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Todo mundoTem Sua própria predisposição

O método integral vem a partir da  Cabalá,  que explica que tudo é baseado em um sistema superior que controla a humanidade. Tudo o que acontece é explicado puramente por uma terminologia Cabalística, científica, rígida, e clara com formulações, gráficos e assim por diante. Em outras palavras, o egoísmo de uma pessoa e de toda a natureza – o inanimado, vegetativo, e a natureza animada, bem como a sociedade humana – desenvolvem sob a influência de uma força particular.

Esta força de desenvolvimento é a força que ativa a natureza, que pode ser chamada de o Criador porque ela cria e dá nascimento aos nossos novos estados continuamente e trabalha dentro de nós. É nossa energia interior, que move o nosso egoísmo.

Na Cabalá, todas estas ações, regras, e leis, as correlações entre nosso egoísmo e a força que nos influencia, são escrutinadas de uma maneira muito clara e científica. Várias interconexões têm sido deduzidas e descritas a partir dos primeiros tempos e sobre o curso de milênios e nós podemos ver como ela verdadeiramente funciona.

Cada pessoa envolvida na Cabalá começa a sentir este sistema, e vê-lo de um maneira puramente cerebral:  Todas as nossas “rodas” intertravadas, como giram, e como nós precisamos mudar.

No entanto, não podemos oferecer às pessoas este sistema, já que nem todas podem ser físicos, químicos, e cada pessoa tem seu próprio nicho, à sua predisposição própria a alguma coisa. Portanto, nós não podemos ensinar às pessoas Cabalá uma vez que elas carecem de qualquer interesse nisso e, além disso, não é o suficiente apenas ensinar porque uma pessoa precisa ter alguma predisposição interior para isso. [Leia mais →]

Abra Os Olhos: Você Está Prejudicando A Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanHoje, nós falamos de uma atitude totalmente diferente em relação ao mundo, às pessoas e a nós mesmos, como um sistema integral, ao qual a natureza nos leva; ele revela a nossa sociedade numa crise de relacionamento e respeito mútuo.

Se realmente olhássemos para as coisas com cuidado e analisássemos este fato, descobriríamos que, agindo contra os outros, eu realmente ajo contra mim com uma intensidade ainda maior do que a minha influência negativa. Eu influencio o ambiente, a sua gestão, os seus poderes e opiniões, e isso volta para mim como um bumerangue, de todo o sistema que eu atualmente encaro.

Eu sou como uma engrenagem que agora está presa e para o movimento de todo o mecanismo, mas a resistência que eu sinto é o movimento geral de todo o mecanismo, e eu tenho que me opor a ele. No final, eu me sinto impotente, vazio e sem motivação diante do que vejo: que eu não consigo ter sucesso em nada e que o mundo é cada vez mais contra mim em todos os aspectos, especialmente nos aspectos sociais e ecológicos. Assim, eu não consigo nada.

Se pudéssemos ver este sistema fechado, se ele fosse revelado a nós como num filme de ficção científica em que de repente você vê toda a imagem em profundidade e o quanto estamos mutuamente conectados uns aos outros como engrenagens, então, a partir desta imagem, começaríamos a nos comportar de forma diferente. Falta-nos a sensação de proximidade, de conexão e integralidade. Se tivéssemos esse sentimento, seríamos forçados a mudar, porque ninguém iria prejudicar os outros quando fosse afetado dez vezes mais negativamente. O mesmo ego nos protege disso.

Se eu vejo um valentão na rua, eu não começo a lutar com ele, mas atravesso a rua. Da mesma forma, eu não tento agir contra uma pessoa rica e poderosa, porque sei que ela iria me triturar, e ninguém saberia disso e me ajudaria. Ou seja, a pessoa escolhe o campo no qual ela pode se expressar, ganhar, e lucrar, e não tenta saltar acima de seu nível, já que vê que está fadada ao fracasso.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/05/12

A Ciência Moderna À Beira Do Desconhecido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje nós já vemos que, a fim de elevar o nível de pesquisa, um cientista tem que mudar; ele vai concordar com isso?

Resposta: Ele terá escolha? Isso se refere não só aos cientistas, mas aos outros profissionais também, como, por exemplo, professores e empresários. Porque de outra forma os empresários não serão capazes de fazer negócios. Hoje eles descobrem de repente que não podem fazê-lo. É por isso que a classe média está desaparecendo, porque as pessoas não sabem como gerir uma empresa e como trabalhar integralmente. Elas ainda não encontraram a razão para a crise.

Hoje os fracos permanecem fracos e não sentem qualquer mudança significativa; os ricos aproveitam todas as oportunidades, mesmo em tempos de crise, para aumentar seus lucros, e a classe média sofre. Mas, no final, as pessoas vão entender que têm que mudar, porque não há simplesmente outra maneira. Ficará claro para elas que é impossível continuar usando os métodos antigos de gestão de negócios.

Hoje os grandes mecanismos comerciais confiáveis deixaram de funcionar. A elite está perdendo o controle e, no fim, isso irá forçar todos a pensar sobre como recuperar o controle das coisas. Então ficará claro: a única maneira de recuperar o controle é mudar para a doação. Só então você irá controlar a situação.

Todos sentirão a necessidade disso, inclusive os cientistas que vão entender isso mais do que os outros — com base em dados científicos. Na verdade, cada campo científico chegou a um beco sem saída, e os cientistas já entendem a necessidade de mudanças radicais. Em pouco tempo eles vão admitir que essas mudanças devem ser feitas internamente.

Assim, eles vão reconhecer o mal, mas não serão capazes de mudar sozinhos para a bondade. Aqui nós temos que introduzir a força de correção para eles.

Além do mais, um cientista será atraído para esta força e vai fazer a coisa certa, se ver a necessidade da abordagem integral. Isto é porque a natureza integral totalmente conectada é revelada a ele. Ele vê que não será capaz de chegar a nenhum resultado, uma vez que encontra Ein Sof (Infinito), o desconhecido. Há uma imagem integral na frente dele e todas as suas partes estão conectadas por interrelações infinitas, e ele não pode explicar tudo isso, ele não pode “digerir” esta plenitude e trabalhar através dela. Ele não pode construir um modelo da imagem geral unificada dentro dele.

Enquanto isso, é impossível obter êxito sem tal modelo interno. Mesmo conhecidos conceitos científicos, como a teoria de Einstein, podem ser profundamente compreendidos por bem poucas pessoas. Então, o que podemos dizer dos fenômenos que estão sendo revelados hoje, que não resultam de nosso mundo e só podem ser compreendidos pela mente integral.

Portanto, os cientistas vão entender que devem mudar sua abordagem, a si mesmos, sua perspectiva. Mas como? A resposta a esta pergunta não vai ser encontrada sem a nossa ajuda. Nós temos que ser os únicos que explicam às pessoas como realizar as mudanças internas.

Pergunta: Mas o nosso método funciona apenas dentro de um grupo e os cientistas são usados para trabalhar e descobrir coisas individualmente. Eles vão concordar com o princípio do trabalho coletivo como meio para a revelação integral?

Resposta: Eles não têm outra escolha. Claro, eles vão concordar com isso. Além disso, os grandes cientistas reconhecem a necessidade de se conectar. Eles sentem isso.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 16/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Sentindo Dor Pelas Crianças

Dr. Michael LaitmanPergunta: Atualmente, há um monte de conflitos nas escolas. Visitar uma escola parece destacar as divergências: os professores não estão satisfeitos com as crianças, as crianças não estão satisfeitas com os professores e os pais não estão satisfeitos com qualquer um deles. Quando minha esposa volta da visita à escola, ela compartilha essa dor. Você diz que isso precisa ser corrigido. Como eu, como homem, posso corrigir isso? O que eu devo fazer?

Resposta: Nada. O que você pode fazer? 

Você deve alterar o sistema de formação: de formação e não de educação! A educação pode ser boa e professores de diversas disciplinas podem também ser bons, mas não há nenhuma formação! Não há tal assunto; não existem pessoas que saibam educar os filhos ou como trabalhar na formação. Não há nada disso. 

Pense apenas sobre o que vai acontecer na próxima geração. Ela ainda nem existe. Ninguém quer tal geração. É por isso que as pessoas não querem ter filhos hoje em dia, criar uma família. Para quê? Então, o que vemos hoje vai continuar a acontecer? Por que temos essas crianças infelizes? 

Se seus filhos são importantes para você, reúna-se na escola e decida o que mais você pode fazer com eles dentro dessa estrutura. No entanto, você simplesmente não se importa com eles, você apenas os deixa em alguma organização chamada “escola”, o “departamento de educação”, e pronto. Você os deixa trabalhar com as crianças. Isso não pode acontecer! 

Uma vez eu tive um problema com meu filho. Eu o enviei para estudar numa escola especial, e ele costumava vir para casa uma vez ou outra por poucas semanas. Após um ano e meio, eles me chamaram: “Ele está se comportando mal. Queremos expulsá-lo”. Eu fiquei indignado: “Como isso é possível? Onde ele esteve no último ano e meio? Ele estava com vocês, então quem o fez tão mau? Foram vocês, e agora vocês quer expulsá-lo? Vocês estragam as crianças, e as expulsam de acordo com o seu sistema; Isso é tudo. Como ele ficou assim sozinho, se ele estava em suas mãos todo este tempo? Então vão em frente e o corrijam agora!”. 

Portanto, nós temos que reconstruir a escola. Nós podemos ver que tipo de geração ela está produzindo, porque é assim que nós os estamos criando. 

Nós temos essa oportunidade! Veja como tudo está estruturado na natureza: nós podemos extrair qualquer coisa de uma criança humana, desde o maior vilão ao homem mais justo. Tudo está em nossas mãos. E o que nós criamos? Uma pessoa infeliz, que sofre toda a sua vida, que anda com a cabeça enterrada em seus ombros, escondendo-se de tudo, com medo de tudo, afogando suas tristezas em vodka e não tendo nada nesta vida, até que a deixa. Qual é o propósito de ter tal vida? Vamos finalmente dar uma boa olhada para o que temos feito. Fomos nós quem fizemos isso. 

Pergunta: Portanto, se alguns dos meus amigos me disser que estão tendo dificuldades na escola, basicamente é possível ir à escola e mostrar-lhes como funciona a metodologia integral? 

Resposta: Naturalmente que é possível. Você sempre será aceito. Nenhum diretor de escola irá dizer-lhe: “Não!”. Você é um psicólogo, você tem recomendações e é conhecido da televisão. Você quer dar uma aula de demonstração, uma aula especial, etc… Por favor, faça isso!  Eles vão concordar com prazer. Discretamente coloque uma pequena câmera lá a fim de não tornar os alunos inibidos e para que outras pessoas possam assistir à lição do prédio ao lado. Hoje tudo isso não é um problema. 

Pergunta: Você acredita que já chegou o momento de dar a metodologia integral para as pessoas? 

Resposta: Inclua os pais como fazemos na escola, ou envolva a direção, que sofre com o fato de que a violência e um nível muito baixo de desempenho estão prosperando em sua escola. Você tem dois caminhos, seja através da gestão da escola ou dos pais. Tente agir. Isso é o que você tem para começar! Você verá quão benéfico isto é. Você não terá obstáculos nem adversários neste campo, já que todo mundo sente a dor do que está acontecendo com as crianças.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 28/05/12

Bom Para A Humanidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais as habilidades que uma pessoa adquire quando lida com o método integral? Como é possível usar isso na família, por exemplo, ou em locais fora dos círculos integrais?

Resposta: Ela vai ver em que medida o sistema integral é essencial para o mundo, quão positivo e desejável, quão econômico ele é e o que podemos salvar com ele, e o que podemos fazer usando-o. Isso significa que ele é realmente uma ferramenta para mudar toda a nossa sociedade, nossa vida, e nossa atitude em relação à natureza, à produção, à economia, ao comércio, à educação, a tudo.

Ao mudar gradualmente as relações entre nós, podemos mudar totalmente nossa vida; isso é verdade sobre todos os aspectos, na produção, em todos os lugares. Ao criarmos novas relações mútuas, que ao mesmo tempo também se assemelham a natureza e estão em harmonia com ela, receberemos a resposta certa da própria natureza.

Parece que a natureza é algo inanimado, e embora haja partes do nível vegetal e animal nela, nós geralmente percebemos todo o espaço como inanimado. Nós não entendemos que ela é revelada assim somente em relação a nós.

Nós não sentimos que por trás de tudo isso há um plano, um programa de forças, um pensamento que nos gerencia, levando-nos para algum lugar no processo de evolução. Assim, nós alcançamos a harmonia com o plano superior, com a força superior, e realmente atraímos a bondade em todas as nossas ações.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 28/05/12

Uma Reação Defensiva Contra Um Mundo Hostil

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma diferença principal, digamos, entre Israel e as sociedades russas é que os israelenses são mais propensos a dizer “sim” a qualquer nova proposta e manifestar interesse nela, enquanto que na sociedade russa, devido à opressão e ao fato de que as pessoas se acostumaram a ser ameaçadas e forçadas pelo mundo exterior, a primeira coisa que as pessoas dizem é “não”. Nós fizemos essas experiências nas ruas.

Resposta: Eu fui à Rússia depois de muitos anos afastado, e a primeira vez que saí, eu fiquei surpreso com a aparência externa das pessoas. Todas as mulheres tinham seus peitos orgulhosamente desfilando na frente delas, enquanto todos os homens estavam escondendo suas cabeças em seus ombros. Esta é uma declaração contra as ameaças pré-existentes de todos os lados.

Eu acho que essa reação só é inerente à sociedade russa, porque eu nunca vi nada parecido em nenhum outro lugar. Eu viajei, pode-se dizer, por todo o mundo; isso não existe em nenhum outro lugar. Esta é uma qualidade muito sombria.

Essa reação defensiva é cultivada a contragosto pelos meios de comunicação para tornar mais fácil para as pessoas sobreviver, defender-se, continuar a existir, prover a si próprias, etc. Nós precisamos entender como abordar isso, porque as pessoas estão cansadas de agressão e não querem ouvir nada com relação à unidade e integração, das quais ouviram em abundância, mas tiveram conseqüências muito infelizes. Então, nós precisamos procurar uma abordagem.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 28/05/12

O Dano Nos Exemplos Negativos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ao discutir a educação infantil dois a três anos atrás, eu trouxe um livro de GB Oster, Bad Advice (Maus Conselhos – tradução livre). Neste livro, o autor ensina coisas boas através de um paradoxo, de uma maneira deformada, como bater na avó, tomar o doce, e assim por diante. Porque este método é considerado errado a partir da perspectiva da integração?

Resposta: Porque as pessoas que ouvem e absorvem a informação negativa, descrevem as imagens em seu interior contra a sua vontade. Fragmentos negativos permanecem nelas, que mais tarde lhes permitem agir. Não importa que neste momento a pessoa não concorde com esse fragmento ou essa imagem, essa ação permanece registrada nela. Eu acho que este não é o caminho para o trabalho.

É muito difícil para uma pessoa trabalhar a partir de um exemplo negativo. Isto requer uma análise especial, a força para subir, superar e reconhecer o mal, para trazer a bondade em oposição ao mal, para entender o que precisa ser feito para superar o mal e construir uma boa atitude, oposta ao mal; em outras palavras, para invertê-lo completamente na direção oposta. Isso requer um grande esforço e mente. Uma pessoa normal não pode simplesmente fazê-lo.

Deixe-a tentar fazer algo positivo em vez de fazer algo negativo, e não apenas em cores, mas em expressões e poses. Deixe-a “transferir” não apenas um sorriso ou uma expressão má de uma imagem a outra, mas poses, movimento, correspondência entre os corpos, etc.

A pessoa não compreende quão abrangente é a diferença entre o positivo e o negativo. Naturalmente, quando lhe é mostrado um cenário negativo, ela o rejeita, porque não gosta totalmente dele. Mas ele fica armazenado, registrado em algum lugar nela, e a pessoa ainda vai usá-lo! A pessoa não pode aprender boas ações através de exemplos negativos.

Comentário: Há autores na sociedade russa, como Mikhail Zhvanetsky, aos quais as pessoas ouvem; eles são considerados muito sábios. Zhvanetsky baseia suas obras em exemplos negativos. Ele toma uma determinada situação negativa, e, a cada vez, ele encontra uma solução engraçada, uma maneira de sair dela.

Resposta: Com todo o respeito, eu não acho que Zhvanetsy e outros “filósofos” como ele criam uma revolução na sociedade. Ele traz à tona as falhas da sociedade, mostra-as ao povo, e eles gostam.
Isto se assemelha ao desenho animado, onde um lobo que não está com fome come um coelho e, em seguida, senta-se e palita os dentes. Você explica sua ação ruim para ele, e ele concorda, “Sim, realmente…”.

O público senta e escuta os seus defeitos, mas não há resultado. Mesmo que haja certa necessidade disso e uma demanda social, isso não é educação.

Comentário: Toda a cultura “underground” de intelectuais russos, por exemplo, os escritos de Igor Guberman baseiam-se na comparação do bem e do mal.

Resposta: Entre nós, esta é uma abordagem puramente judaica. Raykin e todos os outros também têm isso. É assim que os judeus se preservaram. Eles riam de si mesmos. Desta forma, eles se defenderam, transformando tudo o que era negativo em positivo, numa piada. Eles tornavam a situação melhor com as emoções positivas, a fim de sobreviver a tudo.

Eu não vejo essa mesma abordagem bem-humorada entre outras nações. Isto é consequência do exílio e sofrimento. Esta filosofia pertence à pessoas exiladas, degradadas, que foram atingidas no rosto e estão tentando transformar isso numa piada, porque caso contrário a situação seria muito dolorosa para elas. Em outras palavras, essa filosofia não leva a uma mudança na sociedade.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 28/05/12

Numa Atmosfera Divertida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na virada do século XX para o XXI, a sociedade escolheu certa forma de supressão como uma maneira de se defender contra o crescimento do egoísmo linear. Esta é a nossa forma como educamos os filhos: nós os proibimos de falar alto, expressar seus sentimentos, e assim por diante. A maioria dos métodos de psicoterapia baseia-se em ajudar a pessoa a se livrar destas barreiras e, pelo menos, começar a liberar a reação dela. No método integral, a pessoa pode realizar-se quando rejeita esse nível e aspira à unidade?

Resposta: Durante a classe de formação integral, nós oferecemos aos alunos: “Amigos, vamos sentar em círculo e jogar um jogo. Sejamos como as crianças, porque este é um novo nível onde temos que nascer. Vamos dar as mãos, tocar os joelhos e ver com bons olhos um ao outro. Nós somos os primeiros a descobrir o próximo nível. Vamos tentar fingir que estamos lá. Uma criança cresce quando joga (brinca), e nós também queremos crescer. Se sentirmos tudo importante e inflado, não teremos outra escolha senão explodir. Nós não vamos encontrar outra coisa”.

Em outras palavras, você introduz um ambiente muito positivo de aprendizagem infantil, onde as pessoas podem se permitir dizer coisas tolas, pesquisar, e o principal é que elas realmente serão capazes de encontrar relações completamente novas e soluções neste novo tipo de comunicação. O que mais precisamos?

Da “Discussão sobre Formação Integral” 28/05/12

Entrando No Mundo Das Emoções

Dr. Michael LaitmanPergunta: Devem os participantes do primeiro curso de educação integral saber sobre os limites distantes da evolução da consciência humana, sobre as novas relações mútuas ou sobre como as novas oportunidades são reveladas quando se deslocam na mesma direção?

Resposta: Eu não creio. Pra quê? No primeiro curso as pessoas aprendem sobre a história da evolução egoísta da humanidade, que o ego atingiu os seus limites e não há nada à frente. Ao que parece, a Natureza é integral, e a humanidade se tornou integral. Apenas os seres humanos não estão integralmente conectados entre si, e por isso sentem uma crise, um estado de vazio material tanto interno quanto externo. Então, nós temos que falar sobre a integralidade da natureza, que é um sistema fechado, sobre seus sistemas de prestação mútua, apoio mútuo, sobre o sistema analógico, etc. Devemos educar as pessoas sobre o que este sistema nos oferece.

Aqui nós os colocamos num workshop, no formato de mesa redonda ou simplesmente em círculo. Eles devem sentir que a força da união e conexão revelada entre nós cria algo que é totalmente novo, que lhes permite sentir, ousar, ser preenchidos, e o mais importante, entender e explorar o nosso mundo e tudo o mais diretamente através disso.

De repente, novas opções são reveladas, e eles começam a ver que há uma chance maior nisso, mas descobrem por si mesmos: “Por que precisamos disso?”. Então, isso não vai parecer improvável e inacreditável, ou mesmo místico e imaginário. O melhor é levá-los de forma consistente e com sabedoria para o ponto onde podem realmente sentir. Afinal, se uma pessoa é realmente apenas um órgão que quer satisfação, já que queremos simplesmente nos satisfazer, não importa com o que, então, de repente, começamos a sentir que há oportunidades aqui e não precisamos de mais nada.

Mais tarde, enquanto trabalha no grupo e ouve as palestras, a pessoa começa a entender onde ela está em seu estado atual. Então, é mais fácil para ela entender o seu estado anterior. Tudo que a humanidade passou torna-se muito simples, um curto período de desenvolvimento egoísta. Afinal, o que são 100, 200, 300 milhões de anos?

Da “Discussão sobre Formação Integral” 25/05/12

O Inimigo Interior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se uma pessoa fizer nossos cursos, mas ainda estiver contra a conexão, nós podemos chamar isso de “inclinação ao mal”?

Resposta: Não. Se depois de alguns cursos eu ainda não entendo que a rejeição que sinto em relação ao grupo é má, se eu aceito essa rejeição, significa que eu não revelei a inclinação ao mal dentro de mim.

Toda a questão é ver a inclinação ao mal neste desejo negativo. Eu tenho que determinar isso por mim mesmo e não apenas ouvir sobre isso de alguém. Eu tenho que sentir que esse atributo me prejudica, pois ele não me permite entrar na spiritualidade e atingir a meta. É este atributo que está no meu caminho, e se eu não o superar, se eu não me ligar ao grupo, eu não tenho chance.

Eu tenho que ver realmente que a inclinação ao mal bloqueia meu caminho. Ela parece me deixar formar uma conexão, mas no momento seguinte ela me desconecta de meus amigos. No final, exceto por breves momentos, eu estou constantemente separado do grupo.

Será que eu percebo isso como mal da maneira como deveria? Afinal, deve-se chegar a um nível onde eu não serei capaz de permanecer no meu ego e farei tudo em meu poder para me livrar dele: “Minha morte é melhor do que a minha vida. Eu tenho que matá-lo, já que é meu inimigo”. Nós devemos sentir que este é o único inimigo que temos, oculto interiormente como um tumor cancerígeno, como uma cobra que eu preciso remover.

Mas se eu não sinto isso, eu ainda não revelei a inclinação ao mal. Então, eu ainda não preciso da Torá como “tempero”, ou seja, como um método de correção. É apenas pela revelação da tirania do mal que eu procuro uma solução. Eu estou totalmente contaminado, ele está absorvido dentro de mim e é impossível escapar. Então, o que devo fazer?

Não tendo nenhuma escolha e sentindo-me impotente, eu começo a perceber que há uma força que pode me ajudar, que é a Luz. Ela não é mais um conceito abstrato. Eu sinto que ela existe e procuro uma oportunidade de exigir dela; eu procuro pelo sentimento interno que vai me permitir atraí-la para que ela me livre do mal.

Tudo isso vem somente quando começamos o trabalho prático da conexão…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar