Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

Em Direção Ao Amor Acima Do Ego

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut (Garantia Mútua)”: Isso significa que todos em Israel tomam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que a quantidade impressa neles para cuidar de suas próprias necessidades.

E somente quando toda a nação, por unanimidade, concordou e disse: “Faremos e Escutaremos”, então, cada membro de Israel se tornou responsável por não faltar nada aos outros membros da nação, e só então se tornaram dignos de receber a Torá, e não antes.

Com essa responsabilidade coletiva, cada membro da nação se tornou livre das preocupações com as necessidades do seu próprio corpo, e pôde observar a Mitzva, “Amai ao próximo como a ti mesmo”, em toda a sua extensão, e dar tudo que tinha a cada membro necessitado, pois não se preocupava mais com a existência do seu próprio corpo, já que sabia que agora havia seiscentos mil amigos amados e fiéis, prontos a lhe prover subsistência.

Se nós entendemos que alcançar a espiritualidade e receber todo o bem só é possível se nos conectamos, então a Luz que Reforma começa a nos influenciar. Ela age de tal forma que eu paro de me preocupar comigo mesmo, porque todos estão preocupados comigo. A questão principal aqui é a sintonizar-se corretamente para atrair a Luz que podemos direcionar para cada um de nós como se tivéssemos uma tocha.

Meus motivos egoístas exigem que eu forme uma conexão com os outros. Quando eu me conecto com eles, parece que estou desistindo de mim mesmo e estou preocupado com eles, à medida que não consigo alcançar o que quero. É exatamente assim que todos agem. Por isso, ao aspirar a descobrir o Criador, que está dentro do grupo, por meio da conexão entre nós, assim nós atraímos a Luz que Reforma.

Uma questão pode ser levantada aqui: Por que ela chega se ainda somos egoístas? Quais são as leis mais elevadas da natureza, segundo as quais ela é descoberta? Todos nós queremos receber para nós mesmos: “Traga-me este mundo. Traga-me o mundo vindouro”. Pode parecer que a Luz, ou seja, o prazer em si, chegaria até nós, ou a escuridão, se houvesse algum tipo de válvula na espiritualidade, que realiza as condições necessárias para ser altruísta.

Mas a ideia é que nós nos rendemos ao outro. Nós aprendemos juntos, realizamos tarefas juntos, e apesar do nosso ego, a Luz faz o seu trabalho. Mas ela não chega primeiro como prazer, mas como correção. Assim, nós somos transformados: graças ao trabalho dentro do grupo, nós inclinamos nossas cabeças diante do outro por motivos egoístas.

Com uma abordagem como essa não há falta de acordo; ela é aberta e muito honesta. É possível falar muito sobre o amor ao próximo, mas é necessário julgar de acordo com os fatos. Nós somos dominados pelo ego, mas aceitamos a condição que nos obriga a aspirar ao amor. Por quê? Porque nós esperamos uma recompensa.

No futuro, o mundo inteiro vai corrigir as relações entre as pessoas, levando em conta o ganho que isso vai trazer. Todo mundo vai esperar se beneficiar das relações baseadas no amor, e ao mesmo tempo a Luz que Reforma vai passar a eles através de nós, e não a escuridão que chegaria se não fosse o uso da sabedoria da Cabalá.

Da mesma forma, a pessoa que já entende isso, mas ainda não aprendeu o suficiente, ela não está suficientemente incluída no grupo e, finalmente, receberá a escuridão em vez da correção, e fugirá. E o oposto, se alguém se doasse cem por cento, este nunca sentiria escuridão e descida. Mesmo que tivesse dificuldades adicionais no caminho, ele trabalharia com tudo de forma correta e seria corrigido pela Luz.

De fato, como Baal HaSulam escreve,  no caminho do meio, por meio da linha média, a pessoa experimenta quedas, desvios para a direita e para a esquerda, subidas e descidas. Isso é chamado de progresso “normal”; não é ideal, mas também não é tão terrível.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/13, “A Garantia Mútua”

Abraão, O Pai Do Grupo Cabalístico

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o Baal HaSulam dificilmente menciona o grupo em seus artigos?

Resposta: Não há quase nada a dizer sobre o grupo, pois é uma condição óbvia. Se você não trabalha na conexão com o grupo, você não tem um vaso espiritual.

Portanto, Baal HaSulam só tem alguns artigos sobre o grupo. O grupo Cabalístico é um conceito conhecido desde os tempos de Abraão, que foi o primeiro Cabalista que teve que trabalhar em grupo. Antes dele, não havia necessidade disso, já que a ideia da conexão das almas não havia sido revelada. As almas eram tão puras até então, que não precisavam se conectar entre si para se conectar com a espiritualidade.

Embora conheçamos a história de Caim e Abel, essa conexão ainda está no nível das raízes da inclinação ao mal. Portanto, Abraão foi o primeiro a precisar de um grupo, embora ele já tivesse atingido a espiritualidade.

Ele foi o primeiro elo de uma cadeia de vinte gerações, de Adam Ha Rishon (o primeiro homem) até Noé, e de Noé até Abraão (dez Sefirot da Luz Direta e dez Sefirot da Luz Refletida). Ele foi o primeiro que começou a organizar um grupo, e por isso é considerado o pai da nação de Israel. Esta nação é o grupo Cabalístico.

O conceito de grupo foi então formado, e é impossível revelar a espiritualidade sem ele. Quanto mais nós avançamos, maiores os grupos se tornam. Primeiro os grupos eram apenas um professor e um aluno, como se diz: “O mínimo de muitos é dois”.

Existiram diferentes histórias ao longo da história, mas o resultado final é que elas estão todas destinadas, no final, a ser uma só. Durante os eventos diante do Monte Sinai, quando o desejo de receber do Egito foi revelado, a unidade do grupo de toda a nação de Israel como um só grupo foi crucial. As condições da reunião diante do Monte Sinai eram as condições de um grupo Cabalístico: ser “como um homem com um coração”, “cada um deve ajudar o seu amigo”, “não faça aos outros o que é odioso a você”, “ama teu amigo como a ti mesmo”, e “todo Israel são amigos”, conectados em garantia mútua.

Estas são as condições para a existência do grupo, porque a “nação de Israel” é 0 grupo Cabalístico.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/13, Shamati # 25

Não Seja Um Prisioneiro Do Sono

Dr. Michael LaitmanDepois de uma Convenção masculina muito poderosa, nós sentimos grande pesar. Mas eu acho que deveria ser o oposto, uma vez que nós subimos para um novo nível, recebemos novos desejos, e agora temos que sair e lutar contra o mundo limitado a que nos dirigimos. Nós temos que lutar para que todas as confusões e o endurecimento do coração que vamos sentir, não diminuam o nosso sentimento de espanto e euforia. Se não deixarmos que as coisas nos acalmem, todas as fechaduras se tornarão aberturas e as portas vão se abrir.

Se você se sentir pesado e indiferente, é sinal de que está trabalhando com seu puro egoísmo primordial. É a maneira como ele age em sua forma pura, como a sensação de um escuro desejo extinto que não se preocupa com nada. Agora você recebeu mais dez quilos ou 10 onças de desejo, não importa o quanto, e caiu sob esta carga.

Você não deve se recusar a receber o novo desejo, uma vez que isso é considerado desrespeito à chance de avançar, ao presente que é dado do Alto. Mas você deve pedir duas coisas: do grupo – apoio, capacitação, garantia mútua e responsabilidade mútua; e do Criador – correção, despertar, alegria e Luz.

Você tem que pedir. Não há nada que você possa fazer, exceto isso! Se você para de pedir, você imediatamente cai num estado de inconsciência. Portanto, você deve sempre pedir e orar internamente, com foco no grupo e no Criador, segurando-se a esta oração. Caso contrário, você cai num sono profundo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/13, Talmud Eser Sefirot

O Egito Já Cumpriu O Seu Papel – É Hora De Sair Dele

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: …somente quando eles saíram do Egito e se tornaram uma nação completa. Só então houve a possibilidade de que cada um garantisse as necessidades de todos, sem qualquer cuidado e preocupação. …enquanto o indivíduo estiver preocupado consigo mesmo, ele é incapaz de sequer começar a cumprir o mandamento: “Ama a teu próximo como a ti mesmo”.

Assim, nós começamos a entender o significado do “exílio do Egito”. Afinal de contas, o cumprimento das condições da garantia mútua começa no recebimento da Torá, de acordo com a quantidade da Luz que Corrige que nós atraímos. Até então, os filhos de Israel não eram capazes de aceitar essas condições, mas estavam no estabelecimento do sistema da garantia mútua.

Em geral, depois de termos saído da Babilônia e iniciado este caminho, nós estamos constantemente estabelecendo a relação da garantia mútua entre nós. No início, o nosso desejo egoísta ainda é fraco e nós realmente sentimos que somos uma família. Mas depois, diferentes conflitos começam, o ódio se acumula entre nós, e nós nos encontramos no Egito, isto é, em diferentes cálculos egoístas. Aqui, o “Faraó” se revela a nós e aos poucos descobrimos que não há nenhuma garantia mútua entre nós.

No final, nós chegamos ao polo exatamente oposto à doação (o nível de Bina). Em vez da garantia mútua (a força de doação), nós adquirimos a força de recepção. Esta é a última fase antes do êxodo do Egito. Nós descobrimos todo o mal entre nós no grupo – e não há nada mais a fazer no Egito.

Agora, nós precisamos da Torá, o método de correção. No final, após a abertura do Mar Vermelho, nós a recebemos diante da montanha do nosso ódio, o Monte Sinai (“Sinah” significa “ódio”, em hebraico).

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Uma Pergunta Que Leva Você Ao Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: “Quando todos em Israel forem responsáveis uns pelos outros. [Em outras palavras, cada indivíduo for completado pelos outros]. Porque a Torá não foi dada a eles antes que todos respondessem se concordavam em tomar para si o preceito de amar os outros na medida completa, expressa nas palavras: ‘Amai ao próximo como a ti mesmo’“.

Aqui vemos a descrição da situação, quando cada um sente que a principal pergunta surge nele. Todo mundo se pergunta: “Será que eu realmente concordo em amar ao próximo?”.

Esta é a questão principal e determina toda a minha vida. Afinal, eu não quero continuar vivendo neste “clube de interesse”; eu estou aqui para alcançar algo. Eu estou aqui o tempo todo, e coloco um monte de dinheiro e energia nisso, embora pudesse ter sucesso em muitas outras áreas. Na verdade, existem muitas pessoas muito talentosas aqui que podem ter tudo o que o mundo pode oferecer, mas desistiram das recompensas deste mundo, e sentam-se nas aulas imóveis. É isso mesmo? Este é o caminho no qual a pessoa deve viver a sua vida?

Portanto, nós temos que fazer persistentemente essa pergunta sobre o amor: “Quando ele finalmente surgirá?”. “Quando é que a necessidade de amar o outro como a mim mesmo vai me agarrar pela garganta?”. Por que eu preciso analisar a situação atual do quanto eu amo a mim mesmo agora e como me relaciono com os outros?

Afinal, eu me vejo como parte da nação de Israel, o que significa aqueles que querem alcançar Yashar-El (direto ao Criador), para ser semelhante a Ele por ações de doação. Esta é a única maneira que nós podemos alcançar a adesão com Ele, que é o propósito da criação. O que eu posso dar a Ele? A única chance que eu tenho de aprender o atributo de doação Dele é ser como Ele em minha atitude para com os outros. Eu tenho que descobrir que Ele ama a todos e doa-lhes. Então, agindo da mesma forma em relação aos outros, eu me torno como Ele, estou em adesão com Ele, e O evidencio em minha ação que realiza o amor ao próximo.

Isso significa que todos em Israel tomam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades; nada menos do que a quantidade impressa neles para cuidar de suas próprias necessidades.

Esta já é a medida da minha atitude para com o amigo: preocupar-me com ele tanto quanto eu me preocupo comigo. É semelhante à forma como a mãe constantemente se preocupa com o seu bebê. Até eu chegar a isso, eu não cumpro a meta de Israel, não tenho a mínima equivalência de forma com o Criador, e permaneço no nível “animal”. Mas se eu me preocupo com os outros mais do que comigo, eu sou chamado de “humano”.

Pergunta: O que é a “nação de Israel”?

Resposta: Trata-se de pessoas que têm que alcançar a adesão com o Criador. De forma prática, eu as identifico por sua capacidade de agir mutuamente, de fazer esforços mútuos. Com quem eu posso estar diante do Monte Sinai? Com todo o respeito, não é com os membros do parlamento e nem com os meus vizinhos, mas com pessoas que me entendem e que estão prontas para avançar comigo no caminho das concessões mútuas e da conexão mútua, a fim de descobrir a força superior nele e dar satisfação. No momento, elas são a minha “nação”.

Mais tarde, esse conceito vai se expandir e envolver todo o mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13, Escritos do Baal HaSulam “O Arvut (A Garantia Mútua)”

Missão Impossível?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Isso significa que todos em Israel tomam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que a quantidade impressa neles para cuidar de suas próprias necessidades.

Uma abordagem como essa soa como algo fora da realidade. Portanto, apesar de tudo, como é possível perceber isso? Se esta condição já está prevista na criação, significa que, quer queiramos ou não, vamos ter que cumpri-la.

Em geral, há muitas coisas que fazemos contra a nossa vontade, mesmo que às vezes ingenuamente supomos que queremos. Mas qualquer pessoa inteligente é capaz de discernir o que resulta da natureza que desperta em nós todos os tipos de impulsos, pensamentos e desejos, sem pedir nossa opinião. Nós não decidimos sobre eles antes, mas só os descobrimos dentro de nós mesmos post factum.

Hoje nós já vemos isso no final, o sistema irá nos obrigar a nos assemelhar a ele. Nós devemos tremer de medo como se estivéssemos diante da erupção de um vulcão, algo que não pode ser evitado, e fugir dela? Ou podemos fazer algo, apesar de tudo?

Seja qual for o caso, os Cabalistas dizem que nós precisamos da garantia mútua. E se olharmos para o mundo inteiro, nós veremos que provavelmente não teremos outra escolha. Se começarmos a nos opor a isso, nós só despertaremos todo o nosso ego  e, no final, acabaremos com toda a terra. Afinal, ninguém pensa que é capaz de se unir verdadeiramente. Aos nossos olhos isso parece impossível; é simplesmente mais fácil morrer. Mas não conseguiremos sequer “sair” disso facilmente…

Portanto, se esta condição está diante de nós, é sinal de que devemos aprender a perceber isso através da aceleração. Já está claro que esse caminho vai nos salvar de sofrimentos que são piores do que a morte, uma vez que são derivados de algo que eu mais odeio, algo com o qual não estamos preparados para concordar.

Assim, é necessário considerar todos esses princípios aparentemente irreais: amar ao próximo como a si mesmo, responsabilidade mútua, amor fraternal, e ser como um homem com um coração. Afinal de contas, a solução está escondida aqui: não é apenas uma maneira de evitar problemas para sair do caminho do sofrimento, mas sim, uma possibilidade surpreendente reside aqui – nós sequer pensamos que, por enquanto, por meio do amor ao próximo, o mundo eterno vai ser revelado a nós…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

A Mãe É Sempre Boa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que dizem que a imagem deste mundo é fictícia e não real?

Resposta: A imagem do mundo que aparece diante de nós é fictícia e não real porque o Criador é sempre bom e benevolente para nós. No final, a criatura vai revelar o amor do Criador em tudo. Por enquanto, não tendo escolha, Ele deve nos apressar a desenvolver-nos e até mesmo ameaçar, pressionar e confundir-nos.

Nós fazemos a mesma coisa com as crianças, pois, caso contrário, elas não vão se desenvolver. É por isso que o Criador nos trata da mesma maneira. O problema é que nós não vemos quem está cuidando de nós e não sabemos o plano da criação.

Um bebê também não entende o que está acontecendo. Ele não percebe que seus pais estão lhe dando exercícios; para ele, é simplesmente um jogo. É só quando a mãe ou o pai começam a pressioná-lo que ele presta atenção a eles e começa a gritar que a mãe é má!

Eu nunca ouvi uma criança gritando que a mãe é boa. Ele toma isso como certo, pois é óbvio que ela deve servi-lo. Quando, de repente, ela faz algo contra a sua vontade, ele se ressente.

Assim, nós devemos entender que a única maneira de avançar é por meio de exercícios que não são muito agradáveis e que só vão ficar mais complicados. Tudo depende da nossa preparação e da nossa capacidade de reconhecê-los. Na verdade, nós recebemos exercícios a cada instante, e podemos estar constantemente em processo de esclarecimento. No entanto, a pessoa não faz o esforço correto, e assim, os estímulos do Criador se acumulam e são sentidos, por fim, como um duro golpe.

É como se você tivesse queixas sobre alguém, mas restringe-se e sofre. Você acumula raiva e frustração dentro de você, em vez de esclarecer de forma fácil e imediata as coisas no momento em que elas surgem. No final, você perde a paciência e explode, e isso acontece de repente e de forma inesperada e aqueles ao seu redor não entendem o que está acontecendo.

Portanto, é melhor não chegar a tal explosão, mas estar ciente do que está acontecendo o tempo todo. Isso só é possível através da garantia mútua, quando todo mundo pensa nisso e lida com isso, quando todo mundo quer apoiar um ao outro. Na verdade, nós estamos construindo o vaso geral da alma. Uma pessoa não tem nada que seja privado na espiritualidade.

A solução está apenas na conexão, e isso tem a ver com o que eu penso sobre os amigos e sobre a conexão entre nós. Esta é a única coisa que temos que corrigir, uma vez que esta é a forma como a nossa alma é construída.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/13, Escritos do Baal HaSulam

A Terra Que Foi Dada A Nós Como Sinal Para A Correção Espiritual

Dr. Michael LaitmanA localização da terra de Israel é, inicialmente, um desejo que pertence às nações do mundo. Como resultado corpóreo da raiz espiritual, um grupo chamado “nação de Israel” vem a esta terra e a conquista, libertando-a dos povos que estão vivendo nela, de modo que ela possa ser chamada de “terra de Israel”.

Isso acontece graças à conexão dos ramos corporais com a raiz espiritual, pois de outra forma não teríamos direito a existir nesta terra, e nenhum direito de herdar a terra. Só se estivermos adaptados a esta terra no sentido espiritual e formos dignos dela de acordo com a nossa correção, poderemos viver nela.

Assim, Baal HaSulam diz que em nosso mundo nós recebemos o Estado de Israel como uma oportunidade do Alto. Primeiro nós chegamos à terra de Israel totalmente despreparados e desunidos como verdadeira nação israelense. Ao atravessar constantemente a correção à custa do seu trabalho, a correção da intenção, a pessoa pode vir e conquistar o desejo chamado “terra de Israel”.

Isto é o que aconteceu com o grupo de Abraão, que deixou a Babilônia e depois voltou para esta terra após o êxodo do Egito. Antes disso, houve a reunião diante do Monte Sinai e os quarenta anos de exílio no deserto, e, em seguida, as guerras da conquista desta terra, a terra de Israel e as áreas ao redor dela que fizeram parte das conquistas do rei David.

Mas foi tudo com a condição de que eles primeiro corrigissem o nível humano em si e, em seguida, o resto dos níveis mais baixos. É porque a intenção precede o desejo: primeiro o desejo deve ser corrigido e, em seguida, ele conquista a intenção e a domina.

É o desejo que é chamado de humano ou “nação de Israel”. Quando o desejo é corrigido após a intenção em todos os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, ele é chamado de “terra de Israel”.

Assim, no passado, nos viemos preparados para as ações corpóreas nesta terra e depois de tê-la conquistado nós a chamamos de “terra de Israel”. Mas, desta vez, voltamos totalmente despreparados internamente. Portanto, essas guerras não são para conquistar a Terra Santa, não para libertá-la do ego, mas sim uma oportunidade de descobrir a necessidade da correção do homem. Na medida em que nós nos corrigirmos, realmente receberemos nossa terra de Israel.

Caso contrário, ela nunca será nossa. Se nós nos atrasarmos ​​em nossa correção, vamos ouvir cada vez mais queixas das nações do mundo – daqueles que estão ao nosso lado e daqueles que estão longe de nós -, alegando que esta terra não pertence a nós. Vai ser muito difícil se levantar contra isso, e ninguém vai ouvir as nossas desculpas, uma vez que elas são realmente muito fracas. Nós não seremos capazes de convencer ninguém com desculpas sobre eventos que ocorreram há dois mil anos, e se as nações do mundo começarem a nos culpar, isso fará um grande barulho em todo o mundo.

Há uma sensação de que este lugar não pertence realmente a nós, entre as nações do mundo e também entre os próprios judeus. É porque o ramo corporal deve refletir a raiz espiritual, e até agora, nós não fomos premiados com uma conexão com a raiz. Portanto, as nações do mundo não sentem a nossa conexão com a terra.

Foi-nos dada tal chance de Cima uma vez, e nós estávamos esperançosos, assim como as nações do mundo; havia uma espécie de iluminação. Mas, infelizmente, durante as últimas décadas da existência do Estado de Israel esta iluminação desapareceu. Eu não ouvi ninguém, exceto o grupo do Bnei Baruch, gritando pela correção espiritual da nação de Israel e pela correção corporal.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13Escritos do Baal HaSulam “Herança da Terra”

As Difíceis Lições do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: A pessoa que começa a estudar o método integral passa por estados difíceis, visto que seu ego recebe golpes. Se esses estados são necessários, por que isso acontece dessa forma?

Resposta: Você não pode deixar o ego ou o Faraó se você não sentir os golpes. É por isso que dizemos que o Faraó aproxima os filhos de Israel do êxodo do Egito, como está escrito: “O Faraó aproximou os filhos de Israel de nosso Pai Celestial”. Eles sentem os golpes em seu ego e compreendem que não podem ficar nele, e não conseguem deixá-lo. Assim eles se sentem impotentes, dizendo: “Então, o que podemos fazer?”. Então, eu sinto mais um golpe e outro, e percebo que preciso do Criador, pois só Ele pode me tirar de lá, segurando a minha mão.

Em seguida, eles se conectam ao Criador e avançam se não deixam a educação integral e entendem que tudo é feito, em primeiro lugar, para eles e não para educar ninguém.

Quando eu recebo golpes e balanço internamente sem saber para onde correr, apenas o grupo pode me ajudar. Se ele me envolver e me aquecer, não temerei os golpes. Eu imediatamente começo a entender que preciso me aderir ao grupo. Eu preciso da garantia mútua. Eu preciso do Criador, e, assim, eu descubro tudo automaticamente. Um pequeno “ai!”, uma pequena picada, e eu já entendo tudo. No entanto, isso é apenas se você está circundado de amigos, incluindo as mulheres.

Os homens começam a entender que precisam do apoio das mulheres, especialmente da estabilidade. As mulheres contribuem para suavizar as coisas.

Da Lição Virtual 07/04/13

“Deve-Se Sempre Vender Os Vigas De Sua Casa”

“Deve-se sempre vender as vigas da sua casa e colocar sapatos em seus pés” (Shabat, 129).

Pergunta: O que significa “vender as vigas de sua casa”, no sentido espiritual?

Resposta: “As vigas de sua casa” são todos os pensamentos, os desejos, e minha atitude para com a vida toda, que me obrigam a preocupar em vez de unir-me com os amigos. A fim de construir uma imagem geral, um sistema, eu tenho que vender esta “casa” que é tão querido para mim.

Mas isso não é suficiente. Eu tenho que comprar sapatos para colocar no meu pé, o que significa que eu preciso de uma força defensiva que me segura em seu campo. Não é apenas o suficiente para anular a minha opinião e baixar a minha cabeça ante o grupo, que chamou de “vender as vigas de sua casa.” Eu também preciso receber poderes que me permitem permanecer aderido aos amigos acima de todos os pensamentos que são evocados em mim.

Isso significa que não é suficiente anular me a mim mesmo, mas que eu preciso de uma força adicional que me liga ao grupo. Isso é chamado de “aliança” ou “sapatos nos pés (raglan),” de modo a não “espiar” (meragel, que tem a mesma raiz de pé em hebraico) para o benefício de meu ego.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 07/04/13, Escritos do Rabash