? Será que realizamos nossa missão de ser a luz para as nações? Por que elas deveriam nos amar?

A humanidade sente intuitivamente que trazemos prejuízos e ódio no mundo. Não podemos imaginar como isso poderia ser possível, portanto perguntamos: “O que estamos fazendo de errado? Nós não desejamos mal a ninguém! Por que todos nos odeiam e não as pessoas que procuram destruir os outros? Por quê?” Comecem a investigar isso e tentem encontrar a verdadeira causa desse fenômeno.

Por que a Coreia do Norte, com quem nunca tivemos qualquer relacionamento, mantém o primeiro lugar no mundo para o antissemitismo? Por que tanto ódio?

Porque o antissemitismo existe na natureza, é sua lei, e não há nada que possamos fazer sobre isso. Nenhuma quantidade de lógica nos ajudará. Se este fenômeno tem sido observado por milhares de anos, nós devemos leva-lo a sério, e não no nível dos sentimentos. Nós temos que chegar ao fundo da razão por que ocupamos um lugar na natureza e o resto do mundo outro.

Eu tenho estudado as leis da natureza nos últimos 40 anos. Antes disso, a minha especialidade era biocibernética. Mas, ao longo destes 40 anos, eu tenho percebido que a unidade é a base principal que existe em toda a natureza, e não há nada que se possa fazer sobre isso, porque não podemos ir contra uma lei da natureza.

Abraão não era judeu, mas um antigo babilônico que adorava ídolos. Mas ansiando em entender por que havia tal desconexão em sua sociedade, ele revelou que, na natureza, há uma lei de unidade e que a humanidade precisa chegar à unificação. Toda a natureza se esforça pela unidade dentro de si desde o momento do Big Bang até a correção final, e tendo revelado esta lei, Abraão começou a ensiná-la a qualquer um que quisesse aprender.

As pessoas mais sensíveis, desenvolvidas e responsivas se juntaram a ele. Com elas, ele saiu da Babilônia. Eles começaram a se chamar Yehudim, da palavra “Yichud” (unidade) ou Ivrim da palavra “Laavor” (atravessar).

Antes da destruição do Segundo Templo, este grupo cumpriu sua missão. Mas, desde o momento em que o último exílio surgiu, eles não têm cumprido. E até nos reunirmos e entendermos a nossa missão, até agarrá-la e anunciá-la ao mundo inteiro, não podemos esperar nada de bom.

Porque, em última análise, todos os babilônios, ou seja, toda a humanidade, devem chegar à unificação. E somos nós que temos que trazer esta unidade para o mundo.

De uma Palestra Pública em Nova Iorque, 20/07/15

A Sabedoria Que Está Aberta Para Todos

laitman_939_02Comentário: Eu sempre pensei que os Cabalistas eram um grupo fechado de pessoas que estudam a Torá e revelam seus significados secretos, que não compartilham com ninguém, alcançando, assim, um novo nível de aperfeiçoamento pessoal. Por outro lado, a organização Bnei Baruch é uma instituição acadêmica que está aberta ao público e inclui mais de dois milhões de membros.

Resposta: Se olharmos para livros que os Cabalistas escreveram nos últimos 3.500 anos, por exemplo, veremos que eles queriam muito disseminar essa sabedoria, não só entre os Judeus, mas para o mundo inteiro também. Esta é a razão da sabedoria da Cabalá ser para todos, uma vez que se não soubermos como nos comportar corretamente, vamos nos levar à destruição.

O método Cabalístico nos ensina como conectar toda a humanidade num todo. Ele surgiu durante a primeira crise que eclodiu na antiga Babilônia, onde a falta de compreensão, rejeição e divisão, foi revelada entre as pessoas. Então, um sacerdote na antiga Babilônia, chamado Abraão, descobriu este método, e representantes de diferentes nações começaram a se reunir em torno dele. Este grupo, que deixou a Babilônia com Abraão, ficou conhecido como os Judeus.

Isto significa que os Judeus são uma nação não pela origem, como as outras nações, mas estão unidos por sua ideologia. Eles tomaram para si serem comprometidos com a realização da principal lei da Torá, que é “ama teu amigo como a ti mesmo”, e isso se tornou seu ideal de vida e o significado da sua existência. Além disso, eles também se comprometeram em ser Luz para as nações, o que significa levar essa sabedoria para o mundo para que o mundo possa se unir e subir ao próximo nível de seu desenvolvimento.

De uma Entrevista no RTN, Nova Iorque, 21/7/15

O Método da Boa Conexão

laitman_214Você e eu estamos vivendo numa época especial em que o mundo está começando a se sentir mais e mais unido. O único problema é que essas conexões são negativas ao invés de positivas. Enquanto isso, nós sentimos nossa completa dependência mútua, que está começando a preocupar e irritar todo mundo.

Se a dependência não é suave, essa conexão traz apenas problemas, como está escrito, “a unidade dos criminosos é para si mesmos e em detrimento de todo o mundo”. Se as pessoas não corrigem a si mesmas e as suas relações, é melhor se separar e manter distância.

Tudo isso começou na antiga Babilônia, onde o egoísmo se desenvolveu a tal ponto que as pessoas começaram a se odiar. Consequentemente, muitas línguas surgiram. O egoísmo entrou em erupção pela primeira vez e as pessoas se separaram. Antes disso, todas viviam como uma nação onde tudo era compartilhado.

No entanto, de repente, elas se sentem desconectadas e pertencentes a diferentes comunidades, famílias e nacionalidades, e, portanto, não poderiam continuar a viver junto. Desde então. a ciência da Cabalá apareceu.

Um sábio chamado Abraão, que viveu na Babilônia, revelou que não podemos resistir a nossa conexão. As pessoas definitivamente serão conectadas, e não vamos ter sucesso em nos distanciarmos uns dos outros. No entanto, devemos saber como nos unir corretamente, independentemente do egoísmo que cresce a cada dia que passa. Assim, a ciência da Cabalá surgiu, e é o método da boa conexão entre as pessoas.

A Cabalá afirma que primeiro precisamos corrigir a nós mesmos e nossos relacionamentos mútuos. Então, tudo o que fazemos será para o nosso benefício.

Da Convenção Em Guadalajara, “Um Coração Para Todos”, 17/07/15, “Lição Preparatória”

Longo Caminho Para O Templo, Parte 4

laitman_740_03Moisés e a Recepção da Torá

Babilônios que rejeitaram a metodologia de Abraão se propagaram ao redor da Terra, a todos os países. O grupo de Abraão saiu da Babilônia, e foi para a terra de Canaã. Depois, desceram ao Egito, e, posteriormente, retornaram novamente à Canaã, que mais tarde se tornou a terra de Israel.

O grupo de Abraão sofreu inúmeras dificuldades. A principal missão do grupo era transferir a metodologia da conexão quando chegasse a hora aos babilônios, ou seja, a todo o mundo.

Depois de Abraão, várias gerações de Cabalistas surgiram: Isaque, Jacó, José, e, finalmente, Moisés. Eles revelaram as formas da aplicação prática da metodologia. Moisés elevou o grupo de Abraão a um novo nível de unidade chamado “a recepção da Torá”.

Eles tiveram que se unir num nível superior para chegar à “montanha de ódio”, o Monte Sinai, em vez da Torre de Babel. Para isso, tiveram que se referir a uma força muito mais poderosa. Caso eles tivessem sucesso, a metodologia denominada “Torá” seria revelada a eles.

A Torá é a sabedoria da Cabalá, que busca a revelação do Criador às criações neste mundo. A Torá descreve a rede de conexão que nos une através de relações benevolentes, calor e afeição mútua. O princípio fundamental da Torá, “ama o teu próximo como a ti mesmo”, deveria nos levar do amor pelos seres criados ao amor pelo Criador.

Moisés revelou a metodologia ao povo de Israel que passou pelo exílio egípcio e ganhou enorme egoísmo estando no exílio. Seu egoísmo atingiu um grau muito maior do que aqueles que estavam associados à Torre de Babel. A Torre de Babel, mais o egoísmo acumulado no Egito transformado no Monte Sinai (ódio), assim eles tiveram a oportunidade de trabalhar no Monte Sinai ao melhorar as conexões entre eles.

Depois de revelar o enorme sistema da natureza, o povo de Israel percebeu que sua missão era a de corrigir a realidade e a humanidade, incluindo os babilônios de quem uma vez fugiram.

A correção acontece em duas etapas: a primeira etapa é elevar o povo de Israel à altura em que eles se tornam um homem com um coração. Este trabalho é chamado de “quarenta anos vagando no deserto”.

Após esta fase, o povo de Israel alcança o estado de uma unidade tão grande, que a construção de uma conexão chamada de “o templo” torna-se possível. O templo significa o vaso de santidade em prol da doação e do amor mútuo.

O vaso é chamado de O Templo (a casa de santidade); a divindade é doação e amor. No entanto, o povo foi incapaz de manter tal nível elevado mais do que um instante; eles imediatamente caíram deste nível.

O grande amor e unidade que eles alcançaram por um curto instante entrou em colapso. O povo se dividiu em grupos hostis que se enfrentaram.

Eles continuaram a cair ainda mais, até Nabucodonosor destruir o Templo. Não se trata da ruína de um prédio em Jerusalém; ao contrário, tratava-se de forças egoístas hostis que quebraram a unidade entre o povo de Israel.

Eles chegaram a um estado maravilhoso de unidade. Dentro dele, eles revelaram o sistema da governança superior que rege todo o universo. De repente, a bela estrutura arredondada começou a apodrecer, deteriorando-se e explodindo. Grandes grupos se desprenderam do povo de Israel: os saduceus (Tzdokim), K’tzinim (nobreza), e outros.

Como resultado, a unidade entrou em colapso. Os judeus se tornaram estranhos um ao outro como se já estivessem espalhados entre outras nações, como está escrito em Megillat Esther. No entanto, eles se lembraram de que estiveram unidos em algum ponto da história, mas este fato desapareceu e não era mais importante para eles.

A situação agravou-se. O processo histórico, isto é, o sistema de governança superior com o qual eles estavam familiarizados, não os deixava ficar no mesmo estágio para sempre. O primeiro homem, Adão, juntamente com os Cabalistas que o seguiram, descobriu que o mundo deve alcançar a unidade novamente.

Está escrito nos Profetas: “Todos Me conhecerão; Minha casa se tornará a casa de oração para todas as nações. Todos se unirão. O lobo habitará com o cordeiro”. O mundo deve alcançar unidade e harmonia que inclui todos esses estados. Este nível é chamado de Terceiro Templo.

Continua…

De KabTV “Uma Nova Vida”, 05/07/15

Longo Caminho Para O Templo, Parte 3

laitman_933Nascimento da Metodologia da Conexão

Abraão aprendeu com os Cabalistas que viveram antes dele, começando com Adão, o primeiro homem. Abraão entendeu que o egoísmo humano se expande de geração em geração, tornando-nos assim egoístas ainda maiores; ele nos separa e obriga a explorar o outro.

É por isso que, no final, nós nos aproximamos de um estado em que começamos a usar nosso egoísmo corretamente, ou seja, fazemos esforços para superá-lo.

Ainda assim, nós continuamos egoístas completos, incapazes de subir sobre nossos egos, embora percebamos que o nosso egoísmo é a razão para todos os nossos problemas. Os antigos babilônios sofreram muito com seu egoísmo; a humanidade continua a sofrer com isso hoje. O nosso egoísmo arruína nossa vida.

A descoberta de Abraão o fez reunir um grupo de discípulos que estavam prontos para subir sobre o seu egoísmo que queimava em cada um deles.

Ele encontrou muitas pessoas que reuniu num grupo e que estavam dispostas a subir acima do seu egoísmo, porque não eram egoístas completas como nossos contemporâneos. Seu egoísmo era muito mais fraco do que o nosso. Além disso, elas se lembravam como era boa a sua vida antes de começarem a se odiar, ou seja, antes da construção da Torre de Babel.

Quando os tempos difíceis começaram, não havia mais nada para elas, exceto se dividir e se espalhar pelo mundo. Muitas sentiram que Abraão realmente ofereceu-lhes uma verdadeira solução para o seu problema, então se juntaram a ele, e Abraão começou a ensinar-lhes a metodologia da unidade.

É assim que se originou o grupo que se denominava “Isra-El” (ou seja, “direto ao Criador”). Eles se esforçaram em revelar a força superior que lhes conectava e habitava entre eles. Ao explorar a força superior, eles perceberam como é o mundo em que vivem. A rede que construímos entre nós é de fato a força superior.

Mais tarde, o grupo de Abraão cresceu e formou uma nação com o nome “Israel”. Israel são as pessoas que se esforçam pela unidade e que trabalham na construção da conexão entre elas acima da sua separação.

Elas valorizam o poder da separação, porque ele lhes dá a oportunidade de aplicar mais esforços na busca da unidade, permitindo-lhes assim reconhecer a força da natureza: o sistema da governança superior.

A força da separação e o poder da unidade são duas forças opostas essenciais da natureza, como mais e menos, norte e sul. Um não pode existir sem o outro.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/07/15

O Longo Caminho Para O Templo, Parte 2

Laitman_115_04Descoberta de Abraão

Antiga Babilônia é um estado especial da humanidade que foi imprensado em um território muito compacto entre dois rios. Era uma civilização bem desenvolvida que existiu cerca de 3.500 anos atrás.

Os babilônios eram tão interligados que começaram a sentir uma rejeição mútua, como se as pessoas fossem bons amigos enquanto mantinham uma distância decente, mas quando próximos começaram imediatamente a brigar. Afinal, todos somos egoístas; não podemos ficar muito próximos uns dos outros e somos obrigados a nos dispersar.

Os antigos babilônios descobriram o fenômeno chamado a Torre de Babel. O egoísmo humano cresceu como uma torre para os céus, separando-os, até o grau de ódio que surgiu entre eles e que os impediu da compreensão mútua, na medida em que se sentiram como se falassem línguas diferentes.

Eles não sabiam o que fazer em uma situação tão crítica. Então, um homem sábio chamado Abraão ofereceu uma solução. Abraão era um sacerdote. Ele fabricava e vendia ídolos da Babilônia. Os Babilônios eram pagãos e adoravam e árvores, pedras, e assim por diante. Eles deificavam todas as forças da natureza.

Havia um monte de sacerdotes na Babilônia, mas Abraão era muito famoso entre eles, porque era filho de Tera, o Sumo Sacerdote, que era um clérigo muito influente.

Abraão investigou a situação na Babilônia e percebeu que a humanidade estava obrigada a atingir tal conexão em que o seu estado de crise seria revelado, como mostrado por seu enorme egoísmo.

Após esta fase, havia apenas dois caminhos possíveis: dispersar ainda mais ou subir acima do seu egoísmo. Com efeito, a finalidade da natureza não é separar as pessoas, mas elevá-las acima do seu egoísmo.

A subida acima do egoísmo conduz a raça humana a um novo estágio de desenvolvimento. Por isso devemos combinar nossos poderes, desejos, pensamentos e habilidades. A conexão entre nós abre uma rede de ligações que, no final, nos revela a força governante da natureza.

Nosso egoísmo é apenas uma força negativa da natureza. Se, apesar dele, nós continuarmos nossos esforços em nos unir, vamos revelar dois sistemas opostos que devem se fundir: um desejo de receber e o poder de doação, o ódio e o amor, rejeição e atração.

Se continuamos nossos esforços ainda sem sucesso para conciliar estes dois sistemas, de repente entendemos que há algum tipo de conexão entre eles. A força que integra estes dois sistemas completamente opostos e os torna um todo é chamada de força superior. A descoberta foi feita por Abraão quando ele revelou a força geral da natureza.

Continua…

De Kab TV “Uma Nova Vida” 7/05/15