Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Uma Segunda Chance Para Aqueles Que Não Conseguiram Sair Na Primeira Vez

Dr. Michael LaitmanDo artigo do Rabash “Para Aqueles que Estavam no Caminho Distante, a Páscoa é Adiada para uma Segunda Páscoa”: Quanto maior for a fé da pessoa no Criador, mais ela se sente separada do Grande Rei e mais sente a própria pecaminosidade – proporcionalmente ao grau da fé na Sua grandeza. Consequentemente, um homem justo (aquele que apreende a Grandeza do Rei) peca mais do que um homem normal.

Se a pessoa reconhece que é pecadora, isso significa que recebeu permissão de Cima para se aproximar um pouco da Divindade e foi concedida a oportunidade de compreender que havia pecado.

Diz-se: “O Criador perturba o justo na espessura de um fio de cabelo”. Se a pessoa sente que pecou, ela ​​não se deve ter medo disso, pois é sinal de que ela foi elevada do Alto. É por isso que ela deve se fortalecer e aceitar o fardo do Céu, então ela alcança o sucesso.

Conforme a proximidade da pessoa com o Criador, o sentimento de insignificância, maldade e desapego Dele se torna mais forte, o que significa que tudo funciona ao contrário. A pessoa religiosa comum não segue um caminho espiritual; ela ora e pensa que está perto do Criador. No entanto, a pessoa que passa a conectar a sua proximidade com o Criador com suas propriedades pessoais já é capaz de avaliar a si mesma de forma mais justa. Assim, em consequência, ela avalia a distância entre ela e o Criador. Cada avaliação fica mais precisa; ela permite ver o quão longe o Criador está realmente.

Nós percebemos que a distância entre nós e o Criador aumenta e que temos que observar muitas condições para superar o isolamento e nos aproximar Dele. Isso explica por que está escrito que “o Criador ‘perturba’ o justo na espessura de um fio de cabelo”. Não é porque Ele o trata mal, mas sim porque aqueles que já estão muito perto de se tornar justos (ou seja, aqueles que estão à porta de uma doação total e pura) calculam a sua equivalência com o Criador numa escala muito fina. Este tipo de cálculo lhes permite ver que eles ainda estão muito longe do Criador, e que devem passar por várias correções.

É por isso que existe o conceito de “Segunda Páscoa”. É para aqueles que não conseguiram sair do Egito durante a primeira Páscoa. Num mês, eles recebem uma nova oportunidade, que é chamada de “a Segunda Páscoa”. As pessoas que sentem que são grandes pecadoras, e cujo caminho é particularmente longo, alcançam sua meta apenas no momento da Segunda Páscoa.

Isso significa que a pessoa não deve se preocupar e se desesperar porque o caminho parece ser demasiado longo para ela, mesmo que muitas pessoas sejam surpreendidas por este fato que as obriga a abandonar seu caminho.

Pelo contrário, é sinal de que elas estão se aproximando da meta! No final, nós temos que chegar a um estado em que o Faraó admite que o Criador é o justo e que ele (o Faraó) é o mau; este é o estado em que o êxodo do Egito acontece.

Da Preparação a Lição Diária de Cabalá 05/04/13

Contato Direto Com o Alto

Não há outro caminho, mas seguir a linha da direita com o melhor de nossa capacidade, seguindo a “fé acima da razão.” Minha experiência pessoal abrangente mostra que muitos dos meus alunos acham difícil entender o que é a linha da direta, uma vez que requer a anulação de si mesmo, permanecendo alegre e observando “fé acima da razão”. Nosso vocabulário convencional nem mesmo contem palavras precisas para descrever isto.

Talvez seja mais claro para você, se eu tivesse explicado isto de uma maneira diferente. Enquanto estamos em um nível inferior, recebemos ajuda do superior no grau do nosso desejo de tornar-se semelhante com o superior. Este processo ocorre em cada etapa: inanimado, vegetal, animal e falante, tanto neste mundo como nos superiores. Na medida dos esforços aplicados pelo inferior em seu esforço para se tornar semelhante com a parte superior, o inferior extrai energia do superior e obriga-o a cuidar dele. É assim que as leis materiais e espirituais de física trabalham. [Leia mais →]

A Porta Fechada Como Desculpa Para Entrar

Dr. Michael LaitmanMesmo se nós soubéssemos que há apenas uma força que age em nossas vidas, apesar de tudo isso, se nós víssemos alguma coisa que não gostamos, nós experimentaríamos algo indesejável, esquecendo imediatamente que nossa visão, nossos pensamentos, nossos desejos e nossas emoções são gerenciados e moldados pelo Criador. Pelo contrário, nós pensamos que somos independentes.

Algum sentimento, ação ou pensamento que seja excepcional e não corresponda às minhas expectativas, é suficiente para que eu não mais esteja pronto para ligar o evento ao Criador. Eu só posso manter a conexão com Ele se eu pensar bem Dele, e inversamente, no momento em que penso mal Dele, isso nos separa; então eu penso em outra força e atribuo isso a outras pessoas, a mim mesmo, à natureza, mas não à Fonte única.

No entanto, mais tarde eu volto novamente a pensar no único poder que atua em tudo. Assim é como nós aprendemos a conectar todos os estados e tudo ao Criador. Ele desperta vários estados desagradáveis dentro de nós, para que, apesar ou acima da separação, nós nos conectemos a Ele, para que não sejamos dependentes de nossos sentimentos, de nossa compreensão, mas desejemos nos conectar à Sua emoção e poder.

Uma pessoa não tem outra correção, exceto atribuir todos os momentos pelos quais ela passa agora e no futuro diretamente ao Criador. Desta forma, ela justifica a criação, porque todos os mundos e todos os tempos foram criados apenas para dar forma dentro dela ao sentimento do Criador. Tudo é concebido apenas para nos dirigir à descoberta do Criador.

Nós supomos que a realidade atual oculta o Criador de nós. No entanto, isso não é assim, porque, se nos relacionamos corretamente com tudo o que está acontecendo, em vez de com uma realidade que se oculta, nós vemos uma realidade que se revela. Tudo depende especificamente do nosso relacionamento para com isso. É precisamente através da ajuda dos poderes da repulsa que podemos avançar.

Por conseguinte, a sabedoria da Cabalá divide as pessoas em “ímpios” e “justos”. Sempre que o ímpio rejeita, o justo avança, porque ele quer justificar que tudo o que acontece com ele é feito para o seu avanço.

O objetivo principal de uma pessoa é chegar à sensação da realidade do Criador que preenche tudo, a única força que atua em todo o sistema, em toda a realidade. Cabe à pessoa investir toda sua energia nisto sem envolvimento em qualquer outra coisa, sem se confundir com outras metas.

Sentir o Criador significa adquirir a força de doação. Assim, não vale a pena pensar em mais nada, porque a recompensa por todos os nossos esforços ao longo da vida é que em cada momento nesta realidade nós temos o privilégio de estar com o poder de doação, através do qual podemos começar a compreender e sentir o Criador. Nós O vemos como o doador.

Para que a pessoa aborde esta questão corretamente, ela não existe sozinha. Em vez disso, ela se encontra no âmbito dos sistemas sociais que irão ajudá-la. Não é por acaso que, ao longo da história, as pessoas se reuniram em vilas, cidades e nações; e hoje elas estão misturadas em determinadas unidades sociais.

No entanto, existe um tipo de conexão que nós devemos construir artificialmente. Ao contrário de outras formas, ela não é derivada do processo evolutivo natural, embora sem ela, o progresso seja impossível. Nós estamos falando de uma única sociedade ou grupo em que, especificamente, dentro dele, nós precisamos ver as mudanças pelas quais passamos no caminho para o Criador.

Além disso, Rabash escreve que, apesar de eu ver os rostos das pessoas ao meu redor, eu devo crer que o Criador está por trás deles, que Ele faz todas essas ações, obrigando-as a fazer o que estou vendo. Algumas sorriem, choram, gritam ou dão gargalhadas para mim; isso não importa. Cabe a eu ver o Criador em tudo isso, apresentando-Se a mim desta forma. Na vida normal, através do ambiente, eu devo penetrar através deles na fonte que os governa.

O Criador faz tudo, escreve Rabash, mas a pessoa julga de acordo com o que seus olhos veem, de acordo com o comportamento, de acordo com as faces, de acordo com as leis da natureza e assim por diante, e não de acordo com sua crença.

Estando entre bilhões de pessoas, eu devo entender que tudo o que está acontecendo, desde as notícias mundiais até os eventos menores a minha volta, é uma apresentação do Criador para mim. Isso é o que eu preciso entender e aceitar, para tentar descobrir a boa vontade por trás das “cortinas”, para me aproximar Dele, para descobri-Lo apesar de todo este “teatro”.

Rabash continua e diz que alguém que vê o rosto de seu amigo está, na verdade, vendo o Criador. Fora do seu corpo, existe somente o Criador. Então, nesse sentido, a pessoa é a verdadeira criatura.

Especificamente, eu sou a criatura, e tudo o mais é a parte do Criador que quer que eu me sinta separado de Sua realidade através disso. No entanto, além de mim, só Ele preenche tudo. Dessa forma, eu vejo diante de mim o Criador, a Luz superior, e todas as formas que Ele recebe são desenhadas pelo meu ego, dividindo-O em partes com diferentes formas e tamanhos. No final, eles retratam diante de mim as várias partes da natureza: inanimada, vegetal, animal ou humana.

Além disso, o Criador preenche tudo, e, portanto, se eu estou mentindo para um amigo, eu estou mentindo para o Criador. Se eu machuco um amigo, eu machuco o Criador. Se me relaciono com os amigos substantivamente, eu posso avançar rapidamente para uma correta compreensão. O mundo inteiro será visto por mim como inteiro, perfeito e sujeito a uma maior orientação, de que tudo é direcionado para me levar à Raiz.

Se for assim, então não há realmente quaisquer outras pessoas em toda a realidade. Há apenas eu e o Criador. Todos os outros componentes agem na capacidade de um elo, um “intermediário”, um adaptador entre nós.

Portanto, Baal HaSulam escreve que, antes de cada ação, eu devo dizer a mim mesmo que estou agindo de forma independente e que o sucesso depende de mim, e após a ação, eu devo compreender e me responsabilizar pelo que aconteceu. Eu devo tentar compreender que tudo foi construído desde o início pelo Criador. O resultado era conhecido desde o início. Portanto, depende de mim aceitar tudo incondicionalmente, pois isso foi estabelecido desta forma desde o início.

No entanto, é proibido declarar que tudo era conhecido desde o início e que não há nenhuma necessidade em fazer algo. Se nós aceitamos a conduta do Criador sem realizar as ações, apenas porque é possível atribuí-las a Ele, então nós não mudamos. Assim, nós vemos o mesmo resultado em uma forma diferente, pois se eu não estou mudado, eu me sento com os braços cruzados ou faço algo sem ligação com a minha independência e sigo o “redirecionamento” do Criador; seguindo, então eu avanço através do sofrimento e golpes.

No entanto, se por trás da conduta do Criador, eu dedico tempo para agir por conta própria, e depois levo tudo de volta à “autoridade suprema”, ao Criador, se eu ajo a fim de igualar a minha participação a participação Dele, então assim, eu sou mudado. Num salto, eu me elevo a um novo nível por meio do “eu vou acelerá-lo”.

Esta é toda a diferença. O mundo passa por muito sofrimento porque quer mudar algo por conta própria. A mudança é necessária, mas a outra metade está faltando, e isso é o que nós queremos explicar à humanidade.

Da Convenção em Nova Jersey 11/05/13, Lição 3

O Efeito Da Aplicação Do Método Integral

Dr. Michael LaitmanPergunta: Depois das primeiras discussões integrais em círculos, as pessoas que participaram deles disseram que, quanto mais elas usam este método, mais egoísta se tornam.

Resposta: Elas começam a ver a sua natureza como egoísta, começam a ver a si mesmas. Isso é bom. Ou seja, há realmente um motivo para se conectar. Não tenham medo disso. Elas não terão quaisquer fenômenos negativos, desvios ou depressões. Seu ego está apenas sendo revelado em sua forma integral. E isso é bom. Isso significa que uma necessidade maior de se conectar está surgindo entre elas.

Da Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13, Lição 3

Ver A Unicidade Do Criador

Dr. Michael LaitmanO tema da primeira aula da Convenção em São Petersburgo é “Não há outro além Dele”. Este é o tópico principal que nós sempre estudamos.

Em princípio, nós estamos numa realidade especial chamada “Criador” e temos que revelá-Lo. O “Criador” (Bore) significa “venha e veja” (Bo-re em Hebraico). Se nós já habitamos Nele, na Luz branca superior, então só Ele age e não há outro além Dele. Apenas Ele nos “delineia” e nos forma; Ele é o primeiro e Ele é o último. Todos os nossos pensamentos e atos decorrem das ações desta Luz superior. Não existe nada exceto Ele.

Nós observamos as formas inanimadas, vegetativas e animadas nas quais o Criador age de forma plena, obrigando-as a fazer todos os movimentos. Elas não têm nenhum livre arbítrio, estão inteiramente sob Sua influência direta.

Por outro lado, nós temos certo ponto, criado por Ele, aparentemente existente fora Dele. Este ponto nos dá a oportunidade de conhecer o Criador, o único que nos afeta. Na verdade, desta forma nós não vamos a algum lugar lá fora, não nos tornam distantes Dele e não violamos quaisquer das Suas ações. A realidade permanece a mesma: não há outro além do Criador. No entanto, devido a este ponto que parece ser abstraído Dele, eu posso analisar a mime mesmo e a Ele, eu posso deliberadamente e conscientemente chegar ao único estado existente no qual não há outro além Dele.

Eu alcanço o Criador devido a este trabalho. Eu atribuo cada fragmento de realidade à Sua unidade, e assim eu alcanço todos os Seus atos, todos os passos, diretos e opostos a Ele, que Ele dá. Assim, retornando ao estado de unidade e unicidade do Criador, eu fico em todo o poder que Ele tem me dado e percebo que realmente não há outro além Dele.

Assim, eu dou prazer a Ele, e este é o maior prazer que posso Lhe dar, isto é, eu mesmo. Afinal, não há outro além Dele.

Portanto, agora nós precisamos, contra nossa vontade, nos tornar incluídos razoável e deliberadamente no conceito: “Não há outro além Dele”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/13, Preparação para a Convenção em São Petersburgo

Verificando A Bússola Em Cada Etapa

Dr. Michael LaitmanTodas as nossas ações devem ser direcionadas para a correção final. Caso contrário, esta ação é imperfeita. Nós buscamos sempre o final e nesta base considerarmos todos os estados.

Em seu tempo, Abraão mandou enviados para os países orientais. Os patriarcas tiveram que lidar com Agar e Ismael (que representam a linha à direita), com Esaú (representando a linha à esquerda), e com Labão e outros personagens (simbolizando várias propriedades). Tudo isso foi necessário para introduzir detalhes específicos de percepção que serão manifestados no final das gerações. As guerras com Amaleque, com as nações que viviam na terra de Israel, não foram limitadas por esse “lugar” – ou seja, parte do desejo – acima do que foi necessário subir e superar naquele momento. Não, tudo visava inicialmente à correção final. Todos os esforços são acumulados e gradualmente adicionados ao todo.

Os patriarcas perceberam as preparações necessárias para receber a Torá, e assim a preparação continuou pelo caminho da correção do povo de Israel, com a mesma intenção, para estar pronto para corrigir o mundo.

Há mais cálculos do que parece. Todas as etapas pelas quais Israel tem atravessado são causadas não só pelas necessidades do seu desenvolvimento, mas também pela sua finalidade: tornar-se o meio de correção para o mundo. Essas pessoas receberam a Torá não só para se corrigir, mas também para estar prontas para ajudar o mundo mais tarde.

Baal HaSulam escreve sobre isso em seu artigo, “A Entrega da Torá” e “A Garantia Mútua”. Tudo está interligado e o fim da ação está inato no plano original, e é por isso que devemos manter o curso ao Infinito (Ein Sof).

Afinal, a cada degrau da escada espiritual, a uma resolução cada vez maior, com maior definição; nós alcançamos o mundo do Infinito, um sistema analógico redondo e integral, onde tudo está interligado. Seja um feto no ventre da mãe, um bebê, uma criança, um adulto, nós sempre estamos falando de um sistema perfeito, que tem todas as peças necessárias. É apenas que alguns deles são incorporados num desenvolvimento potencial, enquanto outros já foram formados.

Realmente não importa o que está diante de nós: um “gene espiritual” (Reshimo) no qual o mundo está escondido ou o mundo inteiro. Eles são a mesma coisa. É que primeiro nós alcançamos a Reshimo, e depois ela se abre em nossa percepção.

Portanto, o sistema é sempre perfeito. É o mesmo Infinito. Ele só é revelado dependendo da pessoa que o alcança. É por isso que ao querer atingir a espiritualidade, eu devo imaginá-lo completamente corrigido. Caso contrário, eu não o alcanço através do meu desejo, eu não pretendo doar.

O cálculo é o seguinte: no estado corrigido, eu doo ao Criador. Para isso, eu devo preparar os vasos de recepção, ou seja, as “nações do mundo”. Para isso, eu tenho que me preparar para estar conectado a eles. Assim, estendendo a linha do fim até o começo, eu começo qualquer ação.

Por outro lado, se em todas as minhas ações eu não busco a correção do mundo, a fim de trazê-lo para o Criador, se eu esqueço que Ele é revelado e desfruta precisamente o desejo do mundo, se eu não permeio minhas ações totalmente com doação, então eu não faço nada. Assim, eu sou como um plugue que obstrui o caminho de todos e que representa as forças de impureza.

A cada passo, nós devemos criar esta imagem mental, esse cálculo, constantemente adicionando a ela e expandindo-a. Em primeiro lugar, eu calculo beneficiar a mim mesmo, depois a minha família, depois a minha cidade, o meu país, e, no final, toda a humanidade. Como o Baal HaSulam escreve, hoje nós somos todos uma família. Portanto, eu poderia me isolar do mundo? Nesse caso, eu não estou me dirigindo à doação.

Assim, cada vez, na medida das minhas forças, eu preciso imaginar toda a cadeia até o fim. Isso é suficiente para me tornar semelhante à Luz e atraí-la à correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Nós Podemos Nos Defender Contra O Criador?

Dr. Michael LaitmanO Criador se revela como uma força que age em toda a nossa realidade dentro e fora da pessoa. Isto deixa-nos — aqueles em quem o ponto no coração despertou — um ponto de livre-arbítrio, do qual podemos estudar e entender o Criador, que age em nós e que nos rodeia por todos os lados. Todas as outras pessoas que pensam que são independentes simplesmente não percebem que são operadas pela natureza ou o Criador (que são a mesma coisa) em cada ação, cada pensamento, cada palavra e cada passo.

Quando nós pensamos sobre o sentido da vida, sobre a causa, a fonte, nossas perguntas derivam de nossa insatisfação com a vida. Assim é como o Criador nos desperta e nos empurra para a busca. Portanto, na “Introdução ao estudo das Dez Sefirot,” item 42, Baal HaSulam diz que a razão para todo o sofrimento neste mundo é a nossa falta de compreensão da Providência superior. “… E digo-vos que essa razão preliminar é nada menos que a ‘falta de compreensão em Sua Providência sobre Suas criações’, que nós não O compreendemos corretamente”.

Não compreendemos o Criador, e os golpes vêm para nos despertar a procurá-Lo, descobri-Lo e ver que Ele é o único que age em nós. Assim, nós subimos ao mesmo nível onde Ele é revelado a nós, onde Ele controla toda a realidade.

Desta perspectiva, nós começamos a entender o que Ele faz. Toda a nossa história se abre diante de nós, todo o “mapa”, todo o processo que cada um de nós passa através de muitas reencarnações. Nós vemos de onde viemos, para onde estamos indo e por que tudo é organizado do jeito que está. Tudo se abre diante de nós, e embora possamos apontar para o passado, o futuro e o presente, nós sentimos que é a mesma coisa. É como se olhássemos para a imagem da realidade que está espalhada diante de nós a fim de nos elevar e trazer à sensação completa do Criador.

Se uma pessoa se sente assim com relação a tudo o que acontece consigo, se ela entende que tudo vem de uma única força, para que ela O descubra, entendenda e sinta, e seja capaz de ver toda a realidade como Ele — então ela se relaciona com todos os eventos em sua vida de forma prática, e não confunde nada pessoal com o que ela sente. Outra coisa é importante para ela: entender, corretamente, por que o Criador lhe envia os estados que ela atravessa e qual é o benefício neles.

No artigo “Não Há Outro Além Dele” no livro Shamati, Baal HaSulam diz que não há nenhuma outra força, exceto o Criador. Porém, por enquanto, a pessoa vê diferentes forças opostas. Existem forças que a ameaçam e que a apoiam. As primeiras são amigáveis e as últimas são inimigas.

Em geral, eu percebo tudo o que acontece como bom ou ruim. É como se eu estivesse entre a força do bem e a força do mal, uma vez que é como elas são retratadas na minha imaginação.

No entanto, eu devo saber que tudo vem de uma força que intencionalmente me mostra dois lados, e quer nos doar através de duas formas opostas: a força de rejeição e a força de atração. Se eu subo acima dela e entendo que a força de rejeição também pode me estimular para conexão, ela não é mais sentida como boa ou ruim. Afinal, eu me pergunto por que sinto rejeição e reuno meu poder de superá-la. A força do bem, no entanto, pode me confundir e me enfraquecer, e repelir-me do desejo de me conectar, de avançar e de manter a intenção interna.

Assim, eu posso medir a doação do Criador de acordo com meus sentimentos bons e ruins, ou segundo o meu entendimento do papel que Ele joga em rejeitar-me e me trazer para mais perto. Estes dois parâmetros podem ser opostos um ao outro.

O Criador nos doa través destas quatro forças, a fim de confundir-nos, para que nós não entendamos onde estamos e o que está acontecendo conosco, como uma criança que está perdida e confusa. Então, como crianças, precisamos de um adulto, o superior. Precisamos da Sua ajuda, e temos de segurar Sua mão para descobri-Lo e forçá-Lo a cuidar de nós, pois caso contrário, nós sentimos que estamos perdidos. Este é realmente o melhor estado que podemos estar.

Aqui, nós precisamos de um bom ambiente de apoio, para que não escapemos e saiamos do caminho por causa de nossa confusão e para que não comecemos a procurar outros métodos que nos permitam encontrar paz e segurança. Nós não precisamos de tais meios, já que alcançamos o Criador de forma diferente: a pessoa permanece confusa, desamparada e não entende o que está acontecendo e ainda assim não sai. Somente por este caminho ela atinge o clamor correto, quando exige que o Criador se revele a ela e que cuide dela. Então, ela finalmente descobre que não há outro além Dele. Que uma força criou todos estes estados para ela. Isso é exatamente o que fazemos com nossos filhos, para que eles sintam que precisam de nós.

Esta força única controla toda a realidade que Ele criou. Ele nos criou para que fiquemos emaranhados nas complexidades deste mundo e através disso nos aproximemos Dele e precisemos Dele. Ele nos doa através da revelação e da ocultação, através das quais toda a criação avança de volta para esta força: primeiro o homem e, em seguida, os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza. Todos eles são incorporados no homem e todos eles alcançam a mesma raiz única de onde vieram.

Quem é recompensado com esta revelação imediatamente vê o futuro de toda a realidade. Você não chegou a isso ainda, mas você será capaz de ver tudo, desde a raiz. Quando eu dirijo, não vejo o que está a centenas de quilômetros à frente, mas posso ver claramente toda a estrada desde um satélite. Nós só devemos subir e, então, tudo aparece diante de nós.

Minha conexão com o futuro depende da altura desta subida, de modo que se eu estiver totalmente aderido ao Criador, o futuro e o presente se tornam o mesmo para mim. Eu sinto os estados pelos quais devo passar e o estado final, e assim eu avanço.

Então, eu descubro que todas as ocultações foram feitas apenas para revelar o Criador. Ele se oculta de propósito em diferentes estados, por trás de más ações e estados assustadores, por trás de grande confusão, para que eu me agarre a Ele e não O deixe ir, como uma criança para quem a mão do pai é a proteção de todos os problemas. Assim é como também nós devemos imaginar a nossa relação com o Criador.

Quando nos unimos com Ele, alcançamos Ibur (gestação). Nós queremos estar Nele primeiro por causa do medo, porque queremos nos esconder. Mais tarde, quando crescemos um pouco Nele, Ele começa a nos ensinar Sua sabedoria, Seu conhecimento e como Ele realmente age.

Assim, nós crescemos durante os nove meses da Ibur espiritual, até nascermos no mundo. Depois, nós vamos através dos estados de Yenika (sucção), pequenez e grandeza, quando já entendemos toda a criação do início até o fim. Nós não descobrimos isso ainda, mas vamos descobrir.

Esta revelação vem apenas através do desamparo. Caso contrário, nós nunca iríamos querer chegar perto do Criador em nosso desejo egoísta. Ao contrário, nós criamos condições para nós mesmos que nos ajudarão a nos esconder da força superior. Tudo o que fazemos na vida serve para nos proteger do Criador: uma casa, dinheiro, seguro, um fundo de pensão, um sistema de saúde. Assim, nós criamos o escudo protetor, para que não precisemos de ninguém. Nós precisamos de serviços sociais, um estado e a humanidade, mas não da força superior. Graças a esses sistemas, abandonamos as diferentes religiões, já que não sentimos que precisamos mais delas. A pessoa não se sente mais tão fraca para que precise orar para alguém e depender de alguém.

O que faz o Criador? Ele nos envia problemas. Depois de construirmos um mundo tão forte, confortável e seguro, esperando pela prosperidade eterna, de repente, vemos que tudo se desmorona e nada é seguro, e que não só amanhã, mas inclusive o momento seguinte é duvidoso. O Criador evoca essas forças negativas na forma de terror, pragas, calamidades naturais, dissolução da família, da sociedade, da economia e assim por diante.

Tudo isso é para que possamos depender menos de nossos próprios poderes e sintamos como somos fracos, em uma maior medida. Acontece que não temos controle sobre nossas vidas. Se começamos a descobrir a força superior, preenchemos todas as nossas deficiências por Ele. Então, nossa vida corporal também trabalha, já que não precisamos mais dos estímulos externos negativos se vemos a importância da boa força e ansiamos por ela.

Assim, a sabedoria da Cabalá volta-se para toda a humanidade, em sua forma original ou como método de educação integral, e explica que devemos nos aproximar da força da natureza que age em toda a realidade. A palavra “Criador” é igual à palavra “Natureza” em Gematria. No futuro, nós vamos sofrer ainda mais e nenhum progresso tecnológico, científico ou econômico, ou em qualquer outra área nessa matéria vai nos ajudar. Somos muito fracos.

Acontece que o Criador é a única força que atua na realidade. É como um campo enorme que cobre toda a realidade em todos os lados. Nosso principal trabalho é descobrir esta rede que gerencia tudo.

Da Convenção em Nova Jersey 11/05/13, Lição 3

As Imagens Da Realidade Que Ganham Vida

Dr. Michael LaitmanA verdadeira realidade é o Criador, porque Ele existe por conta própria, independente de qualquer força adicional. Ele simplesmente existe e pronto! No entanto, a existência de qualquer outra realidade exceto o Criador depende de duas forças opostas.

Nenhuma delas sozinha pode fornecer essa existência. Só devido à sua conexão é que eles produzem grãos de nossa realidade artificial, temporária e de curta duração, o que é chamado de criação (Beria), porque está fora (Bar), fora do Criador, e existe apenas sob certas condições. Esta realidade artificial é a nossa vida hoje.

No entanto, o Criador nos deu a oportunidade de entender e conectar a criação de baixo para cima com a ajuda de duas forças opostas: doação e recepção. Assim, nós podemos completar o universo, que foi criado pela propagação destas duas forças de cima para baixo, acrescentando-lhe o nosso próprio consentimento de baixo para cima. Acontece que nós aparentemente damos vida à criação artificial que foi criada pelo Criador, tornando-a real.

Graças ao nosso consentimento, aceitando o pensamento do Criador a fim de nos reunir a partir de duas forças opostas em cada etapa de baixo para cima, nós damos à criação a verdadeira força, sendo parceiros do Criador como iguais, no mesmo grau. Afinal de contas, nós tomamos Sua mente, Sua direção e Sua atitude, e adicionamos essa mente divina superior e a atitude em relação às formas que se espalham de cima para baixo, devido a que elas aparentemente sobem de baixo para cima.

As duas formas, recepção e doação, vêm até nós já preparadas. Nós não somos responsáveis ​​pelo mal, a natureza egoísta e, além disso, pela afável natureza de doação. No entanto, devido ao nosso desejo de boas propriedades, nós damos a nossa própria contribuição, alcançando a compreensão, o conhecimento, acrescentando a nossa atitude pessoal que está se tornando unida com o Criador.

O que importa não são as duas forças em si, recepção e doação, mas sua conexão – consequência, “derivativo”- a noção de união que nasce do trabalho da mente e do coração.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/13, Escritos do Rabash

Unido Com O Criador

Dr. Michael LaitmanNo artigo “Tu me Cercaste Por Trás e Pela Frente”, nós aprendemos como o cavaleiro e o cavalo se movem em perfeita harmonia. Nós, como toda a criação, fazemos o papel do cavalo, e o cavaleiro é o Criador, que o governa de forma total e natural. Não há um movimento que o cavalo faça sem a influência do cavaleiro. Mas o próprio cavalo quer ir junto com o cavaleiro, de acordo com o seu desejo de compreender e prever o desejo do seu dono, de tal forma que o cavalo vai agir antes mesmo que o cavaleiro o influencie. Isso significa que nós temos que chegar a um nível de conexão com o Criador, que agimos em Seu lugar, pensando e sentindo em Seu lugar; isso é o quão forte nós devemos estar conectados e aderidos a Ele.

Aqui nós alcançamos o próximo nível, o próximo problema: Para que estamos fazendo isso? Para dar satisfação ao Criador e não para que nos sintamos bem. Se eu faço as coisas para mim mesmo, eu me separo Dele, devido à diferença de atributos. Portanto, nós temos que pensar no fato de que não queremos apenas a revelação do Criador, mas queremos fazer isso para dar satisfação a Ele.

Então, nós começamos a sentir como Ele quer ser revelado em nós, a fim de nos dar alegria, a fim de nos dizer tudo, e para nos atrair para o seu mundo de eternidade e perfeição. Nosso mundo, que o esconde, isto é, entre nós e Ele, e os nossos corpos e tudo o que nos rodeia, irão gradualmente desaparecer. Então, nós vamos ver apenas a força que administra o mundo e que estamos nela. Na verdade, os cientistas também começam a falar sobre isso hoje.

Portanto, nós temos que começar a sentir dor e alegria como resultado de nossa intenção. Por que queremos revela-Lo: para o nosso bem ou para o bem Dele? Aqui está o último trabalho que o nosso ego tem que fazer. Mais uma vez nós exigimos que o Criador nos dê a intenção de que tudo é Dele e que tudo é para Ele. Todas as perguntas, todas as exigências, todos os pedidos, as orações, todas as queixas, tudo é para Ele.

Nunca tente encontrar o menor movimento dentro de você. Se houver um problema, volte-se direto a Ele, não importa o que seja, e atue com Ele. Se você se concentrar corretamente nessa força, você vai ver como tudo funciona. Isso significa que eu quero revelar essa força, porque existe somente Ele no mundo e somente para que todos nós nos conectemos, a fim de nos tornarmos “um abaixo Dele”, para nos unir como um só “cavalo”.

Nós temos que sentir alegria por estar em contato com Ele, não importa se esse contato é bom ou ruim. Se eu sentir o contato com Ele no pior sentimento, é sinal de que é um bom estado; se eu não me lembro Dele no melhor sentimento, é sinal de que é um estado ruim.

Nós temos que valorizar os estados de acordo com a intensidade do nosso contato com o Criador. Então, vamos nos mover gradualmente de sentimentos em nossos desejos de receber para sentimentos nos desejos de doar. Isso significa que toda a nossa alegria, todo o nosso desejo, já está apontada para Ele, a fim de dar-Lhe satisfação, e, assim, na intenção de dar-Lhe satisfação, nós começamos a receber a Luz superior que nos preenche. O Criador em sua totalidade entra em nós e nós começamos a sentir que somos um todo com Ele, como dois amantes que se conectam.

Da Convenção Europeia 23/03/13, Lição 3

O Significado Da Fusão Com O Criador

Como é que vamos examinar o nosso relacionamento no início e no final do trabalho? Onde começamos e a que devemos chegar no final? A pessoa tem sempre que lembrar que “Não há outro além Dele” e se esforçar para não deixar a autoridade do Um, o poder maior.

Você tem que verificar o que exatamente influencia você, em que estados existem os pensamentos estranhos e emoções que despertam em você, enfraquecendo o sentimento de unicidade da governança superior, e você tem que trabalhar com estes estados. Isso quer dizer que é proibido para você “acidentalmente” afastar-se do estado de “Não há outro além Dele”.

Mesmo que você vá a um mercado ou a um médico, cabe a você saber em que parte de sua compreensão da realidade agora você pretende corrigir a sua falta de aderência ao Criador, Que “Tu me tens encurralado por trás e pela frente”, Que controla você direta e indiretamente. O Criador preparou este estado inteiro desde o começo, mas você precisa completá-lo com a sua atitude.

[Leia mais →]