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Livre Com Um Jugo No Pescoço

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 59: O Zohar diz, “Cada um é o que supõe seu coração. Nessa medida, a Luz do Criador ilumina sobre ele e isso é chamado de fase da fé”.

Aqui nós falamos sobre o nível humano, o qual valoriza a grandeza do Criador no coração. Nessa medida eu adquiro o nível de equivalência com o Criador, e descubro a Luz superior em mim.

Primeiro, nós estamos todos no desejo egoísta, e por um longo tempo assumimos que podemos alcançar algo. Este período é chamado de “os sete anos de saciedade”. Depois, nós começamos a entender que o ego não nos dará nada, e ao nos decepcionarmos com isso nos voltamos para o desejo de doar.

Essa já é uma grande revolução, “e um novo rei surgiu no Egito”. Em outras palavras, o desejo egoísta, no qual eu via tudo o que é bom, agora jorra golpes em cima de mim. O que são esses golpes? Se olharmos para o mundo moderno, vemos que ele está cheio de abundância em tudo. Da mesma maneira, os filhos de Israel não careciam de nada, eles tinham mais do que “carne” suficiente. Então, qual era o problema? O que estava faltando? O que é esta nova dominação?

A questão é que eu começo a entender e a sentir que o meu ego não sou eu. Ele se torna um novo rei cruel para mim. Eu não me identifico mais com ele e procuro algo acima dele, mas ele se agarra em mim e não me deixa ir…

Hoje, mesmo os pobres vivem muito melhor do que a maioria das pessoas vivia há dois séculos. Um trabalhador simples aprecia o que costumava ser luxo para poucos no passado. Mas o problema é que eu me sinto mal e não consigo fazer nada com relação a esse sentimento.

No momento em que nós sentimos este novo domínio, nós começamos a procurar uma saída, uma vez que este tipo de vida é sem sentido. Mas acontece que não conseguimos escapar. Eu odeio a minha vida, eu me sinto impotente, no exílio, preso. Eu sinto que eu sou “encurralado” pela minha família, meu trabalho, minhas dívidas, e pelo consumismo. Do nascimento até a morte, eu sou um escravo que imagina estar livre e ao mesmo tempo descobre o jugo no pescoço.

Eu quero fugir dessa escravidão, mas encontro uma questão ainda mais difícil: “Para que estou vivendo?”. Os prazeres simples deste mundo e sua existência “animal” não me satisfazem mais, e assim eu olho para cima para ver se há algo lá.

Então, eu recebo a oportunidade de me elevar acima desta vida. Eu começo a entender e sentir que estamos realmente vivendo numa realidade diferente, e que a percepção atual é simplesmente irreal. Este é o lugar onde o trabalho começa, a busca, graças a qual nós descobrimos que a única maneira de abrir amplamente nossos olhos e emoções, a fim de abrir a porta para a vida real, é através da unidade.

Existe a perspectiva pessoal individual e existe a perspectiva geral que passa pela conexão geral. Ao nos conectarmos, nós descobrimos uma imagem totalmente diferente, mas é muito difícil discernir esta imagem. Depois de tudo, eu tenho que me anular, e reorientar a minha percepção do mundo e a minha atitude perante a vida, a fim de ver tudo através do grupo, do conjunto de pessoas cujas opiniões e desejos se tornam uma “lupa”, uma “lente”, através da qual eu vejo a realidade.

É muito difícil baixar a cabeça diante dos amigos, reconhecer o fato de que eles são grandes, e permitir-lhes formar a imagem do mundo para mim, em minha mente e coração. Se nós realizamos estes exercícios com uma frequência suficiente, de acordo com o método que temos, nós vemos os resultados, e é como se recuperássemos nossa visão, o que significa que começamos a ver o sistema atual em que vivemos, um sistema que anteriormente estava fora da minha vista.

Portanto, a correção inicial durante a fase de preparação começa quando eu “baixo a cabeça” perante os outros. A primeira fase da anulação é chamada de “êxodo do Egito”. Se antes o ego me subjugou e me impediu de conectar, agora eu deixo a sua dominação e já consigo me conectar. Assim eu escapo do ego, me separo dele e o abandono.

Mas, por enquanto, isso é apenas uma fuga. Mais tarde eu realizo maiores esforços para anular a mim mesmo, e no tempo de “pequenez”, durante a “contagem do Omer“, eu sou pequeno e só quero me conectar com os amigos, tanto quanto posso com todas as minhas forças.

Isto é o que nós estamos passando agora. Se tentarmos, vamos chegar à entrega da Torá, ou seja, a Luz que Reforma. Mesmo se não virmos nada e se não entendermos, mas nos esforçarmos, querendo conectar acima do Faraó, acima de tudo o que está em nós, vamos atingir a conexão onde o Criador é revelado. Isso é chamado de entrega da Torá. Então nós continuamos a nossa conexão na prática.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/04/13, Escritos do Rabash

Carta Do Rabash Para Nós

Dr. Michael LaitmanCarta do Rabash (Nº 8): …No fim das contas, este é um grupo de pessoas que se reuniram num determinado lugar, sob um determinado líder, para estar juntas. Com uma coragem sobre-humana elas enfrentam todos aqueles que se levantam contra elas.

Na verdade, são bravos homens com um espírito forte, e eles estão determinados a não recuar um centímetro. Eles são lutadores de primeira classe, guerreando contra a inclinação até a sua última gota de sangue, e seu único desejo é ganhar a batalha pela glória do Seu nome.

Estas palavras falam sobre a guerra interna que ocorre dentro de nós, como está escrito: “Haverá sempre uma luta entre as inclinações boas e más”. Quanto mais acendermos essa batalha interna, mais cedo vamos entender que temos que sair do nosso ego, dominá-lo, escapar dele, e subir acima da materialidade que sentimos agora.

Não há outra forma de escapar deste mundo e alcançar o nível mais elevado, senão estando sob constante pressão, temor, e problemas que nos levam a uma condição que é definida como o “êxodo do Egito”. Nós começamos revelando estas qualidades em nós, e elas nos fazem “sair de nossa pele”, ou seja, deixar nossos corpos.

Apenas estas condições nos permitem crescer. Isso acontece por uma única circunstância: nós devemos manter e trabalhar com nossas propriedades internas que são opostas por natureza. A pessoa não escapa subindo para a espiritualidade. Não podemos fazê-lo flutuando no céu ou deixando este mundo material abaixo, nem se trata de se desprender desta corporeidade. Ao mesmo tempo, nós não devemos submergir a este reino ou considerar este mundo como algo que existe por si só.

Nós temos que ficar no meio e perceber que ambas as formas são dadas a nós pelo Criador, e que devemos combiná-las. De forma alguma devemos fugir ou se esconder do desejo de ser satisfeito, mas sim, acima desse desejo, nós temos que ficar confiantes de que é a Força Superior que governa tudo em torno de nós. É uma abordagem única e complicada, que precisa de uma disponibilidade interna inata que é chamada de “a raiz da alma”. Da mesma forma, nós também precisamos de um grupo que esteja pronto para seguir este caminho, como está escrito na carta do Rabash: No fim das contas, este é um grupo de pessoas que se reuniram num determinado lugar, sob um determinado líder, para estar juntas.

Não há muitos grupos assim. Pelo contrário, quanto mais avançamos, mais serão os apoiadores ao nosso redor e menos as pessoas dentro do grupo. Quanto mais preciosa é uma qualidade, menos ela é encontrada na natureza. Nosso objetivo é subir a um “nível sobre-humano”.

Nós só podemos conseguir isso realizando uma guerra impiedosa contra os nossos egos. Esta guerra é chamada de “Guerra Santa”, ou seja, a “guerra em prol do Criador”. Para realizar esta guerra, nós devemos conectar os dois mundos com o Criador, concordar em viver em dois mundos paralelos, e agradecer a Ele por tudo o que Ele nos envia. Nós devemos entender que tudo se origina num único lugar e é dado a nós para nos fazer crescer.

Rabash nos escreve sobre estas questões: … No fim das contas, este é um grupo de pessoas que se reuniram num determinado lugar, sob um determinado líder, para estar juntas. Com uma coragem sobre-humana elas enfrentam todos aqueles que se levantam contra elas… Isto implica nossos problemas internos. Na verdade, são bravos homens com um espírito forte, e eles estão determinados a não recuar um centímetro…, ou seja, eles não vão se mover em direção à materialidade. Eles são lutadores de primeira classe, guerreando contra a inclinação até a sua última gota de sangue, e seu único desejo é ganhar a batalha pela glória do Seu nome.

Isso explica por que temos que nos fortalecer; se conseguirmos alcançar tudo o que falamos e alcançarmos os estados que passamos durante essa Páscoa, não há dúvida de que vamos acabar chegando à porta que já está na nossa frente.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/04/13

Nascimento É Uma Saída Da Escuridão

Dr. Michael LaitmanSe nós estivéssemos conectados no amor mútuo no grupo, então todos deveriam sentir o que todo mundo sente. Então não seria o caso de que alguém se sente bem e outro se sente mal, todo mundo iria sentir o que está acontecendo num só coração. Quem não compartilhar a preocupação geral não vai sentir a alegria geral que se segue.

Nós não sabemos por que o Criador de repente cria situações em que algumas pessoas estão mais conectadas do que outras. Depende de muitos fatores e, especialmente, da preparação de todos, e em que medida a pessoa sente que este é seu grupo.

Nesse caso, até mesmo as pessoas que sempre fizeram parte do “Egito”, ou seja, que aparentemente prejudicam os “filhos de Israel”, os quais sofrem por causa delas, agora têm a mesma chance de avançar à espiritualidade. Estas duas partes do grupo têm a mesma chance de avançar e torna-se claro que estes são dois lados da mesma “moeda”, do mesmo estado.

Aqueles que não se encontram fisicamente na escuridão podem sentir como se realmente experimentassem o sofrimento geral, graças à sua adesão àqueles que receberam o golpe. Todo o grupo mundial não pode sentir o mesmo problema fisicamente, mas tudo depende da nossa adesão, da conexão entre os amigos.

Então, todo mundo sente uma dor externa, como uma doença de uma pessoa amada. Todo o grupo mundial pode compartilhar a mesma dor. Mesmo o mundo inteiro pode fazer isso, se nós nos corrigirmos, ficarmos mais fortes, e subirmos. Então, as ondas de nossas preocupações, diferentes tipos de ondas, boas e ruins, vão se espalhar em todas as direções e fazer um “barulho” no mundo que pode ser alegre ou preocupante. Então, o estado geral vai ser corrigido junto conosco.

A luz nasce da escuridão. Assim, haverá um resultado oposto a todos os problemas críticos. O próximo estado nasce na escuridão e cada nascimento é oposição. É sempre como sair de um beco sem saída.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/13, Shamati # 36

Se nós estivéssemos conectados no amor mútuo no grupo, então todos deveriam sentir o que todo mundo sente. Então não seria o caso de que alguém se sente bem e outro se sente mal, todo mundo iria sentir o que está acontecendo num só coração. Quem não compartilhar a preocupação geral não vai sentir a alegria geral que se segue.

Nós não sabemos por que o Criador de repente cria situações em que algumas pessoas estão mais conectadas do que outras. Depende de muitos fatores e, especialmente, da preparação de todos, e em que medida a pessoa sente que este é seu grupo.

Nesse caso, até mesmo as pessoas que sempre fizeram parte do “Egito”, ou seja, que aparentemente prejudicam os “filhos de Israel”, os quais sofrem por causa delas, agora têm a mesma chance de avançar à espiritualidade. Estas duas partes do grupo têm a mesma chance de avançar e torna-se claro que estes são dois lados da mesma “moeda”, do mesmo estado.

Aqueles que não se encontram fisicamente na escuridão podem sentir como se realmente experimentassem o sofrimento geral, graças à sua adesão àqueles que receberam o golpe. Todo o grupo mundial não pode sentir o mesmo problema fisicamente, mas tudo depende da nossa adesão, da conexão entre os amigos.

Então, todo mundo sente uma dor externa, como uma doença de uma pessoa amada. Todo o grupo mundial pode compartilhar a mesma dor. Mesmo o mundo inteiro pode fazer isso, se nós nos corrigirmos, ficarmos mais fortes, e subirmos. Então, as ondas de nossas preocupações, diferentes tipos de ondas, boas e ruins, vão se espalhar em todas as direções e fazer um “barulho” no mundo que pode ser alegre ou preocupante. Então, o estado geral vai ser corrigido junto conosco.

A luz nasce da escuridão. Assim, haverá um resultado oposto a todos os problemas críticos. O próximo estado nasce na escuridão e cada nascimento é oposição. É sempre como um avanço de um beco sem saída.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/13, Shamati # 36

Num Feixe

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos trabalhar juntos num grupo que se entrega ao superior?

Resposta: Para isso, cada um abaixa a cabeça para o amigo. Com a ajuda da quebra dos Kelim (vasos) você recebeu a oportunidade de trabalhar com os amigos, com o Criador. Você não pode ver e alcançar isso com seus desejos não corrigidos; por isso, você trabalha com o grupo.

Quanto mais longe você está da Luz superior, mais você também está dos amigos. Isto constrói o estado correto em você, um “campo compartilhado”, onde você pode “brincar” e treinar com eles. Sua atitude para com eles é precisamente a sua atitude para com o Criador, mas aqui você vê os resultados, você trabalha em conjunto com eles nas mudanças de estado, tanto em você como nos amigos.

O Criador é absoluto, e dentro do grupo existe reciprocidade, as mudanças que ocorrem lá preparam você muito melhor para um encontro com Ele, para você ter dois desejos em você – o desejo de receber e o desejo de doar – que surgem diante do seu ego e do ego dos amigos. Com isso, vocês adquirem um Kli completo, pronto para estar diante do Criador.

O fato é que tudo é preparado através da sabedoria divina, que lhe fornece tudo que é necessário para o caminho na forma do grupo.

Suponha que você precisa subir do nível 120 para o nível 121. Lá, você também se encontra em ocultação, e numa ocultação maior ainda, na escuridão absoluta, onde não há memória do Criador, onde pensamentos e sentimentos inexplicáveis o ​​oprimem… Portanto, como é que você vai subir desta terrível escuridão para o próximo nível? Nós fazemos isso apenas com a ajuda do grupo, assim como os alunos do Rabi Shimon. E você descobre novamente que todas as relações entre os amigos são precisamente ajustadas para moldar esse novo nível.

Pergunta: Então, o que o grupo pode fazer para se submeter e subir ao próximo nível?

Resposta: O grupo não precisa se submeter, mas sim cada membro tem que se submeter ao conceito de conexão e unidade. Então, todos nós juntos construímos um suporte para revelar o Criador, um lugar para a sua residência, a Shechiná.

Pergunta: Mas não deve haver uma entrega comum quando nós passamos por diferentes estados?

Resposta: Vocês sentem o que é estar juntos, num “feixe” (omer). A principal coisa é se anular. Em outras palavras, submeter-se com toda a sua força para construir uma conexão entre os amigos. Você rebaixa seu orgulho com relação à conexão e se preocupa apenas que todos no grupo, incluindo mulheres e crianças, estejam conectados, para que se relacionem uns com os outros com amor, compreensão, sem uma única queixa contra o outro. O Criador nos dá um lugar para esforços, e nós simplesmente devemos construir uma conexão entre nós. Se não, não haverá continuação para isso…

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/04/13, Escritos do Rabash

Como O Chamado, Também O Eco

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a força de unidade na Europa vai nos ajudar a alcançar o nosso próximo nível na Convenção dos Estados Unidos?

Resposta: A Europa e os EUA têm uma forte influência mútua. Mas o fato é que a crise nos Estados Unidos é sentida muito menos; há uma possibilidade de passar por cima dela lá. Nos Estados Unidos, há um governo, um poder, não há necessidade de negociar nada com ninguém. Eles podem fazer o que querem e pronto. Eles decidiram imprimir centenas de bilhões de dólares a mais e o imprimiram. A impressão está agindo.

Na Europa, é muito mais difícil, porque requer a coordenação entre todos os países. É por isso que a crise é sentida muito mais lá. Se a Europa tivesse se unido, poderia ter lidado facilmente com a crise. Primeiro, a crise teria diminuído rapidamente, porque os cidadãos da UE se uniram acima do seu egoísmo. Em geral, a Europa é a Babilônia de hoje.

Mas, além disso, eles começariam a adotar uma solução única e poderiam fazer o mesmo que os norte-americanos. Toda a crise se espalhou apenas porque a Europa está dividida. Uma parte da Europa, desde Bruxelas, dita para a outra parte da Europa: e a outra parte não quer isso; em Nicósia, Chipre, o Parlamento se recusou a aceitar as suas decisões.

Que tipo de união é essa? Eles terão que se unir verdadeiramente ou desintegrar.

Nos EUA, a condição é melhor do ponto de vista de que eles simplesmente decidiram: “Nós não temos nenhuma crise”. Eles determinaram isso e vivem como se nada tivesse acontecido. Mas depois, é claro, tudo vai “entrar em colapso”.

Da Convenção Europeia na Alemanha 24/03/13, Lição 6

Não Caiam, Mas Ascendam Pela Linha Do Meio!

Pergunta: Porque, no final das férias de Páscoa uma pessoa sente uma sensação de peso no coração, e como é que é possível ajudar seus amigos que sentem isto de forma mais árdua que você?

Resposta: Eu não achei que você já poderia alcançar o pesar no coração. Eu pensei o contrário, que durante as nossas férias sentimos a necessidade de avançar em duas linhas: direita e esquerda, para conectá-las a qualquer momento com a linha média, ao Criador, para “Não há ninguém mais além Dele” Quem nos dirige. Somos incorporados dentro dele e aderir a Ele nisto nos leva a nos conectamos como um homem com um coração e fundimo-nos com Ele em um todo.

E dessa forma permanecemos aderidos e felizes na mais difícil opressão do coração, uma vez que somos capazes de conectá-lo para o mesmo estado de unidade, subir ainda mais, e ser ainda mais dependente do Criador. E esta é uma ação maravilhosa que nos é dada, e é preciso dar o esforço, a fim de executá-la.

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Da 1ª.parte da Lição Diária da Cabala 2/4/13, Escritos do Rabash

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Então O Grupo Vai Absorver Tudo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de aderir ao grupo?

Resposta: Aderir ao grupo é estar com os amigos em todo o processo pelo qual eles estão passando, realizar as tarefas, participar de todos os eventos: estudos, disseminação, tarefas, encontro de amigos, workshops e pagar Maaser. Eu preciso tentar ser um participante útil e ativo em tudo isso. Estas são ações mecânicas de adesão a um grupo, que são visíveis.

Além disto, dentro de mim, eu tento ser incluído nesta imagem chamada “grupo”, desaparecer, fundir-me nela. Eu quero ser absorvido dentro deste conceito de “grupo”, de “sociedade”, para que nada de mim permaneça.

Se eu tento fazer isso de acordo com os meus motivos egoístas, na medida dos meus esforços, eu fico mais perto da Luz, e ela me traz pensamentos sobre isso e mostra como eu sou apto para isso ou não. Então, eu começo a exigir que a Luz me corrija mais. Eu começo a me relacionar com a minha inclusão no grupo de uma forma mais prática, conectando essa inclusão com a Luz que me influencia e me ajuda a entrar no grupo.

Segue-se que quanto mais eu estou incluído nele, mais estados eu começo a discernir: uma inclusão maior ou menor, o quanto eu me esqueço de mim mesmo, quanto mais eu pertenço aos amigos, quanto mais ou menos eu os amo. Somente de acordo com isso eu avalio minhas subidas e descidas, uma vez que não existem outras subidas e descidas.

Assim, junto com todos, eu me volto à Luz superior que faz de nós um todo. Aqui começa o trabalho. Todas as medições e avaliações ocorrem apenas em relação ao grupo, porque sem ele, não há uma correta escala de medição, não há correção com a qual eu seja capaz de me examinar.

Eu não tenho nenhuma indicação e avaliação das minhas emoções, nem em relação ao Criador e nem em relação a mim, se não o fizer dentro do grupo. O grupo é o lugar onde eu sinto, meço e realizo todas as ações espirituais.

Não há outro lugar fora dele! Lá, no grupo, eu preciso descobrir o ódio e o meu ego, todas as minhas características. Tudo o que é descoberto no exterior do grupo não precisa de qualquer correção. Apenas o que é descoberto nas relações entre os amigos, esta é a única coisa que precisamos corrigir. O Faraó, o ego, é a força de rejeição mútua e de ódio descoberta no grupo. Fora do grupo, é toda a vida física do corpo animal.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/03/13

O Mundo Tornou-se A Arca De Noé

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que maneira cada um de nós pode se esforçar no Kli comum? O que precisamos fazer?

Resposta: Cada um simplesmente tem que pensar no que desejaria que acontecesse consigo, com o grupo e o mundo inteiro: homens, mulheres, crianças, velhos, todos os povos, toda a humanidade. Hoje, nós estamos todos no mesmo barco, a verdadeira Arca de Noé.

Diz-se sobre a arca de Noé que todos foram arrumados nela e ninguém comeu ninguém, mas todos viveram em paz. Pois esta Arca é a característica de Bina, que abrange e possui tudo dentro de si. Portanto, eles foram salvos do dilúvio, do grande ego, que entrou em erupção fora das paredes da arca e apareceu em todas as suas formas terríveis: erupções vulcânicas, furacões, tsunamis, nevascas e fogo ardente.

A Arca protegeu todos os que se encontravam nela, porque eles queriam salvá-la. Quanto mais protegemos a arca, mais a arca vai nos proteger. Pois a arca é a característica de Bina. Entrar na característica de Bina é como entrar num útero, numa arca que irá protegê-lo de todas as influências externas ruins e prejudiciais; nada pode prejudicá-lo mais.

Isso é especificamente o que precisa ser explicado ao mundo — que todos os problemas da humanidade são derivados do seu ego feroz. Mas se nós todos construirmos uma arca para nós mesmos e não nos comermos, se todos nós habitarmos juntos dentro dela, em nosso pequeno mundo fechado; se fizermos uma arca a partir do nosso pequeno mundo fechado, então seremos salvos. Caso contrário, o que aconteceu com todos aqueles que permaneceram fora das paredes da Arca de Noé acontecerá conosco, todos nós afundaremos nas águas do dilúvio.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/03/13, Escritos do Baal HaSulam

Unidade E Um Pouco De Chutzpah

Dr. Michael LaitmanPergunta: Esta noite nós estamos organizando uma aula especial, simbolizando o fim do feriado de Páscoa, da saída do ego. Como precisamos abordar isso com o máximo de solicitação para atravessar a Machsom (barreira)?

Resposta: Isso vem de repente. Ninguém sabe exatamente quando, ninguém pode prever nada. Mas o Baal HaSulam escreve que o tempo da Páscoa é um momento muito importante; em nosso mundo é um momento especial em relação às Luzes Circundantes.

Na verdade, a saída pode ocorrer a qualquer hora, em qualquer dia, mas ao mesmo tempo nós temos que fazer o máximo possível de acordo com a comunicação do ramo físico com a raiz espiritual. Nós temos uma chance, e para isso é exigido um grande esforço cooperativo, bem como um pouco de chutzpah (audácia, ousadia).

– Nós merecemos isso!

– Por quê?

– Porque sim!

Isso é obrigatório. Em relação a isto, diz-se: “Meus filhos Me derrotaram”. Ainda que eu saiba que não mereço isso, apesar de tudo, eu exijo, pressiono, e essa audácia é muito útil, porque mostra que estou indo além dos limites do meu ego. Eu acredito que dependo do Criador e é especificamente Dele que exijo o que quero. Aqui reside não apenas uma explosão emocional, mas um grito deliberado, um assalto necessário em sua direção: “Faça-o!”. É assim que novos Kelim, deficiências adicionais, são despertados em mim.

Pergunta: O que é necessário para construir essa demanda ao longo do dia?

Resposta: É necessário concentrar-se na oposição formada no momento da saída do “Egito”, em conexão e elevação acima do nosso ego individual e coletivo. Em geral, nós exigimos uma demanda com a adição da audácia. E o principal é a união, a unidade. E não se distraiam com nada.

Pergunta: Como a pessoa deve ser audaciosa com relação a este pedido e, ao mesmo tempo, pedir em nome de todos, juntamente com todos?

Resposta: Está escrito que nós deixamos o Egito na escuridão da noite. Isto não quer dizer que é necessário esperar até que fique escuro lá fora ou apagar as luzes em casa. Não, esta é a escuridão do ego, que sentimos dentro de nós, quando nada mais pode nos salvar e não há possibilidade de fuga.

Nós precisamos correr em direção ao centro do grupo, ao amor dos amigos, ao amor do outro. É necessário se concentrar nisso; nós só exigimos a importância disso. A Luz revela os Kelim e os corrige. Tudo decorre disso, exceto o pedido de ajuda.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/03/13, Escritos do Rabash

Apegue-Se Ao Criador Mais Fortemente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se que quem se apega ao Superior não falha, que está acima de todos os problemas. Como podemos aumentar o desejo de apegar-se ao Criador, para superar todas as adversidades e subir acima de tudo o que sentimos do Criador?

Resposta: Nós já discutimos que uma pessoa não pode fazer nada sozinha. Os problemas que o Criador nos dá apenas parecem pessoais. Ninguém tem problemas pessoais, por causa do Kli (vaso) que se quebrou no mundo de Nikudim. Em outras palavras, a alma de Adão que estava no mundo de Atzilut era comum, e todos os problemas são a demonstração da quebra desse estado correto, comum. É por isso que é impossível dizer que não sou corrigido. Não há ser humano que seja assim, porque eu não sou corrigido apenas na minha atitude com relação ao estado comum que foi originalmente criado.

A quebra não ocorreu em cada um de nós, mas entre as partes da alma comum, e é por isso que precisamos corrigir a conexão entre nós. Isto é muito importante. Nós precisamos nos lembrar disso, e constantemente tentar imaginar o estado corrigido. Assim, de repente, veremos como o mosaico geral vai se juntar e se transformar num belo conjunto de Lego, e o mundo superior é manifestado nesta combinação.

Pergunta: Quando nós estamos conectados, a Luz passa através de nós para os 99% da humanidade. Neste caso, não é necessário se apegar ao Criador mais fortemente para ser capaz de transmitir mais a Luz?

Resposta: É claro. Isso é porque o mundo vai exigir cada vez mais de nós. Ele está num estado crítico agora. Nós precisamos perceber o seu estado como um apelo a nós, porque quando um bebê chora porque se sente mal, seus pais adivinham o que ele quer. O mesmo ocorre conosco: o mundo grita, ele se sente mal, e nós temos que adivinhar o que ele precisa. Ele precisa de unidade. É por isso que temos que agir desta forma.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/3/13, Lição 4.