Textos na Categoria 'Alma Coletiva'

Uma Imagem Da Realidade Numa Escala De 1:125

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos levar nossa oração comum para o estudo?

Resposta: Tudo o que nós estudamos é revelado na conexão entre nós. Nós revelamos a imagem de nossa conexão, a alma única.

A alma é a conexão entre todas as partes, que nós só podemos imaginar. A alma é tudo o que foi criado, toda a criação, a totalidade da realidade, incluindo o nosso mundo. Mesmo que o nosso mundo seja “imaginário”, ele também faz parte da mesma alma unificada.

Não há nada, exceto esta alma única, que é o vaso que o Criador, a Luz, criou. Mas nós só podemos imaginar esta alma e descobrir o seu poder interno conectando todas as partes e transformando-a num organismo vivo.

A Luz é a força animadora da vida. Para sentir a vida, é preciso conectar todas as partes internas num só corpo, colocando cada parte em seu lugar: o cérebro, o coração, o fígado, os rins, as pernas, os braços e assim por diante. Se a pessoa é capaz de perceber todos eles como um só corpo, mesmo na forma mais simples, onde a maioria dos órgãos ainda não funciona, mas todos se conectam corretamente, a imagem espiritual no primeiro nível é revelada a ela.

Nós não podemos descobrir a metade ou um quarto da alma. No mundo espiritual não existe isso. Não há “parcial” na espiritualidade, mas apenas uma estrutura plena de dez Sefirot completas, não nove e não onze. Portanto, eu devo revelar a imagem completa.

Neste quadro completo eu revelo cada parte da realidade que vejo diante de mim. Eu vejo o lugar de todas as nações e todo o universo, todas as dez primeiras Sefirot, o que pertence a que, e que força opera tudo. Eu vejo tudo isso dentro de mim. Eu descubro a mim mesmo e nada além disso.

A sabedoria da Cabalá é o estudo, a descoberta de si mesmo. Desta forma, eu revelo a realidade. Toda a criação sou eu.

Através do estudo, nós precisamos aceitar esta imagem e imaginá-la corretamente. Assim, ficará claro para nós que os Cabalistas escrevem sobre o que está acontecendo dentro deles. Afinal, a pessoa é o mundo inteiro. Tudo que você vê agora é retratado desde dentro e é apenas uma ilusão de ótica de que isso existe fora.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/11/16 , TES

O Coração Onde Todos Nos Fundimos

Dr. Michael LaitmanSabe-se da sabedoria da Cabalá que o único meio que pode mudar alguma coisa é a Luz que Corrige. Ela sustenta a nossa vida, dá vida a tudo e executa todas as mudanças. De acordo com as qualidades da Luz, o desejo e todo o caminho da criação, desde o início até o fim, são inseridos na natureza da Luz: como alterar a matéria (o desejo de receber) a fim de levá-la à equivalência de forma com a própria Luz.

Nós formamos esta matéria nas mãos do Criador, a Luz, e podemos despertar e intensificar a sua influência sobre nós mesmos; ao fazê-lo, nós aceleraramos o nosso desenvolvimento. Visto que nós mesmos aceleramos o nosso desenvolvimento, ao desejá-lo e revelando mais o nosso desejo, a Luz influencia mais a nossa evolução e realiza um ato mais significativo nele. Assim, nós sentimos o nosso progresso como algo bom e desejável. Na verdade, nós adicionamos ao processo de evolução que flui “no seu tempo” (Beito) a nossa própria parte, a adição chamada “acelerar o tempo” (Achishena), já que ansiamos por esse mesmo lugar e forma ao qual a Luz quer nos levar.

De onde é que sabemos isso? Dos esforços que fazemos na tentativa de nos vermos como conectados, como um homem com um coração, para que nossos desejos se fundam num só. Então, na medida em que tentarmos despertar nossos corações para a conexão, para realizarmos várias ações de modo que eles se conectem num só coração, sem diferenças entre si, nós despertaremos a Luz que doará a essa conexão, aos nossos esforços em nos conectar, com uma intensidade ainda maior do que quando se trabalha de acordo com seu plano evolutivo habitual, chamado “no seu tempo”. Desta forma, nós aceleramos o tempo.

A fim de despertar a influência da Luz sobre o desejo, nós precisamos imaginar que estamos tentando conectar os corações e adotar a forma da Luz, o atributo de doação mútua. Nós temos que imaginar isso na medida em que cada um de nós perde o próprio sentimento de existência, e todos nós juntos adquirimos a união que inclui todos dentro dele: o grupo, a alma, composto dos corações individuais. Então, a Luz nos doa e completa a ação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/11, O Zohar

Um Oceano De Gotas

Dr. Michael Laitman with StudentsBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)” (versão resumida): Arvut é como duas pessoas num barco, quando uma deles começar a fazer um furo no barco ambas vão se afogar juntas, o que impede que os observadores da Torá até mesmo comecem a cumprir totalmente a medida do “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, que é a escada para alcançar a Dvekut (adesão) com Ele, de modo que ambos devem se afogar junto!

A garantia mútua é mais do que ser responsável pelos outros. O vaso espiritual é um vaso comum. Com a Luz Circundante, a Luz que Corrige, o Criador desperta certa quantidade de Reshimot (genes informacionais) e os leva ao primeiro nível de união chamado “este mundo”. É assim que as Reshimot percebem a sua realidade: quando elas começam a se aproximar, elas aparecem umas para as outras na forma dos amigos.

Por fim, nós temos que nos unir; por isso, nós temos que cuidar de todos. Nós não assinamos nenhum contrato formal feito por advogados, e não mantemos ninguém pela força, mas tentamos apoiar cada um através de pensamentos e desejos.

No que se refere ao vaso espiritual, nós temos que entender que ele é comum. Ele não pertence a ninguém, mas está entre nós, em nossa união. Ele não é representado por cordas esticadas entre nós, embora seja assim que nós retratamos a nossa conexão mútua. Na verdade, não existe você e eu separados na espiritualidade. Todos nós somos como gotas de água que se fundem numa grande gota, e o estado anterior desaparece sem nenhum vestígio.

A partir deste exemplo nós podemos entender como são diferentes dois níveis adjacentes, em sua intensidade. Se uma centena de amigos no primeiro nível, incluindo eu, se unem numa gota, em seguida, no nível seguinte, a gota se torna eu. A mesma coisa acontece com todo mundo: cada um de nós cresce cem vezes mais em comparação com o nível anterior. Nós começamos a nos conectar novamente em garantia mútua, e então, no nível seguinte, nós crescemos 10 mil vezes mais em comparação com o primeiro nível, e assim por diante, até formarmos todo o Partzuf de Zeir Anpin.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Para Onde Nos Leva A Garantia Mútua?

Dr. Michael Laitman with StudentsBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua) (versão resumida): Se Israel mantém a Arvut, ele pode trazer contentamento ao seu Criador.

A garantia mútua é o vaso da doação geral. Nós nos conectamos neste vaso, formando e moldando-o. Ele não existe por si só e espera que nos conectemos a ele. Isto significa que nossos desejos destinados à doação aos outros se conectam e, assim, formam o vaso chamado de garantia mútua.

Somente a partir desta doação mútua nós podemos chegar à doação ao Criador.

Nós descobrimos que em nosso mundo não podemos mair existir no desejo de receber e que devemos nos elevar ao desejo de doar. Da mesma forma, nós também descobrimos que não podemos viver no vaso da garantia mútua sem doar ao superior, o Criador. A garantia mútua entre nós, sozinha, é sem sentido. Qual era o propósito da quebra dos vasos? Por que nós passamos por todo esse processo? Por que nos conectamos? Parece que nosso trabalho é inútil. Nós doamos uns aos outros, mas, na verdade, não realizamos a doação.

Nós só podemos realmente realizá-la em nossa atitude para com o Criador. A garantia mútua que nós atingimos só pode ser realizada se aspirarmos a algo maior, à busca do sentido da doação.

Por quê? Porque o Criador é a fonte da nossa realidade. Quando nós nos conectamos, nós descobrimos sua fonte superior na conexão mútua, que é chamada de “generalidade mais um”. Ela é revelada a nós como o Criador, e nós começamos a compreender e atingir o Pensamento da Criação: Ele nos criou como seres tão baixos e inferiores para que tivéssemos que nos conectar no caminho do sofrimento e problemas.

Só então a pergunta sobre o sentido da vida, a partir da qual começamos a nos elevar, torna-se precisa e nos traz a luz. Então, nós também descobrimos que não podemos simplesmente dar uns aos outros, porque não há necessidade disso. Não tendo escolha, nós temos que dirigir a nossa doação à fonte superior, e somente assim podemos nos realizar.

Ao fazer isso, nós descobrimos uma dimensão mais elevada: a adesão com o superior. Depois, nós recebemos a resposta à pergunta sobre o sentido da vida. Assim, a garantia mútua é a ferramenta que nos leva à adesão com o Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Nós Não Estamos Juntos – Nós Somos Totalmente Um

Quando a pessoa já existe numa realidade onde “não há outro além Dele”, ela deve conectar ao conceito de “um” tudo o que é despertado como uma perturbação . Então, ela vai começar a ver que realmente entrou no mundo espiritual e se incluiu na doação (Binah), acima de si mesma. Ela, ele, eu ou qualquer outra pessoa não existem mais. Tudo é apenas um conceito.

Este “um” não é nem o Criador nem a criatura, mas a única realidade que existe, onde tudo se conecta em um. Eu não posso mais dizer que ele e eu, e a conexão entre nós existe. É por isso que nós precisamos dirigir todos nossos esforços, nosso propósito e nossa verdadeira vida para a revelação dessa realidade única, a alma única.

Quando a pessoa constantemente tenta se elevar a esse nível de raciocínio e sentimento, a percepção do seu “eu” em todas as suas aspirações e esperanças, e em todos os seus desejos interiores, ela passa por certo número de exercícios, até que vê que tudo que tem fora desse “um” é somente convocado para ajudá-la, para empurrá-la a se conectar com esse “um”, e estabelecer o seu lugar lá.

Está escrito sobre isso: “O hábito se torna uma segunda natureza”. Graças ao hábito, o homem começa a sentir que ele existe em outra realidade, e toma decisões, considerações e desejos em conformidade com ela. A realidade mais elevada onde ele se inclui determina e dita tudo para ele.

Seu corpo e toda a sua vida corpórea começa a se conectar com este Um. No final, ele vê que não há nada impedindo seu caminho. Pelo contrário, tudo o está ajudando a entrar na verdadeira realidade.

Todo o mundo que nós percebemos, tudo se conecta e se funde com todo esse Um. Então, nós realmente descobrimos que existe uma só alma no universo. As assim chamadas “600.000 almas” são as partes ainda não corrigidas da alma da pessoa que por enquanto ela não é capaz de conectar com o conceito comum. Porém, mais tarde, elas também se conectam a ela para fortalecer e apoiar este conceito simples do Um.

Da Lição 1, Convention Arvut em Israel, 11/11/11

A Convenção Em Arava É Uma Desconexão Programada De Todos Os Distúrbios

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que serve o isolamento do grupo na Convenção no deserto de Arava?

Resposta: Nós estamos aqui reunidos para estabelecer as bases para uma nova sociedade, cujo objetivo é atingir a adesão com o Criador. Para atingir a adesão com Ele, nós temos que atingir a adesão entre nós. E para atingir a adesão entre nós, temos que nos unir, nos desconectar das perturbações do mundo exterior. Afinal de contas, nós somos pequenos e temos que reforçar um ao outro, de modo que o mundo não seja um impecillho para isso. É por isso que nós estamos indo para o deserto.

No passado, grupos de Cabalistas realizavam medidas muito mais extraordinárias para se isolar do ambiente externo. A pessoa tem que se permitir um pouco mais de liberdade deste mundo confuso e sem sentido, recolher-se interiormente um pouco mais e entender qual é o seu destino.

No turbilhão da vida, sob o ruído do rádio e da televisão, você não consegue decifrar a fina voz de sua alma ou alcançar a frágil inspiração interior. Você simplesmente não tem energia para isso. Mesmo os Cabalistas, vivendo centenas e milhares de anos atrás, num mundo completamente diferente, que ainda desconhecia as “maravilhas” da mídia, ainda assim isolavam-se, excluindo-se do ambiente habitual, e iam até “para o exílio”, saindo de casa sem levar nada com eles e partindo para perambular por anos, sobrevivendo com ganhos e alimentos ocasionais.

Você nem sabe o que está perdendo no mundo moderno, que está enchendo e afundando você com sua sujeira. Você quer alcançar algo elevado? Se quizer, que esforços você está fazendo para se livrar do pântano?

É útil que encontremos tempo para este tipo de isolamento, onde sentiremos apenas as nossas próprias forças, sem as perturbações do mundo exterior. Vamos separar um dia na vida para sentir quem somos, em vez de quem são eles.

Obviamente, nós não forçamos ninguém a participar e não fazemos listas de participantes ou desertores. Nós não colocamos marcas de comprovação para o futuro. Quem não quiser ou não pode vir simplesmente não venha. Neste sentido, tudo é muito liberal e aberto. Por outro lado, se a pessoa for até lá, ela deve participar nas ações que o grupo designou para nos ajudar do desprendimento de tudo e sentir apenas nós mesmos.

Às vezes, você não deseja ficar sozinho consigo mesmo? É assim que o grupo quer ficar: sozinho consigo mesmo, sentir-se. Você entra numa sala, fecha a porta e permanece com seus próprios pensamentos. É assim que nós queremos permanecer, com nossos pensamentos. Na realidade, isso é claro e comumente aceito. Mas para nós não é apenas um minuto de descanso, mas um desprendimento do “grau das mulheres e crianças” e uma ascensão ao “nível dos homens”.

No artigo, “A importância do Grupo”, o Rabash escreve: “Quando uma pessoa trabalha no verdadeiro caminho, ela precisa se isolar das outras pessoas. Afinal, o caminho da verdade exige fortificação, porque ele contradiz as noções comuns. As opiniões do mundo são construídas no conhecimento e na recepção, enquanto as opiniões da Torá são construídas sobre a fé e a doação. Se a pessoa se distrai, ela imediatamente se esquece de todo o trabalho no caminho da verdade e cai no mundo do amor-próprio. Apenas no grupo é que os amigos se ajudam mutuamente e, portanto, cada um recebe forças do grupo para lutar contra as noções comumente aceitas”.

O mundo superior é o nosso mundo interior. Nós temos que mudar nosso olhar da externalidade para a internalidade. Portanto, com a ajuda dos amigos, eu tento ir para dentro, olhar para dentro, a fim de adquirir uma sabedoria profunda, para atingir o significado interno da Torá. Não há outra escolha: eu preciso disto.

A pessoa deve sempre mergulhar interiormente, penetrar no seu íntimo – e justamente aí ela revela o verdadeiro mundo. O mundo externo deliberadamente nos confunde, de modo que através do conflito com ele, na resistência, nós construamos nossa direção para dentro. Nossa luta é para penetrar cada vez mais no fundo da realidade deste mundo, que nos puxa para fora.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/11/11, “Arvut (Garantia Mútua)”

Uma Ilusão De Ótica

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se não existem partes separadas, o que O Livro do Zohar descreve? A forma como a alma se corrige?

Resposta: O Livro do Zohar nos diz como nos conectamos numa só alma. Afinal, não há mais nada para falar. Existe um estado perfeito, uma única alma, e há um estado imperfeito, quando a alma está quebrada. Nós temos que retornar ao estado perfeito.

Basicamente, a quebra só existe na nossa consciência. Quando nós descobrirmos  o que está corrompido, veremos que tudo está corrigido. Eu só preciso corrigir minha percepção, a minha visão. É por isso que esta sabedoria é chamada de “sabedoria da Cabalá” (“Cabalá” significa “recepção” em hebraico), a sabedoria sobre como receber, perceber a realidade. Isso é tudo! A realidade é perfeita, e não houve quebra: é tudo com relação àqueles que recebem, à pessoa que a alcança.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/11, O Zohar

Vamos Atacar O Faraó Juntos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na Convenção, é possível dar um grande salto nos mundos internos?

Resposta: Nós não damos um salto na Convenção, mas vamos do nosso estado mais baixo, que nem sequer tem um nome e não pertence à escada espiritual, até o primeiro nível sobre ele. Isso não é um salto.

Nós temos que entender a diferença entre o nosso trabalho preliminar, que ocorre antes de pisarmos na escada dos níveis espirituais, e o trabalho nestes níveis. O trabalho preliminar é muito direcionado ao grupo. Eu me incluo nos outros, eles me influenciam e eu os influencio. Eu ainda não tenho a minha própria individualidade espiritual. Eu ainda não existo como um indivíduo espiritual.

Portanto, se eu me incluo em milhares de pessoas que estão ao meu redor, eu recebo suas opiniões, desejos e forças, e, como no nosso mundo, eu uso os recursos que essa sociedade tem, que me permitem reduzir bastante o meu caminho. É semelhante a tirar uma pessoa sem instrução da selva e ensinar-lhe a ser príncipe, semelhante ao filme My Fair Lady.

Todos nós podemos receber o apoio do cérebro e do coração comum, de nossa inclusão mútua. Quando eu me incluo no campo geral que os outros criam e no qual todos os Cabalistas das gerações passadas participam, todas as almas, toda alma comum, eu recebo as forças que me permitem dar o salto.

Acontece que os outros trabalharam por 20 anos para atingir o nível espiritual, enquanto eu cheguei há apenas um par de anos (ou talvez 3 ou 4 anos, uma vez que cada pessoa necessita de um período de tempo mínimo), mas tudo depende do meu desejo. Eu posso ser incluído nesta união comum e ascender junto com todos.

Há um ditado que diz: “Peça-Me e eu entregarei”, o que significa que nós podemos receber o estado espiritual com antecedência e pagar por ele depois. Isso é possível.

Mas quando a pessoa já começa a subir os níveis espirituais, ocorre um desenvolvimento mais individual lá. Mesmo que isso também pressuponha a inclusão mútua com os outros, lá a pessoa começa a trabalhar conscientemente com a Luz e a discernir os desejos.

Portanto, aqueles que não têm a realização espiritual ainda podem aderir à sociedade como uma criança pequena a um adulto. Tudo depende dos esforços da pessoa: ela tem a oportunidade de participar da Convenção e entrar na espiritualidade, em virtude de todo o sistema.

Da mesma forma, nós também não repetimos as correções que os grandes das gerações passadas concluíram. Nós somos como crianças que levantam seus braços, o que nos permite subir ainda mais. Nós estamos de pé sobre a plataforma que eles criaram.

A mesma coisa acontecerá com os novatos que se juntarem a nós na convenção: eles vão receber o mesmo tipo de apoio de nós, de suas “gerações anteriores”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/11/11, Talmud Eser Sefirot

O “Bando” Comum Da Humanidade

Dr. Michael LaitmanNós somos muito diferentes e temos diferentes níveis de desejos, mas todo mundo tem sua própria individualidade, um papel único, mesmo que este possa parecer limitado. Não há obrigação de “alcançar as estrelas” ou se esforçar por algo sublime. Ninguém é melhor ou pior do que os outros.

Quando alcançarmos uma conexão integral entre nós, cada um de nós receberá o conhecimento completo e a consciência absoluta do universo. Cada um de nós vai se tornar “um pássaro livre” conectado com os outros. No entanto, ninguém vai nos governar, exceto o desejo, o objetivo e o plano geral.

Em outras palavras, nós nos conectamos com os outros e, ao mesmo tempo, nos mantemos totalmente livres. Nós sentimos um pensamento comum como um pássaro num bando. Um pássaro não sente a si mesmo ou os outros. Ele só sente o pensamento comum: para onde se virar, como voar e o que fazer em seguida. Esta comunhão torna-se seu trunfo pessoal.

Fazendo parte de um sistema geral, nós tomamos decisões em conjunto com os outros, e depois implementamos nossas decisões e alcançamos resultados. A próxima decisão acontece simultaneamente em todo o mundo, juntamente com a sua execução e resultado.

Em outras palavras, nós nos tornamos um corpo comum. Cada pessoa gerencia simultaneamente os outros e a si mesma, ou seja, nós alcançamos o nível da força superior que rege a humanidade, e nós estamos dentro dessa humanidade.

Do Programa de TV “O Mundo Integral” 16/10/11

Em Uníssono Com A Mente Universal

Dr. Michael LaitmanQuando nos unirmos e sentirmos a força geral, o desejo, o plano, a mente universal que nos governa, a qual teremos que obedecer quando estivermos em uníssono, em harmonia e em movimento consciente com ela, nós sentiremos a mente do Universo ou a “noosfera” que Vernadsky falou. Em outras palavras, nós sentiremos a força superior do universo, o pensamento da natureza, seu plano mais elevado, o seu início e seu objetivo. Nós subiremos ao nível do homem, que se tornará o pico da natureza, seremos iguais a ela e entenderemos o Pensamento da Criação.

Nós devemos nos conscientizar deste estado, para compreendê-lo, compreender esta mente, este desejo, este plano. Quando poderemos descobrir isso? Quando começarmos a nos mover em uníssono, em harmonia, como um cardume de peixes, percebendo o movimento do campo circundante, fazendo isso por nossa própria vontade e não de forma instintiva, como os pássaros e peixes, então começaremos a reconhecer este campo, este grande pensamento da natureza.

O problema todo é como nós encontramos este campo, como começamos a nos conectar a ele, e encontramos um ritmo comum em nossos movimentos. Para fazer isso, nós devemos mudar a nós mesmos.

Nós só conseguimos mudar sob influência do ambiente, como nós o vemos em nós e em nossos filhos. Caso contrário, a natureza nos mudará, forçando-nos duramente através de golpes, colocando-nos sob o “rolo compressor do desenvolvimento”.

Para evitar isso, nós precisamos ser ativos e criar o ambiente circundante para nós com antecedência, que nos levará a uma maior equivalência com esta única força da natureza. Assim, nós mudaremos. Nós temos que nos cercar de um simulador que nos elevará o tempo todo, nos unirá, e nos aproximará da força da natureza, que hoje nos obriga a estar integralmente conectados.

Do Programa de TV “O Mundo Integral”