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Dê: Para Encontrar A Fonte Da Felicidade Em Si Mesmo!

laitman_568_01Nas Notícias (de Psychologies): “A felicidade para nós é habitualmente medida pelo capital. Nós acumulamos na forma de coisas, a ganhamos e recebemos como presente. Essa felicidade mensurável pode ser mostrada para os outros e avaliada.

“Mas quanto mais nos concentramos em coisas que nos dão prazer, mais rápido a sensação desaparece e perde o seu valor. Um dos grandes paradoxos da ciência da felicidade é a condição em que a pessoa dá e ao mesmo tempo sente satisfação máxima.

“Estudos mostram que ao exercitar regularmente a bondade para com as pessoas, a nossa visão da fonte da felicidade muda. Nós podemos encontrá-la dentro de nós mesmos. Essa sensação de poder, a capacidade de influenciar o mundo ao nosso redor e, assim, levá-lo ao bem nos impulsiona a fazer o bem repetidamente”.

Meu Comentário: Isso é verdadeiro e simples: dê, então encontre a fonte da felicidade em si mesmo!

A Magia Do Egoísmo E Da Doação

Dr. Michael LaitmanCéu e Inferno

Pergunta: Você está dizendo que a bruxaria é um fenômeno psicológico. Como ela reflete sobre aqueles que sequer suspeitam que são os alvos?

Resposta: Esta é a maneira pela qual os nossos desejos são direcionados aos outros. Todos os nossos desejos compreendem um conjunto de forças que afetam todos ao nosso redor. Nossa atitude para com o mundo em geral e o ambiente em que vivemos é a contribuição de nossas energias pessoais para o sistema global.

Pergunta: Portanto, a feitiçaria é o desejo de uma pessoa orientado para o benefício ou prejuízo de outra pessoa?

Resposta: Os desejos são importantes, mas por que você os chama de bruxaria? Cada um de nós age dentro de uma rede geral de forças que existe entre nós. É um sistema extremamente complicado. Nós somos a fonte de um complexo de forças más, não corrigidas, chamado de ego. Nós temos que corrigir essas forças e fazer sua transição de maldade para a bondade, ou em outras palavras, sermos bom para os nossos vizinhos.

Isso significa que a partir do desejo de receber, que toma o máximo possível dos outros, nós temos que acabar doando a todos. Assim, o princípio fundamental, a regra universal da sabedoria da Cabalá, afirma: “Amarás o próximo como a ti mesmo”. Este princípio preenche a rede geral de energia positiva. Tudo que nós geramos deve trazer benevolência aos outros. É assim que uma rede positiva é criada.

Quando construímos uma rede desse tipo, nós entramos no mundo composto por benevolência completa, ou seja, entramos no Jardim do Éden. Assim, o céu é um estado em que todo mundo só pensa no bem-estar do outro.

Ao mesmo tempo, o inferno é o ódio mútuo, um estado em que todos nós sofremos.

Como Se Defender Contra O Negativismo?

Pergunta: Se alguém nos influencia perversamente através da rede geral, nós podemos nos defender de alguma forma?

Resposta: Sim. Para isso, nós temos que envolver forças positivas.

Pergunta: A quem devemos orientá-las?

Resposta: A todos. Mesmo que eu não tenha ideia de quem exatamente me envia uma influência negativa, isso não importa. Minha atitude positiva e gentil para com os outros se transforma num escudo por meio do qual a negatividade não pode penetrar.

O mecanismo é muito simples. Eu só posso ser ferido se estou em meus desejos egoístas e se me importo apenas comigo. Se eu doo, contribuo, dou, compartilho e amo os outros, ninguém pode me machucar. Eu sou invencível porque existo dentro dos outros.

É uma armadura psicológica muito forte. Graças a ela, não importa o quanto os outros queiram me machucar, não vão ter êxito.

Além disso, ao agir dessa forma, eu neutralizo todos os meus agressores, uma vez que existimos num sistema unificado, comum. Isso explica por que, ao contribuir com nossa atitude sincera com outros seres humanos e o desejo de levar bondade a todos, nós acentuamos a energia positiva na rede geral. O positivismo é capaz de destruir todo o negativismo dirigido contra nós. Assim, não só ninguém será capaz de nos machucar, mas ninguém sequer fazer uma tentativa de fazê-lo.

Esta é a forma como o sistema funciona. A Torá, particularmente a sabedoria da Cabalá, explica estas questões para nós em detalhes. Nós vemos isso quando alguém é uma fonte de bondade para com os outros, as forças do mal não são capazes de feri-lo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 18/01/15

Restringido Pela Doação

laitman_527_03Até a destruição do Beit HaMikdash (templo), ou da queda do nível espiritual, o povo de Israel entendia que se encontrava “em tratamento” pelo Criador, a Força Superior. Isto ser refere à força que precedeu nossa realidade. Este é o poder de doação e amor, que criou as criaturas com um desejo oposto, de recepção.

Nós não podemos ser libertados desse desejo, pois fomos criados a partir dele; é nossa “substância” essencial.

Porém, nós podemos adicionar a ele a intenção de doar. Para isso, a sabedoria da Cabalá nos ensina a nos assemelharmos à Força Superior, que é a doadora. E mesmo que eu seja “tecido” a partir do ego, do desejo de receber, eu adquiro uma nova forma para ele, uma nova expressão externa, uma inclinação à doação.

Desta maneira eu incluo dentro de mim duas forças:

  • Minha força receptora natural, da qual não há para onde fugir.
  • A força de doação, um exemplo da qual eu recebo do Criador.

Eu posso adquirir o poder de doação do Criador que vai possibilitar que eu limite meu poder de recepção e não use-o. É impossível anulá-lo, porque ele é meu. Mas eu posso decidir que não vou ativá-lo no nível “falante” e que vou usá-lo apenas nos níveis inanimado, vegetal e animal, apenas para satisfazer as necessidades essenciais. Eu vou ter comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento, mas num limite especial que determino para mim.

No mais, eu atuo apenas de acordo com o poder de doação que recebo do Criador. Eu o desenvolvo cada vez mais, de modo que ao lado do meu corpo bestial eu me desenvolvo à imagem do homem, Adão, aquele que se assemelha (Domeh) ao Criador.

Na verdade, esse poder de doação, o poder do Criador, esteve latente no povo de Israel desde o início. Ele se manteve em nós desde que o recebemos, mas agora está oculto. Mas nós podemos revivê-lo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/12/14

Não Compartilhe Apenas Dois Brinquedos, Dê Ambos!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nas histórias do justo, Jó relata que seu sofrimento é o resultado de uma disputa com o espírito maligno chamado Satanás, que, supostamente, olha para as pessoas e decide testar sua lealdade para com o Criador.

Satanás afirma que Jó era justo porque tinha tudo e prosperou na vida. E se você tirar a sua riqueza, não se sabe como ele vai reagir. Este é o começo do sofrimento de Jó. Quem é Satanás?

Resposta: Esta história é sobre o desejo mal que confronta todos. Satanás está dentro de nós e é chamado de inclinação ao mal. Está escrito: “a inclinação do mal numa pessoa é Satanás, o anjo da morte”.

Pergunta: Nós consideramos Satanás como algum tipo de força superior?

Resposta: Por que não pode ser superior? Nós nascemos dessa forma; ela me precede: “o coração humano é mau desde o dia em que nasceu”. Ela reina sobre nós. Eu diria que essa força é ainda mais forte do que o Criador. A natureza consiste de quatro níveis: inanimado, vegetal, animal e falante.

A força que controla os níveis inanimado, vegetal e animal é benevolente. É por isso que a harmonia e o equilíbrio estão presentes nos três primeiros níveis. Mesmo que algumas criaturas vivas se devorarem, isso acontece apenas porque elas são regidas pela natureza. Elas não se machucam de forma deliberada. A força positiva que governa o os níveis inanimado, vegetal e animal é chamada de Criador (Elokim).

O nível humano (falante) é controlado pela força negativa: “o coração humano é mau desde o dia em que nasceu”. A natureza má constantemente nos tenta a magoar os outros. Não só eu quero tomar o seu relógio, anel, e belos óculos só porque os quero; eu também gosto que você não os possui mais. De onde vem esse sentimento? Ele vem da capacidade de perceber os nossos próximos, ou seja, “Eu sinto você”.

Visto que eu os sinto, eu não estou satisfeito quando meu próximo simplesmente não se sente bem. Eu realmente quero que ele se sinta mal. Este simples fato me faz automaticamente feliz. Portanto, a sensação do próximo que é inerente à natureza humana nos permite desfrutar o sofrimento dos outros que resulta do fato de que eles não têm as coisas pelas quais se esforçam. Esta sensação nos eleva e satisfaz. A força que causa essa sensação é chamada de Satanás ou a inclinação ao mal.

Pergunta: O que significa o diálogo entre Satanás e o Criador?

Resposta: Satanás vive dentro de nós. É a nossa natureza. Quanto ao Criador, Ele é a natureza externa que nós ainda não temos. Ela existe nos níveis inanimado, vegetal e animal, mas está ausente do nível humano: “o coração humano é mau desde o dia em que nasceu”. É assim que nascemos e, depois, continuamos vivendo. Você pode ver isso facilmente em nossas crianças. Elas crescem gradualmente por dois, três, quatro anos e, de repente, se tornam pessoas.

Eles começam a mentir, roubar, agir apenas para seu próprio bem, fazendo tudo o que podem para satisfazer seus desejos. Elas querem tudo, e se você der um brinquedo para uma criança e um segundo brinquedo a uma outra criança, a primeira quer agarrar ambos. É nosso dever transformar a inclinação má numa boa, “como se fosse para o nosso próprio eu”. Se antes uma criança agarrou ambos os brinquedos e nunca lhes deu a outras crianças, agora ela deve dar os dois brinquedos para os seus amigos. Não se trata de partilha. Ela tem que agir “como se é para seu próprio bem”.

Pergunta: Como devemos entender as manipulações de Satanás quando ele exige o envio de novos problemas a Jó? Não basta tirar o dinheiro de Jó. É necessário levar seus filhos!

Resposta: Isso decorre do programa da natureza que nos governa constantemente. Nós avançamos e crescemos permanentemente, e nossos desejos constantemente melhoram, se desenvolvem e se tornam cada vez mais egoístas. Nossas necessidades se expandem. No entanto, será que nos tornamos mais corrigidos de geração em geração?

Nós seguimos constantemente Satanás. Ele nos leva a coisas ruins: armas, assassinato, terror, engano e astúcia. Nós podemos resistir a essas coisas? Não! Nós flutuamos com o fluxo mau que não nos leva a lugar algum. Nós aceitamos isso. Além disso, nós ainda nos consideramos cidadãos honestos!

Ao converter o mal em bem, nós vamos atingir o nível do Criador. Então, nós vamos entender toda a natureza e alcançar o melhor nível científico possível, construir relações corretas entre nós e agir em conformidade. Nós não estamos lá ainda.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/13

Como Sentir O Centro Do Círculo

Pergunta: Como podemos sentir o centro do círculo? Qual é a diferença entre uma pessoa que fala da mente ou a partir do centro do círculo, que é do coração? Como definimos isto para nós mesmos?

Resposta: Falando do centro do círculo significa falar do nosso anseio coletivo.

O centro do círculo é o lugar onde todas as nossas aspirações e expectativas se unem e começamos a sentir que realmente precisamos estar em contato com o Criador, de modo que Ele se vestirá em nós e revela em nós a intenção, direção e movimento. Quando anulamo-nos totalmente há apenas um ponto central de nosso círculo deixado e o desejo de que Ele deve vestir-se nisto. Isso é o que devemos alcançar.

Embora saibamos muito e aparentemente entendemos o método, o que acaba sendo deixado de tudo isso é só um sentimento nulo de conexão. Zero! Esta é a melhor sensação, quando você só precisa do superior, e, em comparação, é claro, todo o grupo volta-se para o zero. Então, você é recompensado por sentir a Sua obra em você.

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Da Convenção Em São Petersburgo, “Primeiro Dia”, 19/9/14, Lição 2

Marerial Relacionado:
No Centro De Todos os Círculos E No Final Da Linha
A Zona Neutra
Esforçar-se Pela Conexão Ideal

Ansiar Por Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é uma ordem consistente de trabalhar com o ego? Suponha que eu descubra o mal dentro de mim. O que acontece a seguir? Como eu trabalho com isso?

Resposta: A primeira condição é relaxar, pois você não está pronto para trabalhar com o seu ego. Portanto, não pense em “tirar um machado e cortar fora o rabo do ego”.

Trabalhar com o ego não começa com a tentativa de aniquilar as características negativas dentro de nós. Em vez disso, nós atraímos características positivas para nós. Portanto, em geral, a sabedoria da Cabalá não fala sobre trabalhar com o ego. Este é o papel do Criador, a Luz. Nosso trabalho é querer que o ego seja corrigido numa característica oposta.

De forma alguma nós pensamos no ego. Nós devemos ansiar pelo bem, pelo amor, pela conexão e unidade, por uma conexão entre nós, em que cada um vai parar de sentir a si mesmo e vai sentir um corpo homogéneo (o desejo). Se pensarmos nisso e quisermos isso, a Luz vai agir e nos influenciar de acordo com o nosso anseio por isso, porque esta é a sua característica: única, singular e unificado, um desejo singular, a característica de doação.

Junto com isso, eu não penso no ego. Penso só no que é positivo, e, depois, a Luz age em mim e corrige tudo o que é necessário em mim. Eu não a ensino o que corrigir, porque, afinal, eu não sei. É assim que isso funciona.

Pergunta: Suponha que eu descobri que odeio e invejo algum amigo. O que devo fazer neste momento?

Resposta: Peça amor. Experimente, e você ficará convencido de que há uma diferença entre pedir a correção do mal e o aparecimento da característica do bem. Não é a mesma coisa.

Isso é porque a pessoa está sempre onde estão seus pensamentos. Por que eu deveria estar no meu mal e ser estimulado por ele, “sugando tudo ao seu redor”, e explorando-o? Eu não preciso disso! Pelo contrário, é melhor que eu esteja conectado com as futuras características positivas desejáveis ​​que por enquanto não existem em mim. É melhor pensar nelas, ansiar, sonhar, imaginar que estou dentro delas.

Fuja do seu ego e anseie por doação.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Por Que Jacó Tem Medo De Esaú?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Jacó tem medo de Esaú. Do que ele tem medo?

Resposta: Digamos que eu vim visitá-lo. Antes de vir eu tive um bom jantar e mesmo que você me ofereça alimentos diferentes, eu não estou com fome, ou seja, o meu desejo de receber prazer não é grande. Eu digo a você: “Você sabe, eu não quero nada, mas por você (em prol da doação) eu estou disposto a aceitar um pequeno deleite, por exemplo, chá e bolo”. Eu recebo o meu deleite e não sinto vergonha; eu fiz isso com a intenção de agradar o anfitrião, e isso nos torna iguais, porque quando eu não recebo em meu benefício, isso é referido como dar a você, e isso me deixa cheio de respeito pessoal.

Nós nos sentamos à mesa, conversamos, o tempo passa e eu começo a ficar com fome. Você diz: “Então, talvez você queira algo?” Mas agora, eu realmente estou com fome! Eu sinto o cheiro do alimento; eles estão me “atacando”! Então, o que eu faço? Eu tenho medo de permanecer neste grande desejo. Eu estou enfrentando um grande desejo. Será que eu serei capaz de resistir a este grande prazer ao ter este grande desejo e será que posso realizar a mesma ação para agradar o anfitrião?

Se eu estou agindo em prol da doação, eu revelo o Criador, e se não consigo, eu aterrisso no chamado “inferno”; eu caio no estado chamado Esaú que me governa.

Isso é chamado de Jacó está com medo. Ele não sabe se será capaz de superar o seu egoísmo, o seu desejo de receber prazer, porque Esaú está nele, ele começa a exigir, está se aproximando de Jacó e diz: “Nós somos irmãos! Vamos ficar juntos!” Nosso desejo egoísta nos diz: “Você quer que a espiritualidade? Eu estou com você! Você quer chegar à Luz? Eu amo a Luz! Dê-me!”

Nós devemos afastá-lo, confundi-lo, enganá-lo, dizer-lhe: “Tudo bem, vejo você amanhã”, e correr o mais rápido que pudermos e tanto quanto pudermos. A Torá nos ensina a trabalhar com o nosso egoísmo, tomando progressivamente pedaços dele para correção até corrigirmos todo o egoísmo.

Da Porção Semanal 18/11/10, O Zohar

Filhos Do Mundo Futuro

Dr. Michael LaitmanNo momento em que eu recebo a intenção “em prol da doação” sem receber nada em troca, eu começo a ser chamado de “filho do mundo futuro”; eu entro no mundo superior, na percepção através da intenção de doar, a aspiração de doar.

Então eu começo a perceber a Luz que me preenche, a Luz de Hassadim, na minha doação aos outros (apenas dentro do desejo, porque até agora eu não tenho nada a doar), na minha atitude para com eles. Esta realização me afasta do meu desejo egoísta.

Ele não desaparece, mas eu me afasto dele, elevo-me sobre ele; ele não se sente mais importante para mim, os desejos dos outros se tornam importantes para mim, assim como o que mais importa para uma mãe é o desejo de seu filho, e ela se dedica totalmente a cuidar dele. Mas isso é parte de sua natureza, e nós atingimos esta atitude para com os outros através da Luz Superior.

Desta forma, eu revelo o mundo superior. E na medida em que eu me desconecto de mim mesmo e começo a viver dentro dos desejos dos outros, sem qualquer conexão comigo mesmo, eu chego a um estado chamado de “liberdade do anjo da morte”, quando o meu desejo, onde eu antes me sentia vivo, já não se sente como a fonte de vida em mim, algo que me dá vida. Sua morte não me trazer à vida. Eu percebo a vida no preenchimento de outros desejos (Kelim), porque eles se tornaram meus.

A liberdade do anjo da morte significa que o meu desejo, mesmo em seu nível inicial mais baixo, que parece como se o meu corpo pudesse deixar de viver, recebendo até mesmo a iluminação mínima que lhe dá vida, Kista de Hayuta, e eu não sinto como se tivesse perdido alguma coisa. Eu já não me relaciono com ele, porque adquiri um Kli diferente, chamado alma.

Estes outros desejos que eu percebo como meus são chamados de um vaso, o Kli da minha alma. E o preenchimento dentro desses desejos é o preenchimento com a Luz de NRNHY da minha alma. Lá, eu encontro a força superior, a raiz de tudo, e isso significa que eu alcanço a adesão com o Criador.

Então eu começo a entender que a pequena sensação no meu desejo egoísta, com a qual eu havia começado minha jornada, era uma mera ilusão na qual eu precisava viver e existir para entrar nesta realidade universal de doação.

A realidade anterior era simplesmente imaginária, existindo apenas na minha ilusão, como num sonho. Mas, na realidade, ela não existe, porque não há lugar para o desejo de receber prazer. Este mundo imaginário, inventado, desaparece como um sonho.

Desta forma, nós nos aproximamos de um desejo diferente. E cada vez a pessoa alcança dentro dos Kelim dos outros, os quais tornaram o seu próprio. É por isso que está escrito: “O homem aprende onde seu coração deseja”; nesse lugar, nesses desejos, ele revela uma vida eterna, absoluta e superior.

Da Lição de 26/11/10, Escritos do Rabash

Chuva No Deserto

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos sentir a doação ao sentir prazer em receber, ao mesmo tempo?

Resposta: Quanto mais a pessoa avança, maiores são os prazeres que ela sente em seu desejo de receber. O desejo cresce e o prazer cresce. Você ainda não sabe quantos desejos por prazeres estão escondidos em você.

Isso começa e nunca termina. Cada vez a pessoa pensa que nunca vai voltar ao que era antes, mas, no momento seguinte, ela cai novamente sob o domínio do novo desejo que se revela, o novo Reshimo (reminiscência), e é como se tudo começasse de novo. Isso acontece num nível superior, é claro, mas parece que as coisas se repetem.

Quanto maior o nível, maior o mal que é revelado. Tudo começa a partir da linha esquerda, a partir do ego crescente, uma vez que temos que subir até o topo da montanha, até o topo dos nossos transitórios pensamentos, desejos, separação, ódio e cobiça.

É tolice pensar que uma pessoa tem que fazer isso por si mesma. Nós realmente desperdiçamos nossas forças neste erro, em vez de aspirar à conexão.

O problema é que a pessoa luta como Don Quixote contra os moinhos de vento e não contra o inimigo real. Ela está armada com uma espada de brinquedo e um escudo próprio e não com uma espada de verdade e um escudo que recebeu de seu pai, da Luz Superior, e perdeu-os por causa de seu descuido. Afinal de contas, ela pensa que vai atingir tudo por si mesma, com seus próprios poderes e sua mente.

Este é o seu erro, porque este trabalho, na verdade, não é difícil; ele pode se tornar bastante agradável, fascinante e agradável. A pessoa se torna um artesão que ama seu trabalho, gere-o, e imagina corretamente como iniciá-lo e quem são seus parceiros: os amigos, o professor, o Criador. A principal coisa é esclarecer a abordagem certa, e esta é a parte mais difícil.

As crianças se desenvolvem naturalmente: a natureza invoca neles um desejo, uma aspiração, e habilidades. Nós, por outro lado, temos que organizar tudo por nós mesmos. Este é o único livre arbítrio que temos: organizar um lugar para o nosso desenvolvimento e concentrar todas as condições nele, a fim de criar um ambiente que estimule o nosso desenvolvimento.

Mas, em vez disso, a pessoa gasta muita energia nos lugares errados, como chuva no deserto. É como se ela fizesse grandes esforços, mas, na verdade, os desperdiça em ações ociosas e inúteis.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/07/14

À Beira Da Revelação

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível sentir o campo de doação, até certo ponto, quando estamos apenas em nosso egoísmo?

Resposta: Às vezes uma pessoa recebe o sentimento deste campo. Se ela de repente dá ao Criador a oportunidade, o Criador é revelado. Isto é chamado de “despertar de Cima”, o qual não podemos influenciar.

Por outro lado, nós realmente nos aproximamos da revelação deste sentimento através do nosso trabalho. Durante as aulas, às vezes há esses momentos, e há pessoas que de repente sentem isso, e essa sensação desaparece e reaparece, e depois desaparece novamente. Meu trabalho é levar vocês até este ponto, mas eu não posso empurrá-los mais do que isso. É proibido fazer isso. Os Reshimot (reminiscências) em nós despertam e mudam, mas não há nenhuma mudança na Luz. Na verdade, apenas os genes informativos mudam e, de repente, há essas mudanças numa pessoa em que ela começa a sentir mais. Depois ela cai, o que significa que sente menos.

A principal coisa é não experimentar sensações interessantes, mas adquirir o atributo de doação para que possamos controlá-lo e sermos capazes de trabalhar com ele e segurar as rédeas em nossas mãos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/07/14