Textos na Categoria 'Antiga Babilônia'

Longo Caminho Para O Templo, Parte 1

laitman_742_03A História Começa com Adão

Pergunta: O nono dia do mês de Av (Tishá Be Av) é um dia especial de luto. Neste dia, ocorreram as destruições dos primeiro e segundo templos, assim como muitos outros eventos trágicos na história do povo judeu.

No entanto, hoje em dia, as pessoas seculares não prestam muita atenção neste dia. Qual a importância do dia, e como ele se relaciona com a nossa vida hoje?

Resposta: Eu acho que a razão de nossos contemporâneos em Israel não saberem sobre o nono dia do mês de Av é que eles não se associam com a sua história.

Os jovens pensam: “Bem, era uma vez, havia um templo, mas, desde então, dois mil anos se passaram. Não tem nada a ver com minha vida agora. Por que eu deveria voltar repetidamente à mesma história? Outras nações não se preocupam com o que lhes aconteceu há milhares de anos”.

Realmente, houve muitos acontecimentos importantes na Roma antiga, Grécia e Alemanha, mas as pessoas que agora vivem nesses países não os comemoram. Da mesma forma, a geração mais jovem de Israel não dá qualquer valor ao nono dia do mês de Av.

No entanto, por todos os meios, eles reavaliariam sua atitude se soubessem que os feriados judaicos não estão relacionados a eventos históricos. Nossa história reflete o que acontece na natureza. É a natureza que grava o avanço da humanidade no calendário.

Nós pensamos que a história começou 14 bilhões de anos atrás, quando o universo surgiu, ou 4,5 bilhões de anos atrás, quando o planeta Terra apareceu no sistema solar. Nós facilmente podemos pular um período pré-histórico que precedeu o aparecimento da humanidade, como o Mesozóico ou Paleozóico. A história da humanidade pode ser calculada a partir do surgimento do “primeiro homem”, Adão.

Adão não era um homem primitivo que apareceu como resultado da evolução dos macacos que desceram das árvores centenas de milhares de anos atrás, como as escavações arqueológicas mostram. O primeiro homem, Adão, viveu 5775 anos atrás. Ele foi o primeiro que revelou o sistema que governa este mundo.

Por um lado, esta descoberta tornou-se possível por causa de um grande desejo que ele tinha. Por outro lado, esta descoberta foi pré-determinada desde cima. Então Adão revelou o sistema da governança superior e começou a explorar o mundo. Ele lançou uma escola própria e foi seguido pelos discípulos que mais tarde continuaram sua busca.

Esses eventos são descritos na Torá, nos escritos de (Flavius) Josephus, e em muitas outras fontes. Adão foi o primeiro que revelou o sistema de governo superior chamado o Criador, o sistema do poder superior que controla toda a natureza.

Não há necessidade de visualizar esse poder como imagens divinas, espirituais. É só um poder superior geral que inclui uma pluralidade de forças. Este poder é informativo e sensorial. Ele suporta toda a natureza. É o poder da governance superior.

Adão foi o primeiro que revelou este poder. Isso explica por que ele é chamado de primeiro homem. Numerosas pessoas viveram antes dele. Muitas gerações transcorreram antes de seu nascimento. Ele nasceu de um pai e mãe como todo mundo.

Adam escreveu o livro, O Anjo Raziel (Raziel HaMalaach), que está disponível hoje em dia. Ele tinha muitos discípulos. A Torá descreve de forma colorida os eventos que aconteceram com os estudantes de Adão. Um dos discípulos de Adão, Noé, foi salvo do dilúvio na arca que chegou ao Monte Ararat.

Até agora, as pessoas estão procurando os restos da arca e fazem filmes de Hollywood sobre esses eventos. Adão e Noé merecem uma boa compensação por fornecerem excelentes cenários para filmes populares.

A descoberta de Adão foi transferida de aluno para aluno, de geração em geração. Cada um de seus seguidores começou uma escola própria. Esta é a forma como a humanidade cresceu e finalmente chegou ao estado da antiga Babilônia.

Continuado.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/07/15

O Antigo Segredo Dos Judeus

laitman_749_01Pergunta: Por que ao longo da história os judeus têm sido tão odiados?

Resposta: Em épocas diferentes, várias desculpas foram dadas. Afinal de contas, os judeus nem sempre foram acusados ​​como são hoje de governar o mundo, manipulando a todos através dos bancos, e escravizando a humanidade desta forma. No passado, dizia-se que eles estavam matando as pessoas de fome, enviando todos os tipos de doenças infecciosas, causando a corrupção e o mau-olhado, etc. Em geral, para cada pessoa normal era claro que os judeus tinham algum tipo de segredo impossível de se compreender, mesmo que você os agarrasse e agitasse fortemente. Não está claro, mas eles têm algo da fonte que é incomum, e o que é incomum é o fato de que o povo judeu tem conseguido existir por tantos milhares de anos.

Há inclusive várias teorias sobre a sua criação, de que eles são diferentes do resto por supostamente terem vindo à Terra de uma estrela distante ou foram criados a partir de um tipo diferente de macaco, etc. Há uma infinidade de razões para não se gostar dos judeus, e se algum tipo de evento negativo acontece no mundo, é sempre possível culpa-los disso. Por um lado, é fácil torná-los um bode expiatório, mas, por outro lado, há realmente algo neles que faz com que as pessoas sintam que eles são os culpados por tudo.

Entre as nações do mundo, este é um sentimento natural. Suponha que eu não sou um judeu. Eu olho para eles e sinto que eles têm algo que nós não temos. Não está claro o que é, mas está lá. Como se pode lutar contra isso? O que a pessoa pode fazer com isso? Eu não sei.

A religião judaica, mesmo que ela seja o fundamento de todas as religiões, é dirigida contra eles por algum motivo. Cristãos, muçulmanos, hindus e confucionistas, todos eles, estão centrados em si mesmos, ao passo que, por alguma razão, os judeus têm uma relação com tudo.

A Informação Privilegiada dos Judeus

Pergunta: Todas as pessoas que se dispersaram entre outros povos devem desaparecer depois de três gerações de acordo com as leis geopolíticas. Somente o povo judeu sustentou sua posição por não apenas três gerações, mas por 2000 anos no exílio. Por um lado, pela duração da sua própria existência, e, por outro lado, o ódio da humanidade em relação a eles torna o povo judeu algo ilógico. De onde vem esse ódio irracional?

Resposta: Do ponto de vista da sabedoria da Cabalá, é porque, de alguma forma, nós realmente somos a fonte do mal para toda a humanidade. Nós temos um remédio através do qual podemos fazer todos felizes, e não só não o damos aos outros, como também não o descobrimos, porque não sabemos que somos os únicos que possuem este remédio. A ideia é que o método para adquirir a felicidade está oculto dentro de nós e é mantido como uma informação privilegiada, como algo que poderia ser revelado ao mundo.

Este método tem estado latente em nós desde o início. Nós nos tornamos um povo com base nesses dados. Cerca de três mil e quinhentos anos atrás, na antiga Babilônia, nós nos tornamos independentes de toda a humanidade e nos reunimos ao chamado de Abraão, “Quem quer entender o sentido da vida, a essência do que está acontecendo conosco, do que nos impediu a compreensão mútua e por isso construímos a Torre de Babel, quem sente que a salvação só pode ser através da conexão e consolidação, vem comigo!” É assim que nos consolidamos em torno dele. Além disso, Abraão reuniu representantes de tribos completamente diferentes que não se entendiam e não sabiam o que fazer. Mas ele explicou o que estava acontecendo com esse público misto, e mostrou-lhes como é possível superar a separação, acima do ódio, acima de todas as diferenças, e se conectar num único conjunto, e esse todo único se tornou todo o povo judeu.

Pergunta: Agora, será que nós carregamos uma memória genética dessa unidade dentro de nós?

Resposta: Esta não é apenas uma memória genética. É um programa que roda dentro de nós. Nós estamos conectados uns aos outros de acordo com um algoritmo particular, e da nossa conexão, nós temos entendido de alguma forma que é necessário continuar a desenvolver a ideia da conexão mútua, embora, em cada momento, nós realmente queiramos sair dela.

Pergunta: Portanto, aquelas pessoas que seguiram Abraão foram atraídas para essa unidade?

Resposta: Elas entenderam através de seu sentido interior que aqui existe um método para a salvação porque toda a Babilônia estava num estado terrível e a humanidade se dispersou por todo o mundo. Em seus escritos históricos, Flavius ​​Josephus descreveu em que direções todas as várias tribos (clãs) se dispersaram. Algumas foram para o leste, outras para o norte, para o sul, e assim por diante, tornando-se a base para a atual civilização. No entanto, Abraão reuniu dezenas de milhares ao redor dele que tiveram a mesma visão e mostrou-lhes ativamente como se conectar com base no método de círculos de conexão.

Estas eram aulas práticas que incluíam todas as nuances de sua vida comum dentro deles. Abraão levou-os para fora da Babilônia, para a terra de Canaã (atual Israel), e com a sua adaptação a esta terra, ela também foi chamada de “Casa de Abraão”. Eles estavam envolvidos constantemente com conexão porque, a cada dia, a cada momento, a aspiração a se dispersar aparecia novamente neles. Depois o ego cresceu neles, uma rejeição irrompeu constantemente entre eles, e eles precisavam se conectar novamente. Assim, seu método se tornou constantemente mais sofisticado, apesar e graças ao desenvolvimento do egoísmo dentro deles.

Continua.

De KabTV “Sobre a Nossa Vida” 04/06/15

Genética Espiritual

Laitman_115_04Pergunta: Há dois tipos de software operando simultaneamente na nação de Israel: o software egoísta da Babilônia e o software altruísta de Abraão?

Resposta: O software egoísta realmente existia naqueles que se juntaram a Abraão. Seu egoísmo se desenvolveu de acordo com um sistema particular, e eles continuaram subindo acima do seu ego e conectaram-se de acordo com o método de Abraão. Os outros babilônios, por outro lado, não conseguiram superar seu egoísmo e não se conectaram, e por isso ele se desenvolveu neles de uma forma diferente, imperceptível e muito lentamente; ou seja, eles se afastaram um do outro e se espalharam por todo o globo.

Acontece que o povo judeu era muito mais egoísta do que todas as outras nações, mas, ao mesmo tempo, eles já conheciam o método de conexão com o qual subiram acima do seu ego. Já havia duas linhas de conduta neles, a linha egoísta e a linha altruísta paralela a ela, e eles se desenvolveram ao longo das duas linhas. Este é o método de Abraão, e quem aceita este método e vive por ele é chamado de povo de Israel (Am Israel).”Israel” – “Yashar Elsignifica direto ao Criador, à força superior que governa o mundo, ao atributo de amor e doação.

Nós estamos conectados a este método, quer queiramos ou não. Nós o carregamos dentro de nós! Na verdade, a nossa nação foi fundada com base nesse método, e apesar de não sentirmos isso, ele está incorporado em nós num nível interno, espiritual.

O povo judeu é um grupo muito interessante de pessoas que já existe há milhares de anos e que tem sido estudado em profundidade. Mas é impossível descobrir sua inclinação espiritual no nível genético, porque ele está num nível que não é expresso por qualquer atributo genético. Na verdade, é esse nível que as nações do mundo sentem em nós porque ele é o mais forte. Há pessoas que olham para alguém e dizem: “Este é um judeu!” Como elas veem isso, se ele vem da América do Sul e tem o cabelo ruivo, por exemplo? Há algo nele que as pessoas realmente sentem, embora esteja escondido.

Continua.

De KabTV “Sobre a Nossa Vida” 04/06/15

A Torre De Babel: O Desejo De Encontrar O Significado Da Vida

Laitman_115_04As doze tribos posicionadas numa ordem específica ao redor do Tabernáculo da Revelação, cada uma sob a sua bandeira, representam as propriedades de um único  Kli (vaso) perto do qual se reuniram todos os membros do acampamento liderados por Moisés.

Pergunta: Essa forma foi adquirida pela primeira vez pelo grupo de Abrão quando eles deixaram a Babilônia?

Resposta: Abraão é o ponto de partida a partir do qual o método de correção do egoísmo foi lançado associado ao nível humano na antiga Babilônia.

Adão foi o primeiro que revelou o egoísmo; Noé foi o próximo. A sua cognição não egoísta emergiu como o primeiro e segundo níveis. O terceiro e quarto níveis pertencem a uma parte egoísta da alma, à espessura do egoísmo.

O Criador corrigiu Adão, concedendo-lhe uma vestimenta (roupa); como Noé, ele escondeu todas as propriedades terrenas egoístas no “casulo” da Arca, ao passo que na Babilônia uma torre foi construída, que atingia os céus. Ela simbolizava o verdadeiro egoísmo humano, a falta de compreensão mútua entre as pessoas.

Elas realmente tinham algo a transcender e corrigir. Nesse ponto, Abraão revelou o método de correção do egoísmo e começou a implantá-lo.

Pergunta: Nós podemos dizer que Abraão chamou todo mundo a se unir para que eles pudessem recuperar o sentido de uma família comum?

Resposta: Não. Não havia para onde voltar, porque os seguidores de Abraão eram extremamente diversificados. Eles vieram de diferentes tribos babilônicas que eram completamente estranhas durante todo o período de várias gerações e que alcançaram um grau de completo afastamento interno.

Elas rejeitaram totalmente a ideia de unidade! A única coisa que conseguiram alcançar foi a construção da Torre de Babel de sete níveis. Isso significava que seu egoísmo estava pronto para avançar em todos os sete níveis, para alcançar os céus e descobrir onde o Criador estava escondido.

A Torre refletiu a aspiração interna mais séria na sua busca pelo propósito na vida. Afinal, em algum momento, eles viveram, pode-se dizer, numa sociedade comunista, como um povo, como companheiros.

Anteriormente, não havia tensão entre eles. Antes que seu egoísmo explodisse, tudo estava bem, tranquilo e calmo. De repente, eles começaram a buscar superioridade sobre os demais; então, tudo desmoronou, porque eles se esforçaram em alcançar o Criador egoisticamente.

Os babilônios tentaram incorporar todo o seu conhecimento do poder superior na construção da Torre. Era a sua compreensão de como alcançar o Criador. A torre era um lugar de sacrifício, onde todos os tipos de magos e adivinhos poderiam ser encontrados. Vários tipos de manipulações que ainda são muito populares e difundidas até hoje eram realizadas lá: feitiços, cartas de adivinhação, amuletos, cordas vermelhas; tudo estava em voga.

No entanto, eles não tinham a coisa mais importante: e desejo de revelar o Criador. Essa foi a sua ruína.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/12/14

Abraão É A Propriedade De Doação

laitman_747_01Pergunta: Qual foi o apelo de Abraão aos babilônios?

Resposta: Abraão é a propriedade de doação (Hesed), a qualidade de amor num pequeno grau (nível).

Abraão se dirigiu aos babilônios e pediu-lhes para se lembrarem de como cooperavam com sucesso quando seu egoísmo era menor. Ele aconselhou-os a subir acima do seu ego separatista e viver no amor e na amizade.

No entanto, esse trabalho era inviável para eles, uma vez que implicava que as pessoas tinham que se ajudar e acionar a Luz que Reforma pedindo que o Criador lhes desse a Luz para que elas realmente vivessem de acordo com a regra do “ama o próximo como a ti mesmo”.

Isso implicava que cada uma delas era um “objeto diferente” independente uma da outra pelo egoísmo. Seria possível construir uma ponte entre elas? É uma tarefa muito difícil! Isso só pode ser alcançado com a ajuda da propriedade de Abraão, Hesed (Misericórdia, doação), quando, apesar de nossos egos alienantes, ainda tentamos corrigir a nós mesmos, a fim de chegar a uma fase em que o nosso próximo é tão importante e precioso para nós como nós somos para nós mesmos. Essa é a forma como o princípio do “ama o próximo como a ti mesmo” é implementado na vida.

Abraão reuniu seus adeptos e os conduziu para fora da Babilônia, até a terra de Canaã. Hoje, é quase impossível imaginar como eles conseguiram resistir a uma cansativa e longa caminhada através do deserto. Mas não se tratava de uma viagem física, mas sim que Abraão elevou seu povo do grau egoísta chamado de “Babilônia” ao nível da “terra de Canaã”, a atual terra de Israel.

Em outras palavras, foi uma viagem interior ao longo da qual as pessoas avançaram gradualmente dos seus desejos e propriedades anteriores, e se afastaram cada vez mais da Babilônia e se aproximaram da terra de Canaã. Ao avançar, elas se elevaram.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/12/14

Quando Abrimos A Torá

laitman_527_05A Torá é o livro mais popular de todos os tempos e em todos os povos. Ela fala sobre o desenvolvimento espiritual de uma pessoa e sobre suas características internas.

Nós consideramos a Torá como uma fascinante biografia de personagens históricos e não suspeitamos que ela não está falando de questões físicas, mas do estado interior de uma pessoa e do estado interior de toda a humanidade. Portanto, cabe a nós deixar suas histórias para a imaginação de escritores e historiadores e falar do que ela realmente diz.

Adam – O Desejo que Eleva a Pessoa Acima da Matéria

Uma pessoa nasce como um egoísta, passa por um longo caminho de desenvolvimento egoísta nos níveis do inanimado, vegetal e animal, até que, pela primeira vez, 5.775 anos atrás, o nível de “homem” (Adam) foi despertado nela, o nível do seu desenvolvimento interior. Não é por acaso que eles chamaram o primeiro homem que percebeu o mundo espiritual de Adão.

O desejo foi despertado nela para alcançar um novo nível que revela o sentido da vida, a sua fonte, e o poder que criou o universo e o gere. Essa é uma energia pura que não está vestido de quaisquer imagens terrenas.

A pessoa, de acordo com sua estrutura física, sentidos, mente e coração, está no nível animal de desenvolvimento. De repente, o componente do “Homem” é revelado nela, um desejo e inteligência adicionais que não foram revelados de forma alguma a partir de um aspecto externo. Estes já são componentes espirituais que a diferenciam da besta. Eles elevam a pessoa acima da substância através de sua relação com a criação, ao Criador, ao sentido da vida.

O primeiro Adão descreveu sua realização no livro Sefer Raziel HaMalakh. Na continuação, seus alunos, Caim, Abel e Seth, desenvolveram a sua descoberta. É assim que continuou até Noé, representando a décima geração dos estudantes do primeiro Adão.

Abraão, o Primeiro Explorador Ativo do Poder que Gerencia a Criação

Dez gerações adicionais se passaram de Noé a Abraão antes que a humanidade atingisse o estado de “Babilônia”, que é o primeiro estado em que as pessoas começaram a ser encerradas num grupo. O ego crescente começou a insinuar-lhes como trabalhar entre si, para ajudá-los a descobrir a relação estreita que foi revelada nos confrontos e oposições dentro de uma pessoa e entre as pessoas.

Precisamente neste momento na antiga Babilônia, dentro de um dos sacerdotes da religião, Abraão, filho de Tera, surgiu o desejo de alcançar um nível espiritual mais elevado. Se antes dele todos os Cabalistas penetravam os segredos da criação passivamente, Abraão tornou-se o primeiro explorador ativo que alcançou por ele próprio o poder que controla o universo.

Este foi um novo nível de realização; ele elevou-se acima do seu ego e começou a trabalhar com ele ativamente. O ego atingiu um nível nele que começou a ser uma força real e cooperou com ele. Portanto, a Babilônia personifica o conflito entre as pessoas, conflitos, discórdias, e sua dispersão.

Nesse pano de fundo, Abraão criou o método para descobrir a criação. Embora Adão seja considerado o primeiro Cabalista, Abraão é aquele que fundou o estudo que se tornou o instrumento para atingir o universo e a força que o administra, o Criador.

É impossível negar a existência dessa força, porque afinal de contas, nós vemos que toda a criação foi criada de acordo com algum tipo de princípio, algum tipo de programa. Ela liga dentro de si mesma e age dentro de um imenso sistema de acordo com uma fórmula que não entendemos.

Abraão começou a investigá-lo ativamente, porque nessa época o público tornou-se egoísta, ou seja, a oposição da sociedade a essa força da natureza possibilitou que a sociedade explorasse a natureza, o Criador. Abraão escreveu sobre suas descobertas no Livro da Criação (Sefer Yetzirah).

Superar a Crise na Babilônia

Com esse método lançado por Abraão, uma vez que a quebra ocorreu pela primeira vez como a expressão de indivíduos separados, cada um representando uma propriedade particular que antes era recolhida num desejo unificado, agora, cada um de nós é uma espécie de aspecto único do desejo geral que existia até então.

Se quisermos alcançar a força da natureza que criou o desejo único, nós podemos fazer isso conforme a nossa conexão e unidade. Quando nos conectamos e unimos acima da nossa oposição e contradições, nós criamos um estado de separação entre as forças negativas da nossa divisão e a força positiva única da natureza. Especificamente nessa oposição surge a oportunidade de esclarecer o sentimento do que acontece em nós e em toda a criação.

Quando Abraão descobriu isso, ele chamou os babilônios a subir acima de sua crise, porque ela não é nada mais do que a descoberta da oposição da sociedade com a natureza. Ao mesmo tempo, a oposição está aumentando.

Existem apenas dois métodos para superar a crise: reunir-se de acordo com o método de Abraão, ou espalhar-se em todas as direções, de modo a não sentir a inimizade constante e os conflitos uns com os outros. Dessa forma, a sociedade babilônica dividiu-se em duas partes: uma parte se dispersou e se estabeleceu em toda a superfície da Terra, e a segunda parte seguiu Abraão para a terra de Israel.

Uma vez que todas as características estão conectadas, é natural que se a pessoa “muda sua localização, muda sua fortuna” (Talmud Yerushalmi, Shabbat 6:9). Uma força especial da natureza influencia cada pedaço de terra na Terra, assim que alguém que muda a localização da sua habitação muda sua fortuna, seu destino. É evidente que não é necessário aceitar isso literalmente. Mas, por outro lado, nós vemos como tanto a biologia como a geografia realmente influenciam o surgimento de povos, seu modo e características. E não é porque a terra é assim, mas porque as características de cada ponto no espaço são diferentes. Portanto, uma vez que Abraão foi conduzido por uma intenção interior, ele levou seus discípulos à terra de Israel, porque sentiu que seu lugar era precisamente aqui.

Mas os processos pelos quais as pessoas passaram na antiga Babilônia também continuaram na terra de Israel. O ego foi crescendo constantemente, e elas precisavam superá-lo através da unidade entre si. Não havia nada de novo no método que foi descoberto por Abraão, ele era simplesmente realizado por aqueles que possuíam a mesma visão com maior ou menor sucesso, e elas conseguiram realiza-lo.

José, um Nível que Une Desejos Separados

O desenvolvimento da escola de Abraão foi continuado por seu estudante Isaac, chamado de “filho” de Abraão na Torá. “Filho”, na sabedoria da Cabalá indica seu sucessor.

Mas na época de Jacó começou a haver problemas na realização e implementação do estudo na própria vida, porque a unidade que tinham que atingir já estava em outro nível. Jacó é uma pequena parte da alma geral (seis Sefirot). Para continuar com a realização do método, foi necessário passar para o nível geral, Israel, ou seja, dez Sefirot em vez de seis.

Aqui, pela primeira vez eles viram que seu método não era suficiente. Eles não sabiam como resolver o problema da unificação. Entre todas as opiniões que são chamados os filhos de Jacó, e seu irmão José começaram disputas e argumentos. José pensou que era necessário se unir de acordo com um princípio particular que era especificamente sobre ele, pois até mesmo o nome “José” é derivado da palavra “L’asof”, conectar-se, (em hebraico todos os nomes têm um significado interno).

Mas o ponto de vista de José parecia muito egoísta. Seus irmãos não concordavam com ele, e, finalmente, eles se encontraram no Egito contra a sua vontade. Em outras palavras, o desenvolvimento contínuo da espiritualidade os trouxe a um estado no qual, contra a sua vontade, viram-se sob o controle de José. E para continuar se elevando ainda mais nos níveis espirituais, eles tiveram que aceitar a sua liderança sobre si mesmos.

Na Torá isto é descrito sob a forma de um conflito entre os irmãos, a venda de José para o Egito, a descida dos filhos de Jacó para o Egito, e assim por diante. Se traduzirmos isso na linguagem da Cabalá, isso está falando do trabalho da pessoa com suas emoções internas, mas já em outro nível egoísta mais sério, quando o ego rígido, distintivo e preciso é descoberto.

O ego cresce de acordo com cinco níveis. Se nós os superamos, é possível examinar e alcançar o único poder da natureza que é o seu oposto, o Criador. Quando os filhos de Jacó se encontraram no próximo nível egoísta, descobriram-no como bom, porque José os conectou juntos e eles sentiram avanço suficiente. No que eles não estavam prontos para fazer antes disso, eles conseguiram fazer agora, unir-se entre si e trabalhar no sentido de alcançar o Criador. Estes são os chamados sete anos de fartura. E junto com isso, eles descobriram o sistema em que se encontravam.

O Ego, nosso Amigo e Inimigo

Após a descida para o Egito começaram estágios que nos aproximarão de deixá-lo, fugindo do controle do Faraó, o surgimento do reconhecimento de que o nosso trabalho é realizado dentro do ego. Uma realização como essa caracteriza todos os níveis.

Isso porque, a fim de subir para o próximo nível que nos faz avançar, nós temos que ser atraídos a ele. Assim, seu ego precisa ser mostrado para nós como bom, imperativo, e necessário para o avanço espiritual: Nós entramos nele, atingimos um novo nível com a sua ajuda, e crescemos. Após isso, ele já começa a adquirir formas mais dolorosas.

Nós vemos que é assim que acontece mesmo em nosso mundo, quando ao longo de todo o desenvolvimento humano até recentemente, nós pensávamos que o movimento para frente nos traria a boa vida, o objetivo certo, a vitória da razão, o bom, e as corretas relações mútuas. Nós pensávamos que existem maneiras de alcançar isso: capitalismo, socialismo ou comunismo. E nós avançamos, a principal coisa sendo alcançar a meta, e sem prestar atenção aos problemas apareceram junto com isso. Enquanto isso, uma situação absolutamente diferente foi revelada aqui: o reconhecimento de que possuímos uma natureza egoísta e que não vamos alcançar nada diferente da auto-aniquilação. Em nosso tempo, nós estamos começando a atingir e entender isso.

No início, o ego nos atrai e seduz, nos oferece realizações muito boas e agradáveis. Depois disso, nós começamos a entender que tudo isso não é para nós e até mesmo nos prejudica. E sobre o que é dito na Torá, que nós construímos belas cidades para o Faraó, Píton e Ramsés, tudo isso é para o ego, e de fato, nós cavamos uma sepultura para nós mesmos com isso. Elas são chamadas de cidades perigosas, no que diz respeito a alcançar o Criador, porque o ego pode nos enterrar a tal ponto que não é possível sair dele.

Quando o ego começa a nos atrair, nós corremos atrás dele: tudo neste mundo é nosso, nosso, nosso. Depois disso a pessoa morre sem levar nada consigo. É assim que as coisas vão uma geração após a outra e, gradualmente, a humanidade começa a entender que essa busca é prejudicial porque leva ao distanciamento, depressão e autodestruição. A falta de propósito, o surgimento dentro de nós da questão sobre o sentido da vida, mata o nosso movimento egoísta para frente e leva a uma apatia profunda.

No final do desenvolvimento, o ego deve nos mostrar uma recompensa: o que nós obtemos, onde acaba essa corrida, onde estão os frutos do nosso trabalho? Quando vamos um pouco mais alto com nosso desejo egoísta já estamos olhando tudo de forma completamente diferente. Tudo o que existe no nível físico parece tão vazio e inútil para a pessoa. Ela aparentemente se eleva acima de seu estado animalesco e entende que tudo isso é falso: não está claro por que a vida tem sido desperdiçada.

Por isso, é dito que o Faraó simboliza especificamente o ego entre os filhos de Israel, ou seja, aqueles que têm a necessidade e o impulso para descobrir o sentido da vida, o propósito da existência, o Criador. Uma vez que o ego está em constante evolução e a necessidade de ver os resultados é claramente crescente, a pessoa já não pode ser satisfeita apenas com realizações mundanas, pois não existe para sempre e as necessidades nela estão crescendo além do materialismo. Ela começa a entender que tudo isso é apenas uma brincadeira de criança e, em última instância, como qualquer um, vai morrer. A vida foi passando, e daí?

O ego nos ajuda a decodificar, resolver, ver, entender e sentir a falta de resultado de nosso caminho desde o início. Nós vemos que a era do “sonho americano”, a busca depois pelo lucro acabou e agora ninguém tem a necessidade de luxos. As pessoas têm evoluído para além disso; você não pode obrigá-las a correr como um hamster numa roda atrás de mais e mais novas compras e realizações.

A humanidade está agora começando a entender isso; por isso hoje um estrato de ego que é imenso em qualidade e pequeno em quantidade está aparecendo nela que se questiona sobre o sentido da vida. Ele empurra a humanidade para a depressão, drogas, terror e crime, para suprimir a questão sobre o significado da vida de qualquer maneira possível, ou pelo menos para encontrar algum tipo de resposta parcial para isso. Gradualmente, mais e mais pessoas estão começando a se interessar na resposta a esta questão Cabalística.

Em seu tempo, esse problema levou os alunos de Abraão ao Egito, para aquele estado que começou a despertar o ego neles que se opõe ao Criador, pois somente quando eles estão imersos no ego é possível descobrir essa força. Assim, o exílio do Egito e o êxodo do Egito tornaram-se os alicerces para o desenvolvimento espiritual da pessoa e da humanidade. Com base no exemplo do pequeno grupo de Abraão, que foi jogado no controle do ego chamado de “Faraó”, é possível compreender o que se deve esperar de toda a humanidade, uma vez que, ainda hoje, nós nos encontramos na mesma situação. Essa é a razão que quando abrimos a Torá é impossível nos esquecermos de sua extrema relevância para o nosso tempo.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/15, Lição sobre o Tema: “Disseminação da Cabalá”

Os Presentes De Abraão

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma os métodos espirituais do Oriente são diferentes da sabedoria da Cabalá? Afinal, eles falam aparentemente de coisas semelhantes.

Resposta: Existem 3.800 religiões e crenças do mundo. Todas as principais religiões realmente vieram de Abraão, que viveu na antiga Babilônia perto de 3.500 anos atrás.

Abraão ensinou seu método, ou seja, a sabedoria da Cabalá, a um pequeno grupo que ele chamou de Israel. E ele deu presentes, ou outras formas de fé, para o resto das pessoas. A Torá diz que Abraão deu presentes aos filhos de suas concubinas e enviou-os para o leste, onde todos esses métodos chegaram de volta até nós.

A diferença é que o método de Abraão possui a capacidade de corrigir uma pessoa, algo que não existe em qualquer outro método. A sabedoria da Cabalá nos possibilita atrair a força do bem até nós que está oculta na natureza e que irá corrigir nosso ódio para com o outro em amor. Essa força do bem é adicionada à nossa natureza egoísta e nós nos tornamos portadores de duas forças. A integração dessas duas forças possibilita que trabalhemos com elas, nos desenvolvamos corretamente, e descubramos uma forma adicional de realidade que se encontra fora de nós.

A física moderna fala sobre a existência de uma realidade como essa. Além do universo, o mundo que vemos agora, existem outras formas de realidade. A sabedoria da Cabalá nos possibilita sair para além da estrutura das limitações deste mundo e vejamos mundos superiores. Possibilidades como essa não existem em nenhum outro método, porque eles não contêm a Luz que Corrige. A singularidade da Torá é que ela contém uma força que corrige nossa natureza e nos eleva acima do ego a uma natureza de doação e amor, na medida em que abre os nossos olhos, como é dito: “Você vai ver o seu mundo em sua vida” (Berachot 17a).

Do Programa na Rádio Israelense 103FM, 03/05/15

Como Podemos Evitar Outro Holocausto?

Dr. Michael LaitmanEu sou um filho de sobreviventes do Holocausto que estava entre os poucos da família Laitman que sobreviveram ao Holocausto. Dois terços dos meus parentes foram abatidos nos campos de extermínio. Eu nasci em 1946 e fui criado sob a sombra escura que a guerra deixou em minha família e na população judaica em toda a Europa Oriental.

Para mim, o Holocausto não é uma memória distante, mas uma lembrança dolorosa do que poderia acontecer conosco. É esse pensamento que traz à tona a questão preocupante e constante em mim: Como podemos prevenir outro Holocausto?

Eu sinto um oceano de ódio se fechando sobre nós. Os sinais externos nunca foram mais claros, e relatórios internacionais indicam um aumento no antissemitismo. No Dia Internacional Em Memória ao Holocausto, uma questão foi levantada na BBC para saber se chegou a hora de deixar de falar sobre o Holocausto, e cerca de um mês atrás, não deveria haver uma convenção científica na Inglaterra sobre a legitimidade do Estado de Israel. Se isso não for o suficiente, recentemente foi assinado um acordo sobre o uso de armas nucleares com o Irã, que é mais uma evidência de por que não devemos confiar em nossos aliados.

É difícil ignorar os sinais de alerta claros quanto ao que é esperado. Portanto, como podemos prevenir outro Holocausto? Além de lamentar o passado, nós temos que criar condições para uma análise minuciosa, exame e a correção do nosso estado atual. Nós vivemos num sistema fechado de forças que operam de acordo com a lei da conexão. Quando somos compatíveis com essa lei, nos sentimos bem, e quando estamos divididos e separados, este sistema, como qualquer outro sistema na natureza, nos obriga a nos equilibrar. Às vezes corrigir essa direção pode envolver um grande sofrimento.

Eu estou ciente de quão difícil pode ser para os sobreviventes do Holocausto e suas famílias ler o que eu digo, mas ainda assim a verdade deve ser dita. O Holocausto ocorreu porque a nação de Israel não cumpriu a lei da conexão. Por que nós? Porque nós temos uma responsabilidade especial de manter essa lei. Nós temos um papel que nos foi dado de volta nos dias de Abraão. Quando o egoísmo separou o povo da antiga Babilônia, nosso pai descobriu a lei que rege a nossa realidade, que é a lei da conexão. Os poucos que aprenderam o método da conexão dele tornaram-se a nação de Israel.

Manter a lei da conexão é o objetivo da nossa vida, e passar o método da conexão e unidade é a única justificativa para a nossa existência como nação. No início do século XX nós recebemos a oportunidade de voltar à terra de Israel, não a fim para construir um lar para o povo judeu, mas para se conectar dentro dele. Os judeus não aproveitaram essa oportunidade e preferiram se isolar em suas comunidades na Europa ou se integrar na sociedade em geral. A reação do sistema superior a essas ações foi o Holocausto. Um momento antes do mundo se afogar em sangue, os Cabalistas ainda gritavam que tínhamos que voltar a nossa terra e nos unir, mas os judeus não deram ouvidos. Em vez de nos aproximarmos de bom grado, as terríveis aflições do Holocausto nos trouxeram mais perto um do outro, e foi como resultado do Holocausto que recebemos um país.

Com todo o respeito às Nações Unidas, o verdadeiro mandato para a existência deste país é o nosso papel. A região que recebemos, como os Cabalistas dizem, é apenas uma oportunidade para observar a lei da conexão, que é exatamente o que o mundo exige de nós. Inconscientemente, o mundo quer que a gente se una e também passe o método de Abraão a eles. Mas nós nos recusamos a nos conectar, e esta é a origem do ódio que eles sentem em relação a nós.

O Dia em Memória do Holocausto e O Dia da Independência têm que se tornar dias em que todos se envolvem em nosso papel como uma nação, e também devem ser dias de se rever a essência de nossa existência. Durante esses dias, nós temos que nos reunir em dezenas de milhares de mesas redondas em todo o país e falar sobre a única maneira de sermos verdadeiramente independentes: independentes do nosso ego e conectados uns aos outros através do amor ao próximo. Essa é a única maneira de podermos garantir o nosso futuro e o futuro dos nossos filhos.

Da Babilônia Para A América Do Sul

Dr. Michael LaitmanPergunta: O grupo europeu do Bnei Baruch também deve se culpar se o mundo experimenta um desastre por causa de uma falta de conexão dentro de Israel?

Resposta: Hoje em dia, todo mundo é responsável por isso, ou seja, cada um que estuda a sabedoria da Cabalá e sente uma conexão dentro de Israel. Quando me refiro a Israel, refiro-me a todos os nossos amigos e grupos de todo o mundo.

Todos nós recebemos um despertar do Criador, assim como o grupo de Abraão recebeu na antiga Babilônia. Portanto, hoje, nós estamos na mesma situação de Israel (Yashar-El – direto ao Criador).

Não importa que um recebeu um despertar há 3500 anos na Babilônia, veio com ele até este dia, e outro recebeu este despertar na América do Sul apenas alguns meses ou anos atrás. De acordo com o mundo espiritual, não há nenhum significado nesses anos físicos.

Todos nós já estamos relacionados com Yashar-El, diretamente conectados aos Criador, e assim devemos transmitir a Luz através de nós para o mundo. Se fizermos isso, ele vai ser bom; e se não, vai ser muito ruim. Eu espero que consigamos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Temas Escolhidos: Dia em Memória do Holocausto

Pessach Mostra-nos Que Não Há Espaço Para A Separação

O início deste post pode ser encontrado em: Pessach É Um Lembrete Do Futuro

O Grupo de Abraão mudou-se para Canaã. O ego então cresceu de uma geração para a seguinte, mas o principal era manter a conexão geral, a irmandade espiritual.

Mais tarde, as disputas e conflitos cresceram a tal ponto que os filhos de Jacó, mesmo os irmãos, não poderiam superá-los. Este processo é descrito na Torá como o início da fome. Os irmãos vendem José como escravo no Egito, (Mitzrayim), que simboliza a própria natureza do mal (Yetzer-Ra). Quando eles caíram do nível do amor fraterno, eles encontraram-se sob o domínio do ego, o Faraó.

A princípio esta dominação era boa: O Faraó elevou José e a vida estava cheia de prazeres diferentes, mas depois as coisas mudaram e as pessoas começaram a sentir que benefícios e prazeres corporais não eram tudo na vida.

Eles sentiram uma deficiência para uma conexão espiritual, a que o Faraó, é claro, opôs-se e resistiu. Agora, todos os esforços do ego não eram para permitir-lhes manter mesmo um pouco de unidade interna.

Parecia que não havia nenhuma maneira de sair, mas na verdade é o desespero que gerou a força que os puxou para a Unidade – Moisés. Ele foi criado na casa do Faraó, o ego, e, portanto, pronto para enfrentar o rei do Egito. Esta centelha que manteve a essência da alma judaica vive em cada um de nós. É o ponto de vista geral, inclusive de um mundo unido em que não há espaço para a separação.

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