Textos com a Tag 'Educação'

Um Guia Para Resolver Problemas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Antes de escrever um livro ou preparar uma aula, você define uma meta. Com base na meta e nos objetivos, nós podemos distinguir dois tipos de material: informativo e inspirador.

O primeiro simplesmente informa que o método, o fenômeno, existe, e assim por diante. O segundo tipo incentiva a pessoa a fazer alguma coisa. Qual é a melhor abordagem para a estruturação de um livro sobre o método integral?

Resposta: Hoje, nós estamos vivenciando uma dinâmica muito rápida: a sociedade está mudando, o seu ponto de vista, todo o paradigma existente, tudo está mudando. Tendo em conta que nós precisamos mudar a sociedade, resolver as tarefas práticas de salvação de cidades e subúrbios do colapso, resolver os problemas do desemprego, proteger as crianças contra a violência na escola e os cidadãos da matança nas ruas, etc., perante tudo isto é preciso publicar um livro na forma de um guia para resolver estes problemas.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 31/05/12

Disseminadores De Idéias Integrais

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na Rússia, nós temos vários grupos de 10-12 pessoas cada, que se especializam no aprendizado integral. Eles têm vindo estudar os materiais há seis meses. Eles começaram a escrever artigos, e agora chegou o momento do treinamento prático. Estes são os círculos que estamos preparando para se tornar professores e educadores. Quais são as nossas metas e objetivos?

Resposta: Eu acho que primeiro eles precisam estudar as matérias sobre educação e formação integral, aprender a conduzir grupos focais, classes de professores, palestras e, em seguida, fazer treinamento prático.

Os grupos podem ser muito maiores do que 12 pessoas. Deixe que outros se juntem a eles – grandes círculos sociais ainda precisam ser expostos ao conhecimento integral.

Primeiro você precisa criar uma classe onde ensinará e envolverá as pessoas na preparação de materiais para a publicação de livros sobre o método integral, porque isso os faz avançar.

Em segundo lugar, é preciso formá-los num grupo, que irá utilizar este material (antes mesmo do verdadeiro livro estar pronto, mas partes dele estão sendo preparadas) e apresentar esses trechos, essas pequenas obras de diferentes especialistas, que eles comentarão. Este grupo irá trabalhar com o material, entrar em contato com os especialistas, e ter várias conversas com eles.

Desta forma, este tipo de trabalho, a coleta de materiais, basicamente se transformará numa formação de determinada comunidade, um clube, que irá gerar as suas ideias de uma forma mais prática, adaptada ao ambiente social que o clube se encontra.

Nosso objetivo é transformar essas pessoas em disseminadores ativos da noção de comunidade integral, que realizará isso através da busca de cientistas competentes e especialistas que concordem com as idéias integrais. Eu acho que isso é o que mais importa.

Porque não importa onde estamos. Primeiro nós devemos estabelecer uma conexão com as pessoas que sociedade reconhece como portadores do conhecimento, que possam se juntar a nós e nos apoiar, e tornar fazer essa ideia acessível aos grandes círculos de pessoas. É muito importante para a população em geral a origem dessa ideia; em outras palavras, deve ser uma grande comunidade.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 31/05/12

Lição De Casa Para Dois

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você pode dar um exemplo de um exercício prático comum que possa ser dado aos casais no curso de educação integral?

Resposta: Em primeiro lugar, nós precisamos estar preocupados que a sua influência mútua seja constante. Além disso, durante o tempo entre cada reunião, eles devem manter uma conexão entre si, compartilhar impressões a cada poucas horas.

Os casais trabalham juntos numa parceria. Às vezes, um deles é maior do que o outro e por vezes são iguais. Eles aprendem tudo isso num novo sistema de relações mútuas, fazendo a lição de casa todos os dias. Durante o dia eles fazem acompanhamentos:

Quantas vezes, de uma forma ou de outra, eles tiveram que lembrar o princípio “o amor cobre todas as transgressões”, quantas vezes eles precisaram transcender o seu ego, a fim de ver seu parceiro de forma positiva ao invés de negativa, e dentro de si mesmos para ver seu egoísmo como negativo em vez de positivo.

Cada um muda as críticas do parceiro pela autocrítica, ou seja, esclarecendo seus próprios atributos que são exibidos no outra como ruim. Os casais observam quantas vezes eles apoiaram um ao outro em casa, e quantas vezes estavam em contacto com outros casais, digamos, uma vez a cada três ou quatro horas, por telefone, internet ou teleconferências.

Assim, eles avançam todos os dias se encontrando no curso e recebendo novas explicações metodológicas. Depois de uma sessão de aprendizagem deve haver um workshop e lição de casa para o dia seguinte.

Além disso, a pessoa deve separar um tempo para o esclarecimento do dia passado. Pode ser que algo não foi bem sucedido. Então, o que pode ser feito para se ter sucesso? Pode ser que hoje, durante o curso, em vez de avançar de acordo com o plano, vale a pena passar revisar na aula e no workshop os mesmos temas e questões que se acumularam de ontem.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 11/07/12

Um Fenômeno Deslumbrante!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Chegou ao meu conhecimento que os Israelenses são muito ligados aos sentimentos. Enquanto que, digamos, na Rússia, uma pessoa está habituada a resolver os problemas com a razão, e quando eu lhe pergunto: “O que é que você sente?”, ela me responde com uma questão: “E o que são sentimentos?”.

Contudo, ao longo do workshop sobre o método integral, que foi realizado para pessoas comuns, eu não tive de explicá-la. Talvez seja um fenômeno da influência do campo integral comum?

Resposta: Eu penso que não é apenas a influência do campo comum. Se você não está lidando com políticos de alto nível, grandes figuras públicas e líderes de todo o tipo, que, pela natureza do seu trabalho, se tornaram tão “encobertos”, então todos os outros podem mudar os sentimentos de forma muito rápida e fácil. Isto pode ser visto nos resultados das mesas redondas.

Mesmo inimigos fervorosos podem se encarar lá, como, por exemplo, representantes árabes dos territórios denominados “ocupados” e estudantes de Tel-Aviv, que são totalmente diferentes, Beduínos de Negev, e por aí fora. Isto é, podem ser professores e logo ao seu lado, os mais recentes repatriados da Etiópia, África. De repente, acontece que a abordagem integral os leva a tal denominador comum que, digamos, depois de 40 minutos de conversa, você já não sente qualquer diferença entre eles.

Esse é um fenômeno deslumbrante! Ele não pode ser explicado por qualquer outra coisa além do fato de que nos movimentamos em direção à coincidência dos interesses comuns com a natureza, que começa a ser revelada dentro de nós no próximo nível; hoje, isso é sentido como indesejado, como uma crise, etc. Na realidade, se nos movemos em direção a isso, ocorre que aqui, em nós, uma nova força emerge, novas oportunidades, uma nova estrutura interna da natureza.

De repente nós saltamos para uma nova plataforma, que se move para algum lugar, e se torna simples e fácil para nós. Baseado em nossos novos interesses comuns, que literalmente criamos em 30-40 minutos, podemos atingir acordos e resolver variadas questões. Nós queremos permanecer neste sentimento. Isso deve ser constantemente cultivado e desenvolvido, e se tornará a coisa mais importante para nossas vidas.

Obviamente, nós precisamos primeiro fornecer condições básicas de vida, comida e abrigo, para todos. Mas, em princípio, isto é o que é materialmente necessário hoje para o homem, como representante do mundo animal; tudo o resto será avaliado do ponto de vista dos interesses comuns. Manter os interesses comuns, a confiança e o apoio comum, a interação, o calor, a segurança, tudo o que o homem inconscientemente sente vindo disso que ele apreendeu nesta conexão, será o mais importante para ele.

Sem arrependimentos, ele irá refutar todo o tipo de excessos, apenas para manter este sentimento e existir nele, viver nele, de forma que lá ele terá tudo que for necessário para a vida, e o mais importante, a percepção de si mesmo num ambiente caloroso, em harmonia. Isto porque aqui ele começa a sentir a revelação de uma força especial, uma qualidade especial. Isto vem da natureza global integral, que hoje começa a nos influenciar desta forma.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 30/5/12

A Questão Das Salas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos cumprir as recomendações da educação integral no cotidiano familiar, nas relações mútuas entre marido e esposa?

Resposta: Eu não vejo nenhum problema aqui. Nas palestras para casais, nós ensinamos o capítulo chamado “livre arbítrio”. Ele fornece informações sobre a natureza e a sociedade, de onde concluímos que a pessoa é um produto do ambiente. Então, se ela quiser mudar, ela só precisa escolher o ambiente que irá mudá-la. Isso depende da decisão da pessoa, e a realização está nas mãos do ambiente.

Suponha que há várias salas diante de você e em cada uma há um ambiente especial. Uma sala vai transformá-lo num criminoso, na outra sala você vai se tornar um intelectual, na terceira sala você será perfeito, na quarta sala você vai saber como tomar as decisões certas e na quinta sala você vai se tornar um perfeito homem de família. Você escolhe uma sala, atravessa-a, e sai na outra porta completamente formado, um graduando em Oxford ou um ladrão, um gigolô ou um homem de negócios, etc. Tudo depende das “quatro paredes”.

Esta é a razão de ser tão fácil; tudo que você precisa é ensinar a pessoa este princípio e preparar o ambiente certo para ela. Então, ele irá, sem dúvida, ter sucesso. Assim, o problema que estamos enfrentando é dividido em duas partes:

  • Ajudar a pessoa a decidir, de modo que ela vai escolher o “quarto” correto, ou seja, o ambiente correto.
  • Preparar este ambiente para ela.

Assim, nós lhe damos tudo o que ela precisa.

Aos poucos as pessoas vão aderir ao novo ambiente, expandi-lo em quantidade e reforçá-lo em qualidade. À medida que ele se tornar mais atraente, será mais fácil para as pessoas escolhê-lo e todos terão a chance de ser corrigidos. Não é difícil, tudo que a pessoa tem a fazer é tornar-se parte desta sociedade, e ela a influenciárá.

Claro, o processo de incorporação e melhoria tem de ser acompanhado pelas ferramentas certas, mas no todo ele é muito simples: a pessoa não tem que mudar a si mesma, ela só precisa estabelecer a conexão correta com o ambiente direito.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 11/07/12

Bons Fenômenos Negativos

Dr. Michael LaitmanComentário: Quando uma pessoa encontra uma situação negativa na vida, ela normalmente começa a fazer perguntas como: “O que está acontecendo? Por que aconteceu comigo?”. Como resultado, ela “dispara” mecanismos religiosos inatos ou pensamentos sobre equilíbrio ou justiça.

Resposta: O paradigma é muito simples. Se eu entendo que há uma força que nos gerencia e que nós agimos de acordo com este plano, seja por vontade própria ou sem escolha, nós ainda temos que realizá-lo tal como temos feito ao longo de toda a nossa evolução. Isso significa que tudo o que acontece comigo é cumprido de acordo com este plano. Assim, os acontecimentos positivos ou negativos ocorrem apenas para ajudar a mim e as pessoas ao meu redor a avançar.

Depois de muitas discussões sobre esses estados, onde sou impressionado pelos outros e pela forma como eles entendem e vêem sua vida, eu começo a entender que os fenômenos mais negativos levam aos melhores resultados, quando eu os utilizo para me unir e elevar acima de mim mesmo.

São estes fenômenos que me empurram para fora dessa vida e me ajudam a elevar meus sentimentos e minha mente para a unidade. Assim, eles são realmente o que há de melhor e mais desejável. Eu tenho que ser mais grato a eles do que aos sentimentos positivos que me fazem relaxar e não anseiam avançar. Isso porque neste caso o meu desejo é satisfeito, e não vejo razão para correr para lugar algum.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 30/05/12

A Família É Apoio E Modelo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu ver que meu marido não gosta de mim, eu tenho que deixar esse sentimento de lado?

Resposta: Não, você não deve apagar o sentimento, mas tentar se elevar acima dele. Você estabelece tal atitude a respeito de seu marido que é como se você estivesse recebendo amor absoluto dele.

Pergunta: Eu devo compartilhar meus sentimentos com ele?

Resposta: Sim, é claro. Diga-lhe que, “Segundo a minha natureza, egoisticamente, eu sinto que não estou recebendo suficiente amor e cuidado de você. Você não se importa comigo como antes, você não me traz flores, não mostra que se importa. Nós não vivemos da maneira que costumávamos quando éramos jovens, quando éramos felizes juntos e costumávamos passar mais tempo juntos. Hoje, é como se cada um estivesse sentado no seu canto e minhas exigências de você têm crescido a tal ponto que é como se elas estivessem preenchendo completamente nossas relações mútuas.

Mas eu não quero nada de você, exceto uma coisa: em vez de reclamar um do outro, vamos apresentar as reclamações a nós mesmos. Vamos ver as deficiências de cada um como a nossa. Vamos fazer este exercício psicológico.

Este exercício vai ajudar cada um a ver o seu parceiro como perfeito e você como não tão perfeito. Então, acima de todas as nossas falhas, vamos tentar tratar um ao outro como parceiro: esta é a verdadeira plenitude. No final, apesar de tudo que está acontecendo, vou tratá-lo apenas com amor, como uma mãe trata o filho de acordo com o princípio, “O amor cobre todas as transgressões”.

Eu exijo a mesma coisa do meu parceiro, já que sua atitude em relação a mim vai aumentar a minha atitude para com ele. Eu também preciso de um modelo bom e correto dele, de modo que ele tem que tratar seriamente os nossos esforços no trabalho acima do ego. Quanto melhor o exemplo do meu parceiro, maior e mais importante ele parecerá a mim, e mais respeito eu sentirei em relação a ele. Isso vai me dar o poder de retribuir-lhe na mesma medida.

Por um lado, eu tenho que elevar o meu parceiro aos meus olhos e apreciar o modelo que ele retrata. Afinal, ele supera seus impulsos, e, ao mesmo tempo, eu descubro uma “fraqueza” à medida que o meu ego me puxa para baixo pelas pernas e não permite que eu me eleve acima de mim mesmo. Por outro lado, eu devo sempre ser responsável e ser um modelo para o meu parceiro e, assim, fortalecê-lo. Assim nós nos tornamos modelos uma para o outro. Cada um tenta ser o professor e o aluno do outro ao mesmo tempo; uma vez ele levanta a cabeça e outra vez ele abaixa. Este apoio mútuo já é a correta e igualitária conexão mútua. Assim, a nossa interdependência mútua é revelada.

De tempos em tempos, nós temos que descobrir o benefício recebido, o novo sistema de nossas relações mútuas, que se baseia em concessões mútuas e em cada um superar a si mesmo. Nós nos elevamos ao nível do amor mútuo, deixando as queixas mútuas embaixo, mas não destruímos nada e não nada “varremos para debaixo do tapete”, mas apenas construímos algo novo a partir dos mesmos blocos, dos meios anseios internos que constantemente aumentam o ego.

Portanto, nós estamos constantemente nos sentindo mutuamente dependentes. Eu tenho que constantemente apoiar o meu parceiro e ser um modelo de superação, e preciso a mesma coisa dele. Assim, nós nos tornamos verdadeiros parceiros contra o nosso ego comum, contra o nosso inimigo comum, que chamamos de “serpente”. Ao confrontá-la começamos a nos aproximarmos um do outro e isso nos torna um todo.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 11/07/12”

Como O Mundo Descobrirá A Força Superior?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão importante que os 99% da população alcance a união integral? É possível dizer que, se eles se unirem, eles vão receber uma forma onde será possível a transferência da força interior a partir do 1%?

Resposta: Totalmente correto. Se as pessoas vivem dentro da quebra egoísta, é impossível transferir qualquer coisa a elas. Além disso, nós precisamos não apenas transferir essa energia a elas, esse conhecimento, mas atraí-las ao mesmo estado.

Isto significa que 1% dos 100% da humanidade faz isso ativamente, em conexão com a força superior, na revelação da força superior dentro deles.

E 99% dos habitantes da terra fazem isso de uma forma mais passiva, através da construção de relações integrais, sob as novas condições integrais: “Como nós podemos transformar “quadrados”, “triângulos” e “retângulos” em círculos, em harmonia com o novo mundo, as novas exigências”.

Quando eles pensam nisso e recebem educação e aprendizagem do 1%, então, gradualmente, se transformam em pessoas integrais. Eles começam a entender, de uma forma natural, o que significa este novo mundo, e descobrem a mesma força superior que o 1% descobriu. A força superior age e se revela a eles através do 1% da humanidade, que constitui o seu “condutor”.

Basicamente, não é nenhum tipo de sistema artificial, a mesma coisa acontecendo em nosso mundo. Se olharmos para o nosso mundo e o dissecarmos como uma pirâmide, veremos que apenas 1% age, cria e ousa. Tudo o resto são os receptores. Eles participam fisicamente, mas na verdade usam os lucros obtidos de cima, e só acrescentam a isso seus “fertilizantes”, a sua força.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/05/12

Uma Grande Aldeia

Dr. Michael LaitmanPrimeiro de tudo, nós precisamos de uma educação integral onde, baseado em muitos fatos – na opinião de cientistas, pesquisadores e cientistas políticos – nós descrevemos e mostramos claramente às pessoas onde realmente estamos.

A pessoa não sabe nada sobre a vida fora de seu trabalho, futebol, cerveja, e todas essas coisas parecem uma coisa natural. Ela não pode sequer imaginar que, se um dia a conexão entre nós de repente quebrasse, tudo isso não existiria: não o que vemos à nossa volta, não o que temos em casa! Isto é, sem o comércio internacional, o intercâmbio político, cultural ou militar, não importa em que níveis, nada existiria.

Primeiro, a educação integral fala do caminho que atravessamos na evolução, e no qual estamos presos. Hoje, nós não somos capazes de explorá-lo. Pelo contrário, a evolução continua; a cada dia, nações e todos os tipos de civilizações estão amarrados, cada vez mais apertadas, e a única coisa que podemos fazer é aprender a existir de uma forma integral.

Mas torna-se evidente que os países não sabem como fazer isso. Nós vemos isso em exemplos do mercado comum, bancos internacionais, etc. Então, o que pode ser dito sobre simples organizações de mulheres e crianças, e mesmo instituições de ensino, onde todos puxam o “cobertor” para si? Acontece que nestas organizações culturais e educacionais, não é possível chegar a algo comum. Cada um puxa para si, e cada um pensa que é maior, melhor, e que os outros devem ouvi-lo.

E o mais importante é que o sistema está avançando e se fechando, juntando, e apertando cada uma das engrenagens, mesmo a menor delas. Assim, todos dependem do outro.

Se hoje você se aproxima de um simples agricultor da China, Rússia, Europa, ou do EUA, que cultiva arroz ou batatas, ou produz leite ou carne, etc., ele lhe diria que é preciso fazer isso ou aquilo, porque no mundo certas coisas ocorrem: a Argentina produz carne, a China outra coisa, e assim por diante.

Eu muitas vezes me deparei com isso. Não muito tempo atrás eu estava na América do Sul e do Norte e falei com pessoas que estão envolvidas na agricultura. Elas têm uma enorme consciência sobre o que está acontecendo no mundo neste campo e não apenas em sua área, mas em áreas afins.

Hoje, um agricultor que planta, digamos pimentas vermelhas, sabe todas as novidades científicas que são relevantes para o cultivo de pimentas vermelhas e está plenamente consciente do que está acontecendo no mundo neste campo. Acontece que a pessoa está constantemente fechada e dependente dos outros. Ela sabe que se algo acontecer em algum lugar ou se a sua cultura se perdesse, porque ninguém precisa dela, então, no final, ela mesmo se tornará pobre.

Isso significa que o sentimento geral de dependência atinge mesmo as menores fazendas, e nos próximos anos vai chegar até as pessoas comuns. 

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/05/12

Estudando A Natureza: O Caminho Para Resolver Nossos Problemas

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que exatamente você quer dizer quando afirma que o plano da natureza mudou? Como podemos explicar às pessoas comuns o que exatamente mudou?

Resposta: Nós simplesmente temos que mostrar à pessoa alguns filmes sobre a interligação das pessoas no mundo, de modo que ela tenha uma imagem clara das conexões humanas em todos os níveis, não nos níveis científicos, que são remotos para pessoas comuns, mas nos níveis tecnológico, industrial e comercial: diferentes formas de garantia mútua.

Primeiro, devemos mostrar à pessoa a necessidade de conexão no nível das necessidades básicas: ela não será capaz de cuidar de si ou de seus filhos se não estiver bem conectada integralmente com o mundo. Se eu dependo dos outros, eu tenho que estar em boas relações com os outros; se eles sentirem bem, eu me sentirei muito bem. Isso significa que temos que entender que não há outra maneira de existir.

Então, qual é o problema? Por que não podemos existir do jeito que deveríamos? Por que não podemos baixar os preços exorbitantes das mercadorias, do transporte, da conexão? Por que não podemos parar a alocação de metade do nosso orçamento em segurança se estamos tão intimamente conectados? Porque os cuidados com a saúde tão caros que temos que vender pílulas extras? Por que desenvolvemos tantas coisas redundantes e prejudiciais? Talvez tenhamos que sacudir tudo isso e chegar a um denominador comum normal!?

Nós temos que estudar a natureza, concentrar todos os nossos esforços nisso, e aceitar as leis de comportamento da sociedade humana. Nós devemos espalhar no mundo todo o método da sociedade integral e, assim, gradualmente mudar o nosso ambiente, de modo que ele irá influenciar cada indivíduo na sociedade.

Nossa sociedade tem que ser geral, integral, e não dividida por fronteiras e nacionalidades, que na verdade não existem mais. É tudo apenas simbólico na era da tecnologia moderna, com transporte moderno, etc. Afinal, a quem essas fronteiras protegem, e quem precisa deles? Quem quer conquistar quem? Hoje, milhões de imigrantes se deslocam de um lugar para outro!

Nós temos que organizar tudo isso de forma gradual e de forma sensata. Então, em várias décadas, nós seremos capazes de construir uma sociedade totalmente igualitária. Nós temos todas as opções, especialmente se estivermos livres de todos os gastos desnecessários.

Nós temos que apresentar isso para as pessoas e, gradualmente, deixá-las compreender a importância e a necessidade de nossa conexão através de séries de TV, peças de teatro, músicas, materiais didáticos em escolas, cursos, durante o horário de trabalho em diferentes empresas, etc. Nós temos que fazer as relações sociais e públicas trabalharem seriamente. Esta deve ser simplesmente a obrigação de cada membro no grupo.

Esta obrigação será, evidentemente, completada pela importância da meta e a publicidade. Todas as pessoas importantes e celebridades terão que mostrar o quanto estão envolvidas e engajadas, ao sentir essa importância diante do chamado da natureza. Não se trata de um partido político ou um indivíduo que quer subir ao topo. Ninguém pretende governar ou conseguir alguma coisa; trata-se simplesmente de nós, as pessoas neste planeta que estão enfrentando essa necessidade. 

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/05/12