Textos na Categoria 'Percepção'

Como Nos Preparamos Para Perceber O Mundo Superior?

938.07A natureza do corpo é tal que ele sempre enxerga defeitos nos outros em vez de seus méritos. É por isso que os sábios disseram: “Tente justificar cada pessoa”. Ou seja, mesmo que, dentro da razão, eu veja que um amigo não está certo, ainda assim tento justificá-lo. E se eu enxergar os méritos do amigo, mesmo dentro da razão, isso é ainda melhor.

Afinal, não me importa se alguém está certo ou não, e, na verdade, é impossível julgar isso com certeza. O que me importa é me calibrar de acordo com o mundo espiritual. Se eu penso que todos os meus amigos são pessoas justas, bondosas e respeitáveis, e quero vê-los como grandes, como se fossem o Criador, então, através disso, eu me ajusto, corrijo minha visão, minha percepção, do mundo superior.

Portanto, se reconheço os méritos do amigo dentro da razão, isso significa que já me sintonizei com a visão correta. Se não os reconheço, devo me esforçar para ver e imaginar como se ele estivesse certo, pois através desse “como se” me aproximo da espiritualidade, da verdade.

É desejável enxergar nossos amigos como pessoas grandiosas, cada um à sua maneira. Cada pessoa possui qualidades que eu não tenho. Se eu buscar constantemente apenas as qualidades positivas neles, isso me ajudará a enxergar a “nave de Colombo”, a enxergar a espiritualidade.

Ao fazer isso, diminuo meu egoísmo e elevo as qualidades que me são externas. E, por meio disso, elevo a espiritualidade, pois ela é atualmente nula para mim, uma vez que não a sinto nem a compreendo. Se eu elevar o amigo aos meus olhos, aumentarei, assim, minha capacidade de perceber o espiritual.

Da Lição Diária de Cabalá 07/09/20, “Trabalho com a Fé Acima da Razão”

O Mundo Através Dos Olhos Do Criador

707Mesmo quando um Cabalista já atingiu altos graus de conhecimento, é muito útil para ele estudar os livros de outros Cabalistas. Assim, ele pode ver a realidade através das qualidades de outro, pois cada pessoa a enxerga a partir de seu próprio ponto de vista. Ao aprender como os outros percebem a realidade espiritual, ele começa a vê-la através de cada alma corrigida e, dessa forma, rapidamente se une à alma comum.

Inicialmente, eu era um ponto dentro de um círculo. Corrigi-me e construí minha conexão com o infinito, uma linha do centro do círculo até a luz que o circunda. Conectei-me com todas as outras almas e, assim, expandi essa linha, como um setor, por todo o círculo. Agora, todo o plano do círculo é o meu desejo corrigido. Corrigi-me completamente ao me unir às outras almas.

Mas isso não basta. Porque meu círculo é plano. E existem outros círculos, outras almas corrigidas. Quando todos esses círculos se unem, formam uma esfera, com um centro comum. Isso significa que devo ver todas as correções de todas as almas do ponto de vista delas.

Por quê? Porque o Criador olha do alto para cada alma e a coloca em ação. Eu preciso alcançar esse mesmo nível. Portanto, preciso me revestir de cada pessoa e enxergar sua correção a partir de sua própria perspectiva, de dentro de sua alma.

Só então alcanço a equivalência de forma com a força superior. Não me basta corrigir meu próprio plano. Devo corrigir um plano após o outro, círculo após círculo, até que todos se unam em uma esfera.

Isso é imprescindível. Caso contrário, não alcançamos a semelhança com o Criador. E assim, cada pessoa se conecta com as outras e enxerga através delas.

E então todos devem se unir. Todas as esferas individuais se combinam em uma dimensão ainda mais “redonda”, perfeita. E então todas as distinções privadas desaparecem completamente.

Mas esta etapa está além das nossas correções.

Da Lição Diária de Cabalá 9/10/09, Escritos de Baal HaSulam , Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Veja A Realidade Do Criador

928A fé acima da razão permite ver a realidade como o Criador a vê.

Normalmente, percebemos o mundo através do nosso conhecimento egoísta, pela ótica do interesse próprio. O Criador nos criou deliberadamente dentro do egoísmo, no qual sentimos a nós mesmos e ao mundo como seres separados e limitados.

Mas, por meio da fé acima da razão, elevamo-nos ao grau de doação, ao nível de Bina, e entramos na visão do Criador, em Seu mundo, em Sua percepção da realidade.

Portanto, a fé acima da razão não é autoengano ou imaginação. Pelo contrário, ela nos transporta para o mundo verdadeiro, o mundo da verdade. Então, nos vemos dentro da realidade do Criador e contemplamos todas as coisas através dos Seus olhos.

A fé acima da razão é o grau mais elevado — o atributo de Bina, de doação, a qualidade do próprio Criador. Quando acessamos essa qualidade, em relação a nós, ela é chamada de fé acima da razão, pois a razão representa a visão do nosso egoísmo, enquanto a fé representa o grau de Bina, doação, o nível do Criador.

Assim, quando nos esforçamos pela fé, não nos tornamos sonhadores ou idealistas. Pelo contrário, ao fazê-lo, alcançamos o mundo da verdade, uma realidade imaculada pelo nosso egoísmo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/06/20

O Caminho Para A Harmonia Superior

276.02O Criador criou apenas um estado, chamado mundo do Infinito. Todas as mudanças acontecem somente dentro de nós. Existimos nesse mesmo mundo do Infinito, mas, em vez de percebermos o Infinito, percebemos apenas a nós mesmos.

Antes, em minha percepção, eu estava unido a todas as outras almas e sentia o mundo do Infinito — a ausência de limites, a eternidade e a perfeição. Então, meu estado, minha percepção, mudou; comecei a sentir que existo em um mundo sombrio e corrompido, cheio de sofrimento, problemas, caos, pressão e limitações.

As coisas foram piorando cada vez mais até que cheguei ao ponto mais baixo em que me sentia existindo entre outros como eu, em nosso mundo, na realidade que nos cerca.

Tudo isso ocorreu exclusivamente dentro de mim, na minha percepção subjetiva da realidade. Nada mudou externamente. É como se eu tirasse meus óculos e não visse ninguém ao meu redor, ou os colocasse e começasse a ver um mundo completamente diferente.

Assim, nossas qualidades interiores mudaram do nível do mundo do Infinito a tal ponto que, em vez dele, agora percebemos este mundo, que não guarda nenhuma semelhança com o mundo do Infinito. Contudo, podemos retornar a esse mesmo estado, chamado mundo do Infinito, onde tudo existe em suprema harmonia, eternidade e perfeição, onde reina a luz, o bem e a benevolência.

O que precisamos para isso? Devemos alcançar a percepção desse estado despertando-o dentro de nós. O mundo do Infinito está oculto dentro de nós, por trás de muitas camadas de ocultação. Gradualmente, à medida que passamos de uma ocultação mais profunda para uma mais superficial, revelamos o mundo do Infinito.

Os estágios pelos quais retorno à percepção do Infinito são chamados de mundos, ocultações (“mundo”, “Olam” vem da palavra “ocultação”,  Ha’alama). Passo a passo, essa ocultação diminui e eu me elevo acima dela.

Isso significa subir a escada dos graus, escalar os degraus dos mundos, elevar-se acima da ocultação e sentir cada vez mais a realidade.

Como fazemos isso? Despertamos o estado chamado mundo do Infinito. Juntos, lemos o Livro do Zohar, que descreve a conexão dentro do mundo do Infinito, e esse próprio desejo desperta esse estado dentro de nós.

Da Lição Diária de Cabalá 02/07/10, “O Livro do Zohar

A Semente Que Se Entrega À Boa Terra

530Pergunta: Que ações podem ajudar alguém a se libertar de pensamentos sobre si mesmo?

Resposta: A única ação que pode realmente me separar dos meus próprios pensamentos é a incorporação ao grupo. Devo fazer tudo ao meu alcance até revelar a força interior do ambiente ao qual me conectei; até lá, nada mais me ajudará.

A princípio, percebo o ambiente como se eu fosse uma semente que caiu em areia seca. Mas depois começo a ver que este é um solo que contém certos minerais e umidade que podem nutrir meu crescimento. Essa “umidade” é a qualidade que pode suavizar meu egoísmo, de modo que eu comece a desejar o atributo da doação. E os “minerais” são a luz de Chochma, que pode fornecer nutrição para o meu desenvolvimento. Dessa forma, começo a receber as luzes de Chassadim e Chochma do ambiente e cresço a ponto de me anular diante dele.

Então, já entendo que me anular perante o ambiente é uma decisão benéfica e correta do ponto de vista egoísta. Por ora, essa decisão parte do meu egoísmo. Ainda não tenho a intenção de doar-me desinteressadamente. Quero me anular perante eles para ser nutrido pelo ambiente e crescer. Se o crescimento só for possível através da doação, eu estou pronto para pensar em doar-me. Mas, por enquanto, ainda é um cálculo para meu próprio benefício.

Desejo adquirir a qualidade da doação e tornar-me um doador. Este é um tipo especial de egoísmo; um que conduz ao mundo espiritual. Teremos de trocar de vestes muitas vezes ao longo do caminho até alcançarmos a verdadeira doação sem qualquer cálculo para nós mesmos. Enquanto isso, não sabemos o que é isso. Somente a luz que transforma pode nos dar essa forma. E ao longo do caminho, mudaremos muitas outras formas, cada uma mais astuta e egoísta que a anterior e todas opostas à forma final.

A princípio, parece que estamos progredindo bem, que já nos aproximamos da doação e estamos quase entrando no mundo espiritual. Então, de repente, revela-se que tudo isso era apenas recepção oculta. É assim que continuamos a nos desenvolver. O principal é receber constantemente o apoio do ambiente, nos anular diante dele e não temer nenhum estado, pois estamos no caminho.

O que se faz necessário é uma oração coletiva, ou seja, que meus pensamentos e desejos se tornem os mesmos que os pensamentos e desejos íntimos do grupo, que eu me aprofunde cada vez mais no grupo e queira fluir junto com todos em uma única corrente, a tal ponto que, aonde quer que eles vão, eu vá, sem qualquer crítica da minha parte. Isso se chama oração coletiva. O que todos querem, eu também quero.

Para mim, a sociedade não é algo externo, mas sim o desejo intrínseco do grupo, embora mais tarde eu venha a descobrir que a mesma força atua também em todas as pessoas externas.

Em resumo, se desejo progredir corretamente, devo fazer todo o possível para me integrar ao grupo e não me ater às aparências externas, mas sim aos pensamentos e desejos internos, e esforçar-me para me unir a eles. Isso é o que significa a oração coletiva. Seja qual for o desejo desta sociedade, seja qual for a sua busca, eu me uno a ela e almejo o mesmo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá de 27/03/11, “Preparando-se para a Convenção de Nova Jersey”

Ascenda Os Graus Dos Mundos

548.02Pergunta: Por que tanta atenção é dada à estrutura dos mundos espirituais na ciência da Cabalá?

Resposta: Cinco mundos nos separam do mundo do infinito, que é a perfeição completa e a revelação de todas as forças; são cinco ocultações, cinco filtros, que escondem o mundo do infinito de nós. São eles: Adam Kadmon, Atzilut, Beria, Yetzira e Assia, e sob o mundo de Assia, em completo ocultamento dos mundos superiores, existe o nosso mundo.

Cada um desses mundos está organizado exatamente da mesma forma que o mundo do infinito, só que é mais fraco, menos nítido e brilha menos. Mas todos esses mundos são idênticos em todos os seus detalhes, tanto em quantidade quanto em suas conexões. Tudo o que existe em cada mundo, incluindo o nosso, é o mesmo.

Portanto, em nosso mundo, onde a natureza inanimada, vegetal e animada, bem como o ser humano, coexistem, todos estão interligados na estrutura geral exatamente pelas mesmas conexões que as forças do mundo espiritual.

Somente no mundo espiritual as qualidades das forças são diferentes. Mas as conexões entre as partes são as mesmas, e a ordem entre elas é a mesma.

E tudo o que nos parece errado, confuso, desordenado e injusto em nosso mundo se explica pelo fato de estarmos em completa escuridão e não enxergarmos a semelhança entre o nosso mundo e o mundo superior.

Mas, sem dúvida, o nosso mundo é o ramo, e o mundo de Assia é a raiz. Por sua vez, o mundo de Assia é o ramo, e o mundo de Yetzira é a sua raiz, e assim por diante até a raiz de tudo, o mundo do infinito. Assim tudo está organizado.

Estamos em nosso mundo e não temos escolha; existimos agora em uma determinada realidade com nossas qualidades.

Minhas forças, minhas qualidades, minha mente e meus sentimentos são tais que eu revelo uma imagem chamada “este mundo”.

Mas através dessa imagem posso começar a mudar meus sentimentos e minha mente. E como o mundo superior é organizado segundo o mesmo modelo e difere apenas em suas propriedades, ele representa a mesma imagem, só que mais vívida. Então posso tentar, a partir do mundo em que estou agora, alcançar uma sensação superior, já que as partes dos mundos e as conexões entre eles são as mesmas, exceto pela qualidade das forças, que é superior.

Portanto, ao estudar a ciência da Cabalá, atraio uma força superior para mim, esforço-me para alcançar o mundo superior e, em resposta, esse anseio me traz uma luz que retorna à fonte, a força que transforma minhas qualidades. Ela não deve alterar nem a composição das partes nem a ordem das coisas dentro de mim.

Basta que mude uma coisa, a qualidade da minha propriedade principal, para que, em vez do meu egoísmo, eu adquira um pouco de doação mais elevada do que a minha. Então eu me elevo com tudo o que vejo e sinto a um grau superior, a uma dimensão superior, e começo a sentir o mundo espiritual.

De “Perguntas e Respostas”, 30/08/09

Um Mundo Imaginário Sem O Qual Não Podemos Viver

423.03Pergunta: Qual é o propósito de todo esse complexo mundo material se eu eventualmente tiver que chegar a um ponto interno que não tem relação com toda a realidade como a conheço?

Resposta: Você está no molde do mundo espiritual para poder entrar na espiritualidade de fora.

Além disso, a realidade do nosso mundo prepara você de forma precisa e otimizada para a entrada no mundo espiritual. Aqui, você estuda, realiza todos os tipos de ações e se prepara para a fase espiritual.

O estágio espiritual se baseia na nossa realidade, não está completamente separado dela. Ainda não o vimos em primeira mão. É impossível apreciar a importância do nosso mundo sem olhá-lo de fora.

Não estamos apenas nos arrastando pela nossa existência aqui. Precisaremos de muitos detalhes da percepção que aprendemos neste mundo no mundo espiritual. É claro que eles assumem uma forma diferente lá, mas, ainda assim, são necessários.

Pergunta: Podemos dizer que tenho que passar pela realidade material inconscientemente, como uma criança pequena que ainda não está ciente do que está acontecendo?

Resposta: Não, afinal, com a ajuda dessa realidade, você estabelece contato com outras almas, conecta-as e corrige-as, mantendo-se conectado com o resto da realidade.

Este mundo é muito importante. Ele permite que você faça muitas correções, portanto, não deve ser subestimado. Essa casca externa não desaparece até o final da correção. Somente quando todos se corrigirem e se unirem, uma ação especial ocorrerá, como resultado da qual o mundo material desaparecerá de nossos sentidos.

Então, chamaremos isso de imaginário. Acontece que nunca existiu. Acontece que tudo estava acontecendo em nossa imaginação, e tivemos que viver nessa imagem imaginária para construir um mundo espiritual acima dela repetidamente.

Toda ação espiritual se baseia neste mundo. Mesmo antes da ascensão final, você cai no fundo do poço e se torna o “Shimon do mercado”, que só conhece seu ofício, futebol à noite e nada mais.

É justamente daí que ascendemos ao último grau. Imagine a importância deste desfiladeiro profundo e estreito, se somente daí você pode ascender ao topo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá de 28/04/11, Escritos do Baal HaSulam, “A Mente Ativa”

Como Um Anjo Se Tornou Um Homem?

703.04O primeiro homem (Adam HaRishon) foi criado como um anjo — em um estado pequeno e subdesenvolvido. Somente após a transgressão da árvore do conhecimento do bem e do mal é que ele começou a se tornar um homem.

Foi então que surgiram as duas forças: recepção e doação, contração e expansão, entre as quais se iniciou uma luta. Como resultado, todos os níveis da natureza se desenvolveram: o inanimado, o vegetativo, o animado e o humano.

Por fim, este ser surgiu — o homem — situando-se entre o bem e o mal, a doação e a recepção, a luz e a escuridão, sentindo-se uma criação independente em relação a eles. Somos nós!

Antes disso, não havia um “terceiro”; apenas essas duas forças da natureza atuavam juntas como uma força superior. Mas quando atingiram o ápice de seu desenvolvimento, surgiu um terceiro, que possuía a capacidade de existir e evoluir, começando pelo nível inanimado, passando pelo vegetativo, pelo animado e, por fim, alcançando a consciência de si mesmo e do Criador, ou seja, tornando-se homem.

Tudo isso é resultado do pecado, após o qual essas duas forças opostas e fragmentadas começaram a interagir e se integrar uma à outra.

Baal HaSulam escreve que, quando nosso planeta Terra estava se formando, ele passou por períodos alternados de cerca de 30 milhões de anos de aquecimento e erupção de lava ardente de dentro para fora, depois resfriamento de fora para dentro e solidificação. Isso continuou até atingir um estado estável que possibilitou o desenvolvimento dos níveis seguintes — primeiro as plantas e depois os animais.

Toda essa evolução ocorreu devido à luta dessas duas forças. Portanto, somente agora estamos alcançando a conclusão desse processo e iniciando a verdadeira obra do homem. Todas as gerações anteriores à nossa existiram como “anjos”. Somente em nossa época agimos como resultado da fragmentação e fusão do povo de Israel com todas as outras nações. Somos os primeiros que agora iniciamos a correção.

O primeiro homem, Adam HaRishon, foi um Partzuf espiritual do qual o homem se desenvolveu como uma semente. E como resultado de todo o desenvolvimento e do nosso trabalho, ele está destinado a se tornar uma criação que se tornará semelhante ao Criador. É por causa desse estado futuro que ele é chamado de “Adam (da palavra “Domeh” — semelhante ao Criador).

Antes disso, ele era apenas um anjo, uma criação das mãos do Criador que não possuía independência própria.

É por isso que, quando o homem estava sendo criado, os anjos perguntaram ao Criador: “Por que estás criando esta inclinação ao mal?” Mas o Criador respondeu que o mal é necessário, pois é precisamente através dele que as duas forças, o ódio e o amor, se unirão, e assim o Criador será alcançado. Como está escrito: “Todos Me conhecerão, do menor ao maior”. Afinal, o contentamento do Criador reside em Suas criações atingirem Sua perfeição, totalidade e grandeza.

Da Lição Diária de Cabalá de 16/01/11, “O Estudo das Dez Sefirot”

O Bem E O Mal Existem?

204Pergunta: Existe o bem e o mal independentemente da nossa percepção?

Resposta: Não existe bem ou mal. Essas sensações se manifestam apenas em relação a uma pessoa até que ela as corrija na direção certa, em direção à percepção correta do Criador.

Nosso mundo é totalmente subjetivo. O que é bom para você pode ser ruim para mim. É por isso que estamos sempre em desacordo.

Pergunta: Como vocês podem chegar a um acordo comum?

Resposta: Elevando-se acima de si mesmo! E aí, temos um único sistema de medição: a dezena. Lá, todos têm uma percepção. Ela está em níveis diferentes, mas é a mesma.

Pergunta: Isto é, quando você e eu nos elevarmos acima do nosso egoísmo, diremos que isso é bom?

Resposta: Sim, diremos a mesma coisa, mas ela se manifestará em nós em graus diferentes, dependendo do nosso nível.

Da Lição de Cabalá em Russo, 04/06/17

Apelo Ao Criador

239Pergunta: Existe alguma diferença no trabalho interno que realizamos no dia de ano novo do calendário em comparação a qualquer outro dia?

Resposta: Nos mundos superiores, existem raízes que podem despertar sua influência sobre nós quando nos voltamos para elas. O calendário corpóreo quase não tem efeito sobre a qualidade do nosso apelo. Se pensarmos bem, existem milhares de calendários diferentes no mundo, com dias, semanas, meses, vários feriados e forças que supostamente influenciam a humanidade.

Precisamos entender apenas uma coisa: se quisermos alcançar bons resultados, então, em qualquer dia, em qualquer mês, em qualquer ano, devemos nos voltar ao Criador, ao Seu poder, a Sua misericórdia.

Desta forma, sentiremos o grau ao qual apelamos e avançaremos por sua força.

Da Lição Diária de Cabalá de 23/09/25, “O Estudo das Dez Sefirot