Textos na Categoria 'Amor'

“Quero Mudar. O Que Devo Fazer?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Quero Mudar. O Que Devo Fazer?

Se entendermos que o aspecto mais importante de nossas vidas é estar com pessoas que nos entendem, ajudam, amam e apreciam, precisamos valorizar essa atitude tanto quanto possível.

Ao fazer isso, sacrificamos nosso “eu” que sempre exige se adequar a si mesmo e entramos em uma abordagem de querer aprender a amar os outros. Se aqueles que tentamos amar também têm o mesmo objetivo, podemos desbloquear um sentimento mútuo verdadeiramente notável.

A abordagem de aprender a amar deve irradiar sobre tudo o que fazemos e precisa ser nutrida. No entanto, infelizmente, tal educação não existe na sociedade em geral. Além disso, quando envelhecemos e compreendemos tal necessidade, não temos mais forças para realizá-la. É por isso que é impossível transmitir tal abordagem para a geração mais jovem. Eles nos desconsideram e, embora possamos tentar, não podemos nos aproximar deles.

No entanto, é necessário permear o aprendizado de como amar o máximo possível na literatura, nas escolas, na mídia, no entretenimento – essa sociedade fica saturada de aprendizado enriquecedor de conexões. Será então possível alcançar o amor um pelo outro.

Baseado no vídeo “Como Mudar a Mim Mesmo [E não tentar mudar os outros para me adequar]” com o Cabalista Dr. Michael Laitman e Semion Vinokur. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

Como Entender O Programa Superior?

281.02Pergunta: Por que quanto mais disseminamos para o mundo, mais somos rejeitados?

Resposta: Neste caso, você precisa de ajuda porque precisa ir além do que sente em seu egoísmo. Só então surge em você um estado em que você é forçado a adquirir uma segunda natureza oposta à atual.

Isso é incompreensível para uma pessoa comum porque ela não tem ideia de como agir ou como se mover. Para fazer isso, ela precisa da luz superior, de outra energia, não da energia que gira o mundo corpóreo, mas a energia da luz. Essa é a saída para o próximo espaço.

Agora estou lentamente começando a falar sobre isso. Pelo menos apenas para preparar as pessoas para o que vai acontecer, e de que maneira elas chegarão a isso. Elas chegarão. Eles ainda chegarão!

Você pode imaginar o quanto uma pessoa terá que passar, viver e sentir de novo para entender pelo menos o programa que está à sua frente e que ela é obrigada a implementar? Esses são grandes problemas.

Mas, na unidade, eles são resolvidos de forma muito simples, e se não houver unidade, então, é claro, eles não podem ser resolvidos de forma alguma.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. A Vitória é um Sinal de Derrota”, 02/08/13

Onde Você Encontra O Amor?

P610.2ergunta: Você disse uma vez que o amor corpóreo é apenas um desejo hormonal para acalmar a “inclinação ao mal” e que não há amor dentro de nossa estrutura. Eu entendi corretamente?

Resposta: O amor é uma atração mútua baseada na ascensão acima do egoísmo, rejeição e ódio mútuos que surge nas pessoas que trabalham conscientemente nele.

Esse sentimento surge para nos integrarmos um ao outro: eu estou nos desejos dele e ele nos meus desejos. Na medida em que nos elevamos acima do egoísmo, o anulamos e desejamos trabalhar com os desejos de outras pessoas para satisfazê-los, amar o próximo como a si mesmo, justamente aqui aparece o amor.

Mas o que significa o amor em si? Ele não vem de nós. Precisamente porque destruímos nosso egoísmo pessoal e nos tornamos incluídos um no outro, a luz entra nessa inclusão mútua. O Criador, que é amor, torna-se revelado.

De KabTV,Eu Recebi uma Chamada. Amor Hormonal”, 01/05/13

Conhecimento De Cabalá

528.04Pergunta: Qual é a diferença entre o que a ciência da Cabalá oferece à humanidade e o que a educação comum ensina sobre amar uns aos outros e ser bons filhos? Qual é o nosso know-how?

Resposta: Nosso know-how é que precisamos criar grupos nos quais as pessoas se comuniquem e comecem a sentir que ao se aproximarem realmente entram em um sentido de mundo completamente diferente, que existe na proximidade, não das crianças, mas dos adultos, estes devem se elevar acima de seu egoísmo, acima da força que os separa uns dos outros.

As pessoas devem entender que, ao se aproximarem, apesar das forças egoístas opostas, serão capazes de sentir um estado completamente diferente de si mesmas, dos outros e da conexão entre elas e os outros.

Elas devem começar a sentir o novo estado da sociedade, que se baseia na amizade, no amor e no apoio mútuo. É isso que precisamos ensiná-las.

Em princípio, esta é a base do feriado Tu B’Av (Dia do Amor) que segue o dia 9 de Av, que representa a quebra, a separação. O dia 15 de Av (Tu B’Av) significa, ao contrário, unificação, proximidade.

De KabTV, “Expresso de Cabaká”, 05/08/22

“O Prazer Supremo” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “O Prazer Supremo

Os cientistas descobriram que uma formiga exposta ao calor durante uma atividade com outras formigas se comporta como se não o sentisse. Ela continua com todas as outras formigas como se não sentisse nada e só muda de curso quando todas as formigas o fazem. O mesmo é verdade para muitos bandos de pássaros, como estorninhos, e muitos cardumes de peixes. Eles não seguem um ao outro, mas se movem como se fossem todos um organismo composto por inúmeros espécimes. Eu não sei se eles fazem isso liberando hormônios ou por outra coisa, mas o resultado é que eles estão completamente em sincronia um com o outro.‎

Os humanos não podem se sentir assim. É-nos negada a capacidade de nos fundirmos completamente na sociedade; sempre sentimos nossa individualidade. Além disso, damos prioridade à nossa individualidade sobre a sociedade, por isso não podemos nos conectar com a mente coletiva com a qual os estorninhos e os cardumes de peixes trabalham.

Uma vez que somos incapazes de sentir a mente coletiva, nos é negada a compreensão e percepção da realidade coletiva. É como se vivêssemos em um mundo onde não podemos ver além de nossos próprios narizes. Ao mesmo tempo, justamente porque não nascemos com uma percepção coletiva, ganharemos infinitamente mais desenvolvendo-a do que nascendo com ela. Ganharemos não apenas a mente coletiva, mas também o pensamento por trás de seu desenvolvimento, a diferença entre tê-la e não tê-la, e também a maneira de ajudar os outros a adquirir essa consciência.

Quando vemos que existe tal estado de consciência coletiva, querermos alcançá-lo. Isso nos motiva a valorizá-lo mais do que nosso egocentrismo inato. À medida que nossa motivação cresce, entendemos que só podemos chegar a esse estado se o preferirmos ao nosso egoísmo.

Uma vez que estamos nesse estado, descobrimos um tipo completamente novo de prazer, o prazer supremo. Nesse tipo de prazer, nos esforçamos para sentir não a nós mesmos, mas nossa existência coletiva, nossa unidade. Não é uma suspensão do eu, mas uma adição de um novo eu que consiste e pertence a cada ser na realidade. Nosso eu original continua a existir, e um novo eu é adicionado.

Uma vez que adquirimos essa consciência coletiva, entendemos o verdadeiro significado do amor e por que todos anseiam por ele. Nesse amor, sentimos nossos “eus” separados e, ao mesmo tempo, sentimos os esforços de todos para se elevarem acima de si mesmos e nos unirmos aos outros no amor.

De fato, nesse estado, o propósito do ego muda e seu novo papel é distinguir entre um estado de ódio e separação e um estado de amor e conexão. Quanto maior o ego, maior a alegria do amor, porque um ego maior requer um amor maior para superá-lo.

No final do processo, a pessoa sente o egoísmo absoluto do ego e, ao mesmo tempo, sente o amor absoluto que existe na consciência coletiva. O que os peixes e pássaros sentem instintivamente, só podemos sentir quando desenvolvemos amor por cada pedaço da Criação. Este amor supremo traz consigo o prazer supremo. O amor supremo que todos desejamos sentir não é ser amado absolutamente, mas sentir amor absoluto pelos outros. Quando o experimentamos, descobrimos que tudo é amor absoluto.

“Verdade, Amor E A Conexão Entre Eles” (Times Of Israel)

Michael Laitman, no The Times of Israel: “Verdade, Amor E A Conexão Entre Eles

“A verdade está nos olhos de quem vê”, diz a famosa máxima. Na era das notícias falsas (fake news), é mais difícil do que nunca distinguir o verdadeiro do falso. Então, como podemos decidir em quem acreditar? Como podemos saber qual é o caminho certo quando todos parecem ser desonestos? Filosofia, matemática, direito e ciência usam técnicas diferentes para determinar a verdade e defini-la. A sabedoria da Cabalá também tem sua definição: Verdade é cuidar dos outros. O Criador do mundo o criou com a qualidade do amor por todas as criações, ou Ele não as teria criado, e em hebraico, Emet [verdade] é o nome do Criador. Portanto, a verdade é o Criador, e é uma relação bondosa para com os outros. Qualquer outra relação para com os outros, portanto, é falsidade, ou próxima a ela.

Bondade, ou cuidado com os outros, significa que me relaciono com os outros com bondade e cuidado, que estou pensando em seu benefício. Não preciso saber o que é bom para eles e o que não é; não se trata do que sei ou não sei, mas de como me sinto em relação a eles. Ao cuidar dos outros, também saberei como tratá-los de uma maneira que seja boa para eles.

Segue-se que, para nos tornarmos verdadeiros, devemos aprender a nos importar com os outros, pois nossa natureza inata é o egoísmo. Para isso, devemos nos colocar em uma sociedade onde possamos cultivar tais sentimentos uns pelos outros, onde eu possa mostrar aos outros que estou agindo em relação a eles de verdade, ou seja, bondade, e eles retribuam essa conduta.

A verdade, portanto, não é algo absoluto. A medida da minha veracidade depende do nível da minha bondade para com os outros. A verdade absoluta é o objetivo final de nossos esforços, a correção final. É a culminação de um processo de correção de nossos relacionamentos.

Observe que não temos que nos corrigir ou mudar de forma alguma. Tudo o que precisamos é mudar a forma como nos relacionamos uns com os outros, nossa atitude em relação aos outros. Se quisermos o bem para os outros, estamos agindo em relação aos outros com veracidade. Se pretendemos prejudicar os outros, estamos agindo em relação a eles com falsidade. Na verdade é bem direto.

Há outro ditado que diz que apenas crianças e bêbados falam a verdade. Há verdade nisso porque, à medida que crescemos e nos tornamos mais sofisticados, encobrimos nossas más intenções em relação aos outros. Exploramos os outros e nos relacionamos bem com eles apenas quando isso serve ao nosso interesse egoísta. Como resultado, temos que esconder nossas más intenções deles, assim como de nós mesmos, pois é muito desagradável pensar em nós mesmos como pessoas egoístas. Em certo sentido, a única verdade em nosso mundo é a hipocrisia.

Podemos mudar nosso egoísmo inerente e nos tornar pessoas verdadeiras e gentis. No entanto, não podemos fazer isso sozinhos. Para mudar a nós mesmos, devemos nos colocar em um ambiente social que constantemente me demonstre que os outros são gentis, ou pelo menos mais gentis do que eu. Usar a inveja dessa maneira pode me elevar de minha disposição atual e egocêntrica a um estado de preocupação com os outros, e mudar minhas qualidades de cuidar de mim para cuidar dos outros é considerado como mudar da falsidade para a verdade.

Não podemos deixar de começar pela falsidade; é nossa natureza inerente. No entanto, devemos usá-la pelo tempo que for necessário para resolver que quisermos mudar a nós mesmos. Uma vez que determinamos que quisermos mudar, devemos nos elevar acima de nossa natureza, com a ajuda do ambiente, como acabei de mencionar, e adquirir cada vez mais bondade.

Vemos que somos dependentes dos outros quando se trata de mudar a nós mesmos. Portanto, se quisermos ter sucesso, devemos cuidar para que muitas outras pessoas também queiram mudar para melhor. Segue-se, como a sabedoria da Cabalá sempre diz, que o indivíduo e a sociedade são dependentes um do outro, o que implica que se a sociedade não for bem-sucedida, o indivíduo também não será.

Mensagem Espiritual

234Comentário: No momento em que você transmite uma informação, quando você passa algo de si mesmo, isso é gravado em vídeo ou áudio. Quando assistimos a essas gravações, é como se estivéssemos assistindo a esse filme de novo a cada vez, não é apenas o mesmo filme, mas um novo.

Minha Resposta: Naturalmente, porque a informação em si é uma mensagem espiritual e depende do estado de cada ouvinte a cada vez. Você a lerá e a verá dezenas de vezes e a verá como completamente diferente a cada vez, porque há luz nela, e escolherá dessa luz o que puder de acordo com suas qualidades naquele momento.

Pergunta: Isso tem algum tipo de limite de tempo? Digamos que ainda afete o estado do ouvinte por uma semana e depois disso não.

Resposta: Não, não existe tal coisa na espiritualidade. É apenas que uma pessoa está sob a influência de certas condições internas, mas a informação em si é eterna. Ela existe constantemente no mesmo volume. Transformei-a até certo nível, baixei-a, vesti-a com uma nova cobertura, e a partir deste grau e abaixo, todos podem percebê-la, de acordo com suas qualidades.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Troca de Informações Espirituais”, 15/02/13

Não Há Nada Mais Importante Do Que A Conexão!

938.02Pergunta: Agora, bem no início do Congresso, sentimos um grande temor do que nos espera. Ainda não sabemos o que será, mas esperamos que seja algo bonito, forte e poderoso em que entraremos. Sentimos que o Criador tem nos ajudado todo esse tempo. Ele está conosco agora, e isso também é sentido; caso contrário, de onde viria esse temor?

O que devemos fazer com esse desejo e como direcioná-lo adequadamente para encontrar o caminho mais próximo do Criador?

Resposta: Em primeiro lugar, eu gostaria de parabenizar a todos por este encontro global, pela conexão, pelo Congresso, pela linha direta entre todos os nossos corações! Espero que estejamos todos em oração interior para que nossos esforços realmente levem à fusão de todos os corações em um único coração e que sintamos nele o Criador que realmente preparou e criou tudo isso. Espero que possamos sentir nosso encontro através disso.

Não há nada mais importante do que a conexão porque é nela que surge a correção de um Kli quebrado. E quando – a partir da quebra e da enorme separação, a separação dos desejos, isto é, dos corações – pudermos mais uma vez chegar à unidade sobre todas as contradições, sobre todos os conflitos e distâncias, sentiremos o poder do mundo superior, o Criador, e que Ele preparou para nós realizarmos e alcançarmos tanto em sentimentos quanto em razão.

Espero que no nosso encontro demos um grande passo em frente. Estou muito feliz por vocês estarem reunidos e por haver um grande número de nossos amigos nos Estados Bálticos, em Moscou, na Alemanha, Bulgária e assim por diante. Em geral, é para que todos tenhamos muita ajuda de cima. Queremos nos unir! Desejamos este encontro e seu grande sucesso.

A coisa mais importante em nosso encontro é uma oração, um apelo ao Criador para nos ajudar a sentir o amor de nossos amigos para que todos os amigos se aproximem do meu coração, apesar da casca egoísta que o envolve e não permite que o amor entre nele, que é o sentimento de proximidade dos meus amigos. É aí que precisamos nos esforçar.

Precisamos apenas de uma oração ao Criador, um pedido ao Criador, para que Ele permita que o amor dos amigos por mim e o meu por eles quebre essa casca e se conecte com todos os nossos amigos ao redor do mundo que estão próximos de nós em espírito. Esta é, obviamente, a coisa mais importante que gostaríamos de alcançar como consequência do nosso Congresso do Báltico.

De KabTV, Convenção “Arava” na Europa – Lituânia 2022, Lição 1, 22/07/22

Onde O Criador Aparece?

947De fato, há uma oração para isso: que o Criador o ajude, fazendo-o sentir o amor de seu amigo e torná-lo próximo ao seu coração (Rabash, Carta 40).

Eu diria em outras palavras: quando não há distância entre mim e um amigo, nos tornamos tão próximos, então o Criador aparece nessa ausência de distância.

Afinal, Ele não precisa de distâncias ou lugares corpóreos. Ele aparece onde este lugar não existe mais. Se criarmos tal estado entre nós, revelaremos o Criador nele.

Portanto, vamos direcionar nosso coração e unir nosso coração ao coração dos amigos para avançar um pouco mais, e pedir ao Criador que revele nosso movimento em direção a Ele e se revele nele. Isso deve dar certo.

Da Convenção “Arava” na Europa – Lituânia 2022, Lição 1, 22/07/22

“Sexo, Amor E Como Conciliá-los” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “Sexo, Amor E Como Conciliá-Los

Procurar um parceiro adequado pode deixá-lo louco. Mesmo quando encontramos alguém, a euforia desaparece rapidamente à medida que os conflitos surgem. Como resultado, as taxas de casamento estão caindo e quase metade dos casais que se casam acaba se divorciando. Em uma realidade em que os papéis de homens e mulheres são embaçados e o gênero muda por capricho, é muito difícil saber como nos conduzir nos relacionamentos. Em vez de confiança, nossos relacionamentos aumentam nossa ansiedade e insegurança em todos os aspectos da vida familiar, desde a criação dos filhos até a vida sexual. Para recuperar a confiança em nossos relacionamentos, precisamos entender a essência do amor, do sexo e dos papéis naturais dos gêneros. Então veremos como nos afastando do caminho natural das coisas, nos sentimos deslocados e inseguros.

Para entender a natureza das coisas, precisamos olhar para trás um século ou dois. Até pouco tempo atrás, as pessoas conduziam suas vidas de acordo com os ditames da Mãe Natureza: as mães ficavam com seus bebês, cuidavam deles até que se tornassem crianças, então os meninos se juntavam aos pais e as meninas às mães. Observando os pais e aprendendo pelo exemplo, as crianças aprendiam a se relacionar com tudo na vida.

Naquela época, as relações entre homens e mulheres eram naturais. Com exceção da classe alta, que não tinha muito o que fazer, as pessoas não davam muita atenção ao sexo. Os homens queriam uma mulher que fosse saudável, fértil e capaz de manter a casa, e as mulheres queriam homens que pudessem sustentá-las e cuidar das necessidades delas e de seus filhos. Sexo e aparência eram considerações marginais ao procurar um parceiro.

No século XX, sexo e sexualidade de repente se tornaram importantes. Começamos a desenvolver a moda e toda uma cultura evoluiu em torno da sexualidade. O sexo tornou-se essencial em tudo, tanto abertamente quanto veladamente. Literatura, teatro, filmes, televisão, internet e mídias sociais empregam o sexo para atrair as pessoas. Até os carros precisam parecer “sexy” ou atraentes.

Os animais, por outro lado, não precisam de sites de namoro; eles não têm Tinder e não se ocupam com sexo. Quando chega a época de acasalamento, eles seguem seus instintos que lhes dizem qual parceiro é o certo para eles e copulam. Eles não cometem erros porque seguem as regras da natureza.

No século anterior, abandonamos completamente as regras da natureza e começamos a desenvolver nossas próprias ideias e ideologias sobre o que é certo e o que não é. Como resultado, não sabemos mais como homens e mulheres devem se comunicar. Além disso, décadas de influência de Hollywood distorceram completamente nossa percepção, e os consultores sexuais destruíram o que restava de nosso bom senso.

Uma vez que os relacionamentos naturais se tornaram obsoletos, surgiram operações para projetar e redesenhar nossos órgãos para atender a padrões em constante mudança determinados por líderes que são, eles mesmos, produtos de uma sociedade perdida. É assim que passamos a viver em uma sociedade onde tudo é possível e permitido, mas todos se sentem vazios e desconectados.

Mas o grande abismo que o “progresso” gerou trouxe uma nova era. Fora do vazio frio da solidão e da depressão, as pessoas estão começando a perceber que querem construir conexões naturais e adequadas, onde as coisas façam sentido e pareçam naturais.

Essas conexões naturais exigem uma linha intermediária, onde as pessoas aceitam quem são e se unem acima de suas diferenças. Elas não tentam mais mudar a si mesmas ou aos outros, mas se esforçam para se conectar acima de suas diferenças.

Hoje, é muito mais difícil superar as diferenças do que nos séculos anteriores, porque somos muito mais egoístas e narcisistas do que nossos ancestrais. No entanto, se não nos esforçarmos para seguir nossos caprichos e nos concentrarmos em melhorar nossas conexões sem tentar mudar um ao outro, construiremos conexões muito mais profundas e significativas do que nossos ancestrais poderiam imaginar. As experiências de nossas tentativas fracassadas de mudar nossa natureza nos farão apreciar a simplicidade restaurada, e seremos capazes de desfrutar e apreciar relacionamentos saudáveis e sólidos como nenhuma geração antes de nós.