Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

A Alegria De Voltar Para A Casa Da Família

Dr. Michael LaitmanExistem três estados: o estado inicial após a criação da criatura, o processo das correções e o estado do fim da correção. Estes estados existem apenas em relação à pessoa que está tentando alcançar o mundo espiritual, mas, na verdade, nós só existimos em Malchut de Ein Sof (Infinito), no desejo da criatura que alcança o Criador.

A realização é alcançada conforme a criatura muda gradualmente e atinge uma equivalência de forma com o Criador. De acordo com o nível de equivalência de forma, cada vez ela alcança o Criador mais profundamente, até que se torna igual a Ele em todos os seus atributos e ações. Através disso, ela realiza o pensamento da Criação, que é fazer o bem às Suas criaturas.

Portanto, no momento em que o desejo de receber se desenvolve a tal ponto, ele  começa a compreender e sentir a sua existência, perguntando: “quem me criou e para que eu existo?”. Todos os pensamentos e ações da pessoa devem visar apenas a atingir uma equivalência de forma e a revelação Daquele que lhe gerou. Assim, nós alcançamos a realização da meta da criação.

A principal coisa é pensar constantemente sobre como aceitar os movimentos que o Criador está operando em mim agora. Eu preciso aceitar tudo como vindo de “não há outro além Dele”, da força superior, que não há nada mais do que Ele, entender que tudo está nas mãos do Criador, e decidir que “Se não fizer, quem fará por mim”, a fim de chegar a um acordo e adesão com a única raiz que faz tudo.

A indicação para tal atitude é a alegria. Sua realização é somente pela conexão, no anseio de trazer toda a criação a uma raiz comum.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/04/13

Derramar Um Pouco de Luz Sobre a Criação

Há um grande número de pessoas do mundo que quiseram descobrir o programa de criação, sua finalidade, o que quer dizer, a sua viagem inteira, onde ele leva e sua razão. Muitos queriam entender o que está acontecendo neste mundo e entender por que tudo acontece especificamente da maneira que acontece e como devemos agir corretamente neste mundo.

Pois neste mundo agora é como se fôssemos cegos em um quarto escuro, vagando no escuro, causando apenas danos a nós mesmos e aos outros e batendo uns nos outros o tempo todo. Isso não é útil para ninguém, nem mesmo para alguém que consegue conquistar outros, mas para que ele os conquista?

Cabe a nós pelo menos saber o que está acontecendo e onde nos encontramos, por que somos chamados de seres humanos! A natureza do silêncio, o vegetativo, e animado agem de uma forma instintiva e nunca erram. Um animal nunca erra porque a natureza obriga-o a se comportar corretamente de acordo com os comandos da natureza.

O Criador controla toda partícula em criação, incluindo o inanimado, o vegetativo, e as partes animadas em nós, mas para a parte falante em nós é dada a liberdade de escolha. A pessoa se desenvolve de acordo com um processo evolutivo natural chamado de “no tempo devido”, de forma instintiva, devido ao seu ego. E em seu caminho ela constantemente erra porque não investe em um esforço de desenvolvimento, que é chamado de “Eu vou me apressar”. E, portanto, todas as nossas vidas são um grande sofrimento. [Leia mais →]

Uma Guerra De Amor

Dr. Michael LaitmanDa Carta No 5 do Rabash: …Você deve fazer mais no amor dos amigos É impossível alcançar o amor duradouro, a não ser através da Dvekut [adesão], o que significa que você vai unir os dois em você com um vínculo muito forte. E isso só pode ocorrer se você tentar “despir” a vestimenta na qual a alma interior é colocada: a vestimenta chamada “amor-próprio”…

E quando vocês sentirem que estão em guerra, cada um de vocês vai saber e sentir que precisa da ajuda de seu amigo, e sem ele, sua própria força também irá enfraquecer. Então, quando vocês entenderem que devem salvar suas vidas, cada um de vocês vai esquecer que tem um corpo que deve manter, e ambos estarão amarrados pelo pensamento de como usar o inimigo.

O amor dos amigos é atingido por meio de uma guerra em seu benefício. É impossível atingir a adesão, que indica amor constante, sem se esforçar em deixar a vestimenta da inclinação ao mal em que a alma está vestida. Deixar essa vestimenta do amor-próprio só é possível se você trocá-la pelo amor ao próximo, pela tela e a Luz de Retorno.

Isso, especificamente, é o que temos que alcançar. Quando nós começamos a procurar como fazer isso, sentimos que tudo depende, basicamente, da nossa relação com os outros, coisas que são tão desprezíveis em nosso mundo. Todos os relacionamentos no mundo são estabelecidos de acordo com leis, protegendo os direitos do indivíduo, da democracia. No entanto, quando vemos um pouco da verdade por meio da influência da Luz Circundante, então nós entendemos que é especificamente através da conexão com o outro que percebemos todo o programa de criação.

O outro, seja um amigo ou o Criador, é a mesma coisa; não há diferença. Se eu quiser subir acima de mim mesmo e alcançar o Criador, é exatamente aí que eu vejo que preciso da ajuda de um amigo. Enquanto todos os amigos não vierem em meu auxílio, de acordo com o quanto eu me entrego a eles, eu não posso fazer nada.

Nós precisamos da cooperação mútua, onde dependemos um do outro. Quanto mais eu me entrego aos outros, em tal medida eles conseguem me ajudar, e quando eles vêm me ajudar, eu paro de pensar em mim mesmo. Apesar de mim, eu subo acima de mim mesmo.

No entanto, os amigos só podem vir me ajudar se eu me subjugar a eles. Com isso, eu os obrigo a se preocupar comigo. Isso significa que tudo depende do trabalho do indivíduo com relação ao seu ambiente. Quanto mais eu me subjugo e estou pronto a me aderir ao ambiente, ao professor, aos livros, à aprendizagem, à disseminação, ou seja, a todos os meios para atingir a meta, confiando como uma criança, entregando-me ao menor nível, eu chego perto da minha realização espiritual.

Eu tenho que começar a minha ascensão espiritual do zero. Quanto mais eu me aproximo do zero com meus pensamentos, desejos e ações, mais eu realizo a adesão ao grupo e o obrigo a se preocupar comigo. Eu começo a receber a influência correta de dentro do grupo. Não importa qual o nível em que ele se encontra no momento. Esta influência possibilita que eu anule o meu amor-próprio, saindo da casca egoísta (Klipa), da inclinação ao mal, e inicie o trabalho espiritual.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/04/13

Uma Abordagem Madura Dos Problemas

Dr. Michael LaitmanUma abordagem madura dos problemas é quando você sabe que só pode alcançar o objetivo superando o problema. Você supera os sentimentos desagradáveis ​​em seu desejo de receber, acima da escuridão, e lá você pede pela conexão com o grupo, com o Criador. Mesmo a sua oração é falsa e, internamente, você só espera que o problema acabe, que a escuridão se dissipe pelo menos um pouco, de modo que você consiga descansar, relaxar e se sentir seguro em certa medida.

Mas você se segura e busca a conexão e adesão com o grupo, com os livros e com o professor. Você é como um bebê que quer que eles lhe segurem em seus braços. Você busca todo o apoio que pode obter, o qual lhe permite pedir não que a escuridão se dissipar, mas sim subir acima da escuridão e pensar no Criador, e não em seus próprios sentimentos. Sua preocupação é dar satisfação a Ele e não a si mesmo.

Se você pode pensar desta maneira, então, desse modo, você já sente alegria. Quando você consegue desejar dar uma satisfação ainda maior ao Criador por meio do grupo e todos os outros meios, então você sente uma alegria ainda maior. Se você não conseguir, você deve pedir isso, de modo que você vai sentir a vida nos vasos externos, nos vasos estrangeiros, ou seja, “fora de sua própria pele”, onde está a sua alma.

Os sintomas da “doença” vão embora, já que você vai parar de pensar neles e vai aderir ao Criador e não aos sintomas corporais. Você vai sair de sua pele, como se você morresse, e aderir ao Criador, à alma, e não ao corpo. Isso é chamado de “viver na fé acima da razão”, sair de si mesmo, a transição entre a vida e a morte, pelo menos até certo ponto.

Então você gradualmente acrescenta a esta transição e, assim, vence a morte. Nós precisamos pelo menos entender o padrão dessa transição, e daí tudo será de acordo com o mesmo princípio, da mesma forma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/13, Shamati # 36

125 Graus De Revelação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Cada um de nós já preencheu sua medida de esforço pessoal, e somente se nos conectarmos por meio de um pequeno golpe coletivo, vamos avançar. O que significa esse golpe coletivo? Eu tenho que esclarecer o estado geral de todo o grupo, em vez de meus esclarecimentos pessoais?

Resposta: Um golpe não é um esclarecimento mental, mas um esforço em nosso coração, a fim de sermos incorporados um no outro, a fim de nos conectarmos e nos dedicarmos à sociedade, de modo que eu possa atrair a Luz que Reforma aos amigos. Isso é o que cada indivíduo deve fazer por todos.

Nós estamos num círculo, e se todos se anulam e acrescentam seu desejo a esse círculo, então podemos construir uma determinada zona de doação geral, do desejo geral, dentro do círculo. Todo mundo se anula, restringe-se ao nível da primeira restrição (Tzimtzum Aleph – TA), numa Masach (tela), e tenta estar em estado de doação a todos.

Acontece que nós construímos um coração e mente comum entre nós que é semelhante ao Criador. A força de doação, a Luz, aparece de acordo com a equivalência de forma. Toda esta zona coletiva que está cheia de Luz é chamada de alma geral, porque a Luz que preenche o vaso é chamada de alma ou revelação do Criador.

Esse padrão continua durante todo o caminho. Existem 125 graus do meu ego: do 1º ao 125º grau. Eu os descubro um por um, restrinjo cada um ao nível da primeira restrição, então a Masach, o estado de pequenez, e, depois, o estado de grandeza, enquanto sou incorporado em todos. Este é o nosso trabalho.

Assim, ao subir acima do meu ego, eu construo 125 graus de ascensão, a entrada no coração coletivo geral, em todos. Em seguida, isso se torna o mundo de Ein Sof (Infinito) para mim, isto é, cheio da Luz de Ein Sof. Onde posso eu descubro isso? Na conexão com todos os amigos, a qual toda a humanidade se junta mais tarde. Atrás de cada um de nós estão milhões de outras pessoas que se juntam a nós e se conectam através de nós, que estão incorporadas na força geral coletiva que formamos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/03/13, Escritos do Baal HaSulam

Como Podemos Confiar No Grande Impostor?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 14: Uma vez eu interpretei o ditado de nossos sábios, “Aquele cuja Torá é o seu negócio”. A medida de sua fé é evidente em sua prática da Torá porque as letras da palavra Umanuto (seu negócio), são as mesmas (em hebraico) que as letras da palavra Emunato (sua fé).

É como uma pessoa que confia em seu amigo e lhe empresta dinheiro. Ela pode confiar nele num quilo, e se ele pede dois quilos ela se recusa a emprestar-lhe. Ela também pode confiar nele em cem quilos, mas não mais. Além disso, ela poderia confiar nele o suficiente para lhe emprestar metade de suas posses, mas não todas as suas posses. Por último, ela pode confiar nele em toda a sua propriedade sem um pingo de medo. Esta última fé é considerada “fé completa”, e as formas anteriores são consideradas “fé incompleta”. Particularmente, é fé parcial, independentemente de ser mais ou menos.

Pergunta: Se eu confio totalmente em alguém, deve ser alguém que eu conheço muito bem, que é honesto e que eu confio. Aqui, pelo contrário, nós estamos falando do Criador, que está completamente oculto de mim. Como posso confiar Nele?

Resposta: Além disso, de acordo com o exemplo, é a pessoa quem vê o Criador como o maior impostor. Caso contrário, não haveria qualquer problema.

Pergunta: Onde é que a pessoa encontra forças para se elevar acima de sua razão, quando o Criador é retratado a ela como um grande impostor?

Resposta: É somente a partir da Luz que Reforma. Isso porque nós não temos nada, exceto um ponto de autodiscernimento que também foi criado pela Luz. Nós ainda não entendemos que não temos nada. Todos os nossos discernimentos são corpóreos e é impossível esclarecer qualquer coisa espiritual com eles.

Então, o que resta? O ponto no coração, uma pequena inclinação de se elevar acima do ego, e da sociedade externa, uma imagem do grupo externo que reflete a imagem do Criador e com a qual devo cooperar, assim como com o Criador. Isto é tudo o que tenho: um ponto no coração e o grupo.

Além disso, existe uma força superior a qual posso me voltar se tento ser incorporado aos amigos. Anulando-me, eu quero que a força de doação que reside neles resida em mim também, mas não porque eu quero ser salvo dos golpes e problemas. Não! É porque com esses golpes, eu tenho algo para dar aos amigos. Mesmo se eu sofrer, eu posso acrescentar algo, eu posso lhes dar a minha devoção.

Pergunta: Como eu posso manter, e não anular, a minha resistência interna ao desejo do superior?

Resposta: Eu não posso aconselhá-lo aqui. A Luz orienta você, e sua orientação lhe concentra em seu desenvolvimento interior. No caminho, a pessoa começa a ver e sentir como o sistema é construído e como suas partes estão conectadas. Ela descobre isso internamente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/13, Escritos do Rabash

Uma Descida É O Momento Para O Salto Para Cima

Dr. Michael LaitmanVasos espirituais são feitos do desejo de receber e sua restrição, da Masach (tela), e da vergonha que está contida nele. A vergonha é por não ser capaz de transformar-me em doação e de ter medo de ligar todos os estados que atravesso Àquele que doa.

Quando me elevo depois de uma descida da sensação de mal e dessa altura examino o estado anterior, vejo que não era ruim. Eu entendo que a descida foi a preparação para a ascensão atual. Eu começo a amar e valorizar o estado anterior e ser grato por ele, pois sem essa descida, eu não seria capaz de subir agora.

Isto me permite valorizar ainda mais a minha subida, uma vez que ela vem para corrigir as falhas anteriores. Então, eu corrijo esta subida com a minha nova atitude em relação a ela e aprendo com essa experiência para o futuro. Agora, eu sei que tenho que me preparar para o próximo estado, para a próxima descida, para que eu seja capaz de controlá-la o máximo que puder e trabalhar acima da razão.

Há muito poucas chances de trabalhar acima da razão num estado de subida, mas a descida nos ajuda aqui. As descidas são realmente os estados mais úteis, não as subidas.

O trabalho de uma pessoa é agradecer pelo passado e, assim, preparar-se para o futuro. Nós devemos sempre dizer que tudo o que aconteceu até agora, seja um conflito com os amigos ou o que quer que seja, foi feito pelo Criador e que não há outro além Dele. Você deve adicionar todos esses estados à revelação do Criador para você, seja na forma de Sua parte “posterior” se for uma descida, ou na forma de Sua “face” se for uma subida.

No futuro, nós temos que estar preparados para o que quer que aconteça. Isto é chamado de entrega (devoção) total. É para isso que nos preparamos no grupo através do investimento em nossos esforços em garantia e ajuda mútua, que, por fim, voltar à própria pessoa.

Tudo depende da nossa preparação. Se ficarmos de braços cruzados e não fizermos nada, dificilmente vamos sentir quaisquer descidas e subidas, mas apenas ligeiras alterações em nosso humor. No entanto, se nos preparamos na conexão com os amigos, seremos capazes de gerir o ritmo do nosso progresso e ver positivamente todos os nossos estados avançados: tanto as subidas como as descidas.

É mais difícil se relacionar de forma decisiva com uma subida do que com uma descida. Na verdade, quando nós estamos numa subida, estamos sob a influência do prazer que nos preenche totalmente e não nos permite esclarecer o estado em que estamos e controlar os desejos.

Durante a descida, no entanto, é o seu desejo que o obriga a procurar ajuda e até mesmo a salvação. Portanto, como está escrito, “O Faraó aproximou os filhos de Israel de nosso Pai Celestial”. Os desejos que são revelados durante uma descida – no exílio, no sofrimento e na sensação ruim – são aqueles que aproximam a pessoa da meta, enquanto as subidas realmente não nos ajudam a avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/13, Escritos do Rabash

No Campo Magnético Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é uma oração?

Resposta: A oração é um pedido para que o Criador me dê o poder de doação. O poder geral de doação, no qual o mundo se baseia, habita no mundo; é a base do mundo. Este poder é chamado de Criador, Emanador, e é o fundamento de toda a realidade. Se eu me volto a ele, eu só posso pedir o poder de doação. O que mais este poder poderia me dar?

Eu peço que esse poder se aproxime de mim, ou seja, me influencie mais com o seu poder de doação. Mas quando o Criador começa a me afetar com Sua doação, eu posso me agarrar a isso de várias maneiras. Se eu estou pronto para isso e tenho características semelhantes, eu sinto Sua aproximação como boa para mim. Mas se eu tiver características opostas, eu percebo Sua aproximação como algo ruim.

Portanto, há duas formas de captar a Luz: Como um “galo” ou como um “morcego”. Por que o morcego pede a Luz, que será como a escuridão?

A oração é chamada de ressurreição de MAN (Mei Nukvin). O desejo feminino (Nukva), meu desejo de receber, quer subir ao nível de Bina; ele está pedindo para receber a característica de doação.

Oração é quando nos dirigimos ao Criador, à Luz, à característica de doação, pedindo que esta doação habite em nós e se torne nossa própria característica. Eu não posso ser como o Criador, “uma parte do divino acima”, mas quero que Sua característica comece a me dominar.

Enquanto o Criador me ilumina através de Sua doação, esta característica é encontrada em mim, e nessa medida eu tenho essa característica. Mas se o Criador tira Sua doação de mim, eu caio imediatamente. É como se uma força magnética estivesse me mantendo no ar como um pedaço de metal. Ela atua em mim o tempo todo, e por isso estou suspenso no ar. No momento em que essa influência para, no momento em que o ímã para a transmissão do seu fluxo, a força que mantém o pedaço de metal, e seu campo desaparece, logo em seguida esta peça cai.

Portanto, nós também recebemos a força de doação. Nós não a recebemos diretamente em nossa natureza; em vez disso, nós sempre permanecemos com a natureza do desejo de receber, como a peça de metal suspensa no ar. Ela pode ser suspensa no ar apenas devido à influência da Luz. Portanto, a oração nunca deve parar; nós dependemos do Criador o tempo todo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/03/13

A vida é cheia de surpresas

Superar não é lutar como um herói. Superar é descobrir nossa fraqueza através do ambiente, através de tudo o que nós aprendemos. A sabedoria é não olhar para dentro de mim mesmo visando quais poderes devo superar, mas sim, entender que tudo é organizado pelo Criador em cada passo e cada pequeno detalhe. Tudo isto está a meu favor, para o meu avanço, para me ajudar a alcançar a adesão.

Portanto, eu estou feliz com todos os estados que vêm. Como está escrito: “Mesmo quando uma espada afiada é colocada sobre o  pescoço, não se deve desesperar da misericórdia.” Não se deve desesperar da misericórdia uma vez que tudo é calculado.

Se uma pessoa mantém-se acima de todas essas provações, que pode até chamar de “surpresas”, então ela não tem nada a temer. Ela se sente segura em adesão com o Criador.

Superar é quando eu supero rapidamente todos os pensamentos e todas as inclinações para um lado ou outro e chego a uma solicitação. Deixo todas as preocupações e sendo jogado de lado a lado  e chego a um pedido ao Criador. Eu não o peço que mude meu estado, mas sim para ter o poder de permanecer em adesão com o Criador, a fim de não facilitar as coisas para mim, mas, a fim de lhe trazer contentamento.

Por isso, assim que o estado termina, eu vou para o próximo estado onde uma surpresa ainda maior está preparada para mim. Assim, verifica-se que a vida é cheia de surpresas.

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Da preparação para a Lição Diária de Cabala de 4/4/13

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Nós Não Somos Escravos De Escravos, Mas Sim Servos Do Criador!

Dr. Michael LaitmanRabash, “Dargot HaSulam“, artigo 932, “A Primeira Inovação”: Todas as inovações só começam após a pessoa merecer deixar a aquisição para si mesma. Antes disso, ela está totalmente imersa em seu desejo de prazer, e este desejo a domina. Portanto, nenhuma inovação pode acontecer nela, tudo vem apenas de seu ego. Uma inovação só pode vir através do poder de outra natureza, que a pessoa ainda não tem. Por este motivo, todas as inovações só começam depois que a pessoa deixa o seu ego, o desejo de receber para si mesma, isto é, ela deixa o Egito.

E esta é a idéia de que é proibido ensinar Torá aos adoradores de ídolos.

A pessoa que serve a outros deuses ainda não tem contato com o Criador, não saiu do Egito. Este é o nome de um nível espiritual. Portanto, uma pessoa normal deste mundo não deve chamada assim. Adoradores de ídolos são pessoas como nós, que são atraídas ao Criador, mas ainda atribuem particular importância aos valores materiais, à recepção para si mesmo.

Por esta razão, elas são chamadas de AKUMA (um acrônimo para “Servos de estrelas e constelações”, e também desvio ( Akum ), “indireto”). Você vê que elas não estão dirigidas “direto ao Criador” (Yashar-El), como Israel, mas sim adoram estrelas e o destino, o que significa que são dominadas por várias forças e valores egoístas.

É proibido ensinar Torá para adoradores de ídolos. “Proibido” significa impossível. Você vê que a Torá é a Luz, todo o sistema superior, todos os mundos espirituais, as relações entre a pessoa e o Criador. É impossível ensinar isso a um idólatra, que se encontra na receptividade egoísta e não tem nenhuma conexão com o sistema de doação.

E, de fato, quando a pessoa está no Egito, ou seja, na receptividade egoísta, ela não pode ser um Yehudi, (da palavra “Yichud” – unidade, que significa unir-se com toda a criação e com o Criador), porque está escravizada ao Faraó, rei do Egito. A pessoa é escravizada pelo seu ego, o rei do mundo material.

E quando ela é escrava do Faraó, ela não pode ser serva do Criador. Ou é o Faraó ou o Criador, porque tudo depende da intenção com que uma pessoa se identifica e que ela quer servir: benefício pessoal ou doação.

“E esta é a ideia, ‘Porque os filhos de Israel são meus’, eles são os meus servos”, diz o Criador, “e não sejam escravos de escravos”. Você vê, o Faraó também é um servo do Criador, ele é um anjo, e é um sistema que realiza o pensamento da criação por compulsão, sem qualquer liberdade de escolha. O Faraó é um anjo; você vê que está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”. Toda a criação, todo o ego se encontra nas mãos do Criador. E se a pessoa serve em nome do Faraó, ela é chamada de “escravo de escravos”, pois ele serve o escravo e não o Mestre.

Quando a pessoa serve a si mesma, ela não pode ser serva do Criador, pois é impossível servir a dois reis ao mesmo tempo. E só depois que a pessoa deixa o Egito, depois que ela recebe suficiente Luz que Reforma, elevando-o acima de seu desejo de prazer, que é da recepção para si mesma, então ela pode ser serva do Criador. Mas, para continuar a ser serva do Criador, ela precisa escolher isso o tempo todo: em cada momento, com cada desejo Então, ela está pronta para merecer a Torá. Segue-se que a primeira inovação é a saída do Egito.

A Torá começa com a saída do Egito em diante. Portanto, depois disso ocorre a entrega da Torá. A Torá inclui toda a Luz do Infinito, toda a Luz superior que preenche os mundos superiores e é projetada para a correção gradual do desejo de receber da criatura, até que ela chega à  equivalência de forma com o Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/03/13