Esclarecer Os Estados

231.01Estudamos que existem várias ações realizadas pelos Kelim (vasos) através da tela e por meio de discernimentos. Se realmente esclarecermos a essência dessas ações, veremos que se trata, primeiramente, de uma consciência do que está acontecendo comigo, quem está fazendo isso comigo, por quê e o que se espera de mim.

Após discernirmos todos esses estados, eles são substituídos por novos e melhores estados. Ou seja, a pessoa não tem controle sobre as ações; o Criador as realiza. Mas a pessoa, sendo o elemento sensorial, deve discernir, dentro de suas sensações, o que realmente lhe acontece. E assim que se discerne um determinado estado, ele é substituído por outro. Discerne-se outro estado, e mais uma vez ele é substituído por um novo.

O discernimento inclui os seguintes elementos: o que eu sinto, quem me enviou a mensagem e com que propósito. Isso é chamado de trabalho de correção da percepção.

Na realidade, já nos encontramos no estado corrigido, no Mundo do Infinito, e tudo o que precisamos é corrigir a obscuridade (a névoa) em nossos órgãos de percepção. Aliás, nem preciso corrigi-los. O importante é estar constantemente consciente de que estou na escuridão, e então a escuridão se dissipa.

Na medida em que compreendo a negatividade do estado de escuridão, revelo os Achoraim, o lado oposto. Então, os Achoraim (ocultação) são substituídos pelo estado de Panim (revelação). Assim, todas as ações consistem apenas em nosso esforço interior.

Devemos nos esforçar para encontrar uma maneira de unir o meu “eu” (o meu ser) e o Criador em um só todo. Como Baal HaSulam escreve em uma carta: “Somente neste ponto devo concentrar meus esforços, aguçando meu foco cada vez mais”.

E se eu fizer isso, essa é a minha ação. Então toda essa névoa se torna cada vez mais clara até que eu me descubra em meu estado original corrigido. Revelarei que já estou no estado da correção final.

Da Lição Diária de Cabalá 03/07/26, Rabash, “O que é: ‘Não há ninguém tão santo quanto o Senhor, pois não há ninguém além de Ti’, na Obra?”