Textos com a Tag 'Progresso espiritual'

O Mês De Elul, Uma Oportunidade Para A Ascensão Espiritual

laitman_549_02Pergunta: Se fomos criados como egoístas desde o início, por que precisamos expressar pena, arrependimento pelos nossos pecados e pedir perdão?

Resposta: A oração é fazer um juízo sobre as nossas características interiores, obtidas de fora. O poder superior da natureza criou a nossa inclinação egoísta, enquanto nós só somos obrigados a descobri-la e reconhecer o seu mal.

Ela é má porque não nos permite conectar com outras pessoas e recriar o Kli da nossa alma comum através do qual sentimos o mundo superior.

Uma pessoa é completamente determinada e definida por quaisquer características inatas, onde cresceu, e que tipo de educação recebeu. Portanto, nós mesmos não pecamos tanto assim, e mesmo que possa nos parecer que tenhamos cometido alguns pecados no passado, não fizemos nada de mal. Isso ocorre porque nada depende de nós!

Mas se esclarecermos que a razão para todos os males é a nossa natureza egoísta e quisermos corrigi-la, teremos a possibilidade de fazer isso. Portanto, vamos nos conectar por esse objetivo, porque é impossível corrigir a si mesmo sozinho. Eu estou apelando a todos. Venham, vamos nos corrigir, e assim nos sentir num mundo completamente diferente!

Todo o nosso pesar e arrependimento é a consciência do quanto não queremos nos conectar com os outros. Nós começamos a entender que só podemos viver bem através da conexão e unidade, mas a nossa inclinação ao mal nos impede de atingir isso. Assim, pedimos ao poder superior da natureza para nos conectar e unir, como está escrito: “Aquele que faz a paz em Seus céus, possa Ele fazer a paz para nós e para todo o Israel” (Kaddish).

Pergunta: Mas e se eu não quero me relacionar bem com os outros, e tenho medo de que eles me explorem?

Resposta: Nós simplesmente não entendemos como nos beneficiamos da conexão e unidade. É como se recebêssemos um saco com um milhão de dólares como presente. Se a recompensa nos fosse revelada, todo mundo iria querer se conectar. Tudo depende apenas da relação entre os resultados e a recompensa, e a sabedoria da Cabalá nos diz quão grande é a recompensa.

Comentário: Eu estou familiarizado com muitas pessoas boas que estão tentando se relacionar bem com todos, mas não obtiveram um prêmio de um milhão de dólares.

Resposta: A ideia é que nós não sabemos o que é uma boa conexão. Assim, a Cabalá é chamada de ciência. Ela exige estudo e pesquisa. Uma pessoa pode se esforçar muito, mas completamente em vão. Muitas pessoas em nosso mundo tentam fazer o bem sem resultados. Elas simplesmente não reconhecem as leis da natureza, por isso cometem erros.

Sabe-se que sem conhecer as leis físicas da natureza, é impossível fazer qualquer coisa boa. Pelo contrário, você só causa danos. Se eu não entendo a lei da gravidade, estou sujeito a cair de um telhado.

A mesma coisa acontece mesmo com a alma. Nós devemos conhecer as leis da nossa natureza interior ou da alma. Assim vamos usá-las de forma correta, e facilmente chegar à vida pacífica, harmoniosa e maravilhosa e nos beneficiar de muito mais do que um milhão de dólares.

No mês de Elul, estamos entrando num período singular. Temos a oportunidade de nos beneficiar muito se entendermos que o objetivo é nos conectar e unir, e a única coisa que nos perturba é o nosso ego, a inclinação ao mal.

Se tentarmos nos livrar dela com a ajuda da sabedoria da Cabalá, esta irá nos prover todos os meios necessários para a correção. Então, vamos alcançar abundância e prosperidade completa. Entre nós, vamos descobrir o mundo superior e começar a viver uma vida fabulosa como se estivéssemos numa nuvem.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 30/08/15

O Sistema Do Nosso Desenvolvimento Espiritual

laitman_281_02Pergunta: O que é um castigo na espiritualidade?

Resposta: Não há nenhum castigo verdadeiro na sabedoria Cabalística, porque nós não lidamos com o ser humano que parece se cansar de algo, ter raiva, ou se arrepender de algo, mas somente com o sistema da Providência. Se não executamos uma determinada função, o sistema opera de forma alternativa e cuida de nós em conformidade.

Se eu dirijo meu carro em quarta marcha e, de repente, alguma coisa quebra, eu mudo para terceira marcha. Agora, o motor funciona de forma muito mais difícil e eu dirijo mais devagar e me sinto menos confortável, mas ainda mantenho a condução. Depois, uma outra parte quebra e eu mudo para o outro estado, o que significa que tudo depende da nossa participação. Quanto maior ela for, mais rápido nós avançamos, é claro, com maior conforto, acima do tempo, superando tudo por pequenos esforços de nossa parte, ao longo do caminho do bem, e não pelo caminho do sofrimento.

Portanto, não se trata de quaisquer castigos, embora esse termo seja usado na linguagem cotidiana. Também não há castigos em nosso mundo. Se você se comportar corretamente, você avança por este caminho; se não se comportar, você está corrigido. Nós chamamos essa correção de castigo. Não é um castigo, mas uma correção.

Tal como para o sistema de correção, ele é totalmente insensível. Nós só atribuímos qualidades humanas a ele, como o bom e benevolente.

Eu também posso dizer isso quando toco piano, por exemplo; eu o considero emocionalmente como se fosse o meu parceiro ou amigo. Uma pessoa aplica seus sentimentos aos objetos com quem trabalha não importa no que se envolve, como um computador, por exemplo, embora seja apenas um pedaço de metal. Esta é também a forma como nos relacionamos com o Criador, embora seja um sistema sem emoção, como está escrito: “Ele deu uma lei que não pode ser quebrada”. O Criador é a lei da natureza!

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 15/04/15

Rumo Ao Próximo Nível Com Perdas Mínimas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu posso entender que o egoísmo é a razão para a crise, mas não vejo a conexão de como podemos subir até certo ponto como resultado. Quais são os sinais de que temos que subir a um novo nível agora e não continuar avançando de forma linear?

Resposta: Você até pode fazer o que quiser: regras diferentes, especialmente as sociais e econômicas. Os políticos fazem o que acreditam ser o certo, e os economistas gerenciam tudo do jeito que acham que as coisas devem ser, mas tudo isso não leva a nada.

Nós só podemos aprender algo se ouvimos aqueles que entendem o plano de nossa evolução e seu objetivo, que outros não podem ver, porque isso não está no nosso ego, nem em nossa natureza, nem em nosso pensamento, e nem em nossos sentimentos. As pessoas que sentem e atingem isso têm que tentar explicar a todos, e o resto da humanidade vai segui-las como crianças pequenas que seguem aqueles que sabem o que está acontecendo. Não há outra forma. É como um rebanho que segue um pastor que leva o rebanho para o poço ou de volta para casa. Assim também será neste caso.

Apesar de muito poucas pessoas entenderem a próxima fase, toda a humanidade tem que segui-las, a fim de ser salva e alcançar o estado correto com perdas mínimas.

De KabTV “A Última Geração” 12/08/15

Transformação No Crescimento Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 13:30-13:31: Então Calebe fez o povo calar-se perante Moisés e disse: “Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos!” Mas os homens que tinham ido com ele disseram: “Não podemos atacar aquele povo; é mais forte do que nós”

Calebe é um dos espiões como Moisés. É o mesmo ponto no coração que recebe um nome diferente em cada estado em que existe. Ele permanece em cada estado e esta é a forma como a pessoa avança, pois sem ele não poderia avançar. Imagine se todos os espiões tivessem declarado que o trabalho espiritual não era para eles e partissem. O Criador teria tido uma conta terrível com o povo.

A Torá, “Números”, 13:32-13:33: E espalharam entre os israelitas um relatório negativo acerca daquela terra. Disseram: “A terra para a qual fomos em missão de reconhecimento devora os que nela vivem. Todos os que vimos são de grande estatura. Vimos também os gigantes, os descendentes de Enaque, diante de quem parecíamos gafanhotos, a nós e a eles”.

É o ego no qual os espiões afundam, não tendo poderes para subir acima dele. Os gigantes (Nephilim) são aqueles que já venceram o ego e assim podem existir acima dele. “Diante de quem parecíamos gafanhotos” significa que os espiões atingiram uma pequena realização espiritual de GE quando subiram acima do ego e viram que não eram nada quando consideravam suas forças espirituais, habilidades e opções em comparação com o gigantes. Eles parecem estar olhando para seus estados futuros.

Se você pertence à geração do deserto, você se vê como grande antes de entrar na terra de Israel. O que eu tenho que fazer para alcançar isso?! Mas, se você perguntar isso a uma criança, por exemplo:

– Você quer ser o melhor?

– Sim.

– Então tem que se formar na universidade, obter vários diplomas, e trabalhar 18 a 20 horas por dia.

– E a minha vida?! Eu não posso fazer isso! É muito difícil! Eu trabalho o tempo todo e tento fazer esforços para ter sucesso!

– Mas este é o seu futuro. Então você aceitar ou não?

– Eu preferiria voltar para o deserto.

Isto significa que há uma comparação aqui entre o meu eu atual e eu na terra de Israel. Eles entram no seu futuro e percebem quão difíceis e complexas são as ações anti-egoístas.

O ponto é que quando você olha para isso à distância, vê que é impossível, porque olha para tudo através dos olhos do deserto! Você não vê o componente que o Criador lhe deu, de modo que não o leva em conta. O Criador deu-lhe o poder de tornar-se grande, mas você não sente isso. Então você pensa: “Se eu preciso fazer isso por mim mesmo, não posso”. A sensação de que o Criador está ao seu lado é tirada de você para que você entenda que tem que fazer isso, mas que não pode fazê-lo sem Ele. Então, uma possibilidade é construída em você. Você escapa e não quer nada, então volta e foge novamente. Depois, há um golpe de cima e você avança para conquistar a terra de Israel. Como? Não importa; seus olhos estão fechados e você não se importa com o como; você simplesmente precisa sacrificar sua vida por isso.

Este é um ponto de virada, a travessia do rio Jordão, que é semelhante à travessia do Mar Vermelho. Mas lá o mar se divide e pronto, enquanto aqui é um processo mais consciente, o que significa que é mais complexo. Antes da fuga do Egito, o medo do Faraó, que estava perseguindo-o, o empurrava. Aqui é o oposto, uma vez que agora você tem que despertar a necessidade de avançar nessa direção. Lá você escapou por medo, mas aqui você entra. Essa é a forma como deve ser, uma vez que este é o crescimento espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 4/8/15

Sozinho É Impossível Separar-se Dos Comedouros

laitman_559Baal HaSulam, Introdução ao livro, Panim Meirot uMasbirot, Secção 7: Assim, há duas maneiras de se alcançar o objetivo acima mencionado: através de sua própria atenção, que é chamada de “Caminho do Arrependimento”. Se eles são recompensados com isso, então “Eu vou apressá-lo” será aplicado a eles. Isto significa que não há tempo definido para isso, mas quando eles são recompensados, a correção termina, é claro.

Se eles não são recompensados com a atenção, há outro caminho, chamado “caminho do sofrimento”. Como o Sinédrio disse: “Eu coloco sobre eles um rei como Hamã, e eles vão se arrepender contra sua vontade”, ou seja, em seu tempo, pois nisso há um tempo definido.

Com isso, eles queriam nos mostrar…

… Como está escrito, “Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui?‘”

Há um caminho de dor que pode limpar qualquer defeito e materialismo até que a pessoa perceba como levantar sua cabeça para fora do berço bestial, ascender e subir os degraus da escada da felicidade e do sucesso humano, porque ela unirá à sua raiz e completará o objetivo.

Nenhum de nós pode tirar a cabeça para fora do comedouro. É impossível se separar do comedouro, e nós temos que perceber isso o mais rápido possível.

No entanto, isso só é possível fazer isso juntos, e, basicamente, nisso está a diferença entre o “caminho do sofrimento” e “o caminho da Torá”, entre Beito (Caminho do Sofrimento) e Achishena (Caminho da Luz).

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Passo No Caminho Da Totalidade

laitman_749_03A Torá, “Números”, 11:15: [Moisés disse ao Senhor:] Se este é o jeito que Você me trata, por favor me mata se eu achei graça aos Teus olhos, para que eu não veja a minha infelicidade.

Moisés é uma característica que nos puxa para a frente em direção ao objetivo da criação. Ou ele está morto, ou o povo o segue, ou seja, o ego mata um dos dois.

Pergunta: Por que Moisés obtém tanta dor do povo?

Resposta: É porque ele vê que a grandeza, a integralidade e a eternidade estão esperando por eles, ao passo que o povo não consegue entender o que está preparado por eles e não dá sequer um passo em direção a isso! Além disso, se todos tivessem tido essa etapa juntos, ele não teria tido tanta dor. A dor teria desaparecido imediatamente.

O início da conexão e união é apenas um problema psicológico. Nós imediatamente sentimos o que isso dá, mas o nosso primeiro avanço para a frente deve acontecer através de uma divisão interior com o ego. No entanto, a pessoa não está pronta para ser afastada dele, então sofre.

Pergunta: Será que o desapego do ego começa com as pragas do Egito?

Resposta: Não, as pragas do Egito foram necessárias para a divisão do Mar Vermelho, ou seja, a saída parcial do ego e o começo do trabalho com ele, e depois disso inicia o movimento através do deserto, quando cada passo nos afasta cada vez mais do ego, aproximando os outros cada vez mais! Nós trabalhamos numa tensão interna constante: pensando nos outros, sentindo-os em vez de a mim mesmo, trabalhando para o bem deles.

Isso é um deserto para o ego, porque não há nutrição aqui de receber para o meu próprio bem. Em vez disso, tudo é direcionado somente à doação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

Que Caminho Devemos Seguir?

Laitman_088Opinião (Umair Haque, Director do Havas Media Group): “Nós estamos presos na crise em curso em nossas vidas, no meio de um deserto existencial, se perguntando se a nossa vida chegou a esse nível, a vida da geração perdida”.

“No momento, nós estamos criando o futuro estando no final de uma era histórica que estava cheia de grandes ideias e metamorfoses maravilhosas que levam a uma vida feliz”.

“Nós queremos ter um lucro fácil, dar uma verdadeira oportunidade de influenciar a vida humana. Há uma revolução na ideia do que a prosperidade e o bem estar significam e por que nós precisamos sentir que deve incluir uma perspectiva integral e o exame de uma existência consciente. Você quer curar a alma? Cure o mundo”.

Meu Comentário: Há muitos textos semelhantes em toda a internet, mas ninguém tem um plano claro. Aparentemente, há textos logicamente corretos, mas quando você os lê mais profundamente, descobre conceitos e ideias que não têm uma base real. A questão, porém, é que as pessoas estão procurando uma saída. No final, elas vão se preparar e estar prontas para entender o método da Cabalá.

Progresso Tecnológico E Regressão Moral

Laitman_004Hoje, mais uma vez, o mundo enfrenta o mesmo problema que existia na antiga Babilônia: a humanidade está num beco sem saída, no limiar de uma guerra mundial, a humanidade está novamente afundada na barbárie.

É interessante que nos últimos 30 a 40 anos o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural, de tudo o que distingue um ser humano de um animal, entrou numa nova fase.

A tecnologia moderna dá à pessoa menos educada tudo que ela precisa: televisores, computadores e telefones celulares. Dentro, ela continua a ser um bárbaro, e, ao mesmo tempo, usa esses desenvolvimentos da humanidade que ultrapassam seu estado interno por centenas de anos.  Acontece que as pessoas regrediram.

Se 30 a 50 anos atrás, uma pessoa estava interessada em pinturas, livros e música, e tinha que absorver pelo menos uma parte do que a humanidade fez e alcançou antes dela, hoje, isso não é assim. Tudo foi substituído com o envio de mensagens de texto. O que as pessoas escrevem entre si? Para que?

No meu tempo, as crianças de uma aldeia queriam ser inteligentes, modernas. Elas tinham vergonha de sua ignorância, ao passo que hoje isso não é assim. Disso resulta que, especificamente, graças à tecnologia – graças a ter tudo e não precisar obter nada, sem precisar elevar-se a qualquer nível – a humanidade está retornando à barbárie.

Hoje, nós estamos passando por um determinado estado chamado de “reconhecimento do mal”. Quem somos nós? A humanidade deve reconhecer a sua barbárie, que está levando as pessoas diretamente à aniquilação. Em paralelo a isso, o povo de Israel deve desenvolver o próximo estado da humanidade: a conexão mútua, a união, tornando-se um exemplo para todos os outros.

Pergunta: Então, de que forma deve-se culpar os Judeus?

Resposta: Nós deveríamos ter começado nosso trabalho desde o período que a humanidade começou a deixar a Idade Média, desde a época do ARI, no final do século XVI.

Foi precisamente nessa época que começou o avanço tecnológico, que deveria ter sido acompanhado do desenvolvimento moral, de modo que a pessoa saberia por que isso caiu em suas mãos; em vez disso, a pessoa se tornou um bárbaro com um iPhone.

Pergunta: Para onde devem os Judeus devem levar essa massa bárbara? À unidade, ao amor?

Resposta: Hoje, nós Judeus não somos menos bárbaros do que todo o resto. Então, em primeiro lugar, precisamos chegar à unidade. Nós estamos numa grande descida em relação ao nível que devemos cumprir.

Pergunta: Mas, em todas as épocas, os Judeus aspiraram por um mundo melhor: eles inventaram o socialismo, a ideia de igualdade.

Resposta: Eles não inventaram nada. A ideia de igualdade tem estado latente neles desde o início. Este processo começou há 3.500 anos, por volta da época em que Abraão reuniu pessoas que queriam saber o sentido da vida, “Nós não seremos escravos de nosso ego. Vamos nos levantar contra ele, cada um dentro de si mesmo e todos nós juntos”.

Uma vez que isso está na base do nosso desenvolvimento, nós não fizemos nada único.

Pergunta: Então, como a humanidade pode permanecer bárbara se uma ideia como essa está latente nela?

Resposta: Em relação ao mesmo nível em que existimos há 2.000 anos, desde Abraão até a destruição do Segundo Templo, hoje nós somos bárbaros. Nós não nos devoramos no sentido literal; fazemos isso através de nossos desejos e intenções.

Nós não compreendemos que tudo o que está acontecendo no mundo depende de nós, e nós podemos corrigir isso mostrando-nos como exemplo de uma existência completamente diferente.

De KabTV “A Última Geração” 14/06/15

No Fim Das Gerações

Laitman_006O desenvolvimento científico externo causou e continua a causar danos à humanidade, envenenando-nos com medicamentos, produção de alimentos que é prejudicial à nossa saúde, e através da mídia. A ciência começou a trabalhar contra as pessoas. Mas não está claro por que há uma proibição de estudar a sabedoria da Cabalá?

O fato é que, após a destruição do templo, a nação de Israel foi para o exílio para se integrar com o resto das nações e “para conectar as almas dos gentios a eles”. E o sentimento do exílio teve que ser real. Isso significa que o problema não era a revelação da sabedoria da Cabalá às nações do mundo, mas que não fosse revelada à nação de Israel. Foi especificamente para a nação de Israel que houve a ocultação da sabedoria da Cabalá.

Se a Cabalá fosse revelada, Israel não teria se sentido no exílio. Eles teriam entendido que o exílio era essencial e que teriam que passar por ele e sofrer. Eles não teriam se sentido impotentes. A ocultação tinha que ser tão grande de modo que o povo esquecesse tudo.

É interessante que quando o Rei da Espanha emitiu uma ordem para expulsar os judeus, eles chegaram ao palácio do Rei com o pedido para sair e ofereceram um generoso pagamento por isso. Mas o principal inquisidor, que também era judeu, se envolveu e não permitiu que o Rei aceitasse o resgate. Assim, a rainha Isabel, que estava presente, disse aos judeus: “Vocês não entendem que os corações dos Reis estão nas mãos do Senhor! Não somos nós que estamos deportando vocês, mas vem de cima, do Criador”.

Ela teve que explicar-lhes porque eles não entendiam. Isso é chamado de “exílio”, quando tal escuridão vem que a pessoa perde todo o sentimento espiritual e se afunda na escuridão total. É dito que o Baal Shem Tov passava por descidas tão grandes que sequer reconhecia as letras.

Nós tivemos que passar por todas as etapas de exílio e separação da espiritualidade; assim, os Cabalistas ocultaram a Torá interna e deixaram apenas a externa. A tradição corpórea externa foi preservada e passada de geração em geração. A descida das gerações foi apenas na interioridade e, gradualmente, eles chegaram ao estado que a Torá interior foi quase esquecida pelo povo de Israel, ou seja, a descida atingiu um zero completo. Baal HaSulam escreve que na nossa geração há Cabalistas. Onde nós os vemos? Nós somos deixados apenas com a tradição externa, e a realização da interioridade desapareceu. Isto significa que atingimos o fim das gerações.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Mostrando Ao Mundo Nossas Faces Brilhantes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode fugir do caminho espiritual se o seu ponto no coração a atrai para isso?

Resposta: Toda a geração que saiu do Egito tem que morrer, e somente aqueles que nascem no deserto alcançam a terra de Israel. Nem todos eles morrem ou  nascem como novas pessoas quando chegam ao ponto de Bina.

Nascer como um novo povo expõe os pontos no coração à Luz de modo que dela surja uma imagem completa do homem que se assemelha ao Criador. Todos os outros morrerão, o que significa todos os outros atributos numa pessoa. É como vemos em nosso mundo quando mil entram numa sala e apenas um sai como professor.

Pergunta: Agora, quando nos envolvemos na disseminação, não esperamos que esse ponto seja revelado na pessoa, mas realmente começamos a despertá-lo nela. Em sua opinião, essa maneira um tanto agressiva é justificada?

Resposta: Eu não acho que sejamos agressivos, porque a nossa principal motivação não é impor nosso método a ninguém, mas identificar-se com o seu sofrimento, suas deficiências e seus sonhos não realizados. Nós sentimos pena e nos identificamos com ele e começamos a perceber que a dor e as deficiências que ele sente são o resultado de seu desamparo e desesperança.

Ele não admite, mas nós começamos a confessar: “Não há segurança suficiente no meu ambiente. Olhe para o que acontece comigo, meus filhos, meus netos. O que está acontecendo com o clima”. Ele reclama de falta de energia, escassez de água, sobre as grandes contas de serviços públicos que tem que pagar, etc. Ele não esquece a política local, política global, e tudo o que está no noticiário, embora isso não lhe diga respeito.

Se levarmos tudo isso em conta, temos a sensação de inutilidade, desespero, vazio e falta de propósito que são inconscientemente expressos como reclamações sobre tudo. Parece que se ele aceitar isso, tudo dará certo, mas se ele receber uma meta e ouvir que nada acaba, que tudo tem um objetivo e que tudo ficará bem, essa meta cobrirá todas as suas queixas.

As pessoas não morrem de fome, é claro, mas são privadas das coisas mais básicas. Nós vemos que é impossível corrigir alguma coisa, a menos que corrijamos a nós mesmos e comecemos a nos conectar e a pensar no outro. Afinal de contas, há um excesso de tudo o que precisamos no mundo, mas, ao mesmo tempo, em alguns países, metade de sua população está morrendo de fome, e a única razão é que não estamos conectados.

Não devemos nos acalmar e dizer que tudo isso será ajustado de alguma forma. Isso não pode ser! Esta é a razão por que o nosso contato com o mundo de hoje tornou-se tão vital.

A principal coisa é que a crise é agora evidente em cada aspecto da vida. Eu vejo o quão ela é profunda e é uma sensação muito desagradável, porque se olharmos para as coisas objetivamente, é como um tsunami que se aproxima e está ameaçando eliminar todos nós. Portanto, ou enfrentaremos aflições terríveis que forçarão todos nós a nos corrigir ou prevenimos esses sofrimentos com nossas explicações que levam as pessoas a começar a se corrigir perante os problemas que chegam. Os animais podem sentir um tsunami se aproximando e escapar com antecedência, mas o nosso ego não nos deixa sentir um desastre se aproximando com antecedência e nos engana sussurrando-nos que está tudo bem!

Os animais não podem sobreviver dessa maneira. Nós estamos numa situação pior, porque estamos desconectados da natureza. A fim de nos fundirmos com a natureza, temos que estar no atributo de doação e equilibrar nosso egoísmo através desse atributo. Só então ascenderemos ao nível de Moisés e seremos capazes de falar com o Criador.

Se nos conectarmos com a natureza, seremos capazes de resolver corretamente todos os nossos problemas e avançar à bondade. Caso contrário, o nosso ego continuará a nos confundir. Nós estamos destruindo a nossa vida, e a situação está realmente se tornando ameaçadora. Eu não estou tentando assustar ninguém; todo mundo já sabe tudo isso. As pessoas têm simplesmente se acostumado com a ideia de que uma guerra pode irromper e haverá problemas, aniquilação e morte. Nós nos tornamos apáticos: vamos viver pacificamente hoje, e o que vier amanhã, não importa. O mundo está num estado de desamparo absoluto e as pessoas não podem fazer nada com suas vidas, com a humanidade, com tudo o que temos feito e causado.

Nunca na história da humanidade as pessoas relutaram em ter filhos ou em pensar e se preocupar com eles, e nunca as crianças deixaram seus pais e viajaram para muito longe deles. Mas, por outro lado, vemos também o outro extremo hoje, quando adultos infantis (30-40 anos de idade) vivem com os seus pais e não têm a intenção de ter uma família própria.

Nós chegamos à última fase do desenvolvimento do egoísmo que já necessita correção. Portanto, chegou a hora de dizermos ao mundo inteiro que temos as duas tábuas de pedra com os Dez Mandamentos em nossas mãos. Vamos levantar um pouco a máscara de ferro e expor nossas faces brilhantes para todos.