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Dia Internacional Em Memória Do Holocausto: Unindo O Mundo

052O Dia em Memória do Holocausto é um dia especial e muito triste na história do povo judeu e de toda a humanidade, pois estamos todos interligados. Num dia como este, devemos falar sobre as causas desta tragédia e as suas lições, para que “os atos dos pais sirvam de exemplo para os filhos”.

Não existe nada além da força superior, o bem e a prática do bem, que nos governa o tempo todo. Não há uma única ação que ultrapasse essa boa governança.

Portanto, se em nossa análise não nos elevarmos acima de nossa natureza egoísta e não começarmos a julgar o Criador, duvidando de Sua boa orientação, nos enganaremos. Então, toda a nossa investigação será inútil e nos conduzirá à mesma amarga realidade da qual somos obrigados a falar hoje.

O Criador sente as nossas sensações. Se estarmos unidos e nos alegramos com isso, o Criador se alegra. Ele não tem sensações próprias; Ele reside dentro de nós, tal como uma mãe que vive através do seu amado filho. Através da nossa conexão uns com os outros, criamos um lugar para o Criador, um lugar onde Ele pode existir.

E se não estamos conectados, não há lugar para o Criador; consequentemente, sentimos Suas ações de forma distorcida e invertida, como se não viessem Dele. Cada ação é experimentada em nós em proporção direta ao grau de nossa unidade ou desunião.

O Criador reside em nossa conexão uns com os outros. Essa conexão deve estar em constante desenvolvimento, desde a quebra inicial realizada pelo Criador até a correção final, a adesão completa. Enquanto não ficarmos para trás em nosso progresso pelas etapas de correção que estamos destinados a percorrer, tudo estará bem conosco. Mas se ficarmos para trás, nos encontraremos em uma situação terrível, criada por nós mesmos.

Se a cada instante não corrigirmos a conexão entre nós, sentiremos a diferença entre o estado desejado e o real. Suponha que hoje eu precise corrigir em 20% minha conexão com toda a humanidade e tenha alcançado apenas 15% de conexão.

Consequentemente, os 5% que faltam se revelam para mim como pressão, problemas. Em essência, essas são as forças que visam acelerar meu progresso, compensar o atraso, extinguir a lacuna entre o desejado e o real.

Essas forças não testemunham a bondade ou maldade do Criador, mas são simplesmente uma consequência natural do funcionamento do sistema, como se diz: “Uma lei foi dada e não pode ser transgredida”. Ou seja, devemos avaliar não pelo quanto nos é doloroso ou prazeroso, mas sim pelo quanto essas forças, que nos são reveladas como boas ou más, nos ajudam a progredir corretamente.

O Criador não nos deseja o mal, mas existe uma lei da natureza, e ao cumpri-la sentimos nossa conexão, enquanto que ao violá-la sentimos dor, a tal ponto que hoje somos obrigados a recordar o Holocausto, o evento mais doloroso da história do povo judeu.

Claro, isso não foi causado pelo Criador, mas por pessoas que tinham a obrigação de corrigir a conexão entre si e não a corrigiram. A demora na correção foi tão grande que resultou em sofrimento terrível.

Que lições podemos tirar disso? Ao longo da jornada desde a antiga Babilônia até os dias de hoje, muitos eventos trágicos ocorreram, e todos por uma única razão. Como o Criador representa a lei geral da natureza, o sistema nos mostra a necessidade de conexão. Mas não o ouvimos e não nos apressamos em corrigir a demora, e consequentemente recebemos as consequências correspondentes. Na verdade, nós mesmos as causamos e não podemos culpar o Criador.

Estamos cientes das condições necessárias, mas não as cumprimos; ao fazê-lo, invocamos forças que nos impulsionam em direção ao nosso objetivo final com maior severidade e determinação. Ao longo da história, tensões e dificuldades nos perseguiram: exílios, escravidão no Egito, peregrinação no deserto e a destruição do Templo. Mas o Holocausto é uma situação de natureza inteiramente singular.

Ao longo de seu desenvolvimento histórico, o povo de Israel já havia alcançado o ponto em que o quarto grau de conexão com a alma de Adam HaRishon se tornou uma necessidade, mas não conseguiu concretizá-lo. Mesmo hoje, não estamos cumprindo esse objetivo. Então, o que podemos esperar? Apenas estados ainda piores do que aqueles que já suportamos. Devemos aprender com a história para não repetirmos os mesmos erros.

Depois da Babilônia e do Egito, os golpes nos perseguem um após o outro a cada instante em que não criamos a conexão necessária entre nós. O castigo será coletivo para todo o povo de Israel. E hoje somos responsáveis ​​não apenas por nós mesmos, mas pelo mundo inteiro.

Em certo momento, foi possível realizar a correção em um grupo limitado, dentro da comunidade judaica europeia. Os próprios nazistas queriam ajudar os judeus a reconstruir o Estado de Israel. Inicialmente, eles atuaram como forças que auxiliavam a correção. Mas, se não aproveitarmos a oportunidade que nos foi dada, essas forças se transformarão em forças negativas.

E hoje, se não utilizarmos as forças que nos despertam, forças que já se manifestam negativamente, elas se transformarão em algo muito mais terrível do que qualquer coisa que tenhamos testemunhado antes. O Holocausto de hoje seria de uma escala completamente diferente, não se restringindo à Europa, mas abrangendo o mundo inteiro. Portanto, é imperativo que compreendamos essa realidade e nos apressemos a realizar as correções necessárias antes que seja tarde demais.

Se nos unimos, a força superior flui através de nós para todas as nações do mundo, para toda a realidade, e gradualmente o mundo inteiro atinge um estado de unidade. Nesse ponto, toda a turbulência se acalma, o Criador começa a se revelar aos seres criados, e o mundo alcança a correção que lhe foi destinada.

Se, porém, nós, o povo de Israel, não nos unirmos uns aos outros, ao menos dentro de Israel, onde existem as melhores condições para a união, se não nos tornarmos um só homem com um só coração, se não amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, se não nos tornarmos uma luz para as nações do mundo, demonstrando um exemplo de unidade para o mundo, passaremos por situações tão terríveis que os horrores do Holocausto empalidecerão em comparação.

Méritos podem se transformar em falhas e falhas em méritos. Portanto, devemos acreditar que atualmente temos a oportunidade, o tempo, o lugar e todos os meios necessários para evitar repetir o erro cometido pelo povo judeu há quase cem anos.

Não devemos desperdiçar a oportunidade de nos unirmos para nos conectarmos com a força superior, inerentemente boa e fonte de toda bondade. Através de nós, essa força, que deseja se revelar a todos os habitantes deste mundo, poderá se manifestar. Devemos auxiliá-la nesse processo e nos tornar um canal entre ela e a humanidade.

Não repitamos os erros do passado. A sabedoria da Cabalá descreve as leis da natureza, leis que operam independentemente de as considerarmos agradáveis ​​ou desagradáveis, leis que não levam em conta os interesses partidários ou econômicos de ninguém. Não há dúvida de que, se o povo judeu tivesse se comportado de maneira diferente naquela época, o mundo hoje seria completamente diferente.

Tudo está em nossas mãos; determinamos nosso destino e o destino do mundo inteiro. A lei da natureza é uma lei imutável que deve ser cumprida. O Criador não tem piedade de nós nem nos pune, Ele simplesmente executa esta lei universal. O Criador é a natureza e, de acordo com o programa da natureza, somos obrigados a nos unir em um só desejo, em uma só intenção, segundo uma única fórmula de doação mútua. Devemos levar essa unidade ao mundo: esta é a nossa missão.

Que não repitamos os amargos erros do passado; em vez disso, neste dia solene, resolvamos assumir o sagrado dever de conduzir o mundo rumo à verdadeira unidade.

Da Lição Diária de Cabalá de 09/05/19 sobre o tema “Dia em Memória do Holocausto”

Nem Todo Fermento É Igual

599.02Pergunta: O que é o “fermento” (Chametz) que removemos com tanto cuidado antes da festa de Pessach?

Resposta: O fermento antes de Pessach representa a inclinação ao mal que tínhamos no Egito e que usávamos para brigar uns com os outros.

Mas o fermento ao qual retornamos após Pessach é usado de maneira diferente. Nós o usamos para nos presentearmos. Afinal, sem os relacionamentos ruins que tínhamos antes, não saberíamos como construir bons relacionamentos. Ou seja, usamos o oposto: onde havia ódio, agora haverá amor.

Contudo, este novo fermento não é o mesmo que o fermento anterior, porque eu o uso para fins de doação, por amor.

Por exemplo, antes eu constantemente pegava seus brinquedos quando brincava com você, e me divertia vendo você chorar, gritar e correr para reclamar com sua mãe. Agora decidi que não farei mais isso. Então, do que me alimento? Do “pão da aflição”, o matza. O que ganho com isso? Que prazeres existem na vida? Nenhum! Por sete dias permaneço nesse estado.

Então eu passo como que por uma pequena abertura, do exílio para a redenção. Isso se chama a travessia do mar final (Mar Vermelho). Ou seja, eu saio do estado em que usei meu ego e desfrutei do meu próprio poder, como Faraó.

E depois, quando tomo a decisão de me tornar diferente, esse mesmo fermento, ou seja, esses mesmos brinquedos que tirei de você e me diverti com seu choro, eu retorno a você, e agora me alegro com o fato de você sentir prazer.

Este é o pão depois do êxodo do Egito, não o “pão da aflição”, nem mesmo um pão comum, mas um bolo luxuoso, 620 vezes mais rico, que chamamos de “pão do amor”.

Transformamos todo o mal que tínhamos no Egito em bem. Foi por isso que o povo de Israel chorou durante os quarenta anos de peregrinação no deserto. Eles clamavam: “Onde está o nosso Egito?!” porque o incluíam dentro de si mesmos e, então, o corrigiam repetidamente.

De KabTV “Nova Vida 539 – Cultura Judaica: Entre o Chametz (Pão Fermentado) e o matza”, 24/03/15

Chanucá: Festa De Inauguração No Mundo Superior

235Pergunta: Eu cresci em Israel e, para mim, Chanucá é uma festa muito infantil, com donuts e o dreidel. De repente, ouço de você que o Chanucá tem um significado espiritual. Como devo encarar o acendimento das velas para que essa ação não seja meramente externa?

Resposta: Esta é uma ação espiritual. Não há nada nos feriados israelenses que não esteja ligado à espiritualidade. Afinal, existimos apenas para alcançar nossa alma, o que é chamado de mundo futuro, mundo superior, dimensão superior, que devemos atingir.

No momento, vemos a imagem deste mundo: casas, céu, mar, pessoas, tudo ao nosso redor. Por trás dessa imagem, precisamos encontrar uma fresta para o mundo superior, ampliá-la, abrir os horizontes e perceber que estamos localizados apenas em uma esfera muito pequena, em uma minúscula parte de um mundo muito maior, mais espaçoso e infinito.

Todo o nosso universo está contido em nosso mundo atual. Mas também devemos revelar o mundo além dele. É para isso que nós, seres humanos, existimos. Pois não pertencemos aos níveis inanimado, vegetativo e animado que estão ligados à natureza, mas sim ao nível humano.

Em hebraico, “ser humano” é “Adam“, derivado da palavra “domeh“, semelhante ao Criador. Não apenas somos capazes de alcançar tal estado, como também temos a obrigação de atingi-lo, para revelar toda a verdadeira realidade que reside além daquilo que agora nos parece este mundo.

Então revelaremos não apenas espaços infinitos, mas também a nós mesmos, existindo em uma forma infinita e perfeita, dentro desta vasta, expansiva e luminosa realidade que nos é revelada.

A sabedoria da Cabalá visa isso. Todas as festividades, incluindo Chanucá, nos falam sobre como começamos a nos abrir para o mundo superior, expandir nossos órgãos de percepção e realidade e, então, emergir de todas essas limitações estreitas e amargas.

Tudo isso está diante de nós. Mas tudo depende da união entre nós, porque a união é precisamente a ação que começa a abrir as fronteiras da realidade presente. E as pressões que sentimos hoje têm o propósito de nos impulsionar a acelerar e revelar o mundo verdadeiro.

Portanto, ao acendermos as velas de Chanucá — com canções de Chanucá, brincadeiras com as crianças usando o dreidel e deliciosos donuts — pensemos que a verdadeira Chanucá é como uma festa de inauguração de uma casa, pois estamos abrindo um novo mundo para nós mesmos ao nos unirmos uns aos outros.

Da Rádio 103FM, 06/12/15

Por Que Todo Mundo Odeia Judeus?

963.4Comentário: A Cabalá diz que não devemos temer fatores externos e que o que acontece ao nosso redor não nos influencia de fato, mas apenas cria uma espécie de imagem de pressão ou tensão ao nosso redor.

Minha Resposta: O que significa “não influencia”? Vemos quanta influência Hitler teve, ou Bohdan Khmelnytsky, ou as perseguições na Europa Ocidental, quando judeus eram reunidos de cidades ou pequenas vilas em sinagogas e queimados vivos.

Percebemos quais eram as razões sérias que afetaram a atitude das pessoas em relação à vida, ao mundo e a si mesmas.

Pergunta: E por que todos tinham o desejo de descontar sua raiva nos judeus?

Resposta: Em quem mais eles poderiam descontar? E todos aqueles pogroms? Essa era a única maneira que eles “descarregavam” a raiva. A população era deliberadamente educada e manipulada para que descontasse neles.

Pergunta: Mas por que não havia alguma outra nação para a qual o ódio das outras teria sido direcionado?

Resposta: Em geral, existe apenas uma razão para o ódio: o fracasso dos judeus em cumprir sua missão. Dentro do povo judeu existe um ponto de luz interior, que não pode ser explicado. É de natureza mística e não pode ser compreendido ou percebido corretamente por mais ninguém.

Sinto que existe algo nele que o diferencia de mim. Além disso, esse sentimento inconsciente não se limita a pessoas oprimidas; não, elas são especiais. Elas têm algo a mais.

Por um lado, eles me deram a religião. Todos os seus ancestrais são meus deuses. Eu venero todos os seus ancestrais. Por exemplo, no centro de São Petersburgo, ergue-se a Catedral de Santo Isaac. Chamo todos os meus sacerdotes por seus nomes antigos. Tomei toda a religião deles.

No entanto, eles ainda se apegam a isso e não querem aceitar o que eu construí a partir disso. Pela sua própria existência, eles provam que são eles que estão certos, e não eu.

E eu não posso destruí-la se eles não me aceitarem como seu sucessor. Eles precisam aceitá-la, não apenas concordar por desespero ou simplesmente se manter afastados.

Se eles não aceitarem isso, minha religião não vale nada, meu mundo não vale nada e o mundo futuro que imaginei também não vale nada. Ou seja, a mera existência deles confirma que tudo o que inventei sobre o mundo futuro está incorreto.

Pergunta: As nações do mundo dizem: “Odiamos os judeus”. Mas Jesus Cristo não era judeu?

Resposta: Não importa. Tudo isso precisa ser justificado de alguma forma. Não acho que alguém realmente entenda. Em todas as religiões, é tudo muito complexo. O que se pode fazer? Já estamos no fim de tudo isso; ainda haverá ondas de violência. Tudo isso levará a outra grande guerra, talvez não apenas espiritual, mas também física. Não há nada que se possa fazer a respeito.

DeKavTV, “Eu Recebi uma Chamada. Fatores Externos ou Por Que Todos Odeiam Judeus?”, 14/09/10

Reação Defensiva Dos Judeus

294.2Pergunta: Você acredita que os judeus de Israel acabarão por promover a correção de toda a humanidade?

Resposta: São precisamente as circunstâncias em que se encontram que os obrigarão a agir assim. Por que o mundo à sua volta se opõe a eles?

Isso é antissemitismo eterno; o sentimento perpétuo de ser odiado e de ter que se defender e justificar sua existência no mundo. Quando tudo isso se transmite de geração em geração, é perpetuado pelos genes; deixa marcas comportamentais no caráter, na percepção do mundo e na atitude em relação a tudo. Não existe nada parecido em nenhuma outra nação.

Os judeus não são como os ciganos, que são simplesmente desprezados, nem como pessoas que impõem sua cultura, costumes, modo de vida ou religião a outras nações. Nesses casos, tudo deriva de um sentimento de superioridade. Mas aqui, ao contrário, deriva de um sentimento de inferioridade, insignificância e inutilidade.

Esse complexo se desenvolveu intensamente nos últimos 2.000 anos. Ele já produziu consequências secundárias e terciárias, que gradualmente evoluem e se fundem com todas as outras filosofias de vida.

Tudo isso deixou uma marca profunda em sua atitude em relação a tudo e gerou enorme tensão interna no povo, especialmente entre o ramo europeu dos judeus, que foram forçados a se desenvolver para se elevarem acima das nações vizinhas de alguma forma, para se protegerem.

Observamos, na Idade Média, como eles repentinamente experimentaram um salto em traços de caráter especiais e habilidades intelectuais; nem mesmo está claro o porquê. Anteriormente, nada parecido existia em lugar nenhum, nem mesmo entre outros ramos dos judeus em outros países onde viviam de forma mais ou menos pacífica.

Há muita pesquisa sobre este tema. E, de fato, vemos quantos cientistas, artistas e pensadores eles produzem. Tudo isso é resultado de sua reação defensiva.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada, Os Judeus de Israel”, 13/09/10

Os Judeus De Israel

571.03Comentário: Percebi que os judeus em Israel parecem ser os mais indiferentes. Eles não se importam com nada e andam por aí com arrogância, como se nada lhes interessasse.

Minha Resposta: Não acho que sejam assim por dentro. É mais uma reação de proteção do organismo.

Por que são chamadas de “Sabras”? Sabra é o fruto do cacto — espinhoso por fora, mas macio e tenro por dentro. É comestível.

Os judeus de Israel são assim: exteriormente ásperos, como se não se importassem com nada, mas interiormente são muito sensíveis e gentis.

A questão é que nosso país ainda é jovem e as pessoas precisam aprender a se adaptar umas às outras. Além disso, por décadas, praticamente até os anos 1950, as pessoas fundavam assentamentos e eram constantemente forçadas a lutar, assim como os primeiros colonizadores americanos. Tudo isso deixa uma marca difícil de apagar.

Os problemas de Davi e Golias e da fortaleza sitiada de Massada ainda existem hoje. O país está cercado por todos os lados por inimigos que se armam constantemente e se preparam para novas guerras. As pessoas vivem uma guerra após a outra, e é por isso que são como as vemos.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Os Judeus de Israel”, 13/09/10

Um Casal Apaixonado — Um Homem E O Criador

712.03Pergunta: Como a revelação do mal no dia 9 de Av pode ser corrigida no dia 15 de Av, na festa do amor? Afinal, a festa do amor se refere a um casal apaixonado, enquanto o dia 9 de Av é o dia da destruição dos Templos, o que significa que se refere a todo o povo de Israel.

Resposta: Ambos os dias se referem a um casal apaixonado, só que não o vemos. O casal apaixonado é o povo de Israel e o Criador. Todas as criações, todo o desejo de desfrutar criado pelo Criador, é como uma mulher, Malchut, Shechina, em relação à qual o Criador atua como um homem, um doador.

Se não houver unificação entre nós, não poderemos ser um vaso, um lugar, para a revelação do
Criador, para que Ele reine em nós e possamos nos fundir num abraço, num beijo, em unidade espiritual. Existem três níveis de fusão espiritual com o Criador: “abraço”, como se diz: “Sua mão esquerda está sob minha cabeça, e Sua mão direita me abraça”, depois “beijo” e, por fim, “união”.

Portanto, as ações com o mesmo nome no mundo material também simbolizam a conexão entre aqueles que se amam. E no mundo espiritual, esses conceitos significam uma conexão sublime entre o homem e o Criador.

É por isso que o dia 9 de Av  simboliza a terrível quebra, que é a causa de todos os problemas e infortúnios. Afinal, o bem e o mal são determinados apenas pelo quanto nos aproximamos ou nos distanciamos da luz superior, da força superior, o Criador.

O dia 9 de Av  é a fonte de toda a destruição, e o dia 15 de Av é a fonte de toda a bondade. Mas, como ainda não alcançamos essa bondade, não sentimos o verdadeiro poder deste dia e o percebemos como um feriado de amantes comuns.

Da mesma forma, subestimamos Purim e o percebemos como um feriado infantil. Infelizmente, ainda estamos no exílio e não vemos sintomas óbvios de redenção. A redenção já está próxima, mas ainda não a alcançamos e, portanto, não sabemos o que são “abraço”, “beijo” e “união” espirituais.

Toda a Torá fala apenas sobre o relacionamento deste casal: a humanidade e o Criador, e não sobre jovens mulheres terrenas que se vestem com roupas brancas e vão dançar nas vinhas no dia do amor, 15 de Av.

Da conversa de 30/07/15, “Nova Vida 600 – 15 de Av – O Feriado do Amor”

A Síndrome De Jerusalém

417Pergunta: Uma das características únicas de Jerusalém é um distúrbio psicológico encontrado apenas nesta cidade. É chamado de “Síndrome de Jerusalém”. Cerca de 50 turistas estrangeiros sofrem com isso todos os anos, independentemente de sua religião. Será que Jerusalém exerce algum tipo de influência misteriosa sobre as pessoas?

Resposta: Claro, é uma cidade especial que deixa uma impressão indelével na maioria de nós. Ela respira antiguidade, e a história da humanidade flui através dela.

No entanto, a síndrome de Jerusalém é um fenômeno puramente psicológico, completamente compreensível e explicável. Efeitos semelhantes, afinal, também ocorrem em outros pontos turísticos mundialmente famosos.

As vibrações internas da capital das três religiões, sua aura única de ser escolhida por Deus, tudo isso é criado por pessoas e não enviado de cima. Não há santidade nas pedras. Qualidades espirituais não se vestem em nosso mundo físico corpóreo.

O verdadeiro espírito é criado somente pelas próprias pessoas quando elas se unem em uma aspiração comum de doação e amor.

A verdadeira Jerusalém é aquela no coração, uma capital espiritual do mundo inteiro. Não é meramente uma cidade, mas um grau especial de conexão humana. Um nível onde o tremor da criação em busca de conexão com o Criador e Sua resposta se fundem em um todo.

De KabTV, “Notícias com Dr. Michael Laitman”, 05/12/24

Uma Nação Contraditória

963.5Pergunta: Se nos dirigirmos ao público em geral, precisaremos levantar o tópico do grupo e mostrar que é um conceito muito mais geral?

Resposta: Acho que o tema do grupo é, na verdade, muito fácil de explicar ao público. Afinal, o povo de Israel não é uma nação no sentido usual da palavra.

Em sua fundação, é um grupo de Cabalistas estabelecido por Abraão. A nação existe como um grupo, em responsabilidade coletiva, em relações de igualdade por nascimento, sempre com uma atitude de desprezo em relação ao dinheiro e às honrarias.

Ao longo de todas as gerações, os valores da nação eram espirituais. Se somarmos a isso o antissemitismo e o ódio generalizado do mundo, fica claro que, tanto do lado do bem — o lado espiritual — quanto do lado do mal — o lado corpóreo, a nação inteira é impelida por duas direções para existir como um grupo.

Portanto, essa abordagem, quando falamos sobre nós mesmos e incluímos toda a nação nesse processo como um grupo, é muito positiva e realmente repercute.

No coração de cada pessoa, existe algo raramente encontrado em outras nações: um sentimento de dependência mútua. Ao mesmo tempo, a nação está dividida em facções que se tratam de maneiras extremas, com ódio, com inveja, algo não visto em outras nações.

Uma nação pode ser dividida em várias religiões ou partes que nem sequer interagem, mas que se permitem a coexistência. Mas aqui, esse não é o caso. Não há tolerância para a divisão dentro da nação em facções.

Precisamos explicar que, na verdade, é isso que traz todo o mal que existe, que somos todos responsáveis uns pelos outros “como um homem com um coração”. As pessoas já têm uma certa prontidão para isso: elas entendem que isso é prejudicial, mesmo em um nível corporal, e também podem vir a perceber que, espiritualmente, isso é prejudicial.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

De Que Lado Está A Vantagem Espiritual?

937Pergunta: Qual é a diferença, de um ponto de vista interno, entre o povo de Israel e a Terra de Israel? O que essas definições significam?

Resposta: Não há diferença! O povo de Israel e a Terra de Israel são ambos atributos de Bina. Ambos são necessários. Atualmente, não possuímos o atributo de Bina na Terra de Israel porque não há santidade na terra, e não há santidade na terra porque o povo de Israel não habita em santidade.

Precisamos alcançar a correção de GE, ou seja, zero Aviut, o primeiro e o segundo graus, por assim dizer, Bina, e isso significará que, internamente, entramos na Terra de Israel. Então, também entraremos na Terra de Israel externamente, porque externamente teremos a força para estar aqui e nenhuma força estrangeira será capaz de nos invadir.

Como Moisés derrotou tantas nações? Como os romanos ou gregos nos derrotaram quando chegaram aqui? Toda guerra se resume a uma pergunta: de que lado está a vantagem espiritual — do nosso ou do deles?

Se quisermos permanecer aqui, como Baal HaSulam escreve no artigo “Introdução ao Livro do Zohar”, não temos escolha; em nossa vida aqui hoje, na Terra de Israel, devemos alcançar o atributo de “Terra de Israel”. Sem ele, não temos o direito de estar aqui! É por isso que Baal HaSulam escreve que, se não conseguirmos isso, apenas um punhado de pessoas poderá restar de nós. O restante será ultrapassado pelos árabes e não seremos capazes de viver aqui.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”