Textos na Categoria 'Amor'

Amor Desinteressado

527.02Pergunta: Não podemos atribuir o sentimento de amor aos níveis inanimado, vegetativo e animal porque eles não têm liberdade de escolha. A interação de objetos nesses níveis se deve a genes, leis e instintos. Podemos falar sobre amor apenas onde há liberdade de escolha, onde há uma oportunidade de se elevar acima da própria natureza egoísta.

Quando falamos de amor divino ou absoluto e desinteressado, estamos falando de amor pela propriedade de doação e isso significa que a pessoa deve estar nessa propriedade o tempo todo. Podemos dizer que amar a propriedade de doação é amor?

Resposta: Sim. Ao mesmo tempo, você trata o outro de tal maneira que nenhum dos efeitos negativos que ele exerce sobre você o impede de amá-lo.

Pergunta: E a propriedade de doação está em mim ou nele?

Resposta: Está em você. A outra pessoa não tem nada a ver com isso.

Pergunta: Como alguém determina se uma pessoa está amando de forma puramente egoísta ou se é amor desinteressado?

Resposta: Isso é impossível de determinar. Para fazer isso, você precisa descobrir se ela o ama por dinheiro ou se o ama desinteressadamente. No que ele é desinteressado?

Não existe um conceito relacionado a “amor” na Cabalá. O amor é definido como prazer. O chamado amor pelo próximo, pelo Criador ou por si mesmo, seja amor egoísta ou altruísta, é determinado pela medida do uso do próprio egoísmo para si mesmo em contraste com o uso do próprio egoísmo para o bem de outro. Portanto, nos afastamos do conceito de “amor”.

Mesmo quando se diz “ame o seu próximo como a si mesmo”, isso significa que, tão egoisticamente quanto você trata a si mesmo, você deve tratar os outros exatamente da mesma maneira. Isto é, conforme você se preenche, você deve preencher outro na mesma medida.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 23/10/20

Lançando O Mecanismo Do Amor

599.02Nas Notícias (University of Oxford News and Events): “Os antropólogos da University of Oxford descobriram o que acreditam ser sete regras morais universais.

“As regras: ajudar sua família, ajudar seu grupo, retribuir favores, ser corajoso, submeter-se aos superiores, dividir os recursos com justiça e respeitar a propriedade alheia, foram encontradas em uma pesquisa com 60 culturas de todo o mundo. …

“O Dr. Oliver Scott Curry, principal autor e pesquisador sênior do Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolucionária, disse: ‘O debate entre universalistas morais e relativistas morais tem sido travado por séculos, mas agora temos algumas respostas. Pessoas em todos os lugares enfrentam um conjunto semelhante de problemas sociais e usam um conjunto semelhante de regras morais para resolvê-los. Conforme previsto, essas sete regras morais parecem ser universais entre as culturas. Todos em todos os lugares compartilham um código moral comum. Todos concordam que cooperar, promover o bem comum, é a coisa certa a fazer’”.

Pergunta: O que a Cabalá diz sobre o código moral?

Resposta: A Cabalá diz que todos os pontos acima são regras de interação humana egoísta. Claro, elas devem ser observadas, mas não têm nada a ver com as leis superiores.

No nível animado, elas são observadas automaticamente. E uma pessoa, por ser egoísta e capaz de prejudicar os outros muito mais do que qualquer animal, precisa desses princípios. Seria bom se eles fossem observados.

No entanto, essa não é a tarefa da Cabalá nem seu domínio. A Cabalá exige a observação de outros princípios: os princípios do amor, quando não precisamos ser instruídos a agirmos de uma forma e não de outra.

Para uma pessoa que sente amor pelo próximo em si mesma, todos esses códigos são naturais e não se pode agir de outra forma. Você não pode escrever um livro para uma mãe de leis sobre como lidar com um bebê. Ela não precisa disso; ela sente, entende e faz tudo puramente para o benefício de seu filho.

Pergunta: Você acha que é possível convocar tal força da natureza que acionaria o mecanismo do amor em uma pessoa, como uma mãe para um filho?

Resposta: Sim. Isso é o que devemos fazer. Então não há necessidade de códigos morais. Não se deve ter que consultar constantemente um livro de leis para ver se está fazendo algo certo ou errado, algo pelo qual pode ser condenado ou punido.

Pergunta: Consideramos o critério da educação moral as ações das pessoas e suas motivações. Você acha que existem outros critérios morais?

Resposta: Eu diria que o verdadeiro critério de moralidade é a existência da força superior e seu princípio mais elevado de amor por todos.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 09/10/20

“Imagine Um Mundo Melhor, Ele Pode Se Tornar Uma Realidade” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “Imagine Um Mundo Melhor, Ele Pode Se Tornar Uma Realidade

John Lennon, que foi assassinado há quarenta anos hoje, imaginou um mundo comum sem fronteiras, sem ganância e sem fome, um mundo que é todo amor – e sua mensagem falou ao coração de muitas pessoas. A ideia de um mundo mais tolerante, igualitário e abrangente ainda ressoa hoje.

Um sonho de amor global vive em todos, então, mesmo nesta época em que tudo é explorado para fins comerciais em um mundo áspero e alienado, ainda preferimos ver filmes onde o amor prevalece e ouvir principalmente canções de amor. Toda a cultura em todo o mundo gira em torno do tema do amor e, se o ódio ocasionalmente aparece, ele surge como um contraponto feio para contrastar a beleza do amor. É natural. Cada pessoa não tem mais desejo interior do que um vínculo de amor. Faz com que aspiremos a isso através de todas as camadas materialistas da época e do ambiente em que vivemos.

Portanto, o mundo que Lennon imaginou não é utópico. Um mundo cheio de amor é uma meta bela e boa e deve encontrar seu lugar entre nós, se primeiro apenas a almejarmos. Não é um amor de flores entrelaçadas no cabelo e pássaros cantando. Não há nada de errado com eles, mas uma experiência de amor mais profunda e realista é construída com o material básico dos humanos. Isso é chamado de ódio. Foi assim que o mundo foi criado, com as duas faces da mesma moeda, amor e ódio, interagindo o tempo todo até atingir o equilíbrio.

O amor começa com uma situação em que duas pessoas se rejeitam e até se odeiam e, sem apagar as diferenças e ignorar as lacunas, constroem um acordo mútuo sobre suas divergências. Esta é uma técnica que existe na natureza chamada “O amor cobrirá todos os crimes”. Quem consegue amar assim sem esperar nada em troca, como a natureza faz, sempre terá um coração ardente e cheio de alegria de viver.

Não temos que esperar que os outros comecem a nos amar algum dia, tudo depende inteiramente da pessoa. Se quisermos ser amorosos incondicionalmente, se aprendermos como sair de nós mesmos para os outros, então, além de toda imaginação, descobriremos um mundo sem limites para nós mesmos, um mundo sem ganância e sem fome. Essa pessoa encontrará o poder interior que sustenta o mundo e conecta tudo em um.

Como Se Amar?

294.2Pergunta: É amplamente aceito que, se você não amar a si mesmo, ninguém o amará. Uma opinião um pouco menos discutida é que para amar os outros, é preciso amar a si mesmo. E ainda menos discutido, mas talvez mais valioso: para amar a si mesmo, você deve primeiro amar os outros.

Como se amar?

Resposta: Só há uma saída: tente fazer às pessoas o que elas querem ou o que é realmente importante para elas. Mostre às pessoas como encontrar a felicidade. Essa será a sua felicidade e a felicidade de todos; uma pessoa não pode se desconectar dos outros. É necessário ter certeza de que, ao mostrar ou atrair as pessoas à felicidade, você veja a sua felicidade nisso.

Pergunta: Quer dizer, literalmente amar os outros independentemente de você mesmo?

Resposta: Sim. Com isso, você entenderá que isso é amor próprio.

De KabTV, “Expresso de Cabalá”, 20/11/06

Sociedade Como Um Indivíduo

259.01Pergunta:  A sabedoria da multidão é um belo termo. Mas na vida real, quando encontramos uma multidão nos estádios, durante protestos ou distúrbios sociais, vemos que ela é guiada pelos impulsos mais baixos.

Existe um método para usar a sabedoria potencial presente na multidão e direcioná-la para uma direção positiva?

Resposta: Eu acho que isso só é possível se fizermos uma imagem de um indivíduo da multidão. Devemos unir pessoas que são opostas e distantes umas das outras em caráter, aspirações, compreensão, etc. para alcançar um objetivo comum pelo qual elas podem se anular e usar seu egoísmo em benefício da unificação. Quando sua conexão atingir tal unidade, elas terão sucesso.

Normalmente nos deparamos com uma contradição entre o indivíduo e a sociedade: fazer o indivíduo prevalecer sobre a sociedade ou a sociedade suprimir o indivíduo. Mas aqui precisamos fazer da sociedade uma pessoa, de modo que reúna todos os elementos dos indivíduos que a constituem em uma única imagem coletiva.

Pergunta: O que significa fazer da sociedade uma pessoa? Cada pessoa é um indivíduo com objetivos e desejos diferentes.

Resposta: Quando as pessoas se reúnem para atingir um único objetivo, elas tentam usar tudo o que cada uma delas tem para atingir esse objetivo. Então, não há contradições entre elas. Elas se unem por um princípio muito estrito: acima de todas as contradições, mesmo acima do ódio, o amor prevalecerá.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 25/09/20

Isso É Felicidade!

962.3Alguns dizem que a felicidade é quando você é compreendido, grande felicidade quando você é amado e a verdadeira felicidade é quando você ama a si mesmo.

O sentimento de amor – do egoísta ao mais absoluto.

Pergunta: O que é felicidade para você?

Resposta: Felicidade para mim é quando me conecto com o Criador por meio de meu professor.

Isso é felicidade.

De KabTV, “Notícias com Dr. Michael Laitman”, 27/07/20

Amor Verdadeiro E Família Perfeita

919Pergunta: O que é o amor verdadeiro?

Resposta: O amor verdadeiro é confiança absoluta, apoio impecável, abnegação e confiança de que você é tratado da mesma maneira.

Pergunta: Ao longo do desenvolvimento da humanidade, o conceito de família mudou muito. O que é uma família ideal hoje?

Resposta: Uma família ideal é o mesmo que amor ideal. É construída sobre todos os problemas, com eles e apesar deles. Portanto, se as pessoas soubessem como criar pontes sobre os problemas e mantê-los seguros, o verdadeiro amor seria criado. O amor é consequência de um trabalho árduo pelas próprias falhas e pelas das outras pessoas.

Pergunta: O que significa viver acima dos problemas?

Resposta: Conhecendo todos os problemas, procuramos, sem fechar os olhos para eles, respeitar o outro, valorizá-lo e estarmos conectados sem nos esquecermos dos nossos problemas.

De KabTV, “Expresso de Cabalá”, 01/09/20

“Por Que Quase Todo Mundo Está Ficando Cego Devido Ao Ódio?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Por Que Quase Todo Mundo Está Ficando Cego Devido Ao Ódio?

Embora o ódio esteja explodindo hoje, ele sempre esteve latente dentro de nós. O ódio cega muitos de nós hoje precisamente para que aprendamos a abrir os olhos acima do ódio e ver o mundo através de novas lentes de amor e bondade.

Além disso, o ódio se espalha pela humanidade hoje, o que é precisamente para que a humanidade como um todo aprenda como superar o ódio com amor e unidade.

A humanidade atingiu uma fase de transição muito significativa em seu desenvolvimento. Nossa interdependência e interconexão globais se tornaram dolorosamente evidentes junto com nosso ódio e divisão crescentes.

Nós nos encontramos neste emaranhado paradoxal de modo que vemos como, por um lado, alcançamos o estreitamento da interdependência e interconexão global sem qualquer estratégia ou planejamento especial para criar tal estado; e, por outro lado, nos descobrimos cada vez mais odiosos e desconectados em nossas atitudes uns com os outros.

Atualmente, o exemplo mais aparente de nosso cenário de “conexão externa versus desconexão interna” vem com o coronavírus: uma pandemia global que forçou populações ao redor do mundo a aderir a condições semelhantes na luta contra ela.

No entanto, embora simplesmente nos encontremos em tais circunstâncias globais sem qualquer estratégia ou planejamento especial, e onde quanto mais nos conectamos externamente, mais nos encontramos nos odiando e nos distanciando uns dos outros internamente em nossas atitudes uns para com os outros, então, mais cedo iremos chegar a um autoexame muito significativo: onde está nossa livre escolha e livre atividade em tal processo?

A resposta: está em nosso movimento nos conectarmos positivamente uns aos outros, para desenvolver laços de amor e bondade acima do ódio e alienação inatos.

Chegamos a um ponto no desenvolvimento humano onde, com um pouco de orientação, podemos chegar à compreensão de que se deixarmos de amar ativamente e nos conectarmos positivamente uns aos outros acima de nosso ódio involuntário um pelo outro, o ódio nos cegará, nos consumirá, e nos levará a várias tragédias, para que aprendamos como nada de positivo resulta de seguir cegamente nossos impulsos odiosos.

Precisamos tirar a poeira do tesouro que estamos tão perto de descobrir. Ao buscar como desenvolver laços de amor e bondade acima do ódio inato que sentimos uns pelos outros, revelaremos felicidade, prosperidade e confiança recém-encontradas que nunca teríamos sonhado ser possíveis.

Só precisamos elevar um pouco a nossa sensibilidade, sentir como o ódio que está crescendo dentro de nós não é uma emoção que devamos seguir, para infligir dor aos outros e, em última instância, também a nós mesmos; antes, é um convite para se tornarem seres humanos conscientes e atentos no sentido mais amplo do termo: fazer movimentos conscientes para elevar o amor, a bondade e a unidade acima do ódio e, ao fazer isso, desbloquear uma nova realidade e descobrir um mundo totalmente novo de satisfação.

Podemos esperar que a natureza revele cada vez mais ódio e atitudes divisivas dentro de nós, e enquanto isso acontece, seria sábio construir uma sociedade que apoie uns aos outros para se elevar acima dos empurrões involuntários da natureza e construir um novo mundo – um onde construímos novas pontes de atitudes positivas entre nós e, ao fazer isso, descobrimos nada menos que a perfeição.

“Um Tempo De Ódio, Um Tempo De Amor” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “Um Tempo De Ódio, Um Tempo De Amor

Nossos sábios escreveram sobre nosso tempo em muitos lugares, como em Masechet Sanhedrin, Masechet Sotah e Tikkuney Zohar. Eles escreveram que em nosso tempo, “A insolência se elevará … a face da geração é como a face do cachorro, os justos serão rejeitados, a sabedoria dos autores se extraviará e os justos serão rejeitados”. Na verdade, estamos vivendo em uma época de insolência, presunção, cancelamento mútuo, mas principalmente de ódio.

Mas não estamos vivendo em um momento ruim. O ódio entre nós esteve escondido dentro de nós o tempo todo, mas as circunstâncias o expuseram. Agora que foi revelado, ele está nos chamando para consertá-lo, para corrigir nossa aversão com cuidado e compaixão e construir pontes de amor acima de nosso ódio um pelo outro. E como o mundo inteiro está passando por esse processo, é um sinal de que o mundo inteiro está pronto para transformar todo ódio em amor.

A raça humana é única. Temos uma vocação: construir conscientemente uma sociedade cujos membros se sintam um todo unido. Essa unidade nos levará a um nível novo e expansivo de consciência: a consciência de todo o universo e além. É por isso que a humanidade tem crescido cada vez mais conectada.

Até agora, esse processo vem acontecendo “por conta própria”, sem nossa participação consciente. Para lançar o estágio final, onde toda a humanidade se torna conectada, todos nós devemos participar. É por isso que os golpes de hoje, como o surto de coronavírus, são globais por natureza, para nos impelir a agir como um em nível global e desenvolver a consciência global.

A natureza não pode fazer o trabalho por nós, ou não nos tornaremos conscientes. Ela pode expor a destruição, o ódio entre nós, mas não pode construir a ponte de amor. Esta é a nossa tarefa, a tarefa da nossa geração. A manifestação de ódio é o chamado da natureza para que manifestemos amor. Se atrasarmos nossa resposta, ela só nos chamará com mais força, revelando mais ódio. Se aceitarmos o chamado e nos juntarmos ao processo, o amor encobrirá o ódio e nos encherá de tanta alegria que nem saberíamos que existia.

Mas não será o fim do processo. Para nos desenvolver ainda mais, a natureza nos revelará um ódio ainda mais profundo e cruel dentro de nós que atualmente não podemos ver ou sentir. Ele também surgirá apenas para que possamos cobri-lo com amor. À medida que o processo continua, subiremos a níveis cada vez mais elevados de conexão, cuidado e amor, até que sejamos todos verdadeiramente como um.

É por isso que um tempo de ódio é sempre um tempo para amar, para construir o amor acima do ódio.

Ascendendo Os Níveis Espirituais

613Pergunta: Uma pessoa tem que sentir a morte em 125 níveis antes de entrar totalmente na vida eterna?

Resposta: Não, não 125, mas 124 níveis, o 125º nível já é a vida eterna. Você precisa se separar do nível anterior 124 vezes para ascender ao próximo nível. Mas isso não é sentido como uma perda. É sentido como uma libertação necessária para se libertar para o futuro preenchimento. Esse processo também existe na ciência, e você precisa se esvaziar e se reabastecer constantemente.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 07/10/18