Concordando Com O Criador
Naquele momento, a pessoa deve prestar atenção a isso e acreditar que o Criador está cuidando dela e a guiando no caminho que leva ao palácio do Rei (RABASH, Artigo nº 6, “Quando a Pessoa Deve Usar Orgulho no Trabalho”).
Uma pessoa deve verificar constantemente todas as suas sensações e pensamentos, bem como seu coração e mente, para ver se concorda com o fato de que o Criador a está guiando em direção a Si mesmo.
“Eu concordo com o que o Criador está fazendo comigo? Ele me joga para baixo, me levanta, me joga em todas as direções. Um momento eu choro, no outro eu rio; às vezes me alegro, às vezes me angustio. Eu entendo que preciso passar por esses estados, mas que o mais importante é permanecer em conexão, em adesão com o Criador — que não há outro além Dele?”
Conclui-se que ela deve se alegrar porque o Criador está cuidando dela e também lhe dando as descidas. Ou seja, a pessoa deve acreditar, tanto quanto puder compreender, que o Criador está lhe dando as ascensões…
Além disso, a pessoa deve acreditar que o Criador lhe dá as descidas, porque Ele quer aproximá-la. Portanto, tudo o que puder fazer, deve ser feito como se estivesse em um estado de ascensão.
Em princípio, não há descidas. O que ocorre é meramente a revelação do próximo grau não corrigido, seguido por sua correção. Esses graus nos são revelados — eles foram formados antes mesmo de nós, como resultado da destruição de Adam HaRishon. E nós os corrigimos continuamente por meio de nossa atitude.
Nada nos é exigido! Não precisamos fazer nada, exceto concordar com o Criador, justificá-Lo.
A palavra hebraica para “justificar” é “LeHatzdik“, e quem justifica o Criador é chamado de Tzadik, o justo, porque O justifica. Essa é toda a nossa obra. Mas, para isso, precisamos absolutamente de um ambiente; sem ele, não seremos capazes de justificar sequer um único ato do Criador, nem emocional nem mentalmente.
Portanto, quando ela supera um pouco durante a descida, isso é chamado de “despertar de baixo”. Cada ato que ela faz, ela acredita que é a vontade do Criador, e por isso mesmo ela é recompensada com uma aproximação maior, o que significa que a própria pessoa começa a sentir que o Criador a trouxe para mais perto.
Do Congresso de Cabalá na Moldávia, 08/09/19, Lição 7
Em nosso vasto desejo de desfrutar, existe uma centelha, o embrião da alma. Portanto, tudo o que vem do Criador deve ser dividido em duas partes: uma que atua em relação ao desejo de prazer, que é chamado de “corpo”, egoísmo, e outra que atua em relação à alma, o propósito da criação, a fim de desenvolver esse ponto e torná-lo cada vez mais semelhante ao Criador, elevando-o pelos degraus da escada espiritual.
O Criador está em tudo: no mundo, na sociedade, na humanidade, na dezena. Nós simplesmente O revelamos ali de acordo com nossas próprias qualidades. Imagine dez pessoas sentadas ao redor de uma mesa. O Criador está entre elas, pronto para ser revelado assim que estabelecerem a rede correta de relacionamentos.
Pergunta:
Devemos trabalhar com fé acima da razão, ignorando nossos próprios sentimentos “como o boi para o fardo e o burro para a carga”. Antigamente, animais domésticos como o boi e o burro eram livres, vivendo suas próprias vidas na natureza com sua própria família, seu rebanho. Mas agora, toda a sua vida é dedicada a atender às exigências do senhor. Eles se venderam por um cocho e estão prontos para fazer qualquer trabalho que o senhor exigir.
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