Textos na Categoria 'unidade'

Esclarecimento Acumulativo

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível dizer que o workshop é uma conversa sem argumentos?

Resposta: O workshop é um “esclarecimento acumulativo” onde todo mundo contribui para esclarecer a resposta, o problema, o fenômeno, com o poder da conexão.

Para cada problema há uma chave, que se chama a sabedoria da multidão (das massas), onde através da adoção da média de um grande número de respostas, emerge uma solução correta, apesar do fato de que todas as respostas não serem corretas. Portanto, vamos resolver os nossos problemas com a ajuda da sabedoria da multidão, a sabedoria do grupo.

Se não discutimos com o outro, mas reunimos o nosso conhecimento e senso de unidade, de repente começamos a descobrir um fenômeno único dentro da nossa conexão. Desta forma, esclarecemos uma questão problemática particular ou fenômeno que se torna compreensível.

Isso ocorre porque a conexão é encontrada acima de nós e nos dá sabedoria adicional, um QI adicional Suponha que todos tenham um QI de 100. A partir da conexão dos cinco, em suma nós temos 500. Mas, através da nossa conexão, o resultado é 1000. É assim que funciona a conexão entre as pessoas. Há experiências que confirmam este fenômeno chamado de inteligência coletiva.

Pergunta: A sabedoria da multidão só é revelada numa boa conexão no momento do workshop, ou pode haver disputas?

Resposta: A sabedoria da multidão não pode ser revelada durante uma discussão, pois não haverá uma conexão entre opiniões. Somente quando todas as opiniões estão conectadas é que podemos alcançar o conhecimento superior.

Com argumentos não chegamos a um acordo entre as pessoas. Alguém simplesmente se entrega devido a todos os tipos de razões diferentes, mas ele não completa você. Enquanto que num workshop nós nos completamos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/05/14

Uma Sociedade Privada De Propósito

Dr. Michael LaitmanOpinião (Dmitry Leikin): “A luta pelos direitos das minorias no Ocidente assume formas absurdas. O problema é que a sociedade ocidental precisa de um propósito – e simultaneamente, proíbe-se de tê-lo.

“O ser humano moderno, equipado com intelecto desenvolvido e ensino superior, precisa desesperadamente de um propósito para sua existência, que ultrapasse sua família, um objetivo social, toda a sociedade.

“Mas os países ocidentais não são capazes de estabelecer metas diante das pessoas; sua função não é impedir as pessoas de viver do jeito que quiserem. Eles veem uma grande meta como projetos comunistas.

“Por falta de alguma coisa, um europeu entusiasticamente entra na batalha pelos direitos dos gays e transexuais, contra as plataformas de petróleo não ambientais, etc., como fez anteriormente revoluções. A propósito, o renascimento de movimentos neonazistas na Europa tem a mesma causa – o nazismo; apesar de toda sua essência monstruosa, ainda dá às pessoas uma super meta.

“E o caminho para sair deste caos social pode ser apenas um: começar a definir diante da sociedade supermetas reais que ela precisa”.

Meu Comentário: Existe tal meta, e ela deve ser definida diante da comunidade: alcançar a igualdade universal e a união na qual vamos experimentar o próximo (mundano) nível da existência.

Ansiar Pelo Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu sinto ódio infundado por um amigo, não consigo sair dele.

Resposta: O ódio carece de uma fundação; é uma categoria espiritual que se manifesta numa pessoa sem uma razão. É simplesmente porque seu ego queima nela.

Tais questões só podem ser resolvidas em conjunto, numa discussão com outros amigos. A ideia é que a correção é realizada especificamente quando uma forte rejeição aparece entre nós.

O ódio infundado é uma descoberta clara e precisa dos desejos quebrados. Diz-se que a rejeição se tornou a razão da destruição do Segundo Templo, quando ao invés da conexão, da solidariedade, da ajuda mútua e do amor entre as pessoas, de repente irrompeu um ódio intenso. É isso que causou a quebra do Kli (vaso) espiritual coletivo.

Portanto, quando tais situações aparecem, reúnam-se rapidamente e tentem discuti-las na forma de um workshop. Primeiro sem qualquer programação, sem tocar ninguém pessoalmente, e sem a intenção de uma solução obrigatória para a questão, que diga respeito a todos, pois manifestações de ódio infundado existem em cada um de nós.

Ele surge o tempo todo por razões desconhecidas, inexplicáveis ​​ou sem qualquer razão: Bem, eu não posso suportá-lo, não posso chegar a um acordo com ele, não nos entendemos, ou algo me afasta dele.

É necessário esclarecer se há alguma razão, ao se reunir em grupos de cinco ou dez com amigos para discutir o assunto. Ao mesmo tempo, eu não posso dizer que não gosto de alguém, mas quero saber por que a minha atitude para com ele é revelada desta forma.

Um Processador Duplo: O Grupo E Eu

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante o workshop, como a pessoa se lembrar da necessidade do trabalho interno? Eu sinto que sou um computador com dois processadores e um deles esquece a meta, o trabalho, o tempo todo. O outro me lembra disso o tempo todo e recorda todo o processo que atravessei.

Resposta: Nós não podemos lembrar constantemente a meta, o trabalho, e vamos nos desconectar dele o tempo todo. Esse distanciamento é necessário que exista, mas nós não temos que concordar com ele. Então, ele vai ser útil para a nossa correção, como é dito: “Tudo é encontrado fora”. Em outras palavras, você não concorda em ser desprendido.

Nós somos desprendidos para que possamos conectar novamente no próximo nível. Além disso, eu não posso me manter num nível tão alto, exceto apenas por meio do ambiente.

Qualquer circuito elétrico funciona de acordo com este princípio, cada item transmite sua energia para fora e traz nova energia para si, depois transmite de novo para fora e recebe de novo internamente. É como uma bobina e um cabo que constantemente trocam energia que flui nos circuitos entre eles; é assim como eles trabalham reciprocamente.

Eu não posso me manter num bom estado. Eu exijo um trabalho mútuo com o grupo. É assim que alternamos em nosso trabalho. Além disso, cada um dos amigos passa por seus próprios estados. Assim, dentro desse sistema, o Criador organiza a taxa na qual os estados se alternam em cada um de nós e em todos nós juntos.

Nós devemos sentir que não existimos isoladamente, mas sim, pertencemos a um sistema com dois processadores, que trabalham alternadamente, às vezes isso e às vezes aquilo. O que precisamos é reunir a nossa energia em conjunto para que você possa carregar a si mesmo e ser alimentado com a energia do nosso trabalho mútuo. Num grupo, todos os estados que você passou desaparecem, todos os níveis anteriores, toda a sua história. Tudo isso acontece apenas dentro do grupo, dentro do Kli coletivo, até que dentro dele nós chegamos à forma do Infinito. Só então, numa ação chamada o fim da correção, vamos descobrir tudo o que passamos.

Tudo isso é encontrado dentro do grupo. O primeiro estado espiritual começa em relação ao grupo, na minha capacidade ou falta de capacidade de estar conectado com ele. É assim que ocorre a minha primeira e menor descoberta da inclinação ao mal, e assim por diante até a última inclinação ao mal, o grande ego, no auge da escada de níveis. Portanto, todos os resultados do trabalho são engolidos pelo grupo. O grupo é Malchut do Infinito.

O avanço espiritual é medido apenas e somente em contraste com a inclinação ao mal, que aumenta constantemente: em qualquer taxa e em qualquer poder que ela aumente, disso a rejeição da conexão cresce em nós. A rejeição e a escuridão se tornam cada vez maior, mais forte, mas nós as interpretamos, compreendemos e sentimos, e recebemos um impulso para trabalhar com elas, a fim de nos conectarmos com o grupo em face dessa escuridão. Nós estamos interessados ​​nesta rejeição, caso contrário, não vamos aceitar os nossos “sinais de trabalho”. Nosso progresso é medido com isso.

Enquanto isso, nós julgamos apenas de acordo com os nossos sentimentos, sem medida objetiva, mas depois nós iremos medir nossos próprios estados.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 18/02/14, Workshop

Apegar-se À Conexão Interna

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o estado do workshop interno interminável?

Resposta: O estado do workshop interno interminável é o contato interno constante com os amigos, onde eu aparentemente me encontro em conexão com eles, em discussão, em conversa, e esta é a conexão interna entre nós. Isto é o que nós temos que alcançar. Nós podemos fazer isso; tudo depende de nós.

Em princípio, nós precisamos estar conectados um bilhão de vezes mais do que o melhor momento numa Convenção, e vamos conseguir isso. Basta ansiar à meta o tempo todo. Isto certamente não depende de qualquer Convenção, nem de distâncias, nem de qualquer outra coisa. Nós estamos tentando fazer isso.

Computador Do Vovô

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós somos os únicos que corrigem as deficiências do público em geral, incluindo-os em nossos desejos e elevando-os, o que resta para o resto da humanidade fazer?

Resposta: Obviamente, nós não realizamos o trabalho para eles.

Pergunta: Isso significa que eles também passarão pelos mesmos estados no caminho para a conexão?

Resposta: Eles devem passar por esses mesmos estados pelos quais nós passamos, mas em menor escala.

Suponha que durante cinquenta anos eu desenvolvi e construí um computador. No final, eu o trouxe para casa e liguei-o. Mas, no momento em que me virei, meu neto imediatamente sentou-se na frente da tela e começou a pressionar as teclas do computador. Basicamente, eu sou uma pessoa acostumada à abordagem certa, cuidadosamente aprendendo os manuais de instruções, e ele os joga fora: “Vovô, tudo é muito simples aqui! Vou apenas tentar algumas coisas e depois vou explicar tudo a você”.

Ele aprende instintivamente, de forma interativa, sente dentro de si, e facilmente adivinha como obtemos o resultado. Aparentemente, o computador é construído para a forma como ele pensa e não do jeito que eu penso. Para mim, este computador foi produzido a partir do sofrimento e esforço, e meu neto não precisa fazer um esforço; em vez disso, ele entende tudo naturalmente. Em outras palavras, eu fiz uma grande correção para que meu neto recebesse tudo pronto. Agora ele pode trabalhar de forma mais eficiente do que eu no dispositivo que eu construí.

Observando bem, aqui estão dois opostos, dois níveis. Nós realizamos um trabalho cada vez maior e mais difícil, e, aparentemente, só os outros colhem o fruto e sobem mais facilmente ao nível da sua geração.

Para eles, tudo será muito mais simples, natural. Nós investimos anos para alcançar algum tipo de resultado, a fim de encontrar a forma dos workshops que trarão novas perguntas, e eles irão imediatamente entender que, certamente, isso é o que deve ser feito. Depois do problema que tomamos agora, suando e estando em dúvida, com eles a imagem completa será imediatamente alcançada em suas cabeças.

Pergunta: Se este for o caso, é necessário que o mundo inteiro participe de pelo menos um workshop e então tudo começa se organizará por si só, ou nós devemos direcionar as pessoas repetidamente?

Resposta: Eles vão receber “automaticamente” sentimentos e inteligência, independentemente das formas que este processo irá tomar.

Em geral, no caminho do avanço espiritual, cada nível é o oposto do seu antecessor, por isso, é impossível especular, avaliar um estado em particular, com base num outro estado. Em minha opinião, pessoas sentindo essa conexão na forma de workshops torna possível para elas resolver todos os problemas da vida. E assim elas vão buscar e adotar o método através da Internet, televisão, e assim por diante, sem muita conversa, como as crianças que não precisam de instruções para operar um computador. E a moda atual é transitória.

Pergunta: Portanto, pode ser que dependa de nós levar o mais rapidamente possível à consciência pública uma expansão da informação abordando o novo método?

Resposta: Não. Se nós mesmos não fazemos mais que um esforço, outras pessoas também vão permanecer “fora do negócio”. O neto é inteligente porque seu avô e seu pai tomaram o problema ao longo de suas vidas, eles “ganharam” sua nova mente, uma nova compreensão.

Cabe a nós fazer um esforço para um determinado nível e, de repente, haverá um grande avanço, e um comprador será encontrado para a nossa “mercadoria”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/02/14, Escritos do Baal HaSulam

O Workshop É A Criação De Um “Partzuf Espiritual”

O workshop é um Partzuf que construímos em uma conexão entre nós, e, especificamente nele, sentimos o mundo espiritual. Se nós não o construímos, então, nós não sentimos nada. Este é o nosso Partzuf comum sobre o qual a sabedoria da Cabala fala: Rosh, Toch, Sof, dez Sefirot, e assim por diante.

Quando dez pessoas são anuladas uma em relação a outra e começam a discutir algum assunto, elas criam uma conexão entre si. Quando elas inserem o problema nesta conexão, elas são elevadas acima dele, e desta forma, elas encontram a solução, mas em um nível espiritual. Especificamente, a conexão e não a tentativa de ser inteligente deve dar a decisão correta.

Na verdade, não chegamos a isso ainda, porque nos grupos a comunicação entre as pessoas ainda não está correta. Faço alguma pergunta e você começa a penetrar nela profundamente, em vez de conectar acima dela. Veja você, a conexão é mais importante do que a própria pergunta.

Você quer encontrar a resposta por meio de seu intelecto. Todavia, de fato, é necessário encontrá-la a partir da conexão. Portanto, não preste atenção à própria pergunta. Se você conectar corretamente, você receberá uma resposta sem pesquisas demoradas e filosofia.

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Uma Regra Geral Simples

Dr. Michael LaitmanQuando uma pessoa implora piedade para si mesma, ela está num desejo de receber e só pensa em si. E quanto mais ela ora para si mesma e tenta influenciar o Criador para melhorar a sua situação pessoal, não só ela não se aproxima do Criador, mas também se afasta Dele, ao despertar um egoísmo cada vez maior.

Todos os nossos pensamentos em todas as circunstâncias vão ao Criador, pois nós estamos num sistema único, estamos incorporados nele. É impossível pensar em alguma coisa, decidir alguma coisa, e fazer algo sem influenciar todo o sistema, pois desde o início nós estamos nele com cada célula do nosso corpo e com o nosso coração, com todos os nossos pensamentos e desejos. Antes mesmo de começar a entender o que estamos pensando e sobre o que queremos, isso já foi para o sistema! Nós já estamos dentro dele! É assim para cada pessoa, para todas as pessoas do mundo, toda a natureza inanimada, vegetal e animal, tudo!

É só com o ser humano que uma conta completamente diferente é feita, por que nos foi dada a possibilidade de influenciar o sistema através da escolha. Portanto, quando os pensamentos de uma pessoa são dirigidos para si mesma, o sistema é influenciado negativamente. E se ela continua a orar para si mesma, com isso ela atrai um terrível despertar negativo de toda a criação. A descoberta mais clara do ego reside nisso, quando a pessoa quer que o Criador faça algo por ela de acordo com seu entendimento e desejo pessoal, sem perceber que o Criador lhe dá as melhores possibilidades de correção a cada momento.

Portanto, não é só que ela tem um efeito sobre todo o sistema, mas sim que ela desperta imensos transtornos nele, fazendo com que ele se mova para trás, contra a tendência para o objetivo da criação que foi ativado na forma da evolução de toda a humanidade. No momento em que a pessoa revive e começa a pensar: “Eu, mundo, criatura, Criador, a minha condição”, ela deve se dirigir primeiro para uma conexão com o Criador através do grupo. Caso contrário, toda a sua influência sobre o sistema da criação será negativa, e antes de mais nada, ela fará com que seu movimento pessoal seja para trás.

Portanto, o melhor ponto de partida para todos é a transmissão constante da doação através do grupo, sobre tudo o que está ao nosso redor. Isso é chamado de “oração de muitos” (oração coletiva), porque nós estamos pedindo em nome de muitos. Tal oração não indica que muitos devem estar reunidos, isso não importa. Uma pessoa é o suficiente, só que ela deve pedir por muitos, de tal forma que possa pedir por eles como se fosse para si mesma. E “muitos” é pelo menos dez. Então a influência da pessoa sobre o sistema será positiva e com isso o Criador será revelado. Esta é uma regra geral muito simples.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Terceiro Dia 02/04/14, Workshop 5

A Vida Do Embrião Depende Do Cordão Umbilical

Dr. Michael LaitmanO principal é não esquecer o mais importante: nós temos que atribuir todos os discernimentos, todas as perguntas e todas as desculpas só à conexão com o grupo. Todo o resto pertence ao mundo corpóreo. Eu posso pensar em coisas sublimes, mas não faz diferença, já que não tem nada a ver com a espiritualidade. Só uma coisa pertence à espiritualidade: minha conexão com o grupo, que é chamada de forma do embrião. Esta é a única coisa que pertence à espiritualidade e é a única coisa que assume uma forma a fim doar, e nada mais do que isso!

Portanto, eu pergunto, ouço e penso sobre algumas das perguntas no workshop, mas só deve haver um discernimento em meus pensamentos: minha conexão atual com o grupo, seu estilo e sua forma. Isso é chamado de uma forma, e é a coisa mais importante para mim neste momento. A única coisa com que eu me importo a cada momento é minha conexão com o grupo, pela qual é determinada a forma do meu Partzuf espiritual, sua altura, etc.

Não importa o que nós discutimos, é a única coisa que eu penso. Esta conexão é mais importante do que qualquer outra coisa, como a placenta ou o cordão umbilical para o embrião e nada mais do que isso. Isto significa ser constantemente parte da fonte, como resultado da qual a força de estabilização e a força de atraso são avaliadas apenas no que diz respeito a este discernimento único, no que diz respeito a minha conexão com o grupo. Não podemos esquecer isso, caso contrário, é como se você estivesse suspenso no ar engajado em filosofia abstrata em vez de com esclarecimentos específicos.

Do Workshop de União 18/02/14

No Ápice Das Mudanças

Dr. Michael LaitmanAntes do nosso mundo ter sido criado, o Kli espiritual foi criado, e agora em nosso mundo, depende de nós restaurá-lo, conectá-lo novamente a partir das partes destruídas. Estas partes somos nós, e a quebra está na rejeição mútua entre nós. As partes dos Kelim (ou seja, nós) recebem um despertar de cima, e, desta forma, nós nos perguntamos sobre o sentido da vida.

O sentido da vida é encontrado acima de nossas vidas, porque nós não nos perguntamos sobre isso na estrutura desta vida. Nós pensamos apenas em como nos dar bem na vida, e, quando começamos a perguntar, “Qual é a razão de viver”, essa já é uma questão que transcende os limites do nosso mundo. Essa já é uma questão dirigida à fonte de nossa existência, ao Criador.

Em geral, toda a humanidade está num movimento em direção à unidade, mas de uma maneira mais desagradável e não com a maior velocidade. Todos nós já avançamos de tal forma e alcançamos o momento em que o nosso desenvolvimento nos trouxe para a linha de chegada, onde todos nós devemos começar a conectar.

Há um grupo, todos os que receberam o despertar de cima, e cabe a nós perceber o método de correção em nós mesmos, a fim de se conectar minimamente com o Criador. Isto porque a conexão com o Criador só é possível na medida em que aceitamos as deficiências de todo o mundo.

Nós recebemos as deficiências habituais de todo o mundo; em outras palavras, todas as seis deficiências que Baal HaSulam enumerou, desejos que são relevantes para uma pessoa, para o seu corpo, que são comida, sexo e família, e além disso, há os desejos relacionados com a conexão da pessoa com a sociedade voltados para o dinheiro, respeito e informação.

Todos os seis desejos são ativos em todas as pessoas em nosso mundo, mas eles são descobertos em cada um de forma diferente, e em cada um deles há uma infinidade de componentes diferentes, desejos menores.

Todos desenvolvimento humano primeiro foi direcionado para o desenvolvimento de desejos relacionados a comida, sexo, família nos seres humanos, levando-os ao crescimento dos desejos por dinheiro, honra e conhecimento, para que eles pudessem atravessá-los e descobrir a falta de satisfação neles. No entanto, nesse meio tempo, é difícil dizer que toda a humanidade se encontra em tal condição.

Comida, sexo e família são desejos corporais que não necessitam de qualquer correção, em princípio. No entanto, nos desejos mais elevados por riqueza, honra e conhecimento, um ego maior é descoberto dentro da humanidade. Além disso, este ego é, geralmente, apenas preliminar, necessário para que a falta da verdadeira realização também seja descoberta nele. Esta é a crise. A falta da verdadeira satisfação é o sentimento de crise.

Portanto, nós estamos agora numa fase em que a humanidade está passando por diferentes fenômenos de crise, e esses fenômenos de crise mudam o tempo todo. Alguns têm mais influência na economia, outros na ética, e parte deles na política e na família. Em geral, haverá muitas e variadas crises, e, portanto, nós devemos entender como precisamos trabalhar com as pessoas.

Em princípio, o método é o mesmo método, mas a abordagem às pessoas deve ser de acordo com suas necessidades. Em outras palavras, para cada civilização, para cada cultura que existe no mundo de hoje, deve haver uma abordagem única. Portanto, os desejos são desenvolvidos em diferentes países, em diferentes pessoas e áreas, de acordo com o lugar em que devemos trabalhar.

Olhe, por exemplo, a forma como a América Latina saltou com o desejo de perceber a espiritualidade e quanto a Europa está atrás dela. Não há uma abordagem singular. Nós não sabemos por que isso acontece desta forma.

Assim, cabe a nós sermos sensíveis ao pulso o tempo todo, para ver onde investir mais esforços, onde há uma necessidade maior, uma oportunidade de mais exposição. O mundo está numa conexão global. Contudo, muitas mudanças estão ocorrendo em todas as diferentes partes do mundo.

Portanto, cabe a nós nos concentrarmos num lugar onde há a necessidade de correção, da espiritualidade, da mudança interior, ou, como Baal HaSulam escreve na Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, onde a pergunta: “Qual a razão da minha vida” “Como eu posso ser satisfeito” existe; quando uma pergunta como esta aparece, as pessoas já estão preparadas para que possamos nos voltar a eles.

Como já dissemos, esta questão pode se expandir para diferentes áreas, começando com os problemas cotidianos da vida até problemas mais elevados, mais psicológicos, mais internos. Portanto, isso coloca um problema difícil diante de nós.

A ideia é que não podemos nos conectar ao Criador se não funcionarmos como um canal para a Sua conexão, para a Sua doação, o Seu controle de todo o mundo, a fim de puxar toda a humanidade atrás de nós. Você vê, todo o sistema está passando por uma quebra apenas para ser capaz de começar a sentir o Criador através desta quebra, para que possamos subir ao Seu nível. É assim que todo o problema de Sua relação com as criaturas seré descoberto e resolvido. O “bom e benevolente” é expresso nas criaturas subindo ao seu nível e tornando-se como Ele. Isso significa todos juntos, sem exceção.

Desta forma, cabe a nós termos a nossa mão no pulso; além disso, cabe a nós sermos muito sensíveis a todas as mudanças, não importa quão pequena. Agora nós também estamos no mundo superior, no mundo do Infinito (Olam Ein Sof), cercados e penetrados com a Ohr Ein Sof, com a Luz do Criador. Não há diferença entre o nosso lugar agora e no futuro. Nada muda, exceto o nosso sentimento, os nossos sentidos. A sensibilidade é alterada. Cabe a nós desenvolver e descobrir isso, a fim de sentir a Luz. Nós estamos dentro dela, e nada existe fora dela. Assim, todas as mudanças acontecem dentro de nós, e não há necessidade de viajar para qualquer lugar. É necessário apenas trabalhar o tempo todo no aumento da sensibilidade à Luz superior dentro de nós. Este é o nosso objetivo.

O problema é que, sem movimento, a matéria não existe. A matéria só existe em constante movimento, em mudança. Teoricamente, se o movimento parasse, tudo desapareceria imediatamente. Nós vemos isso com os átomos, com as partículas elementares a partir das quais os átomos são compostos. Se quisermos sentir o mundo superior, temos que aumentar a nossa sensibilidade às mudanças que estão ocorrendo em nós. Às vezes, a pessoa acha que nada está mudando, que tudo está congelado, parado, que não existe qualquer movimento. A sensação de que a vida congelou se destina a nos mostrar que nós temos que aumentar a nossa sensibilidade a todo o movimento, e todos os movimentos ocorrem no desejo.

No momento em que começamos a ser integrados dentro de um grupo que nos obriga a nos concentrar no Criador, através da conexão entre nós, imediatamente recebemos um número incontável de mudanças a cada momento. Você vai começar a sentir que cada segundo é uma unidade infinita de tempo, do começo ao fim. Durante esse segundo, nós passamos por uma infinidade de mudanças. Esta sensibilidade à mudança é o que devemos descobrir.

Eu espero que a integração mútua entre nós, pela qual todos nós estamos passando -entre todos os vários continentes, civilizações e culturas – irá incorporar em nós os fundamentos de uma maior sensibilidade às mudanças, e, dentro de nós, a cada momento, nós comecemos a sentir grandes mudanças no desejo, na direção, emoção e percepção. Todo o tempo, mais e mais, vamos examinar e dirigi-las sempre ao Criador através do grupo, e, desta forma, vamos passar muito rapidamente pelo resto do caminho necessário para a primeira descoberta do Criador.

A descoberta do Criador ocorre especificamente dentro dessas incessantes mudanças, porque a permanência ou fixação não existe. No momento em que você para, tudo desaparece!

Portanto, as incessantes mudanças garantem que estamos sentindo o mundo superior, sentindo o Criador. Em nosso mundo, o nosso sentimento pode ser algo permanente, mas, na espiritualidade, isso não pode acontecer. Por isso, venha, e vamos lembrar também que esta condição só pode ser cumprida se eu estou ligado através do grupo, trancado o tempo todo no Criador.

Portanto, como nós vamos elevar a sensibilidade pela espiritualidade em que nos encontramos? Se eu saio de mim mesmo e tento ouvir o que o amigo diz, de repente, eu me encontro num vazio dentro do amigo. Assim, dentro deste vazio completo, como eu posso sentir todos os tipos de mudanças e movimentos para que eu possa entrar em seus desejos internos voltados ao Criador, de modo que ansiaremos por Ele juntos?

Nós descobrimos e alcançamos o Criador na medida em que somos sensíveis a Ele; em outras palavras, quando a expansão circundante é revelada a nós e nós tentamos sentir suas características, as mudanças nela, suas vibrações no que diz respeito a nós, ou mais corretamente, as nossas vibrações em relação a ela, as nossas mudanças no que diz respeito à característica de doação e amor.

Todo o nosso mundo nos foi dado a fim de nos orientar em direção a uma onda particular, à característica de doação e amor, como num receptor de rádio. No início, umaafinação aproximada, áspera, é feita entre os amigos. À medida que continuamos, nós nos conectamos com círculos externos cada vez maiores do nosso mundo, e, como resultado disto, nós nos dirigimos mais e mais precisamente, emocionalmente descobrimos mais da característica de doação e amor, e de tal forma, começamos a sentir o Criador mais e mais claramente.

Pois todo o nosso mundo, todas as criaturas, a fragmentação e as correções são necessárias apenas para nos orientar a sentir a característica de doação e amor, o Criador, e, enquanto toda a humanidade não entrou neste sistema de sensação mútua –das vibrações mútuas, da afinação do eu – não podemos descobrir o Criador, e nem qualquer pessoa no mundo.

Os Cabalistas realizaram um grande trabalho no passado, mas chegaram a um leque muito limitado de realização, porque a humanidade ainda não estava pronta para começar a sentir isso.

No entanto, a partir de hoje, nós já somos capazes de determinar que a humanidade está pronta para se integrar aos esclarecimentos dos sentimentos de doação mútua e amor, e a partir deles, ter consciência do Criador. Em outras palavras, hoje, a regra geral, “Do amor do homem ao amor do Criador”, está sendo ativamente realizada especificamente por meio do ajuste numa alta sensibilidade à doação, à conexão mútua, à integração mútua de acordo com o princípio “O que você odeia, não faça a seu amigo” e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Nossa sintonia mútua nos leva ao Criador, e, através da expansão gradual do nosso círculo de sensibilidade, a toda a humanidade. Desta forma, nós descobrimos o Criador dentro deste novo sentido de doação e amor.

É assim que a regra geral, “Do amor do homem ao amor do Criador” é realizada, mas é especificamente através dos sentimentos, através do aumento da sensibilidade. [

Da “Convenção de Educação Integral” Semana Mundial do Zohar, Dia Um 02/02/14, Workshop 4