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O Segredo Das Dez Tribos, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: O grupo de Abraão, com a sua lei do “ama ao próximo como a ti mesmo”, “atravessou” todas as gerações no Egito. Eles a experimentaram, saíram, permaneceram em torno do Monte Sinai, e tornaram-se uma nação. Na época, onde estava o grupo de Nimrod, ou seja, o resto da humanidade, a Babilônia?

Resposta: Enquanto isso, as pessoas gradualmente se dispersaram e se estabeleceram. A Cabalá e a Torá não estudam isso, porque elas estão envolvidos na elevação espiritual do homem, e isso está acontecendo no mesmo nível terrestre. Tudo isso é descrito bem na obra de Flávio Josefo, “As Antiguidades dos Judeus“.

Pergunta: Vamos voltar ao povo de Israel, que entrou em sua própria “terra”, nas camadas egoístas do seu próprio desejo. Como eles começaram a processar este egoísmo?

Resposta: Não foi fácil. Em primeiro lugar, eles não sabiam como alterá-lo ou como começar a trabalhar nele.

Eles não tinham Moisés com eles. Não havia Abraão, Isaac, Jacó e José. E aqui começou um controle diferente do povo.

Basicamente, ele era um reino. Todos os tipos de atritos surgiram entre eles que não foram descritos na Torá, mas nos Profetas e nas Escrituras. Eles escolheram onde construir o Templo, ou seja, onde não havia um local adequado para a soma de seus desejos espirituais. Mas não estamos falando de geografia, simplesmente este processo descrito em termos geográficos.

As doze tribos começaram a dividir a terra entre si. Havia uma condição sob a qual as tribos deveriam viver para além do Jordão, onde o Jordão de hoje situa-se, porque suponha-se ser de acordo com o plano da alma comum na Terra.

Em geral, existe uma natureza humana (a alma), bem como a natureza animal, vegetal e inanimada. Todos estes níveis são projetados um sobre o outro, e todos são construídos segundo o mesmo princípio paralelo. Quando a natureza humana começa a se manifestar em nós, o que significa semelhança com o Criador, de acordo com este movimento espiritual, nós também mudamos o local de residência. Em geral, tudo muda em nós, e nós nem percebemos o quanto mudamos. Isso acontece instintivamente, como se por si só. Assim, começamos a explorar e descobrir como precisamos agora existir.

Pergunta: Será que eles continuam vivendo de acordo com o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”?

Resposta: É claro! Eles continuam, aprofundando-o ainda mais. Isso significa povoar e desenvolver a terra de Israel, porque a terra significa desejo. Assim, eles se movem para frente.

Mas a questão não é que eles dividem a terra entre si. Nas fontes é descrito como cada tribo se instala em sua terra, onde deveria estar. As fronteiras e a clara distribuição entre eles são descritas. As tribos não podem ser misturadas entre si, porque o desejo comum, a alma comum, divide-se em quatro níveis de acordo com três linhas. Assim, (4 x 3) doze partes, as doze tribos surgiram, que devem corresponder totalmente aos seus objetivos, desde o nível espiritual até o material, de modo que elas são adicionadas de forma exata e idêntica uma a outra de acordo com estes níveis e até mesmo seguir cada uma de um modo paralelo.

Pergunta: Portanto, a correção do mundo começa aqui com esta pequena área, em que as doze tribos são “estendidas?”

Resposta: Sim. O que é interessante é que se diz que, mais tarde, no final dos dias, toda a humanidade se apegará a essas doze tribos (dez das quais foram perdidas, mas vão voltar). Então, tudo se torna claro porque a Babilônia moderna se transforma num todo, e as doze tribos aparecem novamente, a fim de se espalhar por toda a terra. Ou seja, a “terra de Israel”, como La Peau de chagrin “estende” em todo o mundo, não fisicamente, é claro, mas internamente.

Portanto, este é o processo de correção das enormes camadas do inanimado, vegetal e animal e, em geral, egoísmo humano, que já estão cobertas, fundidas num todo, e espalhadas por toda a terra da forma que é apresentada para nós hoje. Como resultado, a partir de um pequeno ponto, um novo mundo se forma, com uma nova intenção, e uma aspiração “direto ao Criador”, Yashar-El, Israel.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Duas Soluções Para A Crise

De “Quem é Você, Povo de Israel”:

Procurando uma solução para seu conflito levou o povo da Babilônia a formar duas visões conflitantes. A primeira era a visão de Nimrod, rei da Babilônia, e a segunda era a visão de Abraão, um renomado sábio babilônico.

David Altshuler, autor de Metzudat David (Fortaleza de David), escreve em seu comentário sobre Crônicas Um, “Até os dias de Nimrod, todas as pessoas eram iguais, e nenhuma prevalecia em detrimento de outra, de modo a excluir a outra. Mas Nimrod começou a prevalecer e dominar a terra”.

Na verdade, Nimrod fez um caso perfeitamente razoável quanto ao ódio emergente entre os babilônios. Ele argumentou que eles deveriam transcender os limites da Babilônia e se dispersar.

Quando eles estão longe um do outro, afirmou ele, eles seriam capazes de viver em paz. Por outro lado, o argumento de Abraão era de que a dispersão não resolveria nada. Ele explicou que, de acordo com a lei da evolução da natureza, a sociedade humana é obrigada a se unir. Como resultado, ele se esforçou em unir os babilônios e construir uma sociedade perfeita.

Sucintamente, o método de Abraão envolveu conectar pessoas acima de seus egos pessoais. Quando ele começou a defender seu método entre as pessoas de seu país, “milhares e dezenas de milhares se reuniram em torno dele, e …Ele plantou este princípio em seus corações”, escreve Maimônides (Mishnah Torah, Parte 1). O resto do povo escolheu o caminho de Nimrod: a dispersão, semelhante a vizinhos briguentos tentando ficar fora do caminho um do outro. Essas pessoas que se dispersaram gradualmente se tornaram o que hoje conhecemos como “a sociedade humana”.

Só hoje, cerca de 4000 anos após, nós podemos começar a perceber qual deles estava certo, Abraão ou Nimrod.

O texto completo do folheto está aqui (inglês).

De Onde Nós Viemos?

Do folheto: “Quem é Você, Povo de Israel”

É bem conhecido que o povo de Israel veio da Babilônia antiga, entre o Iraque e o Irã de hoje. Cerca de 4000 anos atrás, uma civilização próspera espalhou-se sobre essa terra vasta e fértil, e seu povo se sentiu conectado, compartilhando o mesmo destino. Nas palavras da Torá, “Toda a terra tinha uma só língua e uma mesma fala” (Gênesis, 11: 1).

Mas, assim como os seus laços ficaram mais fortes, também ficaram seus egos. Eles começaram a explorar um ao outro e a se odiar. Assim, enquanto os babilônios se sentiram conectados, também ficaram mais alienados um do outro, devido à sua progressiva natureza egoísta interna.

Em consequência, os babilônios se sentiram presos entre uma rocha e um lugar duro, sem saber o que fazer. Eles começaram a procurar uma solução para a sua situação.

O texto completo do folheto está aqui (inglês).

A Base Do Povo De Israel

Abraão e seus discípulos foram forçados a sair da Babilônia e vagaram para uma terra que mais tarde se tornou conhecida como a terra de Israel. Este grupo de discípulos aspirava à unidade e coesão, de acordo com o princípio, “ama teu próximo como a ti mesmo”. O ego também foi implacavelmente crescendo dentro deles, separando-os; no entanto, eles se esforçaram na unidade. Nas palavras de Maimônides (Mishná Torá, “Shoftim” (juízes), “faça pelos outros o que você gostaria que fizessem por você”.

Assim, através da conexão, os discípulos de Abraão, ao superar seus egos, descobriram um novo fenômeno: a força da unidade, a força oculta da natureza.

A ciência nos diz que cada substância na realidade consiste de duas forças opostas — conexão e separação — e estas forças se equilibram. Mas os indivíduos, e a sociedade humana como um todo, evoluem usando apenas a força negativa, o ego. De acordo com o plano da natureza, nós somos obrigados a compensar conscientemente a força negativa com a força positiva da unidade.

No entanto, nós não possuímos nada disso. Pelo contrário, esta força existe na natureza e temos que descobrir isso através da construção de conexões positivas entre nós. Quando Abraão e seus discípulos equilibraram o poder do ego entre eles com a força da unidade, eles descobriram a sabedoria de manter o equilíbrio. Eles chamaram esse método de “a sabedoria da Cabalá”.

O texto completo da brochura está aqui (inglês).

Ajustando-se Para Uma Nova Porção De Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos usar a reunião de amigos (Yeshivat Haverim) para nos unir na Convenção?

Resposta: A reunião de amigos é uma parte do dia quando nós estamos nos ajustando para receber uma nova porção da Luz Superior, porque essas reuniões precedem as aulas e workshops, ou seja, nossas próximas ações espirituais.

Para fazer isso, nós temos que nos aprontar, nos unir e lembrar um ao outro sobre nossa meta que é alcançada na unidade, que é o apoio mútuo, isto é, nosso livre arbítrio, e esta é nossa única ação livre; todo o resto não depende de nós. A reunião de amigos deve nos lembrar disso.

Da Lição sobre o Tema: Preparação para a Convenção, 09/09/14

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 1

Dr. Michael LaitmanNós não seremos capazes de compreender os modernos processos globais, se não entendermos primeiro o estado que se tornou a base, a verdadeira razão e o protótipo cerca de 4.000 anos atrás.

Duas percepções da nossa evolução foram formadas na antiga Babilônia durante uma crise semelhante da humanidade. O rei da Babilônia, Nimrod, levou a maioria ao longo do caminho da evolução natural, enquanto o sábio sacerdote babilônico Abraão chamou o povo para ascender a um novo nível qualitativo.

Pergunta: Abraão era um grande ideólogo e filósofo e um homem muito respeitável. Por que ele precisou começar uma revolução?

Resposta: Ele buscou uma saída e encontrou-a no estado que foi criado na nação. As circunstâncias os forçaram a se unir, mas as pessoas não podiam viver juntas. Pelo contrário, o ego cresceu tanto que elas começaram a se criticar e odiar.

A solução de Nimrod foi simples e corporal: “Nós devemos simplesmente nos dispersar e viver separadamente, sob a minha liderança, é claro”. É assim que os moradores de um local comum se dispersaram a fim de parar de brigar.

Mas Abraão teve outra ideia: “Nós não devemos dispersar porque a lei da natureza é uma lei, não podemos fugir dela. A terra vai ficar lotada no futuro de qualquer maneira. Nós não precisamos inventar nada. A natureza, a evolução exige que nos unamos. Nós temos que nos unir acima do ego”.

Poucos, é claro, ouviram Abraão, algumas dezenas de milhares de três milhões de pessoas. Afinal de contas, é uma decisão difícil e é muito mais fácil se dispersar. De uma forma ou de outra, os discípulos de Abraão o seguiram, saíram do Egito e levaram a ideia do “ama ao próximo como a ti mesmo”, ao cumpri-la entre si.

Eles sentiram desespero no início; não podiam viver com egoísmo por mais tempo e queriam fazer alguma coisa com ele, se livrar dele. Esta é a razão deles acharem a meta que Abraão definiu para eles atraente e não a ideia de simplesmente viver uma vida normal, não simplesmente parar de xingar e brigar um ao outro, mas de ascender a algo novo. É a ascensão para o próximo nível que os atraiu, porque não exige a anulação do ego, mas sim utilizá-lo para a ascensão.

Pergunta: Que povo estranho. Eles não quiseram viver em suas próprias casas, em locais separados, mas preferiram a ascensão espiritual. Acontece que a base da nossa nação é esses caras deprimidos que seguiram Abraão?

Resposta: É claro que a depressão realmente os empurrou para cima. Eles entenderam a crise de uma forma totalmente diferente, e contaram com ela para ajudá-los a encontrar um sentido para a vida, em sua existência.

Os outros examinaram a crise de forma prática: “Vamos resolvê-la e continuar com nossa vida normal”.

No final, as pessoas se dividiram em dois grupos e seus modos eram extremamente diferentes.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

O Declínio Da Babilônia, Parte 3

Dr. Michael LaitmanNão é que a maioria dos babilônios discordavam de Abraão; em vez disso, eles não sentiam que isso era para eles. Apenas cinco mil pessoas achavam que ele era o portador da Luz para as suas vidas, levando-as para frente, que ele poderia ser o seu pastor, seu líder, seu guia, e que elas o seguiriam. Elas achavam que estavam indo em direção a esse pequeno raio de luz, sem adorar seu ídolo, mas o seguiram como seu líder.

Ele as deixou “provar” um pouco da força positiva. E elas entenderam que ao segui-lo poderiam realizar, alcançar e descobri-lo. Posteriormente, essa força seria chamada de “Criador”.

Outras “se separaram”, se isolaram de Abraão e seguiram Nimrod, Terah, etc. Só uma coisa foi deixada para elas, a mesma situação ruim, brigas entre vizinhos, que na verdade não tinham para onde fugir, mas elas ainda não entendiam isso. “Nós temos impostos terríveis. É preciso ir para algum lugar; é preciso fazer alguma coisa. Nós vamos para lá, e você, para onde vai? Bem, esse é problema seu! Entre você e eu, eu não gostaria de ir por esse caminho, mas eles vão lá, então eu também vou lá… ou devemos ir numa direção diferente?”.

Como se diz, “Mude o seu lugar, mude tudo”. Em busca de uma vida melhor e fugindo de confrontos, as pessoas se dispersaram, foram em direções diferentes, estabelecendo-se gradualmente por toda a face da terra. Mas quanto tempo isso poderia durar? Elas se espalharam conforme o crescimento do ego, conforme a sua multiplicação e sua reprodução física. Elas se desenvolveram continuamente desta forma, buscando um lugar melhor.

Aqui é necessário entender que uma pessoa procura por um lugar melhor de acordo com seu sentimento interior, de acordo com a raiz da sua alma. Em última análise, elas se propagaram para aqueles lugares onde a sua alma estava inclinada a ir, aonde quer que as levou.

Em princípio, os animais agem de forma semelhante. Eles vagam pela floresta, vagando de um lugar para outro, e com eles tudo é medido: aqui é melhor, aqui é pior, aqui não há muito sol, aqui há pouco sol, aqui o terreno não é adequado, e aqui há muitas árvores.

Em outras palavras, eles estavam procurando o tempo todo, eles constantemente presumiram onde seria melhor para eles, onde o alimento seria mais acessível, onde seria mais seguro, onde encontrar um companheiro, onde criar seus filhotes, etc. Uma enorme quantidade de informações internas era processada e dirigia todos os seus movimentos.

A mesma coisa aconteceu com os três milhões de babilônios que seguiram o conceito de Nimrod. O ego em desenvolvimento deu-lhes sensações semelhantes, e a pessoa de repente entendeu que o ego estava atraindo e movendo-a, uma para a praia do Mar Negro, outra para o Alasca. Desta maneira, elas se espalharam sobre a face do mundo.

Então houve uma grande migração de povos. E mais uma vez as pessoas mudaram de lugar para lugar, mas não só isso, mas uma erupção de um grande desejo egoísta as moveu, por exemplo, para subjugar alguém, para impor impostos, etc. Mas estes eram apenas sinais externos; basicamente, o que estava levando-as para frente era um sentimento do imperativo de ser alimentadas em outro lugar, alimentadas internamente, espiritualmente e mentalmente.

Por outro lado, por exemplo, o chinês, por milhares de anos não se aventurou a partir de seu “canto”; os japoneses não deixavam ninguém sair ou entrar. Tal era o estado estático da alma. Por outro lado, que cultura, que civilização! Tudo desenvolvido somente internamente, com seus específicos problemas e conclusões.

Assim, as tribos babilônicas se dispersaram e se estabeleceram, cada uma encontrou o seu lugar de acordo com a sua alma. Flávio Josefo escreve sobre isso em detalhes: alguns deles foram para a terra de Ashkenazi, outras foram para a Inglaterra, França, Espanha, para o Oriente, a África, etc.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14, Parte 4

O Declínio Da Babilônia, Parte 2

Dr. Michael LaitmanA pessoa nasce e se desenvolve como egoísta. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal [egoísmo]; Eu criei a Torá como tempero”, para a sua correção, de modo que a Torá lhe dará a Luz com cuja ajuda você pode corrigir o ego. É assim como as duas linhas são formadas, duas partes do trabalho interno: o ego separado (a parte esquerda) e a Torá (a parte direita).

Pergunta: Eu sou tão egoísta que só a força negativa está dentro de mim? Além disso, com uma mensagem como esta consegue atrair o público até nós, assim como Abraão fez?

Resposta: Ao que parece, ele simplesmente espalhou panfletos por toda a antiga Babilônia. Imprimiu-os rapidamente numa loja de impressão local e os espalhou entre todos os babilônios, uma população total de três milhões de habitantes, de acordo com o mito. Então, eles leram os folhetos e cinco mil pessoas se reuniram em torno de Abraão.

Brincadeira à parte, Abraão era um grande líder espiritual, um sacerdote, um grande cientista daquela época. Além disso, era filho do chefe ideólogo da Babilônia, seu pai Terah. Portanto, ele tinha os meios, o conhecimento, poder e conexões, todas as possibilidades para divulgar sua mensagem. Tudo isso é obrigatório em nosso mundo.

Então, Abraão difundiu o conhecimento e as pessoas se juntaram a ele. Ele foi acompanhado por aquelas que achavam que não queriam mais trabalhar apenas com o ego.

Em outras palavras, elas já tinham uma sensação nova, uma consciência do mal do egoísmo; elas já haviam desenvolvido e percebido que ele deve estar em equilíbrio, e que elas tinham ansiado pela segunda força, que poderia ser usada para equilibrar o egoísmo, para criar um “dipolo” de forças positivas e negativas e existir nele.

Eles sentiram que somente o ego as motivava. Eles viviam graças apenas ao seu poder negativo, e isso certamente as mergulhou na depressão. Afinal de contas, elas não sentiam nenhuma satisfação, nenhum preenchimento nesta vida, mesmo que a antiga Babilônia fosse uma civilização desenvolvida. Se a pessoa entendesse que somente uma única força negativa está agindo e evoluindo dentro dela, ela pularia de uma ponte ou uma torre alta. Na melhor das hipóteses, ela iria fumar maconha.

Além disso, é se, junto com esse entendimento, a possibilidade de adquirir a força positiva é revelada a ela. Porque o caminho é composto por dois pontos e um vetor entre eles, um segundo ponto é necessária para que, pelo menos um pouco, a Luz o ilumine de onde quer que seja. É impossível viver sem essa iluminação: “Eu não posso ficar aqui. Então, o que mais há para fazer, cometer suicídio?” No entanto, se algo me ilumina a partir de uma distância, se, por entre as nuvens, um pequeno raio de luz irrompe, eu não preciso de mais nada.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

A Fusão Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanDurante a descida do desejo do ponto da quebra para baixo, ele é dividido em partes cada vez menores que são constantemente misturadas de acordo com a intensidade e o tipo da quebra. Não se trata apenas do Aviut (espessura), mas também depende do nível que pertencia ao Aviut de Keter, Hochma ou Bina.

A correção só começa depois do fim da incorporação de todas as partes quebradas umas nas outras, assim como diferentes legumes, tais como tomate, pepino ou cebola que são colocados num liquidificador e moídos em conjunto. Primeiro, os legumes são cortados em pedaços grandes e depois em pedaços cada vez menores, até que se tornem uma mistura homogênea em que é impossível identificar os diferentes legumes que foram colocados no liquidificador.

No liquidificador há o que costumava ser um tomate, pepino e cebola, mas você não pode vê-los, uma vez que existe apenas uma massa marrom. Agora nós temos que corrigir esta mistura e aumentar todos os seus componentes de baixo para cima. O que devemos fazer? Nós temos que separar os legumes de novo? O que é a incorporação?

De repente, nós entendemos que este liquidificador, a quebra, nos tirou de um estado especial, nos misturou de tal forma que nunca poderíamos ter sido capazes de ser incorporados uns nos outros se tivéssemos permanecido corrigidos.

No estado corrigido inicial, nós estávamos conectados pela Luz que nos criou. Graças à Luz, éramos um tomate, pepino, alho ou cebola. Cada um de nós era outro vegetal e embora estivéssemos todos conectados, ninguém estava incorporada nos outros, porque a Luz Superior nos conectava. Como resultado da quebra, nós chegamos ao estado em que estamos totalmente destruídos, e quer queiramos ou não, estamos todos incorporados uns nos outros. Eu quero o que os outros têm e sinto no meu ego o que eles têm. As conexões altruístas entre nós foram mantidas pela Luz desde o início da criação, mas foram destruídas quando começamos a sentir impulsos egoístas, tais como, “A grama do vizinho é mais verde”, “Que carro grande que ele tem!” “Que belo vestido!”.

É assim que nós começamos a absorver os desejos de cada um. A quebra deixou uma fusão de desejos em cada um de nós. Acontece que a quebra causou algo que não poderíamos ter feito por nós. Ela nos obrigou a ser incorporados um no outro.

Hoje cada pessoa está conectada ao mundo inteiro através de cinco pessoas que ela conheça. Eu não sou sequer consciente de que estou incorporado nos desejos de um esquimó que vive em algum lugar do Ártico, ou de uma pessoa que vive na América do Sul, Austrália ou Índia, porque nunca estive lá. Como isso acontece? Eu não sei, mas é o resultado da quebra.

Nós pensamos que a quebra foi um desastre, mas ela foi essencial para nos levar à correção. Agora que fomos misturados juntos, a única coisa que nos resta a fazer é corrigir a nós mesmos com a ajuda da Luz superior. O que a Luz tem que fazer, a fim de corrigir a nossa mistura de legumes? Será que ela tem que nos separar em um tomate e um pepino de novo? Será que ela tem que nos classificar? Ou talvez ela deva pegar toda essa massa e colá-la num vegetal, num vaso?

A mistura começa a tomar forma de acordo com os níveis de Aviut do desejo sob a influência da Luz Superior. Há partes que pertencem às camadas superiores ou inferiores. Como nós sabemos a qual camada pertence cada um nesta mistura?

Em nosso mundo, há a força da gravidade que constrói algumas camadas de certa maneira e há diferenças entre elas. Na mistura humana também existem diferenças entre as camadas do desejo, embora elas não sejam criadas pela força de gravidade da terra, mas pela força da gravidade desde cima, pela Luz superior.

A Luz Superior entra nos vasos quebrados que ela quebrou. Mas agora ela começa a corrigi-los e reformá-los. A mistura de legumes é feita de desejos quebrados que foram misturados e quebrados infinitamente pela Luz Superior. Agora, a Luz que Reforma chega e todos os componentes aparecem gradualmente de acordo com sua reação à Luz e, assim, eles sentem que têm algo em comum, seja mais perto ou mais longe da Luz e um do outro.

Eles esclarecem se pertencem mais aos tomates e menos aos pepinos, mais à cebola, etc., de acordo com a percepção da Luz e de acordo com o sentimento de sua influência sobre eles. Apesar de terem sido todos misturados, as mudanças começam a acontecer nesta massa.

Há partes especiais entre todos os desejos quebrados: os judeus. No passado, eles atraíram a Luz que Reforma, mas não fizeram jus à sua correção e foram destruídos e caíram. Eles foram a razão para a quebra de todo o desejo e pela mistura. Agora, eles devem ser revelados, o que significa que uma ação especial está acontecendo no mundo de hoje. Nós temos que ver como todo mundo está incorporado em todos os outros. Há dez tribos perdidas entre nós que foram incorporadas na quebra geral. Esta é uma ação muito complexa, variada e profunda, mas nós não a corrigimos simplesmente retornando ao estado inicial, a fim de ter os tomates e os pepinos que estavam lá antes, mas corrigimos todas as camadas juntas e chegamos a uma conexão que é 620 vezes maior. A adesão anterior era pela Luz Superior e agora ela é atingida pela Luz que Reforma de acordo com o pedido do inferior que quer esta adesão.

Se antes a adesão inicial sustentada pelo superior era uma unidade, a nova adesão é de 620 unidades, 620 vezes mais forte, e é tudo graças ao trabalho do inferior.

O inferior pede para permanecer na forma que foi criado após a quebra e só quer corrigir a sua atitude. Portanto, a alma geral é corrigida camada por camada de acordo com o seu despertar; a primeira camada, a segunda e a terceira. De outro modo, não haveria qualquer subida, mas uma simples recuperação dos tomates e pepinos.

Nós queremos manter a incorporação mútua, pois é realmente através da fusão que chegamos a uma adesão mais potente, 620 vezes mais forte, em que todos são incorporados em todos os outros. Portanto, nós temos que ser gratos pela quebra e pela oportunidade de ser incorporados uns nos outros. Os judeus foram misturados com o resto dos babilônios e agora nós podemos finalmente começar a nossa correção coletiva!

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/09/14, Talmud Eser Sefirot

A Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 5

Dr. Michael LaitmanJuntamente com seus filhos, Jacó entrou no Egito, onde morreu mais tarde. Isso aconteceu porque não só o ponto original foi “revivido” do Egito, mas todo o sistema surgiu a partir dele. O sistema teve origem no Egito, ou seja, surgiu do terrível estado fragmentado que era milhares de vezes pior do que a Babilônia.

Em essência, é a mesma Babilônia, apenas mais terrivelmente desconectada. Em vez de Nimrod, surge o Faraó, em vez de Abraão, surge Moisés.

A história se repete, mas numa nova espiral. A correção de um enorme e crescente egoísmo (“Egito”) começa a partir daí.

Pergunta: Então, em vez de ser apenas uma família ou uma tribo, eles se tornaram uma nação, certo?

Resposta: Sim. Este poder é chamado de “a nação”, embora todos eles sejam uma só alma. É sempre sobre uma só alma. Não há nada no mundo, exceto uma alma unificada, ou seja, um desejo que surgiu na Babilônia e foi dividido em dois segmentos principais:

  • Aqueles que se juntaram a Abraão e estavam dispostos a combinar todos os desejos em um.
  • Aqueles que não queriam se reconectar e se tornar como um todo. Os últimos foram espalhados por todo o mundo.

A parte que saiu com Abraão gradualmente se reconectou no primeiro nível, depois no segundo nível, e depois no terceiro: Abraão, Isaac e Jacob. Em seguida, eles receberam um egoísmo maior, adicional: o Egito e o Faraó, ou seja, as forças governantes que dominam o povo. Eles conseguiram superar o enorme egoísmo que os separava internamente. Por favor, usem a sua imaginação para formar uma imagem em que vocês sentem um desprendimento mútuo chamado “Egito”. Um desprendimento muito maior, óbvio, recíproco, cuja fonte é o “Faraó”. Ambos são denominações de novas camadas de egoísmo.

Assim, ao superar os níveis de desconexão denominados “Egito” e “Faraó”, apesar de todas as pragas do Egito que esse grupo teve que passar, eles se transformaram numa nação forte depois que saíram do Egito. Eles absorveram uma nova dose de egoísmo e a transformaram numa conexão mútua. Como resultado, eles se tornaram prontos para ascender ao método de correção de seus egos chamada “Torá”.

Aqui nós estamos falando de um novo tipo de conexão que é diferente da conexão de Abraão, Isaac, Jacó, ou mesmo de Moisés. É um novo tipo de unidade que se chama de “nação”, e que só pode ser alcançada se as pessoas não só usam os poderes naturais de união, mas também quando eles os induzem a partir da natureza com consciência.

Esta é a diferença entre todas as etapas anteriores (da Babilônia ao Monte Sinai) e a fase posterior de correção que começou a partir do Monte Sinai e continua mais adiante: a partir desse ponto, as pessoas fizeram esforços para atingir a força que as conecta. Não só elas aspiram a ser um e se reúnem, mas chegam a uma fase em que a sua realização cognitiva da força de conexão (o Criador) é ativada.

Pergunta: O seu avanço anterior também era baseado no princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”?

Resposta: Eles nunca tinham atingido o Criador. Apenas alguns deles, seus líderes, como Abraão, Isaac, Jacó, Moisés e Aarão, realizaram esta tarefa, na medida em que era “como se” tivessem falado com Ele diretamente. O resto da nação falhou em atingir este objetivo. É por isso que Moisés anunciou a seu povo o que exatamente o Criador lhe havia dito. Não havia qualquer percepção direta ou aparente do Criador naquela época.

No entanto, eles conseguiram ascender a um novo nível no qual juntos começaram a alcançar o Criador. Na época do êxodo do Egito, eles testemunharam muitos “sinais”, lenta e gradualmente o Criador começou a se manifestar entre eles: Ele falou do Tabernáculo, caminhou à frente deles, etc. Em geral, passo-a-passo, as pessoas começaram a perceber que viam “milagres”. Basicamente, o Criador se manifestou pouco a pouco.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14