Como Um Cabalista Corrige O Mundo?
Pergunta: Se um Cabalista absorve em si as doenças de todas as pessoas e as corrige dentro de si, onde está a alegria de sua vida?
Resposta: Você não imagina a alegria que isso lhe traz, pois, com isso, ele corrige muita coisa. Ele não sofre simplesmente como um homem comum em nosso mundo, que desconhece a causa, a razão ou o propósito de seu sofrimento, por quem o sofrimento simplesmente passa enquanto ele segue em frente mecanicamente. Um Cabalista faz isso conscientemente; ele percebe esses sofrimentos, compreende sua origem e os corrige. Interiormente, ele é feliz.
Pergunta: Então todos os Cabalistas que morreram tragicamente eram felizes?
Resposta: Sim, sem dúvida. Meu professor faleceu em meus braços. A questão é que todos esses sofrimentos chegam ao nível do nosso mundo na forma de todos os tipos de doenças. A doença segue seu curso por si só, como em qualquer corpo animado, e ele corrige o mundo por sua atitude em relação à fonte, ao Criador, à luz, elevando-se acima disso.
Ele não se torna saudável, nem imortal. Ele ainda adoece e morre. Mas durante o curso dessa doença e morte, ele realiza correções enormes e se percebe como existindo no mundo superior; isso é o que significa ser um Cabalista.
Pergunta: Então ele precisa passar por sofrimentos?
Resposta: Não, em nossa época, isso é absolutamente desnecessário. Tudo isso ocorreu em séculos passados, quando os Cabalistas simplesmente realizavam correções e, assim, preparavam toda a humanidade para seu estado atual.
Hoje, olhamos para nós mesmos e para o mundo de uma maneira completamente diferente, e juntos participamos da correção geral. Portanto, um Cabalista não precisa corrigir bilhões de pessoas, mas apenas disseminar a Cabalá e ajudá-las para que se corrijam. Dessa forma, realizaremos as correções em conjunto, como um só grupo.
Pergunta: Como o método mudou? Se antes a pessoa tinha que sofrer…
Resposta: Isso ainda era antes do início da nossa era, quando o egoísmo generalizado na humanidade estava em um nível tal que o próprio sofrimento impulsionava a pessoa em direção à espiritualidade. E agora isso pode ser feito atraindo a luz através do estudo das fontes primárias e do trabalho em grupo. O caminho da luz não é o caminho do sofrimento.
Pergunta: Por outro lado, uma pessoa envolvida na Cabalá passa por momentos difíceis, não é?
Resposta: Naturalmente, esses são estados desagradáveis. Mas a questão é que eles não são tanto físicos, mas sim de natureza ética e moral. Trabalho árduo e nervos de aço são necessários aqui, embora em grupo tudo isso ocorra de forma relativamente tranquila.
De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Os Sofrimentos dos Cabalistas”, 08/10/10