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A Fotografia Do Criador

115A espiritualidade só possui a forma que você constrói para ela por meio de seus desejos. Do alto, recebemos apenas um registro informativo (Reshimo), e devemos construir a forma por nós mesmos. Do alto, do grau superior, também nos são concedidas força e mente para a realização, mas de acordo com o nosso pedido.

Parece-nos que um mundo já pronto cairá subitamente sobre nós do céu. Não há nada a esperar. Eu mesmo o construo com meus esforços. Eu mesmo desenho este mundo contra o fundo da luz.

Eu desenho a imagem de cima e, conforme me esforço, ela se torna cada vez mais verdadeira. Faço tudo o que sou capaz. Desenho todos os tipos de formas. Às vezes fica melhor, às vezes pior, e às vezes cometo erros. Crio-os e os apago até conseguir.

E no decorrer do meu trabalho, de repente percebo que o Superior começa a me ajudar! Ele me veste como uma luva e trabalha. Ele me ajuda como uma mãe que brinca com o filho e o ajuda a construir uma casa de blocos. Quando tento fazer algo e não dá certo, de repente sinto que é Ele quem me ajuda a entender que não deveria ser assim, mas sim o contrário.

Mas tudo isso é fruto do meu esforço, pois tentei construir algo. E Ele também desperta em mim o início desse esforço, mas eu devo continuá-lo, encontrar sua origem e começar a trabalhar a partir dela. É a isso que se chama: “Eu, o Criador, sou o primeiro e o último”.

Nós mesmos devemos construir a conexão entre nós, esta “casa”, o lugar onde o Criador será revelado, a “imagem do Criador”, usando nosso próprio material. Sem isso, Ele não tem imagem alguma. Eu O projeto em mim mesmo, em meus desejos, naquela parte que posso tornar semelhante a Ele.

E sobre esse desejo, como sobre um alicerce, como sobre uma tela (e na espiritualidade é de fato chamada de tela), começo a ver Sua imagem. Ela começa a aparecer nessa tela como uma fotografia imersa em um revelador. Essa imagem que se manifesta na minha tela é chamada de luz refletida. E assim recebo duas forças espirituais: a tela e a luz refletida.

Tudo isso deve vir de mim mesmo. É por isso que o tempo necessário de preparação para entrar no mundo espiritual — “de três a cinco anos” — é exigido. O tempo de ocultação é o tempo das minhas tentativas de construir essa imagem. E depois o mundo espiritual é revelado; e o que ele se revela ser na realidade é difícil até mesmo para nós imaginarmos.

Dois Pontos

527Eu devo criar um Kli para que o Criador possa preenchê-lo. Se recebo inspiração do Criador, isso não é mérito meu, mas Dele. Se recebo inspiração dos amigos, isso também não é mérito meu, mas deles.

Busco inspiração nos amigos. Eu, o insignificante que nada possui e é incapaz de se unir a eles ou desejar o Criador, recebo essa inspiração deles e ajo de acordo com ela. Eu mesmo adquiri essa inspiração.

Aqui, necessariamente, devem existir dois pontos: eu sou completamente anulado, um zero, o mais baixo dos baixos; contudo, recebi inspiração deles porque os exaltei aos meus olhos a uma grande altura. Então, a inspiração que recebi deles através do meu trabalho em relação a eles torna-se como Keter para mim, enquanto eu mesmo sou como Malchut. Aqui eu tenho como que um Reshimo de Hitlabshut e um Reshimo de Aviut. É assim que eu ajo. Não há outra maneira.

Se eu simplesmente me inspiro no Criador, é a inspiração Dele. E se eu simplesmente me inspiro em um amigo, é a inspiração do amigo. Como, então, ela se torna minha? Devem haver dois pontos aqui: eu, que não sou inspirado nem pelo Criador nem por qualquer outra coisa, agora me inspirei em um amigo.

Necessariamente, devem existir dois pontos. Onde está o ponto do meu “eu”? Como o revelarei se não agir de acordo com a regra de amar o próximo como a si mesmo?

Você demonstra grandeza aos seus amigos para que eles retribuam essa grandeza.

Pergunta: Por que, quando demonstro grandeza a eles, percebo ainda mais que eu mesmo sou incapaz dela?

Resposta: Você só poderá perceber que é incapaz se tentar isso com os amigos e, na prática, constatar que não consegue fazer nada. Em relação ao Criador, você não pode ver isso. Conclui-se que você deve receber tanto o ponto de Malchut quanto o ponto de Keter dos amigos, do grupo.

Da Lição Diária de Cabalá 11/01/26, Rabash, “A Agenda da Assembleia – 2”

O Criador Ajuda A Superar Obstáculos

424.01Pergunta: Como posso confirmar que estou no caminho certo se ainda não sinto o mundo espiritual?

Resposta: O seu progresso pode ser determinado pela forma como o Criador o ajuda, mesmo quando o impede. Uma pessoa percebe como é constantemente derrubada por diversos obstáculos que a desconectam da sensação de estar sob o controle de uma única força superior, além da qual nada existe.

Eu estou embaixo, o Criador está em cima, e entre nós está a realidade deste mundo. Acontece que eu tenho que revelar o Criador através deste mundo, e também através dele, o Criador me influencia.

Nossa missão é transformar este mundo, de um obstáculo, em uma conexão com o Criador. Caso contrário, é impossível revelar o Criador. Estamos imersos na negatividade, em nosso egoísmo, enquanto o Criador está totalmente no positivo. Como podemos nos revelar mutuamente?

Foi por isso que o Criador criou este mundo (Olam), derivado da palavra “ocultação” (Alama), para que eu pudesse trabalhar apesar de todos os obstáculos que Ele cria. Alguém me ataca, grita, me atrapalha, meu corpo adoece, mas atribuo todos esses obstáculos externos e internos somente ao Criador, dizendo que todos vêm Dele. Nesse caso, recorro somente a Ele para eliminar esses obstáculos. Afinal, quero estar conectado somente a Ele e não dar importância aos obstáculos que Ele deliberadamente me envia. Então percebo que todos os obstáculos se tornam uma oportunidade para me conectar com o Criador.

Não tenho nada com que criticar o Criador, mas se eu lidar com um obstáculo e relacioná-lo ao Criador, ele se torna o lugar onde posso me apegar a Ele. Afinal, Ele está criando essa interferência para me confundir. E eu relaciono essa interferência a Ele.

Descobrimos que nos conectamos a Ele precisamente dentro desse obstáculo. Ele faz isso, da parte Dele, criando esse obstáculo, e eu, da minha parte, neutralizando esse obstáculo que me confundia. Agora, ele deixa de ser um empecilho e, de uma barreira que me separava do Criador, torna-se um elo que me conecta a Ele.

É assim que lido com os obstáculos, um após o outro. Pode ser um processo judicial, qualquer problema ou dificuldade. E preciso lidar com eles no plano deste mundo, porque estou nele. Mas, em relação ao Criador, cumpro meu papel relatando tudo o que acontece a Ele, como aquele que faz tudo.

Corrijo o obstáculo em mim (1), e corrijo o obstáculo no mundo (2), e o Criador se revela. Essa é toda a obra.

Pergunta: O que significa atribuir o obstáculo ao Criador?

Resposta: Significa decidir que não há outro além Dele, e que Ele está me enviando todos os obstáculos para que eu pense que eles surgiram por conta própria, ou seja, que alguém simplesmente gritou comigo ou, ao contrário, me elogiou. Qualquer atitude em relação a você que você considere vir do mundo inanimado, vegetal ou animado, e especialmente das pessoas em vez do Criador, é um obstáculo. Você pensa que existe algo além Dele.

Mesmo que você acredite que seu corpo, sua mente, seus sentimentos e o mundo inteiro existam, isso ainda é um obstáculo. E se você atribuir tudo isso ao Criador, percebendo que Ele criou toda essa ilusão para que você se esforçasse em conectar tudo somente a Ele, e que, na verdade, nada disso existe além do Criador, isso lhe permitirá revelá-Lo.

Todo este mundo se transformará em um mundo espiritual, em vasos nos quais você revelará a presença do Criador, além de quem nada existe.

Pergunta: O que devo fazer se tentar realizar tal ação, mas não obtiver confirmação de que está correta e não sentir nada?

Resposta: Isso mesmo. Ainda não temos sentimentos, razão ou relacionamento; não temos nada. Contudo, isso não significa que não possamos começar o trabalho. Começamos com a falta de razão e sentimento, porque isso nos torna independentes. Afinal, a partir de uma separação completa, do zero absoluto, começamos a adquirir um senso do superior.

Da Lição Diária de Cabalá 14/03/16, Passagens Selecionadas dos Escritos de Baal HaSulam

Identifique-se Com A Doação

276.02O Criador não tem imagem, não tem forma, que eu possa amar. Sua forma é a sua lei, a lei de dar prazer. A maneira como essa forma de dar se reveste é o que eu preciso amar e com o que preciso me identificar. Isso se chama amar o Criador. Como posso fazer isso?

Dizem que se pode chegar a amar o Criador executando várias Segulot, usando poderes miraculosos. O que é uma Segula? Envolve o esforço sem uma conexão direta com o resultado final; o resultado é o amor pela qualidade da doação .

Essas ações resultarão em algo que só pode ser alcançado pela força superior. Ou seja, se você as realizar, elas gradualmente se transformarão em uma grande força, tanto em quantidade quanto em qualidade. Então, de acordo com esta lei, o desejo de dar nasce em você, e você começa a amar esse estado. Este é o amor pelo Criador.

Da Lição Diária de Cabalá de 08/01/26, Rabash, “Sobre a Recompensa dos Receptores”

Veja O Criador Através Do Mundo

252Pergunta: Será que a aspiração de relacionar tudo à única força que criou tudo é o desejo correto?

Resposta: Sim, essa é a intenção correta. Tudo o que vejo ao meu redor é uma imagem do mundo apresentada a mim deliberadamente para que eu possa descobrir o Criador através dela.

Pergunta: Como saberei que descobri o Criador? Existem sinais?

Resposta: Por trás de todos os fenômenos e objetos, você deve enxergar a qualidade da bondade e do amor que o cerca.

Da Lição de Cabalá em Russo, 13/05/2018

Cinquenta Anos De Trabalho Em Dez Minutos

750.03Em qualquer situação, nosso objetivo é alcançar o reconhecimento de que não há outro além do Criador.  Aconteça o que acontecer, eu supero essa perturbação e entro na compreensão de que “não há outro além Dele”, mas sem me desconectar da realidade deste mundo.

O trabalho consiste em aceitar as perturbações e, por meio delas, buscar o Criador. E quando eu terminar esse trabalho, significa que terminei com este mundo e começo a trabalhar com outras perturbações, as espirituais.

Por que o Criador fez com que eu tropeçasse a cada passo e descobrisse minha total impotência? Porque todo esse processo é apenas um meio para que eu sinta a necessidade do Criador e me conecte com Ele. Através disso, adquiro Suas qualidades.

O Criador quer que eu me torne eterno e perfeito como Ele, e por isso, a cada vez que me mostra minha fraqueza, impotência, desesperança e ignorância, Ele me revela Seu oposto para que eu me volte a Ele e peça algo oposto ao que sinto, ou seja, um pouco de Suas qualidades, Sua essência. E assim, ao me tornar oposto ao Criador, alcanço um estado de perfeição. Quanto mais me aprofundo no mal, maior o bem que alcanço.

Quando não me resta outra escolha, lembro-me do Criador. Mas, na verdade, é Ele quem me faz lembrar de Si mesmo. Por conta própria, eu jamais pensaria Nele, pois o desejo egoísta está aprisionado em si mesmo; é um sistema fechado. Portanto, o Criador envia a mim um minúsculo raio de luz, quase imperceptível, e de repente me lembro de que existe um Criador e que posso me voltar a Ele.

E assim acontece a cada vez, para fortalecer a conexão com Ele, pois através disso construo meu sistema espiritual interior, adquiro Suas qualidades e me torno semelhante a Ele. Mas primeiro, para me mostrar quem eu sou e o quanto sou diferente Dele, Ele precisa me colocar em situações desagradáveis.

Claro, todas as fases devem ocorrer, e certamente tropeçarei em cada uma delas. Já está escrito de antemão onde levarei um tombo e onde me machucarei, mas sem esses golpes não posso crescer. Dizem que acima de cada folha de grama há um anjo que a golpeia e ordena que cresça.

Mas se você quiser evitar o sofrimento, é possível. A questão é como atravessá-lo; é disso que trata o nosso estudo. Aprendemos a percorrer esse caminho conscientemente, através do nosso próprio desejo. Queremos descobrir quem somos e em que nos opomos ao Criador, ou seja, alcançar a correção conscientemente. E se agirmos dessa forma, não sentiremos os golpes, mas os atravessaremos com alegria.

Sentimos decepção, mas nos observamos como se estivéssemos de fora, como se fôssemos outra pessoa. Como se eu visse meu corpo na mesa de cirurgia e participasse da minha própria correção. Essa é uma sensação completamente diferente.

Em vez de sofrer com cada golpe durante cinquenta anos, pode-se superá-lo em dez minutos. Uma pessoa vive muitos anos de vida em trabalho árduo e sofrimento, e no final recebe pequenas correções no âmbito espiritual, correções que não podem ser comparadas com as correções que um estudante obtém ao estudar Cabalá. Alguém que participou de uma única viagem de caiaque com o nosso grupo fez uma correção que levaria uma vida inteira para uma pessoa comum, mas o resultado no mundo espiritual é o mesmo.

Não compreendemos o significado do caminho consciente do desenvolvimento. Uma pessoa passa por dezenas de ciclos de vidas, enquanto poderia, em apenas uma vida, dar um salto.

Da Lição Diária de Cabalá 06/01/26, Rabash, “Na Minha Cama à Noite”

Por Favor, Atribua Isso Ao Criador

598Nós somos todos marionetes, privados do livre-arbítrio. As pessoas circulam neste mundo, na vida material, “animal”.

Entretanto, seu desejo egoísta cresce até atingir estados especiais de desespero que se dirigem para a revelação do embrião da alma, o ponto no coração.

E talvez não seja um ponto no coração, mas simplesmente o sofrimento que leva a pessoa à busca, e ela se junta àqueles em quem a alma já “rompeu as barreiras”.

Dentro do caldeirão comum, o desejo continua a ferver, e em certo estágio uma parte da humanidade adquire a possibilidade do livre-arbítrio. Isso significa que as pessoas agem, por assim dizer, independentemente do Criador. Elas são libertas de seu desejo egoísta, e tudo está inteiramente nas Suas mãos.

Eu me liberto do meu egoísmo e me torno independente dele, ou seja, independente do Criador que o governa. Juntamente com os outros, nos transformamos em seres autônomos e atuantes; queremos compreender e perceber o que está acontecendo por nós mesmos e participar do processo.

Não quero que o Criador me governe — quero agir exatamente como Ele age, mas por minha própria vontade. Através disso, chego a conhecer Sua obra, Suas ações, Seus objetivos. Meu “lucro” reside no fato de me tornar semelhante a Ele, tornar-me humano (Adão) e realizar exatamente a mesma obra que Ele realizou sobre mim.

No fim, todo o benefício aqui é que eu dou prazer ao Criador. Não há nada além disso.
Mas também existem pessoas que não possuem uma alma desse tipo. Suas almas só podem participar do desenvolvimento até certo ponto. À medida que se tornam o que se chama de “pó sob os pés dos justos”, elas recebem iluminação e espiritualização por meio disso, compreendem a importância do processo e também adquirem sua alma.

Da mesma forma, em nosso mundo existem líderes, “aqueles que lideram”, e “aqueles que são liderados”, aqueles que simplesmente vivem suas vidas sem questioná-las. Eles constituem 99,9% da população que ganha o pão de cada dia e não sente falta de nada mais. No entanto, em união com todos, cada um alcançará sua raiz na Malchut comum.

Através da interconexão, todos nos sentimos vivendo em um só mundo. É claro que grandes cientistas, filósofos e pensadores o compreendem muito melhor do que um varredor de rua ou um feirante que só sabe vender melancias e assistir futebol na televisão. Não há necessidade alguma de desprezá-lo, ele não é culpado de nada; é simplesmente que seu desejo tem tal estrutura e age de tal maneira. Outra pessoa, no entanto, precisa alcançar o mundo a partir da altura de Malchut, a infinitude, caso contrário, sente-se incompleta.

Toda a diferença entre eles reside no desejo que o Criador criou e desperta para a vida. Tudo vem do Criador. Portanto, o pensador deve compreender que, em sua realização, ele não é de modo algum superior ao comerciante. Pois as circunstâncias não dependem dele em nada. Assim, verifica-se que, nesse sentido, eles são completamente iguais, porque todas as suas contas são assinadas pelo Criador.

Da Lição Diária de Cabalá, 28/04/11, Baal HaSulam, “A Mente em Ação”

Uma Fantasia Que O Ajuda A Crescer

506.2O Criador nos faz acreditar que não somos os únicos que nos sentimos por dentro, mas que existem outras pessoas ao nosso redor que nos percebem e nos avaliam. Isso é uma ilusão, um engano! Não há nada fora, tudo está apenas dentro de mim.

Com essas impressões adicionais, Ele expande nossos Kelim, constrói nosso novo nível e nos eleva acima do nível animal para o nível de “Adão” (“como o Criador”), a fim de nos tornarmos como Ele.

Parece-nos que o Criador está fora e que estamos falando, interagindo e cooperando com alguém externo a nós. Eu O imagino diante de mim, e então O trago para dentro e me uno a Ele. Então não há nada diante de mim, Ele e eu nos tornamos um.

Mas, por agora, imagino-O fora de mim. Esta é uma fantasia enganosa, mas, por causa dela, ao considerar meus Kelim como “externos”, obtenho um Aviut adicional de desejo, egoísmo (um desejo no qual me sinto em relação aos outros ou os outros em relação a mim), o que me ajuda a alcançar a propriedade superior e a me tornar como o Criador.

Eu só preciso trazer essa imagem de fora para dentro, e me fundirei com Ele!

O que acontece após essa correção final chamada Gmar Tikkun? Os Cabalistas dizem que o fim da nossa correção é apenas o começo de um novo estado. Uma vez que eu tenha corrigido meus desejos, uma nova etapa começará. Vamos esperar para ver.

Da Lição Diária de Cabalá de 04/01/10, Baal HaSulam, “Prefácio ao Livro do Zohar

Sem O Criador, Nada Podemos Fazer

236.01Quando você se desilude completamente com sua busca por si mesmo, pela vida, pelo propósito da vida e pelo Criador, e assim por diante, você está se aproximando do momento de encontrá-Lo.

Pergunta: Então essa desilusão tem que acontecer?

Resposta: Sim.

Comentário: Significa que eu preciso me esforçar na busca.

Minha Resposta: Absolutamente tudo o que você puder.

Pergunta: Meus esforços devem se basear na ideia de que posso fazer tudo sozinho?

Resposta: Sim. E depois de perceber que você mesmo não pode fazer nada, começar a determinar onde é possível se conectar com o Criador.

Pergunta: Você disse: “Não consigo fazer nada”. Será que eu realmente não tenho nenhuma habilidade? Nenhuma?

Resposta: Nada.

Pergunta: Nem mesmo coisas simples?

Resposta: Não, não! Até que uma pessoa levante as mãos completamente, entregando-se totalmente a uma força superior, nada funcionará a seu favor.

Pergunta: Hoje, vemos guerras e crises se aproximando, desastres ecológicos cada vez mais intensos, e assim por diante. Será que tudo isso nos levará à compreensão de que não podemos fazer nada?

Resposta: Essa é uma pergunta. O que vemos hoje, não creio que nos levará ainda a isso. A humanidade ainda compreende muito pouco sua condição e sua interdependência. Ela acredita que ainda pode fazer algo.

Pergunta: Então, precisamos derrubar essa “cadeira” debaixo dos nossos pés, ou seja, a ideia de que eu posso fazer alguma coisa?

Resposta: Sim. Nada podemos fazer sem o Criador.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 17/12/25

Por Que Não Sinto A Presença Do Criador?

576.02Pergunta: Se não existe ninguém além do Criador, então eu sou parte Dele. É normal que eu não O sinta? É assim que deveria ser, de acordo com o plano da criação, ou é uma falha na minha percepção?

Resposta: Se você ainda está dizendo “eu”, significa que precisa alcançar um estado em que O sinta. Então você não terá mais a sensação de “eu”, e a questão desaparecerá.

A transição do “eu” para o “nós” nos prepara para sentir as outras pessoas como elas mesmas, mas em relação ao Criador.

Da Lição de Cabalá em Russo, 02/09/18