O Mundo Através Dos Olhos Do Criador
Mesmo quando um Cabalista já atingiu altos graus de conhecimento, é muito útil para ele estudar os livros de outros Cabalistas. Assim, ele pode ver a realidade através das qualidades de outro, pois cada pessoa a enxerga a partir de seu próprio ponto de vista. Ao aprender como os outros percebem a realidade espiritual, ele começa a vê-la através de cada alma corrigida e, dessa forma, rapidamente se une à alma comum.
Inicialmente, eu era um ponto dentro de um círculo. Corrigi-me e construí minha conexão com o infinito, uma linha do centro do círculo até a luz que o circunda. Conectei-me com todas as outras almas e, assim, expandi essa linha, como um setor, por todo o círculo. Agora, todo o plano do círculo é o meu desejo corrigido. Corrigi-me completamente ao me unir às outras almas.
Mas isso não basta. Porque meu círculo é plano. E existem outros círculos, outras almas corrigidas. Quando todos esses círculos se unem, formam uma esfera, com um centro comum. Isso significa que devo ver todas as correções de todas as almas do ponto de vista delas.
Por quê? Porque o Criador olha do alto para cada alma e a coloca em ação. Eu preciso alcançar esse mesmo nível. Portanto, preciso me revestir de cada pessoa e enxergar sua correção a partir de sua própria perspectiva, de dentro de sua alma.
Só então alcanço a equivalência de forma com a força superior. Não me basta corrigir meu próprio plano. Devo corrigir um plano após o outro, círculo após círculo, até que todos se unam em uma esfera.
Isso é imprescindível. Caso contrário, não alcançamos a semelhança com o Criador. E assim, cada pessoa se conecta com as outras e enxerga através delas.
E então todos devem se unir. Todas as esferas individuais se combinam em uma dimensão ainda mais “redonda”, perfeita. E então todas as distinções privadas desaparecem completamente.
Mas esta etapa está além das nossas correções.
Da Lição Diária de Cabalá 9/10/09, Escritos de Baal HaSulam , Introdução ao Estudo das Dez Sefirot