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Um Modelo Físico Da Ascensão Espiritual

Dr. Michael LaitmanSe eu organizo a minha vida física, a minha estrutura corporal, de acordo com a estrutura espiritual, isto é, que sirvo à sociedade e ao mundo, estou envolvido com a disseminação, e estou preocupado que tenho o apoio que me desperta, isso é chamado de transformar este mundo num modelo de ascensão espiritual. Eu trabalho só para poder ter a oportunidade de aprender. Eu aprendo só para saber o que fazer, para avançar em direção à meta. Está escrito que eu preciso estar em Arvut, estar num grupo por minha livre escolha, de modo que tento realizar isso. É preciso disseminar, então eu vou e dissemino. Dessa forma, eu torno este mundo uma estrutura espiritual.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/04/14, Shamati # 59 “Sobre o Bastão e a Serpente”

No Trabalho Espiritual Não Há Lugar Para Instintos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos manter as pessoas num grupo?

Resposta: Eu entendo que estamos passando por situações difíceis, mas é sempre necessário arder com a importância da meta no grupo.

Isto é porque nós não temos nada, exceto a importância da meta, que tira a pessoa deste mundo, dá a ela a sensação de eternidade e infinito, a ajuda a superar as limitações da morte e a realmente descobrir toda a natureza e todo o sistema da criação. Sem dúvida isso leva anos, mas é preciso dar à pessoa a importância daquilo com que ela está envolvida e com o que deve estar envolvida.

Certamente ela vai fazer tudo através da força egoísta porque a conexão com outras pessoas é contra a sua natureza. Esta condição é colocada diante de si e deve ser transposta, porque a importância da meta deve estar acima de todos estes problemas.

Por exemplo, nós podemos viver neste mundo contra a nossa vontade e não temos outra saída, mesmo que muitas vezes não sejamos felizes. Porém, mesmo que existam problemas à frente e o mundo não mostre nada de bom para nós, no nível bestial uma atração instintiva à existência age em nós e nos protege.

Internamente, nós precisamos lutar para adicionar uma existência qualitativa a esta existência bestial, ou seja, uma conexão com um nível superior perfeito e eterno, que é o mundo superior. Mas nós precisamos desenvolver isso dentro de nós mesmos, porque isso não é instintivamente implantado em nós.

Na verdade, nós também lutamos com a existência num nível físico no nosso mundo, embora se olharmos objetivamente, não há nenhum significado para isso. A pessoa nasce e depois de algum tempo, depois de muito esforço, sofrimento, problemas, problemas e doenças, ela morre.

Para que ela está vivendo? Segue-se que é para sofrer. Quantos momentos felizes ela tem na vida que ela pode dizer que valeu a pena viver? O instinto a obriga a viver uma vida miserável, enquanto que no trabalho espiritual não há lugar para os instintos. Portanto, nós precisamos lutar para acrescentar uma parte à vida física que fará valer a pena viver.

É necessário merecer isso, pois vivemos a fim de adicionar uma existência absoluta, perfeita e eterna à nossa existência bestial. Mas é preciso investir nisso! Então nossa vida física também será justificada.

Da Lição Diária de Cabalá 24/04/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Ações Físicas Que Levam Ao Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que se diz que devido ao prazer corporal chega-se à espiritualidade?

Resposta: Isso significa que eu tento realizar todos os tipos de ações de doação aos amigos ou disseminar ao outro, ao público em geral.

Mesmo que eu tente realizá-las apenas para doar, sem qualquer benefício pessoal, em última análise descubro que elas me trazem prazer e estou pronto para realizá-las apenas com a condição de que vou apreciá-las.

Eu não tenho energia perpétua em mim que me permite realizar ações sem qualquer combustível. Se eu mudo o meu lado, devo gastar calorias, gastar energia. Mas de onde vem isso? Então eu tenho que ter prazer para me abastecer com energia.

Eu não estou pronto para apenas doar. O Criador é a fonte de energia, ao passo que eu não posso ser uma fonte de energia. Se eu faço algo, eu tenho que obter uma compensação adequada por isso para que compense agir com a minha emoção e intelecto de acordo com os cálculos do meu computador interno.

Portanto, apesar de eu realizar boas ações: estudar, disseminação, fortalecer o grupo, eu descubro que, apesar de tudo, estou trabalhando para o meu próprio bem. Eu esclareço que não estou preparado para ser uma fonte de energia; em vez disso, eu sempre devo ter o pensamento dos benefícios que recebo disso. Esta é uma ação corporal.

A partir disso, fica claro para mim que eu sou o oposto do Criador e também realizo ações de doação para o meu ganho e benefício. Sou como Faraó que usava os filhos de Israel, ou seja, doação para o meu próprio prazer. O Faraó estava muito feliz que os filhos de Israel estavam trabalhando para ele. Era compensador para ele manter escravos como estes.

Eles aparentemente agiam a fim de doar, mas o ego (Faraó) recebia todos os frutos do trabalho para si mesmo. O que poderia ser melhor do que isso? O desejo de receber sozinho, sem atos de doação, que só age na forma de recepção, é chamado de “besta”. É assim que todos os animais e feras agem, recebendo prazer diretamente. O cálculo é muito simples: quanto eu devo pagar por cada prazer e quanto vou receber?

Mas o exílio e a escravidão no Egito é que eu já quero me aproximar do Criador, e assim eu entro neste período. Eu realizo atos de doação, estou conectado com os amigos, estabeleço Arvut (garantia mútua) entre nós, faço atos de disseminação, faço uma infinidade de coisas, invisto toda a minha vida nisso. Mas eu sempre descubro que fiz tudo isso para benefício pessoal.

No final, eu não quero que isso seja para o meu próprio benefício, mas não posso fazer nada a não ser para mim, caso contrário não posso trabalhar. Então eu caio, perco toda a minha energia e não tenho força para me mover. Mate-me, eu não vou me levantar.

Então eu começo a descobrir o quanto não estou pronto para trabalhar sem uma recompensa. Então, como posso realizar atos de doação? Se a sociedade me mostra a importância da doação e eu vejo que não estou pronto para isso, eu me sinto escravizado. Nesse sentido, eu já começo a luta e estou me aproximando das pragas do Egito.

Eu me sinto como se fosse Moisés; é do meu interesse que o meu desejo receba golpes. Só isso vai me permitir romper com ele.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 01/04/14, Shamati 190

A Fonte Do Movimento Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Pekudei“, Item 3: Diz-se quanta bondade Tu preparaste para aqueles que Te temem, e agiste por aqueles que encontram abrigo em Ti contra as pessoas. Quanto os seres humanos têm para ver e aprender sobre os caminhos do Senhor, uma vez que todos os dias uma voz decreta e diz: cuidado com os moradores do mundo, feche as portas dos pecados, abandone a rede que caça pessoas que diante de seus pés estão presas nessa rede.

Há uma perpétua roda de fiar no mundo, o que significa que Din (julgamento) de Cima sobe e desce, levantando e baixando as pessoas. Ai daqueles cujos pés foram rejeitados pela roda, uma vez que eles caem na profundidade preparada para os ímpios do mundo.

Nós aprendemos sobre duas formas de evolução aqui, porque uma pessoa recebe o livre arbítrio, mas este é muito limitado, uma vez que o plano da criação deve ser realizado e está sendo executado. O livre arbítrio está em realizar este plano de forma independente e da melhor maneira possível, e executá-lo voluntariamente.

Mesmo que nós vejamos como este plano é realmente benéfico e essencial, o nosso ego ainda se opõe a ele, e não nos deixa realizá-lo. E isso foi feito originalmente de propósito, porque as duas forças, positiva e negativa (negativa dentro de uma pessoa e positiva fora) agem em nós e nos influenciam; entre elas nós descobrimos o nosso livre arbítrio.

Se uma pessoa é criada pela natureza, pelo Criador, pela força superior, pela Luz, ela não pode ser totalmente livre; ela está sob a influência desta força como tudo na natureza.

Como nossos pensamentos e desejos podem ser livres, de modo que seremos capazes de existir independentemente do Criador? Nós recebemos duas forças que descem de Cima simultaneamente: o ego e o atributo de doação que aparece em nós; ambas estão sob o controle da força superior e se desenvolvem em paralelo. Entre elas há uma luta comum, rejeição, conflito.

Se nos colocarmos entre elas, podemos escolher um estado em que a atração de um lado e a atração do outro lado se equilibram. O ponto de equilíbrio entre essas duas forças é a linha do meio, e estando nela nós sentimos que estamos totalmente livres de toda a natureza egoísta e da natureza superior.

No entanto, há um problema aqui: como podemos escolher alguma coisa? Uma pessoa não pode agir como um burro. Se houver dois objetos totalmente idênticos diante dela, ela não sabe o que escolher. No momento em que ela sente um anseio por um deles, há um anseio idêntico e imediato pelo outro, e ela está entre ambos, sentindo-se dividida sem saber o que escolher.

Assim, nós experimentamos sentimentos muito desagradáveis: por um lado, nada parece funcionar para nós aqui, e, por outro lado, não sabemos o que fazer. É neste estado que a pessoa tem a opção de criar a fonte de um novo movimento dentro dela. Este ponto é o ponto de partida a partir do qual a pessoa pode elevar o ser humano em si. Antes ela era como um fantoche que a Providência superior operava puxando suas cordas.

Somente elevando o ser humano em nós é que vamos começar a sentir como fluxos de Luz descem de Cima e correm para o mar, para Malchut do mundo de Atzilut, e isso nunca é preenchido, mas, na verdade, leva-nos para frente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/10/13

Reviver

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há pessoas que já sentiram o sétimo, oitavo, nono e décimo milênios?

Resposta: Existem algumas poucas almas que já alcançaram esses estados. Por exemplo, de acordo com o que escreve Baal HaSualm, ele também pertence a essas almas. Por enquanto, nós somos obrigados a conseguir isso em massa, porque chegamos a um estado em que todas as partes da alma quebrada começam sua correção completa.

Os Cabalistas do passado se implantaram na alma como elementos que concluíram a sua preparação. Eles fizeram sua correção em todas as partes principais da alma comum. Agora, nós temos que acrescentar nossa parte a deles através do preenchimento da alma comum com correções menores e em massa.

Os Cabalistas do passado regeneraram os principais órgãos do organismo espiritual. Digamos que há o coração, rins, fígado e pulmões. Agora que este trabalho está concluído, todo o organismo tem que gradualmente reviver e se conectar a esses órgãos. Nós somos este organismo que está gradualmente voltando à vida.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/10/13

Аções Espirituais Na Vida Diária

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho estudado há mais de cinco anos e sinto que toda a minha vida está no grupo. Nos últimos cinco meses, no entanto, tem sido progressivamente mais difícil para eu me unir com os amigos. Mesmo na minha vida corpórea eu perdi todo o desejo por alguma coisa, não há nada que eu possa fazer. Se eu não estou fisicamente com os amigos, não posso me mover, mesmo para o meu próprio bem na minha vida diária.

Resposta: Isso é porque você não sente que toda a sua vida diária fora do grupo também pertence ao seu caminho espiritual.

Suponha que você trabalhe em alguma fábrica ou empresa. Você precisa entender que trabalhar neste negócio é o seu trabalho espiritual. Se você mantém em mente a necessidade do avanço espiritual enquanto trabalha neste escritório ou fábrica, então, através de qualquer um dos seus movimentos e ações você transmite a sua energia espiritual pessoal. Esta é a forma como você deve agir neste mundo, a fim de se corrigir.

Todo o nosso trabalho neste mundo é destinado para que possamos influenciar uns aos outros com as nossas forças espirituais. Assim, se durante o trabalho no escritório ou junto com uma centena de estranhos que estão longe da espiritualidade, você chega com preenchimento espiritual, através do seu trabalho, como um agente secreto, você canaliza o conteúdo espiritual que eles sentem isso, e através deles, o mundo inteiro.

Este é o nosso trabalho no nível inanimado da espiritualidade. Desta forma nós estamos conectados uns aos outros e impregnamos todo o mundo com espiritualidade. Isto é necessário para nós! Portanto, o nosso mundo é criado de modo que temos que trabalhar nele, e é por isso que os Cabalistas obrigam cada um de nós a trabalhar num trabalho externo.

Tente trabalhar com essa intenção. Você vai ver o quanto vai ter sucesso no trabalho, como seus colegas de trabalho começaram a se relacionar com você de forma diferente, e que avanços você vai alcançar espiritualmente.

Você deve combinar corretamente suas ações espirituais e seu trabalho. Isso não é fácil, mas, ao mesmo tempo, essa é sua verdadeira correção. Esta é a coisa mais importante que uma pessoa pode fazer em nosso mundo, ao invés de ter a cabeça nas nuvens ao escutar o Livro do Zohar. Isso não é uma correção.

Nós somos intencionalmente criados de tal forma que gastamos 10 a 12 horas por dia ocupados com a nossa casa e trabalho. Hoje, muitas pessoas pensam assim: “Casamento, filhos, quem precisa disso? Eu vou continuar a viver com a minha mãe, ela vai me alimentar e me vestir, enquanto eu contemplo as questões filosóficas”. Isto é o que os homens modernos querem.

Você deve se casar, ter filhos, trabalhar, estudar e ver em tudo isso a realização de seu potencial espiritual, de modo que uma atividade não seja diferente da outra, de modo que, no grupo, no trabalho, na aula, num workshop, com o seu cônjuge e filhos, em todas essas coisas, você esteja conectado internamente com a energia Superior através do grupo, passando-a através de si mesmo para baixo, para todos os outros: para a sua família, o local de trabalho, e para o mundo inteiro, onde quer você esteja.

De uma Lição em Russo, 07/02/14

Abundância Material À Custa De Completo Vazio Interior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o governo superior opera tudo, por que se diz que a sabedoria da Cabalá foi revelada antes do seu tempo?

Resposta: Os Cabalistas do passado deixaram as nações do mundo aprender a sabedoria da Cabalá e obter todo o conhecimento que elas queriam de lá para que pudessem desenvolver a ciência e a sabedoria deste mundo.

Com isso, o mundo poderia se desenvolver de uma forma egoísta e alcançar o reconhecimento do mal. Mas a sabedoria da Cabalá estava escondida do povo de Israel; caso contrário, ele não teria sentido que estava no exílio. Um pouco de envolvimento com a sabedoria da Cabalá já lhe deu alguma iluminação.

Assim, por um lado, os Cabalistas revelaram sabedoria externa a todas as nações do mundo, e por outro lado, esconderam a sabedoria interna. Portanto, segue-se que a sabedoria externa foi revelada cada vez mais, e a sabedoria interna foi escondida cada vez mais.

Esses processos se aproximam um do outro: a espiritualidade desceu e se rebaixou, e a materialidade cresceu o tempo todo. No final, nós chegamos a um estado tal que hoje temos uma abundância de materialidade, você pode fazer o que quiser! Mas não há nenhuma satisfação desta vida.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Audição Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em nosso movimento existem dois caminhos: o bom caminho e o caminho do sofrimento. Meu ego não quer se submeter aos outros. Como é possível obrigá-lo a ir no bom caminho? Eu entendo que o sofrimento não é bom.

Resposta: Você não pode obrigá-lo, enquanto o grupo não convencê-lo disso. Você é teimosamente oposto como um burro, segurando-se ao ego com toda sua força, e não pode mudar sozinho a sua mente para melhor.

Na fase incial nós anulamos a nossa opinião sob a influência de todos os tipos de golpes. Depois disso nós podemos anulá-la, suavizá-la e alterá-la apenas sob a influência do grupo. O grupo deve ensinar-lhe como se relacionar com o seu problema.

Comentário: Mas o grupo é composto de pessoas como eu.

Resposta: Isso é o que você pensa: “Quem são eles, afinal? O que eles entendem ou sabem? Eles, não sabem nada!” É por isso que você se senta em seus problemas.

Você deve elevar e engrandecer cada amigo como o maior da geração. Então, você vai ver como é possível ouvi-los. Outro ouvido vai surgir para você, não bestial, mas sim espiritual. Você vai começar a compreender e entender suas palavras e pensamentos de uma forma completamente diferente; você vai senti-los de forma diferente dentro de si se começar a elevar e engrandecê-los. Este é todo o problema.

Eu continuo recebendo respostas de meus alunos a perguntas que eu mesmo não posso responder. Eu não tenho vergonha de admitir isso. Diz-se: “Eu tenho aprendido muito com os meus mestres, mais com meus amigos, e com os meus alunos mais do que tudo”. Você tem que se rebaixar diante deles, e assim vai ser capaz de ouvi-los.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Dia Três 04/02/14, Workshop 5

O Que É Uma “Pergunta” Na Espiritualidade?

Dr. Michael LaitmanUma pergunta na espiritualidade é um desejo (Hisaron, necessidade) que aciona a Luz Superior. A Luz desce e preenche esse desejo. Isso é chamado de uma verdadeira pergunta ou oração.

No entanto, até que tal pergunta verdadeira seja formada, a pessoa passa por uma série de perguntas preliminares que são chamadas de “uma oração antes de uma oração”. Em outras palavras, antes de realmente atingir a oração, o pedido, a pessoa passa por numerosas perguntas pequenas, privadas e imprecisas até que finalmente surge a pergunta correta.

Em geral, todas as perguntas se resumem a uma coisa: “Qual é o sentido da vida? Vale a pena viver? Se sim, por quê?”. Esta é a única pergunta que realmente existe. Um homem pergunta de bilhões de formas diferentes e, consequentemente, só obtém uma resposta parcial. Mas, no final da correção, tudo vai se transformar numa enorme pergunta que será respondida por uma gigantesca resposta: a adesão completa (Zivug a Shalem).

Pergunta: Quais os tipos de perguntas que devemos trazer para você e quais devem ser esclarecidas no grupo?

Resposta: É melhor se vocês trouxerem a mim uma pergunta coletiva. Se vocês tiverem uma pergunta que envolve todo o grupo, por favor, façam-na para mim.

Comentário: Até agora, quando eu encontro respostas para as minhas perguntas no grupo, eu sinto que elas estão corretas.

Resposta: De fato, “até agora”. É desta forma para todos os níveis, para mim e para todos. Respostas que estavam corretas neste grau se tornam incorretas quando chegamos ao novo nível, porque Keter do Partzuf inferior apela à Malchut do superior.

De uma Lição em Russo 10/02/14

Churrasco Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“: Todos esses mundos e tudo neles estão incluídos no santo nome HaVaYaH (Yod-Hey-Vav-Hey, e a ponta do Yod). Nós não temos nenhuma percepção no primeiro mundo, Adam Kadmon. Por isso, ele só está implícito na ponta do Yod do nome. É por isso que nós não falamos dele e sempre citamos apenas os quatro mundos ABYA. Yod é o mundo de Atzilut, Hey é o mundo de Beria, Vav é o mundo de Yetzirah, e a última Hey é o mundo de Assiya.

Pergunta: Por que nós estamos usando palavras diferentes para as mesmas coisas?

Resposta: Vamos supor que eu estou esperando convidados e vou a um mercado comprar carne para um churrasco. Existem vinte tipos diferentes de carne, diferentes cortes de carne de vários animais. Todos eles são apenas carne, mas vários tipos de carne são nomeados de forma diferente, pois cada um tem um gosto próprio.

O mesmo se aplica à espiritualidade, onde tudo tem o seu próprio “sabor” – dez Sefirot próprias com uma tela e a Luz que lhes preenche; cada uma delas é uma realidade separada.

O mesmo se aplica para os diferentes nomes da mesma entidade. Você não está familiarizado com eles agora, e é por isso que está confuso e perplexo. Você ainda não os provou ou sentiu suas “bordas”, nuances, tons ou formas neste mundo.

Sem ter a menor impressão de detalhes espirituais, você vê diferentes nomes, assim como duplicações. Mas assim que você provar o “churrasco espiritual” composto por vários tipos de Luz, você vai descobrir os seus “sabores” e vai reconhecer os seus nomes, vai entender por que eles são chamados dessa maneira e não de outra.

Neste mundo, nós descrevemos sabores usando palavras que fazem parte da nossa língua: digamos batata frita com sabor de páprica ou cebola. Na espiritualidade, você vai ver a essência de cada nome e perceber por que razão este sabor especial é chamado de “cebola” (batzal – בָּצָל). A palavra significa “na sombra” (ser-tzel – בְּצֵל) – certo tipo de ocultação ou revelação. Quando a pessoa começar a distinguir a essência dos nomes, ela não vai ter que sabê-los de cor. Eles vão se transformar em vasos espirituais que são óbvios nas próprias sensações.

Agora você não sente qualquer gosto. Como uma pessoa doente que não tem apetite, tudo parece brando. Diferentes pratos podem ser preparados para ela, mas ela come sem distinguir quaisquer sabores e só faz isso porque o médico exige.

Aqui, conforme nos aproximamos da espiritualidade, nós estamos “doentes”, mas temos que “comer” para ficar bem. Mais tarde, quando nos recuperarmos e ficarmos saudáveis, vamos encontrar grandes diferenças e gostos maravilhosos em alimentos que nos parecem tão insípidos hoje.

Portanto, há um processo: “degustar” (provar) um novo nível. Você mesmo define o nome do nível, os nomes das Luzes que o preenchem e os vasos. Onde é que vamos obtê-los? De nossas sensações. Se compararmos os nomes que atribuímos a vários objetos e fenômenos com as fontes originais, vamos ver que eles coincidem. Isso significa que não temos que ler a descrição de um fenômeno nos livros; tudo emerge de dentro.

Diz-se que Adão deu nomes a tudo neste mundo. Afinal, ele foi o primeiro a revelar o mundo espiritual e alcançar as raízes espirituais de tudo, a fonte de todas as suas propriedades e, portanto, os seus nomes.

A “realização” de algo significa que penetramos até a própria raiz da criação como se atingíssemos o Infinito, do qual deriva um objeto do nosso mundo material. Então, você não tem nenhum problema com nomes. Afinal, eles derivam das Luzes e vasos, e você mesmo irá determinar seus nomes.

O poder das dez Sefirot com uma tela e a Luz interna forma o nome de um Partzuf, a quantidade incluída em cada conjunto de forças. É por isso que rotulamos um Partzuf não como costumamos nomear um recém-nascido de acordo com a nossa escolha, mas sim de acordo com a estrutura interna do objeto. Não podemos simplesmente dar-lhe um nome diferente. Isto também se aplica a cada um de nós: quando nós mudamos, nossos nomes também mudam.

Consequentemente, um vaso, a Luz que se opõe ao vaso, e uma tela que os conecta, nos permitem perceber toda a realidade sem se referir a nenhum livro. Nós não apenas citamos os detalhes. Seus nomes são uma revelação, a realização espiritual de uma pessoa.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 28/01/14, Escritos do Baal HaSulam