Textos na Categoria 'Espiritualidade'

Perseguindo A Eternidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Olhando de fora, parece que nós estamos envolvidos numa louca perseguição em busca de unificação, amor e doação. O que nós vamos realmente esperar em troca? Como podemos imaginar as recompensas?

Resposta: Eu vou receber uma alma por estes esforços.

Ou eu vivo e  morro como um animal, apenas não acabo como uma presa para as feras, mas apodreço debaixo da terra, ou adquiro uma alma e vivo uma vida eterna. Não é depois que o corpo animal se foi, mas agora, enquanto vivemos neste mundo.

As plantas, por exemplo, não sentem o que os animais sentem. Os animais vivem uma vida muito mais rica do que as plantas. É exatamente por esta razão que um “animal de duas pernas” não entende que, no final, ele vive uma vida física, embora pudesse adquirir a eternidade.

É impossível explicar que a vida eterna é ilimitada: eu não sou limitado pelo meu corpo físico, nem por meus desejos, nem pelo tempo e nem pelo movimento – por nada. Eu transcendo todas as limitações e saio dos meus limites.

Como? É muito simples. Tudo é preparado para mim. O todo foi quebrado em pedaços. Cada uma destas partes acha seus limites e limitações. No entanto, se ela quer sair de si, pode fazê-lo. Esta saída dos próprios limites é a conexão com os outros.

Eu trabalho contra o meu desejo animal, e acima dele adquiro o ser humano, um desejo maior, ou seja, eu adquiro um novo vaso. Eu vivo nele e sinto a vida ilimitada nele. Não existe nenhum limite que seja determinado pelo tempo e espaço, e não há nenhum “eu” atual. É porque o mundo espiritual não é o meu “eu”. Lá, a competição é na maior conexão, na maior doação que leva a infinitas dimensões ilimitadas.

Todos devem chegar a isso. É impossível se contentar com menos. O objetivo da criação, o seu plano, a crise atual, e toda a nossa vida nos obrigam a fazê-lo. O único problema é como organizar isso. Todas as forças necessárias para isso estão prontas, portanto, use-as. No entanto, nós não queremos atraí-las para cumprir esse objetivo.

Ainda assim, o que a mente não faz, o tempo faz. Portanto, não é uma situação desesperadora, e um ser humano pode emergir de cada “animal”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 050/5/13, “A Garantia Mútua”

A Doçura Tortuosa Da Dor

Dr. Michael LaitmanComentário: Ao longo do caminho espiritual nós descobrimos o mal do ego. No entanto, isso também é agradável, já que aspiramos por algo mais.

Resposta: Se eu gosto da dor, mesmo que isso também me ligue ao Criador, é impureza, chamada de Klipa (casca), que protege a fruta até que ela amadureça. Ela me protege de modo que eu ainda vou manter a conexão com o Criador, mas ainda não é o estado correto. Afinal de contas, a doçura desta dor é uma revelação certa do Criador. Eu sinto que a dor vem Dele, pois caso contrário, Ele não pode chamar a minha atenção. Se eu concordar com essa doçura egoísta e apreciá-la, isso significa que eu estou na impureza.

A questão é o quanto eu posso suportar a dor no estado atual e, ao mesmo tempo, compreender que ela é essencial, a fim de manter a conexão com o Criador. Como eu posso não cair no prazer por essa dor? Como eu posso parar quando estou em contato com ela e entrar imediatamente no caminho certo?

Afinal de contas, eu sou atraído para a doçura. Eu desço e sucumbo à desonestidade do ego, o que me atrai como uma cobra com a doçura desta dor proposital. Diferentes religiões e crenças baseadas no sofrimento do justo se originam disso.

Pergunta: Como eu posso me concentrar no caminho certo?

Resposta: Eu peço ajuda ao Criador que é bom e benevolente. Ele quer que eu me sinta bem na conexão com Ele, e que o bem vai me levar a Ele, mas como eu posso fazer isso?

Se eu sinto vazio, ameaças, problemas e escuridão em meu desejo egoísta, então, como resultado do meu desespero, o meu desejo de receber procura a fonte do mal, mesmo que ela seja o Criador. Ela me lembra de alguma causa superior preliminar de onde tudo se origina.

No entanto, o que devo fazer se eu gosto, se meu desejo é completo, se eu sinto que o mundo inteiro está aos meus pés? Minha vida está muito bem, e estou plenamente satisfeito, e nada nem ninguém me ameaça. Eu tenho infinitas barras de ouro no meu depósito. Eu sou saudável, cheio de energia, e tenho algo no que investi-los.

Ao mesmo tempo, tudo isso oculta o Criador de mim e exclui qualquer pensamento sobre Ele. Se a dor e o vazio me empurram em direção a Ele, o prazer me mantém longe Dele.

A questão é: Como eu prefiro avançar, pelo caminho da dor ou pelo caminho do prazer? Afinal, neste estado, o caminho mais difícil é o do prazer que me “encerra” e elimina todas as opções. Como eu posso pensar na força superior, quando não me falta nada na vida?

Acontece que o caminho do “eu vou apressá-lo” não é simples em comparação ao caminho do “em seu tempo”. Quando eu avanço de acordo com o cronograma, os meus poderes são suficientes. O sofrimento, o vazio do desejo egoísta, me empurra para o Criador. Ao mesmo tempo, apenas no caminho do “eu vou apressá-lo” é que temos livre-arbítrio.

Se eu quero acelerar o meu progresso quando me sinto bem, eu preciso de um grupo. Meu desejo privado é “engordado” e “pesado”, e eu simplesmente preciso de amigos, desejos externos adicionais. Somente através da conexão com eles eu posso avançar.

Quanto mais eu avanço em direção ao fim da correção, mais desejos externos eu preciso. Meus desejos internos estão cheios, e eles imediatamente me jogam fora da pista.

Pergunta: Quando é que o Criador é revelado dessa maneira?

Resposta: É quando você quer restringi-Lo. Em outras palavras, quando você para de desejá-Lo e, ao invés, quer doar-Lhe. Afinal, quando você pede a Sua revelação, você quer descobrir o atributo de doação, a verdadeira doação, e não como um “comercial”, quando você dá algo a fim de obter algo em troca. Esta é a doação a fim de receber. Por outro lado, quando você começa a pelo menos doar a fim de doar, mesmo sem receber a fim de doar, você começa a conhecer os atributos do Criador. Mais tarde, quando você recebe a fim de doar, você já começa a localizar os atributos do Criador dentro de você, a identificá-los dentro de você, e a alcançá-Lo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/13, “A Garantia Mútua”

Um Sistema Sem Defeitos

Dr. Michael LaitmanA Luz e o Kli, opostos um ao outro no Mundo do Infinito, entram um no outro, constroem um sistema a partir da sua integração, e evoluem para baixo, de modo a formar as condições para o nosso desenvolvimento aqui, na parte inferior.

No final, tudo é derivado da forma como as Luzes e os vasos se complementam. O caminho que se expande diante de mim não deixa espaço para perguntas inúteis: “Eu quero? Estou pronto”? Este é apenas um estilo de falar, a nossa “Gíria”. Na verdade, tudo é construído numa forma ideal, tudo tem sido considerado até o último detalhe.

Não há necessidade de ressentimento e raiva. Nós nos encontramos dentro do sistema das quatro fases da Luz direta, mundos e níveis espirituais, e aprendemos sobre seus detalhes, seus mecanismos. Todos os meios e as forças necessárias estão disponíveis para mim. Eu posso usá-los, já que estou cumprindo o meu papel. Meu papel é determinar exatamente o que devo fazer agora e perceber isso de forma simples e clara.

Nenhuma grande inteligência é necessária aqui. Todo mundo pode fazer isso, porque estas são as atividades mais simples e tolas. Portanto, quem é mais “tolo”, menos sofisticado, mais bem sucedido é.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, “A Garantia Mútua”

 

Lavar “Nossas Vestimentas” Na Luz de Hassadim

Dr. Michael LaitmanEntão todo o povo respondeu a uma voz, e disse: ‘Tudo o que o Senhor tem falado, nós faremos’. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo.

E disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando eu contigo, e para que também te creiam eternamente. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor.

Disse também o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles as suas vestimentas,

E estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai. (A Torá, “Êxodo”, “Jetro”, 19:08-11)

Nós começamos a entrar em contato com o atributo de doação, a ser atraídos a ele, e a absorvê-lo a partir do seu ponto mais alto, que é chamado de “Moisés” (da palavra “Moshech” ou “mover”, “puxar”), que puxa a si mesmo a partir do ego. Desta forma, este recebe energia superior, um atributo superior, e, portanto, começa a sentir de que forma agora é possível continuar a trabalhar pela doação ao Criador.

A pessoa começa a adquirir o mesmo atributo absoluto, como o Criador, diante de Quem ela está agora. Ela sente o Criador, mas ainda não pertence a Ele. Eles estão unidos, mas de uma forma externa.

A pessoa entende que agora precisa de todos os seus atributos egoístas, de modo que, tanto quanto for capaz, ela vai trazê-los para si, para puxar fortemente dentro do ponto no coração que está em contato com o Criador, para entrar gradualmente dentro dele a partir do seu ego, para se conectar, adicionar toda a nação, os atributos que ela deixou por um tempo, no ponto em que é chamado de “Moisés”.

Por esta razão, eles precisam passar por um determinado período de preparação final: três dias de separação do seu ego e a correção dos seus atributos externos, chamados de “vestimentas”.

Em cada um de nós existem cinco níveis: a raiz (Shoresh), a alma (Neshamah), o corpo (Guf), a vestimenta (Levush) e o palácio (Eichal). A parte interna (a raiz, a alma e o corpo) nós já corrigimos. Sem isso, não teríamos partido do Egito, o ponto no coração não teria se separado do ego. Agora, nós precisamos corrigir a roupa, as chamadas “vestimentas” da alma, e depois também o palácio, o resto dos atributos do mundo.

Os três primeiros discernimentos são: a raiz, a alma e o corpo. Ou seja, se nós expressamos isso de uma maneira pitoresca, então no início, nós corrigimos tudo o que existe no meu corpo, na carne, a minha parte interior. E a roupa é o que está em mim. Isso é o que eu troco, o que eu posso tirar e vestir. O palácio é o resto do mundo.

“E eles lavaram as suas vestimentas” significa lavar os atributos não corrigidos com a Luz de Hassidim e corrigi-los.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/13

Em Direção Ao Amor Acima Do Ego

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut (Garantia Mútua)”: Isso significa que todos em Israel tomam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que a quantidade impressa neles para cuidar de suas próprias necessidades.

E somente quando toda a nação, por unanimidade, concordou e disse: “Faremos e Escutaremos”, então, cada membro de Israel se tornou responsável por não faltar nada aos outros membros da nação, e só então se tornaram dignos de receber a Torá, e não antes.

Com essa responsabilidade coletiva, cada membro da nação se tornou livre das preocupações com as necessidades do seu próprio corpo, e pôde observar a Mitzva, “Amai ao próximo como a ti mesmo”, em toda a sua extensão, e dar tudo que tinha a cada membro necessitado, pois não se preocupava mais com a existência do seu próprio corpo, já que sabia que agora havia seiscentos mil amigos amados e fiéis, prontos a lhe prover subsistência.

Se nós entendemos que alcançar a espiritualidade e receber todo o bem só é possível se nos conectamos, então a Luz que Reforma começa a nos influenciar. Ela age de tal forma que eu paro de me preocupar comigo mesmo, porque todos estão preocupados comigo. A questão principal aqui é a sintonizar-se corretamente para atrair a Luz que podemos direcionar para cada um de nós como se tivéssemos uma tocha.

Meus motivos egoístas exigem que eu forme uma conexão com os outros. Quando eu me conecto com eles, parece que estou desistindo de mim mesmo e estou preocupado com eles, à medida que não consigo alcançar o que quero. É exatamente assim que todos agem. Por isso, ao aspirar a descobrir o Criador, que está dentro do grupo, por meio da conexão entre nós, assim nós atraímos a Luz que Reforma.

Uma questão pode ser levantada aqui: Por que ela chega se ainda somos egoístas? Quais são as leis mais elevadas da natureza, segundo as quais ela é descoberta? Todos nós queremos receber para nós mesmos: “Traga-me este mundo. Traga-me o mundo vindouro”. Pode parecer que a Luz, ou seja, o prazer em si, chegaria até nós, ou a escuridão, se houvesse algum tipo de válvula na espiritualidade, que realiza as condições necessárias para ser altruísta.

Mas a ideia é que nós nos rendemos ao outro. Nós aprendemos juntos, realizamos tarefas juntos, e apesar do nosso ego, a Luz faz o seu trabalho. Mas ela não chega primeiro como prazer, mas como correção. Assim, nós somos transformados: graças ao trabalho dentro do grupo, nós inclinamos nossas cabeças diante do outro por motivos egoístas.

Com uma abordagem como essa não há falta de acordo; ela é aberta e muito honesta. É possível falar muito sobre o amor ao próximo, mas é necessário julgar de acordo com os fatos. Nós somos dominados pelo ego, mas aceitamos a condição que nos obriga a aspirar ao amor. Por quê? Porque nós esperamos uma recompensa.

No futuro, o mundo inteiro vai corrigir as relações entre as pessoas, levando em conta o ganho que isso vai trazer. Todo mundo vai esperar se beneficiar das relações baseadas no amor, e ao mesmo tempo a Luz que Reforma vai passar a eles através de nós, e não a escuridão que chegaria se não fosse o uso da sabedoria da Cabalá.

Da mesma forma, a pessoa que já entende isso, mas ainda não aprendeu o suficiente, ela não está suficientemente incluída no grupo e, finalmente, receberá a escuridão em vez da correção, e fugirá. E o oposto, se alguém se doasse cem por cento, este nunca sentiria escuridão e descida. Mesmo que tivesse dificuldades adicionais no caminho, ele trabalharia com tudo de forma correta e seria corrigido pela Luz.

De fato, como Baal HaSulam escreve,  no caminho do meio, por meio da linha média, a pessoa experimenta quedas, desvios para a direita e para a esquerda, subidas e descidas. Isso é chamado de progresso “normal”; não é ideal, mas também não é tão terrível.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/13, “A Garantia Mútua”

Anular-Me A Mim Próprio Pela Primeira Vez

Pergunta: Como é que sabemos que alcançamos o estado de Ibur espiritual (conceção)?

Resposta: Eu sugiro que façam o seguinte: Apesar de tudo o que acontecer, tentar despertar-se a si próprio com a ajuda do ambiente, manter a mesma rotina diária, anular-se a si próprio, e aceitar que todos os problemas vêm de Acima, de modo a ajudar-se a anular a si mesmo perante a força superior, através do grupo.

O sinal de uma correta autoanulação é a alegria. Não peças por qualquer outra coisa, pede apenas para permanecer neste estado, de modo a avançar através da anulação do ego. Isso já significa que eu estou no estado de Ibur.

Eu não me importo com o que eu obtenho disto. A única coisa que eu quero e que é importante para mim é manter-me tão fortemente aderido quanto possível, isto é, no ponto mais baixo da anulação, no seu estado menor. E porque eu ainda quero ver e sentir diferentes fenômenos espirituais, ainda tenho que trabalhar em mim mesmo. Noutras palavras, eu tenho que anular o meu ego para o nível zero, e isto é chamado de adesão com o Superior.

Então eu cada vez mais me anulo a mim mesmo para além desse ponto e ligo-me mais fortemente, embora o meu ego desperte. Assim, os nove meses de gravidez passam. A parte mais difícil são os três primeiros dias da absorção do sêmen. A maioria dos problemas ocorre nesta fase, tanto na vida espiritual como na vida corpórea.

Mesmo problemas como abortos espontâneos, que ocorrem nos estados mais avançados da gravidez, acontecem por causa de diferentes mal funções e defeitos que ocorreram nos três primeiros dias da absorção do sêmen.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, Escritos do Rabash

Desenhe Um Novo Mundo Dentro De Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quem é responsável por cortar os fios que nos conectam com este mundo, para que possamos nascer na espiritualidade?

Resposta: Só você! Isso deve ser feito voluntariamente!

Nós precisamos de um período de preparação só para nos desconectar da nossa etapa anterior, sair do “útero”, e depois, sem ter um solo firme sob os nossos pés, começar a medir a nós mesmos, nossas ações e nossos novos passos usando uma ferramenta qualitativamente diferente que não inclui parâmetros como “tempo” (agora, então, hoje, amanhã, etc.), “acumulação de bens”, “superioridade sobre os outros”, ou “segurança”.

Todas as propriedades que definem o egoísmo (tempo, espaço, passado, futuro, presente, realização, vazio, e assim por diante) desaparecem. Elas simplesmente deixam de existir. Nós entramos num espaço diferente, numa outra matriz, uma dimensão alternativa que transporta valores completamente diferentes, definições absolutamente divergentes, onde tudo é pesado num tipo diferente de escala. Nossa atitude para com tudo ao redor muda drasticamente.

Nós não vemos qualquer paralelo no mundo, já que as nossas observações da natureza inanimada, vegetal e animal só nos permitem observar diferentes níveis de egoísmo que descrevem cada uma dessas camadas. Os animais são mais egoístas do que os outros níveis da natureza, e é por isso que eles se movem mais rápido, fornecem alimento, reproduzem, e assim por diante As plantas têm menos egoísmo, ao passo que a natureza inanimada é muito menos egoísta. No entanto, todos eles são construídos para consumir, absorver, conquistar, cativar e reter.

Mas aqui tudo é dirigido para frente. E nós não podemos compreender este “oposto”. Este não é apenas o mesmo valor absoluto, mas um sinal negativo.

Afinal de contas, nós construímos o mundo em nossas sensações, valores e definições: este é maior, este é menor, isso me influencia melhor, e isso me afeta de forma ruim. Esta é a forma como o mundo se reflete no meu egoísmo, quando na realidade o mundo não existe. Todos estes espaços, objetos, visões, sensações, relações de que algo está mais perto, mais longe, melhor ou pior, tudo isso é formado em meu egoísmo em particular.

Se ele desaparece para mim, eu começo a definir tudo em relação à outra propriedade: a propriedade de doação. Ou seja, eu começo a desenhar dentro de mim um novo mundo como resultado da ausência.

De KabTV “Mistérios do Livro Eterno”, 18/02/13

A Dispersão É Boa Para O Ímpio E A Convenção É Boa Para O Justo

Dr. Michael LaitmanOs Escritos do Maguid de Koznitz, “A Obra de Israel”: Os sábios disseram: “A dispersão é boa para os ímpios e a Convenção é boa para o justo”. Isso porque o ímpio se separa do Criador, acha que se coordena de acordo com seu próprio desejo, e assim diz: “Eu vou governar”, que é a fonte da quebra.

Assim, cada ímpio sente que “eu vou governar”. Portanto, eles estão no mundo da separação e não conseguem se conectar como os círculos porque não podem se sentar juntos, e assim a dispersão é boa para eles. No entanto, embora cada justo trabalhe com o Criador num estilo diferente, todos eles ainda visam a uma única coisa: ao seu Pai no Céu, e eles se reúnem e se juntam como um homem com um coração.

Quando cada um se abaixa e louva o trabalho do Criador, isso lhe dá o poder e a mente para trabalhar para Ele, e por isso não se sente superior ao seu amigo, e no mundo de verdade eles se unem entre si.

A pessoa deve se convencer o mais rápido possível e não deixar o tempo passar até que finalmente escute e acredite que o mundo espiritual não se encontra além de algumas galáxias distantes ou em alguma dimensão longe. Ela se encontra, de fato, numa dimensão diferente, mas essa dimensão está em seu coração, nos desejos e pensamentos do seu coração. Tudo está no coração do homem, nos seus desejos: “o coração entende”, o coração pensa.

Apenas controlando o desejo é possível chegar à dimensão superior, onde o superior habita, e Ele é o único que doa em relação ao menor, aquele que recebe em seus pensamentos, desejos e intenções.

A pessoa só pode ter pensamentos que visam e operam pela unidade através da auto-anulação e submissão, ou seja, os pensamentos dos justos podem se unir, pois são todos destinados a uma fonte, à sua unificação com o Criador. Os pensamentos dos ímpios, no entanto, são cada um para o seu próprio benefício, e assim todos eles estão separados e não podem alcançar nada.

Portanto, nós devemos descobrir o mais rápido possível, de forma verdadeira e decisiva, que o primeiro nível espiritual significa a auto-anulação, a conexão com os outros, de qualquer maneira possível. Não devemos ter medo de que isso seja muito honesto e que alguém possa ficar com medo e fugir. O Criador nos dá um exemplo, mostrando-nos que o mundo inteiro está numa crise terrível que insere desespero e desamparo no coração das pessoas.

Assim, como resultado de todos os nossos esforços em nos conectar egoisticamente e encontrar a espiritualidade onde ela não se encontra realmente, nós devemos descobrir esse desespero. Então, desse desespero, como está escrito: “e os filhos de Israel suspiraram do trabalho”, nós seremos forçados a nos voltar à força superior e exigir que Ele nos salve.

Quanto mais rápido e corretamente nós descobrirmos o fato de que não está em nosso poder alcançar a auto-anulação, mais rápido seremos capazes de alcançar a verdade. Isso só é possível através da conexão, da unidade, e da lutar pela raiz única.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 22/04/13

A Cadeia Que Proporciona Luz Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanNós recebemos toda a informação espiritual do Alto através de uma cadeia de almas dos Cabalistas. A ordem desses níveis não muda. Ela começa a partir de Adam HaRishon (o primeiro homem), que foi o primeiro a descobrir a força superior. Essa cadeia começa com ele e desce de cima para baixo como um cone, até que toda a humanidade se una e revele o Criador.

Esta é a forma como a Luz superior, a sabedoria superior, a Luz que Reforma, a elevação da oração (MAN), e a resposta a ela (MAD) vêm. Tudo é transmitido e desce somente através dessa cadeia, uma vez que nós estamos conectados a um sistema.

Portanto, nós devemos nos unir ao legado espiritual que os grandes Cabalistas nos deixaram e respeitá-los como o Criador – na mesma medida e até mais. O mais importante é alcançar a adesão com os escritores e os livros (os escritores são as fontes da Luz de Hochma, e os livros são o meio de comunicação que eles nos deixaram).

Se a pessoa tenta desenvolver em si mesma a sensação da importância e do valor dessas fontes, então, naturalmente, ela vai se tornar atraída a elas e vai ficar mais perto delas. Ela vai começar a respeitar estes grandes Cabalistas e vai se conectar aos seus escritos, e com sua ajuda, vai chegar à adesão com o Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/13, Shamati # 25

Conselhos Práticos Da Experiência Pessoal

Dr. Michael LaitmanPara não cair, para não descer no trabalho, eu preciso procurar deficiências em mim mesmo durante uma subida. Como os sábios disseram: “Um velho anda curvado, sempre olhando para o chão como se estivesse procurando alguma coisa e tem medo de perder alguma coisa com antecedência”. Outro conselho sobre isso é preencher o nosso tempo com a ordem do dia, ligar-se a compromissos adicionais: fazer trabalho de disseminação, traduzir, escrever artigos, trabalhar em textos, trabalhar na cozinha, etc.

Se a pessoa estiver constantemente envolvida em algum tipo de trabalho obrigatório, não importa qual seja o trabalho, este irá impedi-la de cair, porque ela vai ser obrigada a fazer algo relacionado ao avanço espiritual, independentemente do seu estado. Caso contrário, ela só estará ocupada com isso quando sentir uma subida.

Então vem a descida, que no início ela não sente, embora já tenha começado a descer. É muito fácil descer, e isso acontece com a pessoa que ainda está em ascensão. É a mesma coisa na vida corpórea quando você desce uma colina, que é sempre fácil. Você ainda acha que está acima, mas, basicamente, você começou a descer. E quando você está descendo, você não tem mais o desejo de abrir um livro, ler algo, ouvir ou aprender. O estado de apatia desce sobre você e lhe domina, e é muito difícil sair dele.

Portanto, é necessário vir com um cronograma preciso que irá certamente proteger a pessoa. E qualquer outro conselho é certamente correto, mas apenas impossível de realizar na prática. Esta é a lei, mas para cumpri-la, nós devemos organizar uma programação diária rigorosa para nós mesmos, onde nos comprometemos a estar ocupados com o trabalho espiritual o tempo todo. Isto é o que eu recomendo a vocês pela minha experiência.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/04/13