Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

“Santificação Da Lua”

Dr. Michael LaitmanA subida de Malchut à Bina é chamada de “santificação da lua”. Isso significa adquirir a fé pela qual a pessoa deve santificar seu trabalho acima da razão. Ela entende que não deve trabalhar com seus desejos de receber, mas que todo o seu trabalho deve estar dentro dos vasos de doação.

Enquanto isso, ela não tem nenhum desejo de doar, e sequer entende o que isso significa. Assim, o Criador aponta usando um “dedo”: “Olha, esta é a forma de doação!”. Isto é, a pessoa começa gradualmente a descobrir a forma de doação e entende que esta é a forma desejável.

Antes disso, ela não conseguia descobrir, apreciar ou imagina-la. Afinal, o que chamamos de doação em nosso mundo não é doação, mas recepção latente, falso altruísmo. Sem dúvida, enquanto a pessoa é controlada pelo seu desejo egoísta, ela deve sentir algum prazer em suas ações, pois, caso contrário não seria capaz de se mover.

Mesmo quando ela satisfaz os outros, ela deve sentir algum lucro, ou que o outro é mais precioso para ela do que ela mesma. Então ela sente um amor natural por ele, como uma mãe que está pronta para dar tudo ao seu bebê. Outra opção é que nós estamos tão intimamente conectados que o bem-estar do outro é inseparável do meu benefício pessoal, ou que sou controlado pelo medo!

O motivo também pode ser um beneficio ou lucro adicional, ou um desejo de reduzir meus sofrimentos. Isso também é sentido como um lucro egoísta e, geralmente, até mesmo um lucro maior do que o prazer.

Eu posso sentir um lucro por acréscimo e também um lucro por não perder. Nesse caso, a minha alegria é ainda maior.

Uma pessoa pode encontrar 100 dólares na rua, se sente feliz e rapidamente esquece. Mas se ela perder 100 dólares, ela vai se arrepender muito mais do que se achasse o mesmo valor, já que é como se cortasse algo de si mesma.

Portanto, nós temos que entender que o poder da fé está acima do desejo de receber e é adquirido em duas fases: a primeira nos vasos que trabalham pelo lucro e, depois, nos vasos onde sentimos a perda. Todo o nosso desejo divide-se em duas partes: os níveis 0-1-2 (a espessura do nível da raiz, e das fases um e dois) que são chamados de GE, e os níveis 3-4 (a espessura das fases três e quatro) chamados de AHP. Primeiro a doação é realizada nos vasos de doação e depois nos vasos de recepção.

Certamente, é muito mais difícil trabalhar com o fim de doar no vaso de recepção, uma vez que a pessoa sente uma perda imediata. Ela poderia ter recebido um prazer direto nos vasos, e agora é o contrário, ela pretende doar com esses vasos, e assim verifica-se que esta é uma perda dupla para o seu ego.

Mas ela “se santifica”, o que significa que adquire o atributo de doação e avança até que seja recompensada com a “santificação da lua”, quando o atributo de doação se torna sagrado para ela.

Ela mesma não pode brilhar como a lua, mas ilumina na medida em que é aderida à força superior, à fonte da Luz, ao sol, com a ajuda do poder da fé. Graças a isso, a lua é santificada.

Assim como a terra, a lua não pode gerar qualquer Luz, mas de forma leal se adere ao sol acima da terra e, assim, começa a brilhar. Não é a sua Luz própria, mas ela brilha graças ao fato de que não recebe nada para si, mas apenas a fim de iluminar os outros.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/12, Escritos do Rabash

Você Tirou Um Bilhete Premiado De Milhares

Dr. Michael LaitmanSe o caminho espiritual fosse sentido como agradável ​​e benéfico para a nossa natureza, o nosso egoísmo, quem o rejeitaria? O mundo inteiro correria até nos para estudar e se sentar à mesa. Todo mundo viria se sentisse alegria e doçura nisso.

Ninguém recusaria uma oportunidade tentadora para revelar o futuro diante de si e obter todo o conhecimento. Nosso ego teria nos empurrado para frente, nos puxado, sem nos dar um momento de descanso. Inveja, luxúria e ambição estariam queimando na pessoa, prometendo-lhe todos os tipos de realização neste mundo e o mundo superior, o Jardim do Éden. Tudo isto a teria inspirado e atraído mais e mais.

Claro, isso não é assim, e é difícil para nós compreender e impossível concordar que toda a realidade, exceto nós mesmos, é o oposto do que vemos. Ela está cheia de alegria e prazer, a revelação da força superior. Tudo isso é revelado na medida em que a pessoa adquire a qualidade de doação.

É impossível alcançar a realização espiritual, o grau do Criador, de qualquer outra forma. Assim, a verdadeira condução está escondida por trás de sua forma oposta, e nós não somos capazes de apreciá-la, para compreender e experimentar o que significa a intenção de doar. Não temos as ferramentas para desfrutar a doação.

Por favor, doe a alguém! No entanto, você não vai sentir qualquer prazer nisso, porque seus desejos são opostos. E só aquele na qual a centelha foi acesa na escuridão do egoísmo, forçando-o a procurar a doação, e que se preocupa com a centelha, tentando aumentá-la por meio dos estudos e do ambiente, avança. Na verdade, há poucos escolhidos, de todas as milhares de pessoas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/12/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

A Unidade Dos Irmãos: O Melhor Presente Para O Pai

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que transforma todas as nossas orações em uma oração? Como podemos pedir pela  mesma coisa juntos?

Resposta: A fim de fazer isso, temos que explicar repetidamente que é impossível elevar uma oração sozinho. Tal oração não é aceita.

Nosso objetivo é que o desejo de receber se una num todo com uma intenção, como era antes. Havia totalidade até que a quebra inseriu a intenção de doar em cada grão do desejo de receber. Agora, esta intenção quebrada está sob o domínio do ego, mas com isso  há uma conexão entre os dois desejos, o desejo de receber e o desejo de doar, como se estivessem misturados, e assim eles podem ficar juntos.

Mas esta conexão traz a seguinte questão: Como devemos trabalhar? Como devemos esclarecer as coisas, se levarmos em conta que os desejos estão em você? Visto que você tem que processar a sua parte “privada”. A correção não é quando o desejo de doar controla o desejo de receber, mas quando, após a quebra, os desejos de receber são conectados pelos desejos de doar.

Nós somos inclinados a trabalhar individualmente: “Eu estou disposto a fazer tudo o que o Criador exige de mim”. Se Ele quiser que eu doe, eu irei doar; se Ele quiser que eu realize uma adesão com Ele, irei realizá-la. Eu estou pronto para qualquer coisa em meus vasos particulares, “Só me diga o que tenho que fazer”. Mas se conectar com outras pessoas, através dos atributos de doação que você herdou durante a quebra, de jeito nenhum.

Enquanto isso, o Criador desfruta sua ação que visa à conexão. Porque assim você está usando Seu poder, e, em vez de odiar os outros você os ama. Com isso você se desenvolve em direção à força do amor, ao querer se assemelhar ao Criador, embora pareça que você não tem relações com Ele. No final, você pretende dar alegria a Ele, mas a ação em si é satisfeita entre nós; sua unidade com os amigos é um prazer para o Criador.

Nós somos feitos de desejos de receber que querem ser preenchidos, e também de desejos de doar que estão à procura de uma oportunidade de lucrar à custa da doação aos outros, para usar os outros de uma forma mais astuta. Você tem que inverter tudo isso para se conectar com os outros, “como um homem em um só coração”. Se você se conecta com os amigos para dar alegria ao Criador, e se ao mesmo tempo você se torna como Ele no seu desejo de receber, então, você está dando alegria a Ele, e, assim, alcança o que é desejável.

A criança que Ele criou e preparou finalmente quer se parecer com Ele, ser como seu pai; ela quer ser independente, assemelhar-se a Ele em suas ações. Você não pode e não precisa fazer nada, exceto dar este prazer a Ele: crescer através da conexão com outros.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/12, O Zohar

Um Menino A Quem O Cordeiro E O Lobo Obedecem

Dr. Michael LaitmanPergunta: No artigo “A Paz”, o Baal HaSulam traz uma citação de Isaías: “E o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito; o bezerro e o leão novo e o animal cevado andarão juntos; e um menino os guiará”. Quando essa hora chegar, para quem vai ser mais difícil: para o lobo lidar com o cordeiro ou o cordeiro lidar com o lobo?

Resposta: Há um lobo e um cordeiro em cada um de nós, o desejo de receber e o desejo de doar. O desejo de doar é chamado de “cordeiro”, e o desejo de receber é chamado de “lobo”. Eles não podem viver juntos, por falta de acordo mútuo. O lobo sabe que só pode se satisfazer com o cordeiro, e o cordeiro teme que o lobo possa comê-lo. Mas, por outro lado, o lobo sabe que não pode viver sem o cordeiro, e o cordeiro sabe que sem o lobo não será capaz de avançar e será sempre um cordeiro.

Assim, verifica-se que um não pode existir sem o outro, e não podem viver entre si. Portanto, como eles podem encontrar o equilíbrio entre si? Como pode existir o estado de “o lobo habitará com o cordeiro”? Como podem dois desejos opostos, o desejo de receber e o desejo de doar, coexistir?

Isto é o que a sabedoria da Cabalá nos explica: como o lobo e o cordeiro se aceitam e são incorporados um no outro. Quando a pessoa não está nem no desejo de receber nem no desejo de doar, ela recebe essas duas forças como dois “anjos” e as combina corretamente, atraindo assim a imagem do Criador. É por isso que o Criador é chamado de Bo-re (“Bo-reh”, “Venha e veja”, em hebraico). Esta imagem é feita da força de recepção e da força de doação.

Então, e um menino os guiará. Isso significa que o humano em mim sente que é pequeno e, ao mesmo tempo, organiza tudo ao construir sempre a si mesmo si e ao mundo ao seu redor com a combinação certa das duas forças: o lobo e o cordeiro; a linha média é determinada entre as duas linhas, direita e esquerda, em diferentes níveis de espessura, e “um menino” controla toda essa combinação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/12, A Paz”

Momentos Preciosos De Verdade

Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo dos Dez Sefirot,” Item 42: Decerto, deverão saber que a razão para a grande distância do Criador, e porque somos tão prontos a transgredir a Sua vontade, é por apenas uma razão, que se tornou a única fonte de todos os tormentos do sofrimento que padecemos, e para todos os pecados e erros em que falhamos… “falta da nossa compreensão na Sua Providência sobre as Suas criações,” que nós não O compreendemos convenientemente.

Se nós conseguirmos compreender a Providência Superior, nós iríamos descobrir e aprender o que Ele quer para nós, pela clarificação da relação entre nós e o Criador, e então: Claramente, removendo essa razão, iriamos instantaneamente ver-nos livres de qualquer tristeza e dor. Seriamos imediatamente garantidos em adesão com Ele no coração, alma, e grandeza.

Mas nós não revelamos o Próprio Criador como as gentes acreditam erroneamente. Qualquer realização é apenas possível pela comparação de atributos, e assim a realização do Criador refere-se à parecença e equivalência para Ele de acordo com os nossos atributos. Posso apenas verificar, medir, e senti-Lo em relação a mim mesmo.

Se eu quero revelar o Criador, eu tenho que ser igual a Seus atributos de alguma maneira, tal que de outra forma eu não seria capaz de O sentir. Mas o momento em que me aproximo Dele concordantemente à equivalência de atributos, eu começo a discerni-Lo, e então desse momento em diante eu, definitivamente cometo menos erros e necessariamente mudarei mais rápido.

Mesmo em ordem a avançar em direcção à primeiríssima revelação, até ao primeiro sentimento do Criador, eu tenho que mudar, então toda a minha maneira está dividida em estágios, o primeiro dos quais está em “escuridão”, quando opero e continuo o conselho do Cabalista, acreditando que por isso ficarei mais próximo do Criador. Eu acredito no que os livros dizem, e incorporo-me e participo no grupo, tirando um exemplo dos amigos, e eventualmente eu começo a sentir e a discernir um pouco a força superior.

Um tipo de força interior e uma inclinação em direcção ao Criador é-me revelada, e depois desenvolve-se ainda mais. Então começo a entender o que os livros dizem e os Cabalistas transmitem. Até aí, poder-se-ia até ter passado uma década de leitura, mas apenas agora eu começo a, de alguma forma, saborear cada palavra.

Este texto torna-se próximo a mim, como parte de mim. Eu compreendo que fala acerca do que está a decorrer dentro de mim.

São estes momentos, estas situações, que nós devemos ansiar para não cometermos erros e compreendermos o que a força supeior pretende de nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala, 29/11/2012, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

O Coração Interno Do Mundo

Aqueles que têm o ponto no coração – que eles receberam na antiga Babilônia e passaram por muitas reencarnações até hoje, ou em quem desperta só agora – são realmente os únicos que têm o livre arbítrio. É porque há duas forças neles: a força de receber e a força de doação. Em todos os outros, há apenas só a força de receber, o desejo de receber, que os domina totalmente , a centelha de doação está dormente neste momento e não se mostra.

Eles não têm estas duas forças entre as quais é possível avaliar a si mesmo e o todo numa escala ou na outra. Mas se as faíscas de doação despertar nas pessoas, eles podem mudar o seu destino e o destino de todo o mundo. Tais pessoas são chamadas Yashar-El (em linha reta para o Criador), pois pelo atributo que receberam do Criador eles podem escolher e julgar a si mesmos e o mundo inteiro para a escala de correção.

Eles são muito diferentes dos outros, mesmo na sua natureza corporal como resultado da faísca que opera neles. Só aqueles que têm a centelha da força de doação, têm livre-arbítrio. Portanto, eles são a parte mais íntima do mundo, uma vez que eles estão perto da Luz que está em toda parte. Através deles, a Luz pode chegar a todo o sistema, todos os outros vasos (Kelim), todas as outras pessoas que vemos neste mundo.

Eles têm de realizar a correção e são responsáveis pelo estado do mundo, a forma como o mundo está avançando em direção a correção geral. Portanto, temos de reunir todas as pessoas em quem o ponto no coração despertou e tentar junta-los num grupo forte e unificado. Esta união será chamado o centro interior, o coração do mundo.

Ao nos unirmos e anulando o nosso ego, chegamos mais perto do Criador, da Luz, da força de doação. Por outro lado, a influência da luz será espalhada através de nóspor todo o mundo. Este é todo o nosso trabalho. Todos esses esforços são apenas para trazer contentamento para a força superior. Por que descobrimos a força superior e nos identificamos com ela, o que significa que atingimos o objetivo da criação.

A coisa mais importante é a ligação entre nós de modo a aumentar a força da doação e aumentar a sua importância, chegar tão perto quanto possível da Luz, do seu atributo, e assim avançar.

Da preparação para a Lição Diária da Cabala 29/11/12

A Verdadeira Redenção É Atingida Através Do Exílio

Dr. Michael LaitmanExistem dois tipos básicos de estados internos: exílio e redenção. Na verdade, ambos pertencem à espiritualidade, pois você não pode sentir que está no exílio se não sentir um eco, um reflexo da redenção, ou seja, se não sentir a redenção de alguma forma.

As crianças que nasciam na prisão ou nos campos de trabalho forçado na Sibéria, às vezes viviam lá por anos, incapazes de sair, e aquele era todo o seu mundo, todo o planeta. Sim, elas eram informadas sobre alguma outra vida, mas viviam e eram criadas sob as condições dos campos, incapazes de ver qualquer outra coisa.

Nós aprendemos tudo a partir do seu oposto; não são apenas algumas diferenças, mas para ver uma imagem completa tem que ser diametralmente oposto. Se eu quero alcançar o amor, por exemplo, eu tenho que alcançar o ódio, e quanto mais ódio, mais posso sentir um amor maior, até chegar ao estado de “o amor cobre todos os pecados”, e este se torna um amor absoluto.

É o mesmo com a redenção e o exílio:

• É possível alcançar a redenção sem sair do exílio?

• É possível reconhecer o exílio sem ser atraído para a redenção?

Todos esses estados se alternam de diferentes maneiras e estilos, permitindo que a pessoa descubra exatamente todos os discernimentos no exílio em comparação com todos os discernimentos na redenção. Apenas quando estas duas imagens são colocadas uma em frente à outra é que um grande vaso vazio é revelado, um desejo ardente, e também um grande preenchimento, que não apaga o fogo no vaso. Isto porque na espiritualidade a pessoa trabalha para doar, o que significa que ela só preenche seu vaso para se aderir ao Criador.

Assim, em nosso mundo, nós também passamos por diferentes estados corporais, como uma réplica dos estados espirituais. Aqui também há exílio e redenção, mas cada um entende esses conceitos de forma diferente, independentemente do Criador e das subidas espirituais, e, às vezes independentemente da nação, do país, ou de determinado lugar.

Por outro lado, pode muito bem ser que a “redenção” para nós seja a conexão, na qual descobrimos uma vida boa e feliz num nível corporal, independentemente da espiritualidade. Nesse caso, nós chamamos o ódio e os problemas diários de “exílio”. Uma abordagem semelhante, sem quaisquer explicações sobre raízes espirituais, também é legítima quando nos dirigimos às pessoas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/11/12, “Exílio e Redenção”

As Palavras Desaparecem Na Adesão

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”: Na verdade, se você tomar o corpo de um animal de pequeno porte, cuja única tarefa é alimentar-se de modo que possa existir neste mundo por tempo suficiente para gerar e continuar sua espécie, você vai encontrar nele uma complexa estrutura de milhões de fibras e tendões, como fisiologistas e anatomistas descobriram. E há muito lá que os seres humanos ainda devem descobrir. Do acima exposto, pode-se concluir a grande variedade de questões e canais que precisam se conectar, a fim de alcançar e revelar esse objetivo sublime.

Nós temos que nos incluir em toda a realidade externa. Para isso, temos que subir acima de nós mesmos. Nós subimos a escada dos mundos de Assiya, Yetzira, Beria, Atzilut, e AK (Adam Kadmon) até abraçar todos os desejos externos e adquirir toda a realidade: os mundos, Partzufim, Sefirot, etc.

Nós transformamos nossa intenção em doação, e preenchemos o espaço dos desejos com uma atitude de doação (amarelo), e conforme a nossa intenção age assim, nós revelamos a força superior em nossa intenção (vermelho). É como se desenvolvêssemos uma fotografia com a ajuda da intenção e a tirássemos da ocultação.

Pergunta: O que de fato podemos revelar da ocultação?

Resposta: A propriedade de amor e doação absoluta que governa tudo. Nós a revelamos conforme a nossa equivalência com esta qualidade. Proporcionalmente ao grau da nossa doação, nós revelamos a mesma qualidade na força superior que ainda está oculta de nós; assim, nós nos unimos e fundimos com ela.

Nós revelamos a doação conforme a nossa capacidade de doar. Por outro lado, se formos totalmente incapazes de doar, deixamos a força superior e nos tornamos opostos e hostis a ela. Tudo está sujeito à lei da equivalência de propriedades.

Pergunta: Digamos que eu me torno semelhante à força superior em minhas qualidades e revelo a doação. E o que vem depois?

Resposta: Nada. Você descobre a causa que estava oculta de você e lhe influenciou “nos bastidores”. Esta “causa” é a força superior. Seu objetivo é descobri-la, e ao fazê-lo, agradá-la. Então, você vai se tornar equivalente a ela. Por sua vez, a equivalência com ela  permitirá que você se funda com Ela.

Para quê? Na adesão, teremos a resposta. Nós ficamos junto com o Criador, nós somos equivalentes a Ele; a nossa equivalência com Ele agrada-Lhe e assim preenchemos infinitamente os nossos vasos, etc. Na adesão, as palavras desaparecem; a adesão não pode ser explicada. Baal HaSulam escreve em seu artigo “A Entrega da Torá”: Mas se você se prolongar nessa palavra por um instante sequer, você será oprimido por sua estatura maravilhosa. Este é o objetivo que traz e concentra tudo junto.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Exílio E Lo Lishma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre o exílio e o estado de Lo Lishma?

Resposta: A pessoa sente que está no exílio depois de ter estado num alto nível, e assim pode entender que agora desceu para o exílio. Exílio é uma descida, depois que a pessoa entendeu algo, sentiu algo, esteve em contato com o Criador, agora ela sente que está desconectada de tudo isso pelo menos em certa medida.

Os níveis dos antepassados: Abraão, Isaac e Jacó, sobre quem a Torá nos fala, são os níveis de compreensão e realização, o sentimento de doação, os atributos do Criador, sua revelação. Enquanto que a descida para o exílio no Egito já é o endurecimento do coração, que é sentido depois que a pessoa alcançou um estado chamado de “antepassados” (o estado mais inicial).

Embora Lo Lishma seja o nível inicial de uma pessoa que estuda e tenta subir acima de todos os estados que sente, ela ainda está em suas intenções egoístas. Ela sonha em atingir a doação e sente o valor desse atributo e quer se desconectar de si mesma. Mas ela também quer este desprendimento para si, sentindo o quanto ele é bom. Este sentimento de anseio pela doação, mas ainda agir para seu próprio benefício, é chamado de Lo Lishma.

Mas é sob a condição de que ela valoriza a doação não porque esta a ajuda a se separar dos problemas corporais ou na esperança de receber alguma recompensa ou realização espiritual. Ela quer estar em doação porque é assim que a Luz age nela. A pessoa nem sabe o que significa estar em doação. Mas novos atributos nascem nela e esses vasos e inclinações são equilibrados, o que a força a dar valor à doação. Ela ainda não sabe de onde isso vem, mas é o resultado da influência da Luz que Reforma.

Em seguida, esta inclinação se torna mais consciente e a pessoa começa a agarrá-la por si mesma. No final, ela atinge um estado em que só quer doar, separando-se de todos os interesses pessoais.

Para isso, a pessoa deve passar pelo endurecimento do coração muitas vezes e encontrar muitos obstáculos. Ela descobre que há coisas na vida que são caras a ela e das quais ela não pode se separar, até que ponto ela ainda se preocupa com essas coisas e não consegue subir acima de seu amor egoísta por algumas pessoas ou paixões por diferentes fenômenos. Ao mesmo tempo, ela vê até que ponto não consegue subir acima de seu ódio contra alguém ou algo.

A Luz ajuda a esclarecer isso e, finalmente, com muito trabalho e orando, a pessoa tenta subir acima de tudo isso e quase atinge a doação. Então, a Luz Superior completa este nível para ela, como se diz: “eu me esforcei e encontrei”.

A principal coisa é acelerar (apressar) o seu avanço, trabalhando intensamente no grupo. Tudo depende do ambiente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Tornar-se A Superpotência Espiritual Do Mundo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Exílio e Redenção”: Assim, por meio disso, eu proponho à Casa de Israel dizer aos nossos problemas: “Chega!” e, pelo menos, fazer um cálculo humano sobre essas aventuras que eles nos infligiram repetidas vezes e aqui no nosso país, também. Queremos iniciar nossa própria política, visto que não temos nenhuma esperança de nos agarrar ao solo como uma nação enquanto não aceitarmos nossa sagrada Torá sem qualquer atenuação, até a última condição do trabalho em Lishma e não para si mesmo, sem qualquer resíduo de egoísmo…

Enquanto não elevarmos nossa meta acima da vida corporal, não teremos nenhum renascimento corporal porque o espiritual e o corporal em nós não podem habitar em uma cesta, porque nós somos as crianças da ideia. E mesmo se estivermos imersos em quarenta e nove portões de materialismo, mesmo assim não vamos desistir da ideia. Portanto, é o propósito santo de ‘em Seu nome’ que precisamos”.

Naturalmente, a nação de Israel só pode existir se estiver em garantia mútua. Esta é a base e o fundamento de nossa nação pelos quais seremos capazes de determinar a forma correta de nosso estado, pois, caso contrário, não seremos capazes de existir. Isso não pode ocorrer se não tivermos a intenção de doar Lishma (em nome Dele).

Só então seremos capazes de ser prósperos e seguros em nosso estado; tudo depende da intenção interna, que determina todos os outros aspectos da vida. Assim, Baal HaSulam diz que não devemos pensar em um renascimento corporal, e, além disso, tentar ser como todas as outras nações, uma vez que existimos numa base totalmente diferente e não de acordo com os princípios de todas as outras nações.

As nações do mundo vivem de acordo com as leis do desejo de receber, e assim, sabem como organizar sua vida corporal neste mundo. Elas sentem e se entendem entre si. A nação de Israel, no entanto, não. Nós só temos que ter um renascimento espiritual, e se mantivermos e cumprirmos nossa missão espiritual, nossa vida corporal vai funcionar. Nós não precisaremos nos preocupar com ela, já que se alcançarmos o nível espiritual, haverá tal equilíbrio de forças entre o mundo corporal e o mundo espiritual, que isso determinará o nível e a forma de nossa existência corporal.

Assim, a única coisa que precisamos é espiritualidade: uma solução que seja tão interna quanto possível. Tudo mais vai funcionar automaticamente como a projeção da internalidade na externalidade.

O mesmo acontece no que diz respeito a todo nosso grupo mundial de Cabalistas chamado “Israel”, que significa o anseio pelo o Criador, Yashar El (direto ao Criador). Se quisermos que este grupo cresça e sirva como fonte deste conhecimento, ao existir como uma superpotência espiritual, nós primeiro devemos cuidar de nossa qualidade interna e, além disso, também investir nossa energia em disseminação.

No entanto, a principal coisa que determina o nosso sucesso é a conexão entre nós. Nós devemos sair para o mundo e sermos impressionados por ele, de modo a não perdermos a nossa conexão com ele, disseminar o método de Cabalá e da garantia mútua. No entanto, isso deve primeiro ser o resultado da nossa preocupação com a união e a conexão, com a garantia mútua entre nós, a fim de concentrar isso na doação Lishma, que significa dar alegria à força superior.

Quanto a Israel, nós devemos ansiar direto ao Criador, uma vez que é a internalidade que determina tudo. Assim, aqui também, na terra de Israel, nós devemos primeiro nos preocupar em alcançar a força interna. Quando nós a tivermos, ninguém será capaz de nos prejudicar.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/11/12