Textos na Categoria 'Lição diária de Cabala: Zohar'

A Condição Final


A história do Êxodo da escravidão egípcia descreve todos os detalhes do caminho de um grupo cabalístico espiritual. Parece que estamos prontos para sair do Egito e ganhar a nossa liberdade (do egoísmo e na qualidade de doação), e ainda é tão difícil. Sofre-se os “sete anos de fome” e as “pragas egípcias”, de modo que cada um de nós sente o Faraó (regra do mal do egoísmo em nós) que espreita dentro de nós. Sofre-se uma terrível luta interior com uma parte de nós dispostas a sair do Egito (abandonar o egoísmo), mas com outra parte que não quer fugir.

A fuga do Egito (A noite de Páscoa) acontece de repente, enquanto estamos no escuro, na  pressa, no medo, e é solicitado do plano superior.  É quando sentimos uma força empurranado-nos para a frente, para a doação. Estamos dispostos a fugir das trevas, que é como nós percebemos a qualidade da doação. No entanto, o Criador nos leva a liberdade através do longo caminho, cercando-nos com os seguidores do faraó (Erev Rav – multidão mista). [Leia mais →]

Faça Do Mundo Inteiro Um Livro Aberto do Zohar


Recebi uma questão: Como podemos encontrar a qualidade de doação dentro de nós?

Minha resposta: Nós não podemos encontrar nada por nós mesmos; eu só tenho que tentar fazer isso. As tentativas que eu faço atrairão Luz sobre mim que irá me mudar. Mas, isso só acontece se eu tentar encontrar essas qualidades em mim.

Eu preciso procurar pelas qualidades descritas no Zohar, tais como óleo, vinho, Cohen (sacerdote), Levi, Israel, Abraão, Isaac, Jacó, e muitos outros para que o quadro comece a emergir como se saísse de uma bruma. É bastante desejar revelar o mundo espiritual, tal com uma criança faz com esse mundo. Mesmo que ainda não trabalhemos para a doação e não estando conectados aos outros, nós começaremos a sentir a mudança acontecendo dentro de nós.

Eu recebo reações como essa de muitas pessoas por todo o mundo. Algumas delas estão em direto, vivo contacto conosco, alguns estão conectados através da Internet, enquanto outros não possuem conexão técnica conosco de jeito nenhum. Eles incluem iniciantes como também estudantes que estão conosco há anos. Alguns deles comparecem a todos nossos Congressos, enquanto outros nunca se encontraram conosco. De qualquer jeito, O Zohar causa mudanças em todos. Nós só precisamos continuar estudando e continuar a tentar nos imaginar, e a todos os outros, e todo o livro dentro de nós. Se nós virmos todas nossas mudanças e toda a realidade dentro de nosso mundo interior, então nós teremos sucesso. Nosso progresso será chamado de um milagre.

Depois disso nós receberemos todos os outros artigos de Baal HaSulam da mesma maneira, desde que ele não escreveu nada de forma diferente. E, então, nós iremos entender que todas as pessoas não agem de forma diferente dos Cabalistas desde que eles também realizam as ordens da Natureza. Você verá de repente a mão do Criador em todos os eventos no mundo, e entenderá que “não há nada além d’Ele” – não existe um lugar em toda a existência que não seja preenchido por Ele. Todo seu mundo se tornará o livro aberto do Zohar.

Você não só imagina tudo acontecendo dentro de você durante a aula, mas irá perceber também sua vida inteira e cada situação do mesmo jeito todas as vezes. E isso não irá interferir com sua mundana, diária atitude frente à vida; você não ficará confundido entre duas abordagens. Na verdade, outras pessoas não entenderão que você percebe a realidade de maneira diferente porque toda sua percepção interior permanecerá dentro de você; ela não será revelada ao mundo exterior.

Assim, o único jeito de checar seu progresso é se for mais fácil para você imaginar o mundo inteiro estando dentro de você. No entanto, na sua vida regular, você permanecerá uma pessoa comum.

O Caminho Para a Infinidade Já Está Pavimentado Para Nós


Por que está escrito que O Livro do Zohar pinga a Luz e contém uma força especial? Nós sabemos que o livro em si mesmo não contém nenhum poder especial – é só papel. No entanto, quando a pessoa alcança o Criador através de seu desejo, ela pavimenta o caminho desde esse mundo até todos os mundos, e sua alma ascende o caminho para o Mundo da Infinidade.

Enquanto a pessoa ascende por esse caminho, ela estabelece a conexão com todas as almas, tal qual em nosso mundo todo órgão está conectado com os outros. Um grande Cabalista é uma grande alma que escreveu manuscritos e os deixou para nós, e agora nós os usamos para receber a força da vida e a Luz Superior.

Mas, por que recebemos a Luz Superior precisamente através desses livros? É porque um manuscrito Cabalístico é a sua expressão espiritual em relação a nós, que nos ajuda a nos conectar com ele. É um meio de me conectar com a alma do Cabalista.

Tendo pavimentado o caminho para o mundo espiritual e estabelecido a conexão com todas as outras almas, um Cabalista então deixa tudo isso para que o mundo inteiro use. Assim, quando nós recebemos um livro de um Cabalista, nós nos conectamos com sua alma e com a rede de conexão que ele criou no sistema geral das almas. Isso, por sua vez, nos ajuda a nos conectar com esse grande Cabalista e dar nossos próprios pequenos passos com ele a nosso lado.

O Livro do Zohar foi escrito por dez grandes Cabalistas o que corresponde a dez Sefirot fundamentais, a primordial HaVaYaH. Assim, eles não só pavimentam um fino caminho, mas um largo, maravilhoso, e curto caminho que permite que todos recebam as mesmas forças que eles tiveram (abastecimento para o caminho) e possam ascender.

Por isso O Livro do Zohar é tão especial: não é só um livro, mas um sistema espiritual que nos permite estabelecer a conexão com a meta e nos fornece tudo que precisamos para alcançá-la. Enquanto lemos O Zohar, nós nos conectamos com esse sistema, trabalhamos com ele, e ele trabalha conosco. Só precisamos desejar nos conectar com ele, entendê-lo, e pertencer a ele. Se tivermos esse desejo, então as grandes almas dos Cabalistas já prepararam tudo mais que precisamos. Eles estão aptos a nos erguer, nos ajudar, e continuar a nos elevar mais e mais alto.

“O Amor Vai Redimir Todos os Pecados”


Quando lemos O Livro do Zohar devemos nos preocupar somente com uma coisa: nosso desejo de alcançar o próximo estado, que é de unidade e integração. Durante toda a criação a unidade parece ter se dividido em partes separadas. A criação parece enorme e não temos ideia onde buscar por ela dentro de nós, como O Zohar nos diz.

No entanto, devemos desejar ver tudo isso dentro de um sistema geral onde tudo está conectado, onde todos os desejos, pensamentos, qualidades, e ações trabalham em harmonia em uma alma comum. Além disso, tudo isso está dentro de mim; a função dessa alma corrigida é o ato de doação que eu revelo dentro de mim mesmo.

Uma pergunta aparece: O que significa doação? É quando o coração dá para o cérebro, o cérebro dá para o fígado, e o fígado dá para os pulmões? Podemos realmente chamar isso de doação? Afinal, como é possível a doação dentro de um corpo? Se os órgãos não dão uns aos outros, eles simplesmente morrem. Então, como podemos chamar de “doação” essas qualidades se as vemos como uma parte da alma geral? Tão logo você começa a vê-las como uma única unidade e senti-las como “seus próprios órgãos”, isso para de ser considerado doação porque você não pode realmente dar a você mesmo.

A resposta a esse dilema é que todos os “pecadores” e todos os “pecados” que revelamos como resultado desse processo permanecem intactos. A “inclinação ao mal” sempre permanece, mesmo quando construímos conexões com outras almas acima dela. Assim, mesmo que o sistema de almas seja revelado em mim, ao mesmo tempo todo meu ódio prévio continua a estar presente. No entanto, acima dele eu revelo o amor e a conexão entre todos nós.

Por isso não existe contradição entre o entendimento de que tudo que existe é um sistema geral, e ao mesmo tempo, que todas as partes do sistema atuam em mútua doação.

Como Você é Admitido no Mundo Espiritual?


Em um dos seus artigos, Baal HaSulam explica que “o hábito se torna uma segunda natureza”. Assim, a que devemos nos acostumar enquanto lemos O Livro do Zohar? Começamos a nos acostumar a usar O Zohar como uma ferramenta através da qual constantemente imaginamos a nós mesmos no espaço espiritual, que é operado pelas Luzes e desejos, ao invés de ver um quadro falso dessa realidade “externa”.

Nós nos forçamos a ir profundamente dentro de qualidades, o reino de forças e vetores que criam um quadro na “tela do computador”. Nós não nos fechamos nesse quadro superficial, mas penetramos mais profundamente, dentro dos desejos e qualidades que o cria.

Assim, nosso trabalho se situa no desenvolvimento do hábito de sentir que estamos no reino de forças, desejos e qualidades, e de ver a realidade somente através deles. Então, nós estaremos realmente lendo O Livro do Zohar.

Aquele que Ascende se Conecta com os Mundos Dentro de Si


Recebi uma pergunta: Por que Rabbi Shimon escreve o Livro do Zohar alegoricamente, ocultando o fato que está somente falando sobre a conexão entre a Luz e o desejo?

Minha resposta: Ele realmente ocultou alguma coisa? Pense sobre como o livro Árvore da Vida do ARI começa: “Saiba, que antes dos mundos serem emanados e das criaturas serem criadas, uma Simples Luz Superior tinha preenchido toda a realidade”. E então um ponto de desejo apareceu e continuou a se desenvolver até que os mundos e todas as coisas que habitavam neles emergiram desde esse ponto.

Não há nada mais do que o desejo de receber a Luz, e a Luz. Tudo o mais é um desenvolvimento da conexão entre eles, onde a Luz permanece invariável e o desejo muda em semelhança com a Luz. Essa conexão é o assunto descrito na ciência da Cabalá e particularmente, no Livro do Zohar.

Se uma pessoa está em um nível espiritual, então ela vê as conexões entre nosso quadro do mundo e seu nível espiritual. Ela vê as forças e qualidades descendendo Nível Superior para o inferior, que todos nós vemos. Todos os nomes das qualidades e forças em todos os 125 níveis acima do nosso mundo permanecem os mesmos como os nomes no nosso mundo, mas quando a pessoa lê cada nome, ela vê suas raízes ao invés do objeto material.

Quando se adquire uma tela e entra no mundo espiritual, passando o Machsom, a pessoa começa a revelar a fonte de tudo o que acontece no nosso mundo. Ela vê o quadro desse mundo e como ele é projetado dentro dele desde um nível mais alto, e também como ele se divide em níveis: inanimado, vegetativo, animado, e humano.

Essa visão a capacita para automaticamente nomear todas as forças e qualidades do Mundo Superior usando os nomes dos objetos materiais, desde que elas são a materialização das Forças Superiores que descendem a esse mundo.

Quando a pessoa encontra todas as conexões entre esse mundo e seu nível espiritual, ela ascende ao próximo nível mais elevado. Enquanto isso, esse mundo permanece imutável e mantém a mesma forma. No novo nível a pessoa continua a buscar pela conexão entre as raízes (qualidades no nível espiritual) e suas projeções nesse mundo. A busca acontece para corrigir as qualidades da pessoa; na medida em que ela os corrige, ela vê um quadro claro do Nível Superior. Uma vez que ela discerne todas as forças, qualidades e conexões, ela completa aquele nível espiritual e ascende ao próximo nível.

Mesmo que esse processo possa parecer monótono, ele é realmente como uma extraordinária descoberta. O quadro desse mundo permanece o mesmo até que a pessoa alcance a correção completa (Gmar Tikkun), onde ela ascende ao estado no qual tudo se une. Todas as forças, Luzes, e desejos se unem em um todo e ela é completamente unida ao Criador.

Quando a pessoa vê as conexões entre esse mundo e o último, mais elevado, ela alcança o estado de adesão com o Criador e a total equivalência com Ele. Expresso de maneira diferente, a pessoa alcança o Mundo da Infinidade.

Todos os desejos – os mais não corrigidos do nosso mundo, ou os mais corrigidos, e todos os quadros e imagens se tornarão uma realidade unificada chamada “O Criador e Seu Nome são Um”. Existirá somente um único desejo: HaVaYaH.

A Liberdade Repousa na Expansão do Nosso Ponto no Coração


Recebi uma pergunta: O Senhor disse que enquanto lemos O Livro do Zohar precisamos buscar pelas definições de cada mundo dentro de nós. Mas, o que posso fazer quando há horas em que nada faz sentido?

Minha resposta: A pessoa deve aceitar tudo que é dado a ela desde o Alto – ambos, o pior e o melhor. Está escrito: “O homem deve ser grato pelo mau, como também pelo bom”. Suponha que agora eu sinto que meus sentimentos e minha mente estão bloqueados. Eu estou confuso em meus sentimentos e pensamentos, eu não posso me orientar, e as palavras não se conectam. Quando isso acontece, eu deveria a ser como uma criancinha que sempre observa os adultos, sem entender o que eles estão fazendo. Ela só olha para os adultos e aprende através dos exemplos. De fato, todo adulto é um exemplo para ela, mostrando-lhe o que fazer para se tornar semelhante a um adulto.

Cada estado pelo qual eu passo contém dez pequenas Sefirot, com toda a informação sobre todos meus estados futuros. Para desenvolver, tudo que preciso é adicionar mais matéria ou desejo, assim como uma gota de sêmen se desenvolve.

Assim, eu sou capaz de ansiar pelo que está escrito em qualquer lugar do Livro do Zohar enquanto estou em qualquer estado, e minhas menores dez Sefirot contém todas as definições internas, até mesmo quando eu mesmo não saiba o que são e onde estão.

Tudo que eu leio no Zohar e em todas as fontes Cabalísticas, e tudo em geral, existe somente dentro de mim e em nenhum outro lugar. Todos a minha volta e o mundo inteiro estão dentro de mim.

No entanto, o que O Zohar fala é da maior importância, porque ele fala sobre um dos meus níveis espirituais – um estado na Dimensão Superior. E isso é o que eu mais desejo sentir dentro de mim.

Esse estado se revela por si mesmo na medida do meu anseio por ele e do meu desejo de revelá-lo. Além disso, não importa o quanto sou capaz de reconhecer isso; o que é importante é meu desejo de revelá-lo.

É assim que as crianças crescem movidas pelo seu desejo. Elas não possuem nada além da força de desenvolvimento da Natureza introduzida gradualmente nelas, seu imenso desejo de crescer. Porém, no nosso desenvolvimento espiritual isso não acontece por si mesmo como com as crianças; depende de nossa liberdade de escolha. Além disso, nossa única liberdade de escolha é desenvolver esse desejo de crescer na espiritualidade.

Se eu não tenho um desejo ardente de revelar e descobrir dentro de tudo que leio no Zohar, e se eu não tenho um anseio incansável de reconhecer coisas como uma criança, é um sinal de que não recebo isso dos meus amigos. A Natureza me deu o ponto no coração e é só isso. Eu não terei mais nenhum despertar exceto aquela gota inicial que recebi.

Além desse minúsculo desejo inicial, eu tenho que conseguir todos os outros desejos das outras pessoas. O fato é que esses desejos não são estranhos – eles são meus. Eu só preciso reconhecer que eles são meus; eu tenho que conectar-me com eles e atraí-los a mim.

O Criador Combate Nossa Guerra Por Nós


O Livro do Zohar, Capítulo “Shmini” (“No Oitavo Dia”), item 25: A linha direita e a linha esquerda são misericórdia e julgamento. Aqueles que aspiram ao Criador vão pela direita, enquanto os adoradores de ídolos vão pela esquerda. Ele que aspira ao Criador, mesmo que ele peque e se renda, permanece no lado direito, sem conexão com o esquerdo ou mesmo sem estar misturado a ele. “Pois quando o direito ascende, ele que está preso a ele ascende e é exaltado por ele.

Então, o lado esquerdo obedece, e todos aqueles que andam a seu lado, como está escrito: “Sua mão direita, o Criador, extermina o inimigo”.

Não deveríamos nos focar na linha esquerda, porque se começamos a fazer isso, iremos analisar nossos desejos e parecerá que estamos fazendo discernimentos e na realidade nos opondo a nossas qualidades perversas. Mas, na verdade estamos misturando-nos com eles, e isso não é bom.

Devemos tentar ignorá-los como se não existissem. Não deveríamos desejar negociar com eles, mas somente aspirar pelo lado direito. Quando aspiramos á meta espiritual, à adesão com o Criador, O Nível Superior, doação, então sua luz vai nos corrigir e às nossas qualidades egoístas, o lado esquerdo.

Por nós mesmos nunca seremos capazes de resistir a essas qualidades, assim é melhor somente ficar longe delas. A linha esquerda desperta em nós somente para que nos unamos à direita. Esse é nosso caminho. Se, no entanto, nos viramos para o lado esquerdo, pensaremos que somos heróis, capazes de trabalhar e derrotar esses desejos. Mas, isso nunca irá acontecer! Somente o Criador pode vencê-los por nós. Essa guerra é travada pelo Criador, não por nós.

Nós não temos a força para isso. Aquele que aspira ao Criador é pequeno, fraco, e incapaz de opor-se por si mesmo às suas qualidades egoístas. Tudo isso é arranjado pelo Criador, e tudo que precisamos fazer é desejar que isso aconteça. Nós somente temos que alcançar o pedido correto.

Por isso nosso trabalho é chamado “O Trabalho do Criador”, porque a Força Superior, o Nível Superior, o Criador, realiza todas as ações, enquanto nós meramente expressamos nosso desejo de que isso aconteça. Nosso trabalho inteiro é esperar que isso aconteça. Isso é chamado “Eu despertei o amanhecer”, quando o cavalo (nós) se move obedientemente por sua conta, adivinhando que seu cavaleiro (o Criador) deseja com antecedência.

Todo o Nosso Trabalho é para Desenvolver o Desejo


No mundo corpóreo trabalhamos sobre a realização,  enquanto no mundo espiritual, trabalhamos com o desejo. Isso nos confunde se não estivermos habituados a isso. Portanto, sem sentir o desejo, deixamos o trabalho espiritual, pensando: “Se eu não quero isso, por que ir em frente com ele?”

Nós não entendemos que a única coisa que precisamos para atingir é a oração que antecede a oração, o desejo de adquirir o desejo. Esta é a coisa mais importante. Nós nunca devemos nos preocupar com a satisfação. As realizações são o nosso futuro grau e elas sempre existem. Elas já estão lá, esperando por nós para desejá-las e tornar-se pronto para atingi-las. [Leia mais →]

Sinais Do Avanço Espiritual

Quando uma pessoa lê, ouve, e participa de leitura de O Livro do Zohar, corretamente, então ela tem que verificar o grau do seu progresso. Claro, nós somos incapazes de avaliar o nosso progresso, precisamente porque não entendemos as condições iniciais em que estamos, quais nossas qualidades são, e o que temos de atingir. O início e o final do caminho não se revelaram a nós.

Mas, em qualquer caso, com base em nossas sensações que somos capazes de definir corretamente as fases de avanço e as diferenças entre os diferentes estados. Deve tornar-se cada vez mais fácil e natural para imaginar tudo descrito no livro do Zohar, uma pessoa deve ser capaz de ver que tudo acontece dentro dela, em suas qualidades. Ao começar a ler o Livro do Zohar, deve ser mais e mais natural para ela começar imediatamente a procurar dentro de si a definição de cada palavra. Ela tem que sentir que o livro evoca as respostas dentro de si a cada palavra, cada símbolo, e cada ação.

Ela então começa a identificar o sistema interno da alma em que ela existe. Ela começa a ver que o corpo, no qual ela imagina existir dentro, assim como todo o espaço à sua volta – o mundo inteiro, meio ambiente, e todo o universo que agora aparece diante dela, fazem parte de sua sensação interior. E para essa sensação parcial, ela agora está acrescentando mais uma nova sensação que o livro do Zohar explica e revela a ela.

Essas duas formas de percepção despertam numa pessoa e de alguma forma ajuda a interagir com o próximo. Por meio da leitura do Livro do Zohar, a nova forma de percepção da realidade se torna mais dominante e poderosa do que a sua percepção da realidade anterior.

Essa é uma forma de verificar e avaliar o quanto você está avançando a cada passo do caminho. A segunda maneira de verificar é entender que o ponto no coração que inicialmente foi dado a você só parece ser um ponto agora, devido à falta de inspiração, impressão, revelação e percepção. Na realidade, este ponto inclui todas as almas, todos os mundos, e toda a realidade que foi criada pelo Criador.

Este ponto expandido de cima para baixo no início da criação, quando foi criado como “a existência de ausência”, que, assim, ampliada através das quatro fases da Luz Direta, o Mundo do Infinito, e através de todos os mundos, até o nosso mundo. Da mesma forma, temos agora que expandir e ampliar este ponto com nossa própria força de baixo para cima. Evidentemente, não temos forças para fazer isso inerente. Mas quando tentamos ampliar esse ponto  e quando nos voltamos para todos os seus componentes – os nossos amigos, que desejamos receber a inspiração deles, em seguida, estamos inspirados neste grau em vez de ver um ponto, começamos a ver muitos pontos diferentes que são ligados entre si por um líquido chamado o sistema de almas, ou o sistema de mundos. O sistema de almas é mais interno, enquanto o sistema de mundos é mais externo.

É assim que revelamos toda a realidade dentro do ponto do coração que nós recebemos do Alto. Este ponto se expande e vamos começar a revelar todo o universo nela. Uma pessoa começa a ver que o seu ponto no coração inclui todos os amigos e, mais tarde, todas as pessoas que estão mais distantes, até que se expande para incluir toda a realidade. Se uma pessoa está ganhando essa visão, percepção e abordagem, é um bom sinal de que ela está avançando, como resultado da leitura do Livro do Zohar corretamente.