Textos na Categoria 'Alma Coletiva'

Despertar Do Mundo


O mundo está esperando. Ele ainda não sabe, mas na realidade ele precisa. É por isso que vocês têm que se levantar o mais rápido possível e se preparar para o papel de guias.

É óbvio que hoje os governos são incapazes de governar o mundo. Afinal, já não ele não se comporta mais de acordo com as leis materiais. Este período terminou.

Os dois mundos se tornaram tão próximos que a “indução” espiritual já está atuando sobre nós de cima, embora ela ainda não seja tão clara. Hoje, a humanidade tem que despertar da maneira correta e esta é sua tarefa.

No entanto, essa é a finalidade de vocês se unirem. Eu não posso estabelecer um grito de socorro por vocês. Somente quando vocês realmente começarem a se unir cada vez mais com amigos é que vocês encontrarão o ajuste necessário. A coisa mais importante aqui é colar tudo junto, para que tudo se funda numa única coisa. Eu não farei isso por vocês, já que nós estamos falando da calibração dos desejos comuns que estão unidos como vasos comunicantes.

Da Convenção de Arava 25/02/12, Lição # 6

A Matéria É Uma Intenção Não Realizada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos formando um desejo coletivo antes de ir para Arava. Como podemos reduzir o caminho de tal desejo para que ele faça a transição do esforço material para a realização espiritual?

Resposta: Na verdade, não existe tal coisa como dois mundos, material e espiritual. Quando nossas ações não têm intenção, parece-nos que agimos dentro da matéria. O mundo à nossa volta é “visível” por causa da deficiência de intenção; é por isso que somos obrigados a trabalhar com “concreto armado”, passando por problemas e fazendo brotar demandas. Eles nada mais são que a materialização dos defeitos da nossa intenção. É disso que se trata o nosso mundo material. Até o momento, não há saída a não ser trabalhar com “barro e tijolos”, como os filhos de Israel fizeram enquanto estavam no exílio do Egito.

Os Cabalistas deram várias recomendações que nos permitem atrair a força superior até nós, a fim de sermos alterados. Eu não sei quem eu sou neste momento, já que sou formado de milhares de parâmetros e não sei como mudá-los. Além disso, eu não possuo qualquer capacidade de autoregulação. Transformações reais são de natureza qualitativa; eu não estou qualificado no momento para visualizar o próximo passo ou forma.

Esta é a razão porque temos este mundo e o grupo, brinquedos com os quais “brincamos”. Tudo bem que eu atue de forma materialista e egoísta; agindo assim, eu aciono a influência da Luz superior sobre mim. Ela é um remédio muito incomum: eu posso me conectar a uma noção chamada “nós” e juntos nós ativamos o mecanismo do grupo com a ajuda da intenção, dos estudos, da disseminação e assim por diante. Assim, nos envolvemos um mecanismo ainda mais superior, GAR do mundo de Atzilut, do qual recebemos a Luz Circundante (Ohr Makif) que nos modifica. Nós tentamos nos conectar uns com os outros, participamos de vários eventos e refeições comuns, estudamos e disseminamos. A coisa importante nestas atividades é a nossa união.

Nós participamos de todos os tipos de atividades com intenção egoísta (Lo Lishma) com o melhor de nossa habilidade, como crianças que não sabem respostas precisas às suas perguntas. Ao agir assim, nós iniciamos um sistema que compreende nossas ações como uma mãe que sente o seu filho mesmo que ele ainda não seja capaz de expressar seus desejos. Ela sabe o que ele quer antes que ele grite.

O sistema maternal está pronto para decifrar o nosso apelo. É Bina que deu à luz a nós e a quem os nossos apelos retornam através de um círculo fechado. Não importa se os nossos esforços são de natureza material, eles vão resultar na “descoberta” espiritual.

Os Cabalistas definiram com precisão o local e detalhes dos esforços humanos: o trabalho em grupo deve ser o mais unificado possível. Ao mesmo tempo, nós devemos nos dirigir ao mundo com a mensagem que o Criador deseja que transmitamos aos outros; se concordarmos, a “descoberta” virá até nós por todos os meios.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/12, “A Paz”

Usando Os Obstáculos Para Nosso Benefício

Dr. Michael LaitmanQual é o propósito da união do grupo e do amor de amigos? Nós recebemos cada vez mais obstáculos, e temos que conectá-los ao quebra cabeças geral da união. Cada vez nós estamos conscientes de que tudo vem Dele: “Não há ninguém além Dele”, “Israel, a Torá e o Criador são Um”.

Quando nós chegamos a isso, vemos que recebemos uma grande ajuda, pois isso atua como parte da realidade para o nosso benefício. Nós temos os amigos, o grupo, e juntos podemos constantemente conectar tudo o que está acontecendo conosco à unidade do Criador. Cada um de nós apoia os outros e, juntos, tentamos conectar nossas aspirações, a fim de tratar o Criador de forma mais objetiva, enquanto o desejo geral está em constante crescimento e está sendo corrigido.

Neste caso, eu não vou ser intrigado do porque eu preciso dos amigos, da unidade, do grupo, e do amor ao próximo. Sem isso, eu simplesmente não seria capaz de resolver os problemas de conexão entre o Criador e eu.

Este jogo é maravilhoso. Como o Baal HaSulam escreveu na Carta 1, A verdade é que todas as guerras neste exílio são uma visão verdadeiramente maravilhosa, e todas elas trazem o bem. Em outro lugar ele dá o exemplo da ascensão ao palácio do rei. Nós estamos constantemente experimentando as mudanças e transformações abruptas neste jogo, às vezes sentindo a união por alguns minutos, depois quebrando em pedaços e juntando-nos num todo, sem parar.

Trabalhar com obstáculos é o elemento principal do nosso trabalho. Primeiro, nós os neutralizamos, porque a pessoa não pode sentir a unidade enquanto sente os obstáculos. Eu acabei de anulá-los, a fim de esquecer tudo e me conectar com os meus amigos. Este é o menor grau, a concepção (Ibur).

Então, eu recebo obstáculos de natureza diferente; eu simplesmente não consigo mais anulá-los, não posso apagá-los da minha percepção. Agora, eu preciso aprender a permanecer sempre na unidade, apesar deles. Surgem desejos de uma Aviut (aspereza) cada vez maior, os quais não poderão ser eliminados. Eu vivo com eles: por um lado, eu sinto o obstáculo em relação à unidade; por outro lado, eu os venço, eu me elevo acima disso e me conecto. Isto é chamado de infância (Yenika).

Finalmente, eu começar a usar os obstáculos a fim de me unir, o que é chamado de maturidade (Gadlut).

Assim, nós trabalhamos sempre com obstáculos. Não há nada a fazer sem eles. Eles refletem a distância entre o Criador e nós, e estamos constantemente cobrindo esta distância: primeiro, neutralizando os obstáculos, depois, elevando-se acima deles e, finalmente, agindo de acordo com eles.

Então, todo o processo pode ser dividido em duas partes. Após a fase preliminar, durante a qual nos preparamos, chega um momento em que podemos nos unir. Este é o primeiro ponto acima da Machsom (a barreira para a espiritualidade): nós entramos na doação em prol da doação. Em relação ao grupo, é dito sobre isso: “Qualquer coisa que você odeie não faça ao seu amigo”. Isso ainda é uma união passiva: “Eu ainda não estou realmente unido com os amigos, mas pelo menos não estou prejudicando ninguém”. Nós podemos não ser capazes de dar um ao outro ainda, mas esta é a nossa forma de avançar.

Então, nós chegaremos à recepção em prol da doação, a fase do amor.

Assim, todo o trabalho é efetuado com os obstáculos. É por isso que a única preparação é buscar a força e os meios. Quando uma pessoa enfrenta um problema, ela descobre o que pode ser benéfico para ela e o que afasta, de modo que isso não fique no caminho. É assim que nós sempre temos que nos preparar em termos dos obstáculos, neutralizando e até mesmo usando-os sempre que possível. Graças a eles nós avançamos, e se houver uma oportunidade de nos unir ao tê-los – melhor ainda.

Quando nós realmente tentamos começar a trabalhar, vemos que, sem reciprocidade, não podemos dar um passo a frente. Quando eu enfrento um obstáculo, não posso superá-lo sozinho; eu vou esquecer e fugir. Somente em união com os outros, quando nós criamos o lugar em que nos conectamos, podemos começar a usar os obstáculos para o benefício desta união. Nós nos unimos apesar deles, e então conseguimos.

É por isso que não devemos tratar os obstáculos como efeitos individuais de certos fatores individuais. A solução para qualquer obstáculo está na maior união entre as pessoas, a fim de revelar a forma de doação, e é isso que se chama o Criador.

Da Convenção de Arava  24/02/12 Lição, # 4

Dois Mundos

Dr. Michael LaitmanNo grupo, a pessoa não só deve mudar a si mesma em relação ao ambiente, mas também deve ensinar os outros a fazê-lo. Esta é a razão para a quebra. Nenhum de nós tem a força para resistir à intenção egoísta, mas quando a pessoa realmente percebe a necessidade de mudar a sua intenção para uma altruísta, ela adquire a possibilidade de receber a força de seus amigos. De repente, isso se transforma num princípio muito simples: se você deseja se unir com seus amigos, a fim de doar a eles, você pode receber a força para mudar a sua intenção para com eles através dessa unidade.

Basicamente, nós agimos num desejo, numa única linha: se eu quiser conferir ao meu próximo (amigo), eu posso receber a força para fazê-lo através dele. Mas onde é que ele conseguiu essa força? Ele recebe da raiz, que está por trás dele. É por isso que está escrito: “Eu vivo no meu povo”. Em outras palavras, o Criador, a força superior, a raiz, que criou a intenção de doar, vive no grupo. Ele me diz: “Se você tratar direito o seu próximo, a fim de doar a ele, você vai Me encontrar nele, no ponto exato onde a sua doação estiver direcionada. Então, sua intenção mudará, e você realmente será capaz de perceber isso”.

Está escrito em relação a esta ação: “Israel, a Torá e o Criador são Um”. Desta forma, nós começamos a ver toda a realidade. Agora, em vez do mundo corporal diante de mim, eu vejo o ambiente. Eu não me importo com o que está nele. O que importa é que, na minha busca por forças para doar, eu passo por ele e atinjo a raiz, o Criador que existe dentro de meus amigos. Eu quero me unir com os meus amigos a fim de doar a eles: eu encontro o Criador dentro deles, que fornece a força para me conectar com eles. Assim, eu me uno com Ele através deles.

Então, a pessoa começa a trabalhar em duas linhas. Por um lado, ela vê como o Criador a força a usar o seu próximo; ela percebe diferentes pensamentos cruéis que chegam a ela de dentro do grupo sobre como usar os outros, lucrar à custa deles e receber prazer do grupo. Mas, em resposta a este prazer direto, a pessoa restringe a sua intenção e, por outro lado, busca a oportunidade de doar aos seus amigos, permanecendo na mesma linha. Ele quer trabalhar para o bem e benefício de seus amigos e retornar ao Criador através deles, construindo assim as 10 Sefirot da Luz Refletida.

Agora, a pessoa tem os “dois lados da moeda”. Ao compará-los e avaliar o grau em que pode usá-los, ela se torna preparada a aceitar o convite do Criador e desenvolver a atitude correta para com Ele. Duas realidades se abrem diante dela:

  • Quando eu receber o prazer diretamente do Criador através da natureza ou do ambiente, se eu estiver preparada para continuar a receber mais e mais, este tipo de existência é percebido como “este mundo”.
  • Mas se eu dôo o máximo que eu posso e me dedico aos meus amigos e ao Criador, eu revelo outra existência, oposta, na Luz Refletida.

Desta forma, a pessoa adquire dois mundos.

Da Convenção de Arava 23/02/12 Lição # 1

Na Busca De Um Parceiro Espiritual

Dr. Michael LaitmanCerca de 40 anos atrás, o divórcio era considerado um ato desonroso; hoje, não há nada de incomum nisso. As pessoas não entendem por que devem se casar, ter filhos, e por que eles deveriam continuar a viver juntas!

Se a resposta a esta pergunta não for encontrada, a pessoa não precisa ter uma família ou dar à luz filhos. Eu posso continuar vivendo sozinho o mais confortavelmente possível; o que vai acontecer mais tarde não me preocupa. Hoje, é assim que o nosso ego se relaciona com a vida.

Mas se eu descobrir uma meta maior, como por exemplo abrir as portas para um outro mundo, para a intenção eterna e, além disso, se eu sei que isso pode acontecer aqui e agora, mesmo que seja preciso mais responsabilidade e imponha certas responsabilidades em mim, tal como me anular para atingir essa meta e chegar a sua importância, isto me obrigará a criar uma família.

Depois, eu me caso com uma mulher que eu escolhi não por causa de meus instintos animais, mas sim como um resultado da minha busca por um parceira espiritual! Minha esposa fica comigo o tempo todo e se torna um indicador através do qual eu rastreio se ainda estou no caminho certo.

Então, nós realmente atingimos a meta, a qual nos conecta; em vez de apenas tolerar um ao outro, nos unimos como um todo! Isso é chamado de: “Um homem e uma mulher e a Shechiná (Divindade) entre eles”.

Nós começamos a nos relacionar com o outro através do Criador, uma vez que não estamos sozinhos: Ele sempre está entre nós. É por isso que eu percebo minha esposa através do prisma do Criador, isto é, eu vejo ambos, ela e o Criador. Assim, ela vê a mim e o Criador.

Se não levarmos em conta o terceiro fator não seremos capazes de construir um triângulo (o homem, a mulher e a meta), nem seremos capazes de viver juntos. No nível animal, é possível, mas no “nível falante” não é viável.

Eu não serei capaz de identificar o Criador se eu não olhar para o meu marido ou esposa por este prisma.

Originalmente, nós éramos partes de uma alma comum: Adão e Eva. Agora, temos que reviver esta “estrutura”, embora a serpente (o nosso ego enorme) tenha nos dividido. Temos que corrigir esta “serpente” e revelar o Criador entre nós.

Pergunta: Então, é inútil esperar por um “príncipe num cavalo branco”. Ou pelo contrário, nós devemos procurar o Criador?

Resposta: O Criador está acima de qualquer outra coisa! Mais tarde, você deve se concentrar em quem pode provê-Lo aos seus olhos.

Da Palestra “Sobre a Feminilidade” 14/12/10

Sua Peça Perdida No Quebra-Cabeça Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a pessoa perde o estímulo no processo, isso significa que ela não se esforça o suficiente pelo amor ao próximo?

Resposta: Se a pessoa é desencorajada em seu desenvolvimento espiritual, isso normalmente decorre do orgulho, de seu posicionamento acima dos outros. Esta é uma doença geral que se encontra em cada um de nós. O orgulho é a base do desejo de receber, que vem até nós diretamente do Criador. O Criador é único. Assim, nós também nos sentimos como sendo únicos.

Eu sou realmente único porque sou uma peça do quebra-cabeça geral que não é encontrada em mais ninguém. Assim, eu justificadamente sinto que sou especial. A questão é apenas como vou usar minha singularidade? Vou tentar complementar os outros da forma que for possível?

O quebra-cabeça espiritual não é o mesmo que o quebra-cabeça corporal, onde cada peça está em contato apenas com alguns vizinhos mais próximos, e longe de todos os outros. No quebra-cabeça espiritual eu estou conectado a todos. Isto é espantoso! Imagine que há 600.000 peças do quebra-cabeça e eu estou conectado a cada uma delas. Além disso, cada uma delas está conectada a todas as outras peças. Esta não é uma conexão simples, mas em cada nível, todos os nossos Keterim (coroas) estão conectados uns aos outros; em todos os níveis de Bina estão conectados uns aos outros, e assim por diante.

Assim, há uma estreita conexão de doação entre nós que ainda precisamos descobrir. No fim da correção, graças à nossa sensibilidade e compreensão desta complicada conexão, esta se torna revelada “620” vezes mais intensa: em vez de Nefesh de Nefesh, NRNHY de NRNHY.

Imagine que havia este sistema simples de 600.000 peças ligadas em série, uma após a outra, como um rebanho de ovelhas. De repente, elas se conectam em todos os tipos de vínculos, complementando e preenchendo-se mutuamente em todas as situações e atributos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/2/12 , Shamati # 35

Compreender O Presente Que Recebemos

Dr. Michael LaitmanComentário: Na Convenção no deserto nós queríamos receber essa energia que nos permitiria chegar à conexão. Eu acho que nós realmente conseguimos.

Resposta: Eu acho que a Convenção foi especial, pois alcançamos certo nível de adesão, e a Reshimo (reminiscência) dele permanece em nós, em todo o grupo e em cada um de nós individualmente.

O que ocorre na espiritualidade não desaparece, e essa Reshimo simboliza o vaso espiritual entre nós. Todos sentem isso em certa medida, mais ou menos, mas este vaso já existe. Ele já nasceu! Mas, de tal maneira que temos que fazer mais alguns esforços, a fim de esclarecê-lo, revelá-lo, e senti-lo de uma forma cada vez mais clara.

Nós devemos nos relacionar com este vaso geral como com a Shechiná (Divindade), com o lugar para a revelação do Criador. Quanto mais forte nós nos conectamos, mais alegria nós damos a Ele. Graças a nossa conexão, a conexão dos nossos desejos, nós podemos dar alegria ao Criador e assim começamos a sentir a Luz em nossos desejos, e, consequentemente, sentiremos a nossa ascensão espiritual e a revelação do Criador às criaturas.

Nós devemos ser mais sensíveis, prestar mais atenção e tratar de maneira mais sutil o sentimento geral que nasceu dentro de nós.

Nenhum de nós deve parar nem por um momento num só lugar. Tudo depende de alterar as intenções e não do número de ações. Isso significa que isso depende da nossa atitude para com a conexão e união que alcançamos.

Nós alcançamos a união e criamos um vaso. Agora, surge a pergunta: “O que fazemos com ele agora?”. Esta é a coisa mais importante: uma mudança qualitativa em nosso trabalho com ele. Este é o esclarecimento, a busca de uma solução permanente.

Você mesmo terá que pensar sobre isso. Se eu falar sobre isso agora, eu vou estar roubando seu esforço. É como trazer para uma criança uma caixa com um brinquedo Lego, afastá-la e começar a juntar os blocos de Lego sozinho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/12, Shamati # 35

Não Podemos Permanecer Da Maneira Como Estamos

Dizem: “Há muitos pensamentos no coração do homem, mas a salvação do Criador vem em um piscar de olhos.” Então todas as nossas reivindicações são justificadas, mas todas deverão resumir-se a uma reivindicação: Precisamos revelar o Criador, caso contrário, não temos chance de entender, sentir, avançar, ou alcançar o sucesso. Isto significa que não podemos ficar do jeito que estamos, não entendendo e nem alcançando nada, e não podemos sair deste estado.

Este estado desesperado sem esperança é o melhor. É exatamente do jeito que as coisas deveriam ser. É a revelação do vaso que realmente precisa de tratamento. Mas tem que ser revelado como um resultado esclarecedor dos problemas, as intenções, “não há outro além d’Ele” desde o início, tudo o que eu faço é, a fim de revelar o Criador. Por que eu preciso dele? Porque este é o objetivo da criação e eu O trago contentamento por isso.

A revelação do Criador, só pode estar em nosso vaso coletivo, em um desejo coletivo. Nós construímos esse desejo coletivo a partir dos pontos no coração, que ligam quando nos elevamos acima de nós mesmos. Exceto pelos pontos no coração, todo o resto é a nossa bestialidade, e nos a abaixamos. Assim, esclarecemos a estrutura total da nossa alma em geral. Essa é a forma como deve ser.

A revelação do Criador ocorre involuntariamente, o que significa em grande confusão, e é bom. Nós só devemos manter o pensamento, a intenção, a busca, e adicioná-la a alegria de “que tipo de trabalho, de todas as pessoas, nos foi dado.” Você pode estar sonhando com um outro lugar, de se sentar no casa na frente da TV, em uma poltrona, assistindo algumas séries, ou algo parecido. Mas só de pensar como você é especial entre todos os bilhões de pessoas no mundo, a fim de ajudá-las, a fim de descobri-Lo, a fim de servir aos amigos e nisso encontrar a paz e alegria.

Agora eu provavelmente confundi você ainda mais ….

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De Convenção de Arava arvut Lição# 2, 23/2/12

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A Última Gota de Esforço

Pergunta: Quando você está incorporado em uma ação coletiva, às vezes você se sente unido com os amigos, mesmo em seus pensamentos, mas no último momento você sente que algo está faltando, um esforço dentro de um esforço, a última gota. Como podemos alcançar essa última gota para que possamos chegar ao clamor geral, de modo que seremos capazes de abrir os nossos corações de uma vez por todas?

Resposta: Essa última gota é exatamente o ponto de nascimento, a ponto do êxodo do Egito , e é a mais difícil. Uma pessoa está pronta para ir quase até o fim, e então ela vê um muro na sua frente, algo que ela não pode superar, e, de repente, tem desculpas sem fim. Sua inclinação para o mal lhe diz: “Você ainda tem que cuidar disso e daquilo, e  você não estudou todo o Estudo das Dez Sefirot, no entanto, você não sabe todos os artigos do Shamati,  no entanto, ainda há tanta coisa que você tem que fazer “, e assim por diante.

E é o mesmo em relação aos amigos, o que significa que quando você realmente chegar ao ponto que agora você pode quebrar o seu ego e se conectar, fazer o ponto de solda entre você e os amigos, você pode “fazê-lo”. Criar um ponto de solda significa que esta gota de cola agora caí sobre a conexão entre você e os amigos, e se cola junto a uma adesão única. Você não pode fazer isso. No último momento, de repente você recua.

Somente um esforço geral vai ajudar aqui. Portanto, a oração de um indivíduo não ajuda. A oração deve ser a “oração de muitos,” quando você reza para os amigos e não para si mesmo, e quando todo o grupo ou a maioria do grupo reza unido. Mas você está nos falando de um esforço individual. Você pode me dizer sobre um esforço individual por mais mil anos –  nada vai acontecer com você. A direção é familiar, mas é errada, porque você não se preocupa com a conexão com os amigos.

[71426]
A partir da  Convenção de Arava Arvut Lição # 3, 24/2/12

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O Criador E Eu Nos Encontramos No Grupo

Dr. Michael LaitmanQuando a pessoa se aproxima da revelação do Criador, ela sente que está em pé no Monte Sinai. Por um lado há todo o seu desejo mal, mas, por outro lado, ela entende que para atingir o objetivo e revelar o Criador, ela precisa preparar o seu desejo de receber a qualidade de doação, que é copiado Dele. Afinal, “homem” (Adão) significa: “semelhante” (Domeh) ao Criador.

Assim, juntos, nós preparamos o nosso desejo de receber para diferentes formas de doação, de modo que ele possa aceitar a marca (impressão). Este é o estado da entrega da Torá, sobre o qual está escrito: “Vós estais hoje, todos vós…”. Não um, mas todos: pois é em nossa união comum que revelaremos a força superior.

Basicamente, uma coisa muito simples é necessária para preparar o material do desejo. É verdade que essa ação já não pertence ao nosso mundo, e é por isso que é difícil para nós. Chama-se: inclusão mútua. Todos nós devemos nos tornar mutuamente incluídos um no outro, conectar um ao outro através de nossos desejos, e nada mais. Então, assim como antes da quebra, nós alcançaremos o “lugar” onde a Luz superior pode entrar e fazer sua marca.

Por esta razão, não importa o que fazemos, se continuarmos na direção da união, da revelação do Criador, como está escrito: “Israel, a Torá e o Criador são um”. “Israel” é o homem. “Torá” é o poder da Luz que nos une ao ponto de amar ao próximo como a nós mesmos. E o “Criador” é a raiz, que nos dá Sua marca quando nos unimos.

Desta forma, eu fico de um lado do grupo, e o Criador fica do outro. E se Ele e eu somos capazes de nos encontrar no grupo, então, é lá que a revelação ocorre.

Esta é a nossa forma de avançar. Basicamente, todo o nosso trabalho é nos prepararmos para isso. Isso acontecerá conosco, se estivermos todos juntos.

Da Convenção Arvut de Arava 23/02/12, Lição # 2