Textos na Categoria 'Alma Coletiva'

O Grupo É A Minha Casa No Mundo Do Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é um grupo?

Resposta: O grupo é o vaso, a parte de Malchut do mundo do Infinito que é revelada à pessoa agora como um lugar onde ela possa começar a sua conexão com todas as almas.

Estas são as almas individuais que estão mais próximas a ela. E quando ela revela essa conexão, ela vai ver que tudo pertence a um vaso, uma alma.

Enquanto isso, apenas essa parte é revelada a ela, de modo que seja mais fácil para ela participar. Ela nem precisa se conectar com todo o grupo, ela pode escolher algumas pessoas com quem se sente mais perto.

Nós agimos sob o controle de genes informativos, Reshimot. De acordo com o tipo de Reshimot que são reveladas em nós, nós olhamos para as pessoas ao nosso redor e vemos quem corresponde a nós e quem não corresponde.

Nós pensamos que isso é determinado pelos genes e hormônios físicos, mas na verdade, tudo depende das nossas Reshimot internas. Mesmo inconscientemente, nós damos grande importância a cada detalhe, escolhendo pela forma, cheiro e comportamento de quem nos corresponde mais ou menos.

Parece-nos que escolhemos simplesmente por qualidades externas, mas não, as nossas Reshimot internas falam em nós. Normalmente, nós procuramos “complementares”, qualidades que nos completam. Isso acontece em tudo, do amor ordinário terreno, amigos, assim como num grupo Cabalístico onde Reshimot mais profundas e mais ricas são reveladas. No entanto, o mesmo princípio atua em todos os lugares.

Assim, nós chegamos ao grupo. Mas quando tentamos nos conectar nele, surge um problema, porque estas Reshimot estão quebradas. Nós não podemos simplesmente nos conectar sob estas Reshimot, completando um ao outro. A falta de acordo entre nós começa a emergir. Por um lado, eu gosto dessas pessoas e as compreendo. Por outro lado, algo interfere e nos divide. Nós precisamos trabalhar acima desses distúrbios.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/10/12, Escritos do Rabash

Um Instantâneo Das Relações Internas

Dr. Michael LaitmanO Partzuf espiritual é a manifestação da atitude (ou desejo) da pessoa que está focada no seu próximo. “O próximo” é alguém que a pessoa percebe dentro de si mesma depois que corrige sua atitude ou é o próprio Criador.

O Partzuf reflete o grau de sua doação e sua “forma”. Todos os Partzufim (Aba, Ima, YESHSUT, Tvuna, Zeir Anpin, Nukva, Atik, Arich Anpin) denotam várias formas de relacionamento e sistemas de conexão.

O Partzuf é um sistema de conexões entre o Criador e a criação. O Criador é chamado de Keter e a criação de Malchut. O resto das Sefirot apoiam as propriedades de doação que vêm do Criador; a tarefa da criação é adquirir (copiar) essas propriedades. Uma forma especial de conexão, que está impressa num instantâneo é chamada de Partzuf . É um tipo único de relação entre a força doadora e o destinatário, ou seja, quer entre duas pessoas, ou entre uma pessoa e o Criador.

Como resultado de Seu desejo geral de dar, o Criador transfere para nós oito efeitos: Hochma, Bina, Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah, Hod e Yesod. Nossas propriedades pessoais e o desejo de receber nos permitem perceber Sua doação ao nível da última Sefira (Yesod), que é o lugar de reunião de todas as qualidades de doação; depois de alcançá-la, agimos em conformidade.

Nós sentimos a nós mesmos e os nossos desejos de receber prazer como agradáveis ou desagradáveis. Se nos sentimos mal, isso significa que todo o sistema funciona de uma maneira que não nos permite traçar quem particularmente é responsável pela nossa dor. Parece-nos que todos os nossos sofrimentos são culpa dos outros, e, de repente, descobrimos todo o mundo em torno de nós.

Se a pessoa começa a se corrigir, fazendo um esforço para justificar o Criador, ou tenta amar o seu próximo, e por isso alcança o Criador (ou seja, define as relações corretas com o mundo externo), ela descobre que tudo é previamente organizado exclusivamente para seu próprio benefício. Ela começa a mudar a si mesma, de modo que em cada momento de sua vida pode considerar a todos como maravilhosos, gentis e positivos.

Para isso, a pessoa precisa mudar constantemente; no final, isso a corrigirá. Se quisermos ver o mundo como um lugar perfeito, temos que mudar a nós mesmos perpetuamente e corrigir nosso egoísmo para que ele se adapte a uma nova percepção do mundo. Isso é chamado de “Amar seus amigos”: nós nos esforçamos continuamente para manter relações harmoniosas, amorosas e de carinho com os outros, o que acabará por nos levar ao Criador. Este mecanismo constantemente nos transforma. A pessoa continuamente mudando internamente, mas, ao mesmo tempo, deve manter uma visão dos seus amigos como grande. Se ela consegue agir assim, certamente se corrige.

Esta é a maneira que a pessoa trabalha na estrutura, em seu Partzuf, que a conecta com o Criador. Esta ainda não é perfeita. Portanto, a pessoa não sente uma conexão recíproca dentro desta estrutura, como entre duas pessoas que estão apaixonadas uma pela outra: “Eu sou do meu amado, e Ele se esforça para estar comigo”. No entanto, a pessoa tem que crescer nessa condição.

Veja que grandes possibilidades de trabalho o grupo e o ambiente nos dão. É totalmente suficiente se sempre nos testarmos, perguntando: “O que eu acho deles? Como posso apoiar meus amigos? Como faço para me conectar com eles? Estamos realmente juntos ou não?”.

Tudo está bem na nossa frente; não há nenhuma dúvida de que está orientado diretamente para o Criador. Isso acontece automaticamente, uma vez que Ele está por trás de tudo isso. A pessoa pode estar totalmente confiante deste fato; não há necessidade de verificar. Claro, ela tem que manter a intenção correta para com o Criador, já que a ação final já está incluída no pensamento inicial; por isso nós temos que nos dirigir ao Criador em primeiro lugar. No entanto, temos à nossa disposição uma ferramenta maravilhosa para medir que claramente nos demonstra o que devemos fazer em nosso estado atual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, O Estudo da Dez Sefirot

Conectados Pelo Ódio

Dr. Michael LaitmanA fim de nos livrarmos de todos os nossos problemas, nós temos que estar em contato com o pensamento geral original que opera toda a natureza. Nós o implantamos pelos nossos vasos internos, pela conexão correta entre pessoas.

Hoje nós irradiamos “ondas” de má influência por nossa mente, pela força que visa o nosso desejo – verdadeiros “vírus” de controle, do uso dos outros, etc. Quando eles são transmitidos de um para outro, esses “vírus” levam a diferentes fenômenos negativos. Eu infecto outras pessoas e depois a infecção volta para mim multiplicada. No final, todo mundo sofre por um espaço coletivo poluído numa humanidade que está numa rede de ódio mútuo.

Este é o sistema em seu estado atual: ódio, rivalidade, inveja, luxúria, orgulho, dominação, e um anseio eterno de usar tudo para o meu próprio bem.

O que devemos fazer? Nós devemos procurar formas para mudar este sistema de acordo com o princípio: “Não faça ao outro o que é odioso para você”, e “Ama teu amigo como a ti mesmo”. Com a ajuda do professor e do ambiente certo, você vai começar a mudar seu pensamento e transformar seus pensamentos na direção certa para o bem do mundo. Estes pensamentos começarão a se espalhar no mundo como ondas, desta vez como “vírus” benéficos.

Por que vírus? Porque eles penetram os outros sem o seu conhecimento. É como se você manipulasse os outros pela boa intenção de seus pensamentos e os transformasse para o bem e não para o mal.

Assim, você tornar o mundo mais saudável. Afinal, uma partícula da “centelha” que criou o Universo vibra em você e você se torna o seu “representante”; você a opera. Ela operou a humanidade e agora a humanidade a opera usando esta Luz, a força superior.

Pergunta: Pode o vírus benéfico romper meu escudo egoísta e me tornar um altruísta?

Resposta: Não, isso é apenas parte da ideia. Ninguém tira o seu livre arbítrio. Os pensamentos externos que são suportados por outros fatores em nossos relacionamentos, como os meios de comunicação, parentes, conhecidos, etc., não lhe forçam, mas apenas lhe ajudam a chegar a uma decisão. Eles têm um impacto positivo e, gradualmente, a partir de diferentes fontes, trazem a mensagem de que a raiz de todos os nossos problemas, seja a economia, ecologia, problemas financeiros, de saúde, divórcio, dependência de drogas, suicídio, pressão arterial elevada, diabetes, etc., reside na conexão entre as pessoas. Esta conexão está desequilibrada: todo mundo quer enganar os outros, embora devessem, de fato, manter o equilíbrio entre eles.

Você gradualmente internaliza esta mensagem e recebe um determinado golpe, por exemplo, no seu negócio, ou alguma doença, ou talvez os seus filhos se envolvam com drogas e prostituição. Há oportunidades suficientes para chegar aos nossos pontos fracos. Em geral, é impossível resolver estes problemas com dinheiro.

Então você começa a pensar na sua vida: “Como posso corrigir isso? Como posso equilibrar os problemas? Como posso suavizar a situação?”. Aos poucos você começa a perceber que a verdadeira razão para o que está acontecendo é a falta de equilíbrio geral na sociedade humana; portanto, há uma necessidade de equilibrar as coisas.

Pergunta: Suponha que você me “bombardeie” com vírus positivos. Mas eu também produzo vírus egoístas. Então, por que os seus vírus são mais fortes do que os meus?

Resposta: Porque estamos operando com a natureza. Há um plano geral, e nós o implantamos e promovemos. É fácil para nós, uma vez que operamos de acordo com o mecanismo superior. Por outro lado, você vai contra ele, contra a corrente. Então seus problemas aumentam a cada dia até que finalmente você fica totalmente “falido”.

Finalmente, se nós usarmos a terminologia deste mundo, nós temos que atingir todo o sistema, o equilíbrio entre nós e toda a natureza: inanimada, vegetal e animal. As duas forças, positiva e negativa, têm que se conectarem dentro de mim de forma plena, em equilíbrio e apoio mútuo. Elas não se anulam e não me deixam no meio; não, eu uso ambas positivamente, para doar aos outros. Este é o verdadeiro equilíbrio.

Então eu vou ser como a centelha original; vou me conectar conscientemente com o plano geral da natureza e voltar à minha raiz: à doação e amor.

Pergunta: Pode o amor nos ajudar a lidar com nossas confusões e problemas agora?

Resposta: Naturalmente, uma vez que ele contém todo o ódio nele: ele não o anula, mas o contém.

Primeiro, eu descubro o ego dentro de mim, o mal em sua forma plena, o que significa o desejo de usar os outros para o meu próprio bem. Eu quero extrair dos outros, tanto quanto possível, e isso me ajuda a entendê-los profundamente. De forma ideal, eu tenho que conhecê-los profundamente, até a última célula, a fim de extrair profissionalmente todo o “suco” deles, para usá-los ao máximo, e depois descartá-los. Isto é o que o ego aspira. Se ele não existisse eu não conseguiria contato com ninguém. O ego me ajuda a “engolir” o outro e compreender inteiramente a ele.

Agora, pelo contrário, eu quero ajudá-lo e dar-lhe presentes. Portanto, como eu posso viver sem o ego nesta doação? Na verdade, eu continuo a usar todos os vírus, mas os transformo no bem. A inclinação ao mal se torna a boa inclinação.

Hoje, a mesma coisa está acontecendo em todo o mundo, que se tornou integral graças ao ego; nós descobrimos a inseparável conexão mútua e, ao mesmo tempo, a conexão negativa que realmente destrói e nos mata. A União Europeia está dividida em pedaços, mas não pode se desintegrar. Nós estamos desesperados, mas não há para onde correr: É impossível cortar os laços. Só há uma solução: corrigir a conexão entre nós, se não conseguirmos fugir dela.

Da “Discussão sobre uma Nova Vida” 10/10/12

O Cérebro Como Coordenador Supremo

Dr. Michael LaitmanO cérebro, nosso intelecto, só pode funcionar corretamente sob a condição de que sinta o sistema superior com o qual precisa manter contato, servir e receber comandos.

Como uma “célula” do corpo, cada pessoa precisa manter contato total com todo o resto e com a natureza. Em condições ideais, o cérebro precisa conhecer sua função pessoal no sistema geral. Ele precisa se familiarizar com este sistema em relação a si mesmo, e por isso, vai aprender a manter a saúde da sua parte e servir a todos.

Depois, o cérebro começará a ativar o corpo corretamente, incluindo todos os seus órgãos: coração, sistemas linfático, nervoso e circulatório, e assim por diante. Todo o corpo irá funcionar de acordo com a conexão total que necessita manter com o sistema geral.

Portanto, em nossa saúde física e, principalmente, nossa saúde mental ou espiritual, nós estamos totalmente conectados com os outros e com todo o universo. Na verdade, todos os sistemas estão conectados. Mas o nosso ego insere um defeito neles em todos os níveis e seções. Portanto, ao mudar a sua atitude para com os outros, a pessoa começa a mudança global de todos os sistemas. Mas nós não a vemos imediatamente, devido à nossa interdependência. Até que sejamos todos corrigidos, é impossível falar de da recuperação de alguém separadamente.

Da mesma forma, todas as nossas doenças também são causadas por comandos e sinais errados vindos do cérebro. Na verdade, ele comanda tudo; apesar do fato de que ele só “coordena” entre nós e o regime geral. Ele por si só atua de acordo com os comandos do sistema, e dirige o corpo de acordo com a necessidade geral externa.

Quer queiramos ou não, cada um de nós é parte da humanidade. Portanto, nosso cérebro recebe comandos do “campo” geral a que está sempre conectado, e todos nós estamos nele. Este sistema está fora do nosso âmbito material, é único e inclui todos, e nosso cérebro o representa.

O problema é que ele é incapaz de agir corretamente até que saibamos de onde ele recebe ordens. Os sinais são enviados do “campo” geral da sabedoria, o campo de Luz, o pensamento da criação. Para agir adequadamente, o cérebro deve manter o equilíbrio com este cérebro geral.

Semelhante à física quântica e outras ciências, nós chegamos à fronteira deste campo; mais além se esconde o desconhecido. Mas essa área também pode ser pesquisada. Portanto, se você quer saber as verdadeiras razões para o que está acontecendo, suba. É o momento de finalmente subir para o nível das causas. Quando as corrigirmos, não precisaremos de nenhum medicamento.

Da “Discussão sobre uma Nova Vida” 10/10/12

A Prática Do Amor

Dr. Michael LaitmanEstabelecer as corretas relações mútuas no grupo é a coisa mais importante que precisamos implantar, uma vez que a sabedoria da Cabalá é uma sabedoria muito prática. Nós podemos usar outras sabedorias, mesmo sem compreendê-las. Por exemplo, eu me sento no carro e me é mostrado o que está ao meu redor, que botões apertar e sair. Isto é o que realmente acontece em tudo o que fazemos. Basta conhecer algumas coisas a fim de utilizar diferentes desenvolvimentos científicos. Às vezes, tudo que precisamos é de um pouco de conhecimento básico: por exemplo, entrar e se sentar no trem ou no ônibus irá levá-lo para o seu destino, embora você não tenha ideia de como isso é feito. Eu vou de um lugar para outro, como, bebo e participo de diferentes eventos sem conhecer a base técnica das coisas, assim como um bebê recém-nascido que é levado nos braços dos adultos ou empurrado num carrinho.

Na espiritualidade, no entanto, é diferente. Lá, eu só posso usar certas coisas se as conheço e compreendo. Eu não tenho controle sobre as coisas que ainda não alcancei ou descobri. Eu não posso simplesmente me sentar em algum “transporte espiritual” e ir para algum lugar. Não, eu tenho que saber quem eu sou, o que significa este “transporte”, como ele se move, como operá-lo, de onde para onde eu devo subir nele, como se parece o lugar onde comecei e qual é a natureza do meu destino final, etc. Eu tenho que saber o que está acontecendo, para estar no controle da situação e não apenas “pressionar os botões”. Só se eu realmente puder implantar isso de forma total, tendo dominado tudo, eu posso realizar um determinado ato espiritual. Caso contrário, eu simplesmente não existo no mundo espiritual.

Portanto, nós temos que imediatamente nos perguntar: que meio nos permite descobrir, conhecer e compreender a realidade espiritual e aprender a controlá-la? Os Cabalistas  explicam que tudo em nosso mundo está preparado para isso. Está totalmente pronto apenas para esta missão, para que a partir daqui eu aprenda a trabalhar com o mundo espiritual, viva nele, e o controle plenamente.

A partir deste mundo eu aprendo sobre o mundo superior. Aqui, a ferramenta principal é praticar o amor. Nós podemos chamá-la de prática da conexão, concessão, mas no geral trata-se do amor.

Por quê? Porque é disso que se trata. Agora eu amo a mim mesmo, o meu desejo de receber. Eu desfruto ao preencher e satisfazê-lo. É assim que o Criador me fez, Ele conectou a satisfação com o prazer. O “amor ao próximo” significa que eu não absorvo o prazer, mas sim o sinto Nele e com isso desfruto. É assim que uma mãe também desfruta de cada colherada que consegue colocar na boca de seu bebê…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Escritos do Rabash

Como Faço Para Copiar A Imagem Da Alma Global Em Mim Mesmo?

Dr. Michael LaitmanA incorporação mútua significa que todos estão incorporados nos outros. Eu restrinjo o meu desejo, o que significa seus padrões, tentando tirar e me incorporar nos padrões que estão nos outros. Eu olho e vejo como todo mundo em volta de mim gosta de coisas diferentes, e eu não senti que tudo isso pode ser agradável.

Se a pessoa permanece indiferente durante a lição, isso significa que ela não pode ser incorporada nos desejos dos outros. Eu vejo que há alguns que estão, na verdade, ardendo e alguns que dormem. Tudo depende da impressão que podemos receber um do outro. Isso é chamado de incorporação mútua; eu tento entrar no outro e fico impressionado com seus desejos.

A fim de fazer isso, eu preciso primeiro me anular, como uma criança pequena, pois caso contrário eu não serei capaz de ser incorporado nos outros. Eu me torno um zero, o ponto preto de Malchut. Agora eu posso entrar no outro e ver o que há dentro dele. Ele é impressionado com alguma coisa e eu quero ser impressionado com ele. Então eu posso absorver seus pensamentos e desejos, tudo o que está nele.

Eu posso formatar meu desejo, que eu restringi e transformei em matéria-prima, e dar-lhe uma forma de acordo com o desejo que está em outra pessoa. Acontece que eu copio e colo em cima de mim tudo o que está em sua alma, e agora minha alma recebe seu desenho interior.

Eu colei uma cópia de sua imagem em cima de mim, assim como você copia dados de um computador para outro, de uma memória para outra. A fim de fazer isso, eu tenho que me anular e preparar um espaço vazio dentro de mim. Então, eu tenho que entrar no outro e pegar os dados dele e transferi-los para mim, para a minha “memória”. Assim, a minha “memória” é preenchida com seus dados. Mas, para fazer isso, primeiro a minha memória deve ser esvaziada, e estar pronta para receber novos dados. Isto é chamado de incorporação mútua.

O que eu alcancei com isso? Eu tinha meus próprios desejos, e, agora, além deles, eu tenho os desejos de outra pessoa. Então, eu me incorporo nos desejos do outro e depois nos de outro. No final, eu vou incluir o mundo inteiro dentro de mim. Mas só se eu me perceber como menor do que todos os outros é que eu vou ser capaz de incluir todos dentro de mim, e com isso me tornar mais sábio do que todos. Eu cresço e me torno maior do que todos, mas tudo isso graças ao fato de que me considero inferior a todos os outros. É assim que funciona.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/12, Talmud Eser Sefirot

Um Oceano De Gotas De Água

Dr. Michael LaitmanA correção não pode ser feita de uma só vez; ela é feita de forma gradual, passo a passo, uma vez que se trata das Reshimot (reminiscências) que permaneceram após a quebra. É a correção dos vasos quebrados, onde cada um deve ser primeiro esclarecido. Antes disso, deve haver o esclarecimento do primeiro vaso, a fim de construir o próximo grande vaso acima dele e, em seguida, o próximo vaso, que é ainda maior.

Isso porque tudo está destruído, e a destruição só pode ser corrigida em pequenas partes, cada parte individualmente de acordo com seu nível de quebra. Toda a estrutura espiritual é feita de vasos discretos que são conectados por tantos laços que se tornam um sistema integral analógico.

É como a água que é feita de gotas separadas, cada uma delas está conectada não apenas às gotas próximas a si, mas à todas as outras gotas, e não por meio de outras gotas, mas diretamente. Se você está no mundo de Atzilut, você está diretamente ligado a Moisés e ao Rabi Shimon.

Portanto, há uma diferença na forma como os vasos são corrigidos após a quebra. Parece que nós estamos conectados com alguns amigos por acaso, juntando algum sistema espiritual e alguma Luz. Mas com isso, nós ativamos um número infinito de laços. Assim, a correção é gradual, uma vez que requer nossos esclarecimentos. 

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/10/12O Estudo das Dez Sefirot

O Segredo Do Sistema Geral

Dr. Michael LaitmanNós temos que examinar quais as condições e regras e que tipos de conexão devem existir entre nós, para que sintamos de modo geral a conexão mútua como um sistema espiritual. Neste sistema todos se anulam a si mesmos e se conectam com os outros, incorporando-se em seus desejos e impressões, seus pensamentos e objetivos, como se fossem os seus mesmos.

Todos mudam e anulam seu desejo; ele se torna sem forma. “Pessoalmente, eu não preciso de nada. Quero receber os seus desejos e satisfazê-los para você”. Isso significa que estou “vestido” na forma de doação como num novo traje. Meu desejo torna-se matéria-prima, uma massa disforme. Ele tem poder e potencial, mas agora você está me guiando para onde você quer, para o que é bom para você.

Este é um “servo de Deus”; uma pessoa que se dedica ao serviço da doação. Isso nos permite estar mutuamente conectados uns com os outros na rede espiritual onde todos realizam apenas o desejo dos outros.

Então eu descubro que estes não são desejos estranhos. Assim, eu começo a sair de mim mesmo, e imediatamente sinto que há apenas um desejo mútuo coletivo e geral.

Acontece que o sistema é harmonioso, e este desejo especial não é exclusivo da “perna” ou o do “braço”, ou qualquer parte que eu imaginava, mas do todo. Eu descubro que o sistema tem uma mente, uma parte interna. Eu o descubro e recebo instruções dele através de todo o sistema e me conecto a ele numa conexão inversa.

Esta é a conexão com o Criador, mas ela vem depois de eu sentir o “corpo” geral, a harmonia geral da doação mútua.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/10/12Escritos do Rabash

Superando O Auto-Engano

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos falando de uma pessoa que está conectada ao grupo. E a pessoa na rua que vê, sente, reage, e escolhe? Isso é uma superposição de todos os desejos, o resultado coletivo de toda a pessoa, todo o desejo mundial?

Resposta: Depende da localização do observador.

Se o observador sou eu, eu posso dizer que tudo o que vejo em torno de mim agora é uma manifestação do Criador. Por um lado, é Ele quem brinca comigo desta forma. Por outro lado, tudo o que eu sinto fora de mim é parte da minha alma. O que eu sinto em mim é meu Eynaim Galgalta, e tudo o que sinto fora de mim são minhas partes que ainda não consigo conectar a mim porque entre eu, a minha parte interior, e as partes fora de mim, há o egoísmo que não me deixa percebê-las corretamente.

Ou seja, a minha alma geral foi quebrada em duas partes, e uma das partes eu percebo como minha, e a outra parte não. Eu não sinto que ela é minha. Pelo contrário, sinto-a como oposta a mim, eu a odeio, não gosto, não quero senti-la como minha.

Esta visão foi criada em mim artificialmente. No entanto, eu preciso encontrar o caminho para senti-la como minha. Na verdade, ela é minha, mas eu a vejo de modo tão estranho que machuco àqueles que estão ao meu redor, todos os tipos de objetos inanimados, vegetais, animais e humanos, e desfruto prejudicá-los. Como pode ser? O superior sou eu, mas quanto mais eu os submeto e uso (a minha parte externa pela minha parte interna), mais confortável, melhor e mais feliz eu me sinto; eu gosto disso.

Este é um terrível engano. Então, a pessoa começa a revelar que por machucar a todos e, assim, perturbar o equilíbrio no mundo, ela fere os elementos mais próximos a ela, aqueles que estão muito mais próximos dela do que seus filhos, do que ela mesma. Na realidade, estes são os Kelim (vasos) que são mais caros para nós. É uma condição horrível chamada “tormentos do inferno”. Mas depois a sua redenção dá à pessoa novas oportunidades.

Portanto, tudo depende de como eu olho para o que está fora de mim mesmo: ou de acordo com o princípio “Não há ninguém além Dele”, ou como partes da minha alma, que, em princípio, é a mesma coisa.

Quando a pessoa se conecta ao método Cabalístico, quando ela vai ao Criador e se une com todos os outros, isto é, com todo o universo e o Criador, então, naturalmente, tudo se torna um: era o Criador diante de mim e Ele me mostrou que tudo aquilo era partes minhas.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

Nós Precisamos De Pessoas Corrigidas Em Vez De Anjos

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível para alguém que nasceu em pecado não pecar?

Resposta: Claro que não. Todos nós nascemos em pecado e não podemos evitar pecar. Ninguém espera que sejamos anjos. O que se espera de nós é perceber isso e entender o que um pecado realmente é.

Pecado é qualquer desejo dirigido contra a conexão com os outros, contra corrigir a quebra. A alma comum quebrou e agora cada um existe em um sistema quebrado sozinho com seu egoísmo. Eu quero usar esse egoísmo para de alguma forma usar os outros, mas isso não é ruim, é um desejo natural.

O verdadeiro egoísmo, ao qual precisamos resistir e contra o qual precisamos trabalhar, só se manifesta quando eu realmente tento me conectar com outras pessoas, e uma resistência surge em mim, uma falta de vontade de estar conectado com elas. Pessoas comuns, que agem neste mundo de forma habitual, não são chamadas de egoístas. Elas não estão tentando se unir em um único sistema.

O egoísmo se manifesta somente sob a condição de que a pessoa esteja planejando conectar-se com a intenção de corrigir a quebra, ou seja, unir-se com o objetivo de revelar o Criador. E é possível que eu nem queira isso. Mas se eu ainda faço um esforço, o mal em mim, ou o poder da quebra, torna-se revelado para mim. Este é o verdadeiro egoísmo.

Mas uma pessoa normal, que não trabalha com isso, não tem egoísmo! Em primeiro lugar, o poder da quebra que age entre nós precisa ser descoberto. Então nós seremos capazes de corrigi-lo e transformá-lo no poder da união. Este será o reconhecimento do mal, a oração vai nascer disso e a correção, a bondade, virá.

Todo esse processo só acontece para aqueles que tentam conectar-se com a finalidade de corrigir a quebra e revelar o Criador, para agradá-Lo fazendo isso. É preciso que fique bem claro para nós que tudo isso só acontece com esta intenção. Então, nos conectamos a cadeia de ações que nos ajuda a revelar o mal, nós pedimos ajuda e recebemos a força para realizar a correção, e chegamos â revelação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/09/12, Escritos do Rabash