De Onde Vem A Necessidade De Conexão Com O Criador?
O caminho da Torá é tal que, em cada etapa, você recebe uma oportunidade (por meio de diversos recursos, como grupos , livros e estudo) de avançar rumo ao reconhecimento do mal. Através do estudo, você atrai para si o “fascínio (encanto) da santidade”.
Você começa a perceber, ainda que minimamente, que existe algo como a doação. A partir disso, sente-se afundando cada vez mais na escravidão, no Egito. É por isso que se diz que quanto mais tempo os filhos de Israel permaneciam no Egito, mais se sentiam escravizados.
No final, você chega a um ponto em que a lacuna (a tensão) entre aquele “fascínio da santidade” que você recebeu do alto e seu estado atual, suas qualidades reais, se torna tão grande que você sente que precisa escapar desse estado a qualquer custo. Você quer fugir dele, mas não sabe como.
Por que o Criador colocou esse sentimento de contradição dentro de você? Para que, pela primeira vez, você se voltasse a Ele e estabelecesse uma conexão com Ele. Os filhos de Israel não desejavam uma conexão com o Criador. Mesmo na entrega da Torá, eles não aspiraram a se dirigir diretamente ao Criador; em vez disso, pediram a Moisés que falasse com o Criador e depois lhes transmitisse o que lhe fosse dito.
A necessidade de conexão com o Criador não é inerente à natureza humana, pois tal conexão impõe obrigações à pessoa e se torna um fardo. Ela surge somente através da luz que incide sobre a pessoa durante o estudo.
Essa luz determina o próximo estado, a tensão, a medida do reconhecimento do mal. Uma pessoa não pode sair desse estado por conta própria, mas a luz lhe dá a força para se voltar ao Criador com um pedido. Não há outro meio.
Da Lição Diária de Cabalá 07/04/26, Rabash, “A Conexão entre Pessach, Matza e Maror”