Textos na Categoria 'Estrutura do Universo'

O Deserto, Parte 1

748Pergunta: A Terra é o único planeta no universo onde a vida é possível. No entanto, existem áreas no globo que são inabitáveis, como o deserto. Por que existem lugares na Terra praticamente sem água e com condições tão difíceis para a sobrevivência?

Resposta: Existem lugares no globo que não foram projetados para a existência humana: os polos norte e sul, bem como a área ao redor do Equador, onde predominam os desertos. Aparentemente, para a homeostase e o equilíbrio na natureza, tais condições extremas devem existir: frio e calor extremos.

Da mesma forma, alguém poderia perguntar por que existem quatro estações; não seria melhor ter uma temperatura agradável e constante de 25 graus Celsius? Não compreendemos que as condições externas são um reflexo do nosso estado interior. Os mesmos processos ocorrem tanto lá fora quanto aqui dentro. Inverno, verão, primavera e outono se alternam dentro de mim — estados frios e quentes, estados de secura da alma e chuva vivificante.

Portanto, todas as condições devem ser percebidas como necessárias para um ciclo especial no clima, nas mudanças de humor, no inanimado, no vegetativo, no animado e nos humanos. Todo o universo é construído em quatro estágios. Afinal, existem apenas duas forças no mundo: a força de dar ou de doação (propriedade do Criador) e a força de receber (propriedade da criação), bem como a transição de uma para a outra e vice-versa.

Não podemos estar sozinhos na força receptora; é impossível viver nela. Estamos finalmente nos convencendo de que não podemos continuar existindo em tal egoísmo. Mas também não podemos viver apenas na força de doação; precisamos combinar as duas forças.

Mesmo no mundo espiritual, que é perfeito, não podemos sobreviver sem egoísmo; precisamos dele para a linha esquerda, para contrabalançar a santidade. Sem ele, é impossível estudar, imaginar ou mensurar o espiritual. Um é sempre avaliado em relação ao outro. Portanto, precisamos tanto de um sinal positivo quanto de um negativo, e para alcançar a combinação correta entre eles.

Pergunta: O que é o deserto interior?

Resposta: O deserto interior é quente e seco. São condições muito difíceis, onde não há uma segunda força — umidade e frio. Não há equilíbrio entre as duas forças; é por isso que é tão difícil.

Em condições opostas, quando está muito frio, também é impossível sobreviver. Pode chegar a 70 graus Celsius no deserto e -70 graus nos polos. Ambos são um problema.

Precisamos alcançar o equilíbrio entre duas forças opostas, como ensina a ciência da Cabalá. Então, alcançaremos a linha do meio, ou seja, o equilíbrio entre a força de dar e a força de receber, e poderemos viver bem — em paz uns com os outros e cada um consigo mesmo.

Se um dia conseguirmos alcançar o tipo de correção interior de que fala a ciência da Cabalá, também influenciaremos o clima externo e a natureza dos animais, pois se diz que o lobo viverá em paz ao lado do cordeiro.

De KabTV, “Nova Vida – 924”, 28/11/17

Existir Em Realização

550Pergunta: Você tem medo de se desconectar do sistema espiritual?

Resposta: Há medo da minha parte. Tenho medo.

Pergunta: E se for para ser?

Resposta: Não importa. Eu ainda não quero isso. Por que deveria ser assim?! Se eu agir corretamente, executar o programa e operar dentro dele, por que isso deveria acontecer? Eu quero atingir a unidade completa com o Criador através da compreensão de Seus caminhos.

Você quer dizer: “Se você ainda tem medo de estar desconectado, significa que você ainda não está totalmente devotado ao Criador, você ainda não se entregou a Ele com toda a sua alma”. Isso é verdade. E eu não quero isso. Eu não quero desconexão.

Em tudo o mais, faça comigo como Você deseja! Mas deixe-me atingir este programa para que eu possa justificá-Lo; caso contrário, não serei capaz de fazer isso. Isto é, esta meta — este medo de cair fora da realização — não é uma fixação egoísta em mim mesmo.

Pergunta: Então é possível negociar com o Criador de alguma forma?

Resposta: Não, não para negociar, mas sim para obrigá-Lo a levá-lo mais longe, a não desistir, a segurar, a forçá-Lo, assim como uma criança pequena obriga um adulto.

Nosso objetivo é muito sério. Portanto, a atitude desejada em relação ao Criador é aquela em que, por um lado, você reconhece Sua grandeza e, por outro, entende que pode influenciá-Lo. E Ele deseja isso! Porque, ao fazer isso, você busca o mesmo objetivo que Ele: alcançar a compreensão mútua e a unidade completas.

Pergunta: Então, existe realmente uma escolha entre essas duas coisas das quais você está falando?

Resposta: A escolha está na sua atitude em relação ao que está acontecendo, não no que está acontecendo em si.

Pergunta: Mas então por que você tem medo de simplesmente ser desconectado? Depende dos alunos ou de você pessoalmente?

Resposta: Do que depende, eu não sei. Não vejo o quadro inteiro da governança. Só sei o que consegui atingir desde o início do meu caminho até este momento. E o que está por vir, eu não sei.

Portanto, não posso dizer se depende de mim, dos alunos ou de outra coisa. Não sei, e não preciso saber. Não importa se eu sei ou não. O que importa é minha atitude em relação a isso. Quero justificar o Criador em todos os Seus caminhos e, por essa razão, não quero ser desconectado de atingir Seu programa e me unir a ele.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Existir em Realização”, 27/06/10

A Meta Como Modo De Vida

234Pergunta: Você pode compartilhar sua experiência de como você se mantém firme em relação à meta?

Resposta: Francamente falando, eu nem mesmo sei. É desconhecido.

Por um lado, os caminhos do Senhor são inescrutáveis. Por outro lado, lembro-me de mim mesmo quando era um garotinho, de seis a sete anos, constantemente me perguntando: “Por que este mundo é um jogo? Por que alguém deve existir nele? Qual é a meta por trás de todo esse espetáculo?”

Eu sempre vi esse mundo como se estivesse se desenrolando em uma tela atrás da qual algum tipo de mecanismo estava especificamente me mostrando isso. E o que ele quer de mim? Esse senso de dualidade na imagem do mundo e a ideia de que algum propósito oculto existe por trás dele nunca me deixaram e tem sido absolutamente claro para mim desde a infância.

Ao longo de todos os anos da minha vida, eu vi isso de fora. Mesmo quando menino brincando com os outros, e mais tarde durante meus anos de estudante, eu entendi que, inevitavelmente, eu tinha que agir como todo mundo.

Então, se eu tivesse que dizer exatamente o que me move, certamente não sou eu.

Mas, por outro lado, eu constantemente me coloco em tais restrições que não tenho outras opções. Estou com medo! Houve um tempo em que fui afastado da minha busca espiritual por exatamente um ano, esse mesmo dia.

Pergunta: O que você quer dizer com se afastou? Você quer dizer que parou de estudar completamente?

Resposta: Não, continuei estudando, mas muito pouco, automaticamente, e não da maneira que deveria.

De repente, me foi dado um enorme desejo de me envolver em um grande empreendimento empresarial para, mais tarde, criar um grande sistema para espalhar a Cabalá. Dessa forma, fui desviado.

Dediquei exatamente um ano a isso, e embora nunca tenha parado completamente de estudar Cabalá, foi muito pouco. Senti o quão completamente ele me arrancava e podia até mesmo me imergir neste mundo, algo que quase nunca tinha acontecido na minha vida, exceto talvez por um breve período após a universidade, quando eu queria seguir uma carreira científica.

Ou seja, eu sentia claramente que se não fosse por uma força vinda de cima, seria muito fácil me tirar do caminho e me transformar em um mamífero comum.

Pergunta: Como você estabelece limites para seu trabalho espiritual? O que os sustenta?

Resposta: Por meio de obrigações. Minha agenda inteira é planejada por hora.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Propósito Como um Modo de Vida”, 24/06/10

Alcance A Governança Do Criador

961Pergunta: Você disse uma vez: “A menos que você esteja desconectado do alto”, o que aconteceu com muitos Cabalistas quando, em determinado momento, eles se desconectaram da espiritualidade contra sua vontade.

Resposta: A força superior pode fazer absolutamente qualquer coisa! Afinal, somos colocados em movimento dentro desta grande máquina. Existimos dentro dela.

No entanto, nos foi dada a habilidade de nos elevar acima de nossa existência nesta máquina e nos tornarmos conscientes de que estamos dentro dela, vivemos nela, operamos dentro dela, somos colocados em movimento de acordo com um plano específico e estamos executando um programa específico. Em outras palavras, podemos desenvolver um entendimento de que somos governados pela força superior e, por meio desse entendimento, podemos alcançar o governante, justificá-Lo, aprender tudo sobre Ele e nos tornar como Ele.

Ao mesmo tempo, sempre estaremos executando exatamente o que Ele aciona dentro de nós. Estamos constantemente sob Seus comandos.

No entanto, o objetivo é revelar Sua governança sobre nós, reconhecê-la como boa, justa, verdadeira, infinitamente harmoniosa e perfeita, e aderir a Ele precisamente por meio da obtenção dessa governança. Ao fazer isso, nos elevamos ao nível do Governante, ao nível do Criador; alcançamos, entendemos e nos tornamos como Ele. É como se começássemos a lançar nosso próprio programa e a nos implementar.

Em essência, nunca nos opomos a Ele de forma alguma. Simplesmente percebemos que Seu caminho é a perfeição absoluta e o seguimos sem nenhuma coerção. Acontece que no mais alto nível de realização, mesmo que não houvesse comandos Dele, agiríamos exatamente da mesma maneira. Em certo sentido, substituímos o Criador.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Existir em Realização”, 27/06/10

Uma Dupla Perspectiva Do Mundo

528.01Pergunta: Como os Cabalistas do passado mantiveram a importância da maeta e apoiaram uns aos outros?

Resposta: Assim como estamos fazendo hoje. Eu preciso do apoio do grupo porque, de outra forma, não posso atingir o desejo pela espiritualidade. Eu avanço apenas com o desejo que recebo do meu ambiente, da sociedade. Portanto, preciso de um ambiente adequado.

Devo pressioná-los, bajulá-los, amá-los, literalmente sacudi-los, tudo para obter deles — de forma positiva ou negativa — o entusiasmo e a importância da meta.

É com esse entusiasmo que posso me voltar ao Criador. Portanto, preciso de um ambiente que esteja no mesmo nível que eu como uma fonte de desejo com a qual me volto ao Criador. E de lá, recebo a força que me corrige e me eleva.

Pergunta: Mas houve momentos em que os Cabalistas riram uns dos outros e de si mesmos, por exemplo, enfiando migalhas em suas barbas. Para quê?

Resposta: Eles riram de si mesmos. Isso tudo foi uma autoironia especial sobre o estado em que estavam. Sim, isso aconteceu.

Em geral, humor, sátira e autozombaria são inerentes à natureza do povo judeu. Na verdade, todas as piadas sobre si mesmos eles mesmos criam. Esta é uma condição necessária para o autocontrole e a análise, o que os ajuda a seguir em frente.

Pergunta: Você diz que o grupo, como se intencionalmente pressionasse uma pessoa, cria vários obstáculos para ela. Mas, ao mesmo tempo, dá a ela a importância da meta. Por que tal caminho é necessário? Por que irritar uns aos outros?

Resposta: A questão é que inicialmente consistimos em duas partes. Eu consisto em uma parte que é egoísta e quer usar tudo para si mesma, e a segunda parte, o ponto no coração que deseja aspirar ao altruísmo, doação, adesão com o Criador, isto é, à equivalência com as propriedades do absoluto em doação e amor.

De acordo com essas duas partes, eu percebo o mundo ao redor de uma maneira dual. Portanto, sempre experimento esse desequilíbrio, diferença, dipolo, tanto mais quanto menos dentro de mim. Além disso, vejo positivo e negativo em tudo ao meu redor: não há bem sem mal e vice-versa.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Apoio no Grupo”, 13/06/10

A Vida No Espaço Virtual

959Dizem que a inveja, a luxúria e a honra tiram uma pessoa deste mundo. Essas qualidades são intencionalmente criadas dentro de nós. E essas características aparentemente mais desagradáveis e mais desrespeitadas de repente se tornam as mais eficazes.

De repente, começo a sentir o quanto elas podem me ajudar, como a inveja pode ser positiva. Olho para meus amigos, e eles estão fazendo algo juntos, discutindo certos assuntos, e eu os invejo.

Eles podem me respeitar somente quando eu amo e dou, quando me sacrifico, quando sinto minha conexão com eles. Somente neles, somente em garantia mútua, eu encontrarei a mim mesmo e minha vida. Inesperadamente eu começo a valorizar esse estado abstrato como algo muito necessário para mim.

É isso que precisamos de alguma forma representar entre nós. Mas o grupo ainda não é capaz de fazer isso. Precisamos agir e organizar algum tipo de cena para cada amigo. Afinal, não sussurramos entre nós em um canto: “Agora vamos começar a agir com vocês dessa forma. Vamos ver como nosso experimento acaba”.

Uma, depois outra, depois uma terceira pessoa começa a trabalhar em você, deliberadamente dá o exemplo, e você começa a reagir. “O que eles querem?” Às vezes você os justifica de repente, mas na maioria das vezes você não sabe o que fazer.

É assim que a dependência completa de uma pessoa do grupo ao redor e da sociedade é revelada. Em romances, costuma-se dizer que algum herói entra em uma grande sociedade e interage facilmente com ela. Mas, na realidade, isso é muito difícil.

É por isso que precisamos criar um lugar assim. Quero dizer, um espaço virtual, um ambiente, onde poderíamos representar essa condição, a sociedade e cada um de nós como um indivíduo com desejos de prazer, inveja, honra, fama, poder, tudo o que define nosso relacionamento com a sociedade.

Mas não vejo essa sociedade em meus amigos. Por alguma razão, eles não conseguem se organizar, não conseguem me influenciar, algo não está funcionando para eles.

Mas se eu tivesse um simulador desses no meu computador, eu seria obrigado a entrar cinco vezes por dia, o que é algo que eu não posso fazer fisicamente com meus amigos. E esse simulador imporia certas demandas, caprichos e condições, ele imporia suas influências e perguntas sobre mim.

Ele me mostraria o que quer de mim, como um grupo caprichoso que exige uma certa atitude de seu amigo: “O que é mais importante para você — isto ou aquilo? Como você progrediria — desta forma ou daquela? Como você agiria em tal estado? Em qual fonte é dito que isto é assim e aquilo é de outra forma?” Ele colocaria questões que parecem completamente ilógicas. Mas, caso contrário, você não terá sucesso, o grupo exige isso de você. Você concorda ou não?

Tal simulador é necessário, mesmo que seja apenas para forçar teoricamente uma pessoa a entender o que é a propriedade de doação e o quanto é oposta a ela.

Além disso, as tarefas diárias devem necessariamente incluir ambos os estados de descida e subida, para que uma pessoa possa ver e determinar onde está e como reagiria a isso no estado oposto.

O computador reproduz as relações entre mim e o grupo, e começo a tratá-lo como um Tamagotchi. Ele me leva adiante, estou apegado a ele, estou interessado em sua opinião, sua atitude em relação a mim e sua avaliação de minhas ações.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Comunidade Virtual, Parte 2”, 16/05/10

A Ação De Duas Forças

232.08Existem apenas duas forças em ação no universo. A egoísta é aquela em que existimos agora. Ela é artificial e imaginária, e de fato não existe porque é apenas um reflexo da propriedade do Criador, “Não há outro além Dele.”

Para determinar que não há outro além Dele, há algo oposto, já que a criação é feita de tal forma que pode atingir a luz somente da escuridão, o bem do mal, e assim por diante. Caso contrário, não seríamos capazes de sentir um único efeito, ação ou propriedade.

Da Lição Diária de Cabalá 05/09/19, Preparação para a Convenção na Moldávia “Voltando-se ao Criador”

A Ação De Duas Forças

232.08Existem apenas duas forças em ação no universo. A egoísta é aquela em que existimos agora. Ela é artificial e imaginária, e de fato não existe porque é apenas um reflexo da propriedade do Criador, “Não há outro além Dele”.

Para determinar que não há outro além Dele, há algo oposto, já que a criação é feita de tal forma que ela pode atingir a luz somente a partir da escuridão, o bem a partir do mal, e assim por diante. Caso contrário, não seríamos capazes de sentir um único efeito, ação ou propriedade.

Da Lição Diária de Cabalá 05/09/19, Preparação para a Convenção na Moldávia “Voltando-se ao Criador”

O Mundo Espiritual É Infinitamente Belo

744Nós incorretamente imaginamos o infinito como algum tipo de espaço infinito. Mas o infinito no mundo espiritual significa realização ilimitada. Este é um estado em que todos os nossos desejos, que são limitados em si mesmos, são corrigidos para doação.

Dez Sefirot são infinitas; 125 graus espirituais são infinitos. No mundo espiritual tudo é infinito. Isto é só para nós, para que possamos estabelecer nossa atitude de que o espiritual é dividido em dez Sefirot, 125 graus em cada mundo, etc.

Toda essa divisão existe apenas em relação a nós, mas, na verdade, toda qualidade espiritual é infinita. Não importa qual qualidade eu toque, o infinito é revelado por trás dela.

Em essência, toda a criação é HaVaYaH, cinco fases. Mas quando este HaVaYaH quer se tornar como o Criador, ele começa a se dividir novamente, e novamente, e novamente… Portanto, ele se torna infinito.

Se Malchut do Mundo do Infinito tivesse aceitado a luz na forma em que foi criada, teria sido simplesmente HaVaYaH. Mas, como não pode aceitar a luz de uma só vez e deve trabalhar de maneira oposta à sua natureza inicial, toda a criação é dividida infinitamente.

O infinito não é uma medida numérica, mas qualitativa. Em nosso mundo, o conceito de infinito não existe, e é por isso que não podemos entendê-lo verdadeiramente. É algo que só podemos “vir e ver”. Mesmo dentro do nosso mundo, se tentarmos nos aprofundar em uma ideia específica ou explorar algo, um número infinito de camadas e sabores começam a se revelar.

A criação é inteiramente irrestrita pelos limites deste mundo, que impomos por meio de nossos órgãos sensoriais. Percebemos tudo por meio de nosso desejo de receber, que projeta uma realidade imaginada e finita, uma estrutura deliberadamente simplificada que nos permite existir com nossa compreensão primitiva e egoísta.

Mas quando rompemos essa casca, começamos a entender o que é o infinito. O infinito se revela em nossa percepção, e nós mesmos nos tornamos infinitos. Fica claro para nós que tudo é infinito porque somos infinitos, e nossa percepção se torna infinita, e não há nada complexo nisso.

Da Lição Diária de Cabalá 27/03/18, Escritos do Baal Sulam,O Estudo das Dez Sefirot” (TES)

O Plano Inicial Do Criador

272Portanto, devemos perguntar: “Por que Ele criou os mundos, restrição após restrição até este mundo obscuro, e vestiu as almas com os corpos obscuros deste mundo? (Baal HaSulam, “Introdução ao Prefácio à Sabedoria da Cabalá”)

Pergunta: Nossa realidade, com nossos corpos obscuros, fazia parte do plano inicial do Criador?

Resposta: Ao criar nossa realidade, o Criador imaginou nosso estado corrigido, não a forma em que existimos inicialmente.

Portanto, precisamos entender o trabalho que temos pela frente, o que precisamos fazer e o que precisamos alcançar.

Pergunta: Como se manifesta a qualidade de Adão, que toda a dezena deve se esforçar para manter?

Resposta: Essa qualidade só é revelada no mundo de Atzilut.

Da Lição Diária de Cabalá 04/12/24, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Prefácio à Sabedoria da Cabalá”