Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Entre O Positivo E O Negativo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há duas forças na criação: positiva e negativa, o desejo de doar e o desejo de receber, a força masculina e a força feminina. Talvez a conexão entre as forças masculina e feminina esteja faltando para se descobrir a força única chamada “Uno”. Se isso for verdade, como podemos nos conectar?

Resposta: Somente através da inclusão do Criador. Não há outra maneira! Só Ele pode criar harmonia entre o positivo e o negativo. Diz-se “um homem e uma mulher, a Shechiná (Divindade) entre eles”. Um homem e uma mulher, positivo e negativo, estas duas forças opostas nunca serão capazes de se conectar sem a revelação do Criador.

Na natureza sempre deve haver uma resistência entre o positivo e o negativo, onde a energia mútua entre eles se torna proeminente, e é o Criador que desempenha esse papel. Primeiro Ele se revela na forma do ego, a resistência entre o positivo e o negativo, depois Ele conecta tudo num único sistema, e depois, no topo desta resistência, sua revelação torna-se revelada e começamos a senti-Lo.

Nós não podemos realmente senti-Lo. Ele é sentido em nossos desejos, em nossos vasos, na resistência que criamos entre o positivo e o negativo.

Suponha-se que esta é a nossa resistência, positivo ou negativo, o nosso ego (Ego). Se existe uma “corrente” que flui através dela, o que significa que estamos nos conectando apesar do ego, então no topo do resistor (R) nós começamos a revelar o Criador.

O Criador é o oposto do nosso ego, uma vez que Ele criou a escuridão a partir da Luz. Portanto, é em cima deste “instrumento” que descobrimos o Criador. Este “instrumento” é o nosso Masach (tela).

Da  Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13, Lição 3

Apegue-Se Ao Criador Mais Fortemente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se que quem se apega ao Superior não falha, que está acima de todos os problemas. Como podemos aumentar o desejo de apegar-se ao Criador, para superar todas as adversidades e subir acima de tudo o que sentimos do Criador?

Resposta: Nós já discutimos que uma pessoa não pode fazer nada sozinha. Os problemas que o Criador nos dá apenas parecem pessoais. Ninguém tem problemas pessoais, por causa do Kli (vaso) que se quebrou no mundo de Nikudim. Em outras palavras, a alma de Adão que estava no mundo de Atzilut era comum, e todos os problemas são a demonstração da quebra desse estado correto, comum. É por isso que é impossível dizer que não sou corrigido. Não há ser humano que seja assim, porque eu não sou corrigido apenas na minha atitude com relação ao estado comum que foi originalmente criado.

A quebra não ocorreu em cada um de nós, mas entre as partes da alma comum, e é por isso que precisamos corrigir a conexão entre nós. Isto é muito importante. Nós precisamos nos lembrar disso, e constantemente tentar imaginar o estado corrigido. Assim, de repente, veremos como o mosaico geral vai se juntar e se transformar num belo conjunto de Lego, e o mundo superior é manifestado nesta combinação.

Pergunta: Quando nós estamos conectados, a Luz passa através de nós para os 99% da humanidade. Neste caso, não é necessário se apegar ao Criador mais fortemente para ser capaz de transmitir mais a Luz?

Resposta: É claro. Isso é porque o mundo vai exigir cada vez mais de nós. Ele está num estado crítico agora. Nós precisamos perceber o seu estado como um apelo a nós, porque quando um bebê chora porque se sente mal, seus pais adivinham o que ele quer. O mesmo ocorre conosco: o mundo grita, ele se sente mal, e nós temos que adivinhar o que ele precisa. Ele precisa de unidade. É por isso que temos que agir desta forma.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/3/13, Lição 4.

Eu Quero Me Elevar Até Você …

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o grupo tem alguém com um vício e este caiu do processo geral, que esforços nós temos que fazer, a fim de estar em parceria com o Criador e superar nosso inimigo, o ego?

Resposta: O Criador não responde às solicitações individuais de uma pessoa. Na verdade, Ele responde, mas não realmente em favor da pessoa, já que ela não Lhe dá chance de ser revelado.

Suponha que eu clame agora que o Criador seja revelado a mim. Eu tenho livros e tudo o que preciso! Eu me tranco numa sala e começo a pensar, a gritar e a sofrer.

O Criador será revelado a mim? Não. Por que não? Onde está a resistência que nós construímos entre nós? Onde está o inimigo? Ele se foi. Onde está o lugar onde Ele deve ser revelado?

O Criador deve ser revelado na resistência, no ego, no fato de que não posso me conectar com os amigos e peço por Sua ajuda. Só então Ele é revelado!

Mas se eu pensar apenas em mim e murmurar: “Bem, revele-Se a mim”, então isso não levará a nada. Por que Ele deveria Se revelar?

“Eu quero me elevar até você…”. O que significa me elevar até Ele? Significa tornar-se igual a Ele, aproximar-se Dele em meus atributos. O que significa estar próximo Dele em meus atributos? Ser um único e especial. Isto significa que quanto mais nos conectamos, mais próximos estamos Dele, e assim Ele se revela em nós.

Há sete bilhões de pessoas no mundo. Quando começamos a nos elevar, no próximo nível vamos sentir que somos como um bilhão e, em seguida, como um milhão, e depois como cem pessoas, e, finalmente, como um só. Esta é a escada onde nos elevamos ao Criador.

Mas se você clama: “Eleve-me, revele-Se a mim”, como é que Ele pode Se revelar? Não há nada em você; você não é mais que um ponto. Só o nosso mundo pode ser sentido num ponto.

Hoje, Sua condição é que você só pode ter sucesso se começar a se conectar e, ao mesmo tempo, a se preocupar com o mundo todo. Veja em que crise Ele colocou o mundo. É sobre isso que o Baal HaSulam escreve. Somente ao pensar no mundo inteiro é que nós começaremos gradualmente a nos elevar.

Em cada nível a humanidade vai sentir que está se tornando menor, mais compacta, e seus membros se sentirão mais perto uns dos outros, como num grupo, até que todos se tornem um. Apenas quando nos tornamos um, vamos ser iguais ao Criador.

Portanto, nós não temos outra escolha senão começar a nos conectar, a fim de revelá-Lo e ver que não podemos fazê-lo por nós mesmos,

Quantas vezes lemos a passagem do Zohar sobre os alunos do Rabi Shimon que eram grandes sábios e estavam no nível de Arich Anpin de Atzilut, o mais alto nível de realização, que é a revelação do Criador, o sentimento do mundo superior. Veja como eles se odiavam tanto que estavam prestes a matar um ao outro quando começaram a escrever O Livro do Zohar.

Nós temos que chegar a tais estados em que exigimos que o Criador esteja presente, para que Ele nos conecte. Mas as relações entre nós são frias: eu realmente não sinto isso; eu estou de mau humor… Nós ainda não atingimos o sentimento de ódio.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/3/13, Lição 3

Venha, Veja, Revele…

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a expressão “revelação do Criador”?

Resposta: O Criador (Bore) significa: “Venha e veja” (Bo-re), que significa revelação.

Como podemos nos aproximar Dele? Apenas através da convergência. Digamos que nós temos 10 pessoas diferentes. Se nós construirmos gradualmente um homem como resultado de todas elas (como um homem com um coração), chegaremos a um ponto em que nos tornamos um todo. Então, nós revelamos o Criador; “Re” representa a “revelação”.

Em outras palavras, o Criador revela-Se num Kli (vaso) geral, em Sua nova propriedade. Nós somos os únicos que “criamos” o Criador. Nós somos os únicos que “construímos” Ele como resultado de dez, vinte, mil pontos diferentes. Realmente não importa quantos pontos estão envolvidos num único todo.

Digamos que exista uma estrutura formada por 40 pessoas; esta estrutura é chamada “como um”. É o Criador. Em outras palavras, ao unir uma multiplicidade em “um”, isso nos dá a sensação do Criador. Nós sentimos o Criador somente desta forma. É por isso que Ele é chamado de “Bo-Re“.

Nós só podemos sentir isso dentro de nossas propriedades. Atualmente, nós percebemos o mundo dentro de nossas qualidades egoístas. No entanto, se conseguíssemos mudar nossas qualidades isoladas, quebradas e destruídas, e as transformássemos em integrais e unidas,  seríamos capazes de sentir o “Integral”, a unidade chamada  “Criador”.

Pergunta: Nós revelamos o Criador aos 99%?

Resposta: Nós revelamos o Criador para agradar a todos que estão fora de nós. O Criador só pode ser descoberto na propriedade de doação. É por isso que nós trabalhamos para melhorar as conexões entre nós e aumentar a importância de nossa unidade, tornando-a maior do que o nosso egoísmo.

Quando nos elevamos acima e saímos fora de nós mesmos, nós nos unimos num só corpo espiritual comum chamado “Partzuf“.

Este é o lugar exato onde revelamos a unidade chamada “Criador”.

Da Convenção Europeia 22/03/13, Lição 2

Um Escudo Para Um Verdadeiro Herói

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa pedir a conexão com o Criador numa situação difícil, em vez de tentar superar a situação difícil por conta própria?

Resposta: A sabedoria só vem com a experiência. Nós precisamos sentir a escuridão muitas vezes, e depois luz, e novamente a escuridão e a luz. Ou seja, é preciso passar por muitas sensações desagradáveis ​​e agradáveis, onde eu me sinto mal ou bem através de todos os tipos de razões espirituais e materiais, e não posso fazer nada sobre isso.

Milhares dessas experiências devem mudar em mim até eu começar a perceber que a minha percepção depende da minha avaliação, da importância que eu atribuo às propriedades espirituais de conexão, amor, e da minha relação com os outros. Eu já começo a adivinhar o que está escondido na escuridão e a senti-lo. Eu não me sinto simplesmente bem ou mal, mas bem e mal devido à minha relação com o grupo, porque não o considero importante ou não trato bem os amigos.

Há muitos degraus neste caminho, muitos pequenos estágios, ainda não espirituais, mas barreiras psicológicas que devem ser superadas. Depois vem o entendimento de que ao despertar da escuridão, eu começo a pensar na tela, no momento em que posso estar acima desses sentimentos.

Nós temos que avançar através dos bons e maus sentimentos, dia e noite, até o fim da correção. Embora todo mundo passe por isso em seu próprio caminho, no final, eu começo a sentir a necessidade de me elevar acima desses sentimentos. Eu não quero mais depender deles e ser seu escravo, mas quero ser protegido contra eles com um escudo.

Deixe que várias impressões internas surjam em mim, mas elas não devem afetar a minha atitude em relação aos amigos, ao caminho espiritual, à importância da meta e do Criador. Eu quero ser independente nisso do meu desejo egoísta e seus sofrimentos. Esta exigência está nascendo em mim: eu quero estar acima do sofrimento do egoísmo, semelhante ao comportamento de um verdadeiro homem neste mundo que bravamente sustenta a sua posição, e nada pode abalá-lo, nenhuma influência externa.

A partir deste momento, eu tenho uma conexão direta com o Criador porque começo a exigir Dele. Até agora, eu só pedi sentimentos bons, estados agradáveis, suaves satisfações, isto é, eu exigi pelo meu egoísmo. Agora, eu exijo elevar-me acima do meu desejo egoísta, e esta é a solicitação correta ao Criador. Eu quero me relacionar com o Professor igualmente bem, na mesma direção, enquanto me mantenho acima das emoções, acima dos sofrimentos do meu ego. Isso é chamado de “tela anti-egoísta” (Masach).

É claro que estas telas têm um número de níveis e funções, mas o trabalho com a Luz começa a partir desta primeira tela. Eu quero restringir o meu desejo de desfrutar. Naturalmente, eu sinto tudo o que acontece nela e a preocupação em mim mesmo. Mas todas essas emoções, cozinhando no meu estômago, não afetam a minha visão, meu coração e mente. Há uma divisão (Parsa) entre eles, que eu sinto como um diafragma dentro do meu corpo. Sob esta divisão, no “estômago”, algo é cozido e acontece, mas eu quero me identificar com o que está acima deste diafragma: com os pulmões, o coração e o cérebro.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/03/13

Como Agradecemos ao Criador?

Pergunta: Como podemos expressar a nossa gratidão ao Criador ?

Resposta: Só por querer a sua revelação, por querer trazer contentamento a ele.

Essas palavras podem soar de forma banal, não ser totalmente compreendidas, até mesmo artificiais, mas no geral, é a única forma de explicar isso usando a linguagem deste mundo.Na verdade, é um nível muito alto e nós vamos começar a entender o significado dessas palavras apenas quando o Criador for revelado.

Como podemos trazer contentamento ao Criador, a força superior que controla tudo,  se corremos como insetos neste planeta batendo um no outro?queremos ele ou não? Será que o nosso humor muda de acordo com isso? Ele sofre ou desfruta com um resultado (o sofrimento ou prazer da Shechiná (Divindade)? Nós não entendemos tudo isso, nós nem mesmo entendemos a nós mesmos.

Na verdade, toda a humanidade são criaturas superiores, não da maneira como o vemos em nossos atributos egoístas, mas da maneira que realmente existem no nível da conexão geral, em plena adesão com o Criador. Em tal nível, estamos totalmente iguais e idênticos a ele.

Então, temos que imaginar este nível, para representá-lo, e todos devem ver a si mesmos e seus amigos como dignos deste nível. Isso deve nos elevar.

[103860] Da  Convenção Europeia na Alemanha 23/3/13 , Lição 3

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Não em palavras, mas em atos …

Sua Verdadeira Chance De Ser Livre

Dr. Michael LaitmanPergunta: Mesmo Ezra disse que a geração que saiu do Egito sentiu o peso da escravidão e perdeu o seu espírito. E é por isso que ela não podia lutar contra seu mestre antes que a nova geração do deserto crescesse, a geração que não conhecia o exílio e, assim, o seu espírito não foi quebrado. Em que geração nós estamos hoje?

Resposta: Nós estamos no Egito, sob o domínio do nosso egoísmo, e antes de tudo, temos que subir acima dele. Uma coisa é tornar-se livre de uma potência estrangeira, e outra coisa é lutar contra ela. Eles fogem do Egito, em vez de lutar contra os egípcios. Afinal de contas, todo este caminho através do Mar Vermelho é completamente uma luta. Nós não temos força para lutar contra o nosso egoísmo, precisamos apenas fugir dele e subir. Só o ódio pelo nosso egoísmo nos eleva e separa do nosso ego.

Então, há uma fase em que começamos a corrigir esse egoísmo. Nós não voltamos ao Egito para fazer isso; nós tomamos os vasos de lá e agora começamos a conectá-los a nós mesmos e a corrigir todos esses desejos, sobre os quais nos elevamos.

A primeira fase da correção dos desejos é chamada de geração do deserto, quando corrigimos esses desejos de recepção em doação. Depois, segue-se a geração dos conquistadores da terra de Israel, que é chamada de “recepção em prol da doação”.

Entre o povo de Israel, há forças que podem ir em frente e levar o resto, semelhante a Moisés, que levou o povo para fora do Egito. Há pessoas com realização espiritual que já subiram acima do egoísmo e se conectaram com outras almas. Elas entendem todo o processo, sabem o que fazer no momento, e têm que levar os outros.

Nós estamos falando de pessoas que estudam Cabalá, pois é impossível voltar à Fonte sem a Luz que Corrige. Essa luz pode ser utilizada apenas ao estudar Cabalá, que é projetada para isso.

Há pessoas assim! Nós somos capazes de avançar e arrastar um monte de pessoas que estão assistindo nossos programas de TV, estudando com a gente através da televisão ou da Internet, estudando em nossos cursos, assistindo palestras, e assim elas avançam. É por isso que elas têm uma chance real de se tornar livres conosco, para subir acima do egoísmo e sentir o que é a liberdade, o que significa ser um judeu, que é estar unido com outros (Yechud).

Elas vão aprender o que significa estar na terra de Israel, ou seja, no desejo pelo Criador (Yashar-El), pela doação e amor pelos outros. Desta forma, nós podemos ter sucesso em todas as esferas de nossa vida material e eliminar todos os problemas que nos cercam.

O principal é o espírito de unidade. Se tivéssemos nos relacionado com todo o povo de Israel com tal sentimento de comunidade como pelos membros de nossa família, sentados juntos conosco na mesa festiva, se tivéssemos abraçado a todos, esta teria sido a maior parte dos esforços que temos que fazer para sair do Egito.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

A Raiz De Todos Os Exílios

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando estamos falando do feriado de Pessach (Páscoa), porque dizemos: “Lembre-se do Êxodo do Egito”? Afinal, houve outros exílios: da Babilônia, na Grécia e Roma — mas recordamos apenas o êxodo do Egito. Qual é o significado disto?

Resposta: O exílio no Egito é a raiz de todos os exílios. Todos os outros exílios estão como que sobrepostos nele. Este exílio é o mais difícil e fundamental. A pessoa se eleva acima do seu egoísmo e, pela primeira vez, percebe o que é o mundo espiritual e o que significa sentir a propriedade de doação em vez da propriedade de recepção com que nascemos e na qual existimos.

Nós percebemos o mundo através dos sentidos que constantemente desejam desfrutar e se beneficiar de tudo. A revolução nos órgãos sensoriais — quando eu começo a “sair de mim”, a me identificar com o mundo, dar aos outros, sentir-me fora do meu corpo de modo que o meu coração permaneça lá — é chamado o êxodo do Egito. Todos os outros exílios já acontecem fora de mim.

De Kab TV “Cabalistas Escrevem: Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

Na Busca Pelo Último Remanescente Do Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a refeição do Seder diferentes gerações se reúnem à mesa, e o mais velho é obrigado a falar a seu filho sobre o Êxodo do Egito. Qual é a mensagem que esta história transmite à nova geração, que também pode ser vista simplesmente como um evento histórico?

Resposta: Nós todos saímos do Egito juntos: jovens e velhos, mulheres, crianças, homens e idosos, juntamente com todo o gado, o que significa com os desejos que estão em níveis inferiores ao homem. Eles levam do Egito os vasos de ouro e prata, que se referem aos diferentes desejos, todos os desejos egoístas que podem ser elevados acima do nosso ego e podem ser transformado em doação, em vez de recepção. Isso é chamado de “Êxodo do Egito”.

É por isso que nós temos que conectar, nos sentar numa mesa e conversar sobre isso, ressaltando o quanto é importante para nós estar focados numa única direção: a liberdade da nossa natureza.

Pergunta: O que simboliza o Afikoman (um pedaço de pão sem fermento que é escondido) que procuramos de acordo com o costume na refeição festiva, e por que as crianças o procuram?

Resposta: O Afikoman simboliza a nossa disponibilidade para sair do nosso ego com toda nossa força. São as crianças que o procuram, porque elas incorporam as forças mais fracas de todas as “gerações” numa pessoa. Elas são os desejos menores, subdesenvolvidos, que levam a pessoa à frente.

Quanto mais velha a geração, mais conhecimento ela tem; e quanto mais jovem a geração, mais enérgica ela é. A refeição do Seder simboliza a conexão entre as gerações, quando todos se reúnem e nós saímos do Egito, toda a família. Existe certa divisão de trabalho na família e o papel da geração mais jovem é o de puxar na direção que a geração mais velha está mostrando.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa”, 04/03/13

Para Se Tornar Um Adulto

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você falou sobre a nossa responsabilidade para com o mundo.

Resposta: A fim de subir para o próximo nível, nós temos que nos conectar para passar este modelo ao mundo. Nós não podemos existir apenas para nós mesmos. Isso significaria que estamos desprendidos dos outros níveis. Se agirmos somente para nós mesmos, vamos ficar num estado de pequenez (Katnut). Não haverá nada mais, exceto o que entendemos e sentimos agora.

Para ir para o próximo estado, nós temos que nos tornar adultos. Nós podemos nos tornar adultos na espiritualidade somente com o objetivo de gerar o outro e satisfazer o outro. Portanto, se nos unirmos para satisfazer os outros, para passar algo de nós aos outros, nós receberemos a Luz superior.

Não é apenas a nossa obrigação para com o mundo. Nós precisamos dele, de modo que vamos receber a revelação do Criador, a revelação da força superior, o sistema da Providência superior, a entrada para o próximo nível, para a próxima dimensão. Nós não receberemos, nem revelaremos nada, se não o fizermos pelos outros. Nós somos um sistema de transferência, cada um de nós, todo o grupo, todos nós juntos.

Da Convenção Europeia na Alemanha 22/03/13, Lição 1