Textos com a Tag 'REALIDADE'

Eu Não Posso Viver Com Ou Sem Eles

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá diz que toda a realidade consiste do desejo, o qual está em constante evolução. A partir do nível inanimado, cresce o nível vegetal, seguido pelos níveis animal e humano.

O desejo continua o seu desenvolvimento implacável nos seres humanos, e é por isso que cada geração é diferente da anterior, e até mesmo uma pessoa durante sua vida continua a mudar o seu desejo, seu ego, e está em constante desenvolvimento.

Assim, nós crescemos acima do nível animal, construimos a sociedade, a indústria, a tecnologia, a ciência, e assim por diante. No entanto, a saciedade é inerente a este desenvolvimento. Ela manifestou-se primeiramente na antiga Babilônia, quando uma situação especial foi criada: por um lado, as pessoas alcançaram um egoísmo maior, querendo “construir uma torre que chegasse até o céu”; por outro lado, elas mergulharam no ódio recíproco, de tal forma que já não se entendiam.

Estas duas forças opostas as levou a um estado insuportável. O mesmo processo acontece na família antes do divórcio: os cônjuges estão ligados por laços fortes, como as crianças, a casa comum, a vida domética, a vida e, ao mesmo tempo, experimentam um ódio intransponível; eles não conseguem se suportar. Sob tais circunstâncias, a ciência da Cabalá foi revelada na Babilônia.

A Cabalá ensina a pessoa a se elevar acima do egoísmo até a conexão mútua, a harmonia em uma sociedade integrante. Assim, nós nos tornamos semelhantes à natureza, que também é “redonda” em sua essência, ou seja, integral, global e inseparavelmente interconectada em todas as suas partes.

Se tivéssemos nos unido dessa forma à natureza, teríamos chegado ao equilíbrio e revelado todas as forças que estão presentes nela e a governam. Então, teríamos nos conectado à força geral que governa tudo. No entanto, naqueles dias a humanidade preferiu rejeitar o caminho da correção e dispersou-se, como no exemplo dos cônjuges divorciados.

Como é dito na ciência da Cabalá, nós voltaríamos a esse estado 3.700 anos depois; porém, desta vez, não teríamos para onde fugir uns dos outros. Nós estaríamos totalmente interconectados em todo o mundo, odiando-nos mutuamente, e não teríamos a capacidade de governar sozinhos. O nosso egoísmo está crescendo à escala das maiores e múltiplas crises, e, como os Cabalistas escrevem, isso deveria acontecer no final do século 20.

Quando eu comecei a estudar a sabedoria da Cabalá, em 1975, eu não acreditava que tudo aconteceria desta forma. Isso era algo distante e inatingível. Poderia o mundo alcançar uma crise em áreas como educação, família, cultura, drogas, terrorismo, tecnologia ou ciência? Será que as pessoas ao redor do mundo sentiam-se interconectadas? Nada disso podia ser sentido.

No entanto, isso aconteceu dentro de poucos anos. Hoje, nós estamos no mesmo estado descrito na história da Babilônia; por essa razão, desde então a ciência da Cabalá está aberta ao mundo pela primeira vez.

Ao ser revelada ao mundo, ela convida a todos a se familiarizar com as leis gerais da realidade, para que possamos superar nosso egoísmo e viver em interconexão mútua, como faz uma grande família. Na verdade, a força global da natureza nos rodeia cada vez mais perto, comprimindo-nos tanto que pode levar à destruição da humanidade.

Da Palestra em Roma , 20/05/11

Um Homem, Uma Alma, Uma Criação

Pergunta: O Zohar fala sobre a nossa alma comum ou sobre as almas separadas?

Resposta: O Zohar fala da alma de uma pessoa. Isso porque não há mais nada em toda a realidade além de um homem, uma alma, uma criação, Malchut – não importa do que você a chama. E nos parece que há muitas muitas pessoas, os desejos que são separados e estranhos, tudo isso vem da falta de percepção correta da realidade.

Da 2a. parte da Lição Diária de Cabalá de 5/15/11, o Zohar

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125 Graus Para Chegar Perto Luz

A nossa percepção da realidade como um todo é muito instável, já que não sabemos como nos relacionarmos com nós mesmos ou o mundo em que vivemos. Onde é que nós existimos e onde nos sentimos agora? É um sonho ou verdade? É este mundo uma realidade objetiva ou meramente temporária a nossa percepção distorcida de órgãos de percepção? Possivelmente, quando corrigirmos as nossas qualidades da recepção para a doação, vamos perceber um mundo completamente diferente.

E isto não significa simplesmente compreendê-lo ou sentir-se melhor com os mesmos sentidos que são mais desenvolvidos. Em vez disso, eu posso mudar completamente minhas sensações e percepções que estão sintonizadas com recepção e parar de aceitar a realidade egoisticamente, posso começar a percebê-la em doação, uma aspiração para o meu vizinho.

Acontece que ao invés do meu próprio desejo, eu adquiro os desejos dos outros, e eu começo a sentir verdadeiramente por eles. E então eu vou sentir um mundo completamente diferente, uma outra realidade!

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Seja Mais Sério Na Caixa de Areia!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Mesmo que o nosso mundo seja uma realidade imaginária, os Cabalistas o levam muito a sério. Porquê?

Resposta: Porque nós crescemos e agimos ao mesmo tempo que estamos dentro dele. Mesmo que esta realidade seja realmente imaginária, você tem que levá-la a sério e organizar as coisas nela como se realmente existissem.

Imagine que você se juntou a um grupo de crianças para brincar com elas com a maior seriedade possível, tornando real o jogo da forma como o fazem. Os pequeninos estão correndo em volta, tentando juntar alguma coisa e discutindo sobre brinquedos; mas, para eles, isso é vida. E você participa da vida deles, ajudando-os a juntar seus mimos, para que eles crescam rápido e corretamente nesta “caixa de areia”.

Isto exige uma atitude séria. É preciso um grande esforço para educar uma criança neste mundo, e a pessoa deve tratar a si mesma exatamente da mesma maneira. Esta é a forma como ela deve tratar o filho espiritual que está crescendo dentro dela. Você não pode fazer nenhum compromisso a esse respeito: eu cuido de mim, da minha família, do filhos, dos pais, e de todas as necessidades materiais. E mesmo que tudo isso seja obviamente uma ilusão, não importa.

As imagens do mundo material são descritas em meu cérebro pelo desejo egoísta e eu não posso corrigir esse desejo, porque ele está no nível inanimado. Até mesmo o grande Cabalista Rabbi Shimon tinha que comer, beber, ganhar a vida e cuidar de seus alunos. Você realmente acha que eles estavam flutuando nas nuvens, não se preocupando com suas famílias e em colocar o pão na mesa?

Este mundo é parte do meu crescimento, “incluindo as dores de dente”, como o Rabash costumava dizer. A única diferença é que devemos aspirar cada vez mais alto em direção à doação, ao mundo espiritual. Os Cabalistas têm um problema diferente: como permanecer sério nesta caixa de areia de crianças. Eles são obrigados a fazer isso. É por isso que eles têm uma atitude tão responsavel em relação à educação e outras áreas no mundo material. A pessoa tem de cuidar de todas as suas necessidades vitais.

A corporalidade só desaparece das nossas sensações no final da correção, quando não há mais necessidade deste jogo da imaginação.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, Escritos do Rabash

O Mundo Todo Está Com Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se no mundo espiritual toda a realidade está dentro de mim, isso significa que eu sou a única coisa que existe. Isso é assustador para mim, pois ninguém quer ficar sozinho no mundo.

Resposta: Não se preocupe, nós estamos dentro de você! No mundo espiritual, eu descubro que toda a criação está dentro de mim, mas isso não impede que outras pessoas sintam o mesmo, pois cada uma é constituída de todas as outras.

É por isso que sou chamado de Adam (homem), similar (Domeh) ao Criador, e é assim que você e todos os nossos amigos sentem. Se você começa a receber as forças de conexão como suas, você começa a perceber seus amigos como parte integrante de você. Isso é muito maior do que o seu estado atual, porque é exatamente agora que você está sozinho: você está cercado de egoístas que são totalmente indiferentes a você.

Com o nosso progresso espiritual e inclusão mútua, todos sentem que o mundo inteiro, preenchido pelo Criador, está com eles. O Criador deve  preencher as lacunas entre nós, para que nos tornemos como um todo em nossos pensamentos, desejos e intenções. Então, você não está sozinho!

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá 12/11/10

Aumentar O Contraste Da Imagem Da Realidade

Dr. Michael LaitmanA natureza é o bem absoluto e, portanto, tudo deve ser avaliado pelo estado final ao qual ela está nos levando. Em geral, a “natureza” e “o Criador” são a mesma coisa. Então, por que a natureza organiza as coisas de forma que, no processo do nosso desenvolvimento, temos de passar por tantos estados desagradáveis, problemáticos e atrozes no caminho para a boa linha de chegada?

A resposta é simples: bondade como tal não existe. Nós só a revelamos em comparação com o mal. Não há bem sem mal. Por isso, nós temos que revelar falhas, juntamente com sua compensação, continuamente. Essa é a única maneira de adquirir a profundidade da sensação. O contraste entre o bem e o mal nos traz a compreensão, e no caminho que conduz à série de estados, ganhamos experiência em fazer a transição do mal para o bem.

Nesse movimento constante nós acumulamos todo o mal dentro de nós, e acima dele todo o bom. Assim, nos tornamos conscientes da diferença entre eles, do abismo entre o infinito com um sinal de menos e o infinito com um sinal positivo. Tudo isso se encaixa dentro de nós, é absorvido em nós, e se torna nosso vaso ou volume.

O bem e o mal (o mais e o menos) não podem existir em nós separadamente. Não existe um Criador sem criação. Nós só falamos da Luz no contexto do vaso que já está presente dentro. Nós não vemos o Criador separado da criação que Ele criou. É impossível dizer se alguma coisa existia anteriormente, porque a própria noção de tempo, a base da percepção, desaparece. Não há ninguém para falar algo e ninguém para falar disso. Tudo só é alcançado pela criação. Mesmo que ela seja secundária em relação à Luz, é tão somente em termos de causa e efeito.

O Ari escreve: “Eis que antes das emanações serem emanadas e das criaturas serem criadas, a Luz Simples Superior preencheu toda a existência”. Em outras palavras, a Luz já enche a realidade, existe nela, e está sujeita à percepção ou sensação. Tendo alcançado essa realidade, o Cabalista nos fala dela. Nós nunca seremos capazes de discutir qualquer coisa que não alcancemos dentro de nossos vasos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/03/11 sobre Educação Global

A Tela É A Sua Contribuição Para A Realidade Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a tela (Masach)?

Resposta: A tela é o que leva a Luz e o desejo à igualdade. Nós estamos sujeitos à lei da equivalência de forma, a qual temos que atingir entre a criação e o Criador.

O Criador mantém Suas qualidades naturais, enquanto a criação adquire intenções externas de doação, acima do seu desejo natural de receber, e ela adquire essas intenções do Criador. Ambas devem ser similares e idênticas, graças a essas qualidades. A pessoa deve adquirir a forma do Criador. É por isso que ela é chamada de “humano” (Adam, que significa “semelhante” ao Criador).

O gene informativo do próximo estado (Reshimo) inclui um par: a Luz e o desejo. Esta é a agem de um estado espiritual que ainda não se realizou. Depende de você pegá-lo e transformá-la em um estado real.

Suponha que há um restaurante e uma pessoa com fome. Mas essa pessoa faminta (você) deve ir ao restaurante, pagar e receber o alimento. Então você será capaz de satisfazer a sua fome. Ou seja, várias ações são necessárias: o esforço, o pagamento e a recepção da satisfação.

A condição que conecta a fome, por um lado, e a saciedade, de outro lado, é a “Reshimo“. O resto do meu trabalho, a fim de realízá-lo, é chamado de “tela”. A tela é o que cria o real estado espiritual como resultado da Reshimo potencial. A Reshimo é como dados originais em um computador, gravados em algum lugar no meu “disco”. Quando eu pressiono um botão e surgem tais dados na forma de uma imagem, isto já é a realização.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/2/11, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot”

Amplie seu Desejo

Nós nunca revelamos a verdadeira realidade, tudo acontece nos nossos desejos. O Criador criou o desejo que é, essencialmente, todo o material da criação. Sentimos o que está acontecendo dentro dele.

Sensações no desejo divididem-se em interno e externo, em outras palavras percepção interna de si e do ambiente. Por sua vez, estes segmentos de percepção também se dividem em uma multiplicidade de camadas, graus, peças e formas.

No entanto, tudo isso está dentro do desejo que foi criado pelo Criador. Nós não somos capazes de imaginar tudo o que existe fora desse desejo, mesmo hipoteticamente. Não há “outro” lugar que existe em algum lugar fora, o espaço “todo” é confinado dentro do desejo.

E é por isso que tudo o que percebemos depende das alterações do desejo. Tudo que a Cabala fala sobre a natureza do desejo criado, as mudanças que pode adquirir, e as coisas que ele vai sentir em conformidade com essas mudanças. A fórmula é simples: Você digita algumas alterações no desejo inicial e recebe uma certa sensação como consequência.

O espectro geral consiste de uma infinidade de sombras. Diferentes impulsos podem ser revelados ao mesmo tempo em um só desejo, percebemos diferentes eventos, ações em todos os seus desejos particulares. O desejo do homem se divide em 613 partes,onde ele experimenta todas as impressões e reações diferentes. E todos eles se somam para formar a sua imagem do mundo.

As peças do desejo recebido no que diz respeito ao inanimado, vegetativo, animado e os níveis de forma humana contornam a realidade para nós. Podemos continuar a abrir o desejo mais e mais como manter revelando as peças novas nele, e então o nosso mundo comum se expande.

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Da 1a. parte da Lição Diária da Cabala 17/02/2011, Escritos de Rabash

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Dentro Da Armadilha do Ego


Uma pessoa é confrontada com um grande problema: Como ela sabe em que mundo está vivendo na realidade?Como é que ela deveria ver? Que perspectiva deve escolher? Como é que ela retira a decepção interior e não vê o que ele deseja ver em seu egoísmo, mas sim um objetivo desprovido dos atributos do ego, desejos e emoções?

Sabemos que julgamos de acordo com como somos corrompidos e olhamos com subjetividade , com os olhos quem totalmente distorce a nossa perspectiva de vida. O mundo faz o mesmo. Nós presenciamos como em toda a história as pessoas foram enganadas em sua percepção da realidade, na sua abordagem à vida, incapaz de compreender o mundo em que viviam e porquê. [Leia mais →]

Percepção Da Realidade: De Newton A Cabalá

Dr. Michael LaitmanNós vivemos em um mundo bastante confuso. E as pessoas se perguntam sobre onde elas vivem, onde elas existem. Geralmente, nós não fazemos essas perguntas ao longo do curso de milhares de anos. Nós pensamos que o mundo em que vivemos é este mundo. Esta concepção é chamada de “percepção do mundo de acordo com Newton”.

Depois, à medida que nós avançamos em nosso estudo da natureza, descobrimos que outros seres, que são diferentes dos seres humanos, percebem o mundo de outras maneiras: cobras o percebem sob a forma de pontos de calor; cães o percebem como uma nuvem de cheiros; abelhas o percebem dividido em vários setores, e assim por diante. Em outras palavras, cada ser percebe o mundo de maneiras diferentes e é orientado de acordo com suas sensações. E isso não nos impede de existir em uma única dimensão, onde todos percebemos o mundo de formas totalmente diferentes.

Depois, surgiu um paradigma diferente. Einstein veio e provou que tudo é relativo: tempo, espaço, movimento, e que não há nada absoluto. Em outras palavras, a nossa percepção da realidade é apenas nossos hábitos, e nós podemos percebê-la de uma forma completamente diferente.

Se tivéssemos que nos mover a uma velocidade muito rápida, se tivéssemos que orbitar em torno de grandes massas celestes, o tempo e o espaço se tornariam deformados, e nós sentiríamos, veríamos e perceberíamos a nós mesmos de maneira totalmente diferente. Esta é a percepção da realidade de acordo com Einstein, que é a teoria da relatividade: Tudo é relativo ao homem. O próximo cientista, Hugh Everett, provou que o mundo que percebemos em relação a nós, isto é, que depende de nós, praticamente não existe; nós o construímos em nossas sensações.

Então surgir a sabedoria da Cabalá, a qual foi ocultada por quase 6.000 anos, e estava sempre escrito em seus livros que nem nós nem o mundo existem como nós o percebemos; tudo é apenas relativo aos nossos sentidos. Se mudássemos os nossos sentidos, o mundo mudaria.

Em outras palavras, de acordo com a teoria de Einstein, há um observador e o objeto de observação. Segundo a teoria de Hugh Everett, há um objeto e um observador, ambos mudando constantemente, e nós somos capazes de perceber algo intermediário entre eles. Mas nós também podemos perceber “exigindo” (por exigência), de acordo com nossas qualidades internas. É disso que fala a Cabalá.

Por que precisamos de todo esse conhecimento? Nós precisamos dele para que possamos, finalmente entender onde nós vivemos, o mundo em que existimos. Surgiram filmes como “Matrix” e “What the Bleep Do We Know” (Quem Somos Nós?), que transmitem concepções e idéias de que a dimensão que percebemos através dos nossos sentidos físicos não é a dimensão em que vivemos.

Nós temos visão, audição, paladar, olfato e tato. Nós percebemos o que se enquadra no âmbito destes cinco sentidos. A nossa imagem do mundo é baseada nisso.

Mas se nós tivéssemos que começar a nos separar destes sentidos, a imagem do mundo  começaria a diminuir e desaparecer. Em outras palavras, o que percebemos não é o que atualmente existe fora de nós, mas nossas reações, nossas influências internas, as chamadas “perturbações” em relação às coisas que não entendemos.

Mas, que mundo nós perceberíamos se nos libertássemos dos nossos cinco sentidos? Este é o local onde a Cabalá vem e nos diz como podemos nos elevar acima desses cinco sentidos e começar a perceber o mundo de forma diferentes, complementar. Nós podemos começar a perceber a natureza, o mundo, do jeito que ele existe fora de nossos corpos, fora de nossos cinco sentidos, além do mundo onde existimos agora em nossos corpos como qualquer organismo vivo.

Nós temos um princípio dessa percepção, também chamado de “ponto no coração”. Esse não é nem um coração nem um ponto nele. Isso é simplesmente um nome para um sentido rudimentar e adormecido que temos. Nós podemos desenvolver e usá-lo a fim de começar a perceber o mundo que podemos imaginar fora de nossos corpos.

Assim, a Cabalá fala sobre o mundo que existe na realidade fora de nós, fora de nossos cinco sentidos, fora do fluxo de informações que entra em nós. É por isso que é chamada de “Cabalá” (“recepção”), um guia para a aquisição de uma percepção verdadeira da realidade atual.

Da Palestra Pública em Berlin 27/01/2011