Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Acumulando O Tesouro Da Oração Centavo A Centavo

Dr. Michael LaitmanNão há nada mais importante do que a oração, MAN. Afinal, ela resume todos os nossos grandes esforços em que nos concentramos na importância da meta, na grandeza do Criador, e nas qualidades que nos esforçamos em obter, a fim de superar e remodelar o nosso ego, o desejo de receber.

A fim de formular uma oração, temos que trabalhar nela. O Rabash reiterava que este é o tipo de esforço onde cada centavo conta e, no final, chega-se a uma grande soma. Eu o ouvia dizer isto dez a vinte vezes por dia.

Isso significa que, em cada momento da vida, a pessoa recolhe e armazena seus esforços, a cada momento ajustando-os à meta. É por isso que devemos estabelecer um sistema de garantia mútua, uma estrutura de opiniões e sensações comuns que vai nos redirecionar constantemente para nos concentrar nas coisas mais importantes e vitais, em vez de nos concentrar em questões menos importantes.

Isso deve nos ajudar a chegar à conclusão de que a coisa mais importante para nós é a grandeza do Criador. E se O considerarmos indispensável, Ele instantaneamente ganha poder sobre nós e perpetuamente molda novamente o nosso desejo de receber, a nossa autoconsciência e atitude.

Agora eu olho para a vida a partir deste novo ponto de vista, e novos obstáculos surgem em meu caminho, e eu mudo novamente. Esta é a forma como recolhemos os centavos. De acordo com Baal HaSulam, em uma de suas cartas (n º 18), “Não há outra forma de autocorrigir-se, a não ser conectando momentos atuais e futuros da vida da pessoa com o Seu grande nome”. Nós nunca devemos deixar de fazê-lo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/12, Escritos do Rabash

O Peso De Uma Mala Depende Do Seu Dono

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Entrega da Torá”, item 8: …Isto porque há uma lei natural de que o receptor sente vergonha e impaciência ao receber presentes do doador como resultado de compaixão e piedade. …

E esta é a razão pela qual Ele preparou para nós o esforço e o trabalho em Torá e Mitzvot, para produzirmos nossa exaltação por nós mesmos, porque o deleite e o prazer que chegam até nós vêm Dele, ou seja, tudo o que está incluído na Dvekut (adesão) com Ele, será tudo nosso, que chegou até nós através de nossos próprios esforços. Então, vamos nos sentir como os donos, sem o que não pode haver uma sensação de plenitude.

Vergonha é uma medida que define as relações entre nós. Se a pessoa não sente vergonha, ela não tem nada a corrigir, uma vez que não vê grandes diferenças entre si e o Criador. Portanto, é melhor revelarmos vergonha e sermos constrangidos por uma comparação entre nossas propriedades de recepção com Sua doação.

A questão é, se a pessoa deixa de receber, isso significa que ela neutraliza a vergonha. Por exemplo, eu visito um amigo e vejo uma mesa generosamente posta esperando por mim, mas eu recuso o banquete, “Não, não, obrigado. Eu estou cheio. Eu estou de dieta”. É possível que atuemos da mesma forma na espiritualidade, a fim de diminuir o sentimento de vergonha? Ao agir assim, nós negligenciamos o Criador, como se não nos importássemos com Suas indulgências.

Afinal, o que, de fato, podemos receber? É a Luz de NRNHY? Para ser honesto, ela não nos enche de prazer. NRNHY é a Luz que vem de nossa compreensão da magnitude do Doador.

Tudo o que sempre recebemos dela é uma pequena centelha da qual se originou o desejo de receber prazer. O desejo de receber é composto por um ponto preto, a ponta da letra Yod, e na Luz encontra-se uma centelha que criou o ponto negro.

O resto é desencadeado por nossa consciência da grandeza do Criador, quando nós apreciamos isso, elevamos aos nossos olhos. É por isso que devemos sempre nos lembrar de que precisamos aspirar a Sua grandeza.

Se alguém é realmente importante para nós, estamos prontos para “carregar sua mala”. Quanto mais importante esta pessoa for aos nossos olhos, mais pesada é a mala que estamos prontos para carregar. A princípio, a mala parece muito pesada para nós, “Por que eu a carrego em primeiro lugar? Por que estou fazendo isso?”.

No entanto, se nos damos conta de quão imprescindível é o dono da mala, nós a carregamos com facilidade. É uma honra e um privilégio servir esta pessoa importante! Nós ainda estamos dispostos a pagar pelo direito de carregar a sua mala.

Como resultado, dedicamos toda a nossa vida ao Criador. O que recebemos em troca? Nada. Afinal, uma centelha e um ponto negro constituem a base de tudo que existe.

Pergunta: Existe alguma analogia com a vergonha genuína no trabalho que fazemos?

Resposta: Sim, isso pode ser aplicado a vários tipos de vergonha que experimentamos diante dos nossos amigos. Nós temos medo de que eles descubram que somos ignorantes ou que ainda estamos sendo egoístas.

É uma vergonha primitiva, egocêntrica. Há também uma vergonha espiritual causada pela nossa incapacidade de contribuir com nossa parte, reconhecendo que não estamos apoiando nossos amigos da maneira que deveríamos elevá-los. Eles dependem de nós, de modo que nos sentimos envergonhados por sermos incapazes de realizar essa tarefa.

Pergunta: Deve o grupo instigar esse tipo de vergonha em seus membros?

Resposta: O grupo deve nos provocar e promover o nosso crescimento, ensinando-nos a respeitar a vergonha, uma vez que ela demonstra uma deficiência no desejo de receber. Se prazeres e aflições são condicionados por uma realização ou um vazio dentro do nosso desejo, então maus ou bons estados refletem no sentido de vergonha ou, pelo contrário, na realização da grandeza do Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Como Sobreviver À Tempestade De Dúvidas?

Podemos subir para o nível espiritual só depois que aceitamos a condição de que não esperamos qualquer recompensa. Mas como eu posso chegar a tal decisão? Como posso eu pedir por poder de Cima? Como posso eu fazer isso se só tenho uma mente corpórea, sentimentos corporais, e só posso agir egoisticamente, uma vez que eu não sei mais nada? Onde posso eu encontrar as formas corretas e os discernimentos certos a partir dos quais eu poderia formular o pedido correto: receber apenas o poder de doar e não pedir por uma recompensa? Este é o chamado nível de Bina, Hafetz Hesed, a Arca de Noé.

Se uma pessoa avança persistentemente tendo o cuidado de manter todas as condições, ele não é obrigado a ter quaisquer atributos especiais que não sejam aqueles com que ele nasceu ou que pertençam a pessoas especiais. A qualquer um são dadas as condições adequadas para o seu trabalho ao lhe serem enviadas dúvidas: “O que é este trabalho?” e “Quem é o Senhor a quem devo ouvi-Lo?” Isso acontece quando ele é atirado uma vez em ” águas da inundação” e outra vez em “águas limpas”, e em seguida, em “água da discórdia” e em “águas calmas”, em discernimentos diferentes de Bina, que são revelados para nós.

Uma pessoa deve esclarecer se ela os aceita na linha direita, na linha esquerda, ou na linha do meio, e onde em cada uma destas linhas existem as suas próprias linhas: Na linha da direita, existem três linhas, e na linha de esquerda, existem três linhas, e o mesmo na linha do meio, e todos estão incorporadas em cada um das outras.

O ponto principal aqui é não parar e teimosamente avançar da forma mais simples, não ser inteligente e tentar resolver esses problemas com a nossa mente corpórea. Toda esta filosofia é inútil e só a pureza do coração pode ajudar. Uma pessoa bem-sucedida não é necessariamente inteligente e pode até mesmo ser um pouco tola, mas é dedicada ao objetivo e teimosamente avança em direção a ele, tentando fazer o seu trabalho. Naturalmente, a inclinação para o mal cresce constantemente nela, evocando pensamentos de críticas e dúvidas, mas esta sua atitude a levará eventualmente ao sucesso.

Todos os esclarecimentos começam a partir das questões bem conhecidas de Faraó: “Quem?” e “O quê?” Então diferentes tipos de águas são revelados. “Quem?” e “O quê?” são questões sobre a grandeza do Criador, sobre se eu preciso Dele ou não, e sobre o tipo de recompensa que eu espero. Por enquanto são esclarecimentos simples sobre quem está controlando e como.

Mais tarde eu encontro diferentes tipos de águas e sou forçado a esclarecer: De quem é que eu me quero esconder? Para que é que eu me estou a esconder? Que tipo de águas são as de inundação para mim e que tipos não o são? “Uma pessoa desenha todo este quadro, mas não há nenhuma inundação nisto! A inundação é para mim, é o resultado dos meus pensamentos maliciosos, más influências, etc..

Esta é determinada pelo que sinto em mim e não por desastres naturais, como as tempestades e inundações com que nos deparamos agora. Nós é que criamos realmente a inundação dentro de nós. Embora haja tempestades e inundações naturais como as da América do Norte, que também são criadas pelos humanos, pela sua atitude em relação à vida, que convoca tal resposta da natureza.

Depois de pedir as perguntas “Quem?” ou “O quê?” várias vezes, eu começo a esclarecer os diferentes tipos de águas, e eu vou-me aproximando da oração certa. Isto significa que eu tenho que esclarecer a carência que eu tenho que atingir para obter o poder que vai levantar-me acima do meu desejo de receber e permitir-me verdadeiramente doar. Após a inundação recuar, eu vou sair da arca de Noé e vou começar a trabalhar com os meus desejos para receber em doação. É dito que Noé compreendeu que o dilúvio havia terminado quando a pomba trouxe um ramo de oliveira, que é um sinal de que não é apenas Hassadim (água), mas também Hochma dentro de Hassadim.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 30/10/12, Escritos do Rabash

Uma Verificação Para A Devoção Altruísta

Dr. Michael LaitmanA grandeza do Criador é um assunto muito complicado. É claro que não podemos nos mover sem sentir Sua grandeza, mas não queremos que ela seja como em nosso mundo, quando faz parte de nossa natureza respeitar uma pessoa importante. 

A importância depende do ambiente. Se as pessoas ao meu redor respeitam alguém, eu também respeito. Mas se as pessoas ao meu redor desrespeitam alguém, eu, sem dúvida, também desrespeito. Isso depende apenas da sociedade que me impressiona. Eu decido de acordo com a opinião da sociedade quem é importante e quem não é. 

Naturalmente, eu estou sempre pronto para servir a uma pessoa importante. Só depende de quão importante ela é aos meus olhos, se concordo em carregar sua mala, que pesa 10 kg ou 100 kg, trabalhar para ela por um dia ou por uma vida inteira. Mas estes são motivos puramente egoístas. Se o Criador nos revelar sua grandeza, nós trabalharemos de bom grado para Ele, tal como para uma pessoa muito importante, por causa do desejo egoísta. Não seria a fé acima da razão nem a intenção a fim de doar, mas o ego ordinário, uma vez que vou trabalhar pelo prazer que recebo de pertencer a uma grande personalidade. 

É um prazer servir uma grande pessoa; esta é a nossa natureza. Nesse caso, nossa máquina funciona com combustível normal e não executa qualquer trabalho espiritual. Isto é porque o trabalho espiritual está acima de qualquer pagamento que o desejo obtenha como compensação. 

Portanto, o Criador não pode nos revelar Sua grandeza se Lhe pedirmos isso, colocando a grandeza do Criador como condição para o nosso trabalho. Porque daí iríamos obter a mesma situação como em nosso mundo. Eu subestimei alguém e o desrespeitei e, de repente, a sociedade me diz: “Você não sabia que grande homem ele é? Como ele é inteligente, rico e influente?”. Então, eu imediatamente começaria a respeitá-lo e estaria pronto para servi-lo. 

O Criador está oculto e não revela Sua grandeza para nós, a menos que nós, com a ajuda do grupo, do professor e do estudo, nos preparamos para verdadeiramente desejar a doação, e somente se precisarmos da força do Criador, de Sua grandeza, para alcançar a doação, nós a recebemos. 

Isto significa que a doação deve estar em primeiro lugar, e apenas “em prol da doação” devemos querer sentir a grandeza do Criador. Apenas neste caso nós iremos revelar a grandeza do Criador, com base no que é importante para nós, a importância da doação. 

A pessoa precisa preparar uma deficiência muito especial chamada três linhas. Vamos descobrir mais sobre este ponto muito importante, mas é bom que nos aproximemos dele. É uma condição muito sutil, mas fundamental, saber separar onde os motivos egoístas estão escondidos e onde está a verdadeira doação com relação à grandeza do Criador. 

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 30/10/12

Forçado Pela Vara Ou Pela Escolha?

Dr. Michael LaitmanDiz-se que o Criador criou a inclinação ao mal, mas, na verdade, a questão é que eu mesmo tenho que descobrir a minha inclinação, descobrir que meu desejo inicial é mau e oposto ao Criador.

Isso não é tão fácil. Mesmo que o Criador dê e eu receba, o que há de tão ruim nisso? A questão não é o desejo; ele permanece o mesmo, nem bom nem mau. Eu mesmo determino o mal ao alcançá-lo. 

A pessoa alcança a entrega da Torá quando precisa de correção, quando descobre dentro de seu desejo uma intenção má: para si mesma e contra os outros, o que significa contra outras pessoas e contra o Criador. Isso é o que ela chama de mal. Isso requer uma preparação séria para sentir tal vergonha quando você sente “Eu prefiro morrer a viver”. 

Nós imaginamos a entrega da Torá como uma necessidade tão convincente como a montanha de ódio pairando sobre nós e que nos deixa sem escolha. Mas a pessoa tem que sentir a necessidade, já que não há nenhuma coerção na espiritualidade. Então, como esse problema pode ser resolvido? Por um lado, o Criador “me empurra contra a parede”, e por outro lado, eu preciso sentir a deficiência. 

Na verdade, o que o Criador dita é apenas uma condição e se eu a cumprir, recebo a Torá, o que significa o método de correção, mas eu mesmo tenho que estabilizar esta condição e concordar com ela: “Se eu não aceitá-la, eu prefiro morrer a viver”. Esta é a preparação necessária para uma pessoa. 

Da 4ª Parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, Matan Torá (A Entrega da Torá)

Sem Sentir Vergonha Você Não Vai A Lugar Algum

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”, Item 8: Isso é porque existe uma lei natural de que o receptor sente vergonha e impaciência ao receber presentes do doador como resultado de compaixão e piedade.

Disso se estende uma segunda lei, que nunca ninguém vai ser capaz de satisfazer as necessidades de seu amigo ao máximo, porque em última análise, ele não será capaz de dar-lhe a natureza e a forma de autopossessão, pois só com ela a perfeição desejada é alcançada.

Na verdade, o Criador não pode cobrir e compensar o sentimento de vergonha por Si mesmo, sem a nossa participação. Nós temos que passar por diferentes fases de forma independente, revelando assim nossas falhas e corrigindo-as; claro, nós usamos Sua força para realizar a correção, mas o ciclo deve ser o seguinte:

– Eu descubro como sou corrupto;

– O problema que é revelado não está em mim, mas na minha atitude em relação à atitude do Doador;

– Eu determino o que é falho no que diz respeito a isso;

– Eu procuro uma forma de corrigir a falha e como completá-la.

– Eu peço ao Criador a força para corrigir a falha.

Isto significa que esta ação é muito complicada e é feita de muitos componentes; é impossível ter êxito sem isso. A pessoa tem que realmente sentir isso; não há outra escolha. Ela tem que sentir e passar por diversos estados no caminho, obviamente com a ajuda do Criador, o que significa com a ajuda da força superior, a Luz. Mas ela tem que participar de todas as fases e de cada decisão.

É impossível receber um presente de alguém, desfrutá-lo, e sentir que é seu. Há sempre o sentimento de vergonha diante do doador. Em nosso mundo o problema é resolvido pela ocultação do Criador, que nos permite revela-Lo apenas na medida em que podemos ter o sentimento de vergonha.

O Criador está oculto e a vergonha é revelada apenas na medida em que estou pronto para me assemelhar a Ele, para esclarecer o assunto da minha recepção. Quanto mais eu avanço, mais fina e sensível se torna a minha percepção, e daí eu estou pronto para a revelação da vergonha. Em alguns aspectos, isso é semelhante ao que acontece em nosso mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/12, “Matan Torá” (A Entrega da Torá)”

Se Eu Sentir Vergonha, Isso Significa Que Eu Avanço

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a vergonha é necessária para o nosso avanço? Afinal de contas, é uma sensação desagradável que queima você e parece pertencer ao caminho do sofrimento.

Resposta: A vergonha é como sentir certa dor no corpo. A dor indica uma doença que precisa ser curada. Graças à dor, eu sou salvo da morte. É o mesmo com o sentimento de vergonha, que indica a falta de correção em algum lugar. Portanto, é possível ignorar ou anular esse sentimento?

Mas nós tentamos escapar. Assim, os Cabalistas nos dizem que precisamos da ajuda do grupo e dos livros e de tudo que possa me apoiar e me ajudar a suportar o sentimento de vergonha.

Ao mesmo tempo, eu não preciso apenas suportá-lo; eu também preciso conhecê-lo mais profundamente e realizar atos de correção. O sentimento de vergonha vai continuar a crescer até obrigar você a gritar por socorro e, daí você vai receber a Luz que Reforma que irá corrigir e curar você.

Você não está curado se clama de forma débil. Deve haver um clamor verdadeiro, uma chamada para se livrar dela, pois não é apenas uma doença qualquer; é a correção do desejo de receber, de sua natureza.

Pergunta: Mas nós sempre aspiramos a nos sentir bem. Como eu posso aspirar a sentir vergonha?

Resposta: A fim de fazer com que você aumente a importância da meta, colocando-a acima de sua dor. Você diz: “Deixe-a me machucar, eu não quero me identificar com o que dói, e com a própria dor. Quero alcançar a meta, e muito obrigado pela dor, uma vez que ela me concentra na meta”.

Tudo depende do reconhecimento da grandeza da meta, a grandeza do Criador. Visto que o Criador é o desejo de doar, a forma de doação e concessão, na medida em que estes valores parecem grande para você, você começa a sofrer com os seus atributos que são opostos a estes valores. Mas se você extinguir essa diferença e se injectar com algum “anestésico”, você evita o avanço.

É por isso que você constrói um ambiente que vai sustentá-lo no estado necessário. Como resultado, você vê a sua oposição à doação, você sofre com isso, e ainda assim continua a aumentar o Criador aos seus olhos. Você se adere a Ele, você pretende se aderir ao grupo, você não quer se identificar mais com o seu mal, não para fugir dele como uma espécie de dor, mas para realmente chegar à doação, a fim de realmente se assimilar no grupo.

Há muitos discernimentos aqui e todos eles levam numa direção. De modo a tentar entender quão maravilhosamente a sensação da vergonha guia você se você a utiliza corretamente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

A Principal Coisa: Lutar Pela Unidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a forma correta de agir durante os workshops?

Resposta: A pessoa deve agir de acordo com os escritos do Rabash sobre a assembleia do grupo: ela tem que se rebaixar perante o grupo e se imaginar numa assembleia de pessoas completamente corrigidas que podem não parecer assim a ela, à medida que ela as vê através do filtro egoísta não corrigido de sua corrupção.

Eu tenho que participar ativamente da discussão, mesmo que não tenha nada a dizer. Elas vão entender e me apoiar.

O principal é aspirar que a alma vai ser um todo, aspirar ao centro do grupo, não esquecendo que estas “10” pessoas no mundo, junto com todos nós, estão unidas num corpo espiritual buscando atingir a primeira equivalência com a Luz, a mesma propriedade, a doação mútua!

Assim que chegamos a este nível, sentimos a satisfação da Luz, da doação mútua e da conexão: nós nascemos como um objeto espiritual.

Boa sorte!

Apegar-se Ao Criador Sem Se Dissolver Nele

Dr. Michael LaitmanO Criador é a lei universal e mais geral da natureza. Ele é chamado de “O Bom que faz o bem”.

A lei da natureza é composta de várias partes: os níveis inanimado, vegetal, animal e falante. Em geral, trata-se de desejos de receber que o Criador se esforça em satisfazer. Ele quer que eles sintam seu melhor absoluto.

O que pode satisfazê-los? Nada menos do que o estado em que o próprio Criador está. Qualquer coisa menos do que isso não pode ser considerado “o Bem que faz o bem”, já que isso significa que algo está faltando.

Portanto, o objetivo da criação não é “derreter-se” ou dissolver-se no Criador. Pelo contrário: a criação tem que preservar a sua identidade e ao mesmo tempo se tornar semelhante ao Criador.

A benevolência final que a criação pode obter: “Ótimo! Você me deu o melhor que podia; agora, eu não cedo nada a Você, nem na forma, na maneira como me expresso, no modo de operação, nem nos estados que atravesso”. Este é o estado que devemos alcançar.

É possível para a criação perceber a perfeição apenas se ela permanece sendo a criação, ou seja, algo que é oposto ao criador. Ao mesmo tempo, a criação deve se tornar semelhante a Ele sem perder sua “autonomia”.

Para isso, a criação tem que experimentar um estado que é oposto ao Criador; ela tem que se agarrar a este estado, ou seja, manter internamente a inclinação ao mal, mantendo desejos contrários, e construir uma atitude benevolente acima deles. Só se a criação consegue “manter” os dois polos é que ela permanece como criação; mas, ao mesmo tempo, torna-se semelhante ao Criador.

Este processo tem que ser aplicado no grupo, isto é, numa pequena parte dos desejos que pertencem ao nível falante, que é chamado de “Israel”. É o grupo que tem que iniciar o processo, passar pelas falhas e fazer as correções. Após o término deste trabalho, o grupo tem que transferir os resultados do seu trabalho a toda a humanidade; por sua vez, através da autocorreção, o nível humano finalmente modificará os níveis animal, vegetal e inanimado. Esta é a sequência de eventos a ser seguida.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

A Força Do Bom Pensamento Está Invadindo O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nossos pensamentos têm poder real?

Resposta: É claro que os pensamentos têm poder; não é por acaso que há conceitos como o “mau olhado” e o “olho bom”. O poder da nossa mente é a força mais poderosa, mais forte do que uma explosão nuclear. Está oculta nas maiores profundidades, nas forças entre os átomos. O poder da mente é o último nível antes da força espiritual.

Mas os pensamentos só se tornam poderosos se eles se conectam. Se cada um de nós pensa sozinho, ele influencia um pouco o sistema, mas apenas no nível corpóreo. No entanto, se começarmos a nos conectar a fim de revelar o poder da doação geral, nós despertamos e nos renovamos; é como se acendêssemos e executássemos toda a rede espiritual de conexões entre nós. Então descobrimos o Criador dentro dela.

Nós não precisamos ter um grande poder da mente. O principal é a qualidade do nosso pensamento para que ele seja correto e nos ajude a revelar a força de doação mútua entre nós, o que significa o Criador. Quando o Criador é revelado, a verdadeira intensidade é revelada. Esta já é toda a Luz de NRNHY e não nosso pequeno mundo.

Nós nos conectamos e queremos estar sob a influência do Criador, para que Ele resida entre nós e nos controle para que possamos estar em harmonia com Ele em ações sincronizadas. Assim como o Criador é um estado constante de doação, nós também queremos sempre estar num estado de doação. Por isso, nós despertamos a rede geral, e na medida em que somos incorporados nela e nos conectamos entre nós, o Criador é revelado.

É um poder imenso, em relação ao qual todas as forças corporais são inúteis. Todo o mundo corporal começa a girar de acordo com este poder interno da humanidade, tudo muda a partir de nossa menor conexão, e o principal é que a conexão é certa.

Nós percebemos que no ano passado o termo “Arvut – garantia mútua” tornou-se muito popular, porque quando nos reunimos como grupo e nos conectamos em pensamentos e ações, esse poder da mente invade o mundo. Se este termo expressa uma ação espiritual, ele influencia toda a rede global e é aceito por todos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/10/12, Escritos do Rabash